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Leonardo Dutra Rubim
Curso de Farmácia na Universidade Estadual de Londrina – UEL
Leonardo.dutra@uel.br
V. 3
mailto:Leonardo.dutra@uel.br
Lehninger, 6ª ed, 2014 Capítulo 23
2
→ DEFINIÇÃO ←
❑ A coordenação do metabolismo nos mamíferos é
realizada pelo sistema neuroendócrino
❑ Sinalização neuronal: (figura 23-1 A)
➢ Mensageiro: neurotransmissor
➢ Percorre um pequeno caminho (micrometro)
➢ Age em rede –de neurônios-
❑ Sinalização hormonal: (figura 23-1 B)
➢ Mensageiro: hormônio
➢ Transportado pela corrente sanguínea para
células vizinhas ou para órgãos e tecidos
distantes
❑ Uma mesma molécula pode atuar nos dois tipos de
sinalização
❑ Principais glândulas endócrinas: hipotálamo,
hipófise, tireoide, paratireoide, tecido adiposo,
suprarrenais, pâncreas, ovários e testículos.
Características gerais 
Lehninger, 6ª ed, 2014 Capítulo 23
3
Classificação 
❑ Os hormônios se distinguem entre si de acordo
com as suas estruturas químicas e pelos seus
mecanismos de ação
❑ Os hormônios peptídicos, as catecolaminas e os
eicosanoides agem a partir do exterior da
célula-alvo via receptores de superfície
❑ Os hormônios esteroides, a vitamina D, os
retinoides e os hormônios da tireoide entram na
célula e atuam por meio de receptores nucleares.
❑ Classificação de acordo com o caminho até o
receptor
➢ Endócrinos: liberados no sangue e
transportados para as células-alvo por todo
o corpo (ex: insulina e glucagon)
➢ Parácrinos: liberados no espaço
extracelular e difundem-se para células-
alvo vizinhas (ex: eicosanoides)
➢ Autócrinos: afetam a mesma célula que os
libera, ligando-se a receptores na
superfície celular
❑ Os hormônios são agrupados de acordo com a
ligação aos receptores
➢ Grupo 1: interagem com receptores
intracelulares
➢ Grupo 2: interagem com receptores na
superfície extracelular da membrana
plasmática
MURRAY, Robert K. et al. Bioquímica ilustrada de Harper. 29ª. ed. Porto Alegre Artmed, 2014.
Lehninger, 6ª ed, 2014 Capítulo 23
4
Catecolamínicos 
❑ Estruturalmente relacionados com o Catecol
❑ Compostos hidrossolúveis (ex: adrenalina
(epinefrina) e noradrenalina (norepinefrina)
❑ Sintetizados a partir do aminoácido tirosina
❑ As catecolaminas produzidas no cérebro e em
outros tecidos neurais atuam como
neurotransmissores, mas a adrenalina e a
noradrenalina também são hormônios,
sintetizados e secretados pelas glândulas
suprarrenais
❑ Controlam respostas de estresse agudo
❑ Sintetizados previamente e armazenados em
vesículas altamente concentradas, sendo
liberados por exocitose
❑ Atuam por meio de receptores de superfície
celular (grupo 2)
Lehninger, 6ª ed, 2014 Capítulo 23
5
Eicosanoides
❑ Derivados do araquidonato, ácido graxo poli-
insaturado de 20 carbonos
❑ Inclusos: prostaglandinas, tromboxanos e
leucotrienos
❑ São produzidos de acordo com a necessidade
sem serem armazenados em vesículas
❑ Possuem ação sobre receptores de membrana
(grupo 2)
❑ São parácrinos → secretados no fluido
intersticial (não no sangue)
Esteroides 
❑ Sintetizados em vários tecidos endócrinos a
partir do colesterol
❑ Inclusos: adrenocorticais e sexuais
❑ Deslocam-se até suas células-alvo pela corrente
sanguínea, ligados a proteínas carregadoras.
❑ Separados em dois grupos de acordo com a ação:
➢ Glicocorticoides (cortisol): afetam
principalmente metabolismo de carboidratos
➢ Mineralocorticoides (aldosterona): regulam
a concentração de eletrólitos
❑ Os androgênios (testosterona) e os estrogênios
(estradiol) são sintetizados nos testículos e
ovários
❑ Efeito rápido → atuação por receptores na
membrana
❑ Efeito normal → atuação por receptores nucleares
que alteram o nível de expressão de genes
específicos
As prostaglandinas promovem a contração da
musculatura lisa, incluindo a do intestino e
do útero (podendo por isso ser utilizadas na
clínica para induzir o parto). Também são
responsáveis por mediar a dor e a inflamação
em todos os tecidos. Muitos fármacos anti-
inflamatórios agem inibindo etapas da via de
síntese das prostaglandinas (ver Figura 21-
15). Os tromboxanos regulam a função das
plaquetas e, consequentemente, a coagulação
sanguínea (ver Figura 6-39). Os leucotrienos
LTC4 e LTD4 agem, por meio de receptores de
membrana, estimulando a contração da
musculatura lisa no intestino, nas vias aéreas
pulmonares e na traqueia. São mediadores da
anafilaxia, resposta imune exagerada que pode
incluir constrição das vias aéreas, frequência
cardíaca alterada, choque e, às vezes, a
morte.
