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Os CaminhOs dO EnsinO dE artE nO Brasil
73
 Capítulo 3 
Esses são exemplos de duas obras que poderão ser utilizadas e 
trabalhadas com a Proposta Triangular do Ensino da Arte, que você pôde 
conhecer na seção anterior.
Apresentar as obras para as crianças e deixá-las descobrirem diferentes 
brincadeiras por meio da leitura de imagem e contextualização da época de 
criação da obra, é oportunizar conhecimento artístico cultural e histórico dentro 
das instituições escolares. Além da leitura de imagem, é possível realizar 
pesquisa sobre as diferentes brincadeiras que encontramos na obra.
Você sabia que vários artistas já abordaram esta temática?
Apresentamos a você algumas obras de diferentes artistas sobre jogos e 
brincadeiras infantis:
 
Figura 25 – Brincadeiras de criança – Ivan Cruz
Fonte: Diponível em: <www.brincadeira sdecriança.com.br>. Acesso em: 25 maio 2010.
Figura 26 – Jogo de Peteca – Monica Santana
Fonte: Disponível em: <www.monicasantana.com.br>. Acesso em: 25 maio 2010.
 
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 Arte e Ludicidade na Educação Infantil e Anos Iniciais
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Figura 27 – Maya à la poupée – Pablo Picasso
Fonte: Disponível em: <http://lh6.ggpht.com/_dxhPw_mpmKg/SYrEzDpLbyI/
AAAAAAAAEeM/bZ5JVhfTl1w/DSC04909.JPG>. Acesso em: 25 maio 2010.
Figura 28 – Canoa que voa – Marcos Leal
Fonte: Disponível em: <http://www.saatchi-gallery.co.uk/yourgallery/
artist_profile//90882.html>. Acesso em: 25 maio 2010.
 
Figura 29 – Meninos brincando – Cândido Portinari
Fonte: Disponível em: <http://www.museudainfancia.unesc.net/memoria/
expo_ibero/acervo_portinari.htm>. Acesso em: 25 maio 2010.
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Os CaminhOs dO EnsinO dE artE nO Brasil
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 Capítulo 3 
Esses são apenas alguns exemplos de obras de grandes artistas 
que apresentamos a você caro(a) pós-graduando(a), com a finalidade de 
proporcionar contato maior com imagens de obra de arte, além de discutir a 
possibilidade de resgatar brincadeiras tradicionais através da arte.
Outro exemplo comum, e que também pode ser utilizado em sala de aula, 
é a relação entre diferentes obras que retratam a mesma temática, neste 
caso, a mesma brincadeira. Apresentar diferentes linguagens para a criança é 
ampliar seu repertório visual e cultural, é trabalhar com a emoção, a percepção 
e a intuição, categorias do conhecimento sensível.
Você lembra o que mencionamos anteriormente sobre 
a construção humana sensível? Sobre as categorias do 
conhecimento sensível, tema abordado por Silvia Pillotto? Se você 
não lembra, é a oportunidade de retornar seus estudos.
Veja agora, alguns exemplos do que estamos falando:
Vamos pensar na brincadeira do pião.
Você lembra como brincar de pião?
Observe a sensibilidade de alguns artistas ao trabalharem com esta 
temática.
Figura 30 – Menino com pião – Marcos Leal
Fonte: Disponível em: <http://www.saatchi-gallery.co.uk/yourgallery/
artist_profile//90882.html>. Acesso em: 25 maio 2010.
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 Arte e Ludicidade na Educação Infantil e Anos Iniciais
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Figura 31 – Menino com pião – Reynaldo Fonseca
Fonte: Disponível em: <http://peregrinacultural.wordpress.com/2008/08/14/bailado-
russo-poema-infantil-de-guilherme-de-almeida/>. Acesso em: 25 maio 2010.
Figura 32 – Menino com pião – Nando Ribeiro
Fonte: Disponível em: <http://www.artmajeur.com/?go=artworks/display_mini_gallery&login=
nandoribeiro&mini_gallery_id=1243012&artist_id=83361&image_id=3355570&disp_
m=normal&serie=1&glang=pt>. Acesso em: 25 maio 2010.
