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Prévia do material em texto

Equipe Professor Rômulo Passos | 2015 
 
APOSTILA COMPLETA DE TÉCNICO EM 
ENFERMAGEM P/ CONCURSOS 
MÓDULO II 
TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS 
 
Módulo II 
• Política Nacional de Imunização. 
• Hipertensão, Diabetes e Outras Doenças Crônicas 
• Doenças Sexualmente Transmissíveis, Hanseníase, Tuberculose, Dengue, e 
Doenças de Notificação Compulsória - DNC: 
 
Amigo (a)! 
Chegamos ao nosso segundo módulo da Apostila de Técnico de Enfermagem para 
Concursos. 
Nesse módulo, abordaremos conteúdos sobre Política Nacional de Imunização, 
Doenças Sexualmente Transmissíveis – DST, Imunização, Hipertensão, Diabetes e Outras 
Doenças Crônicas, Hanseníase, Tuberculose, Dengue, e Doenças de Notificação Compulsória. 
Constam nesse material questões comentadas, bem como a abordagem teórica dos 
conteúdos mais cobrados pelas bancas. 
É pensando em você e na sua aprovação que nos empenhamos em elaborar aulas 
direcionadas e organizadas, já que cada módulo aborda teoria e resolução de questões de 
determinado tópico do edital. 
 
Boa Aula!
 
Profª. Raiane Bezerra 
Profº. Dimas Silva 
Prof°. Rômulo Passos 
Profª. Cássia Moésia 
 
 
 
Política Nacional de Imunização 
 
1 - Sala de Vacina 
 Vejamos abaixo algumas orientações importantes para fins de concurso sobre a Sala de 
Vacina: 
- Colocar o equipamento distante de fonte de calor, como estufa e autoclave, e fora do 
alcance de raios solares; 
- Nivelar os equipamentos adequadamente; 
- Afastar o refrigerador da parede, pelo menos 20 cm, de modo a permitir a livre 
circulação do ar; 
- Usar tomada exclusiva para cada equipamento, é proibido o uso de "T"; 
- Os equipamentos devem permanecer com a temperatura interna preferencialmente 
de +5ºC, ponto ideal, mínima de +2º C e máxima de +8º C. 
- Verificar a temperatura 3 vezes ao dia, registrando-a no formulário de Controle de 
Temperatura, afixado na porta do equipamento. Algumas fontes pode recomendar a leitura 
apenas duas vezes ao dia. Cuidado! 
- Usar os equipamentos, única e exclusivamente para conservar imunobiológicos; 
- Certificar-se de que a porta está vedando adequadamente. Usando uma tira de papel 
com 3 cm de largura aproximadamente coloca-se entre a borracha da porta e o equipamento, 
se ao puxar o papel a borracha apresentar resistência, a vedação está adequada. Este teste deve 
ser feito em vários pontos da porta, especialmente nos quatro ângulos; 
Não é recomendada a utilização de refrigerador „duplex‟ em sala de vacina, pois este 
tipo de equipamento não mantém a temperatura preconizada, uma vez que os dois 
compartimentos estão separados e a câmara de estoque de imunobiológicos não possui 
evaporador. Logo, a questão está incorreta; 
A limpeza do refrigerador é um procedimento importante para manter as condições 
ideais de conservação dos imunobiológicos. Deve ser feita a cada 15 dias ou quando a 
camada de gelo do congelador atingir 0,5 cm. 
Após a limpeza do refrigerador, as portas devem ser mantidas fechadas por um período 
de uma a três horas (dependendo do tipo de refrigerador). 
 
 Mas, cuidado! Antes de recolocar os imunobiológicos na geladeira, deve-
se verificar se a temperatura interna está entre +2 ºC e +8 ºC, sendo ideal +5 ºC. 
 
Em caso de falta de energia elétrica no prazo superior a quatro ou seis horas, os 
imunobiológicos devem ser retirados do refrigerador e colocados em uma caixa térmica até o 
retorno da energia elétrica. Por conseguinte, a questão está incorreta. 
As bandejas com imunobiológicos devem ser colocadas nas prateleiras, da seguinte 
maneira: 
 
 
 
Amigo(a), é importante destacar que, na porta e na gaveta da parte de baixo do 
refrigerador, não se deve colocar imunobiológicos, pois quando a porta é aberta estas áreas 
são as primeiras a sofrerem o impacto da temperatura ambiente. 
O controle da temperatura dos equipamentos que armazenam imunobiológicos em todas 
as instâncias da rede de frio é feito mediante a verificação sistemática dos termômetros. 
Na sala de vacinação, nos postos de vacinação fixos e volantes, por ocasião das 
atividades extramuros em campanhas, intensificações e bloqueios, bem como no transporte, 
os imunobiológicos devem ficar entre +2 ºC e +8 ºC (ideal + 5 ºC), que é a temperatura a ser 
mantida no interior do refrigerador e de caixas térmicas. 
Para verificar e controlar a temperatura, são utilizados os seguintes termômetros: 
 Termômetro analógico de momento e de máxima e mínima (capela); 
 Termômetro digital de momento e de máxima e mínima, com cabo extensor; 
 Termômetro digital de momento e de máxima e mínima, com cabo extensor e dois visores; 
 Termômetro analógico de cabo extensor; 
 Termômetros a laser. 
! 
O termômetro linear fornece apenas a temperatura do momento. Por isso, seu uso não é 
aconselhável para o monitoramento da temperatura no interior dos refrigeradores ou de caixas 
térmicas. 
O termômetro mais recomendado para ser usado nos equipamentos da rede de frio é o 
de momento e de máxima e mínima, pois pode-se verificar a temperatura máxima, a 
temperatura mínima ocorrida em um espaço de tempo e a temperatura no momento da 
verificação. 
 A título de exemplo, vamos verificar como funciona o termômetro analógico de 
momento e de máxima e mínima (capela). 
O termômetro analógico de momento e de máxima e mínima (ver figura abaixo) contém 
duas colunas verticais de mercúrio com escalas inversas. É utilizado para verificar as 
variações de temperatura, num período de tempo preestabelecido, oferecendo três tipos de 
informação: 
 a temperatura mínima (mais fria); 
 a temperatura máxima (mais quente); e 
 a temperatura do momento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O termômetro de aferição da temperatura máxima e mínima deve permanecer sempre na 
posição vertical. Isso é obvio! Por isso, a questão está incorreta. 
 
 
 
 
 
 
Figura - Termômetro analógico de momento e de máxima e mínima – capela (Brasil, 2001). 
Vejamos uma questão sobre o tema: 
1. (Prefeitura de Alagoa Grande-PB/IBFC/2014) Na primeira prateleira da geladeira de 
vacinas devem ser armazenados os imunobiológicos que _______ ser submetidos à 
temperatura negativa. As vacinas contra ________ e __________ são exemplos de 
imunobiológicos que devem ser armazenados na primeira prateleira. Assinale a alternativa 
que completa correta e respectivamente as lacunas. 
a) Não podem / Pneumococo / Vacina oral da poliomielite. 
b) Não podem / BCG / Febre Amarela. 
c) Podem / Dupla Adulto / Hepatite B. 
d) Podem / Febre Amarela / SCR (Sarampo, Caxumba e Rubéola). 
COMENTÁRIOS: 
São exemplos de imunobiológicos que podem ser armazenados na primeira prateleira 
da geladeira de estocagem de vacinas: vacina poliomielite; vacina sarampo, caxumba, 
rubéola (tríplice viral); vacina sarampo e rubéola (dupla viral) e vacina febre amarela. 
Nessa tela, o gabarito é a letra D. 
 
 
2 - Imunidade 
A imunização ativa ocorre quando o próprio sistema imune do indivíduo, ao entrar em 
contato com uma substância estranha ao organismo, responde produzindo anticorpos e células 
imunes (linfócitos T). Esse tipo de imunidade geralmente dura por vários anos, às vezes, por 
toda uma vida. Os dois meios de se adquirir imunidade ativa são contraindo uma doença 
infecciosa e a vacinação. 
A imunização passiva é obtida pela transferência ao indivíduo de anticorpos produzidos 
por um animal ou outro ser humano. Esse tipo de imunidade produz uma rápida e eficiente 
proteção, que, contudo, é temporária, durando em média poucas semanas ou meses. A 
imunidade passiva natural é o tipo mais comum de imunidade passiva, sendo caracterizada 
pela passagem de anticorpos da mãe para o feto através da placenta e também pelo leite. Essa 
transferência de anticorpos ocorre nos últimos 2 meses de gestação, de modo a conferir uma 
boa imunidade à criança durante seu primeiro ano de vida. A imunidade passiva artificial 
pode seradquirida sob três formas principais: a imunoglobulina humana combinada, 
a imunoglobulina humana hiperimune e o soro heterólogo. A transfusão de sangue é uma 
outra forma de se adquirir imunidade passiva, já que, virtualmente, todos os tipos de produtos 
sanguíneos (i.e. sangue total, plasma, concentrado de hemácias, concentrado de plaquetas, etc) 
contêm anticorpos. 
Imunização 
Ativa  Produzida pelo próprio sistema imune do indivíduo; 
 Apresenta duração de vários anos, às vezes, de toda uma vida; 
 Pode ser adquirida, contraindo uma doença infecciosa e pela vacinação. 
Passiva  Obtida pela transferência ao indivíduo de anticorpos produzidos por um animal ou 
outro ser humano; 
 Produz uma rápida e eficiente proteção, mas temporária, durando em média poucas 
semanas ou meses. 
 A imunidade passiva natural é caracterizada pela passagem de anticorpos da mãe para 
o feto através da placenta e também pelo leite. 
 A imunidade passiva artificial pode ser adquirida sob três formas principais: 
a imunoglobulina humana combinada, a imunoglobulina humana hiperimune e 
os soros (ex.: soro antiofídico e soro antirrábico). 
2. (AVAPE/Consulplan/2013) Sobre os princípios da imunidade e o uso dos 
imunobiológicos, marque a alternativa correta. 
a) As vacinas conferem ao organismo imunidade passiva artificialmente adquirida. 
b) Na imunidade ativa, o organismo produz anticorpos específicos contra determinado 
antígeno. 
c) Os anticorpos obtidos pelo recém-nascido, por meio da mãe, é um exemplo de imunidade 
ativa. 
d) As imunoglobulinas e os soros são produzidos a partir de antígenos ou pelo produto de 
antígenos. 
e) A duração da proteção conferida pelos soros é relativamente mais duradoura do que pelas 
vacinas. 
 COMENTÁRIOS: 
Vamos analisar os itens da questão: 
Item A. Incorreto. As vacinas conferem ao organismo imunidade ativa. Por outro lado, 
os soros e imunoglobulinas conferem ao organismo imunidade passiva artificialmente 
adquirida. 
Item B. Correto. Na imunidade ativa (doenças infecciosas, a exemplo da varicela, e 
vacinas), o organismo produz anticorpos específicos contra determinado antígeno. 
Item C. Incorreto. Os anticorpos obtidos pelo recém-nascido, por meio da mãe, é um 
exemplo de imunidade passiva natural, e não ativa. 
Item D. Incorreto. As imunoglobulinas e os soros são produzidos pela transferência ao 
indivíduo de anticorpos produzidos por um animal ou outro ser humano, e não por 
antígenos. 
Item E. Incorreto. A duração da proteção conferida pelos soros é relativamente menos 
duradoura do que pelas vacinas. 
Nessa tela, o gabarito da questão é a letra B. 
 
3 - Vacina BCG 
A vacina BCG (bacilo de Calmette e Guerin) é indicada para prevenir as formas graves 
da tuberculose (miliar e meníngea) nos menores de cinco anos, mais frequentemente nos 
menores de um ano. 
A vacina é administrada nas primeiras 12 horas de vida, preferencialmente na 
maternidade ou na primeira visita do bebê à unidade de saúde, considerando que quanto 
menor a idade maior a eficácia da vacina. 
Atenção! 
Na rotina dos serviços, a vacina é disponibilizada para crianças até 4 anos 11 meses e 
29 dias ainda não vacinadas. 
Crianças vacinadas na faixa etária preconizada que não apresentam cicatriz vacinal após 
6 meses da administração da vacina, revacinar apenas uma vez. 
A vacina BCG é administrada por via intradérmica. O volume de cada dose 
corresponde a 0,1 ml, rigorosamente, para evitar complicações. 
Em síntese, temos que: 
 
 
Como deve ser a vacinação BCG de indivíduos expostos ao HIV? 
 
 crianças filhas de mãe HIV positiva podem receber a vacina o mais 
precocemente possível até os 18 meses de idade, se assintomáticas e sem sinais 
de imunodeficiência; 
 crianças com idade entre 18 meses e 4 anos 11 meses e 29 dias, não vacinadas, 
somente podem receber a vacina BCG após sorologia negativa para HIV; para 
estes indivíduos, a revacinação é contraindicada; 
 a partir dos 5 anos de idade, indivíduos portadores de HIV não devem ser 
vacinados, mesmo que assintomáticos e sem sinais de imunodeficiência. 
Entretanto, os portadores de HIV que são contatos intradomiciliares de 
paciente com hanseníase devem ser avaliados do ponto de vista imunológico 
para a tomada de decisão. Pacientes sintomáticos ou assintomáticos com 
contagem de LT CD4+ abaixo de 200/mm
3
 não devem ser vacinados. 
Atenção! A administração da vacina BCG deve ser adiada quando a 
criança apresentar peso inferior a 2 kg, devido à escassez do tecido cutâneo 
(panículo adiposo) e quando apresentar lesões lesões graves de pele. 
 
