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Imunização - Resumo + Questões

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é o que 
chamamos de tetra viral. 
• Em 2018, o MS lançou uma atualização que inclui uma 2ª dose da varicela, feita para crianças entre 4 
a 6 anos. 
 
Vacina HPV 
O papilomavírus humano é um fator de risco para o desenvolvimento do câncer de colo de útero, mas existem 
alguns subtipos virais mais suscetíveis a desencadear esse processo. Podemos dividir em: 
• Oncogênicos (16 e 18) 
• Não oncogênicos (6 e 11) 
50% da população sexualmente ativa entra em contato com o HPV 
Para combater isso, existem dois tipos de vacina contra o HPV, a quadrivalente, que inclui meninos e meninas 
de 9 até 26 anos, e a bivalente, que só cobre meninas de 10 a 25 anos. Assim, no Brasil, utiliza-se a vacina 
quadrivalente nas seguintes faixas etárias: 
• Meninos = 11 a 14 anos 
• Meninas = 9 a 14 anos 
São feitas duas doses e o intervalo mínimo entre elas é de 6 meses. 
As mulheres com HIV entre 9 e 26 anos devem manter o esquema de 3 doses, recomendado pelo fabricante da 
vacina (0 – 1 – 6 meses). 
➔ É uma vacina não recomendada para gestantes. 
 
 
 
 
Vacina Febre Amarela 
• Vírus vivo atenuado 
• Administrada por via subcutânea (SC) 
• É indicada para residentes de área endêmica (9 meses – 59 anos) e viajantes para essas áreas (pelo 
menos 10 dias antes da viagem) 
• Esquema 
o Para os viajantes, é dose única 
o Para os residentes, são duas doses (9 meses e 4 anos) 
▪ Nas crianças que só recebem a primeira dose depois dos 5 anos, é necessária apenas 
uma dose. 
Eventos adversos raros 
• Febre hemorrágica e óbito 
 
➔ Não vacinar mulheres que amamentam! Caso ocorra a vacinação, devemos suspender o aleitamento 
materno por 28 dias (no mínimo, 10 dias) após a vacinação. 
➔ Doação de sangue só deve acontecer, no mínimo, 1 mês depois da vacina. 
 
 
VACINAS ATENUADAS 
• BCG (única bacteriana) 
• Poliomielite (VOP) 
• Rotavírus 
• Febre Amarela 
• Tríplice viral 
• Varicela 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Por serem vacinas de microrganismos vivos atenuados, são contraindicadas 
nos pacientes com imunodeficiência, seja ela congênita ou adquirida. 
 
1. Uma constatação nos Hospitais Pediátricos no Sul do Brasil no inverno de 2012 foi o número de casos de 
coqueluche em lactentes, pois estes não tiveram tempo hábil para realização completa da imunização 
conforme calendário vacinal do Ministério da Saúde. Qual das afirmativas abaixo não é uma complicação 
pós-vacinal do componente Pertussis da DPT? 
a) Síndrome de Guillain-Barré 
b) Episódio hipotônico hipo-responsivo em até 48 horas após a vacina 
c) Convulsão 
d) Choro inconsolável por cerca de 3 horas após a administração da vacina 
e) NDA 
 
2. O papiloma vírus genital é uma infecção sexualmente transmissível comum no Brasil e responsável pelo 
maior número de casos de óbitos de mulheres por câncer de colo uterino”. INCA – 2016. A vacina 
papilomavírus humano (HPV) é liberada para comercialização no Brasil seguindo as seguintes 
recomendações: Assinale a afirmativa considerada CORRETA: 
a) Recomenda-se completar o esquema da vacina com mais de uma dose e se houver interrupção é 
necessário reiniciar todo o esquema 
b) A vacina pode ser administrada concomitantemente a outras vacinas, de vírus vivos ou de vírus 
inativados 
c) A imunossupressão é contraindicação do uso 
d) Pode ser recomendada para mulheres grávidas acompanhadas adequadamente no pré-natal 
 
3. Depois de ser eliminado nos anos 90 no Brasil, o sarampo volta a ser problema de saúde pública. A 
recomendação atual é 
a) Programar vacinação em massa de adultos e crianças pela gravidade da doença 
b) Aumentar as taxas de vacinação em todo o território nacional para garantir o controle da doença 
c) Reforçar a vigilância e elevar a taxa de vacinação nas regiões de fronteiras com maior fluxo de 
imigração 
d) Atentar, juntamente com o sarampo, para as baixas coberturas vacinais de poliomielite e vacinar 
antes dos 12 meses de vida 
e) Não valorizar a diferença entre um caso autóctone, de um caso importado, ou ainda relacionado a 
um vírus vacinal para tomada da conduta. 
 