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Os CaminhOs dO EnsinO dE artE nO Brasil
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 Capítulo 3 
Figura 33 – Menino com pião – Cândido Portinari
Fonte: Disponível em: <http://www.museudainfancia.unesc.net/memoria/
expo_ibero/acervo_portinari.htm>. Acesso em: 25 maio 2010.
Figura 34 – Rodando pião – Ivan Cruz
Fonte: Disponível em: <www.brincadeirasdecrianca.com.br>. Acesso em: 25 maio 2010.
Quando resgatamos alguns brinquedos ou brincadeiras, podemos 
explorar as diferentes linguagens da Arte a fim de apresentar para as crianças 
diferentes modos de representar o mesmo objeto, como neste caso, o Pião 
representado através da pintura, da escultura, e, conforme apresentamos na 
sequência, também na poesia e na música.
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 Arte e Ludicidade na Educação Infantil e Anos Iniciais
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BAILADO RUSSO 
Guilherme de Almeida
 
Fonte: ALMEIDA, Guilherme de et al. Antologia de poemas para 
a infância. 2. ed. São Paulo: Ediouro, 2001. p. 32.
RODA PIÃO – Cantiga de roda 
O Pião entrou na roda, ó pião ! (bis)
Refrão: Roda pião, bambeia pião ! (bis)
Sapateia no terreiro, ó pião ! (bis) 
Mostra a tua figura, ó pião ! (bis)
Faça uma cortesia, ó pião! (bis)
Atira a tua fieira, ó pião! (bis)
Entrega o chapéu ao outro, ó pião ! (bis) 
Fonte: Disponível em: < http://letras.terra.com.br/cantigas-
populares/984005/>. Acesso em: 25 maio 2010.
Caro(a) pós-graduando(a), você conhece a história deste brinquedo? O 
Pião? A seguir, apresentamos resumidamente a origem histórica do pião. 
A mão firme e ligeira
puxou com força a fieira:
e o pião
fez uma eclipse tonta
no ar e fincou a ponta
no chão.
É o pião com sete listas
de cores imprevistas.
Porém,
nas suas voltas doudas,
não mostra as cores todas
que tem:
-fica todo cinzento,
no ardente movimento…
E até
parece estar parado,
teso, paralisado,
de pé.
Mas gira. Até que aos poucos,
Em torvelins tão loucos
assim, 
já tonto, baboleia,
e bambo, cambaleia…
Enfim,
Tomba. E, como uma cobra,
Corre mole e desdobra
então,
em hipérboles lentas,
sete cores violentas,
no chão. 
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Os CaminhOs dO EnsinO dE artE nO Brasil
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 Capítulo 3 
HISTÓRIA DO PIÃO
Geralmente de madeira, o pião é um objeto cônico que possui na 
extremidade um aponta de metal. Quando torcido, com a ajuda de um 
fio, faz um movimento de giro. Cerca de 3 mil anos a.C., na Babilônia, 
já existiram os piões, feitos de argila e com as bordas decoradas com 
formas de animais e humanas ou relevos. Eles foram encontrados em 
túmulos de crianças, assim como as bolinhas de gude.
Os japoneses antigos pintavam superfície com ricos detalhes 
e foram os primeiros a fazer um sulco ao redor da circunferência e 
produzir piões que assobiavam quando movimentados. No museu 
Johns Hopkins, em Baltimore (Estados Unidos), existe um vaso 
grego pintado há aproximadamente 2500 anos em que são vistas 
duas pessoas observando a dança de um grande pião de madeira.
Os piões também foram encontrados nas escavações de 
Pompéia (Itália).
Fonte: Atzingen (2001, p. 57).
 
Essas obras que abordam a temática do brinquedo pião podem ser 
trabalhadas de forma em que o aluno entrará em contato com diferentes 
culturas, contextos e linguagem da Arte. Além, de ser uma maneira de resgatar 
esse brinquedo popular, estas obras nos permitem criar momentos de fazer 
artístico com as crianças.