Lehninger, 6ª ed, 2014 Capítulo 23
6
Vitamina D 
O calcitriol (1a,25-di-hidroxicalcitriol) é
produzido nos rins e no fígado (ver Figura 10-
20a) a partir da vitamina D por hidroxilação
enzimática. A vitamina D é obtida da dieta ou
por fotólise do 7-desidrocolesterol na pele
exposta à luz solar.
Retinoides 
Os retinoides são hormônios potentes que regulam
o crescimento, a sobrevivência e a diferenciação
das células via receptores nucleares. O pró-
hormônio retinol é sintetizado a partir do b-
caroteno, principalmente no fígado, e muitos
tecidos convertem o retinol no hormônio ácido
retinóico (AR).
O calcitriol atua juntamente com
o hormônio paratireoideo na
homeostasia do Ca2+, regulando a
concentração deste íon no sangue
e o equilíbrio entre a deposição
de Ca2+ e a sua mobilização do
osso. O calcitriol, agindo por
meio de receptores nucleares,
ativa a síntese de uma proteína
intestinal ligadora de Ca2+
essencial para a captação de
Ca2+ da dieta. Ingestão
inadequada de vitamina D e
defeitos na biossíntese de
calcitriol resultam em doenças
graves como o raquitismo, no
qual os ossos são fracos e
malformados (ver Figura 10-20b).
Todos os tecidos são alvo dos
retinoides, pois todos os tipos
celulares têm pelo menos uma forma de
receptor retinoide nuclear. Nos
adultos, os alvos mais significativos
são as córneas, a pele, o epitélio
dos pulmões e da traqueia e o sistema
imune, em todos os tecidos nos quais
existe reposição contínua de células.
O ácido retinoico regula a síntese de
proteínas essenciais para o
crescimento ou para a diferenciação.
Vitamina A em excesso (o precursor
dos hormônios retinoides) pode causar
defeitos de nascença, e mulheres
grávidas são orientadas a não usar os
cremes com retinoides desenvolvidos
para o tratamento de casos graves de
acne.
Lehninger, 6ª ed, 2014 Capítulo 23
7
Peptídicos
❑ Podem ter de 3 a mais de 200 resíduos de
aminoácidos
❑ São hidrossolúveis
❑ Inclusos: insulina, glucagon e somatostatina
(pancreas); calcitonina (paratireoide) e todos
os hormônios do hipotálamo e da hipófise
❑ Sintetizados nos ribossomos na forma de
proteínas precursoras mais longas (pró-
hormônios) → Processados proteolicamente
❑ Todo os hormônios peptídicos agem por ação na
membrana plasmática, ativando mecanismos de
segundos mensageiros (grupo 1)
❑ Os hormônios ficam guardados em vesículas com
alta concentração, chegando a ter o conteúdo
cristalizado
❑ A resposta compreende a uma liberação rápida dos
compostos presentes na vesícula e em grande
quantidade
❑ A presença rápida na corrente sanguínea é
resultado da irrigação por capilares fenestrados
nas glândulas endócrinas produtoras de peptídios
Hormônios da tireoide 
❑ T4(tiroxina) e T3(tri-iodotironina)
❑ São sintetizados a partir da proteína
precursora tireoglobulina
❑ Cerca de 20 resíduos de Tyr são iodinados
enzimaticamente na tireoide, e dois resíduos
de iodotirosina são então condensados para
formar o precursor da tiroxina.
❑ Quando necessário, há a liberação de
tiroxina por proteólise
❑ A condensação da monoiodotirosina com a di-
iodotironina produz T3, que também é
liberado por proteólise
❑ Agem por receptores nucleares
❑ Estimulam o metabolismo energético,
principalmente no fígado e músculos (aumento
da expressão de genes codificantes de
enzimas catabólicas)
Lehninger, 6ª ed, 2014 Capítulo 23
8
Hierarquia da liberação hormonal 
❑ Centro de coordenação do sistema endócrino❑ Recebe e integra as mensagens do sistema
nervoso central
❑ Produção de fatores de liberação (hormônios
reguladores) que agem sobre a hipófise por
vasos específicos que os conectam
❑ Neuro-hipófise
➢ Abriga terminais axonais de neurônios
hipotalâmicos
➢ Produção de ocitocina e vasopressina
(hormônios peptídicos pequenos) →
deslocamento pelo axônio até os
terminais nervosos na hipófise →
armazenamento em grânulos secretores →
sinal para liberação
❑ Adeno-hipófise
➢ Responde aos hormônios hipotalâmicos
transportados pelo sangue
➢ Produz hormônios trópicos, ou tropinas →
ativam a próxima linha de glândulas
endócrinas
❑ Cada sinal emitido na
cascata hierárquica é
ampliado pelo sucessor
❑ O controle de síntese e
liberação de hormônios
pode ser feito por
retroalimentação
negativa em qualquer um
dos níveis da cascata
❑ Um produto é
