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Aula 07
Direito Civil p/ PC-MA (Delegado) Pós-Edital
Professor: Paulo H M Sousa
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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DIREITO CIVIL – PC/MA 
Teoria e Questões 
Aula 07 – Prof. Paulo H M Sousa 
 
 
AULA 07 
RESPONSABILIDADE CIVIL II 
Sumário 
Sumário .................................................................................................... 1 
Considerações Iniciais ................................................................................ 2 
RESPONSABILIDADE CIVIL ......................................................................... 2 
9.2. Responsabilidade Civil imprópria ........................................................... 2 
1. Responsabilidade por fato de terceiro .................................................... 3 
2. Responsabilidade por fato de coisa ...................................................... 10 
3. Responsabilidade por fato de animal .................................................... 12 
9.3. Responsabilidade Civil, Penal e Administrativa ...................................... 13 
1. Distinções entre ilícito civil e penal ...................................................... 13 
2. Influência da jurisdição criminal no cível .............................................. 19 
3. Distinções entre ilícito civil e administrativo.......................................... 22 
9.4. Abuso de direito ................................................................................ 24 
Legislação pertinente ................................................................................ 30 
Jurisprudência e Súmulas Correlatas .......................................................... 30 
Questões ................................................................................................. 41 
Questões sem comentários ..................................................................... 41 
Gabaritos ............................................................................................. 67 
Questões com comentários ..................................................................... 73 
Resumo ................................................................................................ 119 
Considerações Finais .............................................................................. 121 
 
 
 
 
 
 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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DIREITO CIVIL – PC/MA 
Teoria e Questões 
Aula 07 – Prof. Paulo H M Sousa 
 
 
 
AULA 07 – RESPONSABILIDADE CIVIL II 
 
Considerações Iniciais 
 
 
Na aula passada, começamos a tratar da Responsabilidade Civil. Repito: 
relativamente às provas de Nível Superior, a Responsabilidade Civil não é um 
tema lá muito forte. 
Como eu disse, é uma escolha dos examinadores, talvez a Responsabilidade Civil 
seja questionada em outras tantas áreas, como o Direito do Consumidor, Direito 
Ambiental, Direito Administrativo etc. Isso ficará claro quando eu falar de 
algumas situações mais peculiares da Responsabilidade Civil, remetendo sua 
análise detalhada a essas outras áreas. 
Apesar de não ser assim tão relevante, é sempre mais prudente evitarmos que 
seja esse o motivo pelo qual você não conseguiria sua aprovação. Como diz o 
ditado, é melhor prevenir do que remediar! Contraprova é que na última 
prova da PC/MA tivemos uma questão sobre o tema, que será vista nesta 
aula! 
 
 
RESPONSABILIDADE CIVIL 
9.2. Responsabilidade Civil imprópria 
A cisão entre Schuld e Haftung fica bem clara ao tratarmos das hipóteses da 
responsabilidade civil elencadas pelo CC/2002. Dentre elas encontram-se as 
situações de responsabilidade por fato de terceiro, responsabilidade por fato de 
coisa e responsabilidade por fato de animal. 
Ou seja, ainda que o causador do dano seja outra pessoa, ou mesmo quando 
sequer uma pessoa causa o dano, mas um animal, ou ainda se for ele causado 
por algo inanimado, responsabilizaremos alguém, imputando a ela a indenização. 
Aqui, o Direito Civil se afasta enormemente da responsabilidade penal 
contemporânea, sistema de responsabilização do qual seria, em linhas gerais, 
impensável imputar ao acusado pena por ato cometido por outrem; mais absurdo 
ainda responsabilizar alguém pelo dano causado a outrem por uma coisa. 
Assim, é possível aduzir que, em regra, a responsabilidade civil é por fato próprio, 
ou seja, responsabiliza-se o causador direto do dano. No entanto, na 
responsabilidade civil imprópria responsabiliza-se alguém por fato não cometido 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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Teoria e Questões 
Aula 07 – Prof. Paulo H M Sousa 
 
diretamente por ela, mas que, por uma série de razões, o ordenamento jurídico 
imputa a responsabilidade, ainda que indiretamente, àquele que não causou o 
dano. 
Por fim, vimos já anteriormente, que na atualidade é possível falar em 
responsabilidade sem culpa mesmo, a chamada responsabilidade objetiva, na 
qual se prescinde totalmente da contraprova da culpabilidade. 
1. Responsabilidade por fato de terceiro 
Vê-se aqui a possibilidade de não causar dano a 
outrem e, ainda assim, ser responsabilizado. A lei, em 
situações especiais, remete a responsabilidade por 
um dano a terceiro, que não o causador do dano. Mas 
isso pode acontecer a qualquer um, de qualquer modo, a qualquer tempo? Não. 
Via de regra, o fundamento é um dever de guarda, controle, vigilância ou 
proteção. Em regra, se verifica a responsabilidade por fato de outrem em relações 
de submissão ou autoridade, como no caso do patrão e empregado ou do pai e 
filho, por exemplo. 
Juridicamente falando, responsabiliza-se um terceiro 
porque ele se omitiu no seu dever, ou seja, há 
responsabilidade pela omissão (o pai que deixa de punir 
moderadamente o filho, o patrão que não exerce sua autoridade disciplinar sobre 
o funcionário). 
Há, em algum sentido, desleixo, descaso, falta de vigilância. Isso porque quem 
tem alguém sob seu comando, controle, autoridade ou submissão, deve zelar 
tanto pelo agente quanto pelas pessoas e coisas com as quais o agente entra em 
contato. 
Quais são essas hipóteses? Elas estão presentes nos incisos do art. 932 
do CC/2002: 
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Teoria e Questões 
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Mas a responsabilidade dessas pessoas é objetiva ou 
subjetiva? Segundo o art. 933 do CC-2002, a 
responsabilidade é objetiva, sequer existindo espaço 
para que o terceiro prove que tomou todas as medidas 
que lhe competiam para evitar o dano: 
As pessoas indicadas no artigo antecedente, ainda que não haja culpa de sua parte, 
responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos. 
Ou seja, nem que o responsabilizado prove que não teve culpa alguma e não 
podia ter evitado o dano, responderá. 
Mas o responsável legal arca com o prejuízo? Sim, mas há a possibilidade de 
ação regressiva contra o causador do dano, nos termos do art. 934, que 
esclarece que aquele que ressarcir o dano causado por outrem pode reaver o que 
houver pago daquele por quem pagou, salvo se o causador do dano for 
descendente seu, absoluta ou relativamente incapaz. 
Segundo Venosa, ainda que não se diga expressamente, inclui-se na exceção do 
art. 934 também os tutores e curadores pelos danos causados pelos pupilos ou 
curatelados. 
Veja-se que, em verdade, o art. 932 não trata apenas dos casos de 
responsabilidade civil imprópria, mas é de redação bastante geral: 
Art. 934. Aquele que ressarcir o dano causado por outrem pode reaver o que houver pago 
daquele por quem pagou,salvo se o causador do dano for descendente seu, absoluta ou 
relativamente incapaz. 
• Pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua 
companhia
Os pais
• Pelos pupilos e curatelados, que se acharem nas mesmas 
condições
O tutor e o curador
• Por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do 
trabalho que lhes competir, ou em razão dele
O empregador ou comitente
• Pelos seus hóspedes, moradores e educandos
Os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde 
se albergue por dinheiro, mesmo para fins de educação
• Até a concorrente quantia
Os que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime
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É com base nesse dispositivo que se dá azo à ação in 
rem verso, prevista genericamente no art. 886 (“Não 
caberá a restituição por enriquecimento, se a lei conferir ao 
lesado outros meios para se ressarcir do prejuízo sofrido”). Assim, aquele que 
ressarce dano causado por outrem empobrece ao mesmo tempo em que o 
causador do dano enriquece, na medida em que deixa de indenizar não fica mais 
rico, literalmente, mas, ao deixar de empobrecer, quando deveria, enriquece. 
Não se permite, com base na vedação ao enriquecimento sem causa, que alguém 
se enriqueça às custas de outrem. As saídas são muitas (ou, processualmente 
falando, as ações), mas, mesmo quando o processo não dá instrumento 
específico, o enriquecimento sem causa não deve prosperar. Como compatibilizar 
essas percepções aparentemente contraditórias? A partir da residual ação in 
rem verso, por meio do qual “aquele que ressarcir o dano causado por 
outrem pode reaver o que houver pago daquele por quem pagou”. 
Em todos os casos supracitados, a responsabilidade 
do causador do dano com o responsável legal é 
solidária, por previsão expressa do art. 942, parágrafo 
único do CC/2002. 
Curiosamente, se há responsabilidade civil por dano 
causado por incapaz, quem responde são 
responsáveis legais. Porém, se os responsáveis legais 
não tiverem a obrigação de indenizar (não estiver o 
menor sob a autoridade, p.ex.) ou quando estes não possuírem meios 
para adimplir com a indenização, segundo o art. 928 do CC/2002, os 
próprios incapazes responderão. 
Nesse caso, no entanto, há limitação da responsabilidade dos incapazes para não 
privar do necessário o incapaz ou as pessoas que dele dependem, atentando-se 
ao mínimo existencial, nos termos do parágrafo único desse artigo. 
 
2016 – FAURGS – TJ/RS – Juiz Estadual Substituto 
Sobre a reparação de danos, é correto afirmar que 
a) apenas a culpa concorrente da vítima é admitida como causa de redução 
da indenização pelo Código Civil, constituindo exceção ao princípio da 
reparação integral. 
b) se adota, segundo entendimento majoritário, a teoria do risco integral 
como fundamento da imputação de responsabilidade, independente de culpa 
em razão de atividade de risco (artigo 927, parágrafo único). 
c) todos os membros de um grupo, pela adoção da teoria da causalidade 
alternativa, podem ser responsabilizados, quando não seja possível 
determinar, dentre eles, quem deu causa à lesão. 
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Teoria e Questões 
Aula 07 – Prof. Paulo H M Sousa 
 
d) a responsabilidade pelo fato do animal é independente de culpa do seu 
dono ou detentor, não podendo ser afastada mesmo quando ausente o nexo 
de causalidade. 
e) o patrimônio do incapaz não pode servir ao pagamento da indenização, 
cabendo exclusivamente aos pais, tutores ou curadores, conforme o caso, 
responder pelos danos que ele causar. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois o art. 944, parágrafo único (“Se houver 
excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e o dano, poderá o juiz 
reduzir, eqüitativamente, a indenização“) permite a redução da indenização em 
outros casos. 
A alternativa B está incorreta, já que o referido dispositivo adota a 
responsabilidade objetiva, mas não integral, excepcionalíssima no ordenamento 
privado. 
A alternativa C está correta, sendo esse caso excepcional de responsabilização 
civil. 
A alternativa D está incorreta, já que, obviamente, a ausência de nexo de 
causalidade afasta o dever de indenizar, como, por exemplo, no caso de culpa 
exclusiva da vítima que atiça o animal. 
A alternativa E está incorreta, na literalidade do art. 928: “O incapaz responde 
pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem 
obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes”. 
Vejamos cada uma dessas situações detalhadamente. 
1. Responsabilidade dos pais 
Em regra, os filhos não exercem atividades que possibilitem auferir renda, não 
possuem patrimônio e não terão como arcar com a indenização, se devida, ao 
contrário dos pais, que, também geralmente, possuem melhores condições para 
tanto. Mesmo que inexista capacidade, o dano causado pelo menor deve ser 
indenizado, já que o direito civil pretende a tutela da vítima; mesmo que o menor 
não tenha causado ato ilícito, pois incapaz, há responsabilidade civil. 
Cuidado em relação às expressões “sob sua autoridade” e “em sua 
companhia”. A autoridade liga-se ao poder familiar; se um ou ambos ou 
genitores não detém poder familiar sobre o menor, não responde pelo 
dano, como, por exemplo, no caso do filho sob a guarda de um dos pais, ou sob 
a guarda dos avós. A companhia não remete apenas à companhia 
momentânea, mas duradoura, ou seja, se o menor sai, à noite, e causa 
um dano, os pais são responsáveis, ainda que não na companhia efetiva do 
menor; veja-se que se o filho não está na companhia dos pais por desídia destes, 
não se afasta a responsabilidade. 
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Teoria e Questões 
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A emancipação legal concedida pelos pais excluiria 
sua responsabilidade, mas a jurisprudência do STJ a 
mantém. Ao contrário, nos demais casos em que adquire a maioridade 
(como nos casos de casamento, exercício efetivo de 
emprego público, existência de economia própria 
decorrente de emprego e estabelecimento de 
empresa), a responsabilidade dos pais cessa. 
2. Responsabilidade do tutor/curador 
Em regra, os próprios pais são os tutores e curadores, mas nem sempre. Há 
grande crítica à responsabilidade objetiva, especialmente em relação à curatela, 
que é, em geral, ato de altruísmo e gratuito. 
De qualquer forma, o CC/2002 mantém a responsabilidade dos tutores e 
curadores pelos atos praticados pelos tutelados e curatelados, 
igualmente de maneira objetiva. 
3. Responsabilidade do empregador/comitente 
O conceito de empregador não está contido na legislação civil, mas no art. 2º 
da CLT: 
Considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva, que, assumindo os riscos da 
atividade econômica, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço. 
Esse artigo, no § 1º, equipara determinadas figuras ao empregador: 
Equiparam-se ao empregador, para os efeitos exclusivos da relação de emprego, os 
profissionais liberais, as instituições de beneficência, as associações recreativas ou outras 
instituições sem fins lucrativos, que admitirem trabalhadores como empregados. 
Ou seja, em resumo, todo aquele que contrata alguém 
e se utiliza de seu trabalho, mediante remuneração, 
para auferir algum benefício, mediante 
estabelecimento de uma relação hierárquica de 
subordinação, é empregador, ao menos para os fins 
desse artigo do CC/2002. 
Por outro lado, a noção de comitente está no art. 693 do CC/2002: 
O contrato de comissão tem por objeto a aquisição ou a venda de bens pelocomissário, em 
seu próprio nome, à conta do comitente. 
Ou seja, o comitente é o “favorecido” pelos negócios. 
Essa responsabilização ocorre, em regra, apenas durante a execução da atividade 
subordinada, ou seja, durante o “expediente”. Porém, com base na Teoria da 
Aparência, há exceções, eis que aquele que sofre o 
dano “acredita” que o causador do dano o fez em 
razão do emprego e, por isso, deve ser indenizado. 
 
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2015 – FCC – TRT 15ª REGIÃO – Juiz do Trabalho Substituto 
O motorista de um supermercado, dirigindo veículo da empresa e no horário 
de trabalho, envolveu-se em acidente, do qual resultou a morte de ocupante 
de outro veículo, mas foi absolvido na ação penal por insuficiência de prova. 
Sua culpa, entretanto, assim como os demais requisitos para a 
responsabilização civil, foram provados em ação indenizatória movida pelo 
cônjuge e filhos da vítima contra aquele motorista e seu empregador. Neste 
caso, 
a) o motorista e seu empregador serão solidariamente responsáveis pela 
indenização. 
b) somente o empregador será responsável pela indenização, porque o 
empregado foi absolvido no juízo criminal. 
c) somente o motorista será responsável pela indenização, se o seu 
empregador provar que diligenciou na escolha do preposto e o vigiou, mas 
ambos serão solidariamente responsáveis se essa prova não for realizada. 
d) o motorista e seu empregador serão conjuntamente responsáveis pela 
indenização, sendo subsidiária a responsabilidade do empregador. 
e) não haverá obrigação de indenizar, porque a sentença penal absolutória 
eliminou a responsabilidade civil. 
Comentários 
A alternativa A está correta, segundo o art. 942, parágrafo único (“São 
solidariamente responsáveis com os autores os coautores e as pessoas 
designadas no art. 932”) conjugado com o art. 932, inc. III (“São também 
responsáveis pela reparação civil o empregador ou comitente, por seus 
empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, 
ou em razão dele”. 
A alternativa B está incorreta, conforme o art. 942: “Os bens do responsável 
pela ofensa ou violação do direito de outrem ficam sujeitos à reparação do dano 
causado; e, se a ofensa tiver mais de um autor, todos responderão 
solidariamente pela reparação”. 
A alternativa C está incorreta, consoante o art. 933: “As pessoas indicadas nos 
incisos I a V do artigo antecedente, ainda que não haja culpa de sua parte, 
responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos”. 
A alternativa D está incorreta, de acordo com o parágrafo único do art. 942, 
supracitado. 
A alternativa E está incorreta, já que o art. 935 (“A responsabilidade civil é 
independente da criminal, não se podendo questionar mais sobre a existência do 
fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas questões se acharem 
decididas no juízo criminal”) prevê que as questões não podem ser discutidas, 
mas a exclusão da responsabilidade penal por ausência de prova não obsta sua 
prova no juízo cível. 
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4. Responsabilidade dos estabelecimentos de albergue 
A amplitude desse artigo abrange todo tipo de estabelecimento de albergue 
remunerado: creche, escola, hotel, motel, SPA, asilo, hospital, sanatório, centros 
de recuperação de dependentes etc. Sublinhe-se a necessidade de 
contraprestação para haver responsabilidade objetiva. 
Essa responsabilidade abrange os danos causados 
pelos hóspedes a terceiros e pelo estabelecimento aos 
hóspedes. No mesmo sentido, o art. 14 do CDC estabelece 
a responsabilidade objetiva na prestação de serviços. Mesmo danos causados 
fora da instituição são passíveis de indenização por ela, como, por exemplo, no 
caso de uma excursão de alunos organizada pela escola. 
Além disso, cláusulas que atenuam ou isentam a responsabilidade do 
estabelecimento são nulas, mesmo que existam avisos ostensivos, conforme 
regra do art. 51, inc. I do CDC. 
5. Responsabilidade pela participação em produto de crime 
Primeiro, não confunda participação com a coautoria, talqualmente não se 
pode fazer no âmbito da responsabilidade penal. Resumidamente, na 
coautoria o sujeito participa do evento, ainda que de 
maneiras distintas, ao passo que na participação 
apenas auxilia. Aqui, o agente apenas recebe o 
produto do crime. 
Em realidade, essa participação configura o tipo de receptação do art. 180 do CP. 
No entanto, a repercussão penal é irrelevante para a responsabilidade civil. 
Nesse caso, responde ao partícipe penas pelo dano até o valor que 
recebeu. Ao contrário, na coautoria, responderia integralmente pelo 
dano, e não de maneira limitada, como no caso tratado especificamente 
pelo art. 932 do CC/2002. 
 
2014 – FMP – PGE/AC – Procurador do Estado 
É caso de responsabilidade subjetiva: 
(A) a dos pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em 
sua companhia. 
(B) a do tutor pelo pupilo que estiverem sob sua autoridade e em sua 
companhia. 
(C) a dos que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime, 
até a concorrente quantia. 
(D) a do incapaz se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação 
de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes. 
Comentários 
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A alternativa A está incorreta, de acordo com art. 932, inc. I (“São também 
responsáveis pela reparação civil os pais, pelos filhos menores que estiverem sob 
sua autoridade e em sua companhia”) em conjunto com o art. 933 (“As pessoas 
indicadas nos incisos I a V do artigo antecedente, ainda que não haja culpa de 
sua parte, responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos”). 
A alternativa B está incorreta, conforme o art. 932, inc. II (“São também 
responsáveis pela reparação civil o tutor e o curador, pelos pupilos e curatelados, 
que se acharem nas mesmas condições”) em conjunto com o art. 933 (“As 
pessoas indicadas nos incisos I a V do artigo antecedente, ainda que não haja 
culpa de sua parte, responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali 
referidos”). 
A alternativa C está incorreta, na literalidade do art. 932, inc. V (“São também 
responsáveis pela reparação civil os que gratuitamente houverem participado nos 
produtos do crime, até a concorrente quantia”) em conjunto com o art. 933 (“As 
pessoas indicadas nos incisos I a V do artigo antecedente, ainda que não haja 
culpa de sua parte, responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali 
referidos”). 
A alternativa D está correta, conforme a regra geral do art. 927, não contrariada 
pelo art. 928 (“O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por 
ele responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios 
suficientes”). Veja-se que, inexistindo menção expressa sobre a responsabilidade 
ser objetiva, segue-se a regra de responsabilização objetiva. 
2. Responsabilidade por fato de coisa 
Segundo Arnaldo Rizzardo: 
O dono de uma coisa inanimada é responsável pelos danos que a mesma causar. 
A responsabilidade por fato de coisa abrange tanto o 
proprietário quanto aquele que exerce sua guarda 
(detentor). No CC/2002 adotou-se a responsabilidade 
objetiva, ou seja, o lesado deve apenas provar o dano 
e o nexo causal com a conduta, sendo desnecessário questionar a culpa 
do dono da coisa. 
Ainda assim, o agente poderá eximir-se da responsabilidade se conseguir 
comprovar o caso fortuito/força maior ou a culpa exclusiva da vítima.Não há um 
dispositivo legal próprio para essa espécie de responsabilidade, aplicando-se o 
art. 927. Isso porque se entende a responsabilidade por fato da coisa como 
espécie da responsabilidade objetiva por risco de atividade. 
A responsabilidade por fato da coisa diferencia-se das demais espécies 
porque não requer uma conduta direta do autor do dano com a coisa em 
relação ao dano. Basta a posse, propriedade ou detenção da coisa e o 
dano para configurar-se a responsabilidade. Duas espécies têm grande 
importância: 
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1. Responsabilidade pela ruína de edifício 
Caso especial de responsabilidade for fato de coisa está presente no art. 937 do 
CC/2002, que estipula que: 
O dono do edifício ou construção responde pelos danos que resultarem de sua ruína, se esta 
provier de falta de reparos, cuja necessidade fosse manifesta. 
A responsabilidade do dono da obra é objetiva, pois se 
entende que não agiu com o devido cuidado, seja falta 
de reparos, seja por falha construtiva. 
Contudo, o art. 937 abre amplas possibilidades de defesa do dono da obra, pois 
lhe permite provar que agiu com o devido cuidado, inexistindo falta de reparos. 
Além disso, o artigo menciona a manifesta necessidade dos reparos para 
configurar a responsabilidade. 
Nada obstante, aqui, surge um caso curioso, pois, em regra, um edifício não 
desaba se estiver em perfeitas condições, cai apenas quando há necessidade de 
algum reparo ou há uma falha na construção. Assim, presume-se a necessidade 
de reparos se o edifício desaba. Apesar de objetiva, há uma mínima chance de a 
parte se desincumbir da indenização. 
A responsabilidade pela ruína estende-se a todo tipo de imóvel, não 
apenas às construções ou imóveis novos, incluindo-se aí a 
responsabilidade do proprietário que adquire imóvel já com muitos anos 
de uso, pois se entende que deveria tê-lo vistoriado adequadamente. Abrange, 
em verdade, todo tipo de edificação: pontes, canalizações (gás canalizado), 
andaimes (de prédios em obras), arquibancadas (de estádios), marquises 
(eventos em geral), escadas rolantes (de shopping center). 
O único modo de afastar a responsabilização é comprovar a ocorrência de um 
caso fortuito ou de culpa exclusiva da vítima. 
2. Responsabilidade pela queda ou lançamento de coisas de edifícios 
Outro caso especial de responsabilidade for fato de coisa está presente no art. 
938 do CC/2002, que aduz que aquele que habitar prédio, ou parte dele, 
responde pelo dano proveniente das coisas que dele caírem ou forem 
lançadas em lugar indevido. 
O termo “prédio” é entendido de maneira bastante larga, compreendendo, 
além do condomínio edilício vertical, casas, hotéis, estações, escritórios, templos, 
escolas, clínicas, ou seja, todo local em que as pessoas ficam, permanecem, 
“habitarem” (também em sentido largo, e não apenas “morar”) 
O termo “coisa” é também genérico, abrangendo lixo, placas, pequenos 
objetos, vasos de plantas e mesmo água (que cai sobre um equipamento 
eletrônico em funcionamento, por exemplo). 
A responsabilidade do dono do edifício é objetiva, pois 
se entende que não agiu com o devido cuidado ao 
deixar que coisas fossem lançadas ou caíssem do 
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edifício. Não importa quem lançou o objeto para a vítima, acionando-se 
todos os proprietários. 
Se condomínio edilício, geralmente aciona-se o próprio condomínio, pois 
é difícil, ou mesmo impossível, precisar o autor. Porém, se possível for fixar 
quem foi o autor do dano, não pode a vítima pretender 
obter a indenização do condomínio, pois manifesta 
sua ilegitimidade passiva. 
Mesmo que o lançamento ou queda sejam efetuados por terceiro (um parente 
que visita em casa, criança na escola, hóspede do hotel), o proprietário responde, 
com vistas na teoria do risco. 
3. Responsabilidade por fato de animal 
Mesmo na vigência do CC/1916 havia presunção de culpa do proprietário do 
animal que causa dano, pela presunção de falta de cuidado e diligência do dono. 
O CC/2002 exclui a responsabilidade apenas nos 
casos de culpa exclusiva da vítima ou de força maior, 
segundo art. 936. 
 
2014 – FUNRIO – IF/PI – Professor de Direito 
No tocante a responsabilidade civil é correto afirmar que 
a. haverá obrigação de reparar o dano, dependentemente de culpa, nos 
casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida 
pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de 
outrem. 
b. o incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele 
responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios 
suficientes. 
c. os responsáveis não são responsáveis civilmente pelos filhos menores que 
estiverem sob sua autoridade e companhia. 
d. o dono, ou detentor, do animal não ressarcirá o dano por este causado, 
se não provar culpa da vítima ou força maior. 
e. aquele que ressarcir o dano causado por outrem pode reaver o que houver 
pago daquele por quem pagou, mesmo se o causador do dano for 
descendente seu, absoluta ou relativamente incapaz. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, nos termos do art. 927, parágrafo único: “Haverá 
obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos 
especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor 
do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem”. 
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A alternativa B está correta, segundo o art. 928: “O incapaz responde pelos 
prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação 
de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes”. 
A alternativa C está incorreta, conforme o art. 932, inc. I: “São também 
responsáveis pela reparação civil os pais, pelos filhos menores que estiverem sob 
sua autoridade e em sua companhia”. 
A alternativa D está incorreta, na forma do art. 936: “O dono, ou detentor, do 
animal ressarcirá o dano por este causado, se não provar culpa da vítima ou força 
maior”. 
A alternativa E está incorreta, de acordo com o art. 934: “Aquele que ressarcir 
o dano causado por outrem pode reaver o que houver pago daquele por quem 
pagou, salvo se o causador do dano for descendente seu, absoluta ou 
relativamente incapaz”. 
A fuga do animal, ou sua permanência em local inapropriado, portanto, importam 
em presunção de culpa do dono. São os casos de animal que pula o muro, animal 
que morde a pessoa através de uma grade ou ataca alguém durante uma festa 
de rua. Nesses casos, o animal deveria estar bem guardado/não deveria estar lá. 
Por isso, a vítima deve apenas apontar o dano e o nexo causal com a conduta. 
Cumprirá ao dono provar a existência de culpa exclusiva da vítima ou de força 
maior. 
O excludente de culpa exclusiva da vítima limita-se à 
culpa exclusiva; se a vítima concorre com o dano, 
responde o dono. Por exemplo, se vítima que provoca o 
animal, que vem a pular o muro e atacá-la, há culpa concorrente, já que se 
estivesse bem preso, o animal provocado não causaria dano; a vaca que 
atravessa a rodovia rapidamente numa curva, estando o motorista em excesso 
de velocidade, ocasiona culpa concorrente; se ela estava parada numa longa reta, 
e vai invadindo a pista lentamente, é culpa exclusiva, já que o motorista tinha de 
reduzir, prudentemente. 
Os animais selvagens ou sem dono não geram dever de indenizar a ninguém, eis 
que não há “alguém” propriamente dito para responsabilizar.Se para evitar uma 
colisão o sujeito causa dano a outrem, responsabiliza-se o causador do dano, que 
tem direito de regresso contra o proprietário ou, se animal selvagem ou sem 
dono, arca o agente sozinho. 
9.3. Responsabilidade Civil, Penal e Administrativa 
1. Distinções entre ilícito civil e penal 
O ato ilícito pode ter naturezas jurídicas distintas, a partir de sua perspectiva de 
análise. Lembro bem da graduação, nas aulas de Direito Penal (e essa talvez seja 
uma das coisas que jamais esquecerei sobre penal) é que o crime, no seu conceito 
analítico, é a “conduta típica, antijurídica e culpável”. 
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Lembro disso porque, desde aquela época, já me preocupava em diferenciar a 
responsabilidade civil da responsabilidade penal e como visualizar suas 
semelhanças e pontos de contato. Isso porque, originariamente, o conceito 
de ato ilícito não tinha distinção no Direito Civil e no 
Direito Penal. A noção mais clássica de ato ilícito, 
independente se civil ou criminal consolidou-se ao 
longo do tempo e se cristalizou, sob uma perspectiva claramente dotada 
dessa historicidade, no art. 186 do CC/2002: 
Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e 
causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito. 
É daí que se retira o conceito mais elementar de ato 
ilícito, dotado de culpabilidade e antijuridicidade, 
respectivamente pela exigência de culpa, caracterizada 
tanto por ação quanto por omissão (conduta negligente ou imprudente), e pela 
exigência de violação direito alheio, causando-lhe dano. 
Desse conceito é que se caracterizam os pressupostos do dever de 
indenizar, quais sejam a conduta (ilícita), o dano e o nexo de causalidade entre 
a conduta e o dano, somados à culpa, no caso da responsabilidade subjetiva. 
A conduta, seja comissiva, seja omissiva, precisa ser violadora da esfera de 
direitos de outrem e passível de lhe causar dano. Essa conduta precisa ser 
culposa, na responsabilidade como regra geral trazida pelo art. 927. Se conduta 
há, mas não se pode imputar culpa ao agente, não se pode falar em dever de 
indenizar. Por outro lado, mesmo havendo conduta culposa, não há dano, não há 
dever de indenizar, da mesma forma. 
Por fim, por óbvio, entre a conduta e o dano deve haver uma nexo de causalidade, 
um liame que ligue ambos os pontos. Segundo a tradição civilística, esse liame 
deve ser direto e imediato. Danos indiretos ou mediatos não são indenizáveis, 
mas nem sempre essa teoria se aplica de maneira tão restrita. 
O mesmo vale para o Direito Penal, cuja noção de ato 
ilícito se confunde com a noção de ato ilícito civil, ante 
a ausência de diferenciação que havia entre ambos. Porém, 
paralelamente ao estabelecimento do princípio da legalidade cria-se também a 
noção de tipicidade. Isso ocorre, segundo boa parte da doutrina, especialmente 
com a Carta Magna de 1215, que limitava o poder real ao devido processo legal; 
a partir do compromisso do monarca, nenhum homem livre poderia ser 
aprisionado sem um julgamento legal, feito por seus pares, pela lei do território. 
Essa noção, ainda bastante ampla, foi fixada num regime de tipicidade, mais ou 
menos como hoje o conhecemos, com a revolucionária Declaração dos Direitos 
do Homem e do Cidadão de 1789, que previa, no art. 4º: 
A liberdade consiste em poder fazer tudo aquilo que não prejudique outrem: assim, o 
exercício dos direitos naturais de cada homem não tem por limites senão os que asseguram 
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aos outros membros da sociedade o gozo dos mesmos direitos. Estes limites apenas podem 
ser determinados pela Lei. 1 
Veja que na última parte fica claramente disposto que os limites à atuação estão 
na Lei. Vale lembrar que, a partir da divisão de poderes bem clássica de 
Montesquieu, só é Lei o que o Poder Legislativo assim o estabelece. Portanto, as 
condutas que limitam o exercício de direitos devem ser estabelecidas pela lei. No 
caso do Direito Penal, os tipos penais passam a ser a regra para a verificação da 
ilicitude. 
Aí eu volto para aquele conceito analítico tradicional de crime, a “conduta típica, 
antijurídica e culpável”. Fora a tipicidade, a antijuridicidade e a culpabilidade já 
eram pressupostos do ato ilícito, válido também para o 
Direito Civil. A tipicidade, portanto, é o elemento que 
distingue a verificação do ato ilícito, nuclearmente. 
Obviamente, como a tipicidade simplesmente não existe no Direito Civil, 
numerosas soluções – e problemas – sobre a tipicidade não são objeto de análise 
na responsabilidade civil. Assim, os excludentes de 
tipicidade, como o caso da aplicação do princípio da 
insignificância, não se analisam na responsabilidade 
civil, por absoluta incompatibilidade. Por mais 
insignificante que seja, o furto de um objeto cumpre os requisitos de 
antijuridicidade e culpabilidade presentes no art. 186 do CC/2002, o que 
caracteriza o dever de indenizar. 
É possível que estejam presentes os elementos da responsabilização e, por isso, 
exista o dever de indenizar, mas não veremos repercussão alguma na esfera 
cível. Isso porque o agente simplesmente nada faz, por ausência de razoabilidade 
patrimonial. O custo, tanto em termos objetivos – financeiros e de tempo –, 
quanto em termos subjetivos – desgaste, stress etc. –, pode ser excessivo para 
a vítima. 
Por exemplo, alguém me furta um sabonete comum. Provavelmente não seria 
condenada na esfera criminal, já que o valor insignificante do objeto seria 
fundamento suficiente para a exclusão da tipicidade por aplicação do princípio da 
insignificância. Não obstante a presença dos elementos do dever de indenizar, 
provavelmente eu não a acionaria judicialmente, buscando indenização pelo 
dano. 
O custo com o transporte da minha casa até o JEC supera o valor do bem furtado, 
sem contar com o desgaste emocional e o “tempo perdido”. Mas posso fazê-lo, 
se quiser, independentemente dos custos financeiros e psicológicos, e o autor do 
dano não pode se escusar com base no princípio da insignificância. 
Ademais, a forma como se analisa os pressupostos de antijuridicidade e 
culpabilidade são distintos. Ao passo que a doutrina civilística mantém a 
culpabilidade baseada na culpa em sentido amplo (subdividida em culpa em 
 