Podemos citar:
• Ressignificação da obra: A criança produz uma representação pessoal 
da obra ressignificando-a.
Figura 35 – Bola de gude – Ivan Cruz
Fonte: Disponível em: <www.brincadeirasdecrianca.com.br>. Acesso em: 25 maio 2010.
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 Arte e Ludicidade na Educação Infantil e Anos Iniciais
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Ressignificação da obra: 
Figura 36 – Bola de gude
Fonte: Disponível em: <http://escolahumberto.blogspot.com/>. Acesso em: 25 maio 2010.
Figura 37 – Marimba – Ivan Cruz
Fonte: Disponível em: <www.brincadeirasdecriana.com.br>. Acesso em: 25 maio 2010.
Ressignificação da obra:
Figura 38 – Marimba
Fonte: Disponível em: <http://albertinhoniteroi.blogspot.com/2009/11/
arte-na-escola_26.html>. Acesso em: 25 maio 2010.
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 Capítulo 3 
• Intervenção com fragmento da obra do artista: A criança cria um novo 
contexto, partindo de um fragmento da obra de arte.
Figura 39 – Rendeiras de Florianópolis – Willy Zumblick
Fonte: Disponível em: < zumblick.com.br>. Acesso em: 25 maio 2010.
Intervenção com fragmento da obra:
Figura 40 – Intervenção 1 Figura 41 – Intervenção 2Fonte: As autoras. Fonte: As autoras.
Esses são apenas dois exemplos de fazer artístico que podemos trabalhar 
com as crianças. Além da linguagem visual, ainda cabe lembrar, que a arte 
permite conexão entre as diferentes linguagens.
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 Arte e Ludicidade na Educação Infantil e Anos Iniciais
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É possível reler as obras de arte de diferentes artistas através da 
representação cênica, da musicalização e também é possível contextualizar 
as brincadeiras ou brinquedos por meio da literatura.
Vamos finalizar nosso caderno de estudos com um último exemplo:
• A representação de bonecas: 
Figura 42 – Bonecas – Noêmia Dantas Figura 43 – A boneca – Cristiane Campos
Fonte: Disponível em: <http://jornale.com. Fonte: Disponível em: <http://cristianecampos
br/wicca/?p=3290>. Acesso em: 25 .arteblog.com.br>. Acesso em: 
maio 2010. 25 maio 2010.
Figura 44 – Menina com 
boneca – Henri Rosseau
Fonte: Disponível em: 
<marluisa.blogspot.com>. 
Acesso em: 25 maio 2010.
Figura 45 – Boneca com carrinho – Ivan Cruz
Fonte: Disponível em: <www.
brincadeirasdecriança.com.br>. 
Acesso em: 25 maio 2010.
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Os CaminhOs dO EnsinO dE artE nO Brasil
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 Capítulo 3 
 
Você conhece uma Matryoshka?
A Matryoshka é uma bonequinha que contém dentro de 
si, várias bonequinhas, muito conhecida no leste europeu, 
principalmente relacionada à Rússia. Todo mundo já deve ter 
ouvido falar dela e certamente, se já passou por Berlin, Praga e 
mais precisamente por Moscou, deve ter tido o ímpeto de comprar 
uma, nem que seja para deixar guardadinha no armário.
 
Figura 48 - Matryoshka
Fonte: Disponível em: <http://vilamulher.terra.com.br/marianecara/
matryoshka-9-4485839-63941-pf.php> Acesso em: 10 jun. 2010.
Figura 46 – Menina com 
casinha – Marcos Leal
Fonte: Disponível em: <http://www.
saatchi-gallery.co.uk/yourgallery/
artist_profile//90882.html>. 
Acesso em: 25 maio 2010.
Figura 47 – Boneca Carajá
Fonte: Disponível em: <http://
precolombianartbrazil.blogspot.
com>. Acesso em: 25 maio 2010.
