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Inclusão Para a Vida Geografia B
PRÉ-VESTIBULAR DA UFSC 1
AULA 01 - CARACTERÍSTICAS GERAIS DO TERRITÓRIO BRASILEIRO
O TERRITÓRIO BRASILEIRO
O Brasil, possuindo um território de 8.514.876,599 Km2, costuma ser considerado um ‘país continental'. De fato, com uma das
maiores extensões territoriais do mundo (quinto lugar), inclui-se entre os seis países que têm mais de 7 milhões de km2. A extensão do
território brasileiro corresponde a uma parcela aproximada de 1,66% da superfície terrestre (cerca de 6% das terras emersas do globo).
Localização
O território brasileiro é cortado por dois círculos imaginários – o
Equador, que passa pela embocadura do rio Amazonas, e o Trópico de
Capricórnio, que corta os estados do Mato Grosso do Sul, Paraná e de São
Paulo.
O Brasil tem seu território assim distribuído:
Fronteiras
Temos 15.719 quilômetros de fronteiras, feitas principalmente por rios e serras; o maior trecho é com a Bolívia – 3.126 km, e o
menor com o Suriname – 593 km. O Chile e o Equador não têm fronteiras com o Brasil. No Leste, o país 10.959 Km de fronteira com o
Oceano Atlântico. Observe estas e outras características do território observando o mapa abaixo:
Fusos Horários
Devido à sua grande extensão longitudinal, o território brasileiro é
atravessado por quatro fusos horária sendo neles a hora atrasada em relação à
Hora de Greenwich. Entretanto, em junho de 2008 houve uma nova
padronização do fuso brasileiro e, desde então, o país estabeleceu apenas dois
fusos continentais e um oceânico. No segundo fuso horário brasileiro (menos
três horas em relação a Greenwich), temos a “Hora Oficial do Brasil” (Hora de
Brasília).
Exercícios de Sala
1. (Pucrs) No dia de hoje, sabemos que Porto Alegre se
encontra no horário de verão. Que horas marcará um relógio na
capital gaúcha, quando em Londres forem 13 horas?
a) 11 horas
b) 10 horas
c) 9 horas
d) 11 horas e 30 min
e) 10 horas e 30 min
100% No hemisfério Oeste.
93% No hemisfério Sul.
7% No hemisfério Norte.
93% Na Zona Intertropical.
7% Na Zona Temperada Sul
(subtropical).
Pontos mais altos - 2007 Localização Altitude (m)
Pico da Neblina Serra Imeri (Amazonas) 2.993,8
Pico 31 de Março Serra Imeri (Amazonas) 2.972,7
Pico da Bandeira Serra do Caparaó (Espírito Santo/Minas Gerais) 2.892,0
Pedra da Mina Serra da Mantiqueira(São Paulo/Minas Gerais) 2.798,4
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2. (Pucmg) O conceito de posição geográfica permite
desenvolver uma análise espacial que extrapola a simples
localização geográfica de um lugar. São afirmativas que
definem a posição geográfica do Brasil, EXCETO:
a) A posição de país periférico nas relações Norte-Sul é
desfavorável às suas relações econômicas.
b) A posição de país subtropical restringe a biodiversidade e a
potencialidade dos seus recursos.
c) A posição de país com ampla costa atlântica favorece suas
relações transnacionais com os países centrais.
d) A posição de país ocidental facilita que receba influências
culturais das nações capitalistas dominantes.
3. (Uepg) A linha do Equador e o trópico de Capricórnio
cortam o território brasileiro. Considerando a posição do Brasil
em relação a esses dois círculos, assinale o que for correto.
(01) Os estados brasileiros a leste de Brasília estão localizados
no hemisfério oriental, enquanto os estados a oeste da capital se
localizam no hemisfério ocidental.
(02) O ponto extremo norte do Brasil e o ponto extremo norte
do estado do Paraná encontram-se no hemisfério norte,
enquanto os pontos extremos sul, do país e do estado do
Paraná, estão no hemisfério sul.
(04) Os estados brasileiros localizados entre o Equador e o
trópico de Capricórnio estão na zona temperada do sul,
totalmente ou em parte.
(08) Uma pequena parte do território brasileiro está localizada
no hemisfério norte, e a maior parte, no hemisfério sul.
(16) O Paraná, que é atravessado na sua parte norte pelo trópico
de Capricórnio, tem a maior parte do seu território localizada
na zona subtropical
GABARITO _ aula 01
1. [A]
2. [B]
3.. 08 + 16 = 24
AULA 02 - OS CLIMAS DO ESPAÇO BRASILEIRO
O CLIMA DO BRASIL
Entre os fatores que influenciam o clima, são destacados como influência direta:
- a latitude, pois o Brasil possui uma extensão Norte-Sul superior a 4.300 Km, tendo aproximadamente 92% do território
na faixa intertropical e o restante na área subtropical;
- a altitude, característica de algumas áreas, especialmente do sul e do sudeste, onde há áreas com altitudes mais
elevadas, o que faz as temperaturas oscilarem com maior freqüência que o restante do país;
- as massas de ar, pois o Brasil recebe influências da massa Equatorial continental (eMc), massa Equatorial atlântica
(mEa), massa Tropical continental (mTc), massa Tropical atlântica (mTa) e massa Polar atlântica (mPa)
Fonte: SIMIELLI, M.E. GEOATLAS. São Paulo: Ática, 2003
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Tipos Climáticos
FONTE: VESENTINI, J.W. Geografia do Brasil. São
Paulo: Ática, 2001.
Tropical Atlântico.
FONTE: VESENTINI, J.W. Geografia do
Brasil. São Paulo: Ática, 2001.
FONTE: VESENTINI, J.W. Geografia do Brasil. São
Paulo: Ática, 2001.
- Tropical Semi-Árido:
VESENTINI, J.W. Geografia do Brasil. São Paulo: Ática,
2001.
Tropical de Altitude: na região da Serra da Mantiqueira e
Serra do Mar, entre os estados de SP, MG e RJ, esse clima tem
suas temperaturas amenizadas pela altitude, aproximando-se
das características subtropicais do Brasil.
Subtropical: é o clima característico da região ao Sul do
Trópico de Capricórnio (Sul de SP, PR, SC e RS). Ela sofre
ação direta da mPa. É o clima mais regular do Brasil e o único
que apresenta as estações claramente definidas, com verão
muito quente e invernos rigorosos..
FONTE: VESENTINI, J.W. Geografia do Brasil. São
Paulo: Ática, 2001.
Exercícios de Sala
1) (Ufes) Brasil: massas de ar
FONTE: SENE, E.; MOREIRA, J. C., 1998 (adaptação).
Legenda:
1 - Equatorial continental
2 - Equatorial atlântica
3 - Tropical continental
4 - Tropical atlântica
5 - Polar atlântica
Para responder a esta questão, analise as figuras anteriores.