A vacina BCG é utilizada, também, para a pessoa que é comunicante de paciente de 
hanseníase (contato intradomiciliar), com o objetivo de propiciar proteção cruzada contra a 
doença, adotando esquema diferenciado. 
O esquema de vacinação com a BCG corresponde a uma dose, a partir do nascimento. 
Fique Ligado! 
 Na ausência da cicatriz, é indicada a revacinação seis meses após a primeira dose 
(intervalo mínimo); 
 A revacinação, no entanto, só pode ser feita até uma vez, já que a ausência de cicatriz 
não significa necessariamente que a pessoa não está imunizada; 
 Os recém-nascidos contatos de indivíduos bacilíferos deverão ser vacinados somente após 
o tratamento da infecção latente da tuberculose ou a quimioprofilaxia. 
 Ao administrar dose adicional em contato de paciente de hanseníase, respeite o intervalo 
de seis meses da dose anterior. Administre um pouco acima (± 1 cm) da cicatriz existente. 
 Em gestante contato de indivíduo portador de hanseníase, a vacinação com BCG deve ser 
adiada para depois do parto. 
 A realização do teste tuberculínico é dispensável, antes ou depois da administração da 
vacina BCG, inclusive para os contatos de pacientes de hanseníase. 
No caso de contato intradomiciliar de paciente com diagnóstico de hanseníase, que 
não apresenta sinais e sintomas, independente de ser paucibacilar (PB) ou multibacilar (MB), 
o esquema de vacinação deve considerar a história vacinal do contato, da seguinte forma: 
 
Notas sobre a administração da vacina BCG: 
 A administração da vacina é feita na região do músculo deltóide, no nível da inserção 
inferior, na face externa superior do braço direito. 
 O uso do braço direito tem por finalidade facilitar a identificação da cicatriz em 
avaliações da atividade de vacinação. 
 O bisel da agulha deve estar voltado para cima; 
 A seringa deve formar com o braço um ângulo de 15º; 
 A dose da vacina deve ser de 0,1ml, exatamente; 
 O procedimento correto na introdução da agulha no local indicado (formando um 
ângulo de 15º) e a administração da dose exata (0,1ml) previnem complicações. 
 
 Figura - Visualização da pápula após a vacinação com a BCG (SESAB, 2011). 
 
Menores de 1 ano de idade 
•Não vacinados: administrar 
uma dose de BCG. 
•Comprovadamente 
vacinados: não administrar 
outra dose de BCG. 
•Comprovadamente vacinados 
que não apresentem cicatriz 
vacinal: administrar uma dose 
de BCG seis meses após a 
última dose. 
A partir de 1 ano de idade 
•Sem cicatriz: administrar uma 
dose 
•Vacinados com uma dose: 
administrar outra dose de 
BCG, com intervalo mínimo 
de seis meses após a dose 
anterior. 
•Vacinados com duas doses: 
não administrar outra dose de 
BCG. 
 
Notas sobre a administração intradérmica: 
 
 Quando necessário, a limpeza da pele deve ser feita com água e sabão; 
 O álcool comum não deve ser utilizado pela sua baixa volatilidade (demora a secar) e 
pelo baixo poder antisséptico; 
 Na injeção intradérmica, especialmente, o uso do álcool não é indicado para evitar uma 
possível interação com o líquido injetável, em face da presença dos poros e pelo fato de o 
líquido ser depositado muito próximo da epiderme. 
 Em situações excepcionais, quando não houver água e sabão (vacinação na zona rural e 
em ambiente hospitalar), utilizar o álcoola 70%; 
 Quando for utilizado o álcool a 70% manter a fricção da pele por 30 segundos e, em 
seguida, esperar mais 30 segundos para a secagem e, só então, administrar o 
imunobiológico. 
 
 
Agora, vejamos algumas questões sobre o tema: 
3. (HU-UFPI/EBESERH/IADES/2012) A vacina BCG (Bacilo Calmette – Guérim) é usada 
na prevenção contra tuberculose, e está recomendada no calendário básico da criança da rede 
do Sistema Único de Saúde - SUS. Sobre o tema, assinale a alternativa correta. 
a) Uma dose de vacina BCG deve ser repetida na ausência de cicatriz em crianças menores de 
5 (cinco) anos. 
b) Os contatos de portadores intradomiciliares de hanseníase maiores de 1 (um) ano 
necessitam de uma segunda dose de BCG. 
c) Pode-se administrar a terceira dose de BCG em pessoas em contato intradomiciliar com 
portadores de hanseníase, porém, somente quando não apresentar cicatriz. 
d) A vacina é contraindicada para crianças portadoras de HIV no nascimento. 
e) Podem ser vacinados com BCG os menores de 36 semanas. 
COMENTÁRIOS: 
Após apresentação dos principais aspectos da vacina BCG, vamos analisar cada 
assertiva da questão: 
Item A. Correto. Uma dose de vacina BCG deve ser repetida na ausência de cicatriz 
em crianças menores de cinco anos (4 anos, 11meses e 29 dias). 
Item B. Incorreto. Vejamos as regras sobre a vacinação de contatos de portadores de 
hanseníase: 
 
Portanto, os contatos de portadores intradomiciliares de hanseníase maiores de um ano 
não necessitam obrigatoriamente de uma segunda dose de BCG. Por exemplo, caso o 
contato domiciliar tenha duas cicatrizes, não é necessário outra dose da BCG. 
Ressaltamos ainda que: 
 É necessário manter o intervalo mínimo de seis meses entre as doses da vacina; 
 Os contatos com duas doses não administrar nenhuma dose adicional; 
 Na incerteza da existência de cicatriz vacinal ao exame dos contatos íntimos de 
portadores de hanseníase, aplicar uma dose, independentemente da idade. 
Item C. Incorreto. A revacinação da BCG só pode ser feita até uma vez, já que a 
ausência de cicatriz não significa necessariamente que a pessoa não está imunizada. Nesse 
sentido, não se pode administrar a terceira dose de BCG em pessoas em contato 
intradomiciliar com portadores de hanseníase, mesmo quando não apresentar cicatriz. 
Item D. Incorreto. A vacinação BCG de indivíduos expostos ao HIV é feita da seguinte 
forma: 
 
Menores de 1 ano de idade 
•Não vacinados: administrar 
uma dose de BCG. 
•Comprovadamente 
vacinados: não administrar 
outra dose de BCG. 
•Comprovadamente vacinados 
que não apresentem cicatriz 
vacinal: administrar uma dose 
de BCG seis meses após a 
última dose. 
A partir de 1 ano de idade 
•Sem cicatriz: administrar uma 
dose 
•Vacinados com uma dose: 
administrar outra dose de 
BCG, com intervalo mínimo 
de seis meses após a dose 
anterior. 
•Vacinados com duas doses: 
não administrar outra dose de 
BCG. 
 crianças filhas de mãe HIV positiva podem receber a vacina o mais 
precocemente possível até os 18 meses de idade, se assintomáticas e sem 
sinais de imunodeficiência; 
 crianças com idade entre 18 meses e 4 (quatro) anos 11 meses e 29 dias, não 
vacinadas, somente podem receber a vacina BCG após sorologia negativa para 
HIV; para estes indivíduos, a revacinação é contraindicada; 
 a partir dos 5 anos, indivíduos portadores de HIV não devem ser vacinados, 
mesmo que assintomáticos e sem sinais de imunodeficiência. 
Atenção! Crianças filhas de mãe com HIV positivo, menores de 18 meses de idade, mas que 
não apresentam alterações imunológicas e não registram sinais ou sintomas clínicos indicativos de 
imunodeficiência, podem receber todas as vacinas dos calendários de vacinação e as disponíveis no 
Crie o mais precocemente possível. 
Portanto, em certos casos, a vacina não é contraindicada para crianças portadoras de 
HIV no nascimento. 
Item E. Incorreto. A vacina BCG deve ser administrada o mais precoce possível, 
preferencialmente após o nascimento. Contudo, nos prematuros com menos de 36 
semanas, é recomendável administrar a vacina após completar um mês de vida 
e atingir 2 Kg. 
Verificamos claramente que a alternativa correta é a letra A. Todavia, essa questão 
poderia ter sido anulada, pois a letra B foi redigida de forma incompleta e induziu o candidato 
ao erro. 
 
4. (HU-UFS/EBSERH/Instituto AOCP/2014) Sobre a vacina BCG, assinale a alternativa 
correta. 
a) A vacina BCG é administrada com a finalidade principal de prevenir as formas graves da 
meningite. 
b) A idade de vacinação recomendada é a partir de 02 meses de vida, ou peso superior a 3,0 
kg. 
c) A vacina BCG é preparada com vírus vivos, a partir de cepas atenuadas do Mycobacterium 
bovis. 
d) Na ausência da cicatriz vacinal é indicada a revacinação seis meses após a primeira dose. 
e) A realização do teste tuberculínico é indispensável, antes da administração da vacina BCG. 
COMENTÁRIOS: 
Vamos corrigir cada uma das assertivas: 
Item A. A vacina BCG é administrada com a finalidade principal de prevenir as formas 
graves da tuberculose, e não meningite. 
Item B. A idade de vacinação recomendada é a partir do nascimento. Em crinças com 
peso inferir a 2,0 kg, deve ser adiada. 
Item C. A vacina BCG é preparada com bactéria atenuada do Mycobacterium bovis. 
Item D. Na ausência da cicatriz vacinal é indicada a revacinação seis meses após a 
primeira dose. 
Item E. A realização do teste tuberculínico é recomendada em casos específicos, não 
sendo indispensável antes da administração da vacina BCG. 
Diante do exposto, a resposta só pode ser a letra D. 
 
5. (Prefeitura de Várzea Alegre – CE/2014/URCA) De acordo com BRASIL (2012), as 
orientações importantes para administração da BCGID na criança, são, EXCETO: 
a) Para os prematuros com menos de 36 semanas, administre a vacina depois que eles 
completarem 1 mês de vida e atingirem 2 Kg. 
b) Contatos intradomiciliares de portadores de hanseníase menores de 1 ano de idade 
comprovadamente vacinados não necessitam de outra dose da BCG. 
c) Para as crianças HIV positiva, ainda não vacinadas que chegam a unidade de saúde a 
vacina está indicada. 
d) Para contatos com duas doses, não se deve administrar nenhuma dose adicional. 
COMENTÁRIOS: 
A vacinação BCG de indivíduos expostos ao HIV é feita da seguinte forma: 
 crianças filhas de mãe HIV positiva podem receber a vacina o mais 
precocemente possível até os 18 meses de idade, se assintomáticas e 
sem sinais de imunodeficiência; 
 crianças com idade entre 18 meses e 4 (quatro) anos 11 meses e 29 dias, não 
vacinadas, somente podem receber a vacina BCG após sorologia negativa 
para HIV; para estes indivíduos, a revacinação é contraindicada; 
 a partir dos 5 anos, indivíduos portadores de HIV não devem ser vacinados, 
mesmo que assintomáticos e sem sinais de imunodeficiência. 
A alternativa C é a incorreta. Veja que para as crianças, ainda não vacinadas, que 
chegam a unidade de saúde a vacina está indicada apenas na seguinte situação: quando 
crianças filhas de mãe HIV positiva podem receber a vacina o mais precocemente possível 
até os 18 meses de idade, se assintomáticas e sem sinais de imunodeficiência. 
 
6. (HC-UFTM /EBSERH/IADES/2013) Ao nascimento de uma criança no centro obstétrico, 
a imunização é um procedimento indispensável para a prevenção de doenças infantis. A BCG 
(Bacillus Calmette- Guérin) é administrada para proteção contra tuberculose. A vacina deve 
ser administrada na 
a) face interna do antebraço esquerdo. 
b) porção media do antebraço direito. 
c) porção superior do braço direito. 
d) inserção inferior do deltoide direito. 
e) inserção inferior do deltoide esquerdo. 
COMENTÁRIOS: 
A vacina BCG (bacilo de Calmette e Guerin) é indicada para prevenir as formas 
graves da tuberculose (miliar e meníngea) nos menores de cinco anos, mais frequentemente 
nos menores de um ano. 
A vacina é administrada nasprimeiras 12 horas de vida, preferencialmente na 
maternidade ou na primeira visita do bebê à unidade de saúde, considerando que quanto 
menor a idade maior a eficácia da vacina. 
A vacina BCG é administrada por via intradérmica. 
Notas sobre a administração da vacina BCG: 
- A administração da vacina é feita na região do músculo deltóide, no nível da 
inserção inferior, na face externa superior do braço direito. 
- O uso do braço direito tem por finalidade facilitar a identificação da cicatriz em 
avaliações da atividade de vacinação. 
- O bisel da agulha deve estar voltado para cima; 
- A seringa deve formar com o braço um ângulo de 15º; 
- A dose da vacina deve ser de 0,1ml, exatamente; 
- O procedimento correto na introdução da agulha no local indicado (formando um 
ângulo de 15º) e a administração da dose exata (0,1ml) previnem complicações. 
 
 
Nesses termos, o gabarito da questão é a letra D. 
 
 
 
 
4 - Vacinas Pentavalente, Tríplice Bacteriana (DTP), Difteria e 
Tétano (DT) 
Desde o 2º semestre de 2012, a nova vacina pentavalente agregou duas vacinas que 
eram administradas separadamente: a tetravalente (contra difteria, tétano, coqueluche, 
meningite e outras infecções pelo Haemophilus influenza tipo b) e a vacina contra a hepatite 
B. 
 