1Vide a seguinte versão da Declaração: http://pfdc.pgr.mpf.mp.br/atuacao-e-conteudos-de-
apoio/legislacao/direitos-humanos/declar_dir_homem_cidadao.pdf 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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sentido estrito e dolo), a doutrina penal ampliou horizontes, criando também as 
figuras da culpa consciente e do dolo eventual. 
Inclusive, a distinção de culpa e dolo é irrelevante na 
maioria dos casos para aplicação da responsabilidade 
civil, exigindo-se dolo para responsabilizar o agente 
apenas em situações excepcionais, como no caso da 
responsabilidade do doador pelos danos causados ao donatário em relação ao 
bem doado. Ao contrário, no Direito Penal, a distinção é imprescindível e irá 
impactar profundamente na aplicação do direito, já que existem numerosos casos 
de tipos apenas dolosos, como o tipo de dano (ao passo que no Direito Civil o 
dano independe de dolo!). 
Grande parte da responsabilidade civil passa ao largo 
dessas discussões sobre culpabilidade, pela aplicação 
da responsabilidade civil objetiva, que afasta 
completamente as noções subjetivas. Igualmente, o graude 
culpabilidade é em regra irrelevante no Direito Civil, exceto no caso de aplicação 
do art. 944, parágrafo único (“Se houver excessiva desproporção entre a 
gravidade da culpa e o dano, poderá o juiz reduzir, equitativamente, a 
indenização”). 
Veja-se que, inclusive, era tão difícil para a doutrina civilística tradicional falar 
em responsabilidade civil sem culpa que se chamava ela de culpa objetiva (o que 
é uma contradição em termos, já que a culpabilidade é essencialmente 
subjetiva). Somente mais recentemente é que se passou a falar, sem grandes 
problemas, em responsabilidade civil sem culpa. 
Curiosamente, por outro lado, a responsabilidade civil ainda se encontra 
essencialmente ligada ao dano, por conta do princípio da restituição integral. Não 
se fala em responsabilidade civil sem dano. Quando, em 
uma situação concreta, não existe dano ou sua prova 
é impossível, a doutrina e a jurisprudência se valem 
do chamado dano in re ipsa, ou dano presumido. 
Exemplo da presunção de dano pela dificuldade de prova é o art. 953, parágrafo 
único. Este dispositivo estabelece que no caso de indenização por injúria, 
difamação ou calúnia, caso o ofendido não possa provar prejuízo material, caberá 
ao juiz fixar, equitativamente, o valor da indenização, na conformidade das 
circunstâncias do caso. Ou seja, o dano não é afastado, mas presumido, ante a 
impossibilidade ou extrema dificuldade de comprovação do dano. 
O mesmo ocorre quando não há dano a ser indenizado. A partir de uma dada 
conduta, há situações nas quais determinada conduta ilícita gera dano, mas, às 
vezes, em outras situações sequer há dano. Novamente, presume-se o dano, 
ainda que a contraparte comprove a inexistência dele. 
Isso ocorre com o dano moral no caso de inclusão 
indevida do consumidor em órgão restritivo de 
crédito. A jurisprudência, uníssona, estabelece o 
dever de indenizar a partir do dano in re ipsa. Sinceramente, na maioria das 
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situações trata-se de responsabilidade sem dano. Pode haver dano, claro, como 
no caso de uma pessoa que perde uma oportunidade de negócio porque não 
consegue empréstimo bancário para honrar negócio em decorrência da inclusão 
indevida. 
Posso ter consultado a SERASA apenas por curiosidade e visto meu nome incluído 
indevidamente no órgão – e não houve dano algum. Ao contrário, posso até ter 
ficado feliz, pela perspectiva de receber indenização, mas receberei indenização 
do mesmo jeito, não importa. Ainda assim, é necessário recorrer ao expediente 
do dano in re ipsa, pois não se reconhece a responsabilidade civil sem dano. 
No Direito Penal, ao contrário, ainda que sob fortes críticas, o tipo de dano vem 
se tornando mais comum, especialmente nos tipos penais presentes no Código 
de Trânsito Brasileiro – CTB. O art. 306 do CTB estabelece que a condução de 
veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da influência 
de substância psicoativa que determine dependência é vedada. A pena é aplicada 
ainda que o condutor não tenha causado dano algum, apenas pelo perigo 
decorrente da conduta eventualmente danosa. 
Ainda dentro da culpabilidade, outro foco de grande discussão no Direito 
Penal é a imputabilidade. As discussões sobre a maioridade penal 
provavelmente se eternizarão, alguns clamando por sua redução – e, no limite, 
pela exclusão de um critério temporal objetivo –, outros clamando por sua 
extensão – e, no limite, pela exclusão quiçá da própria punição estatal. A 
imputabilidade é assunto de suma importância no crime. 
No cível, essa discussão é praticamente inócua. 
Tecnicamente falando, por conta dos institutos da 
tutela, curatela e representação, estende-se a 
responsabilidade dos “inimputáveis” a seus 
representantes legais. O Direito Civil vai além, fixando a responsabilidade civil 
objetiva dos pais pelos danos causados pelos seus filhos e a responsabilidade civil 
objetiva dos tutores e dos curadores pelos danos causados pelos tutelados e 
curatelados, segundos o art. 932, incs. I e II c/c art. 933. 
Com isso, contorna-se a discussão sobre o grau de consciência de uma pessoa 
sobre a prática de um ato danoso. Os críticos da imputabilidade penal aos 18 
anos dizem que a pessoa entre 16 e 18 anos é plenamente apta a compreender 
os efeitos de sua conduta. No Direito Civil, em que pese a redução da “maioridade 
civil” trazer mudanças para o dever de indenizar, essa redução teria pouco ou 
nenhum impacto, já que, de qualquer forma, os pais se responsabilizariam. 
Isso porque, já no âmbito das obrigações, analisamos 
as diferenças entre obrigação e responsabilidade, 
pelo que se pode imputar a alguém a responsabilidade 
pelo inadimplemento de uma obrigação de outrem 
(como no casos dos pais pelos filhos). Esse raciocínio é impensável no Direito 
Penal, já que a condenação de alguém, que não o próprio agente, pela conduta 
alheia significaria que a pena ultrapassa a pessoa do ofensor. Nem mesmo as 
propostas criminais mais endurecedoras sugerem essa possibilidade. 
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As diferenças também existem quanto ao nexo de causalidade. Enquanto se 
utiliza, largamente, no Direito Civil a teoria do dano direto e imediato para limitar 
o nexo de causalidade, no Direito Penal, o limitador do nexo causal é o dolo, pela 
teoria finalista. Se analisada a teoria da imputação objetiva do Direito 
Penal, chegaremos à concussão de ela se parece, em certa medida, com 
a teoria do dano direto e imediato do Direito Civil. 
Ainda que seja pouco utilizada a teoria da imputação objetiva lá, já que ela não 
resolve a maioria das situações concretas, as críticas a ela dirigidas são bastante 
parecidas com as críticas que a teoria do dano direto e imediato sofrem aqui, no 
Direito Privado. 
A própria essência do Direito Civil e do Direito Penal é 
distinta. Enquanto na responsabilidade civil a tutela se 
volta à vítima, no Direito Penal a tutela se volta ao 
ofensor, em linhas gerais. 
Na responsabilidade civil é frequente a crítica a dispositivos que tutelam 
o ofensor, como o parágrafo único do art. 944 (“Se houver excessiva 
desproporção entre a gravidade da culpa e o dano, poderá o juiz reduzir a 
indenização”). A redução da indenização se dá em razão do ofensor; a vítima 
ficará sem restituição integral, o que viola a racionalidade básica do sistema. 
Na responsabilidade penal, ao contrário, há frequente crítica a dispositivos que 
tutelam a vítima, como o art. 72 da Lei 9.099/1995 (Na audiência preliminar, 
presente o representante do MP, o autor do fato e a vítima, o Juiz esclarecerá 
sobre a possibilidade da composição dos danos). Quebra-se, em alguma medida, 
o monopólio estatal da aplicação da lei penal, já que o ofendido poderá obstar a 
continuidade da persecução penal, voluntariamente. 
Igualmente, a base de aplicação da responsabilidade é distinta. Ao passo que no 
crime a pena privativa de liberdade éa regra, ela é a exceção no cível; ao 
contrário, ao passo que no cível a indenização seja a regra, no crime ela é 
exceção. 
Modernamente, os pontos de contato também se tornam mais frequentes. 
Enquanto há uma tendência, no Direito Penal, ao uso maior das penas restritivas 
de direitos em detrimento das privativas de liberdade, há 
uma tentativa, no Direito Civil, de ampliar o uso de 
medidas não-pecuniárias de reparação, como o 
direito de resposta e as obrigações de não-fazer. 
Ainda que atualmente as diferenças entre a responsabilidade civil e a 
responsabilidade penal sejam marcantes e bastante evidentes, suas semelhanças 
também se evidenciam quando analisamos ambos os objetos, com certo 
“distanciamentocientífico”. Essas semelhanças se explicam pela origem 
comum da responsabilidade do agente causador de danos, eis que ambas 
– a cível e a criminal – eram indistintas. A cisão ocorrerá de maneira mais 
completa apenas com o positivismo jurídico, com sua exigência de cientificidade. 
Veremos os laços que ainda unem a responsabilidade civil e a reponsabilidade 
penal, especialmente em relação aos impactos, na esfera judicial, de uma sobre 
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a outra. Isso porque uma mesma conduta pode ter repercussões, ao 
mesmo tempo, na esfera cível e criminal, como no caso do homicídio, fato 
jurídico que atrai a aplicação do art. 121 do Código Penal – CP e do CPP, e do art. 
928 do CC/2002 e do CPC. 
2. Influência da jurisdição criminal no cível 
O art. 935 do CC/2002, como dito, aduz existir 
independência do juízo cível e criminal, porém não se 
pode discutir mais a autoria e existência do fato 
quando já há decisão na esfera criminal. Os 
julgamentos cíveis e criminais são independentes, mas não devem ser 
contraditórios. A ideia de que o julgamento criminal faz coisa julgada 
para o cível é visto com muitas ressalvas. 
 
2015 – FUNDATEC – PGE/RS – Procurador do Estado 
Em relação à obrigação de indenizar, analise as seguintes assertivas: 
 I. O incapaz pode responder, equitativamente, por prejuízos por ele 
causados. 
II. O pai pode ressarcir-se perante o filho, relativamente incapaz, pela 
indenização paga a terceiro por ato cometido pelo seu descendente. 
III. A obrigação de prestar reparação transmite-se com a herança. 
IV. A responsabilidade civil independe da criminal, podendo se questionar 
quanto à existência do fato mesmo quando esta questão se achar decidida 
no juízo criminal. 
Quais estão corretas? 
A) Apenas I e III. 
B) Apenas II e III. 
C) Apenas I, II e III. 
D) Apenas I, II e IV. 
E) Apenas I, III e IV. 
Comentários 
O item I está correto, como vimos em aula anterior, de acordo com o art. 928: 
“O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele 
responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios 
suficientes”. 
O item II está incorreto, na forma do art. 934: “Aquele que ressarcir o dano 
causado por outrem pode reaver o que houver pago daquele por quem pagou, 
d
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salvo se o causador do dano for descendente seu, absoluta ou relativamente 
incapaz”. 
O item III está correto, segundo o art. 943: “O direito de exigir reparação e a 
obrigação de prestá-la transmitem-se com a herança”. 
O item IV está incorreto, conforme o art. 935: “A responsabilidade civil é 
independente da criminal, não se podendo questionar mais sobre a existência do 
fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas questões se acharem 
decididas no juízo criminal”. 
A alternativa A está correta, portanto. 
Há a concorrência da responsabilidade civil-criminal. Um atropelamento gera 
responsabilidade civil e criminal, ou seja, pode o ofensor ser punido em ambas 
as esferas ou em apenas uma delas, seja no cível, seja no criminal. 
O problema é que há atipicidade da responsabilidade civil e tipicidade da 
responsabilidade criminal; nesta, impera o subjetivismo, naquela, caminha-
se para a objetividade. O crime visa punir o agressor; o cível visa tutelar a vítima. 
Por isso, a atuação do juiz criminal não limita a do juiz cível. Como pode haver 
concorrência de responsabilidades, pode um delito ser julgado pelo juiz cível e 
pelo criminal ao mesmo tempo. A coisa julgada cível é influenciada pela criminal, 
mas não o inverso. O juiz criminal, de certo modo, guia a instrução quanto à 
autoria e ao ato/fato criminoso. 
Feita coisa julgada no cível, em pendência de 
processo criminal, a sentença criminal não poderá 
reverter a sentença cível, já transitada em julgado. 
Apenas quando há uma sentença condenatória cível e, em fase de 
execução cível, o juízo criminal não encontra autoria no fato, o executado 
cível pode, se ainda pendente a execução, impugnar a sentença, alegando 
a ausência de autoria. Se, no entanto, a execução cível já está terminada, ou 
seja, o executado já adimpliu com a indenização, nada mais há para se fazer. 
Logicamente, a autoria e a materialidade do fato deveriam ser apuradas primeiro 
no Juízo criminal, mas, por vezes, a esfera cível acaba por resolver essa questão 
antes. 
O art. 91, inc. I, do CP coloca que a função da sentença criminal é tornar certa a 
obrigação de indenizar, mas não diz qual é a extensão do dano, nem mesmo se 
houve dano. O art. 387, inc. IV do CPP, porém, estabeleceu a possibilidade de o 
juiz criminal fixar um valor mínimo de indenização, que servirá de piso ao juiz 
cível na hora da liquidação, que se dá na forma vista mais abaixo. Outra inovação 
importante foi feita pela Lei 12.403/2011, que alterou o art. 336 do CPP, 
colocando que a fiança criminal poderá ser usada para o pagamento de 
indenização, no caso de o réu ser condenado. Já o art. 63 do CPP fala que 
transitada em julgado a sentença condenatória, pode-se promover o 
cumprimento da sentença para reparação do dano. 
b
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Ainda que exista uma sentença criminal absolutória, 
pode-se ingressar com uma ação cível indenizatória, 
por: falta de provas e atipicidade de conduta. Isso se 
dá porque as possibilidades de responsabilização na 
esfera cível são muito mais amplas que no criminal e a atipicidade e falta 
de provas não faz coisa julgada para o cível, como dissemos antes. 
Outra possibilidade de haver indenização cível no criminal existe no art. 72 da Lei 
9.099/1995 (Lei dos Juizados Especiais Estaduais). Na audiência preliminar 
levada a cabo perante o Juizado Especial Criminal, o réu e o autor podem 
fazer a composição dos danos, evitando-se a persecução criminal. 
O juiz cível pode sobrestar o processo civil para aguardar o processo penal, 
segundo o art. 64 do CPP c/c art. 315 do CPC. Em geral, isso ocorre nos casos de 
existência de fato delituoso e legítima defesa. Porém, por vezes não ocorre na 
prática por conta do regramento do §1º do art. 315, que estabelece que se a 
ação penal não for exercida dentro de 3 meses, contados da intimação do 
despacho de sobrestamento, cessará o efeito deste, decidindo o juiz cível a 
questão, incidentalmente. Da propositura da ação penal, o juízo cível suspenderá 
o feito por, no máximo, 1 ano, prazo o qual, se superado, exige que o cível decida 
incidentalmente a questão prévia. 
 
Por fim, você lembra da aula sobre prescrição e decadência? Tínhamos um 
detalhe importante sobre as regras de prescrição que se aplicam aqui: 
Art. 200. Quando a ação se originar de fato que deva ser apurado no juízo criminal, não 
correrá a prescrição antes da respectiva sentença definitiva. 
Assim, se for necessário apurar algo no Juízo 
Criminal, a prescrição ficará suspensa até que o juiz 
do crime tenha proferido sentença definitiva, ou seja, 
não sujeita a recurso (trânsito em julgado). Discussões 
Juízo Cível
Visa indenizar a vítima
Objetividade (tendência à
responsabilidade objetiva)
Não influencia no outro
Executa a sentença transitada
em julgado no Criminal
Sentença condenatória penal é
título executivo judicial
Juízo Criminal
Visa punir o agressor
Subjetividade (tendência à
responsabilidade baseada na
culpa)
Influencia na autoria e
materialidade
Pode estabelecer indenização
mínima e fiança para o Cível
Juizado EspecialCriminal: pode
fazer composição cível
6
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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acerca do cumprimento da pena já em segundo grau de jurisdição são 
irrelevantes para a aplicação do art. 200 do CC/2002, já que o texto legal é 
expresso em falar em “sentença definitiva”. 
3. Distinções entre ilícito civil e administrativo 
Para além das semelhanças e diferenças entre a responsabilidade civil e a 
responsabilidade criminal, há ainda a responsabilidade administrativa. Assim 
como pode haver uma conduta geradora de responsabilidade civil e penal 
concomitantes, pode ela gerar responsabilidade administrativa. 
Há, obviamente, conexões entre a responsabilidade penal e a responsabilidade 
administrativa. Não analisaremos essas conexões, pois fogem do nosso objetivo. 
Serão elas vistas nessas respectivas áreas. 
A nós interessa as conexões entre a responsabilidade civil e a responsabilidade 
administrativa, estabelecida pela CF/1988, pelo CC/2002 e pela Lei 8.112/1990, 
a lei que trata dos servidores públicos civis – LSP. O art. 
125 dessa lei prevê que as sanções civis, penais e 
administrativas poderão cumular-se, sendo 
independentes entre si. 
A rigor, a responsabilidade civil tem relevância na análise dos danos 
causados pelos agentes públicos no exercício de suas funções. A base está 
em dois artigos, o art. 43 do CC/2002 e o art. 37, §6º da CF/1988. Diz o art. 43 
do CC/2002: 
As pessoas jurídicas de direito público interno são civilmente responsáveis por atos dos seus 
agentes que nessa qualidade causem danos a terceiros, ressalvado direito regressivo contra 
os causadores do dano, se houver, por parte destes, culpa ou dolo. 
Por outro lado, a redação do art. 37, § 6º da CF/1988 vai um pouco além, 
além de deixar mais claro os limites de aplicação do dispositivo legal: 
As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços 
públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, 
assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. 
Veja-se que o CC/2002 não trata das “pessoas jurídicas de direito privado 
prestadoras de serviços públicos”; a CF/1988 o faz, de modo a afastar qualquer 
dúvida sobre a extensão da responsabilidade civil do Estado, que se dá de 
maneira bastante ampla. A responsabilidade, frise-se, é 
do Estado, que terá direito de regresso contra o 
agente público causador do dano, mas apenas nos 
casos de culpa ou dolo. 
Trata-se, portanto, de caso de responsabilidade civil 
objetiva na relação vítima-Estado (seja ela relativa 
aos usuários ou aos não-usuários do serviço) e de 
responsabilidade civil subjetiva, na relação Estado-agente público, em 
linhas gerais. O Estado responde independentemente de culpa, ao passo que ele 
deve provar a culpa do agente causador do dano, por força de aplicação do 
referido artigo constitucional. 
9
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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A relação Estado-agente público fica mais transparente no seu art. 121 da LSP, 
que estabelece de maneira bem evidente que o servidor público responde 
civil, penal e administrativamente pelo exercício irregular de suas 
atribuições. 
De modo bastante repetitivo a LSP traz a mesma regra do CC/2002 (que 
reproduz, em grande parte, o art. 15 do CC/1916) e da CF/1988. O art. 122 prevê 
que a responsabilidade civil do funcionário público decorre de ato omissivo 
ou comissivo, doloso ou culposo, que resulte em prejuízo ao erário ou a 
terceiros. 
Mas não só. Nossa realidade jurídica tipicamente legalista vai repetir, dois artigos 
depois, a mesma coisa! O art. 124 repisa que a responsabilidade civil-
administrativa resulta de ato omissivo ou comissivo praticado no desempenho do 
cargo ou função. É pra não deixa dúvida! Mas não só (de novo)! O art. 122, §2º 
diz que houver dano a terceiros, responderá regressivamente o servidor perante 
o erário. Ufa! É pra não deixar dúvidas meeesmo. 
O ponto positivo desse artigo é esclarecer que o agente público é responsável 
pessoalmente pelo ato praticado no desempenho do cargo. Ora, se ele pratica 
ato ilícito fora do exercício do cargo, será pessoalmente responsável, não se 
cogitando em responsabilidade regressiva a partir da responsabilidade objetiva 
do Estado pelo ato. 
Nos casos de responsabilização por ato praticado no exercício da função, o 
servidor responde pessoalmente perante a Administração Pública. O §3º do art. 
122 ainda deixa claro que a obrigação de reparar o dano 
estende-se aos sucessores do servidor e contra eles 
será executada, até o limite do valor da herança 
recebida. 
A cobrança estatal seguirá a forma comum, com a obtenção 
de bens que assegurem a execução do débito pela via 
judicial. O art. 122, §1º, permite que, no caso de dolo, o 
Estado possa exercer o direito regressivo de maneira 
peculiar. 
Em geral, diz o art. 45, salvo por imposição legal, ou mandado judicial, nenhum 
desconto incidirá sobre a remuneração ou provento. Igualmente, o vencimento, 
a remuneração e o provento não serão objeto de arresto, sequestro ou penhora, 
exceto nos casos de prestação de alimentos resultante de decisão judicial, prevê 
o art. 48. 
No entanto, no caso de ato ilícito doloso, a cobrança rege-se pelo art. 46. Nesses 
casos, o erário previamente comunicada o servidor ativo, aposentado ou 
o pensionista sobre a indenização a ser cobrada, dando-lhe prazo 
máximo de 30 dias para pagamento. 
O servidor pode solicitar o parcelamento do valor. Se solicitado o parcelamento, 
o §1º, o valor de cada parcela não poderá ser inferior ao correspondente a 10% 
da remuneração, provento ou pensão. 
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Relevante é o art. 126 da LSP. Segundo o dispositivo legal, 
a responsabilidade administrativa do servidor será 
afastada no caso de absolvição criminal que negue a 
existência do fato (materialidade) ou sua autoria. 
Isso é importante para as relações da responsabilidade penal-civil-administrativa. 
Isso porque o art. 935 do CC/2002 estabelece que não se pode discutir, no cível, 
a autoria e a existência do fato já decidas no criminal. Assim, se há ação no 
cível e procedimento administrativo sobre 
determinado ato, mas, nesse meio tempo, o crime 
afasta (ou reconhece) a autoria ou a materialidade do 
fato, tanto no cível quanto no administrativo não 
poderão mais ser discutidas essas questões. 
De modo a ajudar no combate à corrupção, a Lei 12.527/2011 inseriu o art. 126-
A à LSP. Segundo ele, nenhum servidor poderá ser responsabilizado civil, penal 
ou administrativamente por dar ciência à autoridade superior ou, quando houver 
suspeita de envolvimento desta, a outra autoridade competente para apuração 
de informação concernente à prática de crimes ou improbidade de que tenha 
conhecimento, ainda que em decorrência do exercício de cargo, emprego ou 
função pública. 
Por fim, maiores digressões sobre a Responsabilidade Civil do Estado são 
vistas com mais propriedade no Direito Administrativo, já que é lá que 
outras categorias específicas, e necessárias para melhor análise dos 
institutos, são vistas. Por exemplo, a distinção entre as pessoas jurídicas de 
direito público, a responsabilidade do Estado por omissão (que é diferente da por 
ato comissivo), entre tantas outras coisas. 
Para evitar repetições, que comprometem o seu tempo, e eventualmente 
contradições, vou deixar para o professor de Administrativo cuidar do 
“caso”, OK? Vamos adiante, portanto.9.4. Abuso de direito 
A figura do abuso de direito é velha conhecida da doutrina civilística. Segundo 
Francisco Amaral, 
O abuso de direito consiste no uso imoderado do direito subjetivo, de modo a causar dano 
a outrem. Em princípio, aquele que age dentro do seu direito a ninguém prejudica (neminem 
laedit qui jure suo utitur). No entanto, o titular do direito subjetivo, no uso desse direito, 
pode prejudicar terceiros, configurando ato ilícito e sendo obrigado a reparar o dano. 
O instituto vem previsto especificamente no art. 187, ainda que não com o nome 
de “abuso de direito”. Diz o dispositivo que também 
comete ato ilícito o titular de um direito que, ao 
exercê-lo, excede manifestamente os limites 
impostos pelo seu fim socioeconômico, pela boa-fé ou 
pelos bons costumes. 
Ou seja, a ilicitude não está na conduta em si, mas no abuso dela. Assim, a 
edificação de um muro é ato lícito, mas se edificado em altura incompatível com 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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o razoável, com o intuito manifesto de prejudicar a insolação natural ao prédio 
vizinho, veremos o abuso do direito de edificar, reputado ilícito pelo art. 187. 
 
2015 – UEPA – PGE/PA – Procurador do Estado 
Sobre a responsabilidade civil, é correto afirmar que: 
a) na responsabilidade civil decorrente do abuso de direito o ofensor não 
pratica ato ilícito, mas apenas se excede no exercício de um direito 
respaldado em lei. 
b) de acordo com a jurisprudência predominante do STF, a responsabilidade 
civil das pessoas jurídicas de direito privado, prestadoras de serviços 
públicos, é objetiva apenas relativamente a terceiros usuários do serviço; 
não abrangendo os não-usuários, que devem provar a culpa das 
concessionárias e/ou permissionárias. 
c) de acordo com a jurisprudência predominante do STF, a indenização 
acidentária exclui a de direito comum devida pelo causador do dano 
resultante de acidente do trabalho, de modo a evitar o bis in idem. 
d) de acordo com a jurisprudência predominante do STJ, a anotação irregular 
em cadastro de proteção ao crédito dá ensejo a indenização por dano moral, 
mesmo quando preexistente legítima inscrição. 
e) não é possível ao STJ rever o valor da indenização por danos morais pelas 
instâncias ordinárias, por aplicação da Súmula nº 7 daquele Tribunal 
Superior, ressalvadas as hipóteses em que esse valor se mostrar ínfimo ou 
exagerado. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, já que o art. 187 é claro ao dispor que o abuso 
de direito gera ato ilícito. 
A alternativa B está incorreta, como vimos anteriormente, já que se entende 
que a responsabilidade da Administração Pública é objetiva em relação a 
terceiros, sejam usuários e não-usuários. 
A alternativa C está incorreta, conforme ficará mais claro na jurisprudência 
correlata, adiante, pois se tratam de indenizações de fontes diferentes. 
A alternativa D está incorreta, conforme ficará mais claro na jurisprudência 
correlata, adiante, já que a anotação prévia, regular ou não, é que causa o dano, 
sendo que a posterior não acrescenta dano à vítima. 
A alternativa E está correta, conforme ficará mais claro na jurisprudência 
correlata, adiante, dado que o próprio STJ excepciona a aplicação da Súmula 7. 
Por isso, os requisitos para a verificação do abuso de direito são: 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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No entanto, prevê o art. 188, não constituem atos ilícitos: 
I - os praticados em legítima defesa ou no exercício regular de um direito reconhecido; 
II - a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover 
perigo iminente. 
No caso do inc. II, o ato será legítimo somente quando 
as circunstâncias o tornarem absolutamente 
necessário, não excedendo os limites do 
indispensável para a remoção do perigo, pela leitura 
integral do parágrafo único. 
 
2014 – UFPR – DPE/PR – Defensor Público Estadual 
A respeito da Responsabilidade Civil no Código Civil de 2002, é correto 
afirmar: 
a) Ainda que a responsabilidade por fato de terceiro seja objetiva em relação 
aos pais, incumbe ao ofendido provar a culpa do filho menor que estiver sob 
a autoridade ou em companhia daqueles e que seja o causador do dano, com 
o que estará configurado o dever de indenizar. 
b) Aquele que requerer em Juízo a busca e apreensão de determinado bem 
sem necessidade não pratica ato ilícito, uma vez que apenas está exercendo 
seu direito constitucional de ação. 
c) Os atos praticados em estado de necessidade são considerados lícitos, 
razão pela qual não obrigam o seu autor a indenizar o dono da coisa 
deteriorada ou destruída, mesmo que este não seja culpado pela situação 
de perigo que motivou a ação. 
d) O direito de exigir reparação e a obrigação de prestá-la transmitem-se 
com a herança, sendo ilimitada a responsabilidade do sucessor a título 
universal. 
1. Titularidade do 
direito pelo agente
2. Exercício excessivo 
do direito
3. Ultrapassagem dos 
limites impostos
4. Violação do direito 
alheio
5. Nexo de causalidade
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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e) Compreende-se no conceito de dano emergente aquilo que a vítima 
efetivamente perdeu e o que razoavelmente deixou de ganhar com a 
ocorrência do fato danoso. 
Comentários 
A alternativa A está correta, pela literalidade do art. 933: “As pessoas indicadas 
nos incisos I a V do artigo antecedente, ainda que não haja culpa de sua parte, 
responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos”. Ou seja, os 
responsável legais respondem objetivamente, mas não se fala o mesmo sobre os 
causadores dos danos. 
A alternativa B está incorreta, visualizando-se, in casu, típico caso de abuso de 
direito, nos termos do art. 187 
A alternativa C está incorreta, dado que o art. 188, incs. I e II limitam a licitude 
à legítima defesa, ao exercício regular de direito e à destruição de pessoa/coisa 
para evitar perigo iminente, mas não o estado de necessidade 
A alternativa D está incorreta, pelo princípio do direito hereditário brasileiro de 
que as dívidas não atingem os herdeiros quando ultrapassarem as forças da 
herança. 
Veremos o abuso de direito se desdobrar em variadas situações específicas, 
geralmente vinculados ao princípio da boa-fé objetiva, como deixa claro o 
Enunciado 412 do CJF, que podemos classificar da seguinte maneira: 
A) Vedação ao comportamento contraditório 
O venire contra factum proprium foi tema tratado no Direito dos Contratos, 
pois é lá que sua aplicação é mais evidente. No entanto, já no Direito das 
Obrigações tratamos dele, em relação ao tema específico do local do pagamento 
(“Art. 330. O pagamento reiteradamente feito em outro local faz presumir 
renúncia do credor relativamente ao previsto no contrato”). 
Assim, se alguém age de determinada forma, toma 
determinada conduta, criando uma expectativa justa 
outrem, com base na confiança, não pode, 
posteriormente, agir de maneira contrária. É por isso 
que o art. 330 proíbe ao credor que reiteradamente recebe em local distinto do 
contratado pretender cobrar do devedor, posteriormente, no local anteriormente 
previsto, sem que este concorde. Igualmente, se não comparecer ao local 
habitual, a mora será sua, e não do devedor que não paga, por esperar pelo 
credor, sem obter resposta. 
O STJ, nesse sentido, em repetidas decisões veda o comportamento 
contraditório, por aplicação dos princípios da confiança e da lealdade, deveres 
laterais de conduta decorrentes da cláusulageral da boa-fé objetiva. 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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B) Supressão e surgimento 
A supressio é instituto intimamente ligado à vedação ao comportamento 
contraditório e à caducidade. Ocorre nas situações nas 
quais a pessoa não exercita seu exercício em tempo 
adequado, pelo que o transcurso do tempo torna seu 
exercício abusivo. A supressio, assim, inibe o 
exercício de um direito, até então reconhecido, pelo seu não exercício. 
Não se confunde com a caducidade, apesar da ligação com os institutos da 
prescrição e da decadência. O mesmo art. 330 serve de exemplo, já que não há 
prescrição ou decadência em relação à alteração do local do pagamento. 
Ocorre, porém, que como o titular do direito creditório deixou o tempo fluir sem 
exercitar o direito de exigir que o devedor realizasse o pagamento no local devido, 
o exercício, após largo prazo, é abusivo. Suprime-se seu direito, portanto, em 
outras palavras. 
Já o surrectio é a outra face da supressão, tratando-se da situação na qual 
não há direito algum, mas o exercício contrariamente 
à norma legal ou contratual que gera estabilização 
daquela relação jurídica para o futuro. A surrectio, 
assim, é a aquisição de um direito pelo decurso do tempo, pela 
expectativa legitimamente despertada por ação ou comportamento. 
O art. 330, igualmente, demonstra o surgimento. Apesar de não ser direito do 
devedor fazer o pagamento em local diverso do ajustado, sua reiteração faz surgir 
o direito. 
C) A ninguém é dado aproveitar-se da própria torpeza 
O tu quoque, tradicionalmente ligado ao nemo auditur 
propriam turpitudinem allegans, é, em alguma medida, 
a expressão civil da perspectiva criminal de que a ninguém 
é dado alegar o desconhecimento da lei. Assim, não pode 
a pessoa alegar o desconhecimento de uma situação 
jurídica justamente para não a observar. Trata-se da surpresa de uma 
parte por ato injustificado da outra. 
Ou, em outras palavras, para usar um exemplo tipicamente contratual, não pode 
um contratante alegar que não leu o contrato para se escusar de cumpri-lo, sob 
a exata alegação de que não sabia de seu conteúdo. Não pode uma das partes 
querer que a outra cumpra sua parte sem que tenha previamente cumprido a 
sua. 
D) Vedação ao agravamento do prejuízo 
Conhecido por sua versão anglo-saxônica, o duty to mitigate the loss, 
igualmente deriva do princípio da boa-fé objetiva e liga-se umbilicalmente ao 
nemo auditur propriam turpitudinem allegans. Nesse 
sentido, o credor tem de evitar o próprio prejuízo, 
tomando medidas judiciais cabíveis para proteger seu 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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crédito, sendo que posteriormente não pode agravar os prejuízos do 
devedor ou de terceiros por conta de sua desídia. 
 