Qual a alternativa que NÃO descreve os movimentos das
massas de ar que atuam no território brasileiro?
a) No Inverno, a Massa Polar Atlântica pode penetrar no
território brasileiro até as imediações do norte do País, mas não
provoca queda na temperatura, já que esta região está sob
domínio da Massa Equatorial Continental, quente e úmida.
b) A Massa de ar Equatorial tem sua função atenuada durante o
Inverno, devido ao avanço das massas polares.
c) A Massa Equatorial Continental, a despeito de se originar
sobre o continente Sul-Americano, é quente e úmida.
d) Durante o Inverno, a Massa Equatorial Atlântica tem sua
atuação restringida devido ao avanço da Massa Tropical
Atlântica, que se desloca em função do avanço da Massa Polar
Atlântica.
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e) No Brasil predominam os climas quentes e úmidos, uma vez
que este país possui 92% de seu território na zona intertropical
do planeta, sob forte influência das massas de ar oceânicas.
2. (Ufsc) A latitude é um dos fatores que influenciam os climas
no Brasil, uma vez que o território brasileiro apresenta quase
40° de variação latitudinal. Sobre a atuação dos fatores
climáticos no Brasil e em Santa Catarina, assinale a(s)
proposição(ões) CORRETA(S).
(01) Em todos os estados das Regiões Norte e Nordeste, a
duração dos dias e das noites varia muito ao longo do ano, por
isso o horáriode verão é adotado.
(02) A grande variação de latitude altera a obliqüidade, isto é, a
inclinação dos raios solares que incidem sobre o território
brasileiro.
(04) Cuiabá, capital do Mato Grosso, possui maior amplitude
térmica em relação a Vitória (Espírito Santo).
(08) Infere-se, a partir da análise do mapa apresentado na
questão anterior, que mais de 75% do território brasileiro
localiza-se na zona temperada do sul.
(16) Devido a sua posição latitudinal, Santa Catarina sofre forte
influência, principalmente no inverno, da massa equatorial
continental.
(32) Devido à continentalidade, as capitais dos estados de Mato
Grosso e Goiás apresentam como tipo climático o tropical
semi-úmido.
(64) A proximidade do paralelo de 0° confere a toda a extensão
dos estados do Nordeste o clima tropical úmido.
GABARITO _ aula 02
1. A
2. 02 + 04 + 32 = 38
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AULA 03 - GEOLOGIA E RELEVO DO BRASIL
FORMAÇÃO GEOLÓGICA
A formação geológica no território brasileiro é muito antiga (formada nas eras Arqueozóica e Proterozóica) e constituída por
terrenos cristalisnos (rochas magmáticas e metamórficas) e terrenos sedimentares.
Nos terrenos cristalinos da era Arqueozóica, destacam-se os dois grandes ressaltos, ou “escudos”, conhecidos como Guiano
e Brasileiro. Nesses terrenos o aproveitamento econômico é pequeno. Já nos terrenos Proterozóicos, que afloram em cerca de 4% do país
(em meio ás áreas Arqueozóicas), estão as nossas principais jazidas minerais.
Os terrenos sedimentares são predominantes no Brasil, boa parte recobrindo a base de rochas cristalinas. Esses terrenos são
conhecidos como Bacias Sedimentares, sendo as principais: Amazônica; Litorânea ou Costeira; Pantanal; Sanfranciscana; Paranaica;
Recôncavo Baiano e Maranhão-Piauí. Nessas áreas são encontrados carvão, petróleo e xisto.
UNIDADES DE RELEVO
O relevo brasileiro é de formação muito antiga e bastante erodida. Assim, predomina um terreno de altitude modesta (com
média de 900 metros). Ele é moldado apenas por agentes externos, uma vez que a atuação dos agentes internos é praticamente inexistente
em nosso território. Esquematicamente, o geógrafo Jurandir Ross, divididiu o relevo brasileiro da seguinte forma:
- Planaltos – terrenos irregulares (com acentuados aclives e declives) e com altitudes superiores a 200 metros;
- Planícies – terrenos com certa regularidade (sem declives e aclives acentuados) onde prevalecem altitudes que variam de 0 a 200
metros;
- Depressões – terrenos com certa regularidade, mas localizados em altirudes que variam de 200 a 500 metros.
Essa classificação, concluída em 1995, foi fundamentada com as pesquisas do Projeto Radambrasil. Segundo essa classificação, o
relevo brasileiro está dividido em 11 Planaltos, 11 Depressões e 6 Planícies.
Perfil do Relevo Leste-Oeste das Regiões Centro-Oeste
e Sudeste Brasil
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PRÉ-VESTIBULAR DA UFSC 5
UNIDADES DE RELEVO DO BRASIL
FONTE: ROSS,J.L.S.(Org.), Geografia do Brasil. 2.ed. São Paulo: Edusp, 1998.
Exercícios de Sala
1. (Ufms) O relevo corresponde às formas assumidas pelo
terreno após serem moldadas pela atuação de agentes internos e
externos sobre a crosta terrestre. Sobre o relevo brasileiro, é
correto afirmar:
(01) Nunca houve atividade vulcânica no território brasileiro,
considerando que não há nenhum vulcão em atividade.
(02) Apresenta escudos cristalinos de formações rochosas
antigas datadas do Pré-Cambriano.
(04) Em decorrência da pouca diversidade de formação
geológica do território brasileiro, há um predomínio de
planaltos e planícies.
(08) Há pouca incidência de processos erosivos, considerando
que o relevo brasileiro é, em sua maioria, de formação
geológica antiga.
(16) A distância do território brasileiro dos limites da Placa
Tectônica Sul-Americana garante-lhe maior estabilidade
geológica.
2. (Ufrs) O território brasileiro possui grande diversidade de
formas de relevo, como serras, escarpas, planaltos, planícies,
depressões e outras.
Na coluna 1, são citadas cinco formas de relevo brasileiro; na
coluna 2, são apresentadas características de três delas.
Associe-as adequadamente.
Coluna 1
1 - cuesta
2 - planalto
3 - depressão
4 - planície
5 - serra
Coluna 2
( ) É uma área predominantemente plana em que os
processos de sedimentação superam os de erosão.
( ) É uma forma de relevo que possui um lado com escarpa
abrupta e outro com declive suave.
( ) É um relevo aplainado, rebaixado em relação ao seu
entorno e com predominância de processos erosivos.
A seqüência correta de preenchimento dos parênteses, de cima
para baixo, é
a) 3 - 5 - 4.
b) 4 - 1 - 3.
c) 1 - 5 - 2.
d) 3 - 2 - 1.
e) 4 - 3 - 2.
GABARITO aula o3
1. 02 + 16 = 18
2. [B]
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PRÉ-VESTIBULAR DA UFSC 6
AULA 04 - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS DO BRASIL
Os Domínios Morfoclimáticos Brasileiros são regiões com diferenças gritantes entre as características climáticas, botânicas,
pedológicas, hidrológicas e fitogeográficas demarcadas pelo geógrafo brasileiro Aziz ab’Saber. Essa classificação relativamente recente,
feita em 1970, divide o extenso território brasileiro em seis partes muito distintas umas das outras.
DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS (Azis Ab’Saber)
FONTE: MOREIRA, I. O Espaço Geográfico – Geografia Geral e do Brasil. São Paulo: Ática, 2003.