sintetizado (ou
liberado) somente até
que seja alcançada a
concentração necessária
BORON, Walter F. Et al. Fisiologia 
médica: uma abordagem celular e 
molecular - 2 ed. - Rio de Janeiro 
: Elsevier, 201
Capítulo 47
9
Hierarquia da liberação hormonal 
Lehninger, 6ª ed, 2014 Capítulo 23
Hierarquia da liberação hormonal 
10
Lehninger, 6ª ed, 2014 Capítulo 23
Hierarquia da liberação hormonal 
11
MURRAY, Robert. Bioquímica 
ilustrada. 29ª ed. 2014 
Capítulo 41
Considerações gerais 
12
Considerações gerais 
13
MURRAY, Robert. Bioquímica 
ilustrada. 29ª ed. 2014 
Capítulo 41
Considerações gerais 
14
BORON, Walter F. Et al. Fisiologia 
médica: uma abordagem celular e 
molecular - 2 ed. - Rio de Janeiro : 
Elsevier, 2015
Capítulo 47
Lehninger, 6ª ed, 2014 Capítulo 23
15
❑ Função primária na absorção de alimentos:
secreção de bicarbonato, proteases e lipases
para continuar a digestão de proteínas e
lipídios, e de amilase, para continuar a
digestão de amidos
❑ Parte exócrina: secreta enzima digestivas
❑ Parte endócrina (ilhotas de Langerhans):
secreta insulina (células beta), glucagon
(células alfa) e outros hormônios (ex:
somatostatina (células delta))
❑ Entrada de ácidos no duodeno → secreção de
secretina → estímulo da produção de suco
pancreático (rico em bicarbonato de sódio) →
neutralização do ácido estomacal
❑ A secreção pancreática é regulada pelos
níveis de glicose sanguínea
❑ Proteína pequena (Mr 5.800) com duas cadeias
polipeptídicas, A e B, unidas por duas ligações
dissulfeto
❑ Sintetizada no pâncreas como um precursor
inativo de uma só cadeia → pré-pró-insulina
❑ A pré-pró-insulina possui uma sequencia
sinalizadora aminoterminal que direciona sua
passagem para as vesículas de secreção
❑ A remoção proteolítica e a formação de três
ligações dissulfeto produzem a pró-insulina, que
é armazenada em grânulos secretores nas células
b-pancreáticas
❑ Quando há glicose o suficiente para desencadear
a secreção de insulina, a pró-insulina é
convertida em insulina ativa por proteases
específicas, que hidrolisam duas ligações
peptídicas e formam a molécula de insulina
madura e o peptídeo C, que são liberados por
exocitose no sangue
❑ A liberação de insulina é controlada por
retroalimentação (células beta-pancreáticas
reconhecem a baixa na [glicose] sanguínea
❑ O efeito metabólico proporcionado pela insulina
aumenta a captação de glicose pelos tecidos
(musculo → glicogênio; tecido adiposo →
triacilgliceróis)
Lehninger, 6ª ed, 2014 Capítulo 23
16
❑ A falta de insulina
ativa o catabolismo,
afim de manter os
níveis séricos de
glicose de acordo com
os necessários, por
meio da degradação do
glicogênio no fígado e
dos lipídios presentes
no tecido adiposo
Insulina 
1. quando a glicose sanguínea aumenta, os
transportadores GLUT2 carregam a glicose
para dentro das células b, onde é
imediatamente convertida em glicose-6-
fosfato pela hexocinase IV (glicocinase) e
entra na glicólise
2. Com a taxa de catabolismo da glicose mais
alta a [ATP] aumenta, causando o fechamento
dos canais de K+ controlados por ATP na
membrana plasmática
3. O efluxo reduzido de K+ despolariza a
membrana abrindo canais de Ca2+ controlados
por voltagem
4. Há o aumento resultante na [Ca2+] citosólica
5. Esse aumento resulta na liberação da
insulina por exocitose
Lehninger, 6ª ed, 2014 Capítulo 23
17
Insulina 
18
Insulina 
MURRAY, Robert. Bioquímica 
ilustrada. 29ª ed. 2014 
Capítulo 42
19
Insulina 
MURRAY, Robert. Bioquímica 
ilustrada. 29ª ed. 2014 
Capítulo 41
❑ Várias horas após a ingestão de
carboidratos, os níveis de glicose sanguínea
diminuem levemente devido à oxidação da
glicose pelo cérebro e por outros tecidos
❑ A secreção de insulina é diminuída enquanto
a de glucagon aumenta
❑ Estimula da degradação de glicogênio
hepático
❑ Inibe da glicólise
❑ Estimula a síntese de glicose pela
gliconeogênese
❑ Impede a oxidação do piruvato no ciclo de
Krebs, favorecendo o acumulo de
fosfoenolpiruvato, que favorece a
gliconeogênese
❑ O fígado passa a exportar glicose para a
corrente sanguínea
❑ O tecido adiposo sofre ativação da lipase
sensível a hormônio e da perilipina →
degradação de TAG → liberação de ácidos
graxos livres, que servem como combustível
hepático, poupando glicose para o cérebro