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 Arte e Ludicidade na Educação Infantil e Anos Iniciais
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Apresentamos a você diferentes obras sobre Bonecas. Bonecas em 
diferentes contextos. Obras que trazem uma contextualização histórica 
que vai do lúdico até a crença de determinadas culturas. Nossa intenção 
é refletir sobre a possibilidade de através do lúdico e da própria arte o 
professor, abordar temáticas que vão além da Arte e ludicidade, temáticas 
que abordam a diversidade.
A boneca, enquanto brinquedo popular, é objeto de diferente sentido de 
acordo com o espaço e a época em que está inserida. Este objeto permite o 
trabalho artístico, lúdico, cultural e histórico.
Você conhece sua história?
BONECAS
A origem das bonecas se perde no tempo. Possivelmente as 
primeiras estatuetas de barro tenham sido feitas pelo homo sapiens 
há 40 mil anos, na África e na Ásia, com propósitos ritualísticos. 
No Museu de História Natural de Viena, na Áustria, encontra-se 
uma das mais antigas figuras humanas conhecida, a Vênus de 
Willendorf (25 mil – 20 mil a.C.), uma pequena estatueta de formas 
arredondadas, considerada um símbolo de fertilidade.
A transição das bonecas como ídolos para brinquedos 
provavelmente ocorreu no Egito, há 5 mil anos.
Poderia ser um sacrilégio uma criança egípcia brincar com um 
ídolo de argila, mas isso seria aceitável se o objeto representasse 
um mero mortal, como um servo. Por isso bonecas e bonecos não 
tinham aparência infantil; eram, antes, miniaturas de adultos e 
nunca ambíguos, tendo os sexos bem definidos.
Em túmulos egípcios foram encontradas, ao lado de crianças, 
bonecas esculpidas em pedaços de madeira com o cabelo feito de 
cordões de argila ou de contas de madeira.
Na Grécia e em Roma, em 500 a.C., as bonecas recebiam os 
nomes de nympha e pupa que significavam “moça pequena”.
Algumas tinham braços e pernas articulados e cabelo humano.
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Os CaminhOs dO EnsinO dE artE nO Brasil
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 Capítulo 3 
As meninas gregas brincavam com bonecas que as 
acompanhavam até a época do casamento quando eram dedicadas 
a Afrodite, deusa do amor e da fecundidade.
Os meninos romanos, por sua vez, se divertiam com bonecos 
de cera e argila que representavam soldados.
A transição das bonecas da forma adulta para a infantil não 
está claramente documentada, mas pode ter ocorrido quando 
artesãos começaram a fazer as bonecas carregando seus filhos, 
que teriam ganho a preferência das crianças.
Na Idade Média, as bonecas passaram a ter grande 
importância na moda. Estilistas vestiam-nas com suas criações 
e as enviavam para rainhas e damas escolherem os modelos de 
seus vestidos. Na corte de Isabel da Baviera, casada com o rei 
da França Carlos VI (1368-1422), elas ficaram conhecidas como 
embaixatrizes da moda.
A Alemanha tornou-se o centro de produção de bonecas e a 
primeira fábrica surgiu em Nuremberg, em 1413.
As bonecas de papel (dressing dolls), originaram-se na 
Inglaterra no final do século XVIII. Eram figuras para recortar, 
com roupas para trocar e fizeram sucesso em toda a Europa, 
principalmente na França.
Em 1844 o americano Charles Goodyear patenteou a técnica 
de produzir uma borracha dura que poderia ser utilizada para 
fabricar bonecas “à prova d´água”. Os italianos começaram a 
usar esse material em 1860, mas perceberam que ele não tinha 
durabilidade e rachava com o tempo. São raros os exemplares que 
restaram dessa experiência.
As cabeças das bonecas continuaram sendo de massa, 
porcelana ou biscuit; os olhos de cristal; os cabelos feitos com 
fios naturais e o corpo, de madeira ou pelica, com enchimento 
de serragem.
O fato de algumas bonecas de porcelana terem parte posterior 
da cabeça cortada se deve a uma solução encontrada pelos 
fabricantes para reduzir a tarifa alfandegária cobrada sobre o peso 
do carregamento.