2015 – COPS/UEL – PGE/PR – Procurador do Estado 
Com relação à responsabilidade civil no direito civil brasileiro 
contemporâneo, é CORRETO afirmar que: 
A) O abuso do direto pressupõe logicamente a existência do direito, embora 
o titular se exceda no exercício dos poderes que o integram. Assim, quem 
alega a ausência de direito não pode validamente alegar a existência de 
abuso de direito. E quem pretende indenização pelos danos decorrentes do 
exercício abusivo de direito deve comprovar a culpa neste exercício abusivo 
de um direito existente. 
B) Como a responsabilidade civil da Administração Pública é objetiva, não se 
lhe aplicam as excludentes de responsabilidade por ausência de nexo de 
causalidade entre a conduta e o dano ou por inexistência de dano. 
C) Em regra, o fundamento da responsabilidade civil extracontratual no 
direito brasileiro é uma atuação culposa. Excepcionalmente, poderá haver 
imputação pelo risco. 
D) Na responsabilidade civil contratual, a violação de deveres laterais 
impostos pelo princípio da boa-fé, tais como os deveres mútuos de proteção, 
lealdade, informação e assistência, não gera o dever de indenizar perdas e 
danos, mas tão somente a anulação do contrato. 
 E) Nos casos de deferimento judicial de indenização por danos morais 
decorrentes de ato ilícito, os juros de mora contam-se a partir da citação. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, porque o abuso de direito não pressupõe 
comprovação de culpa, basta demonstrar o excesso, abusivo, como vimos 
anteriormente. 
A alternativa B está incorreta, dado que, em que pese se tratar de 
responsabilidade civil objetiva, seja para a Administração Pública ou não, os 
excludentes de responsabilidade por exclusão do nexo de causalidade (no caso, 
a culpa exclusiva da vítima) também se aplicam à espécie. 
A alternativa C está correta, por aplicação da regra do art. 927 e de seu 
parágrafo único, vistos na aula passada. 
A alternativa D está incorreta, como vimos acima, já que a violação desses 
deveres é abusiva, na forma do art. 187 do CC/2002. 
A alternativa E está incorreta, como vimos na aula de Direito das Obrigações, 
por aplicação da Súmula 54 do STJ (“Os juros moratórios fluem a partir do evento 
danoso, em caso de responsabilidade extracontratual”). 
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Legislação pertinente 
 
 
No que tange aos elementos da aula de hoje, há mais que se falar na 
jurisprudência, como já fizemos durante a aula, do que da legislação, já que se 
tratam de temas de legislação aberta, própria à colmatação judicial. Por isso, 
vamos direto ao próximo item. Na aula que vem, quanto aos Direito Reis, voltarei 
a tratar da legislação pertinente. Foco! 
 
 
Jurisprudência e Súmulas Correlatas 
 
 
Ainda que o menor seja emancipado voluntariamente pelos pais, a 
responsabilidade destes se mantém em caso de dano causado por aquele: 
AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. ATROPELAMENTO. LESÕES CORPORAIS. INCAPACIDADE. DEVER 
DE INDENIZAR. REEXAME DE MATÉRIA DE FATO. REVISÃO DO VALOR DA INDENIZAÇÃO 
POR DANO MORAL. PENSÃO MENSAL. BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. CUMULAÇÃO. 
POSSIBILIDADE. JULGAMENTO ULTRA PETITA. OCORRÊNCIA. RESPONSABILIDADE CIVIL 
DOS PAIS. EMANCIPAÇÃO. A emancipação voluntária, diversamente da operada por força 
de lei, não exclui a responsabilidade civil dos pais pelos atos praticados por seus filhos 
menores (AgRg no Ag 1239557/RJ, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA, 
julgado em 09/10/2012, DJe 17/10/2012). 
 
Veja que esse posicionamento do STJ vem de longa data, ou seja, a Corte 
mantém o entendimento de que a emancipação voluntária dos pais não têm o 
condão de eximir-lhes de indenizar pelos atos praticados pelos filhos: 
Responsabilidade civil. Pais. Menor emancipado. A emancipação por outorga dos pais não 
exclui, por si só, a responsabilidade decorrente de atos ilícitos do filho. (REsp 122.573/PR, 
Rel. Ministro EDUARDO RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, julgado em 23/06/1998, DJ 
18/12/1998, p. 340). 
 
Ainda que o menor possa ser responsabilizado pelos danos causados, 
diretamente, de maneira subsidiária e mitigada, por força do art. 928 do 
CC/2002, não há litisconsórcio necessário na lide, mas apenas 
litisconsórcio facultativo simples, opcional ao autor da ação: 
DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL POR FATO DE OUTREM - PAIS PELOS ATOS 
PRATICADOS PELOS FILHOS MENORES. ATO ILÍCITO COMETIDO POR MENOR. 
RESPONSABILIDADE CIVIL MITIGADA E SUBSIDIÁRIA DO INCAPAZ PELOS SEUS ATOS 
(CC, ART. 928). LITISCONSÓRCIO NECESSÁRIO. INOCORRÊNCIA. A responsabilidade 
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civil do incapaz pela reparação dos danos é subsidiária e mitigada (CC, art. 928). Não há 
litisconsórcio passivo necessário, pois não há obrigação - nem legal, nem por força da 
relação jurídica (unitária) - da vítima lesada em litigar contra o responsável e o incapaz. 
É possível, no entanto, que o autor, por sua opção e liberalidade, tendo em conta que os 
direitos ou obrigações derivem do mesmo fundamento de fato ou de direito (CPC,73, art. 
46, II) intente ação contra ambos - pai e filho -, formando-se um litisconsórcio facultativo 
e simples. O art. 932, I do CC ao se referir a autoridade e companhia dos pais em relação 
aos filhos, quis explicitar o poder familiar (a autoridade parental não se esgota na guarda), 
compreendendo um plexo de deveres como, proteção, cuidado, educação, informação, 
afeto, dentre outros, independentemente da vigilância investigativa e diária, sendo 
irrelevante a proximidade física no momento em que os menores venham a causar danos 
(REsp 1436401/MG, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 
02/02/2017, DJe 16/03/2017). 
 
O STJ já definiu que o fato de o menor não residir com um dos genitores 
não configura, por si só, causa excludente de responsabilidade civil do 
genitor que não reside com o menor: 
DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL INDIRETA DOS PAIS 
PELOS ATOS DOS FILHOS. EXCLUDENTES. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICA. O fato de o 
menor não residir com o(a) genitor(a) não configura, por si só, causa excludente de 
responsabilidade civil. Há que se investigar se persiste o poder familiar com todas os 
deveres/poderes de orientação e vigilância que lhe são inerentes (AgRg no AREsp 
220.930/MG, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, julgado em 09/10/2012, DJe 
29/10/2012). 
 
No entanto, o mesmo STJ reconhece que, em determinadas situações, 
excepcionalmente, o fato de o genitor não deter a guarda e habitar em 
local diverso, inclusive em município diferente, pode ensejar o 
afastamento da responsabilidade deste genitor: 
RESPONSABILIDADE CIVIL DOS PAIS PELOS ATOS ILÍCITOS DE FILHO MENOR - 
PRESUNÇÃO DE CULPA - LEGITIMIDADE PASSIVA, EM SOLIDARIEDADE, DO GENITOR QUE 
NÃO DETÉM A GUARDA - POSSIBILIDADE - NÃO OCORRÊNCIA IN CASU - RECURSO 
ESPECIAL DESPROVIDO. Como princípio inerente ao pátrio poder ou poder familiar e ao 
poder-dever, ambos os genitores, inclusive aquele que não detém a guarda, são 
responsáveis pelos atos ilícitos praticados pelos filhos menores, salvo se comprovarem que 
não concorreram com culpa para a ocorrência do dano. Essa realidade, narrada no voto 
vencido do v. acórdão recorrido, é situação excepcional que isenta o genitor, que não detém 
a guarda e não habita no mesmo domicílio, de responder solidariamente pelo ato ilícito 
cometido pelo menor, ou seja, deve ser considerado parte ilegítima (REsp 777.327/RS, Rel. 
Ministro MASSAMI UYEDA, TERCEIRA TURMA, julgado em 17/11/2009, DJe 01/12/2009). 
 
Mas, como se pode afastar essa responsabilidade? Segundo o STJ, deve o 
genitor que pretende ver excluída sua responsabilidade participar da 
lide, permitindo-se-lhe o contraditório e a ampla defesa: 
RECURSO ESPECIAL - RESPONSABILIDADE CIVIL - INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E 
MATERIAIS - RESPONSABILIDADE CIVIL DOS PAIS PELOS DANOS CAUSADOS POR FILHOS 
MENORES DE IDADE - EXCLUSÃO - POSSIBILIDADE - COMPROVAÇÃO DE QUE NÃO 
CONCORREU COM CULPA NA REALIZAÇÃO DO EVENTO DANOSO - PRECEDENTES - 
NECESSIDADE DE PRÉVIA PARTICIPAÇÃO E MANIFESTAÇÃO NA LIDE INDENIZATÓRIA DO 
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GENITOR SEPARADO E SEM GUARDA - LEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM - 
IDENTIFICAÇÃO - HOMENAGEM AO CONTRADITÓRIO E A AMPLA DEFESA. A jurisprudência 
desta Corte Superior caminha no sentido de que é possível, ao genitor, ainda que separado 
e sem o exercício da guarda, eximir-se da responsabilidade civil de ilícito praticado por filhos 
menores, se comprovado que não concorreu com culpa na ocorrência do dano. Precedentes. 
Contudo, para tanto, é mister que o genitor separado e sem a guarda, participe da lide, em 
homenagem à ampla defesa e ao contraditório, momento em que será possível, ao genitor, 
comprovar se, para a ocorrência do evento danoso, agiu com culpa (REsp 1146665/PR, Rel. 
Ministro MASSAMI UYEDA, TERCEIRA TURMA, julgado em 22/11/2011, DJe 12/12/2011). 
 
Se o filho biológico, menor, deixa de residir com o genitor, não se pode 
falar em dano material pela morte dele, já que não contribuía 
economicamente com os pais, mas não se afasta o dano moral, pois, a 
despeito de não estar mais com eles, há evidente laço que, rompido com o 
falecimento, gera abalo moral quantificável: 
RESPONSABILIDADE CIVIL. MORTE DE FILHO MENOR DE IDADE. EXCEPCIONALIDADE DO 
CASO CONCRETO. RELAÇÃO AFETIVA CONTROVERSA ENTRE VÍTIMA E AUTORA. MENOR 
INSERIDO EM FAMÍLIA DIVERSA COMO SE FILHO FOSSE. CONSEQUÊNCIAS DO ILÍCITO 
PARA OS RÉUS. RELEVÂNCIA NA DOSIMETRIA DA CONDENAÇÃO. DANO MATERIAL. 
PENSÃO MENSAL. NÃO-CABIMENTO. AUSÊNCIA DE DEPENDÊNCIA FINANCEIRA SEQUER 
PRESUMIDA. A autora, mãe biológica do menor vítima de homicídio culposo, ajuizou ação 
de indenização em face de casal que - reconhecidamente, tanto pela sentença de 
improcedência, quanto pelo acórdão que a reformou -, acolheu o menor em sua residência 
como se filho fosse. Em razão de o filho biológico do casal réu ter desferido, acidentalmente, 
o disparo de arma de fogo que ceifou a vida do filho biológico da autora, pretende esta 
indenização por danos morais e materiais. A jurisprudência da Casa é uníssona em afirmar 
que, cuidando-se de família de baixa renda, a colaboração do menor trabalhador é 
presumida. Porém, tal presunção não se sustenta se a realidade dos autos indicar que a 
vítima, além de não conviver com a autora, não lhe prestava nenhuma ajuda financeira, 
circunstância a revelar que o infortúnio não causou à autora nenhuma redução patrimonial, 
tampouco lucros cessantes. Afasta-se, portanto, o dano material. Se, por um lado, a autora 
se distanciou de seu filho biológico nos últimos dois anos de sua vida, não é menos verdade 
que durante os outros nove anos o menor com ela conviveu, não sendo possível afirmar-se 
que inexistiu dor moral decorrente da perda precoce do seu filho. Com efeito, muito embora 
a legitimidade para pleitear-se indenização por danos morais, decorrentes de morte, tenha 
tido como pressuposto o grau de parentesco entre a vítima e o requerente, tal solução não 
é destituída de causa. Em realidade, a depender do grau de parentesco, presume-se a 
existência de laços afetivos sólidos, cujo rompimento em razão da morte do querido ente 
gera sofrimento indenizável. Destarte, mostra-se relevante à determinação da legitimidade 
para receber indenização por dano moral, em última análise, e sobretudo, os laços afetivos 
entre a vítima, em vida, e o autor da ação, cuja existência é presumida em parentes 
próximos, porquanto nesses casos os fatos tidos por danosos, de regra, conseguem 
ingressar na esfera da dignidade da pessoa, causando-lhe abalo moral (REsp 866.220/BA, 
Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 17/08/2010, DJe 
13/09/2010). 
 
Se o menor se afoga na piscina do clube, aguardando os pais o buscarem 
após suas atividades, há responsabilidade da pessoa jurídica, presumindo-
se sua culpa. Pode ela afastar seu dever de indenizar, provando que não agiu 
culposamente. Igualmente, nesses casos não se pode alegar culpa concorrente 
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dos pais, porque a associação aceitoutacitamente o dever de guarda dos 
menores: 
RECURSOS ESPECIAIS. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. 
FALECIMENTO DE MENOR IMPÚBERE VÍTIMA DE AFOGAMENTO EM PISCINA DE CLUBE 
ASSOCIATIVO. CULPA IN VIGILANDO. RESPONSABILIDADE CONCORRENTE DOS PAIS. 
NÃO OCORRÊNCIA. PENSIONAMENTO AOS PAIS. FIXAÇÃO DO TERMO FINAL. DATA EM 
QUE A VÍTIMA COMPLETARIA 65 ANOS DE IDADE, SOB PENA DE JULGAMENTO ULTRA 
PETITA, ASSEGURADO O DIREITO DE ACRESCER. RECURSO ESPECIAL DA RÉ DESPROVIDO 
E PROVIDO PARCIALMENTE O DOS AUTORES. Tratando-se de acidentes em piscinas, 
poços, lagos e afins, em princípio, a responsabilidade de quem explora esse tipo de atividade 
é presumida, embora decorra da existência de conduta culposa, ou seja, proveniente 
da responsabilidade subjetiva, a qual só poderá ser elidida mediante a comprovação de 
alguma situação excludente prevista na lei, como motivo de força maior, fato de terceiro 
ou fato exclusivo da vítima. Diversamente, a partir do momento em que a associação 
recreativa permitiu que os pais deixassem os filhos menores impúberes na portaria do 
clube para frequentar as aulas na escolinha de futebol - o que inclusive se tornou 
corriqueiro -, aceitou a incumbência de guarda sobre eles, surgindo, em contrapartida, 
para ela o dever de zelar por sua incolumidade física ou demonstrar que, se não o fez, foi 
por algum motivo que escapou ao seu controle, a fim de tornar evidente que não incorreu 
em falta de vigilância ou não agiu com culpa. Na hipótese, não deve ser acolhida a 
alegação de culpa concorrente dos pais, o que importaria em redução do valor da 
indenização, haja vista que, tendo havido a aceitação tácita por parte da associação do 
dever de guarda dos filhos dos autores, reside nesse fato o elemento ontológico da 
responsabilidade, o qual se sobrepõe à eventual ausência dos pais no momento do 
trágico incidente, como causa direta e imediata do dano (REsp 1346320/SP, Rel. Ministro 
MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, julgado em 16/08/2016, DJe 05/09/2016). 
 
Se o menor foge do hospital e, por isso, sofre agravamento de sua doença 
e vem a morrer, há responsabilidade do nosocômio em concorrência com 
a responsabilidade dos pais, aquele por não exercer seu dever de guarda 
adequadamente, e estes pela atitude negligente dos pais após a fuga do menor: 
RECURSO ESPECIAL. CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. PRESCRIÇÃO. NÃO 
CONFIGURAÇÃO. FUGA DE PACIENTE MENOR DE ESTABELECIMENTO HOSPITALAR. 
AGRAVAMENTO DA DOENÇA. MORTE SUBSEQUENTE. NEXO DE CAUSALIDADE. 
CONCORRÊNCIA DE CULPAS. RECONHECIMENTO. REDUÇÃO DA CONDENAÇÃO. RECURSO 
PARCIALMENTE PROVIDO. As circunstâncias invocadas pelas instâncias ordinárias levaram 
a que concluíssem que a causa direta e determinante do falecimento do menor fora a 
omissão do hospital em impedir a evasão do paciente menor, enquanto se encontrava sob 
sua guarda para tratamento de doença que poderia levar à morte. Contudo, não se pode 
perder de vista sobretudo a atitude negligente dos pais após a fuga do menor, contribuindo 
como causa direta e também determinante para o trágico evento danoso. Está-se, assim, 
diante da concorrência de causas, atualmente prevista expressamente no art. 945 do Código 
Civil de 2002, mas, há muito, levada em conta pela doutrina e jurisprudência pátrias (REsp 
1307032/PR, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, julgado em 18/06/2013, DJe 
01/08/2013). 
 
Apesar de, em regra, o proprietário do veículo ser também responsável pelos 
danos causados a terceiros, ainda que ele não seja o motorista causador do dano, 
no caso de alienação do veículo, mesmo que não registrada devidamente, 
essa regra não se aplica: 
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STJ Súmula 132 05/05/1995 
A ausência de registro da transferência não implica a responsabilidade do antigo proprietário 
por dano resultante de acidente que envolva o veiculo alienado. 
 
A Súmula 221 anda sendo revista por conta de sua aplicabilidade, ao menos em 
tese, às publicações online, especialmente por conta das regras do Marco Civil da 
Internet. De qualquer forma, ela estabelece a responsabilidade conjunta do 
autor e do veículo de publicação de escrito. Veja: 
STJ Súmula 221 26/05/1999 
São civilmente responsáveis pelo ressarcimento de dano, decorrente de publicação pela 
imprensa, tanto o autor do escrito quanto o proprietário do veículo de divulgação. 
 
Caso seja fixada indenização por acidente automobilístico, a vítima terá 
descontados os valores recebidos a título de DPVAT: 
STJ Súmula 246 17/04/2001 
O valor do seguro obrigatório deve ser deduzido da indenização judicialmente fixada. 
 
Mesmo que não esteja adimplente em relação ao DPVAT, a vítima de 
acidente automobilístico faz jus ao recebimento da indenização, o que 
parece contrariar a regra do contrato de seguro (que no caso do DPVAT é 
obrigatório). Porém, essa regra se fixou por analogia ao recebimento do seguro 
mesmo por pessoas que não o pagam, não porque inadimplentes, mas 
simplesmente porque não têm dever legal de fazê-lo, como é o caso dos 
pedestres: 
STJ Súmula 257 29/08/2001 
A falta de pagamento do prêmio do seguro obrigatório de Danos Pessoais Causados por 
Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT) não é motivo para a recusa do pagamento 
da indenização. 
 
A indenização do DPVAT deve ser paga de maneira proporcional, em caso 
de invalidez também proporcional: 
STJ Súmula 474 19/06/2012 
A indenização do seguro DPVAT, em caso de invalidez parcial do beneficiário, será paga de 
forma proporcional ao grau da invalidez. 
 
Em caso de dano causado por acidente de trabalho, o prazo prescricional 
para que se busque a indenização se estabelece a partir da data na qual 
o segurado teve ciência inequívoca de sua incapacidade para o trabalho. 
Isso porque, como é sabido, o INSS não é lá muito rápido para dar resposta sobre 
os benefícios trabalhistas (in)deferidos: 
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STJ Súmula 278 16/06/2003 
O termo inicial do prazo prescricional, na ação de indenização, é a data em que o segurado 
teve ciência inequívoca da incapacidade laboral. 
 
A jurisprudência brasileira tem firme entendimento quanto ao cabimento de 
indenização por dano moral no caso de inscrição indevida em órgão de proteção 
ao crédito. Há, inclusive, entendimento consolidado de que esse dano é in re ipsa, 
ou seja, dispensa a prova do dano (o consumidor não precisa provar qualquer 
violação a direito de personalidade ou que efetivamente tenha “sofrido” ou 
passado por situações vexatórias); basta provar que a inscrição é indevida. No 
entanto, caso já existe outra inscrição (devida ou não), a inscrição feita 
indevidamente não gera dano moral indenizável, já que não se verifica dano 
que deve ser reparado: 
STJ Súmula 385 08/06/2009 
Da anotação irregular em cadastro de proteção ao crédito, não cabe indenização por dano 
moral, quando preexistente legítima inscrição, ressalvado o direito ao cancelamento. 
Veja-se que, feito o pagamento, a responsabilidade pela baixa do protesto 
é do consumidor, pelo que a manutenção da inscrição isenta o fornecedor do 
dever de indenizar. 
 
Por outro lado, a exclusão do nome do consumidor de cadastro de restrição 
de crédito deve ocorrer em 5 dias, contados do pagamento. Não o fazendo, a 
inscrição torna-se indevida, e a empresa passa a se responsabilizar pelo dano 
moral eventualmente causado: 
STJ Súmula 548 19/10/2015 
Incumbe ao credor a exclusão do registro da dívida em nome do devedor no cadastro de 
inadimplentes no prazo de cinco diasúteis, a partir do integral e efetivo pagamento do 
débito. 
 
Fora das hipóteses do DPVAT, no caso de seguro automobilístico facultativo, 
a vítima do evento danoso não pode manejar a ação de indenização em 
face da seguradora do causador do dano, direta e exclusivamente: 
STJ Súmula 529 18/05/2015 
No seguro de responsabilidade civil facultativo, não cabe o ajuizamento de ação pelo terceiro 
prejudicado direta e exclusivamente em face da seguradora do apontado causador do dano. 
 
Hábito pernicioso e, infelizmente, habitual, das operadoras de cartão de enviar 
cartões sem prévia solicitação do consumidor constitui ato ilícito passível 
de indenização: 
STJ Súmula 532 08/06/2015 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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Constitui prática comercial abusiva o envio de cartão de crédito sem prévia e expressa 
solicitação do consumidor, configurando-se ato ilícito indenizável e sujeito à aplicação de 
multa administrativa. 
 
Para cadastrar o consumidor nos órgãos restritivos de crédito é 
necessário enviar previamente comunicação ao endereço fornecido pelo 
credor, sem que seja necessária a prova do efetivo recebimento da carta 
mediante aviso de recebimento: 
REPETITIVO. CADASTRO. CRÉDITO. AR. Os órgãos mantenedores de cadastros de proteção 
ao crédito cumprem o dever estabelecido no art. 43, § 2º, do CDC (notificação prévia da 
inscrição) pela comprovação do envio de correspondência ao devedor no endereço fornecido 
pelo credor, sem que seja necessária a prova do efetivo recebimento da carta mediante 
aviso de recebimento (AR). Esse entendimento foi reafirmado pela Seção no julgamento de 
recurso repetitivo (art. 543-C do CPC). Precedentes citados: AgRg no Ag 1.019.370-RJ, DJe 
23/6/2008; AgRg no Ag 833.769-RS, DJ 12/12/2007; REsp 893.069-RS, DJ 31/10/2007; 
REsp 1.065.096-RS, DJe 23/9/2008, e AgRg no Ag 727.440-RJ, DJe 17/6/2009. REsp 
1.083.291-RS, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 9/9/2009. 
 
Porém, segundo a Súmula 404, desnecessário que a notificação seja 
acompanhada de aviso de recebimento (AR): 
É dispensável o aviso de recebimento (AR) na carta de comunicação ao consumidor sobre 
a negativação de seu nome em bancos de dados e cadastros. 
 
De qualquer forma, se for enviada comunicação a endereço diverso do 
informado claramente pelo próprio consumidor, há dano moral 
indenizável: 
RECURSO ESPECIAL. CONSUMIDOR. CADASTRO DE DEVEDORES INADIMPLENTES. DEVER 
DE NOTIFICAÇÃO PRÉVIA. ENDEREÇO INCORRETO DO DEVEDOR. DISTINÇÃO EM 
FACE DE RECURSO REPETITIVO. DEFEITO DO SERVIÇO. DANO MORAL. Demanda 
indenizatória movida por consumidor que teve seu nome incluído no SPC sem prévia 
notificação, tendo sido a comunicação enviada para endereço incorreto. Dever legal do 
arquivista de notificar o consumidor antes de inclusão em cadastro no endereço 
informado pelo credor (Resp 1.083.291/RS, afetado ao rito dos recursos repetitivos). 
Mantenedor de cadastro que não está obrigado, em regra, a investigar a veracidade das 
informações prestadas pelo credor. Inaplicabilidade do precedente ao caso, em face de 
prévia comunicação enviada pelo consumidor ao órgão mantenedor do cadastro para que 
futuras notificações fossem remetidas a endereço por ele indicado ante a existência de 
fraudes praticadas com seu nome (REsp 1620394/SP, Rel. Ministro PAULO DE TARSO 
SANSEVERINO, TERCEIRA TURMA, julgado em 15/12/2016, DJe 06/02/2017). 
 
O STJ já definiu que as instituições financeiras respondem objetivamente 
pelos danos gerados por fortuito interno quando de fraudes e delitos 
praticados por terceiros no âmbito de operações bancárias: 
STJ Súmula 479 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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As instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos gerados por fortuito 
interno relativo a fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito de operações 
bancárias. 
 
Essa responsabilidade se alastra, inclusive, nos casos de saques fraudulentos: 
O banco deve compensar os danos morais sofridos por consumidor vítima de saque 
fraudulento que, mesmo diante de grave e evidente falha na prestação do serviço bancário, 
teve que intentar ação contra a instituição financeira com objetivo de recompor o seu 
patrimônio, após frustradas tentativas de resolver extrajudicialmente a questão. (AgRg no 
AREsp 395.426 -DF, Rel. Min. Antonio Carlos Ferreira, Rel. para acórdão Marco Buzzi, 4ª 
Turma, julgado em 15/10/2015). 
 
A Súmula 492 do STF já definia, desde 1969, que a empresa que loca 
veículos responde pelos danos causados pelo locatário. Essa 
responsabilidade, inclusive, é solidária: 
STF Súmula 492 
A empresa locadora de veículos responde, civil e solidariamente com o locatário, pelos danos 
por este causados a terceiro, no uso do carro locado. 
 
A indenização acidentária não exclui a indenização ordinária, caso se 
verifique dolo ou culpa grave (que se avizinha ao dolo criminal) do empregador, 
dadas as origens diferentes de ambas: 
Súmula 229 
A indenização acidentária não exclui a do direito comum, em caso de dolo ou culpa grave 
do empregador. 
 
O STJ, ainda na vigência do CC/1916, já dispunha que há responsabilidade do 
condomínio pela queda de objetos causadores de dano quando não é 
possível identificar qual unidade os lançou: 
RESPONSABILIDADE CIVIL. OBJETOS LANÇADOS DA JANELA DE EDIFÍCIOS. A REPARAÇÃO 
DOS DANOS É RESPONSABILIDADE DO CONDOMÍNIO. A impossibilidade de identificação 
do exato ponto de onde parte a conduta lesiva, impõe ao condomínio arcar com a 
responsabilidade reparatória por danos causados à terceiros. Inteligência do art. 1.529, do 
Código Civil Brasileiro. (REsp 64.682/RJ, Rel. Ministro BUENO DE SOUZA, QUARTA TURMA, 
julgado em 10/11/1998, DJ 29/03/1999, p. 180). 
 
A presença de animal na pista gera para a concessionária de serviços 
rodoviários o dever de indenizar, de forma objetiva, pela morte de 
motorista que se choca com animal na rodovia: 
RESPONSABILIDADE CIVIL. ACIDENTE. É cediço que, segundo a jurisprudência deste 
Superior Tribunal, as concessionárias de serviços rodoviários, nas suas relações com os 
usuários da estrada, estão subordinadas ao CDC. Dessa forma, a presença de animal na 
pista coloca em risco a segurança dos usuários da rodovia, devendo a concessionária 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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responder, de forma objetiva, pela morte de motociclista que se chocou com animal na 
rodovia. Com esse entendimento, a Turma não conheceu do recurso da concessionária, no 
qual se defendia a denunciação à lide do DNER para reparação dos danos, afirmando ser da 
autarquia a responsabilidade de patrulhar a rodovia para apreensão de animais soltos, e 
confirmou o acórdão recorrido que decidiu descaber a denunciação à lide. Precedentes 
citados: REsp 647.710-RJ, DJ 30/6/2006; AgRg no Ag 522.022-RJ, DJ 5/4/2004, e REsp 
467.883-RJ, DJ 1º/9/2003. REsp 573.260-RS, Rel. Min. Aldir Passarinho Junior, julgado em 
27/10/2009. 
 
Já o Estado responde subjetivamente pela presença de animais na pista 
que causam dano, mormente por aplicação do dever de fiscalização deficiente, 
de especial modo em regiões com trânsito frequente de animais: 
RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE RESPONSABILIDADE CIVIL. ACIDENTE DE TRÂNSITO. 
DANOS MATERIAIS E MORAIS. ANIMAL QUE SE ENCONTRAVA EM RODOVIA ESTADUAL. 
LEGITIMIDADE PASSIVA DO ESTADO. RESPONSABILIDADE SUBJETIVA. DEVER DE 
FISCALIZAÇÃO. OMISSÃO INEXISTENTE. SUCUMBÊNCIA RECÍPROCA AFASTADA. Há 
responsabilidadesubjetiva do Estado que, por omissão, deixa de fiscalizar rodovia estadual 
com trânsito freqüente de animais, contribuindo para a ocorrência do acidente (REsp 
1173310/RJ, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, julgado em 16/03/2010, DJe 
24/03/2010). 
 
Em que pese seja uníssono na jurisprudência a impossibilidade de costume contra 
legem, há o hábito na realidade social brasileira de se utilizar do cheque, título 
de crédito compensável à vista, para pagamentos à prazo. Não se veda ao 
credor fazê-lo, ainda que o costume social determine que aguarde; no 
entanto, ao fazê-lo, causa dano moral, indenizável, que, segundo o STJ, 
sequer necessita de prova do dano: 
AGRAVO REGIMENTAL - RECURSO ESPECIAL - AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS 
MORAIS EM RAZÃO DA APRESENTAÇÃO ANTECIPADA DE CHEQUE PRÉ-DATADO, 
ENSEJANDO A INSCRIÇÃO DO NOME DO EMITENTE NO BANCO CENTRAL - PROCEDÊNCIA 
- PROVA DO DANO - DESNECESSIDADE - INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO N. 83/STJ - 
QUANTUM INDENIZATÓRIO - RAZOABILIDADE - RECURSO IMPROVIDO (AgRg no REsp 
1222180/AL, Rel. Ministro MASSAMI UYEDA, TERCEIRA TURMA, julgado em 26/04/2011, 
DJe 11/05/2011). 
 
Pode sofrer pessoa jurídica de direito público dano moral? Segundo o STJ, 
não, por subversão à lógica dos danos e pela possibilidade de subversão da ordem 
democrática: 
DIREITO CIVIL-CONSTITUCIONAL. RESPONSABILIDADE CIVIL. INFORMAÇÕES 
VEICULADAS EM REDE DE RÁDIO E TELEVISÃO. AÇÃO INDENIZATÓRIA POR DANO MORAL 
AJUIZADA POR MUNICÍPIO CONTRA O PARTICULAR. IMPOSSIBILIDADE. DIREITOS 
FUNDAMENTAIS. PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO. RECONHECIMENTO LIMITADO. 
Em razão disso, de modo geral, a doutrina e jurisprudência nacionais só têm reconhecido 
às pessoas jurídicas de direito público direitos fundamentais de caráter processual ou 
relacionados à proteção constitucional da autonomia, prerrogativas ou competência de 
entidades e órgãos públicos, ou seja, direitos oponíveis ao próprio Estado e não ao 
particular. Porém, ao que se pôde pesquisar, em se tratando de direitos fundamentais de 
natureza material pretensamente oponíveis contra particulares, a jurisprudência do 
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Supremo Tribunal Federal nunca referendou a tese de titularização por pessoa jurídica de 
direito público. No caso em exame, o reconhecimento da possibilidade teórica de o município 
pleitear indenização por dano moral contra o particular constitui a completa subversão da 
essência dos direitos fundamentais, não se mostrando presente nenhum elemento 
justificador do pleito, como aqueles apontados pela doutrina e relacionados à defesa de suas 
prerrogativas, competência ou alusivos a garantias constitucionais do processo. Pretende-
se a responsabilidade de rede de rádio e televisão local por informações veiculadas em sua 
programação que, como alega o autor, teriam atingido a honra e a imagem da própria 
Municipalidade. Tal pretensão representa real ameaça a centros nervosos do Estado 
Democrático de Direito, como a imprensa livre e independente, ameaça que poderia voltar-
se contra outros personagens igualmente essenciais à democracia. A Súmula n. 227/STJ 
constitui solução pragmática à recomposição de danos de ordem material de difícil 
liquidação - em regra, microdanos - potencialmente resultantes do abalo à honra objetiva 
da pessoa jurídica. Cuida-se, com efeito, de resguardar a credibilidade mercadológica ou a 
reputação negocial da empresa, que poderiam ser paulatinamente fragmentadas por 
violações a sua imagem, o que, ao fim e ao cabo, conduziria a uma perda pecuniária na 
atividade empresarial. Porém, esse cenário não se verifica no caso de suposta violação à 
imagem ou à honra - se existente - de pessoa jurídica de direito público (REsp 1258389/PB, 
Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 17/12/2013, DJe 
15/04/2014). 
 
É necessário provar o dano em caso de violação ao direito de imagem, 
com uso comercial sem autorização? A jurisprudência assentada do STJ diz 
que não, já que a obrigação da reparação decorre do próprio uso indevido do 
direito personalíssimo, não havendo de cogitar-se da prova da existência de 
prejuízo ou dano: 
DIREITO À IMAGEM. CORRETOR DE SEGUROS. NOME E FOTO. UTILIZAÇÃO SEM 
AUTORIZAÇÃO. PROVEITO ECONÔMICO. DIREITOS PATRIMONIAL E EXTRAPATRIMONIAL. 
LOCUPLETAMENTO. DANO. PROVA. DESNECESSIDADE. O direito à imagem reveste-se de 
duplo conteúdo: moral, porque direito de personalidade; patrimonial, porque assentado no 
princípio segundo o qual a ninguém é lícito locupletar-se à custa alheia. A utilização da 
imagem de cidadão, com fins econômicos, sem a sua devida autorização, constitui 
locupletamento indevido, ensejando a indenização. Em se tratando de direito à imagem, a 
obrigação da reparação decorre do próprio uso indevido do direito personalíssimo, não 
havendo de cogitar-se da prova da existência de prejuízo ou dano. O dano é a própria 
utilização indevida da imagem, não sendo necessária a demonstração do prejuízo material 
ou moral (REsp 267.529/RJ, Rel. Ministro SÁLVIO DE FIGUEIREDO TEIXEIRA, QUARTA 
TURMA, julgado em 03/10/2000, DJ 18/12/2000, p. 208). 
 