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PRÉ-VESTIBULAR DA UFSC 7
Exercícios de Sala
1. (Ufpel) O Brasil apresenta em seu território uma dinâmica
dos ambientes naturais resultante da ação combinada de vários
elementos que o compõem: clima, relevo, estrutura geológica,
hidrografia, solo e vegetação.
Observe o mapa dos domínios morfoclimáticos brasileiros.
Marque a alternativa que relaciona corretamente os domínios
morfoclimáticos numerados no mapa.
a) 1, domínio amazônico; 2, faixa de transição; 3, domínio do
cerrado; e 5, domínio das araucárias.
b) 3, domínio de mares e morros; 7, faixa de transição; 4,
domínio da caatinga; e 6, domínio das pradarias.
c) 2, domínio das pradarias; 4, domínio do cerrado; 7, domínio
da caatinga; e 5, domínio das araucárias.
d) 1, domínio amazônico; 3, faixa de transição; 4, domínio do
cerrado; e 2, domínio da caatinga.
e) 7, domínio de mares e morros; 1, domínio amazônico; 3,
faixa de transição; e 6, domínio das pradarias.
2. (Ufsc) Com base nos seus conhecimentos e a partir da
interpretação do mapa do Brasil ("Domínios morfoclimáticos"),
assinale a(s) proposição(ões) CORRETA(S).
(01) Devido a sua localização geográfica, o Domínio
identificado com o número 5 possui predominantemente o tipo
climático subtropical úmido.
(02) Os Domínios paisagísticos identificados com os números 4
e 7 caracterizam os cenários de Dois irmãos, de Milton
Hatoum.
(04) No Domínio identificado com o número 2, nos vales
fluviais eram comuns as matas galerias, mas parcela
significativa foi desmatada para dar lugar à agricultura.
(08) O Domínio paisagístico identificado com o número 3
abriga atualmente as maiores densidades demográficas do
Brasil.
(16) O Domínio morfoclimático identificado com o número 6 é
uma região semi-árida em toda a sua extensão.
(32) O Domínio paisagístico identificado com o número 1 é
formado, principalmente, por terras baixas e paupérrima rede
hidrográfica.
GABARITO
1. [B]
2. 1 + 4 + 8 = 13
AULA 05 - RECURSOS HÍDRICOS E OUTROS RECURSOS NATURAIS NO BRASIL
O Brasilpossui a maior reserva mundial de recursos hídricos. Abriga em seu território uma das maiores redes hidrográficas do
planeta – metade de toda a água disponível da América do Sul -, além de extensas reservas de água subterrâneas. Apesar de todo esse
potencial, o país não está livre do problema da escassez de água.
O uso pedratório dos recursos hídricos, poluição, assoreamento dos rios e desperdício são os principais responsáveis pela
escassez de água.
Bacias hidrográficas brasileiras
O Brasil, dada a sua grande extensão territorial e a predominância de climas úmidos, tem uma extensa rede hidrográfica. As
bacias hidrográficas brasileiras oferecem, em muitos trechos, grandes possibilidades de navegação. Apesar disso, o transporte hidroviário
é pouco utilizado no país. Em outros trechos, nossos rios apresentam um enorme potencial hidrelétrico, bastante explorado no Centro-Sul
do país em decorrência da concentração urbano-industrial, mas sub-utilizado em outras regiões, como a Amazônia.
Tecnicamente, a hidrografia brasileira apresenta os seguintes aspectos:
- Não possui lagos tectônicos, pois as depressões tornaram-se bacias sedimentares. Em nosso território, só há lagos de várzea
(temporários, muito comuns no Pantanal) e lagoas costeiras, como a dos Patos (RS) e a Rodrigo de Freitas (RJ), formadas por
restingas.
- Todos os rios brasileiros, com exceção do Amazonas, possuem regime pluvial. Uma pequena quantidade da água do rio
Amazonas provém do derretimento de neve na cordilheira dos Andes. caracterizando um regime misto (nival e pluvial).
- Todos os rios são exorréicos. Mesmo os que correm para o interior têm como destino final o oceano, como o Tietê, afluente do
rio Paraná, que por sua vez deságua no mar (estuário do Prata).
- Há rios temporários apenas no Sertão nordestino, onde o clima é semi-árido. No restante do país, os rios são perenes.
- Predominam rios de planalto em áreas de elevado índice pluviométrico. A existência de muitos desníveis no terreno e o grande
volume de água possibilitam a produção de hidreletricidade.
- Com exceção do rio Amazonas, que possui foz mista (delta e estuário), e do rio Parnaíba, que possui foz em delta, todos os rios
brasileiros que deságuam livremente no oceano formam estuários.
As principais bacias hidrográficas brasileiras são:
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PRÉ-VESTIBULAR DA UFSC 8
Aqüífero Guarani, um mar potável subterrâneo
Denominam-se aqüíferos as reservas de água subterrâneas, que representam uma alternativa estratégica ao problema de falta de água.
No Brasil, o principal deles é o aqüífero Guarani, maior reserva de água doce da América do Sul. (...)
Esse verdadeiro mar potável subterrâneo estende-se por cerca de 1,2 milhão de Km2, dois terços dos quais em território brasileiro,
onde atinge oito estados do centro-sul do país (MT, MS, GO , MG, SP, PR, SC e RS). O restante prolonga-se por Uruguai, Argentina
e Paraguai. (...)
Adaptado de Aureliano Biancarelli para o jornal Folha de São Paulo, 19 de maio de 1996.
AULA 06 - CONSUMO E DISPONIBILIDADE DE OUTROS RECURSOS NATURAISDO ESPAÇO BRASILEIRO
Os materiais e condições da natureza que são
economicamente úteis para os seres humanos, são chamados de
recursos naturais. É conforme o tratamento dado pelo homem
que os recursos naturais pode transformar-se em riquezas –
associando-se a eles os recursos culturais: planejamento,
tecnologia, emprego de capitais, etc.
A retirada dos recursos naturais, do meio em que
foram formados, ocorre com o extrativismo, que pode ser
vegetal, mineral ou animal.
No Brasil, realiza-se desde a extração dos produtos feitos
com as próprias mãos (”coleta”), até o uso de máquinas e
técnicas avançadas (extrativismo propriamente dito).
Recursos Naturais Vegetais
As formações vegetais brasileiras apresentam
grande variedade de produtos aproveitados economicamente.
No entanto, sua extração emprega menos de 2% da população
economicamente ativa e sua participação na renda interna tem
um percentual ainda menor.
O extrativismo vegetal destaca-se principalmente nas
regiões menos desenvolvidas, onde a agricultura comercial
é pouco expressiva. Caracteriza-se por ser quase sempre
feito sem nenhum critério, provocando a degradação
ambiental, causada pelo enorme desperdício e pelas
precárias condições sócio-econômicas da população que se
dedica à coleta.
Recursos Naturais Minerais
A produção mineral é uma atividade que exige
obras de infra-estrutura extremamente caras (ferrovias,
rodovias, portos, etc), e o retorno do capital aplicado nem
sempre é rápido ou viável.