Lehninger, 6ª ed, 2014 Capítulo 23
20
Glucagon 
❑ O glucagon é sintetizado primeiramente na
forma inativa de pré-pró-glucagon, uma
molécula grande (pré-pró-hormônio)
❑ A primeira etapa na conversão é clivagem do
peptídeo sinal, convertendo o pré-pró-
hormônio em pró-hormônio
❑ Há ainda a formação e pontes de dissulfeto
intramolecular e glicosilação
❑ O pró-hormônio passa para o complexo de
Golgi empacotado em vesículas constituídas
pela parede do reticulo endoplasmático
rugoso, sofrendo modificações de
glicosilação e fosforilação
❑ Os pró-hormônios localizados nas vesículas
aguardam a sinalização advinda da [glicose
sanguínea] para serem clivados
proteolicamente por enzimas presentes nas
vesículas e posteriormente serem secretados
na forma de glucagon (hormônio maduro)
Fonte: pesquisa realizada para trabalho de caso clínico 
21
Glucagon 
❑ O glucagon se liga a um receptor na membrana
plasmática hepática e inicia uma cascata de
reações que levam à mobilização do glicogênio
hepático durante o estágio pós-absortivo
❑ As proteínas G se ligam ao GTP e GDP (em estado
de repouso)
❑ A ligação do glucagon induz um estado de
atividade, em que a proteína G troca o GDP por
GTP, levando a uma mudança conformacional e
dissociação de uma subunidade alfa, que se liga
e ativa a enzima adenilato ciclase (conversão
de ATP em cAMP)
❑ O cAMP age como um segundo mensageiro, ligando-
se a enzima citoplasmática proteína cinase A
(PKA), diminuindo sua inibição, que então
fosforila os resíduos de serina e treonina nas
proteínas e enzimas-alvo
❑ Há a fosforilação da fosforilase, que ativa a
glicogenólise → produção de glicose-6-fosfato
no fígado
❑ A PKA também ativa o inibidor 1, que poderia
inibir fosfoproteínas fosfatases
citoplasmáticas que, de outro modo, poderia
reverter a fosforilação das enzimas e reprimir
a resposta ao glucagon
BAYNES, John W. Bioquímica 
médica. 4ª. ed. 2015.
Capítulo 13
22
Glucagon 
Lehninger, 6ª ed, 2014 Capítulo 17
Lehninger, 6ª ed, 2014 Capítulo 15
23
Lehninger, 6ª ed, 2014 Capítulo 15
24
Substrato ou Hormônio Estado 
Absortivo
Pós-absortivo
(12 h)
Jejum 
(3 dias)
Inanição
(5 semanas)
Insulina (U/mL) 40 15 8 6
Glucagon (pg/mL) 80 100 150 120
Glicose (mM) 6,1 4,8 3,8 3,6
Ác. Graxos (mM) 0,14 0,6 1,2 1,4
-hidroxibutirato (mM) 0,03 0,1 1,4 6,0
Piruvato (mM) 0,25 0,06 0,04 0,03
Alanina (mM) 0,8 0,3 0,3 0,1
Fonte: Jlo
Lehninger, 6ª ed, 2014 Capítulo 23
25
Estado bem-alimentado
Lehninger, 6ª ed, 2014 Capítulo 23
26
Jejum 
Lehninger, 6ª ed, 2014 Capítulo 23
27
Jejum prolongado 
❑ T4(tiroxina) e T3(tri-iodotironina)
❑ Para serem convertidos na forma bioativa, precisam
ser iodados
❑ A tireoglobulina é o precursor da T4 e da T3.
Trata-se de uma grandeproteína glicosilada e
iodada, com massa molecular de 660 kDa
❑ A tireoglobulina é constituída por duas subunidades
grandes. Ela contém 115 resíduos de tirosina, e
cada um desses resíduos constitui um sítio
potencial de iodação
❑ A biossíntese de T4 e T3 ocorre na
superfície da tireoglobulina, um a
glicoproteína grande rica em tirosina, que é
responsável por cerca de 75% do conteúdo
proteico da glândula tireoide
❑ A iodinação (ou iodetação) da tireoglobulina
ocorre após ela ter sido secretada para o
lúmen folicular
❑ A secreção de T4 e T3 requer a hidrólise
enzimática da tireoglobulina, que está
localizada no coloide folicular
❑ Durante a hidrólise e a subsequente deiodinação, o
iodeto liberado é conservado e reutilizado
BAYNES, John W. Bioquímica 
médica. 4ª. ed. 2015.
Capítulo 39
MURRAY, Robert K. et al. Bioquímica ilustrada de Harper. 29ª. ed. Porto Alegre Artmed, 2014. 28
❑ São pouco hidrossolúveis e por isso precisam de
transportadores proteicos para serem carregados
pelo sangue
❑ O transporte com proteinas carregadoras também
aumenta o tempo de meia vida plasmático dos
compostos, já que, quando acoplados, não podem ser
metabolizados
❑ A afinidade de ligação de determinado hormônio pelo
seu transportador determina a razão entre frações
ligada e livre do hormônio
❑ Os hormônios só são bioativos quando estão na forma
livre ([plasmática] baixa)
❑ Proteinas de transporte ≠ receptores (tabela 41 –
6)
❑ De metade a dois terços da T4 e da T3 no organismo
encontram-se em um reservatório fora da glândula
tireoide.
