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ACONSELHAMENTO CRISTÃO Bacharelado em Teologia ACADÊMICO: Diego dos Santos Lima RA:200478625 POLO: Sertãozinho (SP) MAPA – ACONSELHAMENTO CRISTÃO Luzia tem 32 anos é casada com Augusto de 36 anos. Ambos estão casados a 8 anos. Eles têm um filho, Theo de 2 anos. Antes do filho nascer, há três anos, somente Augusto trabalhava como confeiteiro e Luzia que se formou em pedagogia não trabalhava, mas fazia alguns pequenos serviços de babá, podendo assim se dedicar integralmente aos trabalhos do lar. Assim que Augusto e Luzia descobriram a gravidez, foram em busca de uma casa para comprar e conseguiram um financiamento por meio de um programa do governo. As parcelas eram bem mais altas do que o aluguel que pagavam isso levou a Luzia procurar um emprego para ajudar a renda familiar. Contudo não encontrava escolas que lhe dessem oportunidade, pois sabiam de sua gravidez. Foi um ano apertado para a família, mas no final tudo deu certo. Quanto Theo completou 1 ano, uma escola chamou Luzia para entrevista de admissão, para assumir dois turnos de aulas para o ensino fundamental. O salário era ótimo e ela teria chances de crescer se fizesse uma pós-graduação. Luzia não pensou duas vezes e aceitou a proposta. O que a família não esperava é que o relacionamento do casal pudesse sofrer com esta nova situação. Augusto, que acorda às três da manhã para trabalhar e volta da panificadora às três da tarde direto para casa, se queixa do seu serviço, pois segundo ele está cada dia mais cansado. Já Luzia, leva o Theo para creche às sete da manhã e de lá vai para a escola, entrando as sete e meia e saindo somente cinco e meia. As seis ela busca o Theo. Quando chega a sua casa, às sete da noite devido ao trânsito, precisa dar banho no Theo, fazer o jantar, dar comida para o filho, arrumar a casa, fazer o filho dormir e somente depois ela vai jantar, tomar banho e às vezes reúne forças para lavar a louça do jantar, quando não, deixa para lavar no outro dia cedo ou quando chegar do trabalho na escola, somente à tarde. Augusto dorme às oito da noite, logo depois do jantar, pois precisa madrugar no outro dia. Luzia se queixa pelo acúmulo de tarefas depois que arrumou o emprego. Já Augusto, sempre com certa ironia diz não saber cozinhar, e que não leva jeito para estas “coisas de mulher”. A intimidade do casal também está em crise, o cansaço de Luzia lhe faz querer aproveitar cada minuto de sono durante a noite, mesmo com algumas indiretas de Augusto que gostaria de mais atenção. De uns tempos para cá, ambos começaram a se alfinetar, com diretas e indiretas sobre os aspectos mais banais, ficando até uma semana sem se falar. Esta situação fez com que Luzia comentasse para a esposa do seu pastor, essa por sua vez comentou com o esposo, o pastor, que logo se prontificou em realizar um atendimento no gabinete pastoral. No dia marcado para a conversa, o pastor ouviu pacientemente ambos que foram lhe relatando os detalhes da situação atual, cada um frisando o que mais lhe incomodava, e Augusto dando algumas breves desculpas ou fugindo do tema quando Luzia se queixava. O pastor, diante da situação deu três conselhos para o casal. Primeiro pediu que os dois fizessem uma campanha de oração na igreja, toda a sexta-feira na reunião de fé e milagre. Mesmo com a rotina agitada, o casal deveria fazer um esforço para buscar a Deus neste momento de crise. Segundo, direcionado a Augusto, indicou a possibilidade de mudança de emprego, para que ele tivesse uma rotina semelhante à de Luzia, para poderem passar mais tempo juntos. O terceiro conselho agora para Luzia, pediu-lhe para meditar em Provérbios 14:1, para que buscasse sabedoria do alto a fim de se tornar cada dia mais uma mãe e esposa melhor. Indicou também que estudasse a possibilidade de deixar o emprego ou limitar sua carga de trabalho para conseguir se dedicar aos trabalhos do lar. Ao final, Luzia, aparentemente era é mais chateada com toda a situação, pois deixara de acreditar até mesmo em sua tão sonhada pós-graduação em pedagogia. 