Inclusão Para a Vida Geografia B
PRÉ-VESTIBULAR DA UFSC 9
Além disso, envolve grandes riscos, pois os preços
dos minérios oscilam no mercado, muito mais em função dos
interesses das grandes empresas internacionais atuantes no
setor, do que dos custos de produção. As empresas que não
dispõem de capital de risco, como as do setor privado
brasileiro, têm poucas chances de sobreviver na atividade. Tal
fato explica a grande participação do Estado e do capital
estrangeiro no processo de crescimento da produção mineral do
Brasil.
Minerais são massas inorgânicas naturais de
composição química definida, encontrados normalmente na
crosta terrestre. Em geral são sólidos – somente a água e o
mercúrio se apresentam no estado líquido.
Minérios são minerais ou associações de minerais
que podem ser explorados comercialmente, sendo utilizados na
composição de metais. É o caso do mineral bauxita, do qual é
extraído o minério alumínio, ou da hematita (mineral), da qual
se extrai o ferro (minério).
Juntamente com os Estados Unidos, Canadá,
Rússia, Austrália e China, o Brasil forma o grupo de países
com os maiores e melhores recursos naturais minerais do
mundo. Vejamos os mais importantes, conforme o volume de
consumo interno e o valor das exportações:
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Exercícios de Sala _ Aulas 05 e 06
1. (Ufpe) "As características físicas do Brasil, em especial a grande
extensão territorial e a existência de rios caudalosos, aliadas às
dimensões relativamente reduzidas das reservas de combustíveis
fósseis, foram determinantes para a implantação de um parque
gerador de energia elétrica de base predominantemente hidráulica."
A leitura do texto nos leva a afirmar, corretamente,que:
( ) o conhecimento do potencial hidrelétrico brasileiro é de
grande importância para o desenvolvimento das atividades de
planejamento da expansão dos sistemas elétricos.
( ) os rios de planalto, no Brasil, são os que melhor se prestam à
produção de energia elétrica, como, por exemplo, o rio Paraná.
( ) o principal problema da produção de energia elétrica de base
hidráulica, no Brasil, é que a maioria dos rios de planície possui um
regime pluvional.
( ) os rios São Francisco e Paraná possuem um grande potencial
para a produção de energia porque são amplamente meandrantes e
atravessam faixas de rochas semelhantes.
( ) a exploração do potencial hidrelétrico brasileiro é
exclusivamente efetuada por grandes empresas estatais, pois os
custos de produção são elevadíssimos.
2. (Ufsc) "Nunca comemos tão bem. Peixes os mais variados, de
sabor incomum, cobriam a mesa:costela de tambaqui na brasa, de
tucunaré frito, pescada amarela recheada de farofa."
"Dias e noites no quarto, sem dar um mergulho nos igarapés, nem
mesmo aos domingos, quando os manauaras saem ao sol e a cidade
se concilia com o Rio Negro. [...] O pai tampouco entendia por que
ele renunciava à juventude, ao barulho festivo e às serenatas que
povoavam de sons as noites de Manaus. "
HATOUN, Milton."Dois Irmãos". São Paulo:Companhia
das Letras, 2004, p. 32; 163.
A partir da leitura dos trechos anteriores, assinale a(s)
proposição(ões) CORRETA(S) sobre o quadro físico e
socioeconômico do Domínio Morfoclimático Amazônico.
(01) Costuma-se dividir as águas fluviais da Amazônia em dois
tipos: os rios de águas claras e os de águas escuras.
(02) As elevadas altitudes compreendem toda a extensão do
Domínio Amazônico.
(04) Os rios de águas escuras da Amazônia são ricos em sais
minerais dissolvidos e apresen-tam pouca matéria orgânica.
(08) A piscosidade dos rios amazônicos é, em geral, elevada.
(16) Os igarapés são os braços de água que ligam dois rios ou um
rio e um lago.
(32) No século XIX, o ciclo do algodão deu novo impulso à
ocupação do Domínio Amazônico. Algumas cidades como Manaus
e Rio Branco cresceram vertiginosamente.
3. (Uepg) A respeito da rede hidrográfica brasileira, assinale o que
for correto.
(01) A Bacia Amazônica, a mais vasta do mundo, tem potencial
hidrelétrico, mas apresenta o inconve-niente de que, em função de
a maioria de seus rios ser de planície, o represamento deles
provocará a inundação de vastas áreas cobertas de florestas.
(02) As Bacias do Rio Paraná e do Rio São Francisco, em que
predominam rios de planalto, têm elevado poder hidrelétrico. Neles
está instalada a maior parte das usinas hidrelétricas do país.
(04) Os rios de planície da Bacia Amazônica têm como funções
principais o
transporte fluvial e o sustento das populações ribeir inhas, por
causa da abundância da pesca.
(08) As Bacias Platina, Amazônica e do São Francisco são
genuinamente brasileiras, pois seus rios formadores, seus afluentes
e subafluentes banham apenas território brasileiro.
(16) A construção de usinas hidrelétricas em regiões da Bacia
Amazônica provocaria, além do afogamento de áreas de florestas, a
relocação de povos indígenas das áreas inundadas e prejuízos à rica
fauna.
GABARITO _ AULAS 05 e 06
1. V V F F F
2. 01 + 08 = 09
3. 1 + 2 + 4 + 16 = 23
4. [D]
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10
AULA 07 - DEMOGRAFIA BRASILEIRA
Projeção da População Brasileira - 2010 e 1050
IBGE: EXPECTATIVA DE VIDA SOBE 3,4 ANOS EM UMA DÉCADA
A Síntese de Indicadores Sociais 2008 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que houve um
aumento de 3,4 anos na expectativa de vida do brasileiro de 1997 para 2007. A expectativa de vida passou de 69,3 para 72,7
anos.
http://noticias.uol.com.br/ultnot/infografico/2008/09/24/ult3224u92.jhtm
- A Densidade Demográfica do Brasil
FONTE: IBGE. Atlas Geográfico Escolar. 2ed. IBGE: Rio de Janeiro, 2004.
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11
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PNAD, 2007. (Estadao.com.br)
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12
PNAD, 2007. (Estadao.com.br)
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13
Exercícios de Sala
1. Comparando as três pirâmides etárias do Brasil, podemos
afirmar que:
a) Houve uma forte queda de natalidade a partir dos anos 40.
b) O crescimento vegetativo aumentou na última década.
c) A revolução sanitária da globalização provocou drástica queda
da mortalidade e o conseqüente aumento do crescimento
vegetativo.
d) O estreitamento da base indica diminuição percentual da
população jovem.
e) O afunilamento do topo verificado no final do século XX indica
aumento de expectativa de vida.
2. O mapa a seguir demonstra:
a) A marcha da industrialização brasileira.
b) Fluxo de migrações no século XX.
c) Extrativismo mineral.
d) As frentes pioneiras da agricultura brasileira.
e) A nova expansão industrial do século XX.
3. Os mapas indicam o IDH no Brasil, por estado, em dois
momentos.
Está correto afirmar que, nesse período, o IDH
a) melhorou em todo o país e elevou a posição do Brasil na
classificação mundial.
b) permaneceu baixo em estados do Nordeste, apesar da
implementação de programas sociais.
c) estagnou nas áreas mais ricas do país, resultado de uma política
de distribuição de renda.
d) cresceu nas áreas de maior concentração urbana do Brasil,
depois da diminuição do fluxo migratório.
e) continuou baixo na Amazônia, mesmo com a expansão da
fronteira agrícola, baseada no cultivo da soja.