O art. 935 é claro ao dispor que não se pode “questionar mais sobre a existência 
do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas questões se acharem 
decididas no juízo criminal”. No entanto, o STJ entende que, apesar de 
comprovada a autoria no juízo criminal, pode o juízo cível reconhecer a 
culpa concorrente da vítima, reduzindo a indenização. Isso porque a 
questão da culpa concorrente não é, a rigor, e em regra, relevante para a 
imposição da pena (ainda que possa sê-lo na dosimetria da pena), mas 
relevantíssima para a fixação do quantum indenizatório: 
CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. RESPONSABILIDADE CIVIL. MORTE POR 
DISPARO DE ARMA DE FOGO. CONDENAÇÃO POR HOMICÍDIO CULPOSO NA ESFERA 
CRIMINAL. SENTENÇA QUE TORNA CERTO O DEVER DE INDENIZAR. POSSIBILIDADE DE O 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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JUÍZO CIVIL RECONHECER A CULPA CONCORRENTE. PRECEDENTES DO STJ. VÍTIMA QUE 
PRATICA FURTO EM PROPRIEDADE ALHEIA NO MOMENTO EM FOI ALVEJADA POR TIRO. 
RELEVÂNCIA DA CONDUTA DA VÍTIMA. CIRCUNSTÂNCIA QUE INTERFERE DECISIVAMENTE 
NA FIXAÇÃO DA INDENIZAÇÃO. PENSÃO CIVIL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284/STF. 
RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. Apesar da impossibilidade de discussão sobre os fatos 
e sua autoria, nada obsta que o juízo cível, após o exame dos autos e das circunstâncias 
que envolveram as condutas do autor e da vítima, conclua pela existência de concorrência 
de culpa em relação ao evento danoso (REsp 1354346/PR, Rel. Ministro LUIS FELIPE 
SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 17/09/2015, DJe 26/10/2015). 
 
O STJ já fixou há tempos o entendimento de que o dono da obra responde 
solidariamente com o empreiteiro pelos danos causados pela ruína, em 
caso de empreitada (o art. 937 limita a responsabilidade ao dono do imóvel 
quando não se fala em garantia pela empreitada): 
Responsabilidade civil. Desabamento de muro. Responsabilidade do dono do imóvel e do 
empreiteiro. Prova do dano moral. Precedentes da Corte. Do mesmo modo, precedente da 
Corte já assentou que o "proprietário da obra responde, solidariamente com o empreiteiro, 
pelos danos que a demolição de prédio causa no imóvel vizinho" (REsp 180.355/SP, Rel. 
Ministro CARLOS ALBERTO MENEZES DIREITO, TERCEIRA TURMA, julgado em 14/10/1999, 
DJ 06/12/1999, p. 84). 
 
O mero soar de alarme em estabelecimento comercial não gera dano 
moral, automaticamente, segundo o STJ: 
CIVIL E PROCESSUAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ALARME 
SONORO. DISPARO. DANO MORAL. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICA. SÚMULA 7DO STJ. 
TESE DO RECURSO CONTRÁRIA À JURISPRUDÊNCIA DO STJ. A alegação de que o mero 
soar de alarme em estabelecimento comercial geraria dano moral não encontra amparo na 
jurisprudência desta Corte Superior (STJ - AgRg no AREsp: 291760 MG 2013/0025555-0, 
Relator: Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, Data de Julgamento: 14/05/2013, T4 - QUARTA 
TURMA, Data de Publicação: DJe 22/05/2013). 
 
O mero travamento da porta giratória com detector de metais não gera 
dano moral, automaticamente, segundo o STJ: 
RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS MORAIS. POLICIAL MILITAR. 
TRAVAMENTO DE PORTA GIRATÓRIA DE BANCO. DISPOSITIVO DE SEGURANÇA. ATO 
LÍCITO. EXERCÍCIO REGULAR DE DIREITO. É obrigação da instituição financeira promover 
a segurança de seus clientes, constituindo-se em exercício regular de direito a utilização de 
porta giratória com detector de objetos metálicos. Não caracteriza ato ilícito passível de 
indenização por dano moral o simples travamento da porta giratória na passagem de policial 
militar armado, ainda que fardado (REsp 1444573/SP, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS 
CUEVA, Rel. p/ Acórdão Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, TERCEIRA TURMA, julgado 
em 04/09/2014, DJe 17/09/2014). 
 
O STJ entende que as ações de indenização por danos morais perpetrados 
pelos agentes do Estado ocorridas durante o regime militar de exceção 
são imprescritíveis, dada a gravidade da violação havida: 
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PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC NÃO 
CONFIGURADA. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. PERSEGUIÇÃO POLÍTICA 
OCORRIDA DURANTE O REGIME MILITAR. IMPRESCRITIBILIDADE. 
INAPLICABILIDADE DO ART. 1º DO DECRETO 20.910/1932. PRECEDENTES. 
ACUMULAÇÃO DE REPARAÇÃO ECONÔMICA COM INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. 
POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. RETORNO DOS AUTOS À ORIGEM. 
PROSEGUIMENTO DO JULGAMENTO QUANTO AO MÉRITO. A jurisprudência do STJ é 
pacificada no sentido de que a prescrição quinquenal, disposta no art. 1º do Decreto 
20.910/1932, é inaplicável aos danos decorrentes de violação de direitos 
fundamentais, que são imprescritíveis, principalmente quando ocorreram durante o 
Regime Militar, época na qual os jurisdicionados não podiam deduzir a contento suas 
pretensões. Ressalte-se que a afronta aos direitos básicos da pessoa humana, como a 
proteção da sua dignidade lesada pela tortura e prisão por delito de opinião durante o 
Regime Militar de exceção, enseja ação de reparação ex delicto imprescritível e 
ostenta amparo constitucional no art. 8.º, § 3º, do Ato das Disposições 
Constitucionais Transitórias. O Supremo Tribunal Federal já reconheceu, em hipótese 
similar à dos autos, a inexistência de violação ao art. 97 da CF/88 quando o acórdão 
recorrido entendeu inaplicável o prazo prescricional estabelecido no art. 1º do Decreto 
20.910/1932. A Lei 10.559/2002 proíbe a acumulação de: a) reparação econômica em 
parcela única com reparação econômica em prestação continuada (art. 3º, § 1º); b) 
pagamentos, benefícios ou indenizações com o mesmo fundamento, facultando-se ao 
anistiado político, nesta hipótese, a escolha da opção mais favorável (art. 16). Inexiste 
vedação para a acumulação da reparação econômica com indenização por danos morais, 
porquanto se trata de verbas indenizatórias com fundamentos e finalidades diversas: 
aquela visa à recomposição patrimonial (danos emergentes e lucros cessantes), ao passo 
que esta tem por escopo a tutela da integridade moral, expressão dos direitos da 
personalidade. Recurso Especial parcialmente provido (REsp 1664760/RS, Rel. Ministro 
HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 13/06/2017, DJe 30/06/2017). 
 
O Enunciado 37 da I Jornada de Direito Civil do CJF esclarece que a 
responsabilidade civil decorrente de abuso de direito é objetiva, 
independente de comprovação de culpa: 
Enunciado 37 
A responsabilidade civil decorrente do abuso do direito independe de culpa, e fundamenta-
se somente no critério objetivo-finalístico. 
 
 
Questões 
 
 
Questões sem comentários 
 
 
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As questões abaixo foram tratadas ao longo da aula. Na sequência, estão 
elas sem comentários, secas, para você acompanhar. Adiante, estarão os 
gabaritos dessas questões e, ao final, os comentários: 
 
 
2016 – FAURGS – TJ/RS – Juiz Estadual Substituto 
Sobre a reparação de danos, é correto afirmar que 
a) apenas a culpa concorrente da vítima é admitida como causa de redução 
da indenização pelo Código Civil, constituindo exceção ao princípio da 
reparação integral. 
b) se adota, segundo entendimento majoritário, a teoria do risco integral 
como fundamento da imputação de responsabilidade, independente de culpa 
em razão de atividade de risco (artigo 927, parágrafo único). 
c) todos os membros de um grupo, pela adoção da teoria da causalidade 
alternativa, podem ser responsabilizados, quando não seja possível 
determinar, dentre eles, quem deu causa à lesão. 
d) a responsabilidade pelo fato do animal é independente de culpa do seu 
dono ou detentor, não podendo ser afastada mesmo quando ausente o nexo 
de causalidade. 
e) o patrimônio do incapaz não pode servir ao pagamento da indenização, 
cabendo exclusivamente aos pais, tutores ou curadores, conforme o caso, 
responder pelos danos que ele causar. 
 
 
2015 – FCC – TRT 15ª REGIÃO – Juiz do Trabalho Substituto 
O motorista de um supermercado, dirigindo veículo da empresa e no horário 
de trabalho, envolveu-se em acidente, do qual resultou a morte de ocupante 
de outro veículo, mas foi absolvido na ação penal por insuficiência de prova. 
Sua culpa, entretanto, assim como os demais requisitos para a 
responsabilização civil, foram provados em ação indenizatória movida pelo 
cônjuge e filhos da vítima contra aquele motorista e seu empregador. Neste 
caso, 
a) o motorista e seu empregador serão solidariamente responsáveis pela 
indenização. 
b) somente o empregador será responsável pela indenização, porque o 
empregado foi absolvido no juízo criminal. 
c) somente o motorista será responsável pela indenização, se o seu 
empregador provar que diligenciou na escolha do preposto e o vigiou, mas 
ambos serão solidariamente responsáveis se essa prova não for realizada. 
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d) o motorista e seu empregador serão conjuntamente responsáveis pela 
indenização, sendo subsidiária a responsabilidade do empregador. 
e) não haverá obrigação de indenizar, porque a sentença penal absolutória 
eliminou a responsabilidade civil. 
 
 
2015 – UEPA – PGE/PA – Procurador do Estado 
Sobre a responsabilidade civil, é correto afirmar que: 
a) na responsabilidade civil decorrente do abuso de direito o ofensor não 
pratica ato ilícito, mas apenas se excede no exercício de um direito 
respaldado em lei. 
b) de acordo com a jurisprudência predominante do STF, a responsabilidade 
civil das pessoas jurídicas de direito privado, prestadoras de serviços 
públicos, é objetiva apenas relativamente a terceiros usuários do serviço; 
não abrangendo os não-usuários, que devem provar a culpa das 
concessionárias e/ou permissionárias. 
c) de acordo com a jurisprudência predominante do STF, a indenização 
acidentária exclui a de direito comum devida pelo causador do dano 
resultante de acidentedo trabalho, de modo a evitar o bis in idem. 
d) de acordo com a jurisprudência predominante do STJ, a anotação irregular 
em cadastro de proteção ao crédito dá ensejo a indenização por dano moral, 
mesmo quando preexistente legítima inscrição. 
e) não é possível ao STJ rever o valor da indenização por danos morais pelas 
instâncias ordinárias, por aplicação da Súmula nº 7 daquele Tribunal 
Superior, ressalvadas as hipóteses em que esse valor se mostrar ínfimo ou 
exagerado. 
 
 
2015 – COPS/UEL – PGE/PR – Procurador do Estado 
Com relação à responsabilidade civil no direito civil brasileiro 
contemporâneo, é CORRETO afirmar que: 
A) O abuso do direto pressupõe logicamente a existência do direito, embora 
o titular se exceda no exercício dos poderes que o integram. Assim, quem 
alega a ausência de direito não pode validamente alegar a existência de 
abuso de direito. E quem pretende indenização pelos danos decorrentes do 
exercício abusivo de direito deve comprovar a culpa neste exercício abusivo 
de um direito existente. 
B) Como a responsabilidade civil da Administração Pública é objetiva, não se 
lhe aplicam as excludentes de responsabilidade por ausência de nexo de 
causalidade entre a conduta e o dano ou por inexistência de dano. 
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C) Em regra, o fundamento da responsabilidade civil extracontratual no 
direito brasileiro é uma atuação culposa. Excepcionalmente, poderá haver 
imputação pelo risco. 
D) Na responsabilidade civil contratual, a violação de deveres laterais 
impostos pelo princípio da boa-fé, tais como os deveres mútuos de proteção, 
lealdade, informação e assistência, não gera o dever de indenizar perdas e 
danos, mas tão somente a anulação do contrato. 
 E) Nos casos de deferimento judicial de indenização por danos morais 
decorrentes de ato ilícito, os juros de mora contam-se a partir da citação. 
 
 
2015 – FUNDATEC – PGE/RS – Procurador do Estado 
Em relação à obrigação de indenizar, analise as seguintes assertivas: 
 I. O incapaz pode responder, equitativamente, por prejuízos por ele 
causados. 
II. O pai pode ressarcir-se perante o filho, relativamente incapaz, pela 
indenização paga a terceiro por ato cometido pelo seu descendente. 
III. A obrigação de prestar reparação transmite-se com a herança. 
IV. A responsabilidade civil independe da criminal, podendo se questionar 
quanto à existência do fato mesmo quando esta questão se achar decidida 
no juízo criminal. 
Quais estão corretas? 
A) Apenas I e III. 
B) Apenas II e III. 
C) Apenas I, II e III. 
D) Apenas I, II e IV. 
E) Apenas I, III e IV. 
 
 
2014 – UFPR – DPE/PR – Defensor Público Estadual 
A respeito da Responsabilidade Civil no Código Civil de 2002, é correto 
afirmar: 
a) Ainda que a responsabilidade por fato de terceiro seja objetiva em relação 
aos pais, incumbe ao ofendido provar a culpa do filho menor que estiver sob 
a autoridade ou em companhia daqueles e que seja o causador do dano, com 
o que estará configurado o dever de indenizar. 
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b) Aquele que requerer em Juízo a busca e apreensão de determinado bem 
sem necessidade não pratica ato ilícito, uma vez que apenas está exercendo 
seu direito constitucional de ação. 
c) Os atos praticados em estado de necessidade são considerados lícitos, 
razão pela qual não obrigam o seu autor a indenizar o dono da coisa 
deteriorada ou destruída, mesmo que este não seja culpado pela situação 
de perigo que motivou a ação. 
d) O direito de exigir reparação e a obrigação de prestá-la transmitem-se 
com a herança, sendo ilimitada a responsabilidade do sucessor a título 
universal. 
e) Compreende-se no conceito de dano emergente aquilo que a vítima 
efetivamente perdeu e o que razoavelmente deixou de ganhar com a 
ocorrência do fato danoso. 
 
 
2014 – FMP – PGE/AC – Procurador do Estado 
É caso de responsabilidade subjetiva: 
(A) a dos pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em 
sua companhia. 
(B) a do tutor pelo pupilo que estiverem sob sua autoridade e em sua 
companhia. 
(C) a dos que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime, 
até a concorrente quantia. 
(D) a do incapaz se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação 
de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes. 
 
 
2014 – FUNRIO – IF/PI – Professor de Direito 
No tocante a responsabilidade civil é correto afirmar que 
a. haverá obrigação de reparar o dano, dependentemente de culpa, nos 
casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida 
pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de 
outrem. 
b. o incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele 
responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios 
suficientes. 
c. os responsáveis não são responsáveis civilmente pelos filhos menores que 
estiverem sob sua autoridade e companhia. 
d. o dono, ou detentor, do animal não ressarcirá o dano por este causado, 
se não provar culpa da vítima ou força maior. 
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e. aquele que ressarcir o dano causado por outrem pode reaver o que houver 
pago daquele por quem pagou, mesmo se o causador do dano for 
descendente seu, absoluta ou relativamente incapaz. 
 
 
As questões abaixo, agora sem comentários, não estão contidas na aula. 
Elas orbitam em torno das questões acima e, por isso, apresentam 
comentários não tão detalhados quanto as questões anteriores. É pra 
você treinar! Adiante, seguem os gabaritos e, ao fim, os comentários. 
 
 
1. 2016 – TRT 4ª REGIÃO – TRT 4ª REGIÃO (RS) – Juiz do Trabalho 
Substituto 
Considere as assertivas abaixo sobre responsabilidade civil. 
I - É possível a responsabilização do incapaz pelos prejuízos que causar, se 
as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não 
dispuserem de meios suficientes. 
II - O direito de exigir reparação e a obrigação de prestá-la transmitem-se 
com a herança, podendo a reparação ser cobrada integralmente do herdeiro. 
III - A indenização é prestada, preferencialmente, em moeda corrente. 
Quais são corretas? 
 a) Apenas I 
 b) Apenas II 
 c) Apenas III 
 d) Apenas II e III 
 e) I, II e III 
 
 
2. 2016 – TRF – TRF/3ª Região – Juiz Federal Substituto 
Marque a alternativa correta, observando a jurisprudência dominante do 
Superior Tribunal de Justiça: 
a) A simples propositura da ação de revisão de contrato inibe a 
caracterização da mora do autor. 
b) Nas indenizações por ato ilícito, os juros compostos não são devidos por 
aquele que praticou o crime. 
c) A evicção consiste na perda parcial ou integral da posse ou da propriedade 
do bem, via de regra, em virtude de decisão judicial que atribui o uso, a 
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posse ou a propriedade a outrem, em decorrência de motivo jurídico anterior 
ao contrato de aquisição. 
d) Os conceitos de onerosidade excessiva e de imprevisão são sinônimos, 
tendo o legislador civil deles feito uso de modo indistinto. 
 
 
3. 2016 – VUNESP – TJM/SP – Juiz Estadual Substituto 
Considere o caso hipotético. Antonio e Maria contrataram a prestação de 
serviço de um laboratório particularpara coletar células-tronco embrionárias 
do cordão umbilical de seu filho que iria nascer, pagando previamente pelo 
serviço de coleta. Por ocasião do parto, o laboratório foi avisado pelo casal, 
mas nenhum representante compareceu, deixando de coletar o material 
genético que poderia ser usado, no futuro, em eventual tratamento da saúde 
do nascituro. Proposta ação indenizatória pelos pais e a criança, assinale a 
alternativa que melhor soluciona a questão. 
a) Os pais têm direito à indenização por danos materiais e os três a danos 
morais, não se falando na perda de uma chance, ou dano hipotético, que só 
ocorreria se a criança fosse vir a necessitar do material coletado no futuro. 
b) Os pais têm direito à indenização por danos morais e materiais e a criança 
a ser reparada pela perda de uma chance de obter um proveito determinado 
ou de evitar uma perda, por ser a beneficiária do contrato celebrado. 
c) Apenas os pais são legitimados a receber indenização por danos morais, 
materiais e pela perda de uma chance, uma vez que a criança não participou 
do contrato, tratando-se de mero dano hipotético. 
d) Os três são legitimados a receber indenização por danos materiais, morais 
e pela perda de uma chance, em razão da potencialização do dano. 
e) Os pais têm direito apenas a serem reparados por danos materiais e a 
criança pelos danos morais ou pela perda de uma chance, que se confundem, 
evidenciada por um dano certo, por evitar determinado prejuízo. 
 
 
4. 2016 – TRT 2ª REGIÃO – TRT 2ª REGIÃO (SP) – Juiz do Trabalho 
Substituto 
Quanto à responsabilidade civil assinale a alternativa INCORRETA: 
a) Sendo da própria atividade o risco de dano, o autor ficará responsável 
pela indenização civil independentemente da aferição de culpa. 
b) Decidido acerca da existência do fato e seu autor no juízo criminal, é 
vedado discutir-se tais questões no juízo competente para resolver sobre a 
responsabilidade civil. 
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c) Sendo o dano desproporcional à gravidade da culpa do autor, o Juiz poderá 
reduzir o valor da indenização, mas se o autor for menor, poderá deixar de 
fixá-la se privá-lo ou a seus dependentes do necessário. 
d) O incapaz não responde pelos prejuízos que causar ainda que as pessoas 
por ele responsáveis não disponham de meios suficientes para cumprir a 
obrigação. 
e) O Juiz poderá fixar indenização a ser paga de uma só vez se do dano 
sofrido vier resultar defeito que inabilite a vítima ao exercício de sua 
profissão. 
 
 
5. 2016 – CESPE – PGE/AM – Procurador do Estado 
A teoria da responsabilidade civil objetiva aplica-se a atos ilícitos praticados 
por agentes de autarquias estaduais. 
 
 
6. 2016 – CESPE – PGE/AM – Procurador do Estado 
Constitui ato lícito a ação de destruir o vidro lateral de veículo alheio, de alto 
valor comercial, a fim de removê-lo das proximidades de local onde se 
alastrem chamas de incêndio. 
 
 
7. 2016 – FCC – DPE/BA – Defensor Público Estadual 
De acordo com a jurisprudência dominante no Superior Tribunal de Justiça, 
(A) o Estado tem responsabilidade civil nos casos de morte de custodiado 
em unidade prisional, desde que se prove a culpa in vigilando. 
(B) a operadora de saúde não é responsável por eventuais falhas na 
prestação de serviços pelo profissional credenciado. 
(C) a inclusão indevida do nome de consumidor em cadastro de proteção ao 
crédito gera dano moral indenizável, desde que se comprove efetivo prejuízo 
extrapatrimonial. 
(D) as instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos 
gerados por fortuito interno relativo a fraudes e delitos praticados por 
terceiros no âmbito de operações bancárias. 
(E) a falta de pagamento do prêmio do seguro obrigatório de Danos Pessoais 
Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT) justifica a 
recusa do pagamento da indenização. 
 
 
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8. 2015 – CESPE – TRF/5ª Região – Juiz Federal Substituto 
Juliana faleceu aos oito anos de idade, após ter sido atropelada por um 
veículo oficial do Ministério da Fazenda. Os pais da criança, pessoas humildes 
e de baixa renda, ajuizaram ação contra a União, requerendo indenização 
por danos materiais consistentes no pagamento de pensão mensal. 
Com relação a essa situação hipotética, assinale a opção correta. 
a) A pensão mensal será devida aos pais da vítima a partir do dia em que 
esta completaria quatorze anos de idade. 
b) A pensão mensal no valor de dois terços do salário mínimo será devida 
aos pais da vítima desde a data do falecimento desta. 
c) A pensão mensal arbitrada somente deixará de ser paga quando ocorrer 
o óbito dos pais da vítima. 
d) Gratificação natalina e décimo terceiro salário não farão parte da pensão 
fixada a título de indenização. 
e) A pensão mensal no valor de um terço do salário mínimo será devida aos 
pais da vítima desde a data do evento danoso. 
 
 
9. 2015 – FCC – TJ/PI – Juiz Estadual Substituto 
O incapaz 
a) responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis 
não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes. 
b) não responde com seus bens pelos prejuízos que causar, em nenhuma 
hipótese, se a incapacidade for absoluta. 
c) não responde com seus bens pelos prejuízos que causar, devendo 
suportá-los somente seus responsáveis. 
d) apenas responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele 
responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo. 
e) apenas responde com seus bens pelos prejuízos que causar, se a 
incapacidade cessar, ficando até esse momento suspenso o prazo 
prescricional. 
 
 
10. 2015 – TRT 21ª REGIÃO – TRT 21ª REGIÃO (RN) – Juiz do 
Trabalho Substituto 
Consoante a dinâmica da responsabilidade civil, é correto afirmar, à luz da 
legislação pátria e da jurisprudência dominante nos Tribunais Superiores: 
a) Ofensas indenizáveis, se possuírem mais de um autor, somente implicam 
responsabilização solidária nos casos de obrigação indivisível, pois do 
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contrário, cada autor responde de forma proporcional à extensão de sua 
culpa. 
b) Não se configura ilícito praticado em face de direito personalíssimo do 
empregado, a mera utilização de sua imagem para fins comerciais, sem 
autorização, durante a jornada de trabalho, não se podendo falar em 
reparação de dano moral por tal motivo. 
c) A incapacidade é elemento excludente da responsabilidade civil própria, o 
que não limita a possibilidade de reparação perante os responsáveis legais 
pelo incapaz. 
d) Na hipótese de responsabilidade extracontratual, os juros de mora são 
devidos desde a data do evento danoso e não da citação. 
e) O construtor tem responsabilidade exclusivamente perante o dono da 
obra, devendo este último responder perante terceiros que, eventualmente, 
venham a sofrer danos decorrentes da execução da mesma. 
 
 
11. 2015 – FCC – TRT 23ª REGIÃO (MT) – Juiz do Trabalho 
Substituto 
Carlos foi vítima de golpe por meio do qual fraudadores utilizaram-se de 
documentos falsos a fim de realizar operações bancárias em seu nome. 
Procurada por Carlos, a instituição financeira afirmou não ter tido culpa pelo 
incidente, negando-se a restituir o prejuízo. A negativa é 
a) ilícita, configurando abuso do direito, decorrente da inobservância do 
princípio da boa-fé subjetiva, que impõe às partes, dentre outros, o dever 
anexo de segurança, independentementeda existência do elemento culpa. 
b) lícita, pois, para caracterização do abuso do direito, é necessária a 
existência do elemento culpa. 
c) lícita, por ausência de nexo de causalidade entre a atividade da instituição 
financeira e o prejuízo experimentado por Carlos. 
d) lícita, pois somente comete ato ilícito aquele que, por ação ou omissão 
voluntária decorrente de negligência ou imprudência, viola direito e causa 
dano a outrem. 
e) ilícita, configurando abuso do direito, decorrente da inobservância do 
princípio da boa-fé objetiva, que impõe às partes, dentre outros, o dever 
anexo de segurança, independentemente da existência do elemento culpa. 
 
 
12. 2015 – FCC – TRT 15ª Região – Juiz do Trabalho Substituto 
O motorista de um supermercado, dirigindo veículo da empresa e no horário 
de trabalho, envolveu-se em acidente, do qual resultou a morte de ocupante 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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de outro veículo, mas foi absolvido na ação penal por insuficiência de prova. 
Sua culpa, entretanto, assim como os demais requisitos para a 
responsabilização civil, foram provados em ação indenizatória movida pelo 
cônjuge e filhos da vítima contra aquele motorista e seu empregador. Neste 
caso, 
a) o motorista e seu empregador serão solidariamente responsáveis pela 
indenização. 
b) somente o empregador será responsável pela indenização, porque o 
empregado foi absolvido no juízo criminal. 
c) somente o motorista será responsável pela indenização, se o seu 
empregador provar que diligenciou na escolha do preposto e o vigiou, mas 
ambos serão solidariamente responsáveis se essa prova não for realizada. 
d) o motorista e seu empregador serão conjuntamente responsáveis pela 
indenização, sendo subsidiária a responsabilidade do empregador. 
e) não haverá obrigação de indenizar, porque a sentença penal absolutória 
eliminou a responsabilidade civil. 
 
 
13. 2015 – FCC – TRT 23ª Região – Juiz do Trabalho Substituto 
Caminhão da Transportadora Ribeirão, conduzido por seu empregado Lúcio, 
abalroou veículo pertencente a Paulo, que ajuizou ação pugnando pela 
condenação da empresa. Esta será responsabilizada de maneira 
a) subjetiva, se provado que Lúcio agiu com culpa. 
b) objetiva, independentemente de prova de que Lúcio agiu com culpa. 
c) subjetiva, por culpa presumida, se provado que Lúcio agiu com culpa. 
d) objetiva, se provado que Lúcio agiu com culpa. 
e) subjetiva, por culpa presumida, independentemente de prova de que 
Lúcio agiu com culpa. 
 
 
14. 2015 – TRT 8ª Região – TRT 8ª Região – Juiz do Trabalho 
Substituto 
Sobre a responsabilidade civil no Código Civil Brasileiro, é CORRETO afirmar 
que: 
a) O incapaz não responde pelos prejuízos que causar tendo em vista a 
responsabilidade dos pais ou responsáveis. 
b) Haverá obrigação de reparar o dano, através da averiguação de culpa, 
nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente 
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desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os 
direitos de outrem. 
c) Se da ofensa resultar defeito pelo qual o ofendido não possa exercer o 
seu ofício ou profissão, ou se lhe diminua a capacidade de trabalho, a 
indenização, além das despesas do tratamento e lucros cessantes até ao fim 
da convalescença, incluirá pensão correspondente à importância do trabalho 
para que se inabilitou, ou da depreciação que ele sofreu. 
d) O prejudicado não poderá exigir que a indenização seja arbitrada e paga 
de uma só vez, salvo se demonstrado o estado de solvência do devedor. 
e) Em caso de usurpação ou esbulho do alheio, quando não mais exista a 
própria coisa, a indenização será estimada pelo seu preço ordinário, não 
sendo considerado o preço de afeição. 
 
 
15. 2015 – FCC – TJ/SC – Juiz Estadual Substituto 
A v́tima de um acidente automobiĺstico ajuizou, um ano aṕs o fato, ac ֚̃o 
indenizat́ria contra o condutor, a quem o propriet́rio confiara o véculo, 
ocorrendo imediatamente a citac֚̃o. Achando-se ainda o processo em curso, 
mas j́ passados quatro anos do acidente, a v́tima propoǺs ac֚̃o indenizat́ria 
contra o propriet́rio do automotor, que, na contestac֚̃o, alegou 
inviabilidade do pedido, em raz̃o da pretensão j́ deduzida contra o 
condutor, e prescric֚̃o. Nesse caso, 
(A) o juiz deveŕ extinguir o processo, porque a propositura da ac֚̃o contra 
um dos devedores importa reńncia do direito em relac֚̃o ao outro. 
(B) ambas as alegac֚̃es do ŕu encontram respaldo na lei. 
(C) nenhuma das alegac֚̃es do ŕu deve ser acolhida. 
(D) apenas a alegac֚̃o de inviabilidade do pedido, em raz̃o da pretens̃o j́ 
deduzida contra o condutor, ́ acolh́vel. 
(E) apenas a arguic֚̃o de prescric֚̃o ́ acolh́vel. 
 
 
16. 2015 – CEFET – MPE/BA – Promotor de Justiça Substituto 
Assinale a alternativa INCORRETA sobre a responsabilidade civil, segundo o 
Código Civil Brasileiro: 
a) Aquele que, por ato ilícito, causar dano a outrem fica obrigado a repará-
lo. 
b) O incapaz pode ser responsabilizado pelos prejuízos que causar se as 
pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não 
dispuserem de meios suficientes. 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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c) A responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo 
questionar mais sobre a existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor, 
quando estas questões se acharem decididas no juízo criminal. 
d) O direito de exigir a reparação se transmite com a herança, mas não a 
obrigação de prestá-la. 
e) Aquele que ressarcir o dano causado por outrem pode reaver o que houver 
pago daquele por quem pagou, salvo se o causador do dano for descendente 
seu, absoluta ou relativamente incapaz. 
 
 
17. 2015 – CESPE – AGU – Advogado da União 
Dada a existência de íntima ligação entre o abuso de direito e a boa-fé 
objetiva, a lei estabelece a decretação da nulidade como sanção ao autor do 
ato abusivo. 
 
 
18. 2015 – CESPE – DPU – Defensor Público Federal 
Extinta a relação jurídica por culpa de uma das partes, a outra parte podeŕば 
pleitear indenização em face do que lucraria em investimento financeiro de 
risco com a manutenção da relação jurídica desfeita. 
 
 
19. 2015 – FUNDATEC – PGE/RS – Procurador do Estado 
Assinale a alternativa correta. 
A) O dano exclusivamente moral, provocado por omissão voluntária, não 
permite a caracterização de um ilícito civil. 
B) Aos atos jurídicos lícitos, que não sejam negócios jurídicos, aplicam-se as 
disposições pertinentes aos defeitos do negócio jurídico. 
C) Para a caracterização do ato ilícito por abuso de direito previsto no Código 
Civil é necessária a aferição de culpa do autor do fato. 
D) Só é considerado ilícito o ato que, exercido em excesso manifesto aos 
limites impostos pelos bons costumes, necessariamente causar dano a 
alguém. 
E) Constitui ilicitude civil a conduta de destruir coisa alheia para remover 
perigo iminente. 
 
 
20. 2015 – FCC – DPE/MA – Defensor Público Estadual 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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A respeito da responsabilidade civil, é correto afirmar: 
(A) A cláusula penal compensatória tem a finalidade de compensar os 
prejuízos causados pelo atraso no cumprimento da obrigação avençada, ao 
passo que a cláusulapenal moratória serve como forma de pré-fixar o valor 
mínimo da indenização no caso de descumprimento da obrigação. 
(B) No contrato de transporte oneroso de pessoas, o transportador responde 
pelos danos causados às pessoas transportadas, mas não responde por 
eventuais danos causados às bagagens transportadas caso haja cláusula 
excludente da responsabilidade. 
(C) A responsabilidade extracontratual objetiva se caracteriza pela 
responsabilidade independentemente de ter o causador do dano agido com 
dolo ou culpa, razão pela qual não pode ser afastada em razão de caso 
fortuito ou de força maior. 
(D) O incapaz responde subsidiariamente pelos prejuízos que causar, 
somente caso seus responsáveis não tenham obrigação de fazê-lo ou não 
dispuserem de meios suficientes, mas a indenização deve ser fixada por 
equidade e não poderá privar o incapaz do necessário para a sua 
manutenção. 
(E) Nas hipóteses em que o ato ilícito retira da vítima a oportunidade de 
obter uma situação futura melhor, como por exemplo quando em razão do 
ato ilícito a vítima foi impedida de participar de um concurso público, está 
diante de lucros cessantes, fazendo jus a indenização no valor dos salários 
que a vítima receberia caso fosse aprovada no concurso. 
 
 
21. 2015 – CESPE – DPE/PE – Defensor Público Estadual 
A respeito de obrigações e contratos, julgue o item abaixo, de acordo com a 
jurisprudência do STJ. 
Caso determinada rede de rádio, por informações veiculadas em sua 
programação, atinja a honra e a imagem do próprio Estado, será admitida, 
nessa hipótese, ação indenizatória por dano moral pelo ente federativo em 
desfavor da empresa de radiodifusão, devendo o locutor responder 
regressivamente se tiver agido com dolo ou culpa. Nesse caso, se o locutor 
for economicamente hipossuficiente, deverá a DP atuar na defesa dele. 
 
 
22. 2014 – VUNESP – TJ/SP – Juiz Estadual Substituto 
No que se refere a indenização, assinale a opção correta. 
a) A morte de filho menor que não exercia trabalho remunerado não poderá 
gerar indenização. 
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b) O soar de alarme nas saídas das lojas por si só acarreta o dever de 
indenizar o cliente. 
c) Tendo em vista que a indenização se mede pela extensão do dano, o juiz 
somente poderá reduzir equitativamente a indenização, havendo excessiva 
desproporção entre a gravidade da culpa e o dano, no caso de haver pedido 
expresso da parte. 
d) Não gera o dever de indenizar o simples travamento de porta giratória 
nos estabelecimentos bancários com usuário dentro. 
 