1- Você concorda com os conselhos do pastor no caso? Cite pelo menos três aspectos com os quais você concorda ou discorda. 2- Após mencionar os aspectos que você concorda ou discorda, elenque dentro do livro da disciplina de Aconselhamento Cristão (Rubem Mariano) os conceitos que servem de base para aprovar ou desaprovar os conselhos ministrados pelo pastor. 3- Agora você é o conselheiro(a) do caso, após ter conhecimento da história de Luzia e Augusto, escreva como você aconselharia este casal. Use para esta fase os conhecimentos adquiridos por meio da leitura e resumo do capítulo 27 (Problemas Conjugais) do livro Aconselhamento Cristão, Gary R. Collins (disponível no Material da disciplina). Discordo do conselho do pastor, primeiro porque ele quis resolver em apenas uma sessão, segundo ele foi parcial e terceiro ele foi diretivo. Todos os conceitos que me servem de base para desaprovar os conselhos do referido pastor se encontra no livro Aconselhamento Cristão de Rubens Mariano página 82 pautados em (WAGNER apud LIMO 1998): · Querer resolver tudo em só momento revele a ansiedade da relação entre conselheiro e aconselhando e, ainda, interpretações e cansaço, pois é comum delongar encontros. · Condenar em vez de ser imparcial gera uma relação de desconfiança por parte do aconselhado, pois este se fecha e não fica disponível para a relação de aconselhamento. · Ser diretivo por parte do conselheiro é uma atitude que revela uma concepção de negação das potencialidades do ser humano, as quais são fundamentais para agir de forma adequada e saudável por si só. Para aconselhar Luiza e Augusto pautarei o aconselhamento com o livro aconselhamento cristão de Gary R. Colins. De princípio escutaria o casal com atenção e focá-los-ia como pessoas, Colins (2004, p.488) afirma que O conselheiro precisa procurar entender as pessoas, seus sentimentos e suas frustrações, bem como os problema. As vezes, o terapeuta está tão preocupado em resolver os problemas e encontrar meios de fazer a coisa funcionar, que se torna insensível ao sofrimento e as personalidades das pessoas como quem está trabalhando. procuraria demonstrar amor, afeto e empatia para o casal e falaria, que eles poderiam contar comigo. De forma construtiva, mostraria ao casal que eles precisam mudar, e ser mais sensíveis ao ponto de vista do outro. Aconselharia a Augusto que ajudasse Luiza com as tarefas de casa para que Luiza pudesse ter tempo para o casal e não prejudicasse a intimidade dos cônjuges “Outros fatores que também podem interferir no funcionamento sexual são as insensibilidade de um ou ambos os parceiros, os períodos de atividade fora do normal, e a existência de conflitos conjugais de natureza não sexual” (COLINS,2004,pg.480). Procuraria esclarecer que não é bom para o casal ter atitudes egocêntricas, mas que eles precisam ter atitudes de amor recíproco, e que eles deveriam estudar uma forma ou uma possibilidade para conciliar os horários em seus respectivos empregos, ou a possibilidade de outro com horários compatíveis. Procuraria explicar para o casal na vida de casados passamos por várias adversidades e provações, eles não são os primeiros nem serão os últimos e ambos são capacitados por Deus para vencer todos os desapontamentos. De acordo com Colins (2004, p. 483), “Os cônjuges se sentem desesperançados, e a desesperança é um sentimento contagioso. Portanto, uma das metas do aconselhamento deve ser a de restaurar a esperança.” Terminaria a sessão convidando os cônjuges para no mínimo mais duas sessões em que ia estabelecer metas, minhas e do casal, no final de cada sessão explicaria para o casal que o objetivo do aconselhamento é ajudá-los a crescer pessoalmente, interpessoalmente e espiritualmente. Explicaria para os cônjuges que é importante em momentos de crise buscarmos á Deus e que se esforçassem para que em um determinado dia da semana que os dois estivessem de folga do trabalho, fossem a igreja, e se este determinado dia a igreja não abrir, que ambosjuntos tenham um período de devoção a Deus.