Além da pentavalente, a criança manterá os dois reforços com a vacina tríplice 
bacteriana - DTP (difteria, tétano, coqueluche). O primeiro reforço deverá ser administrado 
aos 15 meses e o segundo reforço aos 4 anos de idade. Os recém-nascidos continuam a 
receber a primeira dose da vacina hepatite B nas primeiras 24 horas de vida, 
preferencialmente nas primeiras 12 horas, para prevenir a transmissão vertical. Ou seja, há 
uma dose da vacina hepatite B (monovalente) cujo público alvo são as crianças com até 30 
dias de vida, bem como outras crianças que já tinham esquema completo para tetravalente, 
mas não tinham para a Hepatite B. 
Como era antes? 
1 - Tetravalente (contra difteria, coqueluche, tétano, e outras infecções por 
Haemophilus influenza b) - vacina injetável em três doses (2, 4 e 6 meses). Reforço da tríplice 
bacteriana (incluída na tetravalente) aos 15 meses e aos 4 anos. 
Segue o antigo calendário da vacina tetravalente: 2 meses -> 4 meses -> 6 meses -> reforço da 
tríplice bacteriana (DTP) aos 15 meses -> reforço da tríplice bacteriana (DTP) aos 4 anos. 
2 - Hepatite B - vacina injetável aplicada ao nascer (ou na primeira visita à unidade de 
saúde), com 1 mês de vida e novamente aos 6 meses. 
Segue o antigo calendário da vacina contra hepatite B: ao nascer -> 1 mês -> 6 meses. 
 
Meus amigos, como é a regra atual do calendário de vacinação da 
pentavente e hepatite B? 
1 - Pentavalente (contra hepatite B, difteria, coqueluche, tétano, e outras infecções 
Vacina 
Pentavalente 
tetravalente (contra difteria, 
tétano, coqueluche, e outras 
infecções pelo Haemophilus 
influenza tipo b); 
vacina contra a hepatite B. 
por Haemophilus influenza b) - vacina injetável aos 2, 4 e 6 meses. Reforço da tríplice 
bacteriana aos 15 meses e aos 4 anos. 
Segue o calendário da vacina pentavalente: 2 meses -> 4 meses -> 6 meses -> reforço da tríplice 
bacteriana (DTP) aos 15 meses -> reforço da tríplice bacteriana (DTP) aos 4 anos. 
2 - Hepatite B - com a inclusão na pentavalente, passa a ser aplicada sozinha apenas na 
criança ao nascer, de forma injetável, para evitar a transmissão vertical. 
Segue o calendário da hepatite B: ao nascer, podendo ser feita até o primeiro mês de vida da 
criança. Outras três doses dessa vacina foram incluídas na pentavalente (2, 4 e 6 meses). 
Atenção! Adolescente e adultos que não apresentam o esquema vacinal 
completo contra hepatite B (três doses) deverão seguir as regras anteriores, ou 
seja, devem receber até três doses. 
 Em síntese, a pentavalente é composta pela vacina adsorvida difteria, tétano, pertussis
1
, 
hepatite B (recombinante) e Haemophilus influenzae tipo b (conjugada) - DTP/HB/Hib
2
. É 
indicada para imunização ativa de crianças a partir de dois meses de idade. 
 
O Ministério da Saúde adquiriu a vacina pentavalente (DTP/HB/Hib) de dois 
laboratórios produtores, Novartis/Berna e Serum Institute of India Ltd. 
A vacina combinada é inteiramente líquida na forma de suspensão injetável apresentada 
em frasco ou ampola contendo 1 dose de 0,5mL. 
A vacinação básica consiste na aplicação de 3 doses, com intervalo de 60 dias (mínimo 
de 30 dias), a partir de 2 meses de idade. E indicada para a vacinação de crianças menores de 
5 anos de idade como dose do esquema básico. 
 
1
 Pertússis, coqueluche ou tosse convulsa é uma doença altamente contagiosa e perigosa para crianças causada 
pelas bactérias Gram-negativas Bordetella pertussis e Bordetella parapertussis (geralmente com sintomas mais ligeiros), 
que causa tosse violenta contínua e dolorosa. A patologia é prevenível por vacinação. 
2
 Vacina pentavalente (DTP - difteria, tétano e coqueluche + HB - hepatite B + Hib - Haemophilus influenzae tipo b). 
Vacina 
Pentavalente 
Triplice Bacteriana (DTP) 
difteria 
tétano 
coqueluche (pertussis) 
hepatite B 
Haemophilus influenzae 
tipo b (conjugada) 
Os dois reforços necessários serão realizados com a vacina DTP (difteria, tétano e 
pertussis). O primeiro reforço aos de 15 meses de e o segundo reforço aos 4 anos. A idade 
máxima para aplicação da DTP é de 6 anos 11meses e 29 dias. 
Ressalta-se também que fará parte deste esquema, para os recém-nascidos, a primeira 
dose nas primeiras 24 horas, preferencialmente nas primeiras 12 horas, com a vacina hepatite 
B (recombinante). 
A vacina pentavalente (DTP/HB/Hib) deve ser administrada na dose de 0,5 mL por via 
intramuscular, no vasto lateral da coxa, em crianças menores de 2 anos de idade e na região 
deltóide nas crianças acima de dois anos de idade. 
Pode, ainda, ser administrada na região ventro glútea, por estar livre de estruturas 
anatômicas importantes (não apresenta vasos sanguíneos ou nervos significativos), sendo 
indicada para qualquer faixa etária. 
A vacina não deve ser administrada região dorso glútea, devido ao risco de lesão do 
nervo ciático e a possibilidade de injetar a vacina em gordura, em vez de músculo. 
Atenção! A vacina pentavalente é contraindicada para pessoas com 7 anos de idade ou 
mais. 
Em suma, temos o seguinte: 
 
 
A vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis, conhecida como tríplice bacteriana 
(DTP), é indicada para a administração das duas doses de reforço, quando foi usada a vacina 
pentavalente no esquema básico. 
O objetivo da vacinação é prevenir contra a difteria, o tétano e a coqueluche (ou 
pertussis). 
A vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis é uma associação dos toxóides diftérico e 
tetânico com a Bordetella pertussis inativada, tendo o hidróxido de alumínio como adjuvante e 
o timerosal como preservativo. 
A vacinação com a vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis é indicada para o reforço 
do esquema básico, que, de modo geral, corresponde a uma dose com intervalo mínimo de 
seis meses depois da vacinação básica (pentavalente). Um segundo reforço é dado entre quatro 
anos e seis anos, 11 meses e 29 dias, preferencialmente aos 4 anos. 
Atenção! A vacina pentavalente é administrada aos 2, 4 e 6 meses. Em regra, 
o reforço da tríplice bacteriana (DTP) é feito aos 15 meses e aos 4 anos. 
Ao indicar a vacinação com a vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis (DTP), 
considerar as doses administradas anteriormente e não reiniciar o esquema. 
Vejamos algumas observações sobre a DTP: 
 O reforço pode ser administrado em qualquer idade (até os seis anos, onze meses e 29 
dias), observando-se um intervalo mínimo de seis meses após a última dose da 
vacinação básica (pentavalente); 
 Se o esquema básico não for iniciado ou completado até a idade de seis anos, onze 
meses e 29 dias, as doses necessáriasserão aplicadas com a vacina adsorvida difteria e 
tétano adulto (DT) em lugar da vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis (DTP); 
 Caso a criança esteja com quatro anos ou mais e não tenha recebido o primeiro reforço, 
não é necessário administrar dois reforços, mas apenas um na ocasião do atendimento, 
seguindo-se o esquema de uma dose da vacina difteria e tétano adulto, a cada 10 anos. 
A vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis (DTP) é administrada por via 
intramuscular profunda. 
Em regra, a vacina tríplice bacteriana (DTP) deve ser administrada na dose de 0,5 mL 
por via intramuscular profunda, no vasto lateral da coxa, em crianças menores de dois anos de 
idade e na região deltóide nas crianças acima de dois anos de idade. 
 
Vacinas Pentavalente 
e Tríplice Bacteriana 
No vasto lateral da coxa, em 
crianças menores de 2 anos; 
Na região deltóide, em 
crianças acima de 2 anos. 
Local de 
administração 
Em resumo: 
 
 
 A vacina adsorvida difteria e tétano (dT) adulto é constituída pelos toxóides diftérico e 
tetânico. 
É indicada a partir dos sete anos de idade, inclusive para adolescentes e adultos 
conforme calendários específicos, com o objetivo de prevenir o tétano e a difteria. A 
vacinação de mulheres em idade fértil (12 a 49 anos) e gestantes visa, principalmente, a 
prevenção do tétano neonatal. 
A vacina adsorvida difteria e tétano adulto é administrada nos maiores de sete anos para 
os reforços do esquema básico e para aqueles que não tenham recebido as vacinas 
pentavalente e tríplice bacteriana (DTP), ou que tenham esquema incompleto dessas vacinas. 
O esquema básico da adsorvida difteria e tétano adulto (dT) corresponde a três doses 
com intervalo de 60 dias entre as doses. Esse esquema é feito para as pessoas que não 
estiverem com o esquema completo da pentavalente e tríplice bacteriana (DTP). 
O reforço da vacina adsorvida difteria e tétano n (dT) adulto é administrado de 10 em 
10 anos. 
Vejamos agora algumas questões sobre o tema: 
7. (HULW-UFPB/EBSERH/Instituto AOCP/2014) De acordo com a Portaria MS 
1498/2013, faz parte do calendário nacional de vacinação do idoso reforço, a cada 10 anos, 
de 
a) vacina hepatite B (recombinante). 
 vacina adsorvida difteria e tétano adulto 
c vacina adsorvida difteria, tétano, pertussis, hepatite recom inante e Haemophilus 
influenzae B (conjugada). 
d) vacina febre amarela (atenuada). 
e vacina pneumoc cica -valente (conjugada). 
COMENTÁRIOS: 
O reforço da vacina adsorvida difteria e tétano (dT) adulto é administrado de 10 em 10 
anos. Por isso, o gabarito é a letra B. 
 
8. (HUPAA-UFAL/EBSERH/IDECAN/2014) De acordo com o Programa Nacional de 
Imunização, o 2º reforço da vacina tríplice bacteriana (DTP) em uma criança em dia com o 
esquema de vacinação deve ser feita em qual idade? 
a) 4 anos. 
b) 5 anos. 
c) 6 meses. 
d) 9 meses. 
e) 12 meses. 
COMENTÁRIOS: 
Vejamos a tabela abaixo: 
 
A partir do exposto, verificamos que o gabarito é a letra A. 
 
9. (Prefeitura de Macau-RN/CONPASS/2014) Ainda de acordo com o Calendário 
Nacional de Imunizações, disponível no Sistema Único de Saúde, em relação à vacina 
pentavalente é correto afirmar: 
a) Deve ser administrada 0,5 ml da vacina por via intramuscular (IM), na região glútea, em 
crianças menores de 4 anos de idade e na região deltóide nas crianças a partir vecide seis 
anos de idade. 
b) Deve ser administrada 0,5 ml da vacina por via intramuscular (IM), no vasto lateral da 
coxa esquerda, em crianças menores de 2 anos de idade e na região deltóide nas crianças a 
partir de dois anos de idade. 
c) Deve ser administrada 0,1 ml da vacina por via intradérmica, em crianças menores de 1 
ano de idade e na região glútea nas crianças a partir de dois anos de idade. 
d) Deve ser administrada 0,5 ml da vacina por via subcutânea, em crianças menores de 1 ano 
de idade e na região deltóide nas crianças a partir de dois anos de idade. 
e) Deve ser administrada 0,5 ml da vacina por via intramuscular (IM), no vasto lateral da 
coxa esquerda, em crianças menores de 1 ano de idade e na região glútea nas crianças a 
partir de dois anos de idade. 
COMENTÁRIOS: 
Conforme explicação desta aula, verificamos que a vacina pentavalente deve ser 
administrada 0,5 ml da vacina por via intramuscular (IM), no vasto lateral da coxa esquerda, 
em crianças menores de 2 anos de idade e na região deltóide nas crianças a partir de dois 
anos de idade. Dessa forma, o gabarito é a letra B. 
 
10. (Instituto Benjamin Constant/AOCP/2013) A vacina Pentavalente, introduzida 
recentemente no calendário de vacinação infantil, é indicada para imunização ativa de 
crianças a partir de qual idade, e protege contra quais doenças? 
a) 1 ano; protege contra difteria, sarampo; rubéola, rotavírus e doenças causadas por 
Meningocócico do tipo c. 
b) 3 meses protege contra tétano, meningite, sarampo, hepatite B e formas graves de 
tuberculose em menores de 5 anos. 
c) 6 meses; protege contra tétano, coqueluche, sarampo, poliomielite e doenças causadas por 
Meningocócico tipo c. 
d) 2 meses; protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e doenças causadas por 
Haemophilus influenzae tipo b. 
e) 4 meses; protege contra sarampo, rubéola, caxumba, poliomielite e doenças causadas por 
Haemophilus influenzae tipo b. 
COMENTÁRIOS
3
: 
Pentavalente (contra hepatite B, difteria, coqueluche, tétano, e outras infecções por 
Haemophilus influenza b) - vacina injetável aos 2, 4 e 6 meses. Reforço da tríplice 
bacteriana aos 15 meses e aos 4 anos. 
Nesses termos, o gabarito da questão é a letra D. 
 