 
23. 2014 – CESPE – PGE/BA – Procurador do Estado 
Acerca da responsabilidade civil, julgue os itens subsequentes, à luz da 
jurisprudência dominante do STJ. 
Na hipótese de indenização por danos morais ou materiais decorrentes do 
falecimento de ente querido, o termo inicial da contagem do prazo 
prescricional é a data do óbito, independentemente da data da ação ou da 
omissão. 
 
 
24. 2014 – CESPE – PGE/BA – Procurador do Estado 
Acerca da responsabilidade civil, julgue os itens subsequentes, à luz da 
jurisprudência dominante do STJ. 
O espólio tem legitimidade para postular indenização pelos danos materiais 
e morais supostamente experimentados pelos herdeiros. 
 
 
25. 2014 – FCC – DPE/PB – Defensor Público Estadual 
Sônia é proprietária de uma pousada. Marina, sua, vizinha, cria codornas. 
Segundo Sônia, o forte cheiro das codornas atrapalharia seu negócio. Por tal 
razão, com a intenção de afugentar as codornas, mas também imaginando 
que poderia entreter seus clientes, passou, com autorização do órgão 
ambiental, a criar corujas, as quais acabaram por dizimar as codornas. Sônia 
cometeu ato 
(A) ilícito, pois agiu com dolo direto de matar as codornas, podendo Marina, 
em razão de tal fato, postular indenização. 
(B) lícito, pois não é obrigada a tolerar atividade danosa a seus negócios. 
(C) lícito, pois a criação das corujas foi autorizada pelo órgão ambiental, 
podendo Marina, entretanto, em razão dos prejuízos que experimentou, 
postular indenização. 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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(D) ilícito, pois excedeu abusivamente os limites impostos pela boa-fé 
objetiva e pela finalidade social do negócio, podendo Marina, em razão de 
tal fato, postular indenização. 
 (E) imoral, porém lícito, uma vez que fundado em exercício regular do 
direito. 
 
 
26. 2014 – FUNDATEC – Câmara Municipal/Porto Alegre (RS) – 
Procurador Legislativo 
Assinale a alternativa correta a respeito dos direitos dos contratos e da 
responsabilidade civil: 
A) A sentença penal absolutória sempre afastará a responsabilidade na 
esfera cível. 
B) A obrigação de reparação a o dano não se transmite com a herança. 
C) É anulável a venda de ascendente a descendente, ainda que os outros 
descendentes e o cônjuge do alienante expressamente houverem 
consentido. 
D) Na compra e venda com reserva de domínio, o vendedor busca atenuar 
os efeitos da tradição, de modo que conservará a propriedade para si até 
que o preço esteja integralmente pago. 
E) Faculta-se ao comodatário o direito de recobrar do comodante as 
despesas feitas com o uso e gozo da coisa emprestada. 
 
 
27. 2014 – FUNDATEC – Câmara Municipal/Porto Alegre (RS) – 
Procurador Legislativo 
Assinale a alternativa correta em relação aos institutos da propriedade e da 
responsabilidade civil: 
A) Os registros de propriedade particular de imóveis situados em terrenos 
de marinha não são oponíveis à União. 
B) As pessoas jurídicas de direito público interno são civilmente responsáveis 
por atos dos seus agentes que nessa qualidade causem danos a terceiros, 
ressalvado direito regressivo contra os causadores do dano, exclusivamente 
se houver dolo por parte destes. 
C) Os rios, mares, estradas, ruas e praças são bens públicos de uso especial. 
D) O titular de direito que, ao exercê-lo, exceder manifestamente os limites 
impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons 
costumes, incidirá na hipótese de abuso de direito, porém não praticará ato 
ilícito. 
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E) O empregador responderá civilmente pelos atos dos seus empregados, 
praticados no exercício do trabalho que lhes competir, somente quando 
comprovada a sua culpa. 
 
 
28. 2013 – PGR – PGR – Procurador da República 
Em matéria de danos materiais e/ou morais, o Superior Tribunal de Justiça 
vem entendendo que: 
I - O mero descumprimento contratual, em princípio, não enseja 
responsabilização ao pagamento de indenização por danos morais, visto não 
passar de incômodo da vida em sociedade. 
II - O roubo ou furto perpetrado contra a instituição financeira, com 
repercussão negativa ao cofre locado, constitui risco assumido pelo 
fornecedor do serviço, haja vista compreender-se na própria atividade 
empresarial, configurando, assim, hipótese de fortuito interno. 
III - O endossatário que recebe, por endosso translativo, título de crédito 
contendo vício formal, sendo inexistente a causa para conferir lastro à 
emissão de duplicata, não responde pelos danos causados diante de protesto 
indevido. 
IV - Legitimamente protestado o título de crédito, não cabe ao devedor, que 
paga posteriormente a dívida, o ônus de providenciar a baixa do protesto 
em cartório, pois trata-se de relação de consumo, havendo dano moral pela 
manutenção do apontamento. 
Das proposições acima: 
a) ( ) I e IV estão corretas; 
b) ( ) IIe III estão corretas; 
c) ( ) III e IV estão corretas; 
d) ( ) I e II estão corretas. 
 
 
29. 2013 – MPE/SP – MPE/SP – Promotor de Justiça Substituto 
Em tema de responsabilidade civil, assinale a assertiva INCORRETA. 
a) A empresa locadora de veículos não responde civilmente pelos prejuízos 
causados pelo locatário a terceiros, no uso do carro locado. 
b) São responsáveis pela reparação civil o empregador ou comitente, por 
conduta de seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho 
que lhes competir ou em razão dele. 
c) São responsáveis pela reparação civil o tutor e o curador, pelos pupilos e 
curatelados que estiverem sob sua autoridade ou em sua companhia. 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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d) O dono, ou detentor, do animal ressarcirá o dano por este causado, se 
não provar culpa da vítima ou força maior. 
e) São responsáveis pela reparação civil os pais, pelos atos de filhos menores 
que estiverem sob sua autoridade e em sua companhia. 
 
 
30. 2013 – CESPE – DP/DF – Defensor Público Estadual 
Segundo o ordenamento jurídico brasileiro, todas as pessoas jurídicas de 
direito público e as de direito privado que integrem a administração pública 
responderão objetivamente pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, 
causarem a terceiros. 
 
 
31. 2013 – FEPESE – DPE/SC – Analista Técnico da Defensoria 
Assinale a alternativa correta de acordo com o Código Civil brasileiro. 
a) A indenização mede-se pela extensão do dano e pelo grau de culpa do 
agente. 
b) Os que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime, 
também serão responsáveis pela reparação civil, até a concorrente quantia. 
c) O incapaz não responde pelos prejuízos que causar, cabendo ao seu 
representante legal o fazer. 
d) Aquele que demandar por dívida já paga, no todo ou em parte, sem 
ressalvar as quantias recebidas, ficará obrigado a pagar ao devedor o 
equivalente do que dele exigir, salvo se houver prescrição. 
e) O direito de exigir reparação e a obrigação de prestá-la cessa com a morte 
do causador do dano. 
 
 
32. 2012 – MPT – MPT – Procurador do Trabalho 
À luz do Código Civil, assinale a assertiva CORRETA: 
(a) No caso de indenização por danos, se da ofensa resultar defeito pelo qual 
o ofendido não possa exercer o seu ofício ou profissão, ou se lhe diminua a 
capacidade de trabalho, a indenização, além das despesas do tratamento 
e lucros cessantes até o fim da convalescença, incluirá pensão 
correspondente à importância do trabalho para que se inabilitou, ou 
da depreciação que ele sofreu; porém, se o ofensor preferir, poderá 
exigir que a indenização seja arbitrada para pagamento de uma só 
vez. 
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(b) Se a obrigação for indeterminada, e não houver na lei ou no 
contrato disposição fixando a indenização devida pelo inadimplente, 
apurar-se-á o valor das perdas e danos na forma que a lei processual 
determinar. 
(c) Em nenhuma circunstância constituirá ato ilícito a deterioração ou 
destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover perigo 
iminente. 
(d) Não comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, 
excede manifestamente os limites impostos pelos bons costumes. 
(e) Não respondida. 
 
 
33. 2012 – FCC – DPE/PR – Defensor Público Estadual 
Sobre o Sistema de Responsabilidade Civil é correto afirmar: 
(A) No caso de atropelamento por veículo dirigido profissionalmente, a 
pretensão de reparação civil das escoriações e fraturas sofridas, pelo 
pedestre, sob o prisma do Direito Civil, exigirá a prova da culpa do motorista 
ofensor. 
(B) Moradora de Curitiba perdeu o horário para realização de prova de 
segunda fase de concurso realizado em Manaus em razão de atraso no voo 
devido à greve dos pilotos de determinada companhia aérea. Esta situação 
caracteriza o chamado dano reflexo ou por ricochete. 
(C) Pessoa embriagada, que atravessa larga avenida fora da faixa de 
segurança e correndo, vindo a ser atropelada por motorista que trafegava 
acima do limite de velocidade, deve ser indenizada integralmente, com base 
no princípio da restitutio in integrum. 
(D) Microempresário contrata as empresas X e Y para o transporte 
cumulativo de uma carga que deixa de ser entregue em seu destino. Nesse 
caso, cada transportador deve responder pelo eventual descumprimento do 
contrato relativamente ao respectivo percurso, podendo opor tratar-se de 
obrigação de meio. 
(E) Famoso artista de rua, que tem sua imagem veiculada em propaganda 
comercial sem sua autorização, terá direito à indenização, 
independentemente da demonstração de seu prejuízo. 
 
 
34. 2012 – FCC – DPE/PR – Defensor Público Estadual 
O absolutamente incapaz não responde pelos danos que causar, tendo em 
vista a responsabilidade privativa de seus pais ou responsáveis. 
 
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35. 2012 – CESPE – DPE/SE – Defensor Público Estadual 
Acerca dos efeitos da responsabilidade civil extracontratual, assinale a opção 
correta. 
A- Embora a indenização por ato ilícito proveniente de dano extracontratual 
seja medida pela extensão do dano, se a vítima tiver concorrido 
culposamente para o evento danoso, a sua indenização será fixada com base 
na gravidade de sua culpa em confronto com a do autor do dano. 
B- Como regra, a responsabilidade civil não passa da pessoa causadora do 
dano; assim, não havendo determinação expressa do empregador para que 
seus empregados façam ou deixem de fazer alguma coisa, não se pode 
responsabilizar o empregador pelos atos praticados por seus empregados, 
serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, ou em 
razão dele. 
C- As vítimas de lesão ou de outra ofensa à saúde têm direito de exigir do 
ofensor tão somente as despesas provenientes do tratamento, estendendo-
se a obrigação de reparar os danos até o fim da convalescença, 
independentemente do tempo, e, nesse caso, o lesado, se preferir, poderá 
exigir que a indenização seja arbitrada e paga de uma só vez. 
D- Não comete ato ilícito civil aquele que, por ação voluntária, destrói coisa 
alheia a fim de remover perigo iminente de dano, ainda que a ação não seja 
estritamente necessária, e o agente exceda os limites do indispensável para 
a remoção do perigo. 
E- Mesmo que a responsabilidade civil independa da criminal, a lei veda que 
se questione, na esfera cível, fato decidido no juízo criminal; por 
conseguinte, a sentença penal absolutória, independentemente do motivo 
da absolvição, impede o processamento da ação civil de reparação de dano 
causado pelo mesmo fato que tenha provocado a absolvição do agente 
provocador do ilícito. 
 
 
36. 2012 – FGV – PC/MA – Delegado de Polícia Substituto 
Claúdio se hospedou num hotel em Maranguape e deixou os seus pertences 
pessoais no quarto. Ao retornar de um passeio pela cidade, foi surpreendido 
com os vários itens de sua bagagem danificados por uma placa de gesso que 
havia se descolado do teto e caído. Ao se dirigir à Direção do 
estabelecimento, soube que não seria ressarcido pelo hotel, pois o gerente 
desconfiava de um antigo funcionário a quem iria atribuir a autoria e, 
portanto, responsabilidade pelo ilícito. 
Considerando o fato narrado, assinale a afirmativa correta. 
a) Os donos de hotéis são responsáveis, independentemente de culpa, pelosbens de seus hóspedes, devendo, portanto, Cláudio ser ressarcido pelo hotel. 
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b) Somente comete ato ilícito, aquele que, por ação ou omissão voluntária, 
negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, e, 
portanto, o hotel não tem obrigação de indenizar Cláudio. 
c) Como o hotel suspeita que o antigo funcionário seja o responsável pelo 
ilícito, haverá necessidade de aguardar que o fato seja apurado no juízo 
criminal, para após analisar o fato no juízo cível. 
d) O hotel não deve indenizar Cláudio, pois houve culpa exclusiva da vítima, 
já que ele deveria ter deixado, aos cuidados do gerente, seus pertences 
pessoais para que houvesse essa garantia. 
e) O hotel deve indenizar Cláudio, pois cometeu ato ilícito. 
 
 
37. 2011 – PGR – PGR – Procurador da República 
No que se refere à responsabilidade civil por danos causados ao meio 
ambiente: 
I. Um mesmo fato pode originar ações diversas, visando a reparação do dano 
individual e a reparação do dano coletivo; 
II. Eventos da natureza não excluem a responsabilidade quando alguém cria 
uma situação que, se inexistente, não levaria o evento natural a causar o 
dano; 
III. Havendo pluralidade de autores, a responsabilidade é solidária, sendo 
possível acionar qualquer um deles pela integralidade do dano; 
IV. A responsabilidade objetiva por risco integral, quanto aos danos 
ambientais, não é pacifica na doutrina. Das assertivas acima: 
a) I e II estão corretas; 
b) II e IV estão corretas; 
c) Todas estão corretas; 
d) Todas estão incorretas. 
 
 
38. 2011 – CESPE – DPE/MA – Defensor Público Estadual 
Tendo em vista que o termo responsabilidade é utilizado em qualquer 
situação em que alguma pessoa, natural ou jurídica, deva arcar com as 
consequências de um ato, fato ou negócio danoso, assinale a opção correta 
a respeito da responsabilidade civil. 
A Os bens do responsável por ofensa ou violação do direito de outrem ficam 
sujeitos à reparação do dano causado, e o direito de exigir reparação, mas 
não a obrigação de prestá-la, transmite-se com a herança. 
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B Considere a seguinte situação hipotética. Marco, que presta serviços de 
“passeio com animais”, passeia, três vezes por semana, com um cachorro 
da raça doberman, de propriedade de Thiago. Por ser tratar de um cachorro 
de guarda, Marco foi orientado por Thiago a, sempre, nos passeios, fixar 
focinheira no cachorro. Em um dos passeios, o referido animal, que estava 
sem a focinheira, atacou e mordeu uma pessoa que passava no local. Nessa 
situação hipotética, apenas Thiago, o dono do animal, poderia ser 
demandado para ressarcir o dano causado à vítima. 
C A responsabilidade civil independe da criminal, de modo que a sentença 
penal absolutória, por falta de provas quanto ao fato, não tem influência na 
ação indenizatória, que pode revolver toda a matéria em seu bojo. 
D Não constitui ato ilícito a destruição de coisa alheia para remover perigo 
iminente, e o dono da coisa, ainda que não seja culpado do perigo, não tem 
direito à indenização do prejuízo que sofrer. 
 E O empregador, exceto se comprovar que não há culpa de sua parte, 
responde pelos atos ilícitos dos empregados no exercício do trabalho ou em 
razão dele. 
 
 
39. 2010 – CESPE – DPE/BA – Defensor Público Estadual 
No tocante à responsabilidade civil, julgue os itens seguintes. 
O mero afastamento de filho de 16 anos de idade da casa paterna não é 
suficiente para elidir a responsabilidade dos pais. 
 
 
40. 2010 – CESPE – DPU – Defensor Público Federal 
A exemplo da responsabilidade civil por ato ilícito em sentido estrito, o dever 
de reparar decorrente do abuso de direito depende da comprovação de ter 
o indivíduo agido com culpa ou dolo. 
 
 
41. 2009 – CESPE – AGU – Advogado da União 
Ricardo, que dirigia seu carro em velocidade normal, atropelou Raimundo, 
causando-lhe sérios ferimentos. Em depoimento prestado na delegacia de 
polícia, Ricardo afirmou que o atropelamento ocorrera por motivos de força 
maior, haja vista que trafegava normalmente pela via quando um 
motoqueiro, dirigindo em alta velocidade, cruzou a frente do veículo que ele 
conduzia, não lhe tendo restado outra alternativa senão a de desviar o carro 
para o acostamento. Alegou, ainda, que não havia visto Raimundo, que 
aguardava pelo ônibus no acostamento, e que, se não tivesse desviado o 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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veículo, ele poderia ter causado a morte do motoqueiro. Testemunhas 
confirmaram a versão de Ricardo. 
A despeito de o ato praticado por Ricardo não ser considerado ilícito civil, ele 
terá a obrigação de indenizar Raimundo, caso haja o ajuizamento de ação 
com esse fim. 
 
 
42. 2009 – CESPE – DPE/AL – Defensor Público Estadual 
Lucas, menor com dezessete anos de idade, pegou o carro de seus pais, 
enquanto eles dormiam, e causou um acidente ao colidir no veículo de 
Eduardo. 
Considerando essa situação hipotética, julgue os próximos itens com base 
na disciplina da responsabilidade civil. 
Ainda que provada a culpa de Lucas, seus pais não terão a obrigação de 
indenizar o dano provocado, porquanto, nesse caso, não se pode falar em 
culpa in vigilando. 
 
 
43. 2009 – CESPE – DPE/AL – Defensor Público Estadual 
Lucas, menor com dezessete anos de idade, pegou o carro de seus pais, 
enquanto eles dormiam, e causou um acidente ao colidir no veículo de 
Eduardo. 
Considerando essa situação hipotética, julgue os próximos itens com base 
na disciplina da responsabilidade civil. 
Em razão de a emancipação cessar a menoridade, predomina o 
entendimento de que, caso os pais tivessem emancipado Lucas, ficaria 
afastada a responsabilidade deles pelos danos causados a Eduardo. 
 
 
44. 2009 – FCC – DPE/MA – Defensor Público Estadual 
No tocante à disciplina da responsabilidade civil, é correto afirmar: 
(A) Os pais são responsáveis objetivamente pela reparação civil dos danos 
causados por filhos menores ou, embora maiores de 18 anos, incapazes, 
ainda que estes não estejam sob sua autoridade e em sua companhia. 
(B) Para que ocorra a responsabilidade civil subjetiva, basta a existência de 
um dano material ou moral e de uma ação ou omissão dolosa ou culposa. 
(C) Na responsabilidade civil objetiva, a culpa exclusiva do prejudicado 
afasta o dever de reparação do causador do dano porque é causa de exclusão 
do dano. 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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(D) Na responsabilidade civil objetiva, a culpa exclusiva do prejudicado em 
nada altera a situação jurídica do causador do dano, o qual responderá 
independentemente de culpa. 
(E) Na responsabilidade civil objetiva, não surgirá o dever de reparação do 
dano na hipótese de culpa exclusiva da vítima por falta de nexo de 
causalidade entre a ação do agente e o dano sofrido. 
 
 
45. 2006 – CESPE – AGU – Advogado da União 
A responsabilidade civil por ato de terceiro permite estendera obrigação de 
reparar o dano a pessoa diversa daquela que praticou a conduta danosa, 
desde que exista uma relação jurídica entre o causador do dano e o 
responsável pela indenização. Nessa hipótese, a obrigação de indenizar é 
objetiva; portanto, não se perquire a culpa do agente.46. 2006 – CESPE – AGU – Advogado da União 
Considere por hipótese que ocorra o desabamento da marquise de um 
prédio, depois de quatro anos de construção, provocando a morte de uma 
transeunte. Nessa situação, a responsabilidade civil pela reparação do dano 
é do proprietário do prédio. 
 
 
47. 2006 – CESPE – DPE/AC – Defensor Público Estadual 
Catarina procurou a defensoria pública de seu estado para relatar que seu 
filho, de 15 anos de idade, foi atropelado e ficou paraplégico em razão das 
lesões sofridas no acidente. O veículo que o atropelou era dirigido por Diogo, 
de 16 anos de idade. Catarina afirmou que procurou o proprietário do 
veículo, Vitor, pai de Diogo, para que ele a ajudasse com as despesas 
médicas e com a aquisição de uma cadeira de rodas. Vitor se negou a auxiliar 
Catarina, alegando não ter qualquer responsabilidade no caso, pois quem 
dirigia o carro no momento do acidente era seu filho. Com relação a essa 
situação hipotética, assinale a opção correta, tendo a legislação pertinente 
como base. 
A Como o veículo não era dirigido por seu proprietário, nada pode ser feito 
quanto ao auxílio demandado por Catarina a Vitor, e não há como pleitear 
qualquer indenização, haja vista Diogo ser menor de idade. 
B Por ter seu filho ficado paralítico e dada a não-participação de Vitor no 
acidente, o mais aconselhável é que Catarina ajuíze ação requerendo o 
ressarcimento por danos morais, apenas. 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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 C Na situação em apreço, Vitor apenas responde pelos danos para os quais 
fique demonstrada a intenção de Diogo de lesionar o filho de Catarina. 
D Na situação apresentada, Vitor responde pelos danos materiais e morais 
sofridos pelo filho de Catarina. 
 
 
48. 2005 – FCC – PGE/SE – Procurador do Estado 
A pessoa jurídica de direito público interno que em seu laboratório produz 
medicamentos, nesta atividade 
(A) não responde por vício ou defeito do produto, porque o serviço de saúde 
é considerado público e a responsabilidade civil será regulada apenas pela 
Constituição Federal. 
(B) não pode ser considerada fornecedora, porque o adquirente dos 
medicamentos é mero usuário. 
(C) é considerada consumidora dos insumos utilizados na produção dos 
medicamentos. 
(D) não poderá ser considerada fornecedora nem consumidora, porque é 
vedada a presença do Estado no mercado de consumo. 
(E) é fornecedora e sujeita-se ao Código de Defesa do Consumidor. 
 
 
49. 2004 – CESPE – AGU – Advogado da União 
A responsabilidade civil por ato danoso praticado pelo absolutamente 
incapaz decorre da ilicitude, e o incapaz responde com seus bens pelos danos 
que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação de 
fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes para tal. 
 
 
50. 2003 – FCC – PGE/MA – Procurador do Estado 
Cometendo ato ilícito o incapaz, 
(A) respondem, em qualquer hipótese, somente seus pais, tutores ou 
curadores, sem direito de regresso contra o incapaz que estiver sob sua 
guarda e em sua companhia. 
(B) não responderá ele pelos prejuízos causados, que deverão ser 
ressarcidos por seus representantes e, na impossibilidade destes, pelo 
Estado. 
 (C) ele sempre responderá pelos prejuízos que causar até o limite de seu 
patrimônio. 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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(D) responderão seus representantes que poderão reaver o que pagou, salvo 
se o causador do dano for ascendente, descendente ou cônjuge 
absolutamente incapazes. 
(E) poderá ele responder pelos prejuízos que causar, pagando indenização 
equitativa e desde que não fique ele próprio nem as pessoas que dele 
dependam privados do necessário. 
 
 
51. 2003 – PGE – PGE/MS – Procurador do Estado 
Assinale a alternativa correta: 
a) A responsabilidade civil depende da criminal, podendo ser questionada a 
existência do fato constitutivo ou sobre quem seja o seu autor, a não ser na 
hipótese de trânsito em julgado da decisão proferida no juízo criminal, 
quando a matéria fática encontra-se sob o manto da coisa julgada; 
b) Aquele que ressarcir o dano causado por outrem pode reaver o que houver 
pago daquele por quem pagou, salvo se o causador do dano for descendente 
seu, absoluta ou relativamente incapaz; 
c) O dono ou detentor do animal ressarcirá o dano por este causado, mesmo 
na hipótese de força maior ou culpa da vítima; 
d) Não é responsável pela reparação civil o que participou gratuitamente no 
produto de crime, desde que o valor que lhe coube não ultrapasse 20 (vinte) 
salários mínimos; 
e) O direito de exigir reparação e a obrigação de prestá-las não se 
transmitem com a herança. 
 
 
52. 2003 – CESPE – DPE/AM – Defensor Público Estadual 
Com referência à responsabilidade civil, julgue os itens que se seguem. 
O estabelecimento comercial não será obrigado a indenizar proprietário de 
veículo furtado em via pública e que tiver sido entregue ao serviço de 
manobrista do referido estabelecimento. 
 
 
53. 2003 – CESPE – DPE/AM – Defensor Público Estadual 
Com referência à responsabilidade civil, julgue os itens que se seguem. 
Em matéria de danos causados ao meio ambiente, a responsabilidade é 
objetiva, independe da existência de culpa e se configura diante da prova do 
dano, da ação ou da omissão do causador e da relação de causalidade. 
 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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54. 2003 – CESPE – DPE/AM – Defensor Público Estadual 
Com referência à responsabilidade civil, julgue os itens que se seguem. 
Os pais da vítima de morte em acidente de trânsito não são parte legítima 
para pleitear indenização por danos materiais, em forma de pensionamento 
mensal, porque se presume que cabe aos pais sustentar os filhos. 
 
 
55. 2003 – CESPE – DPE/AM – Defensor Público Estadual 
Com referência à responsabilidade civil, julgue os itens que se seguem. 
O estabelecimento bancário responde pelos danos causados a terceiro em 
decorrência de conta-corrente aberta com documentos falsos. 
 
 
Gabaritos 
 
Gabaritos das questões com comentários ao longo da aula: 
 
2016 – FAURGS – TJ/RS – Juiz Estadual Substituto 
C 
 
2015 – FCC – TRT 15ª REGIÃO – Juiz do Trabalho Substituto 
A 
 
2015 – UEPA – PGE/PA – Procurador do Estado 
E 
 
2015 – COPS/UEL – PGE/PR – Procurador do Estado 
C 
 
2015 – FUNDATEC – PGE/RS – Procurador do Estado 
A 
 
2014 – UFPR – DPE/PR – Defensor Público Estadual 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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A 
 
2014 – FMP – PGE/AC – Procurador do Estado 
D 
 
2014 – FUNRIO – IF/PI – Professor de Direito 
B 
 
Gabaritos das questões sem comentários ao longo da aula: 
 
1. 2016 – TRT 4ª REGIÃO – TRT 4ª REGIÃO (RS) – Juiz do Trabalho 
Substituto 
A 
 
2. 2016 – TRF – TRF/3ª Região – Juiz Federal Substituto 
C 
 
3. 2016 – VUNESP – TJM/SP – Juiz Estadual Substituto 
B 
 
4. 2016 – TRT 2ª REGIÃO – TRT 2ª REGIÃO (SP) – Juiz do Trabalho 
Substituto 
D 
 
5. 2016 – CESPE – PGE/AM – Procurador do Estado 
C 
 
6. 2016 – CESPE – PGE/AM – Procurador do Estado 
C 
 
7. 2016 – FCC – DPE/BA – Defensor Público Estadual 
D 
 
8. 2015 – CESPE – TRF/5ª Região – Juiz Federal Substituto 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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A 
 
9. 2015 – FCC – TJ/PI – Juiz Estadual Substituto 
A 
 
10. 2015 – TRT 21ª REGIÃO – TRT 21ª REGIÃO (RN) – Juiz do 
Trabalho Substituto 
D 
 
11. 2015 – FCC – TRT 23ª REGIÃO (MT) – Juiz do Trabalho 
Substituto 
E 
 
12. 2015 – FCC – TRT 15ª Região – Juiz do Trabalho Substituto 
A 
 
13. 2015 – FCC – TRT 23ª Região – Juiz do Trabalho Substituto 
D 
 
14. 2015 – TRT 8ª Região – TRT 8ª Região – Juiz do Trabalho 
Substituto 
C 
 
15. 2015 – FCC – TJ/SC – Juiz Estadual Substituto 
E 
 
16. 2015 – CEFET – MPE/BA – Promotor de Justiça Substituto 
D 
 
17. 2015 – CESPE – AGU – Advogado da União 
E 
 
18. 2015 – CESPE – DPU – Defensor Público Federal 
E 
 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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19. 2015 – FUNDATEC – PGE/RS – Procurador do Estado 
B 
 
20. 2015 – FCC – DPE/MA – Defensor Público Estadual 
D 
 
21. 2015 – CESPE – DPE/PE – Defensor Público Estadual 
E 
 
22. 2014 – VUNESP – TJ/SP – Juiz Estadual Substituto 
D 
 
23. 2014 – CESPE – PGE/BA – Procurador do Estado 
C 
 
24. 2014 – CESPE – PGE/BA – Procurador do Estado 
E 
 
25. 2014 – FCC – DPE/PB – Defensor Público Estadual 
D 
 
26. 2014 – FUNDATEC – Câmara Municipal/Porto Alegre (RS) – 
Procurador Legislativo 
D 
 
27. 2014 – FUNDATEC – Câmara Municipal/Porto Alegre (RS) – 
Procurador Legislativo 
A 
 
28. 2013 – PGR – PGR – Procurador da República 
D 
 
29. 2013 – MPE/SP – MPE/SP – Promotor de Justiça Substituto 
A 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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30. 2013 – CESPE – DP/DF – Defensor Público Estadual 
E 
 
31. 2013 – FEPESE – DPE/SC – Analista Técnico da Defensoria 
B 
 
32. 2012 – MPT – MPT – Procurador do Trabalho 
B 
 
33. 2012 – FCC – DPE/PR – Defensor Público Estadual 
E 
 
34. 2012 – FCC – DPE/PR – Defensor Público Estadual 
E 
 
35. 2012 – CESPE – DPE/SE – Defensor Público Estadual 
A 
 
36. 2012 – FGV – PC/MA – Delegado de Polícia Substituto 
A 
 
37. 2011 – PGR – PGR – Procurador da República 
C 
 
38. 2011 – CESPE – DPE/MA – Defensor Público Estadual 
C 
 
39. 2010 – CESPE – DPE/BA – Defensor Público Estadual 
C 
 
40. 2010 – CESPE – DPU – Defensor Público Federal 
E 
 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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41. 2009 – CESPE – AGU – Advogado da União 
C 
 
42. 2009 – CESPE – DPE/AL – Defensor Público Estadual 
E 
 
43. 2009 – CESPE – DPE/AL – Defensor Público Estadual 
E 
 
44. 2009 – FCC – DPE/MA – Defensor Público Estadual 
E 
 
45. 2006 – CESPE – AGU – Advogado da União 
C 
 
46. 2006 – CESPE – AGU – Advogado da União 
C 
 
47. 2006 – CESPE – DPE/AC – Defensor Público Estadual 
D 
 
48. 2005 – FCC – PGE/SE – Procurador do Estado 
E 
 
49. 2004 – CESPE – AGU – Advogado da União 
E 
 
50. 2003 – FCC – PGE/MA – Procurador do Estado 
E 
 
51. 2003 – PGE – PGE/MS – Procurador do Estado 
B 
 
52. 2003 – CESPE – DPE/AM – Defensor Público Estadual 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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E 
 
53. 2003 – CESPE – DPE/AM – Defensor Público Estadual 
C 
 
54. 2003 – CESPE – DPE/AM – Defensor Público Estadual 
E 
 
55. 2003 – CESPE – DPE/AM – Defensor Público Estadual 
C 
 
Questões com comentários 
 
 
Aqui, as questões que foram comentadas ao longo da aula, com 
comentários: 
 
 
2016 – FAURGS – TJ/RS – Juiz Estadual Substituto 
Sobre a reparação de danos, é correto afirmar que 
a) apenas a culpa concorrente da vítima é admitida como causa de redução 
da indenização pelo Código Civil, constituindo exceção ao princípio da 
reparação integral. 
b) se adota, segundo entendimento majoritário, a teoria do risco integral 
como fundamento da imputação de responsabilidade, independente de culpa 
em razão de atividade de risco (artigo 927, parágrafo único). 
c) todos os membros de um grupo, pela adoção da teoria da causalidade 
alternativa, podem ser responsabilizados, quando não seja possível 
determinar, dentre eles, quem deu causa à lesão. 
d) a responsabilidade pelo fato do animal é independente de culpa do seu 
dono ou detentor, não podendo ser afastada mesmo quando ausente o nexo 
de causalidade. 
e) o patrimônio do incapaz não pode servir ao pagamento da indenização, 
cabendo exclusivamente aos pais, tutores ou curadores, conforme o caso, 
responder pelos danos que ele causar. 
Comentários 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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A alternativa A está incorreta, pois o art. 944, parágrafo único (“Se houver 
excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e o dano, poderá o juiz 
reduzir, eqüitativamente, a indenização“) permite a redução da indenização em 
outros casos. 
A alternativa B está incorreta, já que o referido dispositivo adota a 
responsabilidade objetiva, mas não integral, excepcionalíssima no ordenamento 
privado. 
A alternativa C está correta, sendo esse caso excepcional de responsabilização 
civil. 
A alternativa D está incorreta, já que, obviamente, a ausência de nexo de 
causalidade afasta o dever de indenizar, como, por exemplo, no caso de culpa 
exclusiva da vítima que atiça o animal. 
A alternativa E está incorreta, na literalidade do art. 928: “O incapaz responde 
pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem 
obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes”. 
 