Gabarito
1. D
2. B
3. B
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AULAS 08 e 09 - A DIVISÃO REGIONAL DO ESPAÇO BRASILEIRO E A REGIÃO SUL DO BRASIL
AS REGIÕES DO BRASIL
A divisão regional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) identifica cinco regiões no Brasil: Norte, Nordeste,
Sudeste, Sul e Centro-Oeste.
Além dos fatores naturais, humanos e econômicos, essa divisão considera os limites dos estados.
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14
REGIÕES GEOECONÔMICAS
Região geoeconômica é a porção territorial que apresenta um mesmo quadro sociocultural e econômico, quase sempre como
conseqüência de um quadro físico comum.
No caso das regiões geoeconômicas brasileiras, são consideras a presença de três grandes complexos regionais no país: Amazônia,
Nordeste e Centro-Sul. Tal divisão leva em conta os aspectos físicos, humanos e econômicos, desprezando os limites estaduais e privilegiando
os aspectos geográficos mais marcantes na definição de tais áreas: o quadro natural na Amazônia, o aspecto social nordestino e o quadro
econômico no Centro-Sul.
ASPECTOS SÓCIOECONÔMICOS DA REGIÃO SUL
A Região Sul do Brasil, definida pelo IBGE, consta dos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Ela representa 6,8% do
território nacional e possui, em um densidade demográfica de 41 hab./km2, 15% do total da população do país.
As características do clima subtropical não favoreceram o povoamento especulativo nessa região, como ocorreu na fachada atlântica do país. A
ocupação iniciou-se com a criação de gado para a produção de charque e de couro, mas só se efetivou com a imigração europeus do século XIX,
principalmente de italianos, alemães e eslavos, que introduziram formas novas de aproveitamento econômico do espaço: pequena propriedade, o
policultivo, a associação agricultura-pecuária e a exploração direta da terra.
A produção agropecuária é muito diversificada: trigo e soja plantados no planalto; arroz e lã, no RS; couro e carne na Campanha Gaúcha; milho,
feijão, batata, fumo e outros produtos.
Entre 1970 e 2000, a participação da região no total da produção industrial brasileira subiu de 11% para 18%. No Paraná, o principal parque
industrial localiza-se em torno da capital, com indústrias alimentícias, madeireiras, indústrias químicas, de material elétrico, de transporte e
automobilística. A produção industrial do Rio Grande do Sul está concentrada na região metropolitana de Porto Alegre secundada pela área de
Caxias do Sul, importante pólo metal-mecânico. Em Santa Catarina, a indústria alimentícia e de vestuário, que atuam desde o início de século
XX, modernizaram-se graças aos capitais agroindustriais; indústrias mecânicas e de material elétrico também foram atraídas pelo estado.
Diferente dos outros estados do Sul, em SantaCatarina o parque industrial não se concentra na capital, mas está disperso pelas áreas de
colonização alemã, sobretudo Blumenau e Joinville.
Nos últimos anos tem ocorrido um maior desenvolvimento das atividades primárias e secundárias, em virtude da proximidade com países do
Mercosul.
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15
Exercícios de sala
1. (Ufrs) Alguns tipos de poluição das águas têm causas naturais,
mas a maioria é causada pelas atividades humanas. O mapa a
seguir mostra áreas em que ocorrem problemas que afetam os
recursos hídricos dos Estados do Rio Grande do Sul e de Santa
Catarina.
Com base nos dados apresentados no mapa preencha as lacunasdo
texto a seguir.
As áreas do mapa em que os recursos hídricos são contaminados
por efluentes com agrotóxicos derivados das lavouras de arroz são
as de número .......... ; as contaminadas pelos resíduos provenientes
de abatedouros de porcos e aves são as de número .........; e as
contaminadas pelos rejeitos oriundos de atividades mineradoras são
as de número ..............
A alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto, na
ordem em que aparecem, é
a) 1, 2 e 3.
b) 1, 3 e 2.
c) 2, 1 e 3.
d) 2, 3 e 1.
e) 3, 2 e 1.
2. (G1) O Complexo Regional do Centro-Sul possui áreas que se
individualizam em virtude do seu desenvolvimento econômico.
Associaram-se INCORRETAMENTE as unidades desse Complexo
às suas respectivas atividades econômicas em:
a) Porção sul de Goiás - cultivo de arroz e de soja.
b) Quadrilátero Ferrífero - exploração de minério de manganês.
c) Triângulo Mineiro - fabricação de automóveis e produtos
químicos.
d) Norte do Rio de Janeiro e Espírito Santo - extração de petróleo.
3. (G1) A região Sul representa 6,5% do território nacional, possui
15% da população brasileira e faz parte do Complexo Regional do
Centro-Sul.
Referindo-se a essa região, é correto afirmar que
a) a grande propriedade e a monocultura transformaram essa área
em um dos grandes esteios agrícolas do País.
b) o meio ambiente subtropical favoreceu o povoamento
especulativo como ocorreu na fachada atlântica do País.
c) a expansão da fronteira agrícola, nos últimos anos, aumentou sua
produção agropecuária e sua participação na economia nacional.
d) a criação de uma significativa rede de transportes e a
proximidade com o Sudeste contribuíram para o desenvolvimento
do seu parque industrial.
4. Analise as alternativas que se referem às atividades econômicas
da Região Sul do Brasil. Identifique a alternativa INCORRETA.
a) A área industrial da região metropolitana de Porto Alegre é a
mais recentemente implantada, destacando-se a refinaria Presidente
Vargas e as indústrias automobilísticas.
b) Dos Estados do Sul, destaca-se Santa Catarina na produção de
carvão mineral, com 70% da produção nacional.
c) A agricultura do Sul é a mais próspera do país, devido ao clima,
à topografia favorável, à mecanização e à técnica
.
d) O talco é explorado no Paraná, que é o maior produtor nacional.
A área de exploração situa-se próximo a Ponta Grossa em
Itaiacoca.
e) A região Sul possui o maior rebanho de ovinos do país e o maior
parque frigorífico para abate e industrialização de aves.
GABARITO
1. [A]
2. [C]
3. [D]
4. [A]
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AULA 10 – INDUSTRIALIZAÇÃO NO BRASIL
O processo de concentração industrial no Brasil
As primeiras indústrias a surgir no Brasil foram as de bens de consumo não-duráveis – alimentícias e têxteis. Essas atividades, com
máquinas movidas a energia elétrica, surgem no final do século XIX.
A economia agroexportadora cafeeira teve contribuição decisiva na geração de capital necessário para sustentar o processo de
industrialização que surgia, ao mesmo tempo em que o Estado fomentava esse a vinda de imigrantes para o trabalho livre.
A partir da década de 1930, além das indústrias de bens não-duráveis, instalaram-se paulatinamente os setores de bens de consumo
duráveis, de bens intermediários e de bens de capital. O Estado passou a atuar como agente planejador da economia, formulando políticas
específicas para favorecer a instalação dos diferentes setores industriais – com uma política energética e de financiamento.