❑ A globulina de ligação da tiroxina (TBG) é a
proteína de transporte responsável pela T3 e T4
(exclusiva), além da proteína MCT8
➢ Liga-se de forma não-covalente
➢ Maior afinidade pela T4
❑ A T4 possui uma meia-vida plasmática de quatro a
cinco vezes maior que da T3
❑ A maior parte da atividade biológica é atribuída a
T3
❑ O metabolismo do T4 envolve a ação da enzima
deiodinase tipo 2, que converte a T4 praticamente
inativa em T3 ativa
BAYNES, John W. Bioquímica 
médica. 4ª. ed. 2015.
Capítulo 39
MURRAY, Robert K. et al. Bioquímica ilustrada de Harper. 29ª. ed. Porto Alegre Artmed, 2014.
29
❑ Tripeptídio modificado sintetizado de modo
pulsátil pelos núcleos hipotalâmicos
peptidérgicos
❑ Transportado para a adeno-hipófise pelo sistema
porta-hipofisário
❑ O TRH estimula a síntese e a secreção do
TSH pela sua ligação a receptores acoplados à
proteína G na membrana da célula tireotrófica da
hipófise que estão ligados à fosfolipase C.
❑ O aumento resultante no inositol trifosfato (IP3)
intracelular estimula a liberação do cálcio a
partir dos locais de armazenamento e leva, assim ,
à secreção do TSH pré-formado
❑ O número de receptores TRH nos tireotrofos é
regulado negativamente tanto pela concentração do
próprio TRH quanto pelos hormônios tireoidianos
❑ Pequena glicoproteína sintetizada pelos
tireotrofos hipofisários
❑ Secretado em um padrão que é tanto
pulsátil quanto circadiano e tem um a
meia-vida plasmática de cerca de 65
minutos
❑ O TSH também estimula o crescimento da
glândula tireoide.
❑ Atuam nos receptores específicos acoplados
à proteína G, expressos em células
foliculares na tireoide que estão acoplado à
adenil ciclase e, portanto, à proteína
quinase A (ou proteína quinase
dependente de A MPc)
❑ Ao nível hipofisário, a retroalimentação
negativa de T3 e T4 inibe a secreção de TSH
pelas diminuições da biossíntese e da
liberação do TSH através da regulação
da transcrição gênica e da glicosilação
do TSH
Hierarquia da liberação de T4 e T3
BAYNES, John W. Bioquímica 
médica. 3ª. ed. 2010.
Capítulo 39
30
❑ Considerados comuns (3% da população) e 9x
mais comum em mulheres
❑ A maioria é resultado de doenças autoimunes
❑ Hipotireoidismo:
➢ Os autoanticorpos podem surgir contra
diversos tipos de células tireoidianas,
causando a destruição progressiva da
tireoide pela infiltração de linfóides
➢ Os autoanticorpos podem se ligar no
receptor de GH sem estimula-lo (aumento
do TSH e T4 livre)
❑ Hipertireoidismo:
➢ Os autoanticorpos podem se ligar aos
receptores de GH e estimula-los
continuamente. Nesse caso, a regulação
negativa do TSH (aumento da T4 livre e
supressão do TSH)
❑ Distúrbios de causas hipotalâmicas e
hipofisárias, são comumente associadas a
tumores adjacentes que impedem a secreção de
TSH
Distúrbios associados
BAYNES, John W. Bioquímica 
médica. 4ª. ed. 2015.
Capítulo 39
BORON, Walter F. Et al. Fisiologia médica: uma abordagem celular e molecular - 2 ed. - Rio de Janeiro : Elsevier, 201
31
❑ O GHRH é um peptídeo de 44 aminoácidos
sintetizado como parte de um pró-hormônio de
108 aminoácidos nos núcleos arqueado e
ventromedial do hipotálamo e na eminência
medial
❑ O GHRH Liga-se ao receptor específico nas
células somatotrópicas adeno-hipofisárias →
estímulo da transcrição e secreção de GH
❑ A retroalimentação negativa do GH e do I GF-
1 resulta em diminuição na síntese e na
secreção do GHRH e aumento na síntese e na
secreção da somatostatina
❑ A Somatostatina é encontrada em duas
isoformas, com 14 e 28 aminoácidos,
respectivamente, ambas produzidas a partir
do mesmo produto gênico de 116 aminoácidos
❑ A ligação da somatostatina ao seu receptor
resulta na diminuição do cAMP intracelular
❑ A somatostatina inibe a secreção de GH (e
também de TSH, insulina, glucagon e
gastrina.
❑ Há possibilidade de tratamento de excesso de
GH com análogos da somatostatina
BAYNES, John W. Bioquímica 
médica. 4ª. ed. 2015.