 
2015 – FCC – TRT 15ª REGIÃO – Juiz do Trabalho Substituto 
O motorista de um supermercado, dirigindo veículo da empresa e no horário 
de trabalho, envolveu-se em acidente, do qual resultou a morte de ocupante 
de outro veículo, mas foi absolvido na ação penal por insuficiência de prova. 
Sua culpa, entretanto, assim como os demais requisitos para a 
responsabilização civil, foram provados em ação indenizatória movida pelo 
cônjuge e filhos da vítima contra aquele motorista e seu empregador. Neste 
caso, 
a) o motorista e seu empregador serão solidariamente responsáveis pela 
indenização. 
b) somente o empregador será responsável pela indenização, porque o 
empregado foi absolvido no juízo criminal. 
c) somente o motorista será responsável pela indenização, se o seu 
empregador provar que diligenciou na escolha do preposto e o vigiou, mas 
ambos serão solidariamente responsáveis se essa prova não for realizada. 
d) o motorista e seu empregador serão conjuntamente responsáveis pela 
indenização, sendo subsidiária a responsabilidade do empregador. 
e) não haverá obrigação de indenizar, porque a sentença penal absolutória 
eliminou a responsabilidade civil. 
Comentários 
A alternativa A está correta, segundo o art. 942, parágrafo único (“São 
solidariamente responsáveis com os autores os coautores e as pessoas 
designadas no art. 932”) conjugado com o art. 932, inc. III (“São também 
responsáveis pela reparação civil o empregador ou comitente, por seus 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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empregados, serviçais e prepostos, no exercíciodo trabalho que lhes competir, 
ou em razão dele”. 
A alternativa B está incorreta, conforme o art. 942: “Os bens do responsável 
pela ofensa ou violação do direito de outrem ficam sujeitos à reparação do dano 
causado; e, se a ofensa tiver mais de um autor, todos responderão 
solidariamente pela reparação”. 
A alternativa C está incorreta, consoante o art. 933: “As pessoas indicadas nos 
incisos I a V do artigo antecedente, ainda que não haja culpa de sua parte, 
responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos”. 
A alternativa D está incorreta, de acordo com o parágrafo único do art. 942, 
supracitado. 
A alternativa E está incorreta, já que o art. 935 (“A responsabilidade civil é 
independente da criminal, não se podendo questionar mais sobre a existência do 
fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas questões se acharem 
decididas no juízo criminal”) prevê que as questões não podem ser discutidas, 
mas a exclusão da responsabilidade penal por ausência de prova não obsta sua 
prova no juízo cível. 
 
 
2015 – UEPA – PGE/PA – Procurador do Estado 
Sobre a responsabilidade civil, é correto afirmar que: 
a) na responsabilidade civil decorrente do abuso de direito o ofensor não 
pratica ato ilícito, mas apenas se excede no exercício de um direito 
respaldado em lei. 
b) de acordo com a jurisprudência predominante do STF, a responsabilidade 
civil das pessoas jurídicas de direito privado, prestadoras de serviços 
públicos, é objetiva apenas relativamente a terceiros usuários do serviço; 
não abrangendo os não-usuários, que devem provar a culpa das 
concessionárias e/ou permissionárias. 
c) de acordo com a jurisprudência predominante do STF, a indenização 
acidentária exclui a de direito comum devida pelo causador do dano 
resultante de acidente do trabalho, de modo a evitar o bis in idem. 
d) de acordo com a jurisprudência predominante do STJ, a anotação irregular 
em cadastro de proteção ao crédito dá ensejo a indenização por dano moral, 
mesmo quando preexistente legítima inscrição. 
e) não é possível ao STJ rever o valor da indenização por danos morais pelas 
instâncias ordinárias, por aplicação da Súmula nº 7 daquele Tribunal 
Superior, ressalvadas as hipóteses em que esse valor se mostrar ínfimo ou 
exagerado. 
Comentários 
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A alternativa A está incorreta, já que o art. 187 é claro ao dispor que o abuso 
de direito gera ato ilícito. 
A alternativa B está incorreta, como vimos anteriormente, já que se entende 
que a responsabilidade da Administração Pública é objetiva em relação a 
terceiros, sejam usuários e não-usuários. 
A alternativa C está incorreta, conforme ficará mais claro na jurisprudência 
correlata, adiante, pois se tratam de indenizações de fontes diferentes. 
A alternativa D está incorreta, conforme ficará mais claro na jurisprudência 
correlata, adiante, já que a anotação prévia, regular ou não, é que causa o dano, 
sendo que a posterior não acrescenta dano à vítima. 
A alternativa E está correta, conforme ficará mais claro na jurisprudência 
correlata, adiante, dado que o próprio STJ excepciona a aplicação da Súmula 7. 
 
 
2015 – COPS/UEL – PGE/PR – Procurador do Estado 
Com relação à responsabilidade civil no direito civil brasileiro 
contemporâneo, é CORRETO afirmar que: 
A) O abuso do direto pressupõe logicamente a existência do direito, embora 
o titular se exceda no exercício dos poderes que o integram. Assim, quem 
alega a ausência de direito não pode validamente alegar a existência de 
abuso de direito. E quem pretende indenização pelos danos decorrentes do 
exercício abusivo de direito deve comprovar a culpa neste exercício abusivo 
de um direito existente. 
B) Como a responsabilidade civil da Administração Pública é objetiva, não se 
lhe aplicam as excludentes de responsabilidade por ausência de nexo de 
causalidade entre a conduta e o dano ou por inexistência de dano. 
C) Em regra, o fundamento da responsabilidade civil extracontratual no 
direito brasileiro é uma atuação culposa. Excepcionalmente, poderá haver 
imputação pelo risco. 
D) Na responsabilidade civil contratual, a violação de deveres laterais 
impostos pelo princípio da boa-fé, tais como os deveres mútuos de proteção, 
lealdade, informação e assistência, não gera o dever de indenizar perdas e 
danos, mas tão somente a anulação do contrato. 
 E) Nos casos de deferimento judicial de indenização por danos morais 
decorrentes de ato ilícito, os juros de mora contam-se a partir da citação. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, porque o abuso de direito não pressupõe 
comprovação de culpa, basta demonstrar o excesso, abusivo, como vimos 
anteriormente. 
A alternativa B está incorreta, dado que, em que pese se tratar de 
responsabilidade civil objetiva, seja para a Administração Pública ou não, os 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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Aula 07 – Prof. Paulo H M Sousa 
 
excludentes de responsabilidade por exclusão do nexo de causalidade (no caso, 
a culpa exclusiva da vítima) também se aplicam à espécie. 
A alternativa C está correta, por aplicação da regra do art. 927 e de seu 
parágrafo único, vistos na aula passada. 
A alternativa D está incorreta, como vimos acima, já que a violação desses 
deveres é abusiva, na forma do art. 187 do CC/2002. 
A alternativa E está incorreta, como vimos na aula de Direito das Obrigações, 
por aplicação da Súmula 54 do STJ (“Os juros moratórios fluem a partir do evento 
danoso, em caso de responsabilidade extracontratual”). 
 
 
2015 – FUNDATEC – PGE/RS – Procurador do Estado 
Em relação à obrigação de indenizar, analise as seguintes assertivas: 
I. O incapaz pode responder, equitativamente, por prejuízos por ele 
causados. 
II. O pai pode ressarcir-se perante o filho, relativamente incapaz, pela 
indenização paga a terceiro por ato cometido pelo seu descendente. 
III. A obrigação de prestar reparação transmite-se com a herança. 
IV. A responsabilidade civil independe da criminal, podendo se questionar 
quanto à existência do fato mesmo quando esta questão se achar decidida 
no juízo criminal. 
Quais estão corretas? 
A) Apenas I e III. 
B) Apenas II e III. 
C) Apenas I, II e III. 
D) Apenas I, II e IV. 
E) Apenas I, III e IV. 
Comentários 
O item I está correto, como vimos em aula anterior, de acordo com o art. 928: 
“O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele 
responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios 
suficientes”. 
O item II está incorreto, na forma do art. 934: “Aquele que ressarcir o dano 
causado por outrem pode reaver o que houver pago daquele por quem pagou, 
salvo se o causador do dano for descendente seu, absoluta ou relativamente 
incapaz”. 
O item III está correto, segundo o art. 943: “O direito de exigir reparação e a 
obrigação de prestá-la transmitem-se com a herança”. 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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O item IV está incorreto, conforme o art. 935: “A responsabilidade civil é 
independente da criminal, não se podendo questionar mais sobre a existência do 
fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas questões se acharem 
decididas no juízo criminal”. 
A alternativa A está correta, portanto. 
 
 
2014 – UFPR – DPE/PR – Defensor Público Estadual 
A respeito da Responsabilidade Civil no Código Civil de 2002, é correto 
afirmar: 
a) Ainda que a responsabilidade por fato de terceiro seja objetiva em relação 
aos pais, incumbe ao ofendidoprovar a culpa do filho menor que estiver sob 
a autoridade ou em companhia daqueles e que seja o causador do dano, com 
o que estará configurado o dever de indenizar. 
b) Aquele que requerer em Juízo a busca e apreensão de determinado bem 
sem necessidade não pratica ato ilícito, uma vez que apenas está exercendo 
seu direito constitucional de ação. 
c) Os atos praticados em estado de necessidade são considerados lícitos, 
razão pela qual não obrigam o seu autor a indenizar o dono da coisa 
deteriorada ou destruída, mesmo que este não seja culpado pela situação 
de perigo que motivou a ação. 
d) O direito de exigir reparação e a obrigação de prestá-la transmitem-se 
com a herança, sendo ilimitada a responsabilidade do sucessor a título 
universal. 
e) Compreende-se no conceito de dano emergente aquilo que a vítima 
efetivamente perdeu e o que razoavelmente deixou de ganhar com a 
ocorrência do fato danoso. 
Comentários 
A alternativa A está correta, pela literalidade do art. 933: “As pessoas indicadas 
nos incisos I a V do artigo antecedente, ainda que não haja culpa de sua parte, 
responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos”. Ou seja, os 
responsável legais respondem objetivamente, mas não se fala o mesmo sobre os 
causadores dos danos. 
A alternativa B está incorreta, visualizando-se, in casu, típico caso de abuso de 
direito, nos termos do art. 187 
A alternativa C está incorreta, dado que o art. 188, incs. I e II limitam a licitude 
à legítima defesa, ao exercício regular de direito e à destruição de pessoa/coisa 
para evitar perigo iminente, mas não o estado de necessidade 
A alternativa D está incorreta, pelo princípio do direito hereditário brasileiro de 
que as dívidas não atingem os herdeiros quando ultrapassarem as forças da 
herança. 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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Aula 07 – Prof. Paulo H M Sousa 
 
 
 
2014 – FMP – PGE/AC – Procurador do Estado 
É caso de responsabilidade subjetiva: 
(A) a dos pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em 
sua companhia. 
(B) a do tutor pelo pupilo que estiverem sob sua autoridade e em sua 
companhia. 
(C) a dos que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime, 
até a concorrente quantia. 
(D) a do incapaz se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação 
de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, de acordo com art. 932, inc. I (“São também 
responsáveis pela reparação civil os pais, pelos filhos menores que estiverem sob 
sua autoridade e em sua companhia”) em conjunto com o art. 933 (“As pessoas 
indicadas nos incisos I a V do artigo antecedente, ainda que não haja culpa de 
sua parte, responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos”). 
A alternativa B está incorreta, conforme o art. 932, inc. II (“São também 
responsáveis pela reparação civil o tutor e o curador, pelos pupilos e curatelados, 
que se acharem nas mesmas condições”) em conjunto com o art. 933 (“As 
pessoas indicadas nos incisos I a V do artigo antecedente, ainda que não haja 
culpa de sua parte, responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali 
referidos”). 
A alternativa C está incorreta, na literalidade do art. 932, inc. V (“São também 
responsáveis pela reparação civil os que gratuitamente houverem participado nos 
produtos do crime, até a concorrente quantia”) em conjunto com o art. 933 (“As 
pessoas indicadas nos incisos I a V do artigo antecedente, ainda que não haja 
culpa de sua parte, responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali 
referidos”). 
A alternativa D está correta, conforme a regra geral do art. 927, não contrariada 
pelo art. 928 (“O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por 
ele responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios 
suficientes”). Veja-se que, inexistindo menção expressa sobre a responsabilidade 
ser objetiva, segue-se a regra de responsabilização objetiva. 
 
 
2014 – FUNRIO – IF/PI – Professor de Direito 
No tocante a responsabilidade civil é correto afirmar que 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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Aula 07 – Prof. Paulo H M Sousa 
 
a. haverá obrigação de reparar o dano, dependentemente de culpa, nos 
casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida 
pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de 
outrem. 
b. o incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele 
responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios 
suficientes. 
c. os responsáveis não são responsáveis civilmente pelos filhos menores que 
estiverem sob sua autoridade e companhia. 
d. o dono, ou detentor, do animal não ressarcirá o dano por este causado, 
se não provar culpa da vítima ou força maior. 
e. aquele que ressarcir o dano causado por outrem pode reaver o que houver 
pago daquele por quem pagou, mesmo se o causador do dano for 
descendente seu, absoluta ou relativamente incapaz. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, nos termos do art. 927, parágrafo único: “Haverá 
obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos 
especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor 
do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem”. 
A alternativa B está correta, segundo o art. 928: “O incapaz responde pelos 
prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação 
de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes”. 
A alternativa C está incorreta, conforme o art. 932, inc. I: “São também 
responsáveis pela reparação civil os pais, pelos filhos menores que estiverem sob 
sua autoridade e em sua companhia”. 
A alternativa D está incorreta, na forma do art. 936: “O dono, ou detentor, do 
animal ressarcirá o dano por este causado, se não provar culpa da vítima ou força 
maior”. 
A alternativa E está incorreta, de acordo com o art. 934: “Aquele que ressarcir 
o dano causado por outrem pode reaver o que houver pago daquele por quem 
pagou, salvo se o causador do dano for descendente seu, absoluta ou 
relativamente incapaz”. 
 
 
Aqui, as questões que não foram tratadas ao longo da aula, com 
comentários: 
 
 
1. 2016 – TRT 4ª REGIÃO – TRT 4ª REGIÃO (RS) – Juiz do Trabalho 
Substituto 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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Considere as assertivas abaixo sobre responsabilidade civil. 
I - É possível a responsabilização do incapaz pelos prejuízos que causar, se 
as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não 
dispuserem de meios suficientes. 
II - O direito de exigir reparação e a obrigação de prestá-la transmitem-se 
com a herança, podendo a reparação ser cobrada integralmente do herdeiro. 
III - A indenização é prestada, preferencialmente, em moeda corrente. 
Quais são corretas? 
 a) Apenas I 
 b) Apenas II 
 c) Apenas III 
 d) Apenas II e III 
 e) I, II e III 
Comentários 
O item I está correto, na literalidade do art. 928: “O incapaz responde pelos 
prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação 
de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes”. 
O item II está incorreto. A primeira parte está correta, pela previsão do art. 943: 
“O direito de exigir reparação e a obrigação de prestá-la transmitem-se com a 
herança”. No entanto, a reparação pode ser cobrada dos herdeiros apenas nos 
limites das forças da herança, e não integralmente (ainda que a redação do item 
seja dúbia). 
O item III está incorreto,como se extrai do art. 947: “Se o devedor não puder 
cumprir a prestação na espécie ajustada, substituir-se-á pelo seu valor, em 
moeda corrente”, que estabelece que a reparação é a que restitui a pessoa ao 
status quo ante. 
A alternativa A é a correta, portanto. 
 
 
2. 2016 – TRF – TRF/3ª Região – Juiz Federal Substituto 
Marque a alternativa correta, observando a jurisprudência dominante do 
Superior Tribunal de Justiça: 
a) A simples propositura da ação de revisão de contrato inibe a 
caracterização da mora do autor. 
b) Nas indenizações por ato ilícito, os juros compostos não são devidos por 
aquele que praticou o crime. 
c) A evicção consiste na perda parcial ou integral da posse ou da propriedade 
do bem, via de regra, em virtude de decisão judicial que atribui o uso, a 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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posse ou a propriedade a outrem, em decorrência de motivo jurídico anterior 
ao contrato de aquisição. 
d) Os conceitos de onerosidade excessiva e de imprevisão são sinônimos, 
tendo o legislador civil deles feito uso de modo indistinto. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, de acordo com a Súmula 380 do STJ: “A simples 
propositura da ação de revisão de contrato não inibe a caracterização da mora 
do autor”. 
A alternativa B está incorreta, conforme a Súmula 186 do STJ: “Nas 
indenizações por ato ilícito, os juros compostos somente são devidos por aquele 
que praticou o crime”. 
A alternativa C está correta, já que a alternativa retrata, quase literalmente, o 
entendimento doutrinário uníssono a respeito do instituto da evicção. 
A alternativa D está incorreta, como se extrai do art. 478 (“Nos contratos de 
execução continuada ou diferida, se a prestação de uma das partes se tornar 
excessivamente onerosa, com extrema vantagem para a outra, em virtude de 
acontecimentos extraordinários e imprevisíveis, poderá o devedor pedir a 
resolução do contrato. Os efeitos da sentença que a decretar retroagirão à data 
da citação”) e do art. 317 (“Quando, por motivos imprevisíveis, sobrevier 
desproporção manifesta entre o valor da prestação devida e o do momento de 
sua execução, poderá o juiz corrigi-lo, a pedido da parte, de modo que assegure, 
quanto possível, o valor real da prestação”). 
 
 
3. 2016 – VUNESP – TJM/SP – Juiz Estadual Substituto 
Considere o caso hipotético. Antonio e Maria contrataram a prestação de 
serviço de um laboratório particular para coletar células-tronco embrionárias 
do cordão umbilical de seu filho que iria nascer, pagando previamente pelo 
serviço de coleta. Por ocasião do parto, o laboratório foi avisado pelo casal, 
mas nenhum representante compareceu, deixando de coletar o material 
genético que poderia ser usado, no futuro, em eventual tratamento da saúde 
do nascituro. Proposta ação indenizatória pelos pais e a criança, assinale a 
alternativa que melhor soluciona a questão. 
a) Os pais têm direito à indenização por danos materiais e os três a danos 
morais, não se falando na perda de uma chance, ou dano hipotético, que só 
ocorreria se a criança fosse vir a necessitar do material coletado no futuro. 
b) Os pais têm direito à indenização por danos morais e materiais e a criança 
a ser reparada pela perda de uma chance de obter um proveito determinado 
ou de evitar uma perda, por ser a beneficiária do contrato celebrado. 
c) Apenas os pais são legitimados a receber indenização por danos morais, 
materiais e pela perda de uma chance, uma vez que a criança não participou 
do contrato, tratando-se de mero dano hipotético. 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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d) Os três são legitimados a receber indenização por danos materiais, morais 
e pela perda de uma chance, em razão da potencialização do dano. 
e) Os pais têm direito apenas a serem reparados por danos materiais e a 
criança pelos danos morais ou pela perda de uma chance, que se confundem, 
evidenciada por um dano certo, por evitar determinado prejuízo. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, eis que esse é típico caso de aplicação da teoria 
da perda de uma chance. 
A alternativa B está correta, conforme a jurisprudência do STJ: “RECURSO 
ESPECIAL. RESPONSABILIDADE CIVIL. PERDA DE UMA CHANCE. 
DESCUMPRIMENTO DE CONTRATO DE COLETA DE CÉLULAS-TRONCO 
EMBRIONÁRIAS DO CORDÃO UMBILICAL DO RECÉM NASCIDO. NÃO 
COMPARECIMENTO AO HOSPITAL. LEGITIMIDADE DA CRIANÇA PREJUDICADA. 
DANO EXTRAPATRIMONIAL CARACTERIZADO. 1. Demanda indenizatória movida 
contra empresa especializada em coleta e armazenagem de células tronco 
embrionárias, em face da falha na prestação de serviço caracterizada pela 
ausência de prepostos no momento do parto. 2. Legitimidade do recém nascido, 
pois "as crianças, mesmo da mais tenra idade, fazem jus à proteção irrestrita dos 
direitos da personalidade, entre os quais se inclui o direito à integralidade mental, 
assegurada a indenização pelo dano moral decorrente de sua violação" (REsp. 
1.037.759/RJ, Rel. Min. Nancy Andrighi, TERCEIRA TURMA, julgado em 
23/02/2010, DJe 05/03/2010). 3. A teoria da perda de uma chance aplica-se 
quando o evento danoso acarreta para alguém a frustração da chance de obter 
um proveito determinado ou de evitar uma perda. 4. Não se exige a comprovação 
da existência do dano final, bastando prova da certeza da chance perdida, pois 
esta é o objeto de reparação. 5. Caracterização de dano extrapatrimonial para 
criança que tem frustrada a chance de ter suas células embrionárias colhidas e 
armazenadas para, se for preciso, no futuro, fazer uso em tratamento de saúde. 
6. Arbitramento de indenização pelo dano extrapatrimonial sofrido pela criança 
prejudicda (REsp 1291247/RJ, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, 
TERCEIRA TURMA, julgado em 19/08/2014, DJe 01/10/2014)”. 
A alternativa C está incorreta, já que é a criança a sofrer o dano da conduta 
irresponsável, e não os pais. 
A alternativa D está incorreta, porque os pais não são partes legítimas para 
pleitear indenização em vista de os danos se relacionarem com a criança. 
A alternativa E está incorreta, pelas mesmas razões expostas nas alternativas 
anteriores. 
 
 
4. 2016 – TRT 2ª REGIÃO – TRT 2ª REGIÃO (SP) – Juiz do Trabalho 
Substituto 
Quanto à responsabilidade civil assinale a alternativa INCORRETA: 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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a) Sendo da própria atividade o risco de dano, o autor ficará responsável 
pela indenização civil independentemente da aferição de culpa. 
b) Decidido acerca da existência do fato e seu autor no juízo criminal, é 
vedado discutir-se tais questões no juízo competente para resolver sobre a 
responsabilidade civil. 
c) Sendo o dano desproporcional à gravidade da culpa do autor, o Juiz poderá 
reduzir o valor da indenização, mas se o autor for menor, poderá deixar de 
fixá-la se privá-lo ou a seus dependentes do necessário. 
d) O incapaz não responde pelos prejuízos que causar ainda que as pessoas 
por ele responsáveis não disponham de meios suficientes para cumprir a 
obrigação. 
e) O Juiz poderá fixar indenização a ser paga de uma só vez se do dano 
sofrido vier resultar defeito que inabilite a vítima ao exercício de sua 
profissão. 
Comentários 
A alternativa A está correta, conforme a segunda parte do art. 927, parágrafo 
único: “Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos 
casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo 
autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitosde outrem”. 
A alternativa B está correta, na literalidade do art. 935: “A responsabilidade 
civil é independente da criminal, não se podendo questionar mais sobre a 
existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas questões se 
acharem decididas no juízo criminal”. 
A alternativa C está correta, na conjugação do art. 944, parágrafo único (“Se 
houver excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e o dano, poderá o 
juiz reduzir, eqüitativamente, a indenização“) com o art. 928, parágrafo único 
(“A indenização prevista neste artigo, que deverá ser eqüitativa, não terá lugar 
se privar do necessário o incapaz ou as pessoas que dele dependem”). 
A alternativa D está incorreta, segundo o art. 928: “O incapaz responde pelos 
prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação 
de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes”. 
A alternativa E está correta, na dicção do parágrafo único (“O prejudicado, se 
preferir, poderá exigir que a indenização seja arbitrada e paga de uma só vez”) 
do art. 950 (“Se da ofensa resultar defeito pelo qual o ofendido não possa exercer 
o seu ofício ou profissão, ou se lhe diminua a capacidade de trabalho, a 
indenização, além das despesas do tratamento e lucros cessantes até ao fim da 
convalescença, incluirá pensão correspondente à importância do trabalho para 
que se inabilitou, ou da depreciação que ele sofreu”). 
 
 
5. 2016 – CESPE – PGE/AM – Procurador do Estado 
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Aula 07 – Prof. Paulo H M Sousa 
 
A teoria da responsabilidade civil objetiva aplica-se a atos ilícitos praticados 
por agentes de autarquias estaduais. 
Comentários 
O item está correto, pois, de fato, a responsabilidade do Estado pelos ilícitos 
causados por agentes de autarquias, federais ou estaduais, é objetiva. Nesse 
sentido, a lição do art. 37, §6º da CF/1988: “As pessoas jurídicas de direito 
público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos 
danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o 
direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa”. Em julgado 
ainda pré-Constituição de 1988, no AI 113722 AgR/SP, o Min. Sydney Sanches 
já o decidia. 
 
 
6. 2016 – CESPE – PGE/AM – Procurador do Estado 
Constitui ato lícito a ação de destruir o vidro lateral de veículo alheio, de alto 
valor comercial, a fim de removê-lo das proximidades de local onde se 
alastrem chamas de incêndio. 
Comentários 
O item está correto, na forma do art. 188, inc. II do CC/2002: “Não constituem 
atos ilícitos, a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a 
fim de remover perigo iminente”. Atente para a regra do parágrafo único: “No 
caso do inciso II, o ato será legítimo somente quando as circunstâncias o 
tornarem absolutamente necessário, não excedendo os limites do indispensável 
para a remoção do perigo”. 
 
 
7. 2016 – FCC – DPE/BA – Defensor Público Estadual 
De acordo com a jurisprudência dominante no Superior Tribunal de Justiça, 
(A) o Estado tem responsabilidade civil nos casos de morte de custodiado 
em unidade prisional, desde que se prove a culpa in vigilando. 
(B) a operadora de saúde não é responsável por eventuais falhas na 
prestação de serviços pelo profissional credenciado. 
(C) a inclusão indevida do nome de consumidor em cadastro de proteção ao 
crédito gera dano moral indenizável, desde que se comprove efetivo prejuízo 
extrapatrimonial. 
(D) as instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos 
gerados por fortuito interno relativo a fraudes e delitos praticados por 
terceiros no âmbito de operações bancárias. 
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DIREITO CIVIL – PC/MA 
Teoria e Questões 
Aula 07 – Prof. Paulo H M Sousa 
 
(E) a falta de pagamento do prêmio do seguro obrigatório de Danos Pessoais 
Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT) justifica a 
recusa do pagamento da indenização. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, em decorrência da aplicação do AgRg no AREsp 
346.952/PE (Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA, julgado em 
15/10/2013, DJe 23/10/2013): “ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL 
DO ESTADO. MORTE DE PRESO. ESTABELECIMENTO PRISIONAL. 
RESPONSABILIDADE OBJETIVA. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. REVISÃO. 
SÚMULA 7/STJ. AGRAVO NÃO PROVIDO”. 
A alternativa B está incorreta, na forma do AgRg no AREsp 194.955/RJ (Rel. 
Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, julgado em 26/02/2013, DJe 
20/03/2013): AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. 
OPERADORA DE PLANO DE SAÚDE. ERRO MÉDICO. 1. A operadora de plano da 
saúde responde por falhas nos serviços prestados por profissional médico 
credenciado. Precedentes desta Corte”. 
A alternativa C está incorreta, conforme o REsp 1105974/BA (Rel. Ministro 
SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, julgado em 23/04/2009, DJe 13/05/2009): 
“RESPONSABILIDADE CIVIL. INCLUSÃO INDEVIDA DO NOME DA CLIENTE NOS 
ÓRGÃOS DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. DANO MORAL PRESUMIDO. VALOR DA 
REPARAÇÃO. CRITÉRIOS PARA FIXAÇÃO. CONTROLE PELO STJ. POSSIBILIDADE. 
REDUÇÃO DO QUANTUM”. 
A alternativa D está correta, consoante estabelece a Súmula 479/STJ: "As 
instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos gerados por 
fortuito interno relativo a fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito de 
operações bancárias". 
A alternativa E está incorreta, de acordo com a Súmula 257/STJ: “A falta de 
pagamento do prêmio do seguro obrigatório de Danos Pessoais Causados por 
Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT) não é motivo para a recusa do 
pagamento da indenização”. 
 
 
8. 2015 – CESPE – TRF/5ª Região – Juiz Federal Substituto 
Juliana faleceu aos oito anos de idade, após ter sido atropelada por um 
veículo oficial do Ministério da Fazenda. Os pais da criança, pessoas humildes 
e de baixa renda, ajuizaram ação contra a União, requerendo indenização 
por danos materiais consistentes no pagamento de pensão mensal. 
Com relação a essa situação hipotética, assinale a opção correta. 
a) A pensão mensal será devida aos pais da vítima a partir do dia em que 
esta completaria quatorze anos de idade. 
b) A pensão mensal no valor de dois terços do salário mínimo será devida 
aos pais da vítima desde a data do falecimento desta. 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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c) A pensão mensal arbitrada somente deixará de ser paga quando ocorrer 
o óbito dos pais da vítima. 
d) Gratificação natalina e décimo terceiro salário não farão parte da pensão 
fixada a título de indenização. 
e) A pensão mensal no valor de um terço do salário mínimo será devida aos 
pais da vítima desde a data do evento danoso. 
Comentários 
A alternativa A está correta, conforme o STJ: “Tratando-se de família de baixa 
renda, presume-se que o filho contribuiria para o sustento de seus pais, quando 
tivesse idade para passar a exercer trabalho remunerado, dano este passível de 
indenização. Pensão mensal de 2/3 (dois terços) do salário mínimo, inclusive 
gratificação natalina, contada a partir do dia em que a vítima completasse 14 
anos até a data em que viria a completar 25 anos, reduzida, a partir de então, 
para 1/3 (um terço) do salário mínimo, até o óbito dos beneficiários da pensão 
ou a data em que a vítima completaria 65 anos de idade, o que ocorrer primeiro 
(AgRg no Ag 1217064/RJ, Rel. Min. Maria Isabel Gallotti, Quarta Turma, julgado 
em 23/04/2013, DJe 08/05/2013)”. 
A alternativa B está incorreta, contando-se o pensionamento de 2/3 a partir 
apenas da data na quala pessoa completaria 14 anos, conforme visto acima. 
A alternativa C está incorreta, já que é irrelevante a morte dos pais da vítima, 
mas sim a morte de seus beneficiários (ainda que em geral sejam os pais os 
beneficiários, mas nem sempre), igualmente de acordo com o julgado acima. 
A alternativa D está incorreta, pois, novamente com base no julgado 
mencionado, a gratificação natalina é devida (sendo que “décimo terceiro” é o 
termo popular para o técnico-trabalhista gratificação natalina). 
A alternativa E está incorreta, ulteriormente, com base no julgado supracitado, 
já que o terço é contado apenas a partir dos 25 anos. 
 
 
9. 2015 – FCC – TJ/PI – Juiz Estadual Substituto 
O incapaz 
a) responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis 
não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes. 
b) não responde com seus bens pelos prejuízos que causar, em nenhuma 
hipótese, se a incapacidade for absoluta. 
c) não responde com seus bens pelos prejuízos que causar, devendo 
suportá-los somente seus responsáveis. 
d) apenas responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele 
responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo. 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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e) apenas responde com seus bens pelos prejuízos que causar, se a 
incapacidade cessar, ficando até esse momento suspenso o prazo 
prescricional. 
Comentários 
A alternativa A está correta, na literalidade do art. 928: “O incapaz responde 
pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem 
obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes”. 
As alternativas B, C, D e E estão incorretas, consequentemente. 
 
 
10. 2015 – TRT 21ª REGIÃO – TRT 21ª REGIÃO (RN) – Juiz do 
Trabalho Substituto 
Consoante a dinâmica da responsabilidade civil, é correto afirmar, à luz da 
legislação pátria e da jurisprudência dominante nos Tribunais Superiores: 
a) Ofensas indenizáveis, se possuírem mais de um autor, somente implicam 
responsabilização solidária nos casos de obrigação indivisível, pois do 
contrário, cada autor responde de forma proporcional à extensão de sua 
culpa. 
b) Não se configura ilícito praticado em face de direito personalíssimo do 
empregado, a mera utilização de sua imagem para fins comerciais, sem 
autorização, durante a jornada de trabalho, não se podendo falar em 
reparação de dano moral por tal motivo. 
c) A incapacidade é elemento excludente da responsabilidade civil própria, o 
que não limita a possibilidade de reparação perante os responsáveis legais 
pelo incapaz. 
d) Na hipótese de responsabilidade extracontratual, os juros de mora são 
devidos desde a data do evento danoso e não da citação. 
e) O construtor tem responsabilidade exclusivamente perante o dono da 
obra, devendo este último responder perante terceiros que, eventualmente, 
venham a sofrer danos decorrentes da execução da mesma. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, segundo o art. 942, parágrafo único: “São 
solidariamente responsáveis com os autores os coautores e as pessoas 
designadas no art. 932”. 
A alternativa B está incorreta, de acordo com a Súmula 403 do STJ: “Independe 
de prova do prejuízo a indenização pela publicação não autorizada da imagem de 
pessoa com fins econômicos ou comerciais”. 
A alternativa C está incorreta, na literalidade do art. 928: “O incapaz responde 
pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem 
obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes”. 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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A alternativa D está correta, conforme o art. 398: “Nas obrigações provenientes 
de ato ilícito, considera-se o devedor em mora, desde que o praticou”. 
A alternativa E está incorreta, dada a jurisprudência antiga do STJ a respeito: 
“Responsabilidade civil. Desabamento de muro. Responsabilidade do dono do 
imóvel e do empreiteiro. Prova do dano moral. Precedentes da Corte. Do mesmo 
modo, precedente da Corte já assentou que o "proprietário da obra responde, 
solidariamente com o empreiteiro, pelos danos que a demolição de prédio causa 
no imóvel vizinho" (REsp 180.355/SP, Rel. Ministro CARLOS ALBERTO MENEZES 
DIREITO, TERCEIRA TURMA, julgado em 14/10/1999, DJ 06/12/1999, p. 84)”. 
 
 
11. 2015 – FCC – TRT 23ª REGIÃO (MT) – Juiz do Trabalho 
Substituto 
Carlos foi vítima de golpe por meio do qual fraudadores utilizaram-se de 
documentos falsos a fim de realizar operações bancárias em seu nome. 
Procurada por Carlos, a instituição financeira afirmou não ter tido culpa pelo 
incidente, negando-se a restituir o prejuízo. A negativa é 
a) ilícita, configurando abuso do direito, decorrente da inobservância do 
princípio da boa-fé subjetiva, que impõe às partes, dentre outros, o dever 
anexo de segurança, independentemente da existência do elemento culpa. 
b) lícita, pois, para caracterização do abuso do direito, é necessária a 
existência do elemento culpa. 
c) lícita, por ausência de nexo de causalidade entre a atividade da instituição 
financeira e o prejuízo experimentado por Carlos. 
d) lícita, pois somente comete ato ilícito aquele que, por ação ou omissão 
voluntária decorrente de negligência ou imprudência, viola direito e causa 
dano a outrem. 
e) ilícita, configurando abuso do direito, decorrente da inobservância do 
princípio da boa-fé objetiva, que impõe às partes, dentre outros, o dever 
anexo de segurança, independentemente da existência do elemento culpa. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, eis que há inobservância da boa-fé objetiva, não 
subjetiva, inaplicável à seara negocial. 
A alternativa B está incorreta, segundo o Enunciado 37 do CJF: 
“responsabilidade civil decorrente do abuso do direito independe de culpa, e 
fundamenta-se somente no critério objetivo-finalístico”. 
A alternativa C está incorreta, evidentemente, já que se trata de situação de 
fortuito interno. 
A alternativa D está incorreta, conforme o art. 187: “Também comete ato ilícito 
o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os limites 
impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes”. 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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A alternativa E está correta, de acordo com a Súmula 479 do STJ: “As 
instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos gerados por 
fortuito interno relativo a fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito de 
operações bancárias”. 
 