A partir de 1950, por meio dos investimentos das multinacionais, a industrialização brasileira se expandiu. Com a participação do
capital externo, coube ao Estado o investimento em infra-estrutura de energia, transporte e comunicações, e implantação de indústrias pesadas
(siderúrgica, metalúrgica, petróleo, eletricidade e mineração), a modernização da agricultura e a formulação de políticas de desenvolvimento
regional.
Esse processo promoveu uma concentração industrial na Região Sudeste do Brasil, o qual prosseguiu até por volta de 1970. A atividade
industrial aproveitou uma série de condições favoráveis criadas em São Paulo pelo café: mão-de-obra, mercado consumidor, eletricidade,
transportes e excelente sistema bancário. Minas Gerais, Paraná e até Santa Catarina ganharam com essa concentração industrial, ampliando as
sua infra-estrutura e atividades econômicas.
Fatores fundamentais para impulsionar o desenvolvimento industrial do Brasil:
- a ocorrência da Primeira e Segunda Guerras Mundiais
- ampliação e reequipamento do parque industrial após a Segunda Guerra Mundial;
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16
- instalação da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) de Volta Redonda, em 1946;
- Plano de Metas (governo de Juscelino Kubitscheck) para o setor de energia e transporte.
Desconcentração Industrial
Por volta de 1970, começou a ocorrer uma relativa desconcentração industrial no Brasil, com decréscimo relativo de São Paulo e
crescimento maior em outras unidades da Federação (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Bahia, Minas Gerais, Goiás, Amazonas, Mato
Grosso e outras). É importante ressaltar que não foi tanto uma regressão da atividade industrial em São Paulo, mas um maior crescimento em
outros estados. Entre os fatores que contribuíram para essa deseconomia de escala podemos citar:
- custos elevados de impostos;
- terrenos demasiadamente caros;
- congestionamentos freqüentes no trânsito;
- elevados custos para moradia, transporte e alimentação (o que implica maiores salários);
- incentivos de outros estados e municípios para atrair empresas (lotes baratos, infra-estrutura, isenção de impostos, etc).
Graças a sua proximidade geográfica e a densa rede de transporte e comunicações, a Região Sul foi beneficiada com o processo de
desconcentração industrial do Sudeste. O setor secundário foi o que mais se desenvolveu ao longo das últimas décadas. Atualmente, várias
empresas nacionais e estrangeiras tem sido atraídas para a região, interessadas no amplo mercado dos países do Cone Sul. O eixo Porto
Alegre-Caxias do Sul e o parque industrial de Curitiba são destaque nesse processo. Em Santa Catarina as indústrias tradicionais se
modernizaram, atraindo empresas dos setores mecânicos e elétrico por quase todo o estado.
No Nordeste houve a expansão das indústrias de bens intermediários dos setores químicos (Recife), petroquímico (Bahia) e de
material elétrico, bem como a modernização das indústrias de bens de consumo.
A agroindústria é o destaque na Região Centro-Oeste. No eixo Campo Grande-Goiânia-Brasília, há destaque para as indústrias
madeireira, farmacêutica, de borracha e de papel.
Na Região Norte, a expansão da Zona Franca de Manaus foi responsável pelo crescimento da atividade industrial, com destaque
para as indústrias do setor de eletroeletrônicos, do setor óptico e as atividades industriais extrativas ligadas a riqueza mineraldo Pará.
Exercícios de Sala
1. (Fatec) Analise o gráfico para responder à questão.
A leitura do gráfico e os conhecimentos sobre o contexto
econômico nacional permitem afirmar que:
a) a globalização econômica e a abertura dos mercados brasileiros
às importações industriais reduziram o mercado de trabalho no
Sudeste.
b) a internacionalização da economia a partir da década de 1970 foi
um fator determinante para a estagnação do mercado de trabalho
nas regiões Sudeste e Nordeste.
c) a abertura das fronteiras agrícolas para as áreas centrais do país
reduziu os investimentos industriais e, portanto, a demanda de
trabalhadores.
d) a descentralização industrial promovida pelas políticas do
Estado exerceu forte influência sobre o remanejamento da
produção e do emprego.
e) as sucessivas crises econômicas durante os anos de 1980 e
90 foram responsáveis pela migração do emprego do Sudeste
para outras regiões brasileiras.
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2. (Uece) No que se refere à industrialização brasileira, assinale o
INCORRETO.
a) Após a Segunda Guerra Mundial, a queda na capacidade de
importação, em virtude da dificuldade cambial e das crises no
comércio internacional, leva a industrialização brasileira a
inaugurar o processo de substituição de importações.
b) Além da crise econômica mundial, um dos fatores que
contribuíram para o impulso da atividade industrial foi a
subordinação ao capital açucareiro paulista que, no início do século
XX, dominava a pauta das exportações.
c) A crescente diferenciação intra-regional, sobretudo entre o
Nordeste e as demais regiões brasileiras, ensejou um projeto de
industrialização de base autônoma proposto pelo GTDN/SUDENE.
d) O capital industrial, originado ainda no final do século XIX, foi
uma conseqüência da acumulação do capital no setor cafeeiro.
3. (Ufc) A interiorização da indústria no Nordeste brasileiro tem
contribuído para eliminar gradativamente a separação entre cidade
e campo, propiciando a unificação destes espaços. Assinale a
alternativa que indica de modo correto um fator associado à
industrialização do campo que contribui para esta unificação.
a) Presença do trabalhador assalariado do campo - bóia-fria - na
periferia da cidade.
b) Melhoria significativa dos salários dos trabalhadores do campo e
da cidade.
c) Fim das práticas agrícolas em áreas próximas a grandes centros
urbanos.
d) Aumento das associações conjuntas de trabalhadores urbanos e
rurais.
e) Expansão de indústrias de sede local nas áreas rurais.
GABARITO
1. [D]
2. [B]
3. [A]
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17
BRASIL, CELEIRO FUTURO DO MUNDO?
Sob o comando do mercado internacional, agronegócio se expande e reorganiza os espaços produtivos no território brasileiro
A agropecuária está na origem de uma cadeia produtiva ligada a um conjunto de atividades industriais e de serviços que se denominam
agronegócio. Se a atividade agropecuária é responsável por aproximadamente 10% do PIB do Brasil, o agronegócio é responsável por um terço do
PIB, 35% dos empregos e 40% das exportações.
Nos últimos anos, o Brasil se tornou um dos maiores produtores e exportadores de
commodities agropecuárias do mundo. Atualmente é líder mundial na exportação de açúcar,
café, suco de laranja, soja, tabaco, carne bovina e frango. Está entre os maiores produtores de
álcool, algodão e milho. Embora o volume de produção seja crescente, os produtos exportados
são, em grande parte, de baixo
valor agregado. Por isso, a
participação do Brasil no
mercado mundial de bens
agrícolas é de apenas 4%
As vantagens
comparativas do Brasil,
especialmente nos aspectos
naturais, são enormes. Vastas
áreas de relevo pouco acidentado,
condições edáficas e climáticas
favoráveis, recursos hídricos
abundantes. Segundo a
Organização das Nações Unidas
para a Agricultura e Alimentação (FAO), o Brasil possui um estoque de 300 milhões de
hectares de terras a serem utilizadas. Gigantes territoriais como Rússia, Estados
Unidos, Índia, China, Austrália e Canadá possuem extensões bem menores de terras
disponíveis
Existe também um contexto internacional favorável para o Brasil nos próximos anos. Há um cenário de aquecimento da demanda por
alimentos por conta do crescimento econômico global e da população mundial, especialmente
da China, grande importador do Brasil, e da Índia, um mercado promissor.