3
 Informe Técnico da Vacina Pentavalente 
http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/informe_tecnico_vacina_pentavalente.pdf
 
11. (Residência Multiprofissional/SES-DF/CESPE/2011) A vacina DPT é composta por 
toxoides diftérico e tetânico, além de célula inteira de Bordetella pertussis, enquanto a DTaP 
é composta por seus antígenos na vacina acelular. Essa última tem eficácia superior à 
primeira e não causa reações adversas. 
COMENTÁRIOS: 
As vacinas tríplice bacteriana (DTP) e pentavalente (DTP/HB/Hib) são contraindicadas 
a crianças com doença neurológica em atividade ou que tenham apresentado, após a 
aplicação de dose anterior, algum dos seguintes eventos: 
1. convulsão nas primeiras 72 horas; 
2. encefalopatia nos primeiros sete dias; 
3. episódio hipotônico-hiporresponsivo, nas primeiras 48 horas; 
4. reação anafilática, que ocorre nos primeiros 30 minutos e até duas horas pós-vacinação. 
Nos três primeiros pontos descritos acima, em face da contraindicação para uso da 
vacina tríplice (DTP), deve-se utilizar a vacina dupla tipo infantil (DT) ou DTP acelular 
(DTPa). 
O Programa Nacional de Imunização (PNI) ainda não inclui a tríplice bacteriana 
acelular (DTPa) no calendário de rotina devido os seguintes fatores: 
a) na maioria dos estudos, as vacinas acelulares não são mais eficazes do que as 
celulares na prevenção da coqueluche em todas as suas formas clínicas; 
b) em geral, as vacinas acelulares, quando combinadas com a vacina Hib, são menos 
imunogênicas contra este último antígeno do que as vacinas celulares; 
c) a tríplice bacteriana celular (DTP) é produzida no Brasil; 
d) o custo das vacinas acelulares é muito maior. 
Diante desse cenário, a vacina DTPa está disponível nos Centros de Referência de 
Imunobiológicos Especiais (CRIE), para circunstâncias específicas. 
Verificamos que a vacina a DTPa tem eficácia inferior à DPT, sendo utilizada 
apenas em certos casos que haja contraindicação da pentavalente e tríplice bacteriana (DTP). 
Logo, a questão apresenta-se incorreta. 
 
 
 
12. (HU-UFMS/EBSERH/INSTITUTO AOCP/2014) Sobre a Vacina Pentavalente, é 
correto afirmar que sua via de administração é 
a) via intratecal. 
b) via Intramuscular. 
c) via oral. 
d) via intradérmica. 
e)via Subcutânea. 
COMENTÁRIOS: 
A vacina pentavalente (DTP/HB/Hib) deve ser administrada na dose de 0,5 mL por 
via intramuscular, no vasto lateral da coxa, em crianças menores de 2 anos de idade e na 
região deltóide nas crianças acima de dois anos de idade. 
Pode, ainda, ser administrada na região ventro glútea, por estar livre de estruturas 
anatômicas importantes (não apresenta vasos sanguíneos ou nervos significativos), sendo 
indicada para qualquer faixa etária. 
A vacina não deve ser administrada região dorso glútea, devido ao risco de lesão do 
nervo ciático e a possibilidade de injetar a vacina em gordura, em vez de músculo. 
Dessa forma, o gabarito da questão é a letra B. 
 
13. (MCO-UFBA/EBSERH/IADES/2014) A vacina conjugada pentavalente bacteriana 
protege a criança contra cinco doenças diferentes. Quanto às doenças incluídas nessa vacina, 
assinale a alternativa correta. 
a) Difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e sarampo. 
b) Difteria, tétano, sarampo, hepatite B e Haemophilus influenza tipo b. 
c) Difteria, meningite, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenza tipo b. 
d) Difteria, pneumonia, coqueluche, hepatite B e poliomielite. 
e) Difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenza tipo b 
COMENTÁRIOS: 
Desde o 2º semestre de 2012, a nova vacina pentavalente agregou duas vacinas que 
eram administradas separadamente: a tetravalente (contra difteria, tétano, coqueluche, e 
outras infecções pelo Haemophilus influenza tipo b) e a vacina contra a hepatite B. 
 
Nesses termos, o gabarito da questão é a letra E. 
 
 
Vacina 
Pentavalente 
tetravalente (contra difteria, 
tétano, coqueluche, e outras 
infecções pelo Haemophilus 
influenza tipo b); 
vacina contra a hepatite B. 
5 - Vacina Hepatite B 
 
A vacina hepatite B (recombinante) sofreu mudanças significativas no Programa 
Nacional de Imunização (PNI). 
Anteriormente ao 2º semestre de 2012, a vacina hepatite B (recombinante) era aplicada 
ao nascer (ou na primeira visita à unidade de saúde), com 1 mês de vida e novamente aos 6 
meses. 
Segue o antigo calendário da vacina contra hepatite B: ao nascer -> 1 mês -> 6 meses. 
Com a inclusão da vacina pentavalente no PNI, desde o 2º semestre de 2012, a vacina 
hepatite B (recombinante) passa a ser aplicada sozinha na criança ao nascer, de forma 
injetável, para evitar a transmissão vertical. 
Segue o atual calendário da hepatite B: ao nascer, podendo ser feita até o primeiro mês de 
vida da criança. Outras três doses dessa vacina foram incorporadas na pentavalente (2, 4 e 6 meses). 
Agora, vamos detalhar o calendário básico da vacina contra hepatite B: 
• Para recém-nascidos, deve-se administrar uma dose ao nascer, o mais precocemente 
possível, nas primeiras 24 horas, preferencialmente nas primeiras 12 horas após o 
nascimento, ainda na maternidade. Esta dose pode ser administrada até 30 dias após o 
nascimento. O esquema de vacinação deve ser completado com a administração da 
vacina pentavalente, aos 2, 4 e 6 meses. 
• Para crianças que iniciam esquema vacinal a partir de 1 mês de idade até 4 anos 11 
meses e 29 dias, deve-se administrar três doses da vacina pentavalente, com intervalo 
de 60 dias entre as doses, mínimo de 30 dias. 
• Para indivíduos de 5 a 49 anos: 
 Sem comprovação vacinal: administrar três doses da vacina hepatite B com 
intervalo de 30 dias entre a primeira e a segunda doses e de 6 meses entre a 
primeira e a terceira doses (0, 1 e 6 mês); 
 Em caso de esquema vacinal incompleto, não reiniciar o esquema, apenas 
completá-lo conforme situação encontrada. 
 Para gestantes em qualquer faixa etária e idade gestacional, deve-se 
administrar três doses da vacina hepatite B, considerando o histórico de 
vacinação anterior. 
 Para indivíduos integrantes dos grupos vulneráveis, independe da faixa 
etária ou comprovação da condição de vulnerabilidade (trabalhadores da 
saúde, bombeiros, policiais, caminhoneiros, carcereiros, coletores de lixo, 
agentes funerários, comunicantes sexuais de pessoas portadoras de VHB; 
doadores de sangue; homens e mulheres que mantêm relações sexuais com 
pessoas do mesmo sexo (HSH e MSM); lésbicas, gays, bissexuais, travestis e 
transexuais (LGBT); pessoas reclusas (presídios, hospitais psiquiátricos, 
instituições de adolescentes privados de liberdade, forças armadas, entre 
outras); manicures, pedicures e podólogos; populações de assentamentos e 
acampamentos; potenciais receptores de transfusões de sangue ou 
politransfundido; profissionais do sexo/prostitutas; usuários de drogas 
injetáveis, inaláveis e pipadas; portadores de DST; e população indígena): 
A dose será de 0,5 mL até os 19 anos de idade e 1 mL a partir de 20 anos, via 
intramuscular. 
Na prevenção da transmissão vertical em recém-nascidos, a vacina contra hepatite B 
deve ser preferencialmente administrada nas primeiras 12 horas de nascimento. 
Ademais, em recém-nascidos de mães portadoras da hepatite B, a vacina e a 
imunoglobulina humana anti-hepatite B deve ser administrada, preferencialmente nas 
primeiras 12 horas, podendo a imunoglobulina ser administrada no máximo até 7 dias de vida. 
 
Vejamos questões sobre o tema: 
14. (Prefeitura de Alagoa Grande-PB/IBFC/2014) Leia as frases abaixo e marque (F) se a 
afirmativa for falsa e (V) se for verdadeira. Em seguida, assinale a alternativa que contém a 
sequência correta de cima para baixo. 
( ) Em recém-nascidos de mães portadoras da hepatite B, administrar a vacina e a 
imunoglobulina humana anti-hepatite B, preferencialmente nas primeiras 12 horas, podendo 
a imunoglobulina ser administrada no máximo até sete dias de vida. 
( ) A dose recomendada da vacina da Hepatite B é 0,5 mL até os 14 anos e 1 mL a partir de 
15 anos, via subcutânea. 
( ) Para recém-nascidos deve-se administrar uma dose da vacina ao nascer, o mais 
precocemente possível, nas primeiras 24 horas, preferencialmente nas primeiras 12 horas 
após o nascimento, ainda na maternidade. 
( ) As gestantes somente devem receber a vacina contra Hepatite B durante o terceiro 
trimestre de gestação. 
a) V,F,V,F. 
b) V,V,V,V. 
c) F,V,F,V. 
d) F,F,V,F. 
COMENTÁRIOS: 
Vejamos as assertivas erradas: 
Item II. O volume da vacina hepatite B (recombinante) monovalente a ser 
administrado é de 0,5 mL até os 19 anos de idade e 1 mL a partir dos 20 anos. Situações 
individuais específicas podem exigir a adoção de esquema e dosagem diferenciados. 
Ademais, a via de administração é a intramuscular profunda. 
Item IV. Para gestantes em qualquer faixa etária e idade gestacional: administrar 3 
(três) doses da vacina hepatite B, considerando o histórico de vacinação anterior. 
Nesses termos, o gabarito é a letra A (VFVF). 
 
15. (HU-UFMG/EBSERH/Instituto AOCP/2014) Portadora da hepatite B, com idade 
gestacional de 34 semanas, acaba de dar a luz a recém-nascido do sexo masculino. De 
acordo com a Portaria n°. 3.318/2010, é correto afirmar que: 
a) a vacina hepatite B (recombinante) deve ser administrada no recém-nascido 
preferencialmente após 12 horas do nascimento. 
b) o recém-nascido deve seguir esquema de vacina hepatite B (recombinante) de três doses: 
0, 1 e 6 meses de vida. 
c) o recém-nascido deve seguir esquema de vacina hepatite B (recombinante) de quatro 
doses: 0, 1, 2 e 6 meses de vida. 
d) o recém-nascido deve receber imunoglobulina humana anti-hepatite B nas primeiras 12 
horas ou no máximo até 1 mês de vida. 
e) a mãe deve receber vacina hepatite B (recombinante) e imunoglobulina humana anti-
hepatite B nas primeiras 12 horas ou no máximo até sete dias após o nascimento. 
COMENTÁRIOS¹: 
De acordo com a Portaria n° 3.318/2010, na prevenção da transmissão vertical em 
recém-nascidos, a vacina contra hepatite B deve ser administrada o mais precocemente 
possível, preferencialmente nas primeiras 12 horas de nascimento, ainda na maternidade. 
Esta dose pode ser administrada até 30 dias apóso nascimento. 
A vacina da hepatite B nos prematuros, menores de 36 semanas de gestação ou em 
recém-nascidos a termo de baixo peso (menor de 2 Kg), seguir esquema de quatro doses: 
0, 1, 2 e 6 meses de vida. 
Na prevenção da transmissão vertical em recém-nascidos (RN) de mães portadoras 
da hepatite B administrar a vacina e a imunoglobulina humana anti-hepatite B (HBIG), 
disponível nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais - (CRIE) nas 
primeiras 12 horas ou no máximo até sete dias após o nascimento. A vacina e a HBIG 
devem ser administradas em locais anatômicos diferentes. 
A Portaria GM/MS nº 1.498/2013 alterou a vacina contra hepatite B, incluindo três 
doses na pentavalente. 
Veja como era: Hepatite B - vacina injetável aplicada ao nascer (ou na primeira visita 
à unidade de saúde), com 1 mês de vida e novamente aos 6 meses. Segue o antigo calendário 
da vacina contra hepatite B: ao nascer -> 1 mês -> 6 meses. 
Veja como ficou: Hepatite B - com a inclusão na pentavalente, passa a ser aplicada sozinha 
apenas na criança ao nascer, de forma injetável, para evitar a transmissão vertical. 
Segue o calendário da hepatite B: ao nascer, podendo ser feita até o primeiro mês de vida da 
criança. Outras três doses dessa vacina foram incluídas na pentavalente (2, 4 e 6 meses). 
Isto posto, vamos analisar as alternativas da questão: 
Item A. A vacina hepatite B (recombinante) deve ser administrada no recém-nascido 
preferencialmente nas 12 horas (e não após) do nascimento, mesmo que a mãe do 
mesmo seja portadora do vírus. Como a mãe do recém-nascido é portadora da hepatite B, 
conforme enunciado da questão, a criança deve receber não só a vacina contra Heptatite 
B, mas também a imunoglobulina humana anti-hepatite B. 
Item B. O recém-nascido deve seguir esquema de vacina hepatite B (recombinante) de 
(três doses: 0, 1 e 6 meses de vida) quatro doses: 0, 2, 4 e 6 meses de vida. 
Item C. O recém-nascido deve seguir esquema de vacina hepatite B (recombinante) de 
quatro doses: 0, 1, 2 e 6 meses de vida. Esse item foi considerado correto inicialmente, mas 
verifique que atualmente o recomendado é o seguinte: quatro doses - 0, 2, 4 e 6 meses de 
vida. As três doses (2, 4, 6) são feitas dentro da pentavalente. 
Item D. O recém-nascido deve receber imunoglobulina humana anti-hepatite B nas 
primeiras 12 horas ou no máximo até (1 mês de vida) sete dias após o nascimento. 
Item E. (A mãe) O recém-nascido deve receber vacina hepatite B (recombinante) e 
imunoglobulina humana anti-hepatite B nas primeiras 12 horas ou no máximo até sete dias 
após o nascimento. 
O gabarito da questão apontado pela banca foi a letra C. Todavia, essa questão foi 
anulada, pois descreveu o esquema antigo. O Instituto AOCP cobrou uma questão 
praticamente igual na prova do concurso do HU-UFMT também em 2014. 
Veja a justificativa da AOCP para anular a questão: 
“Prezados Candidatos, em resposta aos recursos interpostos para esta questão, temos a 
esclarecer que a mesma será anulada, tendo em vista que a legislação especificada foi revogada 
 Portaria MS 498/2 3 Portanto, recurso deferido” 
 
16. (HU-UFMS/EBSERH/Instituto AOCP/2014) Sobre a Vacina contra Hepatite B, é 
correto afirmar que o local padronizado para sua administração em crianças é a 
a) região de Glúteo. 
b) região de Deltoide. 
c) região Femoral. 
d) região de Face lateral de coxa. 
e) região Radial. 
COMENTÁRIOS: 
As vacinas contra hepatite B devem ser administradas por via intramuscular, na 
região deltóide ou no vasto lateral da coxa em crianças pequenas e no deltóide para 
adultos. 
Não devem ser aplicadas na região glútea ou por via subcutânea, pois a adoção desse 
procedimento se associa à menor imunogenicidade. 
Nesses termos, a questão foi anulada, pois as alternativas não apresentam o local 
correto da administração em crianças que é no vasto lateral da coxa e não na face lateral da 
coxa. 
 