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 Arte e Ludicidade na Educação Infantil e Anos Iniciais
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As primeiras bonecas que falaram mamã e papá foram 
apresentadas por Johann Maelzel na Exposição da Indústria 
Francesa em 1823, mas só foram aperfeiçoadas em 1880, 
com o emprego da tecnologia fonográfica de Thomas Alva 
Edison (1847-1931).
Em 1826 aparecem as pálpebras que podiam se mover por meio 
de fios ligados a contrapesos de chumbo no interior da boneca.
O celulóide começou a ser utilizado em bonecas após 1850.
No século XX elas passaram a ser desse material e também de 
borracha e plástico. Começaram a dar risada, a engatinhar e a falar.
A Barbie foi criada nos Estados Unidos em 1959 e revolucionou 
o conceito de bonecas, tornando-se um grande sucesso mundial. 
No Brasil, a boneca Susi, lançada em 1962, marcou a infância de 
meninas de várias gerações.
Em 1964, um boneco americano vestindo uniforme militar 
inaugurou s série das chamadas “figuras em ação”. Ele foi criado 
por Stanley Weston e recebeu o nome de G. I. Joe, inspirado 
no filme A Vida de G. I. Joe. No Brasil, no final dos anos 70, a 
Estrela lançou o Falcon e, nos anos 80, heróis saídos dos filmes e 
desenhos, como Batman e Superman.
Hoje existem bonecas mecânicas que funcionam a pilha e 
podem conversar, pedir beijinhos, cantar...
Algumas são aromatizadas com cheirinho de talco.
Já existem bonecas programadas eletronicamente, que pedem 
comida na hora certa e respondem à aproximação de alguém.
No futuro, a boneca poderá receber vários programas 
diferentes, que poderão estar disponíveis na internet e permitirão 
maior variedade de brincadeiras.
Fonte: Atzingen (2001, p. 5-9).
 
Para completar as informações que trouxemos para você sobre as 
bonecas, indicamos uma literatura e uma cantiga que abordam esta temática:
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Os CaminhOs dO EnsinO dE artE nO Brasil
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 Capítulo 3 
O livro Menino brinca de boneca? de Marcos Ribeiro, desmistifica os 
papéis homem e mulher atribuídos aos sexos desdea infância, e assim, 
estimula o jovem a refletir e opinar sobre o tema e respeitar as diferenças. 
Ilustrações de Bia Salgueiro.
Além da literatura, que também aborda esta temática, apresentamos a 
você, outra linguagem da Arte, a música com a temática: Boneca.
 
A BONEQUINHA
Composição: Rennan Cantuária da Silva, 
João Paulo Gonçalves e 
Rennan Cantuária da Silva
Eu tenho uma bonequinha sim
Ela veio de Paris pra mim
Ela tem um lindo chapéu
E também um amor de véu
Eu ponho ela em pé não cai
Ela diz mamãe papai (mamãe, papai)
Mas um dia sem razão
Escorregou e caiu no chão
Quebrou o narizinho dela
E também o dedinho do pé
Eu levei ela no doutor
Que sabia curar sem dor
A bonequinha chorou, chorou
E eu também chorei, chorei
Só depois que ela sarou
Eu brinquei, brinquei, brinquei...
Fonte: Disponível em: <http://letras.terra.com.br>. Acesso em: 25 maio 2010.
Agora, que você já recebeu várias informações sobre o resgate dos 
brinquedos e brincadeiras tradicionais por meio da arte, chegou o momento 
de colocar seu aprendizado em prática, planejando, discutindo e refletindo 
sobre estas possibilidades que lhe foram apresentadas. A ideia não é 
de receita, mas de reflexão sobre as diferentes linguagens da arte como 
vetor de resgate de jogos, brinquedos e brincadeiras de forma lúdica no 
contexto escolar.
Bons estudos e muita arte e ludicidade nos seus planejamentos! 
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 Arte e Ludicidade na Educação Infantil e Anos Iniciais
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Atividade de Estudos: 
Faça um planejamento para trabalhar com esta temática - com uma 
turma de Educação Infantil ou Anos Iniciais do Ensino Fundamental.
