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PROCESSO DE ENVELHECIMENTO 
 
TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA E 
EPIDEMIOLÓGICA 
Profa. Mariana Bianchi 
1 
O MUNDO ENVELHECE.... 
2 
O ENVELHECIMENTO É: 
 
a) Um estágio da vida humana que se inicia 
aos 65 anos de idade 
 
b) Um processo durante a vida, individual e 
sequencial 
 
c) Uma doença a ser evitada 
ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA: 
3 
O ENVELHECIMENTO É: 
 
a) Um estágio da vida humana que se inicia 
aos 65 anos de idade 
 
b) Um processo durante a vida, individual e 
sequencial 
 
c) Uma doença a ser evitada 
ERRADO 
ERRADO 
CERTO 
4 
Nos países em desenvolvimento, assim como o 
Brasil, convencionou-se que, de acordo com 
aspectos cronológicos, idosos são pessoas com 
60 anos de idade ou mais e nos países 
desenvolvidos, pessoas com 65 anos ou mais 
(BRASIL, 2007; NERI, 2005). 
 
 
 
Esta diferença se deve à maior expectativa de 
vida nos países desenvolvidos consequentes de 
melhores condições de saúde e de acesso a 
recursos (MONTANHOLI et al, 2006). 
 
5 
O MUNDO 
ENVELHECE.... 
 
PORQUE? 
6 
NÚMERO DE 
IDOSOS 
NA 
POPULAÇÃO 
GERAL 
MORTALIDADE 
 
FECUNDIDADE 
EXPECTATIVA 
 DE 
 VIDA 
7 
8 
TAXA DE FECUNDIDADE BRASILEIRA TOTAL 
9 
1991 2000 2005 2050 
Brasil 2,89 2,41 2,02 1,61 
Região Norte 4,18 3,17 2,45 1,98 
Região Nordeste 3,71 2,69 2,24 1,87 
Região Sudeste 2,39 2,15 1,86 1,35 
Região Sul 2,52 2,25 1,77 1,33 
Região Centro Oeste 2,66 2,25 2,00 1,53 
CONCEITOS BÁSICOS 
GERIATRIA: introduzido em 1909, pelo médico 
Nascher. Estudo clínico da velhice. 
 
GERONTOLOGIA : Usado pela primeira 
vez em 1903, por Metchnicoff. 
 
Do grego: 
Gero= velho 
Logia= estudo 
 
Ciência que estuda o processo de envelhecimento. 
 
VELHO 
IDOSO: 
No Brasil: pessoa 
com idade igual 
ou superior a 
60 anos TERCEIRA IDADE 
VELHICE : 
Etapa da vida. 
ENVELHECIMENTO: 
Processo que ocorre ao 
longo da vida. 
Senescência ou 
Senectude: 
processo natural de 
envelhecimento 
Senilidade: processo de 
envelhecimento acompanhado 
de patologias que causam 
impacto na funcionalidade 
dos idosos. 
p. 25-26. 
 Podemos compreender o processo de 
envelhecimento como natural, ocorrendo 
diminuição progressiva das reservas funcionais 
dos indivíduos (senescência) e em condições 
normais não causam problemas, mas quando 
ocorre sobrecarga de algumas das condições 
básicas, pode causar: doenças, acidentes, 
estresse emocional, passando para a 
denominação de condições patológicas 
(senilidade) que necessitam de assistência. 
14 
ENVELHECIMENTO 
Processo 
•Universal e não patológico 
•dinâmico e progressivo 
• individual e irreversível 
•alterações morfológicas, funcionais 
e bioquímicas 
 
 
modificações graduais 
 
 
Redução da capacidade do 
organismo de se adaptar a 
estresses ambientais 
MORTE 
ENVELHECIMENTO 
Diminuição gradativa da 
capacidade de adaptação 
 homeostática (reserva 
funcional) 
 
Comprometimento da 
capacidade de adaptação 
frente a estressores 
 
Predisposição às doenças 
 
Sem marcador de início 
ENVELHECIMENTO 
Fatores influenciadores: 
Genéticos/biológicos 
 
Estilo de vida 
 
Aspectos sócio-culturais 
 
Contexto social 
 
Experiência de vida 
ENVELHECIMENTO 
Modificações decorrentes 
do processo de 
envelhecimento 
(Envelhecimento 
primário) 
 
X 
 
Modificações decorrentes 
do processo patológico 
(Envelhecimento 
secundário) 
ENVELHECIMENTO 
 
 “A maioria dos indivíduos deseja viver cada vez 
mais, porém a experiência do envelhecimento (a 
própria e a dos outros) está trazendo angústias e 
decepções (...) Viver mais pode resultar numa 
sobrevida marcada por incapacidades e 
dependência. Sobrevida aumentada não garante, 
por si, uma vida com boa qualidade.” 
 
 (Paschoal, 2005) 
 Conseguir que os anos aumentados (quantos 
forem) sejam de uma vida digna e respeitosa 
e que valha a pena ser vivida. 
DESAFIO 
20 
PAPEL DO ENFERMEIRO 
 Distinguir os efeitos naturais do 
 envelhecimento (senescência) das 
 alterações patológicas (senilidade). 
 