6 - Vacina Rotavírus 
 
A vacina rotavírus humano G1P1 [8] (atenuada) - VORH deve ser administrada 
preferencialmente aos 2 e 4 meses de idade. A primeira dose pode ser administrada a partir de 
1 mês e 15 dias até 3 meses e 15 dias. A segunda dose pode ser administrada a partir de 3 
meses e 15 dias até 7 meses e 29 dias. O intervalo mínimo entre as doses é de 30 dias. 
 
 
A vacina rotavírus é administrada 
exclusivamente por via oral, com a dose de 1,5mL, 
por meio de uma seringa apropriada. 
 
 
 
 
 
Figura 10 - Administração da Vacina Rotavírus (SESAB, 2011). 
Notas sobre a administração da vacina rotavírus: 
 
• Se a criança regurgitar, cuspir ou vomitar após a vacinação, não repetir a dose; 
• Esta vacina é contraindicada para crianças com imunodepressão severa ou que 
tenham histórico de invaginação intestinal ou com malformação congênita não 
corrigida do trato gastrointestinal. 
 
Calendário da Vacina 
Rotavírus 
1ª dose 
(preferencialmente 
aos 2 meses) 
a partir de 1 mês e 15 dias 
até 3 meses e 15 dias 
2ª dose 
(preferencialmente 
aos 4 meses) 
a partir de 3 meses e 15 dias 
até 7 meses e 29 dias 
Vejamos algumas questões sobre o tema: 
17. (HULW-UFPB/EBSERH/Instituto AOCP/2014) O calendário nacional de vacinação 
dos povos indígenas inclui a vacina de rotavírus humano G1P1 [8] (atenuada), com a 
administração da 1ª e 2ª doses, respectivamente, com qual idade? 
a) Ao nascer e 3 meses. 
b) 2 meses e 4 meses. 
c) 2 meses e 6 meses. 
d) 6 meses e 1 ano. 
e) 9 meses e 15 meses. 
COMENTÁRIOS: 
Essa questão foi de graça . A vacina rotavírus humano G1P1 [8] (atenuada) - 
VORH deve ser administrada preferencialmente aos 2 e 4 meses de idade. Nesses termos, o 
gabarito é a letra B. 
 
18. ( HC-UFPE /EBSERH/IDECAN/2014) Estão disponíveis, atualmente, duas vacinas 
contra o rotavírus, que são a monovalente e a pentavalente. Com base na afirmativa anterior, 
marque a alternativa correta. 
a) A monovalente deve ser administrada em três doses e a pentavalente em duas doses. 
b) A monovalente deve ser administrada em duas doses e a pentavalente em três doses. 
c) A primeira dose da vacina monovalente deve ser administrada no primeiro mês de vida. 
d) A monovalente deve ter um intervalo mínimo entre as doses de 3 semanas e a 
pentavalente de 2 semanas. 
e) A primeira dose da vacina pentavalente deve ser administrada até, no máximo, quatro 
meses e quinze dias. 
COMENTÁRIOS: 
Nos últimos anos foram licenciadas duas novas vacinas rotavírus. Uma delas, a 
vacina rotavírus do laboratório GSK, é composta por vírus atenuado, oral, monovalente, 
cepa RIX4414 do sorotipo G1 P[8] proveniente de humanos. A outra vacina rotavírus, do 
laboratório MSD, é composta de vírus atenuado, oral, pentavalente, de rearranjo genético 
bovino-humano, sorotipos G1, G2, G3, G4 e sorotipos G que contenham P[8] (como o G9). 
O PNI utiliza a vacina rotavírus monovalente, especialmente eficaz na prevenção 
de doença por rotavírus da cepa G1, mas os estudos mostraram que houve proteção cruzada 
para gastroenterite grave causada por outras cepas não –G1 (G2, G3, G4, e G9). Está 
indicado para crianças menores de 1 ano de idade, devendo ser administrada em duas doses, 
a primeira dose aos dois meses (um mês e 15 dias a três meses e 15 dias) e a segunda dose 
aos quatro meses (três meses e 15 dias a sete meses e 29 dias). 
A vacina rotavírus pentavalente, deve ser administrada em três doses, para bebês 
entre seis semanas e 32 semanas, ou seja, um mês e 15 dias, até oito meses de vida, com 
intervalo mínimo de quatro semanas entre cada dose. 
Nesses termos, o gabarito da questão é a letra B. 
 
 
 
7 - Vacina Meningocócica C 
 
De acordo com o Programa Nacional de Imunização, a vacina meningocócica C 
(conjugada) deve ser administrada preferencialmente aos 3 e 5 meses, com intervalo de 60 
dias entre as doses, mínimo de 30 dias. Uma dose de reforço deve ser administrada entre 12 e 
15 meses, preferencialmente aos 15 meses.Segue o calendário da vacina meningocócica C: 1ª dose aos 3 meses -> 2ª dose aos 5 
meses -> reforço aos 15 meses. 
A vacina meningocócica C é administrada na dose de 0,5 mL, pela via intramuscular. 
 
Notas sobre a administração da vacina meningocócica C (conjugada): 
• Para crianças que iniciam o esquema básico após 5 meses de idade, deve-se considerar 
o intervalo mínimo entre as doses e administrar a dose de reforço com intervalo de 60 dias 
após a última dose; 
• Para crianças entre 12 e 23 meses de idade sem comprovação vacinal, deve-se 
administrar dose única. 
Vamos à questão sobre a temática: 
19. (Prefeitura de Vila Rica-MT/Consulplan/2012) De acordo com o Calendário Básico 
de Vacinação da Criança do Ministério da Saúde, a 1ª e 2ª doses da vacina Meningocócica 
C (conjugada) deve ser administrada aos 
a) 2 e 4 meses de idade. 
b) 3 e 5 meses de idade. 
c) 4 e 6 meses de idade. 
d) 9 e 12 meses de idade. 
e) 12 e 15 meses de idade. 
COMENTÁRIOS: 
De acordo com o Programa Nacional de Imunização, a vacina meningocócica C 
(conjugada) deve ser administrada preferencialmente aos 3 e 5 meses, com intervalo de 60 
dias entre as doses, mínimo de 30 dias. Uma dose de reforço deve ser administrada entre 12 
e 15 meses, preferencialmente aos 15 meses. 
Segue o calendário da vacina meningocócica C: 1ª dose aos 3 meses -> 2ª dose aos 5 
meses -> reforço aos 15 meses. 
Nessa tela, o gabarito da questão é a letra B. 
 
 
 
 
 
8 - Vacina Pneumocócica: 
 
A vacina pneumocócica 10-valente é constituída por 10 (dez) sorotipos de pneumococos 
(1, 4, 5, 6B, 7F, 9V, 14, 18C, 19F, 23F) e conjugada com a proteína D de Haemophilus 
influenzae para oito de seus sorotipos e carreadores de toxóide diftérico (DT) e de toxóide 
tetânico (TT ou T) usados por dois sorotipos. 
A embalagem possui 10 frascos-ampola de vidro, apresentados em unidose, com 0,5 
ml. 

Figura - Embalagem da Vacina Peneumocócica (Ministério da Saúde, 2010). 
A vacina deve ser administrada por injeção intramuscular (IM) de preferência 
na área do vasto lateral da coxa da criança. 
Nenhum dado está disponível sobre a administração subcutânea da vacina 
pneumocócica conjugada 10-valente. 
Atenção! A vacina não deve, sob nenhuma circunstância, ser administrada 
por via endovenosa ou intradérmica. 
Em regra, a primeira dose iniciará a partir de 2 meses de idade. O esquema de 
vacinação primária consiste em três doses de 0,5 ml, com intervalo de pelo menos 1 mês entre 
as doses, contudo o Programa Nacional de Imunização (PNI) adotou o intervalo de 2 meses 
entre as doses. Desta forma o esquema será de 2, 4 e 6 meses. 
Uma dose de reforço é recomendada pelo menos 6 meses após a última dose do 
esquema primário, sendo este preferencialmente entre os 12 e 15 meses de idade. 
Segue o calendário da vacina pneumocócica 10-valente: 2 meses -> 4 meses -> 6 meses -> 
reforço aos 12 meses. 
 
 
Vejamos uma questão sobre o tema: 
20. (HU-UNB/EBSERH/IBFC/2013) Segundo calendário nacional, uma criança deve 
receber a vacina pneumocócica 10-valente (conjugada) com a idade de: 
a) 2, 4 e 6 meses e mais uma dose de reforço aos 12 meses. 
b) 3 e 5 meses e mais uma dose de reforço aos 15 meses. 
c) 2, 4 e 15 meses. 
d) 3 e 7 meses apenas. 
COMENTÁRIOS: 
De acordo com o Programa Nacional de Imunização (PNI), a primeira dose da vacina 
pneumocócica 10-valente (conjugada) iniciará a partir de 2 meses de idade. O esquema de 
vacinação primária consiste em três doses de 0,5 ml, com intervalo de pelo menos 1 mês 
entre as doses, contudo o Programa Nacional de Imunização adotará o intervalo de 2 meses 
entre as doses. Desta forma o esquema será de 2, 4 e 6 meses. 
Uma dose de reforço é recomendada pelo menos 6 meses após a última dose do 
esquema primário, sendo este preferencialmente entre os 12 e 15 meses de idade. 
Dessa forma, o gabarito é a letra A. 
 
 
9 - Vacina Influenza 
 
A influenza é uma doença respiratória infecciosa de origem viral, de interesse para a 
saúde pública no Brasil. Apresenta potencial para levar a complicações graves e ao óbito, 
especialmente nos grupos de alto risco (crianças menores de dois anos de idade, gestantes, adultos 
com 60 anos ou mais, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas 
especiais). 
A principal intervenção preventiva em saúde pública para este agravo é a vacinação. A 
campanha anual, realizada entre os meses de abril e maio, contribuiu ao longo dos anos para a 
prevenção da gripe nos grupos vacinados, além de apresentar impacto de redução das 
internações hospitalares, gastos com medicamentos para tratamento de infecções secundárias 
e mortes evitáveis. 
Vamos conhecer os grupos prioritários a serem vacinados e recomendações: 
 Crianças de 6 meses a menores de 5 anos: deverão receber a vacina influenza. Todas 
as crianças que receberam uma ou duas doses da vacina da influenza sazonal, devem 
receber apenas 1 dose em 2014. Também deve ser considerado o esquema de duas doses 
para as crianças menores de 9 anos que serão vacinadas pela primeira vez, devendo-se 
agendar a segunda dose para 30 dias após a 1ª dose (no ano passado esse grupo era 
formado por crianças de seis meses a dois anos incompletos). 
 Gestantes: deverão receber a vacina influenza todas as gestantes em qualquer idade 
gestacional. Para este grupo não haverá exigência quanto à comprovação da situação 
gestacional, sendo suficiente para a vacinação que a própria mulher afirme o seu estado 
de gravidez. 
 
Nota: a vacinação de gestantes contra a influenza é segura em qualquer idade gestacional. 
A experiência pós-comercialização com a vacina influenza sazonal inativada e com a 
vacina influenza pandêmica (H1N1) 2009 inativada, no Brasil e em outros países, não 
identificou qualquer risco associado ao uso da vacina em gestantes. 
 
 Puérperas: mulheres no período de até 45 dias após o parto foram incluídas no grupo 
alvo de vacinação. Para isso, deverão apresentar qualquer documento, durante o período 
de vacinação (certidão de nascimento da criança, cartão da gestante, documento do 
hospital onde ocorreu o parto, entre outros). 
 
 Trabalhador de Saúde: eleito para vacinação é aquele que exerce atividades de 
assistência à saúde, atuando na recepção, no atendimento, bem como na investigação de 
casos de infecções respiratórias, nos serviços públicos e privados, nos diferentes níveis 
de complexidade, cuja ausência compromete o funcionamento desses. Assim, 
trabalhadores de saúde que exercem suas atividades em unidades que fazem atendimento 
de pessoas com influenza, bem como recepcionistas, pessoal de limpeza, segurança, 
motoristas de ambulâncias dessas unidades, equipes de laboratório responsáveis pelo 
diagnóstico, profissionais que atuam na vigilância epidemiológica, e os que atuam no 
controle sanitário de viajantes nos postos de entrada dos portos, aeroportos e fronteiras 
deverão ser vacinados. 
 
 Povos indígenas: a vacinação será indiscriminada (indicada) para a toda população 
indígena, a partir dos seis meses de idade. A programação de rotina é articulada entre o 
Programa Nacional de Imunizações (PNI) e a Secretaria de Atenção a Saúde Indígena 
(SESAI). 
 
 Indivíduos com 60 anos ou mais de idade deverão receber a vacina contra influenza. 
 
 População privada de liberdade: o planejamento e operacionalização da vacinação nos 
estabelecimentos penais deverão ser articulados com as Secretarias Estaduais e 
Municipais de Saúde e Secretarias Estaduais de Justiça (Secretarias Estaduais de 
Segurança Pública ou correlatos), conforme Plano Nacional de Saúde no Sistema 
Penitenciário, 2.ª edição/ Brasília–DF 2005 e a NOTA TÉCNICA 121 
SISPE/DAPES/SAS – PNI/SVS/MS – DEPEN/MJ, de 1º de agosto de 2011. 
 