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algumas COnsidEraçõEs
O ponto fundamental para o ensino de Arte é tratá-la como conhecimento. 
Ensinar Arte significa estabelecer relações com a Proposta Triangular: a 
criação/produção, a fruição/leitura de imagem e a contextualização/reflexão ou 
o reconhecimento da produção artístico-estética da humanidade. 
A leitura da obra de arte deve ser feita sempre considerando os 
contextos culturais como uma referência, evitando-se o reducionismo, 
produto da homogeneização, que é fatal no processo de ensino e de 
aprendizagem de Arte.
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Os CaminhOs dO EnsinO dE artE nO Brasil
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 Capítulo 3 
A Proposta Triangular é referenciada no documento oficial que 
orienta o ensino de Arte no Brasil, que é o PCN de Arte (BRASIL, 1997). 
Nesse documento, o professor de Arte pode buscar o auxílio para a 
formulação de seu currículo. Para Barbosa (2002) um currículo planejado 
a partir da Proposta Triangular respeita as necessidades, o interesse 
e o desenvolvimento da criança, bem como, acata o ensino de Arte, sua 
composição e suas contribuições.
Devemos ressaltar que, para obter um ensino de Arte significativo, é 
essencial compreender o objeto artístico a partir de três áreas do conhecimento: 
a produção, a leitura de imagem e a reflexão. Destacamos, igualmente, que 
não interessa a sequência em que serão trabalhadas as vertentes, desde que 
estejam traçadas no planejamento do professor e que esse tenha a nitidez 
sobre como se dá o processo de ensino e de aprendizagem de Arte na escola.
rEfErênCias
ATZINGEN, Maria Cristina Von. História do brinquedo. São Paulo: Alegro, 
2001. 
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes 
e Bases da Educação Nacional. Brasília, 1996. Disponível em: <http://portal.
mec. gov.br/Sesu/índex.php?option=conten&task=vview&id=773&Itemid306>. 
Acesso em: 10 jul. 2006.
______. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria do Ensino 
Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília, 1997. (v. Arte).
BARBOSA, Ana Mae. Recorte e Colagem: influência de John Dewey no 
ensino de arte no Brasil. São Paulo: Cortez, 1989.
______. A imagem no ensino da Arte. São Paulo: Max Limonad, 2002.
______. Tópicos utópicos. Belo Horizonte: C/Arte, 1998. 
______. Arte-educação pós-colonialista no Brasil: Aprendizagem Triangular. 
In: SABINO, Zélia Regina; ALVES, Jucélia Maria (coord.). O ensino da Arte 
em foco. Florianópolis: Ed. da UFSC, 1994.
______. Teoria e prática da educação artística. São Paulo: Cultrix, 1975.
HERNÀNDEZ, Fernando. Catadores da cultura visual: proposta para uma 
nova narrativa educacional. [s.l]: Mediação, 2007.
90
 Arte e Ludicidade na Educação Infantil e Anos Iniciais
90
MALLAGUZZI, Loris; MIGUEL, Marelenquelem. O lúdico e o imaginário no 
desenvolvimento infantil. In PILLOTTO, Silvia Sell Duarte . (org.) Linguagens 
da arte na infância. Joinville : Ed. da Univille, 2007. 
OLIVEIRA, Manoel Dias de. Arte no Brasil. São Paulo: Abril Cultural, 1979. 
RIZZI, Christina. Contemporaneidade (mas não onipotência) do sistema de 
leitura de obra de Arte. 2000. Disponível em: <http://www.artenaescola.org.br/ 
pesquise_artigos_texto.php?id_m=15>. Acesso em: 10 mar. 2009.
STORI, Norberto; ANDRADE FILHO, Antonio Costa. O ensino de Arte no 
Império e na República do Brasil. Disponível em: <http://www.mackenzie.br/
fileadmin/Pos_Graduacao/Mestrado/Educacao_Arte_e_Historia_da_Cultura/
Publicacoes/Volume5/O_Ensino_de_Arte_no_Imperio_e_na_Republica_do_
Brasil.pdf>. Acesso em: 11 jun. 2010.

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