Capítulo 39
Eixo do hormônio do crescimento
Fonte: aula da Prof. Dra. Lucila LK Elias
32
❑ Existe em formas distintas, a principal espécie é
uma proteína de 22 kDa
❑ Aproximadamente dois terços do GH na circulação
estão associados a uma proteína de ligação de 29
kDa que é idêntica ao domínio extracelular do
receptor de GH (aumento do tempo de meia vida
plasmático em 20 minutos)
❑ A hipófise guarda cerca de 10mg de GH e menos de 5%
são secretado por dia
❑ A secreção acontece em surtos periódicos de 3-4
horas a maior secreção acontece durante o sono
❑ A quantificação sérica precisa ser feita com
múltiplas amostras por causa dos surtos
❑ Além do GHRH e a somatostatina, o estradiol e
metabólitos energéticos (glicose) podem influenciar
na secreção de GH
❑ As ações diretas do GH são nos metabolismos dos
lipídeos, carboidratos e proteínas
❑ Durante a hipoglicemia, o GH estimula a lipólise e
induz a resistência periférica à insulina.
❑ Durante o crescimento, o GH estimula a captação de
aminoácidos e sua incorporação em proteínas,
especialmente no músculo
❑ Ações indiretas mediadas por IGF-1: proliferação de
condrócitos e a síntese da matriz cartilaginosa nos
tecidos esqueléticos
BAYNES, John W. Bioquímica 
médica. 4ª. ed. 2015.
Capítulo 39
33
BAYNES, John W. Bioquímica 
médica. 4ª. ed. 2015.
Capítulo 39
❑ Peptídeo básico de cadeia única com 70
aminoácidos, com homologia considerável a estrutura
da pró-insulina
❑ O IGF-1 atua como hormônio parácrino em resposta ao
estímulo de hormônios tróficos como o GH,
estimulando o crescimento
❑ O fígado é a principal fonte de IGF-1, sendo que a
principal função é a regulação negativa da secreção
de GH
❑ No plasma está complexado com proteínas ligantes de
IGF (IGFBPs), da qual a mais abundante é a IGFBP-3
❑ O receptor é o IGF tipo 1 (IGF-IR) (estruturalmente
semelhante com o receptor da insulina → estimulação
cruzada)
❑ Resistência grave a insulina: ativação local do
IGF-IR
❑ Deficiência de GH em crianças → baixa estatura (não
patogênica)
❑ Excesso de GH em crianças → gigantismo
❑ Excesso de GH em adultos → acromegalia
❑ Nanismo de Laron → causa genética rara da baixa
estatura → GH normal + IGF-1 baixo → causa: defeito
no receptor de GH
❑ Tumor pituitário secretor de GH → excesso de GH →
tratamento: somatostatina de ação prolongada ou
cirurgia
BORON, Walter F. Et al. Fisiologia médica: uma abordagem celular e molecular - 2 ed. - Rio de Janeiro : Elsevier,201
34
BAYNES, John W. Bioquímica 
médica. 4ª. ed. 2015.
Capítulo 39
❑ Noradrenalina, epinefrina e dopamina → derivados da
tirosina
❑ Os transmissores se difundem (em mais de um local)
através do espaço extracelular ate encontrar um
receptor
❑ São acondicionados em grânulos e processados no
interior das células, sendo liberados com
estimulação apropriada
❑ As catecolaminas adrenérgicas estimulam a
glicogenólise hepática e muscular,
❑ aumentando o nível de glicose plasmática.
Catecolaminas
❑ Síntese nas células cromafins da medula suprarrenal
❑ A epinefrina e a norepinefrina podem ser
sintetizadas e armazenadas em diferentes células da
medula suprarrenal e de outros tecidos cromafins
❑ Epinefrina → representa cerca de 80% das
catecolaminas da medula suprarrenal → não é
sintetizada nos tecidos extramedulares
❑ Norepinefrina → a maior parte encontrada em órgãos
inervados pelos nervos simpáticos é sintetizada in
situ(cerca de 80% do total), e a maior parte do
restante é produzida em outras terminações
nervosas, alcançando os locais de ação pela
circulação
❑ A conversão da tirosina em
epinefrina ocorre em quatro etapas
sequenciais: (figura 41-10)
1. Hidroxilação do anel
2. Descarboxilação
3. hidroxilação da cadeia lateral
para formar norepinefrina
4. N--metilação para gerar
epinefrina.
❑ A tirosina-hidroxilase constitui a
etapa limitadora de velocidade na
biossíntese das catecolaminas
❑ A dopa descarboxilase está presente
em todos os tecidos
❑ A dopamina--hidroxilase (DBH)
catalisa a conversão de dopamina em
norepinefrina
❑ A feniletanolamina-N-
metiltransferase (PNMT) catalisa a
produção da epinefrina
❑ as catecolaminas encontram--se
altamente concentradas nas vesículas
secretoras, são
❑ Liberadas por exocitose e atuam por
meio de receptores de superfície
para gerar segundos mensageiros
intracelulares35
BAYNES, John W. Bioquímica 
médica. 4ª. ed. 2015.
Capítulo 39
❑ A dopamina é tanto um intermediário na
síntese de norepinefrina quanto um
neurotransmissor
❑ Importante em nervos que interconectam os
núcleos do gânglios basais no cérebro e o
controle do movimento voluntário (danos →
doença de Parkinson)
❑ Encontrada em vias que afetam o sistema
límbico do encéfalo → respostas emocionais
e na memória
❑ Alterações no sistema dopaminérgico estão
envolvidas na esquizofrenia
Dopamina 
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BAYNES, John W. Bioquímica 
médica. 4ª. ed. 2015.