 Pessoas portadoras de doenças crônicas (conforme listagem definida pelo Ministério 
da Saúde em conjunto com sociedades científicas): a vacinação contra influenzade 
indivíduos portadores de doenças crônicas e outras condições especiais foi incluída na 
campanha de vacinação de 2013. 
Notas: 
A vacinação deste grupo passa a ser realizada em todos os postos de vacinação e não apenas 
nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE). No entanto, mantém-se a 
necessidade de prescrição médica, que deverá ser apresentada no ato da vacinação. 
Pacientes já cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do SUS, devem se 
dirigir aos postos em que estão cadastrados para receber a vacina. Caso no local onde são 
atendidos regularmente não haja um posto de vacinação, devem buscar a prescrição médica na 
próxima consulta que estiver agendada, visando garantir esse documento com antecedência, 
para evitar filas no período da vacinação. 
Pacientes que são atendidos na rede privada, vinculada ou não ao SUS, também devem buscar 
a prescrição médica com antecedência, junto ao seu médico assistente, devendo apresentá-la 
nos postos de vacinação durante a realização da campanha de 2013. 
 
Agora, veremos o esquema de vacinação e dose da influenza: 
A vacinação é anual, devido às mudanças das características dos vírus influenza 
decorrentes da adversidade antigênica e genômica a cada ano e da efemeridade da proteção. 
Em 2014, foi adotado o seguinte esquema e volume de dose, conforme a situação 
vacinal da criança. 
Crianças vacinadas pela primeira vez: 
Esquema vacinal para influenza por idade, número de doses, volume por dose e intervalo entre as 
doses, Brasil, 2013 
Idade Número de 
doses 
Volume 
por dose 
Intervalo 
Crianças de 6 meses a 2 
anos de idade 
 
2 doses 0,25 ml Intervalo mínimo de 3 semanas. 
Operacionalmente: 2ª dose 30 dias após 
receber a 1ª dose 
 
Crianças de 3 a 8 anos de 
idade 
2 doses 
 
0,5 ml 
 
Intervalo mínimo de 3 semanas. 
Operacionalmente: 2ª dose 30 dias após 
receber a 1ª dose 
Adultos e crianças a partir 
de 9 anos 
Dose única 
 
0,5 ml 
 
_ 
 
Fonte: CGPNI/DEVEP/SVS/MS 
 
Deve-se adotar a via de administração intramuscular. 
Recomenda-se a administração da vacina por via subcutânea em pessoas que 
apresentam discrasias sanguíneas ou estejam utilizando anticoagulantes orais. Para estas 
situações, recomenda-se utilizar a vacina do laboratório Sanofi Pasteur produzida na França. 
Via de administração subcutânea. 
Vejamos algumas questões recorrentes sobre o tema: 
 
 
 
 
 
21. A influenza é uma doença respiratória infecciosa de origem viral, e é um problema de 
saúde pública no Brasil, sendo a principal intervenção preventiva para este agravo a 
vacinação. Para uma criançade de 11 meses de idade, que será vacinada pela primeira vez 
contra Influenza, o número de doses e o volume por dose desta vacina é de 
a) 01 dose - 0,5 ml 
b) 01 dose - 01 ml 
c) 03 doses - 0,2 ml 
d) 02 doses – 0,25 ml 
COMENTÁRIOS: 
Crianças de 6 meses a 2 anos de idade devem receber 2 doses da vacina contra 
influenza, na dosagem de 0,25 ml. O intervalo mínimo entre as doesse é de 3 semanas. 
Operacionalmente: 2ª dose 30 dias após receber a 1ª dose. Assim, o gabarito é a letra D. 
 
22. (HC-UFTM /EBSERH/IADES/2013) A vacina anti-influenza sazonal é administrada 
nos idosos em campanhas públicas. Nesse caso, qual deve ser a dose e a periodicidade? 
a) Uma dose a cada seis meses. 
b) Uma dose anual. 
c) Uma dose a cada dois meses. 
d) A cada dois anos, uma dose. 
e) Em duas doses, com intervalo entre cada uma. 
COMENTÁRIOS: 
A vacinação contra influenza é anual, devido às mudanças das características dos 
vírus influenza decorrentes da adversidade antigênica e genômica a cada ano e da 
efemeridade da proteção. 
A campanha anual, realizada entre os meses de abril e maio, contribuiu ao longo dos 
anos para a prevenção da gripe nos grupos vacinados, além de apresentar impacto de redução 
das internações hospitalares, gastos com medicamentos para tratamento de infecções 
secundárias e mortes evitáveis. 
Em 2014, foi adotado o seguinte esquema e volume de dose, conforme a situação 
vacinal da criança. 
Crianças vacinadas pela primeira vez: 
 
Esquema vacinal para influenza por idade, número de doses, volume por dose e 
intervalo entre as doses, Brasil, 2013 
Idade Número de 
doses 
Volume 
por 
dose 
Intervalo 
Crianças de 6 meses 
a 2 anos de idade 
 
2 doses 0,25 ml Intervalo mínimo de 3 semanas. 
Operacionalmente: 2ª dose 30 dias 
após receber a 1ª dose 
 
Crianças de 3 a 8 
anos de idade 
2 doses 
 
0,5 ml 
 
Intervalo mínimo de 3 semanas. 
Operacionalmente: 2ª dose 30 dias 
após receber a 1ª dose 
Adultos e crianças a 
partir de 9 anos 
Dose única 
 
0,5 ml 
 
_ 
 
Fonte: CGPNI/DEVEP/SVS/MS 
A pergunta da questão está incoerente com as alternativas, pois o enunciado quer saber 
qual deve ser a dose (volume por dose) e as alternativas apresentam o número de doses. 
Nesses termos, a questão foi anulada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10 - Vacina Tríplice Viral 
 
A vacina sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral) é uma vacina combinada que 
contém os vírus vivos do sarampo, da caxumba e da rubéola, atenuados em cultivo celular. 
Para indivíduos de 12 meses a 19 anos, deve ser administrada duas doses, conforme 
situação vacinal encontrada. 
A 1ª dose deve ser administrada aos 12 meses com a vacina tríplice viral e a 2ª dose, 
preferencialmente, aos 15 meses de idade com a vacina tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola 
e varicela), para as crianças que já tenham recebido a 1ª dose da vacina tríplice viral. A vacina 
tetra viral será administrada entre os 15 a 23 meses e 29 dias, caso a criança tenha recebido a 
1ª dose da tríplice viral. 
Para não esquecerem: a 1ª dose da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) 
continuará a ser administrada preferencialmente aos 12 meses de idade. As crianças que 
tiverem tomado a 1ª dose da tríplice viral deverão receber a tetra viral entre os 15 a 23 meses e 
29 dias (preferencialmente aos 15 meses). 
Para as crianças acima de 24 meses de idade administrar a vacina tríplice viral 
observando o intervalo mínimo de 30 dias entre as doses. Considerar vacinada a pessoa que 
comprovar duas doses de vacina com componente sarampo, caxumba e rubéola. 
Para indivíduos de 20 a 49 anos de idade, deve-se administrar uma dose, conforme 
situação vacinal encontrada. Considerar vacinada a pessoa que comprovar uma dose de vacina 
com componente sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral) ou sarampo e rubéola (dupla 
viral). 
 
Vacina contra 
sarampo, caxumba e 
rubéola 
criança até os 24 meses 
É indicada aos 12 meses (um ano de idade). Uma segunda 
dose da tetraviral deve ser agendada para 15 meses de idade. 
criança maior de 24 
meses até adodescente 
de 19 anos 
Deve-se considerar vacinado aquele que comprovar o 
esquema de duas doses. 
Se apresentar comprovação de apenas uma dose, deve-se 
administrar a segunda dose. 
Duas doses da vacina são indicadas para aquele não vacinado 
com nenhuma dose, com o intervalo mínimo de 30 dias. 
adulto 
(20 a 49 anos) 
É indicada apenas uma dose em individuos de 20 a 49 que 
não apresentarem comprovação vacinal. 
A vacina sarampo, caxumba e rubéola é administrada por via subcutânea. O volume 
correspondente a uma dose é de 0,5 ml, podendo variar de acordo com o laboratório produtor. 
A vacina em questão está contraindicada nas ocorrências específicas listadas na 
sequência: 
 Registro de anafilaxia após recebimento de dose da vacina; 
 Presença de imunodeficiências congênitas ou adquiridas; 
Atenção! Indivíduos com infecção assintomática pelo HIV podem ser vacinados. 
 Uso de corticosteróides em doses imunossupressoras (nessa situação a pessoa deve ser 
vacinada, pelo menos, um mês depois da suspensão do uso da droga); 
 Vigência de quimioterapia imunossupressora; 
 Transplantados de medula óssea; 
 Pessoas que fazem uso de imunoglobulina, sangue total ou plasma, no momentoda 
vacinação ou que farão uso em futuro próximo; 
 Na vigência de gravidez. 
 
Notas sobre a vacina sarampo, caxumba e rubéola (SCR): 
 
 Indivíduos até 19 anos que não tiver comprovação do recebimento de duas doses da 
vacina sarampo, caxumba e rubéola devem receber duas doses, com intervalo mínimo 
de 30 dias. 
 Quando houver comprovação das duas doses não é preciso vacinar. 
 A partir dos 20 anos o esquema com a vacina sarampo, caxumba e rubéola é de dose 
única e considera vacinação anterior devidamente comprovada, sendo indicada para 
pessoas de 20 a 49 anos. 
O Ministério da Saúde por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI) está 
ampliando o Calendário Básico de Vacinação da Criança em 2013, com a introdução da 
vacina tetra viral que possibilitará evitar complicações, casos graves e óbitos por varicela no 
grupo alvo da vacinação e a prevenção, controle e eliminação das doenças sarampo, caxumba 
e rubéola. 
A vacina tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) substituirá a vacina tríplice 
viral (sarampo, caxumba e rubéola) para as crianças de 15 meses de idade. Assim, com a 
introdução da vacina tetra viral, o PNI visa reduzir o número de injeções em um mesmo 
momento, bem como buscar uma melhor adesão à vacinação e consequentemente, melhoria 
das coberturas vacinais. 
Essa vacina, desde setembro de 2013, está sendo disponibilizada para as crianças entre 
15 a 23 meses e 29 dias de idade (preferencialmente aos 15 meses), que tenham recebido a 1ª 
dose da vacina tríplice viral, nas 35 mil salas de vacina da rede pública. 
No Brasil, a vacina varicela está disponível desde 2000 nos Centros de Referências para 
Imunobiológicos Especiais (CRIE) para indivíduos susceptíveis em situação de pré-exposição, 
para pessoas sem história de varicela e com maior risco de desenvolver doença grave e ou 
complicações associadas. Também já é utilizada em situação de pós-exposição, para 
imunocompetentes susceptíveis, comunicantes intra-hospitalares de casos de varicela. Esta 
vacina está também incluída no Calendário de Vacinação dos Povos Indígenas desde 2002. 
Neste contexto, o PNI amplia a oferta de vacinas na rotina de vacinação da criança com 
a introdução da vacina tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela - atenuada), 
exclusivamente, para as crianças de 15 meses de idade, que já tenham recebido a 1ª dose da 
vacina tríplice viral. 
Para não esquecer: A vacina tetra viral é indicada para a imunização ativa de crianças 
contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela. A introdução da vacina tetra viral no PNI 
ocorre com a administração de uma dose aos preferencialmente 15 meses de idade (podendo 
ser aplicada entre os 15 a 23 meses e 29 dias), para crianças que já receberam uma dose da 
vacina tríplice viral. 
Após a implantação da vacina tetra viral no calendário de vacinação da criança, o 
Ministério da Saúde irá monitorar a situação epidemiológica da varicela, visando à definição 
de qual o melhor período para a inclusão da uma segunda dose com a vacina varicela nesse 
calendário. 
As embalagens tetra viral contêm 10 frascos-ampola mais 10 seringas preenchidas com 
diluente (0,5 mL) e 20 agulhas para a reconstituição e administração da vacina. 
 
Figura - Vacina Tetra Viral (Ministério da Saúde, 2013). 
Em síntese, a vacina tetra viral é disponibilizada na rotina dos serviços públicos de 
vacinação em substituição à segunda dose da vacina tríplice viral aos 15 meses de idade. 
Vejamos uma questão sobre as vacinas referidas: 
23. (HUPAA-UFAL/EBSERH/IDECAN/2014) A vacina tríplice viral (SCR) do Programa 
Nacional de Imunização deve ser aplicada em pessoas maiores de 20 anos com o seguinte 
esquema: 
a) Dose única. 
b) 2 doses, com intervalo de 30 dias. 
c) 2 doses, com intervalo de 60 dias. 
d) 3 doses, com intervalos de 30 e 60 dias. 
e) 3 doses, com intervalos de 60 dias cada. 
COMENTÁRIOS: 
 A partir dos 20 anos o esquema com a vacina sarampo, caxumba e rubéola é de 
dose única e considera vacinação anterior devidamente comprovada, sendo indicada para 
pessoas de 20 a 49 anos. Nesses termos, o gabarito é a letra A. 
 