 
12. 2015 – FCC – TRT 15ª Região – Juiz do Trabalho Substituto 
O motorista de um supermercado, dirigindo veículo da empresa e no horário 
de trabalho, envolveu-se em acidente, do qual resultou a morte de ocupante 
de outro veículo, mas foi absolvido na ação penal por insuficiência de prova. 
Sua culpa, entretanto, assim como os demais requisitos para a 
responsabilização civil, foram provados em ação indenizatória movida pelo 
cônjuge e filhos da vítima contra aquele motorista e seu empregador. Neste 
caso, 
a) o motorista e seu empregador serão solidariamente responsáveis pela 
indenização. 
b) somente o empregador será responsável pela indenização, porque o 
empregado foi absolvido no juízo criminal. 
c) somente o motorista será responsável pela indenização, se o seu 
empregador provar que diligenciou na escolha do preposto e o vigiou, mas 
ambos serão solidariamente responsáveis se essa prova não for realizada. 
d) o motorista e seu empregador serão conjuntamente responsáveis pelaindenização, sendo subsidiária a responsabilidade do empregador. 
e) não haverá obrigação de indenizar, porque a sentença penal absolutória 
eliminou a responsabilidade civil. 
Comentários 
A alternativa A está correta, dada a literalidade do art. 942, parágrafo único: 
“São solidariamente responsáveis com os autores os co-autores e as pessoas 
designadas no art. 932”. 
A alternativa B está incorreta, como se extrai do Informativo 517 do STJ: 
“Sentença penal absolutória, por insuficiência de provas, não gera repercussão 
no juízo cível”. 
A alternativa C está incorreta, como se vê pelo art. 932, inc. III: “São também 
responsáveis pela reparação civil o empregador ou comitente, por seus 
empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, 
ou em razão dele”. 
A alternativa D está incorreta, já que a responsabilidade é solidária, a teor do 
art. 942, supramencionado. 
A alternativa E está incorreta, novamente, pelas mesmas razões apontadas na 
assertiva B. 
 
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13. 2015 – FCC – TRT 23ª Região – Juiz do Trabalho Substituto 
Caminhão da Transportadora Ribeirão, conduzido por seu empregado Lúcio, 
abalroou veículo pertencente a Paulo, que ajuizou ação pugnando pela 
condenação da empresa. Esta será responsabilizada de maneira 
a) subjetiva, se provado que Lúcio agiu com culpa. 
b) objetiva, independentemente de prova de que Lúcio agiu com culpa. 
c) subjetiva, por culpa presumida, se provado que Lúcio agiu com culpa. 
d) objetiva, se provado que Lúcio agiu com culpa. 
e) subjetiva, por culpa presumida, independentemente de prova de que 
Lúcio agiu com culpa. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, porque a responsabilidade civil subjetiva se aplica 
apenas ao agente, sendo objetiva a responsabilidade civil do responsável. 
A alternativa B está incorreta, pelas mesmas razões da alternativa anterior, 
dado que necessário provar a culpa do agente. 
A alternativa C está incorreta, não havendo que se falar em culpa presumida. 
A alternativa D está correta, na literalidade do art. 932, inc. III: “São também 
responsáveis pela reparação civil o empregador ou comitente, por seus 
empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, 
ou em razão dele”. 
A alternativa E está incorreta, pelas mesmas razões da assertiva C, 
supramencionada. 
 
 
14. 2015 – TRT 8ª Região – TRT 8ª Região – Juiz do Trabalho 
Substituto 
Sobre a responsabilidade civil no Código Civil Brasileiro, é CORRETO afirmar 
que: 
a) O incapaz não responde pelos prejuízos que causar tendo em vista a 
responsabilidade dos pais ou responsáveis. 
b) Haverá obrigação de reparar o dano, através da averiguação de culpa, 
nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente 
desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os 
direitos de outrem. 
c) Se da ofensa resultar defeito pelo qual o ofendido não possa exercer o 
seu ofício ou profissão, ou se lhe diminua a capacidade de trabalho, a 
indenização, além das despesas do tratamento e lucros cessantes até ao fim 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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da convalescença, incluirá pensão correspondente à importância do trabalho 
para que se inabilitou, ou da depreciação que ele sofreu. 
d) O prejudicado não poderá exigir que a indenização seja arbitrada e paga 
de uma só vez, salvo se demonstrado o estado de solvência do devedor. 
e) Em caso de usurpação ou esbulho do alheio, quando não mais exista a 
própria coisa, a indenização será estimada pelo seu preço ordinário, não 
sendo considerado o preço de afeição. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, conforme o art. 928: “O incapaz responde pelos 
prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação 
de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes”. 
A alternativa B está incorreta, de acordo com o art. 927, parágrafo único: 
”Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos 
especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor 
do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem”. 
A alternativa C está correta, na literalidade do art. 950: “Se da ofensa resultar 
defeito pelo qual o ofendido não possa exercer o seu ofício ou profissão, ou se 
lhe diminua a capacidade de trabalho, a indenização, além das despesas do 
tratamento e lucros cessantes até ao fim da convalescença, incluirá pensão 
correspondente à importância do trabalho para que se inabilitou, ou da 
depreciação que ele sofreu”. 
A alternativa D está incorreta, na dicção do art. 950, parágrafo único: “O 
prejudicado, se preferir, poderá exigir que a indenização seja arbitrada e paga de 
uma só vez”. 
A alternativa E está incorreta, dada a disposição do art. 952: “Havendo 
usurpação ou esbulho do alheio, além da restituição da coisa, a indenização 
consistirá em pagar o valor das suas deteriorações e o devido a título de lucros 
cessantes; faltando a coisa, dever-se-á reembolsar o seu equivalente ao 
prejudicado”. 
 
 
15. 2015 – FCC – TJ/SC – Juiz Estadual Substituto 
A v́tima de um acidente automobiĺstico ajuizou, um ano aṕs o fato, ac ֚̃o 
indenizat́ria contra o condutor, a quem o propriet́rio confiara o véculo, 
ocorrendo imediatamente a citac֚̃o. Achando-se ainda o processo em curso, 
mas j́ passados quatro anos do acidente, a v́tima prop̂s ac֚̃o indenizat́ria 
contra o propriet́rio do automotor, que, na contestac֚̃o, alegou 
inviabilidade do pedido, em raz̃o da pretensão j́ deduzida contra o 
condutor, e prescric֚̃o. Nesse caso, 
(A) o juiz deveŕ extinguir o processo, porque a propositura da ac֚̃o contra 
um dos devedores importa reńncia do direito em relac֚̃o ao outro. 
(B) ambas as alegac֚̃es do ŕu encontram respaldo na lei. 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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(C) nenhuma das alegac֚̃es do ŕu deve ser acolhida. 
(D) apenas a alegac֚̃o de inviabilidade do pedido, em raz̃o da pretens̃o j́ 
deduzida contra o condutor, ́ acolh́vel. 
(E) apenas a arguic֚̃o de prescric֚̃o ́ acolh́vel. 
Comentários 
A responsabilização do proprietário do veículo pelos danos causados pelo 
motorista já é antiga no STJ: RESPONSABILIDADE CIVIL - ACIDENTE DE 
AUTOMOVEL. RESPONSABILIDADE DO PROPRIETARIO QUE CEDE O USO DO 
VEICULO A TERCEIRO. DANO MATERIAL E MORAL - CUMULAÇÃO - 
POSSIBILIDADE. (REsp 6.852/RS, Rel. Ministro EDUARDO RIBEIRO, TERCEIRA 
TURMA, julgado em 29/04/1991, DJ 03/06/1991, p. 7425). 
Igualmente, o reconhecimento de que a responsabilidade é solidária também já 
é antiga: RESPONSABILIDADE CIVIL. ACIDENTE DE VEICULO. DONO DO 
AUTOMOVEL. - O DONO DO AUTOMOVEL QUE O EMPRESTA AO FILHO, SENDO 
ESTE O CAUSADOR CULPOSO DO ACIDENTE, RESPONDE SOLIDARIAMENTE 
PELOS DANOS. PRESUNÇÃO DE CULPA NÃO AFASTADA PELA PROVA DOS AUTOS 
(REsp 116.828/RJ, Rel. Ministro RUY ROSADO DE AGUIAR, QUARTA TURMA, 
julgado em 27/05/1997, DJ 24/11/1997, p. 61225). 
Por fim, vale lembrar que o prazo, no caso, é de 3 anos, por aplicação do art. 
205, §3º, inc. V: “Prescreve em três anos a pretensão de reparação civil”. 
A alternativa A está incorreta, por aplicação do art. 275, parágrafo único: “Não 
importará renúncia da solidariedade a propositura de ação pelo credor contra um 
ou alguns dos devedores”. 
A alternativa B está incorreta, pelas mesmas razões mencionadas na alternativa 
anterior. 
A alternativa C está correta, por aplicação da jurisprudência do STJ,que 
estabelece a solidariedade entre o motorista e o proprietário do veículo. Ademais, 
no caso, houve interrupção da prescrição por conta da propositura da demanda 
em face do motorista (art. 202, inc. I: “A interrupção da prescrição, que somente 
poderá ocorrer uma vez, dar-se-á por despacho do juiz, mesmo incompetente, 
que ordenar a citação, se o interessado a promover no prazo e na forma da lei 
processual”), sendo que recomeçou a correr logo em seguida, um ano após o 
acidente (art. 202, parágrafo único: “A prescrição interrompida recomeça a correr 
da data do ato que a interrompeu, ou do último ato do processo para a 
interromper”). Nesse caso, interrompida a prescrição, recomeçaria a correr com 
o trânsito em julgado da demanda, já que a lide continua em curso, pelo que, 
contando-se o prazo trienal do art. 205, §3º, inc. V, teria a vítima três anos, 
contados do último ato do processo, para propor demanda contra o proprietário, 
o que ocorreu. 
A alternativa D está incorreta, por aplicação do citado art. 275, parágrafo único. 
A alternativa E está incorreta, igualmente, por aplicação do já citado art. 202, 
parágrafo único. 
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16. 2015 – CEFET – MPE/BA – Promotor de Justiça Substituto 
Assinale a alternativa INCORRETA sobre a responsabilidade civil, segundo o 
Código Civil Brasileiro: 
a) Aquele que, por ato ilícito, causar dano a outrem fica obrigado a repará-
lo. 
b) O incapaz pode ser responsabilizado pelos prejuízos que causar se as 
pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não 
dispuserem de meios suficientes. 
c) A responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo 
questionar mais sobre a existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor, 
quando estas questões se acharem decididas no juízo criminal. 
d) O direito de exigir a reparação se transmite com a herança, mas não a 
obrigação de prestá-la. 
e) Aquele que ressarcir o dano causado por outrem pode reaver o que houver 
pago daquele por quem pagou, salvo se o causador do dano for descendente 
seu, absoluta ou relativamente incapaz. 
Comentários 
A alternativa A está correta, na literalidade do art. 927: “Aquele que, por ato 
ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo”. 
A alternativa B está correta, consoante o art. 928: “O incapaz responde pelos 
prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação 
de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes”. 
A alternativa C está correta, dada a regra do art. 935: “A responsabilidade civil 
é independente da criminal, não se podendo questionar mais sobre a existência 
do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas questões se acharem 
decididas no juízo criminal”. 
A alternativa D está incorreta, pela previsão inversa do art. 943: “O direito de 
exigir reparação e a obrigação de prestá-la transmitem-se com a herança”. 
A alternativa E está correta, como prevê o art. 934: “Aquele que ressarcir o 
dano causado por outrem pode reaver o que houver pago daquele por quem 
pagou, salvo se o causador do dano for descendente seu, absoluta ou 
relativamente incapaz”. 
 
 
17. 2015 – CESPE – AGU – Advogado da União 
Dada a existência de íntima ligação entre o abuso de direito e a boa-fé 
objetiva, a lei estabelece a decretação da nulidade como sanção ao autor do 
ato abusivo. 
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Comentários 
O item está incorreto, eis que as consequências do abuso de direito são 
variadas, a depender da situação, indo desde a nulidade até a manutenção do 
ato, com reparação a posteriori. 
 
 
18. 2015 – CESPE – DPU – Defensor Público Federal 
Extinta a relação jurídica por culpa de uma das partes, a outra parte podeŕば 
pleitear indenização em face do que lucraria em investimento financeiro de 
risco com a manutenção da relação jurídica desfeita. 
Comentários 
O item está incorreto, já que a indenização é medida pelo dano direto e 
imediato, pelo que danos hipotéticos, que abrangem investimentos de risco, não 
são englobados pela indenização. Vale mencionar que nem mesmo a aplicação 
da Teoria da Perda de uma Chance teria o condão de alterar esse entendimento, 
já que ela pressupõe alta probabilidade do dano indenizado, o que não ocorre, 
evidentemente, em investimentos de risco. 
 
 
19. 2015 – FUNDATEC – PGE/RS – Procurador do Estado 
Assinale a alternativa correta. 
A) O dano exclusivamente moral, provocado por omissão voluntária, não 
permite a caracterização de um ilícito civil. 
B) Aos atos jurídicos lícitos, que não sejam negócios jurídicos, aplicam-se as 
disposições pertinentes aos defeitos do negócio jurídico. 
C) Para a caracterização do ato ilícito por abuso de direito previsto no Código 
Civil é necessária a aferição de culpa do autor do fato. 
D) Só é considerado ilícito o ato que, exercido em excesso manifesto aos 
limites impostos pelos bons costumes, necessariamente causar dano a 
alguém. 
E) Constitui ilicitude civil a conduta de destruir coisa alheia para remover 
perigo iminente. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, nos termos do art. 186: “Aquele que, por ação 
ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano 
a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito”. 
A alternativa B está correta, pelas razões vistas em aula anterior, porque sua 
aplicação é incompatível. 
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A alternativa C está incorreta, pela ausência do requisito de culpabilidade no 
art. 187, abaixo transcrito. 
A alternativa D está incorreta, pela redação literal do art. 187: “Também comete 
ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os 
limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons 
costumes”. 
A alternativa E está incorreta, segundo o art. 188, inc. II: “Não constituem atos 
ilícitos, a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim 
de remover perigo iminente”. 
 
 
20. 2015 – FCC – DPE/MA – Defensor Público Estadual 
A respeito da responsabilidade civil, é correto afirmar: 
(A) A cláusula penal compensatória tem a finalidade de compensar os 
prejuízos causados pelo atraso no cumprimento da obrigação avençada, ao 
passo que a cláusula penal moratória serve como forma de pré-fixar o valor 
mínimo da indenização no caso de descumprimento da obrigação. 
(B) No contrato de transporte oneroso de pessoas, o transportador responde 
pelos danos causados às pessoas transportadas, mas não responde por 
eventuais danos causados às bagagens transportadas caso haja cláusula 
excludente da responsabilidade. 
(C) A responsabilidade extracontratual objetiva se caracteriza pela 
responsabilidade independentemente de ter o causador do dano agido com 
dolo ou culpa, razão pela qual não pode ser afastada em razão de caso 
fortuito ou de força maior. 
(D) O incapaz responde subsidiariamente pelos prejuízos que causar, 
somente caso seus responsáveis não tenham obrigação de fazê-lo ou não 
dispuserem de meios suficientes, mas a indenização deve ser fixada por 
equidade e não poderá privar o incapaz do necessário para a sua 
manutenção. 
(E) Nas hipóteses em que o ato ilícito retira da vítima a oportunidade de 
obter uma situação futura melhor, como por exemplo quando em razão do 
ato ilícito a vítima foi impedida de participar de um concurso público, está 
diante de lucroscessantes, fazendo jus a indenização no valor dos salários 
que a vítima receberia caso fosse aprovada no concurso. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, invertendo as funções das cláusulas penais, já 
que a compensatória, também chamada de multa penitencial, serve para pré-
fixar a indenização. 
A alternativa B está incorreta, nos termos do art. 734: “O transportador 
responde pelos danos causados às pessoas transportadas e suas bagagens, salvo 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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motivo de força maior, sendo nula qualquer cláusula excludente da 
responsabilidade”. 
A alternativa C está incorreta, já que o caso fortuito e a força maior são 
excludentes gerais de responsabilidade, sendo que somente se os afastam em 
casos específicos, como a mora, mas não no caso da responsabilidade 
extracontratual objetiva. 
A alternativa D está correta, de acordo com o art. 928 (“O incapaz responde 
pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem 
obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes”) e seu parágrafo 
único (“A indenização prevista neste artigo, que deverá ser equitativa, não terá 
lugar se privar do necessário o incapaz ou as pessoas que dele dependem”). 
A alternativa E está incorreta, pois os lucros cessantes são apenas aqueles 
aferíveis a partir do evento danoso, de maneira direta e objetiva. Esse seria, a 
rigor, um caso de aplicação da teoria da perda de uma chance, mas, em 
realidade, sequer se a pode aplicar, já que não há chance real e séria, 
estatisticamente provável. 
 
 
21. 2015 – CESPE – DPE/PE – Defensor Público Estadual 
A respeito de obrigações e contratos, julgue o item abaixo, de acordo com a 
jurisprudência do STJ. 
Caso determinada rede de rádio, por informações veiculadas em sua 
programação, atinja a honra e a imagem do próprio Estado, será admitida, 
nessa hipótese, ação indenizatória por dano moral pelo ente federativo em 
desfavor da empresa de radiodifusão, devendo o locutor responder 
regressivamente se tiver agido com dolo ou culpa. Nesse caso, se o locutor 
for economicamente hipossuficiente, deverá a DP atuar na defesa dele. 
Comentários 
O item está incorreto, segundo o STJ: “DIREITO CIVIL-CONSTITUCIONAL. 
RESPONSABILIDADE CIVIL. INFORMAÇÕES VEICULADAS EM REDE DE RÁDIO E 
TELEVISÃO. AÇÃO INDENIZATÓRIA POR DANO MORAL AJUIZADA POR 
MUNICÍPIO CONTRA O PARTICULAR. IMPOSSIBILIDADE. DIREITOS 
FUNDAMENTAIS. PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO. RECONHECIMENTO 
LIMITADO. Em razão disso, de modo geral, a doutrina e jurisprudência nacionais 
só têm reconhecido às pessoas jurídicas de direito público direitos fundamentais 
de caráter processual ou relacionados à proteção constitucional da autonomia, 
prerrogativas ou competência de entidades e órgãos públicos, ou seja, direitos 
oponíveis ao próprio Estado e não ao particular (REsp 1258389/PB, Rel. Ministro 
LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 17/12/2013, DJe 
15/04/2014)”. 
 
 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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22. 2014 – VUNESP – TJ/SP – Juiz Estadual Substituto 
No que se refere a indenização, assinale a opção correta. 
a) A morte de filho menor que não exercia trabalho remunerado não poderá 
gerar indenização. 
b) O soar de alarme nas saídas das lojas por si só acarreta o dever de 
indenizar o cliente. 
c) Tendo em vista que a indenização se mede pela extensão do dano, o juiz 
somente poderá reduzir equitativamente a indenização, havendo excessiva 
desproporção entre a gravidade da culpa e o dano, no caso de haver pedido 
expresso da parte. 
d) Não gera o dever de indenizar o simples travamento de porta giratória 
nos estabelecimentos bancários com usuário dentro. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, segundo a Súmula 491 do STF: “É indenizável o 
acidente que cause a morte de filho menor, ainda que não exerça trabalho 
remunerado". 
A alternativa B está incorreta, conforme o STJ: “CIVIL E PROCESSUAL. AGRAVO 
REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ALARME SONORO. DISPARO. 
DANO MORAL. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICA. SÚMULA 7 DO STJ. TESE DO 
RECURSO CONTRÁRIA À JURISPRUDÊNCIA DO STJ. A alegação de que o mero 
soar de alarme em estabelecimento comercial geraria dano moral não encontra 
amparo na jurisprudência desta Corte Superior (STJ - AgRg no AREsp: 291760 
MG 2013/0025555-0, Relator: Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, Data de 
Julgamento: 14/05/2013, T4 - QUARTA TURMA, Data de Publicação: DJe 
22/05/2013)”. 
A alternativa C está incorreta, pois o art. 944, parágrafo único (“Se houver 
excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e o dano, poderá o juiz 
reduzir, equitativamente, a indenização”) não exige pedido expresso. 
A alternativa D está correta, novamente, consoante o STJ: “RECURSO 
ESPECIAL. AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS MORAIS. POLICIAL MILITAR. 
TRAVAMENTO DE PORTA GIRATÓRIA DE BANCO. DISPOSITIVO DE SEGURANÇA. 
ATO LÍCITO. EXERCÍCIO REGULAR DE DIREITO. É obrigação da instituição 
financeira promover a segurança de seus clientes, constituindo-se em exercício 
regular de direito a utilização de porta giratória com detector de objetos 
metálicos. Não caracteriza ato ilícito passível de indenização por dano moral o 
simples travamento da porta giratória na passagem de policial militar armado, 
ainda que fardado (REsp 1444573/SP, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS 
CUEVA, Rel. p/ Acórdão Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, TERCEIRA TURMA, 
julgado em 04/09/2014, DJe 17/09/2014)”. 
 
 
23. 2014 – CESPE – PGE/BA – Procurador do Estado 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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Acerca da responsabilidade civil, julgue os itens subsequentes, à luz da 
jurisprudência dominante do STJ. 
Na hipótese de indenização por danos morais ou materiais decorrentes do 
falecimento de ente querido, o termo inicial da contagem do prazo 
prescricional é a data do óbito, independentemente da data da ação ou da 
omissão. 
Comentários 
O item está correto, eis que, em regra, como vimos em linhas gerais da aula 
sobre a teoria do fato jurídico, o prazo prescricional começa a fluir do evento. Na 
responsabilidade civil, o evento deve ser danoso, contando-se o prazo a partir 
daí. 
 
 
24. 2014 – CESPE – PGE/BA – Procurador do Estado 
Acerca da responsabilidade civil, julgue os itens subsequentes, à luz da 
jurisprudência dominante do STJ. 
O espólio tem legitimidade para postular indenização pelos danos materiais 
e morais supostamente experimentados pelos herdeiros. 
Comentários 
O item está incorreto, pois se há dano moral indenizável, sentido pelos 
herdeiros, devem eles buscar, pessoalmente, a indenização, sendo que o espólio 
é parte ilegítima nessa demanda. 
 
 
25. 2014 – FCC – DPE/PB – Defensor Público Estadual 
Sônia é proprietária de uma pousada. Marina, sua, vizinha, cria codornas. 
Segundo Sônia, o forte cheiro das codornas atrapalharia seu negócio. Por tal 
razão, com a intenção de afugentar as codornas, mas também imaginando 
que poderia entreter seus clientes, passou, com autorização do órgão 
ambiental, a criar corujas, as quais acabaram por dizimar as codornas. Sônia 
cometeu ato 
(A) ilícito, pois agiu com dolo direto de matar as codornas, podendo Marina, 
em razão de tal fato, postular indenização. 
(B) lícito, pois não é obrigada a tolerar atividade danosa a seus negócios. 
(C) lícito, pois a criação das corujas foi autorizada pelo órgão ambiental, 
podendo Marina, entretanto, em razão dos prejuízos que experimentou, 
postular indenização. 
(D)ilícito, pois excedeu abusivamente os limites impostos pela boa-fé 
objetiva e pela finalidade social do negócio, podendo Marina, em razão de 
tal fato, postular indenização. 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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 (E) imoral, porém lícito, uma vez que fundado em exercício regular do 
direito. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois não houve dolo por parte de Sônia. 
A alternativa B está incorreta, já que Marina exercia atividade lícita. 
A alternativa C está incorreta, dado que a conduta de Sônia foi ilícita. 
A alternativa D está correta, pelo evidente excesso de Sônia na criação de 
corujas que, como ela mesma sabia, poderia causar dano às codornas de Marina, 
ainda que de maneira culposa. 
A alternativa E está incorreta, porque a conduta dela foi fundada em exercício 
de direito, mas de forma abusiva, como dito acima. 
 
 
26. 2014 – FUNDATEC – Câmara Municipal/Porto Alegre (RS) – 
Procurador Legislativo 
Assinale a alternativa correta a respeito dos direitos dos contratos e da 
responsabilidade civil: 
A) A sentença penal absolutória sempre afastará a responsabilidade na 
esfera cível. 
B) A obrigação de reparação a o dano não se transmite com a herança. 
C) É anulável a venda de ascendente a descendente, ainda que os outros 
descendentes e o cônjuge do alienante expressamente houverem 
consentido. 
D) Na compra e venda com reserva de domínio, o vendedor busca atenuar 
os efeitos da tradição, de modo que conservará a propriedade para si até 
que o preço esteja integralmente pago. 
E) Faculta-se ao comodatário o direito de recobrar do comodante as 
despesas feitas com o uso e gozo da coisa emprestada. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pela literalidade do art. 935: “A responsabilidade 
civil é independente da criminal, não se podendo questionar mais sobre a 
existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas questões se 
acharem decididas no juízo criminal”. 
A alternativa B está incorreta, conforme estabelece o art. 943: “O direito de 
exigir reparação e a obrigação de prestá-la transmitem-se com a herança”. 
A alternativa C está incorreta, de acordo com o art. 496: “É anulável a venda 
de ascendente a descendente, salvo se os outros descendentes e o cônjuge do 
alienante expressamente houverem consentido”. 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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A alternativa D está correta, consoante regra do art. 521: “Na venda de coisa 
móvel, pode o vendedor reservar para si a propriedade, até que o preço esteja 
integralmente pago”. 
A alternativa E está incorreta, na forma do art. 584: “O comodatário não poderá 
jamais recobrar do comodante as despesas feitas com o uso e gozo da coisa 
emprestada”. 
 
 
27. 2014 – FUNDATEC – Câmara Municipal/Porto Alegre (RS) – 
Procurador Legislativo 
Assinale a alternativa correta em relação aos institutos da propriedade e da 
responsabilidade civil: 
A) Os registros de propriedade particular de imóveis situados em terrenos 
de marinha não são oponíveis à União. 
B) As pessoas jurídicas de direito público interno são civilmente responsáveis 
por atos dos seus agentes que nessa qualidade causem danos a terceiros, 
ressalvado direito regressivo contra os causadores do dano, exclusivamente 
se houver dolo por parte destes. 
C) Os rios, mares, estradas, ruas e praças são bens públicos de uso especial. 
D) O titular de direito que, ao exercê-lo, exceder manifestamente os limites 
impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons 
costumes, incidirá na hipótese de abuso de direito, porém não praticará ato 
ilícito. 
E) O empregador responderá civilmente pelos atos dos seus empregados, 
praticados no exercício do trabalho que lhes competir, somente quando 
comprovada a sua culpa. 
Comentários 
A alternativa A está correta, como veremos em aula subsequente, por conta da 
aplicação da Súmula 496 do STJ: “Os registros de propriedade particular de 
imóveis situados em terrenos de marinha não são oponíveis à União”. 
A alternativa B está incorreta, como vimos em nossas aulas iniciais, por força 
do art. 43: “As pessoas jurídicas de direito público interno são civilmente 
responsáveis por atos dos seus agentes que nessa qualidade causem danos a 
terceiros, ressalvado direito regressivo contra os causadores do dano, se houver, 
por parte destes, culpa ou dolo”. 
A alternativa C está incorreta, igualmente como também já visto, na forma do 
art. 99: “São bens públicos os de uso comum do povo, tais como rios, mares, 
estradas, ruas e praças”. 
A alternativa D está incorreta, consoante regra do art. 187: “Também comete 
ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons 
costumes”. 
A alternativa E está incorreta, pela conjugação do art. 932, inc. III (“São 
também responsáveis pela reparação civil, o empregador ou comitente, por seus 
empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, 
ou em razão dele”), com o art. 933 (“As pessoas indicadas nos incisos I a V do 
artigo antecedente, ainda que não haja culpa de sua parte, responderão pelos 
atos praticados pelos terceiros ali referidos”). 
 
 
28. 2013 – PGR – PGR – Procurador da República 
Em matéria de danos materiais e/ou morais, o Superior Tribunal de Justiça 
vem entendendo que: 
I - O mero descumprimento contratual, em princípio, não enseja 
responsabilização ao pagamento de indenização por danos morais, visto não 
passar de incômodo da vida em sociedade. 
II - O roubo ou furto perpetrado contra a instituição financeira, com 
repercussão negativa ao cofre locado, constitui risco assumido pelo 
fornecedor do serviço, haja vista compreender-se na própria atividade 
empresarial, configurando, assim, hipótese de fortuito interno. 
III - O endossatário que recebe, por endosso translativo, título de crédito 
contendo vício formal, sendo inexistente a causa para conferir lastro à 
emissão de duplicata, não responde pelos danos causados diante de protesto 
indevido. 
IV - Legitimamente protestado o título de crédito, não cabe ao devedor, que 
paga posteriormente a dívida, o ônus de providenciar a baixa do protesto 
em cartório, pois trata-se de relação de consumo, havendo dano moral pela 
manutenção do apontamento. 
Das proposições acima: 
a) ( ) I e IV estão corretas; 
b) ( ) II e III estão corretas; 
c) ( ) III e IV estão corretas; 
d) ( ) I e II estão corretas. 
Comentários 
O item I está correto, já que a violação do contrato gera apenas as indenizações 
decorrentes do inadimplemento. Para haver indenização por dano moral, a 
violação deve extrapolar o mero descumprimento. 
O item II está correto, pois o caso enunciado mostra um caso de risco intrínseco 
ao serviço prestado pela instituição financeira. Veja, porém, que a jurisprudência 
fixa o entendimento de que a indenização se dará na forma do contrato, 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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independentemente de os bens inseridos no cofre serem muito superiores ao 
valor assegurado, como é comum. 
O item III está incorreto, pelas razões que você vê no Direito Empresarial, mas, 
de qualquer forma, o endossatário responde. 
O item IVestá incorreto, porque a responsabilidade pela baixa é do consumidor, 
dado que o protesto fora devido, anteriormente. 
A alternativa D está correta, portanto. 
 
 
29. 2013 – MPE/SP – MPE/SP – Promotor de Justiça Substituto 
Em tema de responsabilidade civil, assinale a assertiva INCORRETA. 
a) A empresa locadora de veículos não responde civilmente pelos prejuízos 
causados pelo locatário a terceiros, no uso do carro locado. 
b) São responsáveis pela reparação civil o empregador ou comitente, por 
conduta de seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho 
que lhes competir ou em razão dele. 
c) São responsáveis pela reparação civil o tutor e o curador, pelos pupilos e 
curatelados que estiverem sob sua autoridade ou em sua companhia. 
d) O dono, ou detentor, do animal ressarcirá o dano por este causado, se 
não provar culpa da vítima ou força maior. 
e) São responsáveis pela reparação civil os pais, pelos atos de filhos menores 
que estiverem sob sua autoridade e em sua companhia. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, conforme a Súmula 492 do STF: “A EMPRESA 
LOCADORA DE VEÍCULOS RESPONDE, CIVIL E SOLIDARIAMENTE COM O 
LOCATÁRIO, PELOS DANOS POR ESTE CAUSADOS A TERCEIRO, NO USO DO 
CARRO LOCADO”. 
A alternativa B está correta, na dicção do art. 932, inc. III: “São também 
responsáveis pela reparação civil o empregador ou comitente, por seus 
empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, 
ou em razão dele”. 
A alternativa C está correta, conforme o art. 932, inc. II: “São também 
responsáveis pela reparação civil o tutor e o curador, pelos pupilos e curatelados, 
que se acharem nas mesmas condições”. 
A alternativa D está correta, na literalidade do art. 936: “O dono, ou detentor, 
do animal ressarcirá o dano por este causado, se não provar culpa da vítima ou 
força maior”. 
A alternativa E está correta, de acordo com o art. 932, inc. I: “São também 
responsáveis pela reparação civil os pais, pelos filhos menores que estiverem sob 
sua autoridade e em sua companhia”. 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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30. 2013 – CESPE – DP/DF – Defensor Público Estadual 
Segundo o ordenamento jurídico brasileiro, todas as pessoas jurídicas de 
direito público e as de direito privado que integrem a administração pública 
responderão objetivamente pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, 
causarem a terceiros. 
Comentários 
O item está incorreto, conforme a literalidade do art. 37, §6º da CF/1988: “As 
pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços 
públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem 
a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de 
dolo ou culpa”. 
 
 
31. 2013 – FEPESE – DPE/SC – Analista Técnico da Defensoria 
Assinale a alternativa correta de acordo com o Código Civil brasileiro. 
a) A indenização mede-se pela extensão do dano e pelo grau de culpa do 
agente. 
b) Os que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime, 
também serão responsáveis pela reparação civil, até a concorrente quantia. 
c) O incapaz não responde pelos prejuízos que causar, cabendo ao seu 
representante legal o fazer. 
d) Aquele que demandar por dívida já paga, no todo ou em parte, sem 
ressalvar as quantias recebidas, ficará obrigado a pagar ao devedor o 
equivalente do que dele exigir, salvo se houver prescrição. 
e) O direito de exigir reparação e a obrigação de prestá-la cessa com a morte 
do causador do dano. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, dada a literalidade do art. 944: “A indenização 
mede-se pela extensão do dano”. 
A alternativa B está correta, conforme a regra do art. 932, inc. V: “São também 
responsáveis pela reparação civil os que gratuitamente houverem participado nos 
produtos do crime, até a concorrente quantia”. 
A alternativa C está incorreta, de acordo com o art. 928: “O incapaz responde 
pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem 
obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes”. 
A alternativa D está incorreta, segundo o art. 940: “Aquele que demandar por 
dívida já paga, no todo ou em parte, sem ressalvar as quantias recebidas ou pedir 
mais do que for devido, ficará obrigado a pagar ao devedor, no primeiro caso, o 
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dobro do que houver cobrado e, no segundo, o equivalente do que dele exigir, 
salvo se houver prescrição”. 
A alternativa E está incorreta, conforme o art. 943: “O direito de exigir 
reparação e a obrigação de prestá-la transmitem-se com a herança”. 
 