 
 Reconhecer as principais modificações 
 decorrentes da senescência para que 
 possa considerá-las ao planejar a 
 assistência de enfermagem ao idoso. 
TRANSIÇÃO 
DEMOGRÁFICA: 
 
mudanças no tamanho e na 
estrutura etária devido à 
redução das taxas de 
natalidade e mortalidade, 
p.25. 
22 
O ENVELHECIMENTO 
MUNDIAL... 
23 
O envelhecimento mundial 
A expectativa de vida no mundo 
A expectativa de vida no mundo 
O envelhecimento no Japão... 
Nonagenários 
e centenários 
no Japão 
O envelhecimento no Afeganistão... 
O ENVELHECIMENTO 
NO BRASIL... 
29 
O envelhecimento no Brasil 
Dados epidemiológicos 
As diferentes regiões do Brasil 
Esperança de vida no Brasil (ao nascer) 
1940 1991 2000 
45,5 
anos 
66,9 
anos 
70,4 
anos 
2010 2030 
73,5 
anos 
78,3 
anos 
Fonte: IBGE 
Esperança de vida no Brasil (ao nascer) 
1991 2000 
63,1 
anos 
66,7 
anos 
2010 2030 
69,9 
anos 
74,9 
anos 
Fonte: IBGE 
HOMENS 
Esperança de vida no Brasil (ao nascer) 
1991 2000 
70,9 
anos 
74,3 
anos 
2010 2030 
77,4 
anos 
81,9 
anos 
Fonte: IBGE 
MULHERES 
Esperança de vida no Brasil (aos 60 anos) 
Fonte: IBGE 
1991 2000 2010 2030 
Homens 17,4 18,8 19,8 21,5 
Mulheres 20,0 21,7 23,1 25,5 
Cada vez mais idosos idosos... 
 A estimativa, conforme IBGE, para o ano de 
2050 é que existirá cerca de 2 bilhões de 
pessoas com sessenta anos e mais no mundo, 
sendo a maioria vivendo nos países 
desenvolvidos. 
 
 Já no Brasil, a estimativa atual é de 17,6 
milhões de idosos (IBGE, 2013). 
38 
25 mil centenários no Brasil 
BA 
 
SP 
 
MG 
40 
Expectativa de vida e de saúde 
58 anos 
com saúde 
Mulheres: menos 
anos com saúde 
do que homens. 
Expectativa de 
vida 
1900: 
33,7 
anos 
2000: 
70,4 
anos 
2030: 
78,3 
anos 
Manter-se saudável, pois nossa expectativa 
de vida está aumentando. 
DESAFIO 
41 
TRANSIÇÃO 
EPIDEMIOLÓGICA: 
 
modificação nos padrões de 
morbidade, invalidez e 
morte que caracterizam 
uma população, p.27. 
42 
O aumento das doenças crônicas 
Doenças cardiovasculares 
O aumento das doenças crônicas 
OSTEOARTROSE E OSTEOPOROSE 
O aumento das doenças crônicas 
ALTERAÇÕES COGNITIVAS E DEMÊNCIAS 
ausência de 
microorganismos 
não 
transmissibilidade 
multiplicidade de 
fatores de risco 
complexos 
longo 
curso 
assintomático 
curso clínico 
lento, prolongado 
permanente 
evolução para 
incapacidade / 
morte 
Irreversibilidade 
história 
natural 
prolongada 
DOENÇAS E 
AGRAVOS NÃO 
TRANSMISSÍVEIS 
“DANT” 
46 
Os sinais e sintomas 
clássicos das 
doenças podem 
estar ausentes, 
obscurecidos ou 
serem atípicos nos 
idosos. 
47 
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://reikiana.blogs.sapo.pt/arquivo/relogio-doido1.gif&imgrefurl=http://reikiana.blogs.sapo.pt/arquivo/2004_12.html&h=252&w=330&sz=37&tbnid=mitEdfeh2lMJ:&tbnh=87&tbnw=114&hl=pt-BR&start=2&prev=/images%3Fq%3Drel%25C3%25B3gio%2B%26svnum%3D10%26hl%3Dpt-BR%26lr%3D%26sa%3DN
Um idoso com infecção do trato urinário pode 
apresentar confusão, perda do apetite, fraqueza, 
tontura ou fadiga ao invés de febre, disúria ou 
urgência miccional 
48 
Um idoso com infecção do trato urinário pode 
apresentar confusão, perda do apetite, fraqueza, 
tontura ou fadiga ao invés de febre, disúria ou 
urgência miccional. 
49 
Um idoso com pneumonia pode apresentar 
taquicardia, taquipnéia e confusão no lugar de 
febre e tosse produtiva 
50 
Um idoso com pneumonia pode apresentar 
taquicardia, taquipnéia e confusão no lugar de 
febre e tosse produtiva. 
51 
TENDÊNCIAS DA 
ENFERMAGEM PARA O 
SÉCULO XXI 
CUIDADO 
GERONTOLÓGICO 
Envelhecimento 
populacional 
Aumento das doenças 
e condições crônicas 
Mudanças nos 
modelos assistenciais 
Muito 
rápidoCuidados 
inovadores 52 
O cuidado de enfermagem aos idosos comporta desafios 
especiais devido a grande variação em seu estado de 
saúde nos aspectos fisiológico, cognitivo e psicossocial. 
DESAFIO 
53 
Referências 
 
 Livro digital. 
 
 ROACH, S .. Introdução a Enfermagem Gerontologica. 2ª ed. 
Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009. PLT Nº 176 
 Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. 
Departamento de Atenção Básica. Envelhecimento e saúde da 
pessoa idosa / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à 
Saúde, Departamento de Atenção Básica – Brasília : Ministério da 
Saúde, 2006. 192 p. il. – 
 Freitas EV, Py L, Cançado FAX, Doll J, Gorzoni ML. Tratado de 
geriatria e gerontologia. 3ed. Rio de Janeiro: Guanabara 
Koogan;2011. 
 IBGE. Disponível em: www.ibge.gov.br. Acesso em: 17 fev 2014. 
 NERI AL. Palavras-chave em Gerontologia. 2ed. Campinas: Alínea, 
2005. 
 
 
Obrigada! 
55

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