 
 
24. (HUCAM-UFES/EBSERH/Instituto AOCP/2014) A vacina tetra viral, incluída 
recentemente no calendário de vacinação infantil, é indicada para prevenção de quais 
doenças? 
a) Difteria, Tétano, Coqueluche, Meningite. 
b) Difteria, Tétano, Rubéola e Varicela. 
c) Sarampo, Caxumba, Coqueluche, Meningite. 
d) Sarampo, Caxumba, Rubéola e Hepatite A. 
e) Sarampo, Caxumba, Rubéola e Varicela. 
COMENTÁRIOS: 
O Ministério da Saúde adquiriu a vacina tetra viral do laboratório GSK/Fiocruz. As 
vacinas adquiridas são compostas pelas cepas Schwarz do sarampo, RIT 4385 derivada de 
Jeryl Lynn da caxumba, RA 27/3 do vírus da rubéola e pela cepa OKA da varicela. 
A vacina combinada apresenta pó liofilizado para reconstituição com diluente para 
administração. 
As embalagens contêm 10 frascos-ampola mais 10 seringas preenchidas com 
diluente (0,5 mL) e 20 agulhas para a reconstituição e administração da vacina. 
É indicada para a imunização ativa de crianças contra sarampo, caxumba, 
rubéola e varicela. A introdução da vacina tetra viral no PNI ocorre com a administração 
de uma dose aos 15 meses de idade, para crianças que já receberam uma dose da vacina 
tríplice viral. 
A vacina será disponibilizada na rotina dos serviços públicos de vacinação em 
substituição à segunda dose da vacina tríplice viral aos 15 meses de idade. 
Nesses termos, o gabarito é a letra E. 
 
25. (HU-UFGD/EBSERH/Instituto AOCP/2014) A Vacina Tetra viral protege contra 
quais doenças? 
a) Febre Amarela, sarampo, tétano e coqueluche. 
b) Tétano, coqueluche, difteria, haemophilus influenzae tipo b. 
c) Sarampo, caxumba, rubéola e varicela. 
d) Poliomielite, rotavírus, sarampo e rubéola. 
e) Difteria, tétano, coqueluche e rubéola. 
COMENTÁRIOS: 
Meus amigos vejam que a questão é exatamente igual a anterior. Portanto, gabarito 
letra C. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 - Vacina Febre Amarela 
 
A vacina de febre atenuada (FA) está indicada a partir dos 9 meses (1ª dose), com 
reforço a cada 10 anos. 
É indicada para residentes ou viajantes para as áreas com recomendação da vacina (pelo 
menos 10 dias anteriores da data da viagem): todos os estados das regiões Norte e Centro Oeste; 
Minas Gerais e Maranhão; alguns municípios dos estados do Piauí, Bahia, São Paulo, Paraná, Santa 
Catarina e Rio Grande do Sul. Indicada também para pessoas que se deslocam para países em 
situação epidemiológica de risco. Para consultar as áreas com recomendação para vacinação, 
acessar o link 
http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/visualizar_texto.cfm?idtxt=31626&janela=
1. 
 
Figura 13 - Áreas com e sem recomendação para a vacinação contra a febre amarela (Ministério da Saúde). 
 
A vacina contra a febre amarela atenuada está contraindicada nas situações específicas: 
 pessoas com história de reação anafilática após a ingestão de ovo. 
 para crianças com menos de seis meses de idade; 
http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/visualizar_texto.cfm?idtxt=31626&janela=1
http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/visualizar_texto.cfm?idtxt=31626&janela=1
 gestante4; 
 indivíduos com doenças autoimunes, doença neurológica ou outros problemas 
saúde crônicos; 
 no imunodeprimido grave, independente do risco de exposição, a vacina não 
deve ser administrada. 
Atenção! Em situações excepcionais quando for necessária a 
vacinação de gestantes, pessoas com idade acima de 60 anos ou com 
doenças autoimunes, ou doença neurológica ou outros problemas saúde 
crônicos é importante avaliar o risco benefício individual da administração 
da vacina. 
Não se esqueçam: o esquema de vacinação com a vacina FA corresponde a uma dose a 
partir dos nove meses de idade. Uma dose de reforço é administrada a cada dez anos. Ovolume correspondente a uma dose é de 0,5 ml. 
 
Por fim, vamos ver as principais particularidades da vacina contra a febre amarela 
atenuada (FA): 
• Esta vacina é contraindicada para crianças menores de 6 meses de idade; 
• Em situação de surto, a dose inicial deve ser antecipada para 6 meses de idade e 
considerada como dose válida para rotina; 
• Em mulheres que estejam amamentando
5
 e receberam inadvertidamente a vacina, o 
aleitamento materno deve ser suspenso, preferencialmente por 28 dias após a vacinação e no 
mino mínimo 15 dias; 
• Não deve ser administrada simultaneamente com a vacina tríplice viral (sarampo, 
caxumba e rubéola) e tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela), estabelecendo o 
intervalo mínimo de 30 dias, salvo em situações especiais, que impossibilitem manter o 
intervalo indicado. 
 
 
4
 A vacina febre amarela não esta indicada para gestantes e mulheres que estejam amamentando, devendo a vacinação ser 
adiada ate a criança completar 6 meses de idade. Na impossibilidade de se adiar a vacinação, deve-se avaliar o beneficio 
pelo risco. Em caso de mulheres que estejam amamentando e receberam a vacina, o aleitamento materno deve ser 
suspenso preferencialmente por 28 dias apos a vacinação (com um mínimo de 15 dias). 
5 Atualmente, a exceção, no caso da mulher que está amamentando, refere-se à vacina febre amarela (atenuada), cuja 
administração deve ser adiada até que a criança complete seis meses de idade, pela possibilidade de transmissão do vírus 
vacinal pelo leite materno. 
Vejamos duas questões sobre a vacina em tela: 
26. (MEAC e HUWC UFC/EBSERH/Instituto AOCP/2014) A febre amarela é uma 
doença característica de algumas regiões como América Central, América do Sul e África. 
Típica de locais quentes, que favorecem a proliferação dos mosquitos contaminados pelo 
flavivírus. Com relação à vacinação contra febre amarela, é correto afirmar que 
a) deve ser administrada aos dez meses de idade e a cada dez anos. 
b) deve ser administrada aos nove meses de idade e aos dez anos, sendo periódica. 
c) deve ser administrada aos dez meses de idade e aos dez anos. 
d) deve ser administrada aos doze meses de idade e a cada dez anos, sendo periódica. 
e) deve ser administrada aos seis meses de idade e a cada dez anos. 
COMENTÁRIOS: 
A vacina contra febre amarela deve ser admintrada aos 9 meses de idade. Durante 
surtos, antecipar a idade para 6 (seis) meses. Aos viajantes para as áreas com recomendação, 
administrar a vacina 10 dias antes da data da viagem. A revacinação deve ocorrer a cada 
dez anos após a data da última dose. 
A vacina é contraindicada para gestantes e deve ser adiada em mulheres que estão 
amamentando até o 6º mês de vida da criança. Nos casos de risco de contrair o vírus buscar 
orientação médica. A aplicação da vacina para pessoas a partir de 60 anos depende da 
avaliação do risco da doença e benefício da vacina. 
Por eliminação o único gabarito possível é a letra B. O IAOCP anulou a questão, pois 
a palavra “peri dica” não especificou que o reforço deve ser feito a cada 10 anos. 
 
27. (Prefeitura de Osasco-SP/FGV/2014) O Calendário Nacional de Vacinação estabelece 
que os idosos de 60 anos ou mais devem ser imunizados contra a febre amarela. Assinale a 
opção que indica o número de doses e o intervalo de tempo recomendado para essa vacina. 
a) Uma dose a cada ano. 
b) Duas doses a cada 5 anos. 
c) Três doses a cada 10 anos. 
d) Duas doses a cada 6 anos. 
e) Uma dose a cada 10 anos. 
COMENTÁRIOS: 
A vacina de febre atenuada (FA) está indicada a partir dos 9 meses (1ª dose), com 
reforço a cada 10 anos. Logo, o gabarito é a letra E. 
 
 
 
12 - Vacina Pólio 
 
No Brasil, a vacina que vem sendo utilizada com sucesso desde a década de 60 é a 
vacina oral poliomielite (VOP), vacina de vírus atenuados, trivalente, contendo os três tipos de 
poliovirus (1, 2 e 3). É epidemiológica e operacionalmente a melhor vacina para gerar 
proteção a cada um dos três tipos de vírus da poliomielite e tem sido amplamente utilizada, 
viabilizando a erradicação global da doença. 
As ações de vacinação desenvolvidas contribuíram para a erradicação da poliomielite no 
País, sendo que o último caso ocorreu em 1989. 
Conforme definido no plano global de erradicação, uma região precisa estar sem 
circulação do vírus da poliomielite por três anos, em vigência de um sistema de vigilância 
para paralisias flácidas agudas funcionante, para ser declarada como livre da circulação do 
poliovírus. 
No entanto, a não ocorrência de pólio no continente americano não é o suficiente, uma 
vez que a doença ainda circula em outros países e pode ser reintroduzida na região através de 
viajantes infectados em regiões que apresentam bolsões de pessoas não vacinadas, por 
exemplo. 
A vigilância sensível de paralisias flácidas agudas, através da notificação, investigação e 
coleta oportuna de amostras de fezes de todos os casos de paralisias flácidas agudas é 
fundamental para a garantia de detecção rápida de um vírus importado e as altas e 
homogêneas coberturas vacinais evitam que esses vírus circulem. É por isso que o Brasil e 
outros países da região ainda realizam campanhas de vacinação com a vacina oral poliomielite 
e priorizam a vigilância de paralisias flácidas agudas. 
É inegável o sucesso e a contribuição da utilização da VOP na erradicação da 
poliomielite. A interrupção do seu uso deverá ser cuidadosamente programada e planejada. As 
principais estratégias a serem consideradas após a interrupção da VOP, mundialmente, são 
uma vigilância ativa e a não interrupção da imunização com a vacina poliomielite inativada 
(VIP). 
Como países desenvolvidos e em desenvolvimento declararam a intenção de continuar 
com a imunização de suas populações, mesmo após a erradicação do poliovírus selvagem, a 
VIP deverá ser utilizada nesses países para prevenir a reintrodução do vírus selvagem e o 
ressurgimento da poliomielite. 
O Brasil, visando cumprir esta determinação, introduziu, desde agosto de 2012, a vacina 
inativada poliomielite (VIP) em esquema sequencial com 2 doses de VIP e 2 doses de VOP. 
As doses da VIP visam minimizar o risco, que é raríssimo, de paralisia associada à vacina, e 
as da VOP, manter a imunidade populacional (de rebanho) contra o risco potencial de 
introdução de poliovírus selvagem através de viajantes oriundos de localidades que ainda 
apresentam casos autóctones da poliomielite, por exemplo. 
Estudos realizados em todo o mundo permitiram descrever as características da VIP, 
como a capacidade para evitar surtos de poliomielite, de modo que muitos países já a 
incluíram nos seus calendários de vacinação de forma exclusiva ou com esquema sequencial. 
Veja que a tendência é a substituição da vacina oral da poliomielite (VOP) pela vacina 
inativada poliomielite (VIP). No Brasil, atualmente as crianças recebem duas doses de cada 
(VIP - 1ª dose aos dois meses e 2ª dose aos quatro meses; VOP - 3ª dose aos seis meses e reforço aos 
quinze meses), além da vacinação com a VOP anualmente nas campanhas nacionais para 
crianças menores de 5 anos. 
 
Neste sentido, o esquema vacinal contra a poliomielite será sequencial (VIP/VOP) de 
quatro doses para crianças menores de 1 ano de idade que estiverem iniciando o esquema 
vacinal. A VIP deverá ser administrada aos 2 meses (1ª dose) e 4 meses (2ª dose), e a VOP aos 
6 meses (3ª dose) e 15 meses (reforço). A preferência para a administração da VIP aos 2 e 4 
meses de idade tem a finalidade de evitar o risco, que é raríssimo, de evento adverso pós-
vacinação. 
Vacinação contra 
poliomielite no 
Brasil 
VIP - 1ª dose aos 
dois meses e 2ª 
dose aos quatro 
meses 
VOP - 3ª dose aos 
seis meses e 
reforço aos quinze 
meses 
vacinação com a 
VOP anualmente 
nas campanhas 
nacionais. 
 
O intervalo entre as doses é de 60 dias, podendo ser de 30dias, sendo que nos primeiros 
6 meses de idade o intervalo mínimo de 30 dias só é recomendado se o indivíduo estiver sob 
risco iminente de exposição à circulação viral, como por exemplo, pessoas que se deslocarão a 
regiões endêmicas ou em situações de surto da doença. 
 
 
Notas sobre a vacina inativada poliomielite (VIP): 
 
 A VIP só deve ser administrada em criança de 2 meses a menores de 1 ano de 
idade que estiverem iniciando esquema vacinal; 
 Se a criança receber VIP aos 2 meses e por algum motivo receber VOP aos 4 
meses, o esquema será completado com VOP. 
A via de administração preferencial da VIP é a intramuscular, entretanto, a via 
subcutânea também pode ser usada, mas em situações especiais (casos de discrasias 
sanguíneas). 
O local de aplicação preferencial para injeção intramuscular em bebês é o músculo 
vasto-lateral da coxa ou região ventroglútea e para crianças maiores o músculo deltóide. 
A dose dessa vacina (VIP) é de 0,5 mL. 
As contraindicações da VIP são as seguintes: 
• Qualquer indivíduo portador de alergia grave (anafilaxia) a qualquer componente da 
vacina. Como a VIP contém vestígios de estreptomicina, neomicina, e polimixina B, 
existe um risco teórico de reações alérgicas em pessoas sensíveis a estes antibióticos; 
• Qualquer pessoa que já apresentou quadro de reação alérgica grave a uma vacinação 
anterior com VIP; 
Vacinas contra a 
Poliomielite 
VIP 
1ª dose - 2 meses (idade mínima – 
6 semanas) 
2ª dose - 4 meses (intervalo 
mínimo – 30 dias) 
VOP 
3ª dose - 6 meses 
Reforço - 15 meses 
• Pessoas com quadro clínico de doenças respiratórias superiores leve a moderada, com 
ou sem febre, reação local a uma dose prévia da vacina, terapia antimicrobiana atual 
e, a fase de convalescença de doença aguda não são contraindicações para a vacinação 
com VIP; 
• A amamentação não interfere com o sucesso da imunização com a VIP. 
A via de administração exclusiva da VOP é a oral, com a dose de duas gotas. 
 