 
32. 2012 – MPT – MPT – Procurador do Trabalho 
À luz do Código Civil, assinale a assertiva CORRETA: 
(a) No caso de indenização por danos, se da ofensa resultar defeito pelo qual 
o ofendido não possa exercer o seu ofício ou profissão, ou se lhe diminua a 
capacidade de trabalho, a indenização, além das despesas do tratamento 
e lucros cessantes até o fim da convalescença, incluirá pensão 
correspondente à importância do trabalho para que se inabilitou, ou 
da depreciação que ele sofreu; porém, se o ofensor preferir, poderá 
exigir que a indenização seja arbitrada para pagamento de uma só 
vez. 
(b) Se a obrigação for indeterminada, e não houver na lei ou no 
contrato disposição fixando a indenização devida pelo inadimplente, 
apurar-se-á o valor das perdas e danos na forma que a lei processual 
determinar. 
(c) Em nenhuma circunstância constituirá ato ilícito a deterioração ou 
destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover perigo 
iminente. 
(d) Não comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, 
excede manifestamente os limites impostos pelos bons costumes. 
(e) Não respondida. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, conforme o art. 950, parágrafo único: “O 
prejudicado, se preferir, poderá exigir que a indenização seja arbitrada e paga de 
uma só vez”. 
A alternativa B está correta, na literalidade do art. 946: “Se a obrigação for 
indeterminada, e não houver na lei ou no contrato disposição fixando a 
indenização devida pelo inadimplente, apurar-se-á o valor das perdas e danos na 
forma que a lei processual determinar”. 
A alternativa C está incorreta, na conjugação do art. 188, inc. II (“Não 
constituem atos ilícitos a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a 
pessoa, a fim de remover perigo iminente”) com seu parágrafo único: “No caso 
do inciso II, o ato será legítimo somente quando as circunstâncias o tornarem 
absolutamente necessário, não excedendo os limites do indispensável para a 
remoção do perigo”. 
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A alternativa D está incorreta, de acordo com o art. 187: “Também comete ato 
ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede manifestamente os limites 
impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes”. 
 
 
33. 2012 – FCC – DPE/PR – Defensor Público Estadual 
Sobre o Sistema de Responsabilidade Civil é correto afirmar: 
(A) No caso de atropelamento por veículo dirigido profissionalmente, a 
pretensão de reparação civil das escoriações e fraturas sofridas, pelo 
pedestre, sob o prisma do Direito Civil, exigirá a prova da culpa do motorista 
ofensor. 
(B) Moradora de Curitiba perdeu o horário para realizaçãode prova de 
segunda fase de concurso realizado em Manaus em razão de atraso no voo 
devido à greve dos pilotos de determinada companhia aérea. Esta situação 
caracteriza o chamado dano reflexo ou por ricochete. 
(C) Pessoa embriagada, que atravessa larga avenida fora da faixa de 
segurança e correndo, vindo a ser atropelada por motorista que trafegava 
acima do limite de velocidade, deve ser indenizada integralmente, com base 
no princípio da restitutio in integrum. 
(D) Microempresário contrata as empresas X e Y para o transporte 
cumulativo de uma carga que deixa de ser entregue em seu destino. Nesse 
caso, cada transportador deve responder pelo eventual descumprimento do 
contrato relativamente ao respectivo percurso, podendo opor tratar-se de 
obrigação de meio. 
(E) Famoso artista de rua, que tem sua imagem veiculada em propaganda 
comercial sem sua autorização, terá direito à indenização, 
independentemente da demonstração de seu prejuízo. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, na conjugação dos arts. 932, inc. III (“São 
também responsáveis pela reparação civil, o empregador ou comitente, por seus 
empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, 
ou em razão dele”) e 933 (“As pessoas indicadas nos incisos I a V do artigo 
antecedente, ainda que não haja culpa de sua parte, responderão pelos atos 
praticados pelos terceiros ali referidos”). 
A alternativa B está incorreta, sendo este um caso de dano indireto (sendo o 
dano direto o atraso na chegada), porque sentido pela própria vítima, e não por 
ricochete (dano sentido por terceiro alheio à relação jurídica). 
A alternativa C está incorreta, pela aplicação mais literal do art. 945: “Se a 
vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso, a sua indenização 
será fixada tendo-se em conta a gravidade de sua culpa em confronto com a do 
autor do dano”. 
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A alternativa D está incorreta, pela combinação do caput do art. 733 (“Nos 
contratos de transporte cumulativo, cada transportador se obriga a cumprir o 
contrato relativamente ao respectivo percurso, respondendo pelos danos nele 
causados a pessoas e coisas”) com seu § 1º (“O dano, resultante do atraso ou da 
interrupção da viagem, será determinado em razão da totalidade do percurso”). 
A alternativa E está correta, por aplicação da Lei de Direitos Autorais, havendo, 
nesse caso, dano moral indenizável. 
 
 
34. 2012 – FCC – DPE/PR – Defensor Público Estadual 
O absolutamente incapaz não responde pelos danos que causar, tendo em 
vista a responsabilidade privativa de seus pais ou responsáveis. 
Comentários 
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prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação 
de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes”. 
 
 
35. 2012 – CESPE – DPE/SE – Defensor Público Estadual 
Acerca dos efeitos da responsabilidade civil extracontratual, assinale a opção 
correta. 
A- Embora a indenização por ato ilícito proveniente de dano extracontratual 
seja medida pela extensão do dano, se a vítima tiver concorrido 
culposamente para o evento danoso, a sua indenização será fixada com base 
na gravidade de sua culpa em confronto com a do autor do dano. 
B- Como regra, a responsabilidade civil não passa da pessoa causadora do 
dano; assim, não havendo determinação expressa do empregador para que 
seus empregados façam ou deixem de fazer alguma coisa, não se pode 
responsabilizar o empregador pelos atos praticados por seus empregados, 
serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, ou em 
razão dele. 
C- As vítimas de lesão ou de outra ofensa à saúde têm direito de exigir do 
ofensor tão somente as despesas provenientes do tratamento, estendendo-
se a obrigação de reparar os danos até o fim da convalescença, 
independentemente do tempo, e, nesse caso, o lesado, se preferir, poderá 
exigir que a indenização seja arbitrada e paga de uma só vez. 
D- Não comete ato ilícito civil aquele que, por ação voluntária, destrói coisa 
alheia a fim de remover perigo iminente de dano, ainda que a ação não seja 
estritamente necessária, e o agente exceda os limites do indispensável para 
a remoção do perigo. 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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E- Mesmo que a responsabilidade civil independa da criminal, a lei veda que 
se questione, na esfera cível, fato decidido no juízo criminal; por 
conseguinte, a sentença penal absolutória, independentemente do motivo 
da absolvição, impede o processamento da ação civil de reparação de dano 
causado pelo mesmo fato que tenha provocado a absolvição do agente 
provocador do ilícito. 
Comentários 
A alternativa A está correta, na forma do art. 945: “Se a vítima tiver concorrido 
culposamente para o evento danoso, a sua indenização será fixada tendo-se em 
conta a gravidade de sua culpa em confronto com a do autor do dano”. 
A alternativa B está incorreta, de acordo com o art. 932, inc. III: “São também 
responsáveis pela reparação civil, o empregador ou comitente, por seus 
empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, 
ou em razão dele”. 
A alternativa C está incorreta, conforme o art. 949: “No caso de lesão ou outra 
ofensa à saúde, o ofensor indenizará o ofendido das despesas do tratamento e 
dos lucros cessantes até ao fim da convalescença, além de algum outro prejuízo 
que o ofendido prove haver sofrido”. 
A alternativa D está incorreta, consoante regra do art. 188, inc. II (“Não 
constituem atos ilícito, a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão a 
pessoa, a fim de remover perigo iminente”) c/c o parágrafo único (“No caso do 
inciso II, o ato será legítimo somente quando as circunstâncias o tornarem 
absolutamente necessário, não excedendo os limites do indispensável para a 
remoção do perigo”). 
A alternativa E está incorreta, pela literalidade do art. 935: “A responsabilidade 
civil é independente da criminal, não se podendo questionar mais sobre a 
existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas questões se 
acharem decididas no juízo criminal”. 
 
 
2012 – FGV – PC/MA – Delegado de Polícia Substituto 
Claúdio se hospedou num hotel em Maranguape e deixou os seus pertences 
pessoais no quarto. Ao retornar de um passeio pela cidade, foi surpreendido 
com os vários itens de sua bagagem danificados por uma placa de gesso que 
havia se descolado do teto e caído. Ao se dirigir à Direção do 
estabelecimento, soube que não seria ressarcido pelo hotel, pois o gerente 
desconfiava de um antigo funcionário a quem iria atribuir a autoria e, 
portanto, responsabilidade pelo ilícito. 
Considerando o fato narrado, assinale a afirmativa correta. 
a) Os donos de hotéis são responsáveis, independentemente de culpa, pelos 
bens de seus hóspedes, devendo, portanto, Cláudio ser ressarcido pelo hotel. 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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b) Somente comete ato ilícito, aquele que, por ação ou omissão voluntária, 
negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, e, 
portanto, o hotel não tem obrigação de indenizar Cláudio. 
c) Como o hotel suspeita que o antigo funcionário seja o responsável pelo 
ilícito, haverá necessidade de aguardar que o fato seja apurado no juízo 
criminal, para após analisar o fato no juízo cível. 
d) O hotel não deve indenizar Cláudio, pois houve culpa exclusiva da vítima, 
já queele deveria ter deixado, aos cuidados do gerente, seus pertences 
pessoais para que houvesse essa garantia. 
e) O hotel deve indenizar Cláudio, pois cometeu ato ilícito. 
Comentários 
A alternativa A está correta, na literalidade do art. 932, inc. IV: “São também 
responsáveis pela reparação civil os donos de hotéis, hospedarias, casas ou 
estabelecimentos onde se albergue por dinheiro, mesmo para fins de educação, 
pelos seus hóspedes, moradores e educandos”. 
A alternativa B está incorreta, já que a previsão geral sobre o ato ilícito contida 
no art. 186 não exclui as hipóteses de responsabilidade objetiva. 
A alternativa C está incorreta, eis que a eventual culpa/dolo do funcionário será 
impacto no direito de regresso do hotel pelo prejuízo indenizado ao hóspede, 
apenas. 
A alternativa D está incorreta, evidentemente, já que seria absurdo esperar que 
os hóspedes deixassem todos os seus pertences pessoais com o gerente do 
estabelecimento. 
A alternativa E está incorreta, porque, no caso, se trata de responsabilidade 
objetiva. 
 
 
36. 2011 – PGR – PGR – Procurador da República 
No que se refere à responsabilidade civil por danos causados ao meio 
ambiente: 
I. Um mesmo fato pode originar ações diversas, visando a reparação do dano 
individual e a reparação do dano coletivo; 
II. Eventos da natureza não excluem a responsabilidade quando alguém cria 
uma situação que, se inexistente, não levaria o evento natural a causar o 
dano; 
III. Havendo pluralidade de autores, a responsabilidade é solidária, sendo 
possível acionar qualquer um deles pela integralidade do dano; 
IV. A responsabilidade objetiva por risco integral, quanto aos danos 
ambientais, não é pacifica na doutrina. Das assertivas acima: 
a) I e II estão corretas; 
==db697==
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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b) II e IV estão corretas; 
c) Todas estão corretas; 
d) Todas estão incorretas. 
Comentários 
O item I está correto, conforme o STJ: “É jurisprudência pacífica desta Corte o 
entendimento de que um mesmo dano ambiental pode atingir tanto a esfera 
moral individual como a esfera coletiva, acarretando a responsabilização do 
poluidor em ambas, até porque a reparação ambiental deve ser feita da forma 
mais completa possível. (REsp 135.513-2 RJ 2012/0246010-3)”. 
O item II está correto, de acordo com a adoção, no Brasil, da teoria do risco 
integral em matéria ambiental. 
O item III está correto, já que o evento danoso é único e indivisível, 
pressupondo, portanto, um nexo causal comum. 
O item IV está correto, porque, apesar de majoritária, conforme esclarecido no 
item II, ela não é unânime na doutrina, especialmente quanto aos autores do 
Direito Administrativo. 
A alternativa C está correta, portanto. 
 
 
37. 2011 – CESPE – DPE/MA – Defensor Público Estadual 
Tendo em vista que o termo responsabilidade é utilizado em qualquer 
situação em que alguma pessoa, natural ou jurídica, deva arcar com as 
consequências de um ato, fato ou negócio danoso, assinale a opção correta 
a respeito da responsabilidade civil. 
A Os bens do responsável por ofensa ou violação do direito de outrem ficam 
sujeitos à reparação do dano causado, e o direito de exigir reparação, mas 
não a obrigação de prestá-la, transmite-se com a herança. 
B Considere a seguinte situação hipotética. Marco, que presta serviços de 
“passeio com animais”, passeia, três vezes por semana, com um cachorro 
da raça doberman, de propriedade de Thiago. Por ser tratar de um cachorro 
de guarda, Marco foi orientado por Thiago a, sempre, nos passeios, fixar 
focinheira no cachorro. Em um dos passeios, o referido animal, que estava 
sem a focinheira, atacou e mordeu uma pessoa que passava no local. Nessa 
situação hipotética, apenas Thiago, o dono do animal, poderia ser 
demandado para ressarcir o dano causado à vítima. 
C A responsabilidade civil independe da criminal, de modo que a sentença 
penal absolutória, por falta de provas quanto ao fato, não tem influência na 
ação indenizatória, que pode revolver toda a matéria em seu bojo. 
D Não constitui ato ilícito a destruição de coisa alheia para remover perigo 
iminente, e o dono da coisa, ainda que não seja culpado do perigo, não tem 
direito à indenização do prejuízo que sofrer. 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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 E O empregador, exceto se comprovar que não há culpa de sua parte, 
responde pelos atos ilícitos dos empregados no exercício do trabalho ou em 
razão dele. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, na forma do art. 943: “O direito de exigir 
reparação e a obrigação de prestá-la transmitem-se com a herança”. 
A alternativa B está incorreta, de acordo com o art. 936: “O dono, ou detentor, 
do animal ressarcirá o dano por este causado, se não provar culpa da vítima ou 
força maior”. 
A alternativa C está correta, segundo o art. 935: “A responsabilidade civil é 
independente da criminal, não se podendo questionar mais sobre a existência do 
fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas questões se acharem 
decididas no juízo criminal”. 
A alternativa D está incorreta, conforme o art. 929: “Se a pessoa lesada, ou o 
dono da coisa, no caso do inciso II do art. 188, não forem culpados do perigo, 
assistir-lhes-á direito à indenização do prejuízo que sofreram”. 
A alternativa E está incorreta, na dicção do art. 933: “As pessoas indicadas nos 
incisos I a V do artigo antecedente, ainda que não haja culpa de sua parte, 
responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos”. 
 
 
38. 2010 – CESPE – DPE/BA – Defensor Público Estadual 
No tocante à responsabilidade civil, julgue os itens seguintes. 
O mero afastamento de filho de 16 anos de idade da casa paterna não é 
suficiente para elidir a responsabilidade dos pais. 
Comentários 
O item está correto, já que a responsabilidade dos pais só cessa com a 
maioridade do filho. Ademais, mesmo que fosse ele emancipado (e o exercício 
não fala que ele foi emancipado, mas que está apenas afastado, sem indicar a 
razão), resistiria ainda a responsabilidade dos pais. 
 
 
39. 2010 – CESPE – DPU – Defensor Público Federal 
A exemplo da responsabilidade civil por ato ilícito em sentido estrito, o dever 
de reparar decorrente do abuso de direito depende da comprovação de ter 
o indivíduo agido com culpa ou dolo. 
Comentários 
O item está incorreto, dado que não é requisito da responsabilidade civil 
decorrente do abuso de direito a ação culposa ou dolosa. 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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40. 2009 – CESPE – AGU – Advogado da União 
Ricardo, que dirigia seu carro em velocidade normal, atropelou Raimundo, 
causando-lhe sérios ferimentos. Em depoimento prestado na delegacia de 
polícia, Ricardo afirmou que o atropelamento ocorrera por motivos de força 
maior, haja vista que trafegava normalmente pela via quando um 
motoqueiro, dirigindo em alta velocidade, cruzou a frente do veículo que ele 
conduzia, não lhe tendo restado outra alternativa senão a de desviar o carro 
para o acostamento. Alegou, ainda, que não havia visto Raimundo, que 
aguardava pelo ônibus no acostamento, e que, se não tivesse desviado o 
veículo, ele poderia ter causado a morte do motoqueiro. Testemunhas 
confirmaram a versão de Ricardo. 
A despeito de o ato praticado por Ricardo não ser considerado ilícito civil, ele 
terá a obrigação de indenizar Raimundo, caso haja o ajuizamento de ação 
com esse fim. 
Comentários 
O item está correto, eis que,em que pese Ricardo não ser o “culpado”, num 
sentido atécnico do termo, pelo dano, a regra do art. 929 é bastante clara: “Se 
a pessoa lesada, ou o dono da coisa, no caso do inciso II do art. 188, não forem 
culpados do perigo, assistir-lhes-á direito à indenização do prejuízo que 
sofreram”. 
 
 
41. 2009 – CESPE – DPE/AL – Defensor Público Estadual 
Lucas, menor com dezessete anos de idade, pegou o carro de seus pais, 
enquanto eles dormiam, e causou um acidente ao colidir no veículo de 
Eduardo. 
Considerando essa situação hipotética, julgue os próximos itens com base 
na disciplina da responsabilidade civil. 
Ainda que provada a culpa de Lucas, seus pais não terão a obrigação de 
indenizar o dano provocado, porquanto, nesse caso, não se pode falar em 
culpa in vigilando. 
Comentários 
O item está incorreto, conforme o art. 932, inc. I: “São também responsáveis 
pela reparação civil os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua 
autoridade e em sua companhia”. 
 
 
42. 2009 – CESPE – DPE/AL – Defensor Público Estadual 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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Lucas, menor com dezessete anos de idade, pegou o carro de seus pais, 
enquanto eles dormiam, e causou um acidente ao colidir no veículo de 
Eduardo. 
Considerando essa situação hipotética, julgue os próximos itens com base 
na disciplina da responsabilidade civil. 
Em razão de a emancipação cessar a menoridade, predomina o 
entendimento de que, caso os pais tivessem emancipado Lucas, ficaria 
afastada a responsabilidade deles pelos danos causados a Eduardo. 
Comentários 
O item está incorreto, de acordo com o STJ: “AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. 
ATROPELAMENTO. LESÕES CORPORAIS. INCAPACIDADE. DEVER DE INDENIZAR. 
REEXAME DE MATÉRIA DE FATO. REVISÃO DO VALOR DA INDENIZAÇÃO POR 
DANO MORAL. PENSÃO MENSAL. BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. CUMULAÇÃO. 
POSSIBILIDADE. JULGAMENTO ULTRA PETITA. OCORRÊNCIA. 
RESPONSABILIDADE CIVIL DOS PAIS. EMANCIPAÇÃO. A emancipação voluntária, 
diversamente da operada por força de lei, não exclui a responsabilidade civil dos 
pais pelos atos praticados por seus filhos menores (AgRg no Ag 1239557/RJ, Rel. 
Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA, julgado em 09/10/2012, DJe 
17/10/2012)”. 
 
 
43. 2009 – FCC – DPE/MA – Defensor Público Estadual 
No tocante à disciplina da responsabilidade civil, é correto afirmar: 
(A) Os pais são responsáveis objetivamente pela reparação civil dos danos 
causados por filhos menores ou, embora maiores de 18 anos, incapazes, 
ainda que estes não estejam sob sua autoridade e em sua companhia. 
(B) Para que ocorra a responsabilidade civil subjetiva, basta a existência de 
um dano material ou moral e de uma ação ou omissão dolosa ou culposa. 
(C) Na responsabilidade civil objetiva, a culpa exclusiva do prejudicado 
afasta o dever de reparação do causador do dano porque é causa de exclusão 
do dano. 
(D) Na responsabilidade civil objetiva, a culpa exclusiva do prejudicado em 
nada altera a situação jurídica do causador do dano, o qual responderá 
independentemente de culpa. 
(E) Na responsabilidade civil objetiva, não surgirá o dever de reparação do 
dano na hipótese de culpa exclusiva da vítima por falta de nexo de 
causalidade entre a ação do agente e o dano sofrido. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, como veremos adiante, já que a responsabilidade 
dos pais sobre os filhos depende de a autoridade parental manter-se incólume, 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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ou seja, se não tiver um dos pais autoridade sobre o filho, não responde ele pelo 
dano causado. 
A alternativa B está incorreta, já que faltou aí o nexo de causalidade, 
imprescindível tanto para a responsabilidade civil subjetiva quanto para a 
objetiva. 
A alternativa C está incorreta, pois a culpa exclusiva da vítima exclui o dever de 
indenizar por conta do rompimento do nexo de causalidade. O dano existe, mas 
foi praticado pela própria vítima. 
A alternativa D está incorreta, eis que, como eu disse no item anterior, há 
cessação do nexo de causalidade, o que afasta o dever de indenizar mesmo no 
caso de responsabilidade objetiva (que independe de culpa, mas ainda depende 
da verificação conjunta do dano e do nexo causal, portanto). 
A alternativa E está correta, pelas mesmas razões que mencionei acima, nas 
alternativas C e D. 
 
 
44. 2006 – CESPE – AGU – Advogado da União 
A responsabilidade civil por ato de terceiro permite estendera obrigação de 
reparar o dano a pessoa diversa daquela que praticou a conduta danosa, 
desde que exista uma relação jurídica entre o causador do dano e o 
responsável pela indenização. Nessa hipótese, a obrigação de indenizar é 
objetiva; portanto, não se perquire a culpa do agente. 
Comentários 
O item está correto, na forma do art. 933: “As pessoas indicadas no artigo 
antecedente, ainda que não haja culpa de sua parte, responderão pelos atos 
praticados pelos terceiros ali referidos”. 
 
 
45. 2006 – CESPE – AGU – Advogado da União 
Considere por hipótese que ocorra o desabamento da marquise de um 
prédio, depois de quatro anos de construção, provocando a morte de uma 
transeunte. Nessa situação, a responsabilidade civil pela reparação do dano 
é do proprietário do prédio. 
Comentários 
O item está correto, segundo a dicção do art. 937: “O dono de edifício ou 
construção responde pelos danos que resultarem de sua ruína, se esta provier de 
falta de reparos, cuja necessidade fosse manifesta”. 
 
 
46. 2006 – CESPE – DPE/AC – Defensor Público Estadual 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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Catarina procurou a defensoria pública de seu estado para relatar que seu 
filho, de 15 anos de idade, foi atropelado e ficou paraplégico em razão das 
lesões sofridas no acidente. O veículo que o atropelou era dirigido por Diogo, 
de 16 anos de idade. Catarina afirmou que procurou o proprietário do 
veículo, Vitor, pai de Diogo, para que ele a ajudasse com as despesas 
médicas e com a aquisição de uma cadeira de rodas. Vitor se negou a auxiliar 
Catarina, alegando não ter qualquer responsabilidade no caso, pois quem 
dirigia o carro no momento do acidente era seu filho. Com relação a essa 
situação hipotética, assinale a opção correta, tendo a legislação pertinente 
como base. 
A Como o veículo não era dirigido por seu proprietário, nada pode ser feito 
quanto ao auxílio demandado por Catarina a Vitor, e não há como pleitear 
qualquer indenização, haja vista Diogo ser menor de idade. 
B Por ter seu filho ficado paralítico e dada a não-participação de Vitor no 
acidente, o mais aconselhável é que Catarina ajuíze ação requerendo o 
ressarcimento por danos morais, apenas. 
 C Na situação em apreço, Vitor apenas responde pelos danos para os quais 
fique demonstrada a intenção de Diogo de lesionar o filho de Catarina. 
D Na situação apresentada, Vitor responde pelos danos materiais e morais 
sofridos pelo filho de Catarina. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, dado que o causador do dano era menor, pelo 
que incide a regra do art. 932, inc. I. 
A alternativa B está incorreta, porque visível é que a indenização devida 
englobará danos materiais. 
A alternativa C está incorreta, pois a responsabilidade dos pais pelos atos dos 
filhos é objetiva. 
A alternativa D está correta, nos termos ao art. 932, inc. I, supracitado na 
alternativa A. 
 
 
47. 2005 – FCC – PGE/SE – Procurador do Estado 
A pessoa jurídica de direito público interno que em seu laboratórioproduz 
medicamentos, nesta atividade 
(A) não responde por vício ou defeito do produto, porque o serviço de saúde 
é considerado público e a responsabilidade civil será regulada apenas pela 
Constituição Federal. 
(B) não pode ser considerada fornecedora, porque o adquirente dos 
medicamentos é mero usuário. 
(C) é considerada consumidora dos insumos utilizados na produção dos 
medicamentos. 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
 
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(D) não poderá ser considerada fornecedora nem consumidora, porque é 
vedada a presença do Estado no mercado de consumo. 
(E) é fornecedora e sujeita-se ao Código de Defesa do Consumidor. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, porque, a despeito de um serviço ser público, ele 
pode ser enquadrado nas relações de consumo. 
A alternativa B está incorreta, pois, “mero usuário” também é consumidor, a 
rigor. 
A alternativa C está incorreta, dado que, ao utilizar os insumos na produção, se 
distancia do conceito de consumidor, “destinatário final do produto”, previsto no 
CDC. 
A alternativa D está incorreta, eis que a intervenção do Estado na economia não 
é incomum, sendo ele detentor de numerosas pessoas jurídicas que empreendem 
no setor privado. 
A alternativa E está correta, pelas razões já expostas nas alternativas 
anteriores. 
 
 
48. 2004 – CESPE – AGU – Advogado da União 
A responsabilidade civil por ato danoso praticado pelo absolutamente 
incapaz decorre da ilicitude, e o incapaz responde com seus bens pelos danos 
que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação de 
fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes para tal. 
Comentários 
O item está incorreto, já que não se verifica a necessidade de ilicitude na 
conduta do menor, que pode ser responsabilizado ainda que lícito o ato. 
 
 
49. 2003 – FCC – PGE/MA – Procurador do Estado 
Cometendo ato ilícito o incapaz, 
(A) respondem, em qualquer hipótese, somente seus pais, tutores ou 
curadores, sem direito de regresso contra o incapaz que estiver sob sua 
guarda e em sua companhia. 
(B) não responderá ele pelos prejuízos causados, que deverão ser 
ressarcidos por seus representantes e, na impossibilidade destes, pelo 
Estado. 
 (C) ele sempre responderá pelos prejuízos que causar até o limite de seu 
patrimônio. 
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(D) responderão seus representantes que poderão reaver o que pagou, salvo 
se o causador do dano for ascendente, descendente ou cônjuge 
absolutamente incapazes. 
(E) poderá ele responder pelos prejuízos que causar, pagando indenização 
equitativa e desde que não fique ele próprio nem as pessoas que dele 
dependam privados do necessário. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, na forma do art. 928: “O incapaz responde pelos 
prejuízos que causar, se as pessoas por ele responsáveis não tiverem obrigação 
de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes”. 
A alternativa B está incorreta, já que o Estado não responde pelos danos 
causados por menores, ainda que na impossibilidade dos pais deste menor. 
A alternativa C está incorreta, de acordo com o art. 932, inc. I: “São também 
responsáveis pela reparação civil os pais, pelos filhos menores que estiverem sob 
sua autoridade e em sua companhia”. 
A alternativa D está incorreta, conforme o art. 934: “Aquele que ressarcir o 
dano causado por outrem pode reaver o que houver pago daquele por quem 
pagou, salvo se o causador do dano for descendente seu, absoluta ou 
relativamente incapaz”. 
A alternativa E está correta, consoante regra do art. 928, parágrafo único: “A 
indenização prevista neste artigo, que deverá ser equitativa, não terá lugar se 
privar do necessário o incapaz ou as pessoas que dele dependem”. 
 
 
50. 2003 – PGE – PGE/MS – Procurador do Estado 
Assinale a alternativa correta: 
a) A responsabilidade civil depende da criminal, podendo ser questionada a 
existência do fato constitutivo ou sobre quem seja o seu autor, a não ser na 
hipótese de trânsito em julgado da decisão proferida no juízo criminal, 
quando a matéria fática encontra-se sob o manto da coisa julgada; 
b) Aquele que ressarcir o dano causado por outrem pode reaver o que houver 
pago daquele por quem pagou, salvo se o causador do dano for descendente 
seu, absoluta ou relativamente incapaz; 
c) O dono ou detentor do animal ressarcirá o dano por este causado, mesmo 
na hipótese de força maior ou culpa da vítima; 
d) Não é responsável pela reparação civil o que participou gratuitamente no 
produto de crime, desde que o valor que lhe coube não ultrapasse 20 (vinte) 
salários mínimos; 
e) O direito de exigir reparação e a obrigação de prestá-las não se 
transmitem com a herança. 
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Comentários 
A alternativa A está incorreta, segundo dicção do art. 935: “A responsabilidade 
civil é independente da criminal, não se podendo questionar mais sobre a 
existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas questões se 
acharem decididas no juízo criminal”. 
A alternativa B está correta, na literalidade do art. 934: “Aquele que ressarcir 
o dano causado por outrem pode reaver o que houver pago daquele por quem 
pagou, salvo se o causador do dano for descendente seu, absoluta ou 
relativamente incapaz”. 
A alternativa C está incorreta, na forma do art. 936: “O dono, ou detentor, do 
animal ressarcirá o dano por este causado, se não provar culpa da vítima ou força 
maior”. 
A alternativa D está incorreta, de acordo com o art. 932, inc. V: “São também 
responsáveis pela reparação civil os que gratuitamente houverem participado nos 
produtos do crime, até a concorrente quantia”. 
A alternativa E está incorreta, consoante regra do art. 943: “O direito de exigir 
reparação e a obrigação de prestá-la transmitem-se com a herança”. 
 
 
51. 2003 – CESPE – DPE/AM – Defensor Público Estadual 
Com referência à responsabilidade civil, julgue os itens que se seguem. 
O estabelecimento comercial não será obrigado a indenizar proprietário de 
veículo furtado em via pública e que tiver sido entregue ao serviço de 
manobrista do referido estabelecimento. 
Comentários 
O item está incorreto, já que, pelo princípio da confiança, se entende que o 
oferecimento de manobrista integra o contrato de consumo. 
 
 
52. 2003 – CESPE – DPE/AM – Defensor Público Estadual 
Com referência à responsabilidade civil, julgue os itens que se seguem. 
Em matéria de danos causados ao meio ambiente, a responsabilidade é 
objetiva, independe da existência de culpa e se configura diante da prova do 
dano, da ação ou da omissão do causador e da relação de causalidade. 
Comentários 
O item está correto, dado que os danos ambientais se verificam objetivamente. 
 
 
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53. 2003 – CESPE – DPE/AM – Defensor Público Estadual 
Com referência à responsabilidade civil, julgue os itens que se seguem. 
Os pais da vítima de morte em acidente de trânsito não são parte legítima 
para pleitear indenização por danos materiais, em forma de pensionamento 
mensal, porque se presume que cabe aos pais sustentar os filhos. 
Comentários 
O item está incorreto, como vimos em aula anterior, pois o falecido não poderá 
fazê-lo, estendendo-se a permissão aos parentes vivos.54. 2003 – CESPE – DPE/AM – Defensor Público Estadual 
Com referência à responsabilidade civil, julgue os itens que se seguem. 
O estabelecimento bancário responde pelos danos causados a terceiro em 
decorrência de conta-corrente aberta com documentos falsos. 
Comentários 
O item está correto, porque tal se trata de fortuito interno. 
 
 
Resumo 
 
 
Quais são as hipóteses de responsabilidade civil imprópria? 
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Como funciona a esfera cível e a esfera criminal e como elas se influenciam? 
 
 
Quais são os requisitos para a verificação do abuso de direito? 
• Pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua 
companhia
Os pais
• Pelos pupilos e curatelados, que se acharem nas mesmas 
condições
O tutor e o curador
• Por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do 
trabalho que lhes competir, ou em razão dele
O empregador ou comitente
• Pelos seus hóspedes, moradores e educandos
Os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde 
se albergue por dinheiro, mesmo para fins de educação
• Até a concorrente quantia
Os que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime
Juízo Cível
Visa indenizar a vítima
Objetividade (tendência à
responsabilidade objetiva)
Não influencia no outro
Executa a sentença transitada
em julgado no Criminal
Sentença condenatória penal é
título executivo judicial
Juízo Criminal
Visa punir o agressor
Subjetividade (tendência à
responsabilidade baseada na
culpa)
Influencia na autoria e
materialidade
Pode estabelecer indenização
mínima e fiança para o Cível
Juizado Especial Criminal: pode
fazer composição cível
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Quais são as decorrências da vedação ao abuso, derivadas da boa-fé 
objetiva? 
 
 
 
Considerações Finais 
 
Chegamos ao final desta aula. Vimos a segunda parte da responsabilidade civil 
que pode aparecer na sua prova. Com isso, na aula que vem, daremos início ao 
Direito das Coisas. 
Quaisquer dúvidas, sugestões ou críticas entrem em contato conosco. Estou 
disponível no fórum no Curso, por e-mail e, inclusive, pelo Facebook. 
1. Titularidade do 
direito pelo agente
2. Exercício excessivo 
do direito
3. Ultrapassagem dos 
limites impostos
4. Violação do direito 
alheio
5. Nexo de causalidade
• Venire contra factum proprium 
Vedação ao comportamento contraditório
• Supressio 
Supressão e surgimento
• Surrectio
Surgimento
• Tu quoque, nemo auditur propriam turpitudinem allegans
A ninguém é dado aproveitar-se da própria torpeza
• Duty to mitigate the loss
Vedação ao agravamento do prejuízo
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Aguardo vocês na próxima aula. Até láば! 
 
Paulo H M Sousa 
 
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