Capítulo 39
❑ Principal transmissor no sistema nervoso
simpático
❑ Os nervos simpáticos originam-se na medula
espinhal e correm para os gânglios situados
perto da medula, a partir dos quais nervos
pós-ganglionares correm para o tecido-alvo
❑ Nervos pós-ganglionares → norepinefrina
transmissor
❑ Gânglio intermediário → acetilcolina (ACh)
❑ Estimulação desses nervos → “luta ou fuga”
(estimulação da frequência cardíaca,
sudorese, vasoconstrição na pele e
broncodilatação
Noradrenalina – Norepinefrina 
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BAYNES, John W. Bioquímica 
médica. 4ª. ed. 2015.
Capítulo 39
❑ Produzida pela medula adrenal sob influência
dos nervos que contêm ACh análogos aos
nervos pré-ganglionares simpáticos
❑ Não é sinterizada em tecidos extra-adrenais
❑ É mais ativa do que a norepinefrina nos
pulmões e coração
❑ Causa direcionamento do sangue da pele para
o músculo esquelético
❑ Tem efeitos estimulatórios importantes para
o metabolismo do glicogênio hepático
❑ Não essencial para a vida
❑ Os receptores são os Adrenoceptores
divididos em:
➢ Alfa:
• Norepinefrina
• Alfa-bloqueadores: tratamento de hipertensão
➢ Beta:
• Norepinefrina e epinefrina
• B-bloqueadores: antagonizam os efeitos
estimulatórios das catecolaminas no coração
• Receptor beta-2 está presente nos pulmões e
fármacos agonistas usam esses receptores pra
produção da dilatação brônquica na asma sem
a estimulação do receptor beta-1 do coração
Adrenalina – Epinefrina 
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BAYNES, John W. Bioquímica 
médica. 4ª. ed. 2015.
Capítulo 39
❑ Age principalmente nos tecidos muscular,
adiposo e hepático
❑ Ativa a glicogênio-fosforilase e inativa a
glicogênio-sintase pela fosforilação,
dependente de cAMP, estimulando a conversão do
glicogênio hepático em glicose sanguínea
❑ Promove a degradação anaeróbia do glicogênio
muscular pela fermentação em ácido láctico,
estimulando a formação glicolítica de ATP.
❑ A estimulação da glicólise é acompanhada pela
elevação da concentração de frutose-2,6-
bifosfato, um ativador alostérico potente da
fosfofrutocinase-1, enzima-chave da glicólise
❑ Estimula a mobilização da gordura no tecido
adiposo, ativando (por fosforilação dependente
de cAMP) a lipase sensível a hormônio e
removendo a perilipina que recobre a superfície
das gotículas de gordura
❑ Estimula a secreção de glucagon e inibe a
secreção de insulina, reforçando seu efeito de
mobilização de combustíveis e inibição de seu
armazenamento
❑ Aumenta a permeabilidade de O2 nos pulmões
aumentando a oxigenação e preparando para luta
ou fuga (broncodilatação)
Adrenalina – Epinefrina 
❑ Os hormônios aminérgicos não têm um sistema
de realimentação hierárquica
❑ O feedback dos hormônios aminérgicos é
indireto → O centro de maior controle
detecta o efeito fisiológico final desse
hormônio
❑ O sensor do efeito final pode ser um
receptor periférico (p. ex., receptor de
estiramento vascular), que se comunica com o
centro superior, o SNC, e o componente
eferente é o fluxo simpático, que determina
a liberação final da amina.
L. NELSON, David; M. COX, Michael. Princípios de bioquímica de Lehninger. 6ª ed. 2014
39
BAYNES, John W. Bioquímica 
médica. 4ª. ed. 2015.
Capítulo 39
❑ As proteínas do citocromo P450 são as
responsáveis pela transformação, dependendo
de oxigênio e NADPH
❑ Esses complexos proteicos catalisam a
substituição de uma ligação carbono-
hidrogênio por uma ligação carbono-hidroxila
❑ A hidroxilação dos átomos de carbono
adjacentes é o ponto de partida para a
clivagem da ligação carbono-carbono
❑ A via biosintética é em grande parte
realizada pela quebra de ligações carbono-
carbono e reações de hidroxilação
40
BAYNES, John W. Bioquímica 
médica. 4ª. ed. 2015.