4. Como parte do esforço final de erradicação da poliomielite, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) 
iniciou em 2012 o processo de substituição da Vacina Oral (VOP) pela Vacina Inativada (VIP). Atualmente 
as crianças têm recebido três doses de VIP iniciais e duas doses de VOP de reforço. Qual a principal razão 
desta mudança? 
a) Aparecimento de poliomielite derivada da VOP 
b) A VIP é mais imunogênica 
c) A VIP não depende da absorção gastrointestinal 
d) Dificultar a reintrodução do vírus selvagem 
 
 
 
5. Com relação ao calendário de vacinação do Programa Nacional de Imunização (PNI), observe as afirmativas 
abaixo: 
 
I - A primeira dose da vacina de hepatite deve ser idealmente aplicada nas primeiras 24 horas de vida; 
a segunda dose, com 1 mês; e a terceira dose, aos 4 meses de vida. 
II - A DTP (tríplice viral) deve ser aplicada aos 2, 4 e 6 meses; o primeiro reforço, aos 15 meses; e o 
segundo reforço, entre 4 e 6 anos. 
III - A primeira dose de poliomielite deve ser obrigatoriamente com a forma inativada (VIP), podendo 
as demais doses ser feitas com a forma inativa ou oral atenuada (VOP). 
 
Assinale a alternativa CORRETA: 
a) As afirmativas I, II e III estão corretas 
b) Somente a afirmativa II está correta 
c) As afirmativas II e III estão corretas 
d) As afirmativas I e II estão corretas 
e) Nenhuma das afirmativas está correta 
 
6. Ao examinar uma criança de 1 mês de vida, o pediatra nota ausência da cicatriz vacinal da BCG. De acordo 
com a recomendação proposta pelo Ministério da Saúde: 
a) Deve-se solicitar um PPD 
b) Não há necessidade de repetir a vacina 
c) A ausência de cicatriz vacinal é certeza que a criança não está vacinada 
d) Até o sexto mês de vida, a criança poderá ser revacinada, sem necessidade de PPD anterior 
e) A BCG não pode ser repetida antes de completar 1 ano de vida 
 
7. Lactente de 2 meses, saudável, ao procurar a rede básica recebeu vacina tríplice viral (MMR). Qual a melhor 
conduta frente ao caso? 
a) Notificação em formulário próprio pela unidade de saúde e envio à coordenação do programa de 
imunização 
b) Notificação em formulário próprio pela unidade de saúde local e acompanhamento do caso por 7 
dias 
c) Notificação em formulário próprio pela unidade de saúde local e envio à coordenação do programa 
de imunização e acompanhamento do caso por 15 dias 
d) Notificação em formulário próprio pela unidade de saúde local e envio à coordenação do programa 
de imunização e acompanhamento do caso por 30 dias 
e) Notificação em formulário próprio na unidade de saúde local, envio à coordenação do programa de 
imunização. Acompanhamento do caso por 30 dias, com consulta semanal e encerrar o caso após 
este período e comunicar à coordenação do programa. 
 
 
 
 
 
8. Um menino de três anos e onze meses de idade foi diagnosticado com doença de Kawasaki e recebeu 
imunoglobulina endovenosa na dose de 2 g/kg e AAS na dose de 50 mg/kg/dia, que, após oito dias, foi 
modificada para 5 mg/kg/dia. No retorno de um mês, o ecocardiograma estava normal e o AAS foi suspenso. 
Seu calendário vacinal estava atualizado de acordo com o Programa Nacional de Imunizações. Com base 
nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta a recomendação para vacinação na consulta. 
a) Tríplice viral + varicela 
b) DTP + poliomielite + varicela 
c) DTP + poliomielite 
d) Meningococo C 
e) Varicela + meningococo C 
 
9. Por ser um parasita intracelular obrigatório, o Mycobacterium leprae não pode ser cultivado in vitro, e isso 
acaba por limitar os estudos, inclusive não existem vacinas específicas contra a hanseníase. Como medida 
de controle, utilizamos a BCG após avaliação dermatoneurológica minuciosa dos contatos e de acordo com 
situação vacinal de cada um. Sobre a vigilância de contatos em hanseníase, é correto afirmar: 
a) Deve-se administrar