Mas nem tudo são flores, pois um leque de obstáculos externos e internos limita a
expansão das exportações. Os primeiros abrangem, antes de tudo, os vários tipos de
protecionismo (subsídios, cotas, barreiras tarifárias e não-tarifárias) utilizados especialmente
pelos países mais desenvolvidos. Mas incluem até um possível aumento da produção agrícola
de vários países africanos que ainda possuem expressivos estoques de terras disponíveis.
Internamente, os maiores entraves estão ligados à precariedade da infra-
estrutura viária (rodovias, ferrovias, portos). Pelo menos metade da produção agropecuária é
transportada por rodovias – e cerca de 75% delas estão em péssimo estado. Apesar de
melhorias parciais, as ferrovias são quase sempre precárias e os portos, geralmente
ineficientes. Resultado: o preço dos produtos exportados fica menos competitivo.
A asfixiante carga tributária e o baixo financiamento da produção e investimento em
pesquisas são também obstáculos importantes. Além disso, a valorização do real perante o
dólar encareceu as exportações. Há, ainda, a questão do controle fitossanitário que, nos
últimos anos, foi negligenciado, o que abriu caminho para o ressurgimento de focos de febre
aftosa. Em 2005, dezenas de países impuseram embargo à carne brasileira. Mais do que as
qualidades e o crescimento da concorrência internacional, são as deficiências internas que
sabotam o sonho de
transformação do
Brasil no “celeiro do
mundo”.
A evolução espacial da produção agropecuária no Brasil
apresenta três grandes movimentos simultâneos: o deslocamento da
pecuária e das culturas de grãos e algodão para a área dos cerrados e
região amazônica; a intensificação de novas tecnologias nas regiões mais
desenvolvidas; o crescimento das áreas “conquistadas” pela irrigação em
porções do semi-árido nordestino.
A expansão nas áreas de cerrado só foi possível pelas
transformações tecnológicas que permitiram a incorporação produtiva
dessas áreas. A criação de infra-estruturas e os incentivos fiscais do
governo foram fatores importantes para essa evolução. Nesse processo, foi
determinante a ação da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuária), trabalhando conjuntamente com universidades e centros de
pesquisas. Hoje, a região dos cerrados, que tem nas regiões Centro-Oeste e
Nordeste sua maior extensão, está cada vez mais especializada na produção
de grãos (especialmente soja), algodão e pecuária bovina.
AULA 11 - AGROPECUÁRIA NO DO BRASIL
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18
O dinamismo nessas duas regiões tem implicações econômico-sociais e ambientais. A expansão da produção em padrões modernos e
em regiões de baixa densidade demográfica exerce um forte efeito econômico sobre as atividades urbanas, impulsionando a demanda de
insumos, máquinas, equipamentos e serviços em geral.
Do ponto de vista ambiental, a expansão da produção acelerou a destruição do ecossistema do cerrado, que hoje só possui cerca de 20%
de sua cobertura original. Esse processo de conquista de novos espaços, especialmente em Mato Grosso, “empurrou” as atividades agropecuárias
do cerrado para áreas florestais das franjas meridional e oriental da Amazônia, gerando uma extensaárea de terras degradadas – o “arco do
desmatamento” – que se estende do oeste do Maranhão ao leste do Acre. O processo contribuiu para que, hoje, mais de 17% da vegetação florestal
original tenha sido destruída.
Ao mesmo tempo, mudanças estruturais aconteceram na agropecuária no Centro-Sul. Um dos melhores exemplos é São Paulo, que perdeu
participação na produção de grãos mas apresentou forte crescimento na produção de cana-de-açúcar, laranja e fruticultura, indicando uma opção
pelos cultivos de maior valor agregado.
Na Região Nordeste, dois fenômenos mais ou menos recentes modificaram o panorama regional: a expansão de grãos nos cerrados da
Bahia, Maranhão e Piauí e o desenvolvimento de projetos de irrigação em regiões do semi-árido. No caso da agricultura irrigada, destacam-se os
que se verificam no médio vale do São Francisco (pólo fruticultor de Petrolina-Juazeiro) e nos vales do Açu (RN), Acaraú (CE) e Parnaíba (PI).
Nessas áreas, a atividade de maior expressão é a fruticultura com destaque para uva, manga, mamão. A produção é realizada ao longo de
todo o ano, por conta clima quente e seco, o que permitiu não só o aumento das exportações como também o abastecimento regular do mercado
interno, antes sujeito às variações sazonais da oferta. Aos efeitos positivos sobre a geração de renda e emprego nessas áreas somam-se as novas
possibilidades de integração produtiva com a indústria.
FONTE:
MAGNOLI , Demétrio. Disponível em: < http://www.clubemundo.com.br/noticia_show.asp?id=1042&prod=1> Acessado em 05 de março de
2009.
Exercícios de Sala
1. (G1) O uso indiscriminado de produtos químicos na agricultura
brasileira vem crescendo, conforme divulgação do IBGE, e tem
acarretado conseqüências, como
a) poluição das águas e contaminação dos alimentos.
b) eliminação total das pestes e elevação da temperatura do ar.
c) redução das áreas aráveis e aumento da poluição atmosférica.
d) expansão das terras irrigadas e alteração na camada de ozônio.
2. (G1) O processo de modernização das atividades agrárias no
Brasil, a partir da década de 1970,
a) proporcionou significativa queda na produção, reduzindo as
exportações agrícolas.
b) restringiu o uso de agrotóxicos na agricultura intensiva, para
preservar o meio ambiente.
c) privilegiou os pequenos e médios proprietários
rurais, favorecendo-lhes aquisição de terra.
d) incorporou uma nova dinâmica nas relações trabalhistas,
introduzindo a mão-de-obra assalariada nas áreas rurais.
3. (Uft) A modernização na agricultura tem estreitado as diferenças
entre o campo e a cidade no Brasil. Tomando como exemplo os
bóias-frias em São Paulo e as manifestações, do MST nas principais
cidades de todas as regiões do país, desse modo é INCORRETA a
compreensão de que:
a) Há um "novo" rural no Brasil.
b) As lutas dos movimentos sociais no campo, a partir da Nova
República, têm se constituído como relações arcaicas de produção e
estão percorrendo o caminho inverso ao desenvolvimento da
agricultura moderna brasileira.
c) O governo federal não consegue avançar nas realizações de
políticas públicas em favor dos pequenos agricultores.
d) O espaço urbano se transforma em lugar de visibilidade para as
lutas dos camponeses pela reforma agrária.
