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PATOLOGIA GERAL 
 
DISTÚRBIOS CIRCULATÓRIOS 
HIPEREMIA 
 Hiperemia é o aumento na quantidade de sangue 
circulante de um tecido devido à vasodilatação 
arteriolar, e conseqüente aumento na quantidade de 
vasos sanguíneos funcionais (hiperemia ativa) ou devido 
à dificuldade na drenagem venosa (hiperemia passiva ou 
congestão). 
- Hemorragia: sangue fora do vaso. 
 
 
Mesentério de um cavalo 
 
 
Omento de um cão com peritonite 
 
 
Tecido subcutâneo. Em branco – gordura. 
Vênula e arteríola. 
 
Tipos de Hiperemia: aguda, crônica, ativa, passiva 
(congestão), localizada e generalizada. 
*Trombose pode levar a uma tromboembolia. 
*Gato ao cair prende a respiração para não romper a 
víscera, e sim, o diafragma, prolongando a sua vida. 
*Hiperemia ativa: se leva mais sangue ao tecido. 
*Hiperemia passiva: menos sangue retorna do tecido: 
dificuldade no retorno venoso (congestão). 
*Alterações na pressão hidrostática tanto nos vasos 
quanto nos rins – líquido consegue passar. 
*Hiperemia localizada: mais sangue em um órgão. 
*Hiperemia generalizada; grande parte do corpo 
afetada, não se referindo ao corpo como um todo, mas 
um eixo central: acúmulo de sangue nas vísceras. 
Congestão. Complicação de uma síndrome clínica ICC. 
*agudo: 24-48h (se resolve no máximo 1 semana) 
Crônico dias, meses e não se resolve sozinho. 
*Ativ. Agud. Generalizada: eixo central concentra mais 
sangue (vasodilatação), falta sangue na pele e 
musculatura, má perfusão desses tecidos – conjunto de 
sinais – síndrome choque. 
 
Associações quanto aos tipos de hiperemia: 
Hiperemia ativa, aguda ou crônica e localizada 
Hiperemia ativa, aguda e generalizada (choque) 
Hiperemia passiva (congestão), crônica e generalizada 
Hiperemia passiva (congestão), aguda e localizada 
Hiperemia passiva (congestão), crônica e localizada 
Hiperemia aguda ou crônica e localizada (muito comum) 
Congestão crônica e generalizada (comum) 
Congestão aguda e localizada (incomum) 
Congestão crônica e localizada (rara) 
 
HIPEREMIA AGUDA LOCALIZADA 
 
 
Padrão anular – serpiginoso (caminho que forma) 
Vermelho – processo inflamatório tem mais sangue indo 
pro tecido, Agudo e Localizado na pele. 
Exemplo: Hiperemia aguda localizada - apendicite 
 
Dermatite atópica. Mais sangue indo para pele. 
Primeiro sinal de dor é o prurido que é causado pela 
compressão das terminações nervosas que causa edema. 
 
 
Dermatite química por urina. Urina causa queimadura. 
 
 
Temperatura elevada da região. 
 
 
 
Pulmão de um cão com cinomose: Todo Lado esquerdo 
afetado. Pulmão hepatizado (pela cor de fígado) 
 
 
Mucosa intestinal inflamada – enterite por parvovirose 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Herpes vírus bovino 
 
 
Estômago: acabou de comer – mais sangue para 
digestão – prega mais vermelha, fundo e corpo gástrico 
(cárdia e piloro não) até 1h30, 2h; fisiológico. 
 
 
Endocardite valvar bacteriana. Material vermelho: 
fibrina depositado na valva - Trombo de fibrina que se 
formou em cima de uma área de inflamação. 
 
HIPEREMIA CRÔNICA E LOCALIZADA 
 
 
Pododermatite 
 
 
Alopecia e Engrossamento da pele (liquenificação) 
 
 
Sarna sarcóptica 
 
Nos tecidos, os mastócitos ficam sempre ao redor das 
vênulas pós capilares controla a abertura e fechamento 
ao desgranular (liberar lisossomos com fatores como 
histamina para que esse vaso leve mais ou menos 
sangue para os tecidos). Vísceras da cavidade abdominal 
do cão tem grande quantidade de mastócitos. Quando 
esses mastócitos desgranulam ao mesmo tempo, esses 
órgãos se enchem de sangue, faltando sangue para pele, 
músculos e encéfalo. Temperatura da pele mais baixa. 
Menos perfusão neuronal – sonolência e estupor, pulso 
nos membros mais fraco. Morte cerebral em decorrência 
de um quadro de choque: síndrome de mal perfusão dos 
tecidos. Cão em Choque tem vômito devido a hiperemia 
acentuada do estômago – hematêmese. Sangue dos 
vasos vai da lâmina própria para a luz – estomago e 
intestino. 
 