Capítulo 39
41
❑ Principal glicocorticoide
❑ Síntese nas zonas fasciculada e reticular
(interna)
❑ A biossíntese depende da ação indutória do
hormônio pituitário adrenocorticotrófico
(ACTH)
➢ Hidrólise dos ésteres de colesterol
armazenados em gotículas lipídicas
➢ Ativação da enzima colesterol 20,22-
desmolase
➢ Conversão do colesterol (de 27 carb
onos) em pregnenolona, o primeiro
composto da família pregnano de 21
carbonos) dos corticosteroides → etapa
limitante da esteroidogênese
➢ Enzimas CYP → catalisa a
desidrogenação-isomerização e três
reações de hidroxilação sequenciais em
C-17, C-21 e C-11
❑ A via é regulada por retroalimentação
negativa pelo cortisol ao nível da secreção
de ACTH
❑ O cortisol liga-se a um receptor
citoplasmático que se transloca para o
núcleo e modula a transcrição em múltiplos
tecidos
❑ Fígado: o cortisol induz a síntese de
enzimas que estão envolvidas no metabolismo
de aminoácidos, facilitando, assim, a sua
conversão em carboidratos por meio da
gliconeogênese
❑ Músculo: o cortisol estimula a decomposição
da proteína muscular, lançando, assim
aminoácidos para a circulação e,
subsequentemente, fornecendo-os como
substrato para o fígado
❑ Tecido adiposo: age de modo semelhante ao
músculo. Os ácidos graxos fornecidos à
circulação disponibilizam um combustível
alternativo à glicose e aumentando, assim, a
disponibilidade de glicose
❑ Possui efeitos sobre o sistema imunológico
42
❑ O cortisol difunde-se para fora das células
e é transportado pela proteína Globulina
Ligadora de Corticosteroide(CBG)
(transcortina) produzida no fígado (cerca de
90%; 7% ligado a albumina (7x menos
afinidade; e 3% a 4% circula em forma livre
❑ A depuração de cortisol do organismo depende
principalmente do fígado e dos rins.
❑ Um passo inicial é a formação de um
metabólitoinativo, cortisona, pela ação da
11b-hidroxiesteroide desidrogenase(11b-HSD),
nos órgão alvos
❑ O hormônio liberador de corticotrofina (CRH)
no hipotálamo estimula corticotrofos da
hipófise anterior a secretar ACTH, que, por
sua vez, estimula o córtex adrenal a
sintetizar e secretar cortisol
❑ O cortisol exerce controle por
retroalimentação negativa sobre a liberação
de ACTH e CRH.
BORON, Walter F. Et al. Fisiologia 
médica: uma abordagem celular e 
molecular - 2 ed. - Rio de Janeiro 
: Elsevier, 201
Capítulo 47
43
❑ O aumento na produção de cortisol
❑ Sintomas: adiposidade no tronco (abdome,
pescoço, face), hipertensão, perda de tecido
adiposo subcutâneo e tecido conjuntivo das
extremidades, associados à fácil formação de
hematomas, perda do mineral ósseo, fraqueza e
perda de massa muscular e hiperglicemia.
❑ Síndrome de Cushing: presença de um tumor
adrenal produtor de cortisol primário
❑ Doença de Cushing: tumor hipofisário que produz
ACTH, o qual, por sua vez, estimula a produção
de excesso de cortisol pelas adrenais normais
❑ A terapia específica baseia-se na identificação
e remoção da causa, seja um tumor adrenal ou
hipofisário
❑ A falta de glicocorticoides predispõe à
hipoglicemia
❑ A ausência combinada de glicocorticoides e
mineralocorticoides leva à hipotensão
❑ A deficiência de aldosterona leva à hipercalemia
❑ A insuficiência de secreção de hormônio cortical
adrenal leva a um aumento nas concentrações de
ACTH na circulação, bem como outros produtos
derivados da proopiomelanocortina (POMC). Dois
desses produtos (a-MSH e g-MSH) causam
hiperpigmentação cutânea.
Patologias associadas ao cortisol 
BORON, Walter F. Et al. Fisiologia 
médica: uma abordagem celular e 
molecular - 2 ed. - Rio de Janeiro 
: Elsevier, 201
Capítulo 47
44
❑ Principal mineralocorticoide
❑ Principal regulador do equilíbrio salino e
do volume extracelular (papel importante na
manutenção da pressão sanguínea)
❑ células glomerulosas são as únicas que
contêm aldosterona sintase, essas células
são o local exclusivo de síntese de
aldosterona.
❑ Principal estímulo: angiotensina 2
❑ Estímulo secundário: potássio
❑ Os estimuladores ativam a primeira etapa da
via → conversão de colesterol em
pregnenolona
❑ Os passos iniciais na síntese de aldosterona
a partir do colesterol seguem a mesma via
sintética que as células secretoras de
cortisol usam para gerar progesterona
❑ 18-hidroxilase → catalisa a primeira de
duas etapas da reação que resulta na
formação do grupo 18-aldeído da aldosterona
❑ Uma vez secretada,
∼37% de
aldosterona
circulante
permanece livre no
plasma. O restante
liga-se fracamente
a CBG (∼21%) e à
albumina (∼42%)
BORON, Walter F. Et al. Fisiologia 
médica: uma abordagem celular e 
molecular - 2 ed. - Rio de Janeiro 
: Elsevier, 201
Capítulo 47
45
❑ BAYNES, John W. Et Al. Bioquímica médica. 4ª. ed. Elsevier. 2015
❑ L. NELSON, David; M. COX, Michael. Princípios de bioquímica de Lehninger. 6ª ed. Artmed. 2014
❑ MURRAY, Robert K. et al. Bioquímica ilustrada de harper. 29ª. ed. Porto Alegre Artmed, 2014.
❑ BORON, Walter F.; BOULPAEP, Emile L. Fisiologia médica: Uma Abordagem Celular e Molecular.
2ª. ed. atual. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.

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