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GABARITO
1. [A]
2. [D]
3. [B]
AULA 12 - A URBANIZAÇÃO DO BRASIL
A urbanização corresponde à transferência de populações originárias das zonas rurais em direção as cidades. A urbanização só ocorre
quando a população das cidades cresce mais que a rural, como resultado da migração campo-cidade. O crescimento urbano, por sua vez, diz respeito
ao aumento da população que vive nas cidades e resulta apenas do crescimento natural ou vegetativo da população urbana.
A aceleração do processo de urbanização no Brasil ocorre a partir de 1940. Em 1970, a maior parte da população já vivia na zona urbana, o
que refletiu a modernização econômica e no grande desenvolvimento industrial, possível graças a entrada em grande escala de capital estrangeiro no
país.
Entretanto, ao mesmo tempo em que acelerou o ritmo desenvolvimento econômico do país, a introdução de indústrias baseadas num padrão
tecnológico típico dos países desenvolvidos criou problemas sociais. A modernização da economia atraiu mais de trabalhadores do que as novas
atividades conseguiam absorver, resultando em desemprego e graves problemas sociais nas principais cidades do Brasil.
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19
Hierarquia Urbana - Esse conceito está baseado na noção de rede urbana, um conjunto integrado de cidades que estabelecem relações
econômicas, sociais e políticas entre si. A hierarquia urbana brasileira produz duas formas de avaliação:
Modelo Industrial ou tradicional – Quanto maior o centro urbano, mais diversificada é sua infra-estrutura econômica e maiores as
possibilidades de coordenar os principais fluxos de mercadorias e serviços, influenciando as outras cidades de sua rede. Temos nesse modelo as
metrópoles globais, metrópoles regionais e os centros regionais.
Modelo Informacional – A implantação de modernos sistemas de transporte e de comunicações reduziu as distâncias e possibilitou a
desconcentração das atividades econômicas, que se difundiram por todo o país e hoje são coordenadas a partir de diretrizes produzidas nos grandes
centros nacionais e internacionais. Nesse modelo as cidades não se relacionam apenas com os centros maiores aos quais se subordinavam na antiga
hierarquia urbana, havendo uma ruptura com a hierarquia urbana tradicional.
REGIÕES METROPOLITANAS BRASILEIRA
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20
Os problemas sociais das grandes cidades
Um dos problemas mais graves das grandes aglomerações
urbanas é a habitação. Nas últimas décadas, multiplicaram-se os
cortiços e as favelas (80% em regiões metropolitanas), onde as
condições de salubridade são precárias e o terreno é sujeito a
deslizamentos e enchentes. Em muitos casos, a alternativa foi
procurar áreas mais afastadas, o que resultou na ampliação da área
urbanizada e das distâncias no interior das grandes cidades. Soma-se
a esse fato, o desemprego, a deterioração dos serviços populares de
assistência médico-hospitalar, falta de transportes coletivos e de
infra-estrutura urbana, como pavimentação, luz, água e coleta de
esgotos.
Outro problema comum nas grandes cidades brasileiras é a
violência. Os acidentes de trânsito com milhares de feridos e mortos
a cada ano, têm índices bem altos no Brasil. Tal número se deve ao
descaso das autoridades, a abusos e impunidade dos motoristas e
desrespeito do/ao pedestre e ciclistas. A violência policial,
especialmente sobre a população mais pobre, também é freqüente no
Brasil. Ao mesmo tempo, cresce cada vez mais o número de assaltos
e assassinatos, frutos do crescimento do desemprego, da ação do
tráfico de drogas e da falta de assistência às famílias pobres e vítimas
da violência.
Para amenizar essas questões urbanas, cada vez mais
ouvimos falar em planejamento urbano, entretanto, se não houver
uma participação democrática dos moradores, essas iniciativas não
serão suficientes.
Exercícios de Sala
1. (Pucrs) INSTRUÇÃO: Para responder à questão, analise os mapas
e as afirmativas referentes ao aumento das cidades com mais de 500
mil habitantes no Brasil, preenchendo os parênteses com V para
verdadeiro e F para falso.
Quanto às cidades brasileiras com mais de 500 mil habitantes,
afirma-se:
( ) A maior concentração de cidades deste porte ocorre na região
Norte do Brasil.
( ) Dentre as causas para oaumento das cidades deste porte no
país, é correto citar o êxodo rural.
( ) Esse aumento vincula-se à oferta de empregos no setor
industrial, favorecido pela migração de indústrias dos grandes centros
para essas cidades.
( ) Suas vantagens competitivas em relação às grandes cidades,
como isenção de impostos municipais e oferta de mais infra-
estrutura, facilitam o aumento dos ganhos sobre o capital investido,
contribuindo para o aumento do número destas cidades.
A seqüência correta de preenchimento dos parênteses é:
a) V - F - F - F
b) F - F - F - V
c) V - V - V - F
d) F - V - V - V
e) V - V - V - V
2. (Uece) A tradição nos estudos de geografia urbana no Brasil
privilegiou a análise das áreas metropolitanas e o crescimento das
grandes cidades. Recentemente, observa-se um crescente interesse
pela compreensão das cidades médias e suas articulações no contexto
regional e nacional. Assinale o correto.
a) No contexto da rede urbana, as cidades médias constituem-se
como nós articuladores entre as pequenas cidades e seus distritos.
b) As cidades médias estão vinculadas, apenas, ao adensamento
populacional uma vez que, na nova hierarquia urbana, o tamanho da
população é mais importante que a posição da cidade.
c) As cidades médias são centros que oferecem bens e serviços com
certo grau de especialização para o contexto regional em que estão
localizados.
d) As cidades médias se caracterizam pela presença de inúmeros
problemas ambientais, o que não ocorre com os centros
metropolitanos.
3. (Ufsc) "Com poucas palavras, Yaqub pintava o ritmo de sua vida
paulistana. A solidão e o frio não o incomodavam; comentava os
estudos, a perturbação da metrópole, a seriedade e a devoção das
pessoas ao trabalho. De vez em quando, ao atravessar a praça da
República, parava para contemplar a imensa seringueira. Gostou de
ver a árvore amazônica no centro de São Paulo, mas nunca mais a
mencionou."
(HATOUM, Milton. "Dois irmãos". São Paulo: Companhia
das Letras, 2006. p. 44.)
A partir de expressões constantes no excerto acima, que são de uso
corrente na Geografia, e com base nos seus conhecimentos, assinale
a(s) proposição(ões) CORRETA(S).
(01) As formações de seringais são típicas do Sudeste brasileiro,
principalmente nas áreas de ocorrência do clima temperado
continental.
(02) O crescimento e a expansão de algumas cidades deram origem
às metrópoles. São consideradas metrópoles globais: São Paulo,
Londres e Tóquio.
(04) As inversões térmicas ocorrem bastante no sul do Brasil e em
São Paulo, principalmente no período do inverno.
(08) As metrópoles regionais brasileiras polarizam extensas regiões
como Porto Alegre, Recife e Blumenau.
(16) O individualismo da sociedade contemporânea, assim como
ocorre em São Paulo e na maioria das áreas urbanas do Brasil, é
apontado como a única causa da violência e agressividade dos seus
elementos.
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GABARITO
1. [D]
4. [C]
6. 02 + 04 = 6