HIPEREMIA AGUDA GENERALIZADA (CHOQUE) 
 
 
Diarreia do choque 
 
Intestino do choque 
 
 
Hematoquezia 
 
 
Aumenta peristaltismo, pois o sangue é irritante para a 
mucosa. O corpo tende a eliminar esse conteúdo. 
Sangue digerido no intestino tem cheiro forte 
ferruginoso devido ao ferro. 
 
Estômago de choque 
 
Pulmão de choque 
 
 
 
 
 
 
Aumento eritrócitos dos septos alveolares 
 
Trombos de fibrinas dentro dos capilares 
 
 
Rim de choque 
 
 
Baço de choque 
 
 
Adrenal de choque 
Em Cães os rins que ficam os mais vermelhos. Em 
Cavalos ficam mais vermelhas as adrenais (em relação 
aos outros órgãos). 
 
TIPOS DE CHOQUE 
Choque hipovolêmico: ocorre quando o animal perde 
sangue - hemorragia. Também quando desidrata de 
forma grama – perde a parte plasmática e parte celular 
concentra – dificuldade na circulação. Animal anêmico: 
pouca parte celular – muito plasma. 
 
Choque cardiogênico: não tem capacidade de bombear o 
sangue para os tecidos. Acontece na miocardiopatia 
dilatada (cão), miocardiopatia hipertrófica (gato), 
necrose cardíaca tóxica, infarto do miocárdio, IC de baixo 
débito causada por miocardiopatia. Má perfusão do 
tecido. 
 
Choque séptico: infecção grave por bactérias gram- que 
produzem LPS – vários vasos abram e sequestrem 
sangue e falte sangue nos outros lugares. 
 
Choque neurogênico: choque por estresse. Gatos mais 
predispostos, animais de vida livre e de zoológico. 
Contenção à força. Carga de adrenalina muito grande. 
Vasodilatação dos vasos das vísceras. 
 
Choque anafilático: reação analifática – contato com 
substância e produziu muito anticorpos (alérgico), IgE 
em grande quantidade, alérgeno se liga a essa molécula 
e se ligam nos mastócitos que vão desgranular – 
vasodilatação – hiperemia. Diarreia e vomito com 
sangue. 
 
Choque obstrutivo: mais rara. Grande peso comprimindo 
o retorno venoso. Grande porte em um mesmo 
decúbito, órgãos apertam a veia cava impedindo o 
retorno venoso. Compressão por algo pesado. 
*Septicemia: bactérias no sangue. Quando elas morrem 
– LPS – vasodilatação, pulmão enche de sangue 
(principalmente) e nos outros órgãos, má perfusão. 
 
CONGESTÃO AGUDA LOCALIZADA 
 
 
Veia mais superficial, compressão extramural, artéria 
diminua o fluxo do sangue (mas não totalmente) e o 
sangue não consegue voltar. 
 
 
Torção de estomago vólvulo gástrico que leva o baço junto. 
Comer muito rápido e engolir água. Rotaciona sob seu 
próprio eixo, da esquerda para a direita de 180-360°. 
Estômago pressiona o fígado que pressiona o diafragma – 
dispnéia. Artéria gástrica continua mandando sangue, mas 
as veias não conseguem tirar. Sangue  luz do estômago. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Baço “boomerang” 
 
 
Baço fica com trombose, precisando além de distorcer o 
estômago, fazer esplenectomia. Ruptura no pós-op. 
 
 
 
Torção de intestino na raiz do mesentério. 2º mais 
comum. 
 
 
Cavalo mais comum torção de intestino grosso, cão e 
gato de intestino delgado. Colon ventral e dorsal se 
torcem (menos comum cólica). 
 
 
Torção de útero já vistos em gata e vaca e coelha 
geralmente quando tem parto distócico. Torção de 
ovário em mulheres, comum em grandes cistos 
ovarianos. 
 Geralmente uma ultrassonografia ou Radiografia dá o 
diagnóstico, mas também há laparoscopia exploratória 
ou toracoscopia. Se ao distorcer, na hora as vísceras 
voltarem a cor normal, não precisa cortar o intestino. Ao 
cortar necrose– síndrome do intestino curto, vive só 
mais alguns anos. Gastropexia (fixar parede do estômago 
no peritônio). 
 
 
 
 
Torção de lobo pulmonar (médio na foto) acontece 
quando há Líquido livre na cavidade torácica (derrame 
pleural) podendo ser um transudato (pouca proteína) 
formando hidrotórax, ser pus - piotórax, ser quilo – 
quilotórax. 
 
 
 
CONGESTÃO CRÔNICA LOCALIZADA 
 
 
Trombose venosa profunda – veias profundas do braço 
ou perna. Sangue entramais não sai, congestão. 
Tratamento Medicamentoso até 24h (drogas 
fibrinolíticas), após isso cirurgia. Não comum em 
veterinária. Mais comum: Trombose arterial profunda 
sangue não chega no membro - isquemia, necrose. 
 
 
Lobo ficou preso na Ruptura diafragmática – quando 
entra o órgão na ruptura é estrangulamento. 
 
CONGESTÃO CRÔNICA GENERALIZADA 
 
 
Insuficiência cardíaca se manifesta de várias formas, mas 
as principais: baixo débito e Insuficiência C. congestiva. 
Direita: fígado Esquerda: pulmão 
Veia cava caudal (vai ficando distendido e aumenta 
pressão hidrostática) e veia porta na foto acima. 
Problema na valva cardíaca. Liquido sai e vai 
acumulando no tórax - liquido pleural e abdômen - ascite 
 
Veia cava passa p dentro do fígado, todos ramos 
hepáticos venosos fica congesto, edemaciado, proteína 
junto com o liquido, passando pelos lobos e chega na 
cápsula – fígado grande e películas de fibrina sob o órgão 
Fibrina na superfície capsular. Bovino fígado fica azul. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fígado noz moscada - fígado grande com diferenças na 
cor em cão. 
 
 
 
 
Corte do fígado – padrão de noz moscada, bovino 
 
 
Não consegue sair da Veia centrolobular, hemáceas nos 
capilares sinosóides, sangue parado fica sem O2 e 
hepatocitos morrem por hipóxia, necrose centrolobular 
hipóxica sendo substituídos por colágeno. 
 
 
 
 
Fibrose centrolobular moderada 
 
 
Fibrose centrolobular acentuada 
 
Fibrose e hiperplasia nodular (cirrose cardíaca) 
 
 
Irregularidade com passar do tempo perdendo 
hepatócitos, superfície forma nódulos de regeneração 
no fígado. 
 
 
Hiperplasia nodular. Passa a se chamar cirrose cardíaca. 
 
Ascite- aumenta pressão hidrostática venosa, leva ao 
extravasamento de liquido no tórax e abdômen, 
dificuldade respiratória (derrame pleural), fígado grande 
de noz moscada. 
 
 
99% líquido tingido de vermelho, pois na hora que 
passou o plasma leva um pouco de hemácea. Chances 
altas de ser problema no coração ao se deparar com 
esse líquido. 
 
 
Gato não acumula tanto. Líquido ser vermelho, mas 
também amarelado (gato, bovinos, ovino), 
ocasionalmente incolor (gato), amarelo-rosado (bovino, 
ovino). 
 
 
Edema subcutâneo – comum: submandibular, barbela e 
peito. Desce gravitacionalmente para abdômen. Nota-se 
em bovinos primeiro o edema, cachorro primeiro líquido 
e depois edema e gato pouco líquido e não percebe 
edema. 
 
 
Bovino 
Generalizada esquerda 
Valva mitral, miocárdio do lado esquerdo, congestão 
hiperemia passiva. Líquido no pulmão. Vermelho, 
intensamente distendido, trocas gasosas não 
acontecem, dificuldade respiratória, pulmão hepatizado, 
áreas de compressão das costelas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dispnéia, animal não quer deitar. Espuma = ar misturado 
com água. 
 
 
Levantar a cabeça, abrir narinas 
Remédio diurético para urinar e por pressão vai sair do 
pulmão o líquido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tentam espectorar, tossir 
 
 
Congestão aumenta pressão hidrostática liquido de 
dentro escapa e vai pra dentro dos espaços – cor de 
rosa. Normal: espaço branco e septo. Septo cheio de 
hemácia e alvéolo com material rosado. 
 
*Dirofilariose: parasita dos ramos da artéria pulmonar, 
obstrui e causa hipertensão pulmonar, assim o 
ventrículo direito hipertrofia, causando Insuficiência 
Cardíaca Congestiva direita.