Notas sobre a vacina oral poliomielite (VOP): 
 
• Indivíduos com cinco anos de idade ou mais: 
 Sem comprovação vacinal: administrar 3 doses da VOP, com intervalo de 60 dias entre 
elas, mínimo de 30 dias; 
 Com esquema incompleto: completar esquema com a VOP; 
 Nesta faixa etária não há necessidade de reforço. 
• Repetir a dose se a criança regurgitar, cuspir ou vomitar. 
• Esta vacina é contraindicada para crianças imunodeprimidas, contato de pessoa HIV 
positivo ou com Aids, bem como que tenham histórico de paralisia flácida associada 
à dose anterior da VOP. 
A vacina inativada poliomielite (VIP) deverá ser conservada sob refrigeração, à 
temperatura de +2°C a +8°C. Não deve ser congelada. Pode ser utilizada até 6 horas após 
aberta, desde que armazenada entre 2º a 8ºC. 
Passemos para resolução de uma questão sobre o tema: 
28. (HU-UFS/EBSERH/Instituto AOCP/2014) No que se refere à vacina inativada 
poliomielite (VIP) e a vacina oral contra poliomielite (VOP), informe se é verdadeiro (V) ou 
falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta. 
( ) A Vacina oral contra poliomielite (VOP) foi retirada do calendário infantil de 
imunizações, pois foi substituída pela vacina inativada poliomielite (VIP). 
( ) Está indicada para a imunização passiva contra a poliomielite causada pelos três 
sorotipos (1,2 e 3) a partir dos 4 meses de idade. 
( ) O Programa Nacional de Imunizações recomenda que a vacina poliomielite 1, 2 e 3 
(inativada) não seja administrada simultaneamente com a vacina de Rotavírus. 
( ) A vacina inativada poliomielite não deve ser usada em controle de surtos da doença se a 
vacina oral poliomielite estiver disponível. 
a) F – F – V – V. 
b) V – V – F – F. 
c) F – V – F – V. 
d) V – V – V – F. 
e) F – F – F – V. 
COMENTÁRIOS: 
Amigo(a), apesar das inúmeras vantagens, alguns eventos indesejáveis podem ocorrer 
associados ao uso da VOP, por conter vírus vivos atenuados, eventos estes raros, como 
casos de paralisia associada à vacina (VAPP) e o poliovírus derivado da vacina (VPDV). 
É por esse motivo que o Ministério da Saúde introduziu, a partir de agosto de 2012, a 
vacina inativa poliomielite (VIP) ou (Salk) em esquema sequencial com 2 doses de VIP e 2 
doses de VOP. 
(VIP - 1ª dose aos dois meses e 2ª dose aos quatro meses; VOP - 3ª dose aos seis meses e 
reforço aos quinze meses) 
Vejamos agora cada um dos itens da questão: 
Item I. A Vacina oral contra poliomielite (VOP) foi retirada do calendário infantil de 
imunizações, pois foi substituída pela vacina inativada poliomielite (VIP). Incorreto. 
Houve uma alteração no calendário, mas a VOP foi mantida, conforme explicações acima. 
Item II. Está indicada para a imunização passiva contra a poliomielite causada pelos 
três sorotipos (1,2 e 3) a partir dos 2 meses de idade. 
Item III. O Programa Nacional de Imunizações recomenda que a vacina poliomielite 
1, 2 e 3 (inativada) não seja administrada simultaneamente com a vacina de Rotavírus. 
Falso. A vacina poliomielite 1, 2 e 3 (inativada) pode ser administrada simultaneamente 
com qualquer outra vacina recomendada pelo Programa Nacional de Imunizações. Em caso 
de administração concomitante, devem ser utilizadas diferentes agulhas e sítios de 
administração. 
Item IV. A vacina inativada poliomielite (VIP) não deve ser usada em controle de 
surtos da doença se a vacina oral poliomielite (VOP) estiver disponível. Verdadeiro. O 
vírus vacinal (VOP) compete com o vírus selvagem pela ocupação dos sítios de 
acoplamento na luz intestinal e assim é eficaz no bloqueio de surtos 
Nesses termos, o gabarito da questão é a letra E. 
 
 
13 - Vacina HPV 
 
Foram desenvolvidas duas vacinas contra os tipos de HPV mais presentes no câncer de 
colo do útero. Essas vacinas, na verdade, previnem contra a infecção por HPV. Mas o real 
impacto da vacinação contra o câncer de colo de útero só poderá ser observado após décadas. 
Uma delas é a quadrivalente, ou seja, previne contra quatro tipos de HPV: o 16 e 18, 
presentes em 70% dos casos de câncer de colo do útero, e o 6 e 11, presentes em 90% dos 
casos de verrugas genitais. A outra é específica para os subtipos de HPV 16 e 18. 
O Brasil está disponibilizando a vacina contra o HPV, usada na prevenção de câncer de 
colo do útero. A vacina irá proteger meninas de 9 a 13 anos contra quatro variáveis do vírus. 
Já em 2014, meninas dos 11 aos 13 anos receberam as duas primeiras doses necessárias à 
imunização, a dose inicial e a segunda seis meses depois. A terceira dose deverá ser aplicada 
cinco anos após a primeira. Em 2015, será estendida para as adolescentes de 9 a 11 anos. A 
vacina será produzida por meio de parceria entre Butantan e Merck 
 População-alvo será: meninas de 9 a 13 anos, com esquema vacinal de 3 doses. 
 As doses só serão aplicadas com autorização dos pais ou responsáveis. 
Atenção! O esquema completo de vacinação é composto de três doses. O 
esquema normal da vacina (0, 2 e 6 meses) é 1ª dose, 2ª dose após dois meses e 3ª dose 
após seis meses. 
No entanto, o Ministério da Saúde está adotando o esquema estendido (0, 6 e 60 
meses): 1ª dose, 2ª dose seis meses depois, e 3ª dose após cinco anos da 1ª dose. 
Vejam o esquema vacinal proposto pelo Ministério da Saúde: 
Esquema vacinal: 3 doses: 
1ª dose 
2ª dose: 6 meses após a 1ª dose 
3ª dose: 60 meses após a 1ª dose 
O tipo da vacina é: quadrivalente (subtipos 6, 11, 16 e 18). 
Indicações: 
 Prevenção contra HPV 16 e 18 (responsável por 70% dos casos de câncer de 
colo do útero) 
 6 e 11 (verrugas genitais - condiloma acuminado) 
 Confere ainda proteção cruzada contra HPV 31, 33,52 e 58 
 Evidências recentes – 56% de redução na prevalência do HPV entre adolescentes 
apesar de apenas 35% de cobertura vacinal nos Estados Unidos. 
Atenção! Vacina é eficaz em quem ainda não iniciou a vida sexual e, portanto, não teve 
contato com o vírusHPV. 
A adoção da vacina não substituirá a realização regular do exame de citologia, 
Papanicolaou (preventivo). Trata-se de mais uma estratégia possível para o enfrentamento do 
problema. Ainda há muitas perguntas sem respostas relativas a essas vacinas. 
 
Vejamos agora duas questões sobre o tema: 
29. (MEAC e HUWC UFC/EBSERH/Instituto AOCP/2014) Em 2014, o Ministério da 
Saúde incluiu a vacina contra o HPV no Calendário Nacional de Vacinação e ela será 
fornecida gratuitamente, pelo Sistema Único de Saúde. Com relação à vacina do HPV, é 
correto afirmar que 
a) é de dose única e deve ser administrada em meninos e meninas. 
b) são duas doses e deve ser administrada apenas em meninas. 
c) é de dose única e deve ser administrada apenas em meninas. 
d) são três doses e de devem ser administradas apenas em meninas. 
e) são três doses e devem se administradas em meninas e meninos. 
COMENTÁRIOS: 
O Ministério da Saúde está adotando o esquema estendido (0, 6 e 60 meses): 1ª dose, 
2ª dose seis meses depois, e 3ª dose após cinco anos da 1ª dose em meninas. A partir do 
exposto, verificamos que o gabarito é a letra D. 
 
30. (HU-UFMS/BSERH/Instituto AOCP/2014) A prevenção do HPV representa potencial 
para reduzir a carga de doença cervical e lesões precursoras do câncer de colo de útero. Para 
isto, o Ministério da Saúde adotou a vacina 
a) pentavalente contra HPV que confere proteção contra HPV de baixo risco (HPV 16 e 21) 
e de alto risco (HPV 56, 28 e 33). 
b) quadrivalente contra HPV que confere proteção contra HPV de baixo risco (HPV 6 e 11) 
e de alto risco (HPV 16 e 18). 
c) bivalente contra HPV que confere proteção contra HPV de baixo risco (HPV 26) e de alto 
risco (HPV 33). 
d) pentavalente contra HPV que confere proteção contra HPV de baixo risco (HPV 16 e 18) 
e de alto risco (HPV 12, 15 e 23). 
e) monovalente que confere proteção contra HPV de alto risco (HPV 16). 
COMENTÁRIOS: 
O Ministério da Saúde adotou a vacina quadrivalente contra HPV que confere 
proteção contra HPV de baixo risco (HPV 6 e 11) e de alto risco (HPV 16 e 18). Dessa 
forma, o gabarito é a letra B. 
 
 
14 - Profilaxia contra a Raiva 
 
A prevenção da Raiva transmitida em áreas urbanas ou rurais, por animais domésticos, 
é feita mediante a manutenção de altas coberturas vacinais nesses animais, por meio de 
estratégias de rotina e campanhas; controle de foco e bloqueio vacinal; captura e eliminação 
de cães de rua; envio de amostras para exame laboratorial, para monitoramento da circulação 
viral. A profilaxia da Raiva humana é feita com o uso de vacinas e soro, quando os 
indivíduos são expostos ao vírus rábico pela mordedura, lambedura de mucosas ou 
arranhadura provocada por animais transmissores da Raiva. 
A vacinação antirrábica não tem contraindicação, devendo ser iniciada o mais breve 
possível e garantir o completo esquema de vacinação preconizado. 
 
R
a
iv
a
 
Prevenção da Raiva 
transmitida em áreas 
urbanas ou rurais, 
por animais 
domésticos. 
 Manutenção de altas coberturas vacinais nesses animais, por 
meio de estratégias de rotina e campanhas; 
 Controle de foco e bloqueio vacinal; captura e eliminação de cães 
de rua; 
 Envio de amostras para exame laboratorial, para monitoramento 
da circulação viral. 
Profilaxia da Raiva 
 É feita com o uso de vacinas e soro, quando os indivíduos são 
expostos ao vírus rábico pela mordedura, lambedura de mucosas 
ou arranhadura provocada por animais transmissores da Raiva. 
 A vacina sempre faz parte do esquema de profilaxia; 
 A indicação do soro ocorre quando se trata de um acidente de 
alto risco para desenvolvimento da doença. 
 
Nobres concurseiros, vejam que os instrumentos disponíveis para prevenção e controle 
da raiva humana são a vacina e o soro. 
As vacinas humanas (cultivo celular) são mais potentes, seguras e isentas de risco. 
São produzidas em cultura de células (diploides humanas, células Vero, células de embrião de 
galinha, etc.), com cepas de vírus Pasteur (PV) ou Pittman-Moore (PM) inativados pela 
betapropiolactona. 
As vias de aplicação são a intramuscular (mais utilizada) e intradérmica (utilizada 
em casos específicos). 
 Via intramuscular - são apresentadas na dose 0,5ml e 1ml, dependendo do 
fabricante (verificar embalagem e/ou lote). A dose indicada pelo fabricante 
NAO DEPENDE da idade ou do peso do paciente. A aplicação intramuscular 
deve ser profunda, na região do deltoide ou vasto lateral da coxa. Em crianças 
até 2 anos de idade, está indicado o vasto lateral da coxa. 
 Via intradérmica - a dose da via intradérmica e de 0,1ml. Deve ser aplicada em 
locais de drenagem linfática, geralmente nos braços, na inserção do músculo 
deltoide. 
Importante! A vacina antirrábica não deve ser aplicada na região glútea. 
A vacina contra raiva não tem contraindicação (gravidez, mulheres lactantes, doença 
intercorrente ou outros tratamentos), devido à gravidade da doença que apresenta letalidade de 
aproximadamente 100%. 
As vacinas contra a raiva produzidas em meios de cultura são seguras. De acordo 
com os trabalhos publicados na literatura, causam poucos eventos adversos e, na quase 
totalidade dos casos, de pouca gravidade. O soro para uso humano (soro heterólogo) é 
uma solução concentrada e purificada de anticorpos, preparada em equídeos imunizados 
contra o vírus da raiva. 
A dose indicada e de 40UI/kg de peso do paciente. Deve-se infiltrar nas lesões a maior 
quantidade possível da dose do soro (vejam que o soro é aplicado diretamente ao redor das lesões 
do animal agressor). Quando a lesão for extensa e múltipla, a dose do soro a ser infiltrada, pode 
ser diluída, em soro fisiológico, para que todas as lesões sejam infiltradas. Caso a região 
anatômica não permita a infiltração de toda a dose, a quantidade restante, a menor possível, 
deve ser aplicada por via intramuscular, na região glútea. 
 
 
 
 
 
 
 
No quadro a seguir, encontra-se o esquema para tratamento profilático antirrábico 
humano. 
Tipo de exposição 
Condições do animal agressor 
Cão ou gato sem 
suspeita de Raiva no 
momento da agressão 
Cão ou gato clinicamente 
suspeito de Raiva no momento 
da agressão 
Cão ou gato raivoso 
desaparecido ou morto 
Animais silvestres
5
 
(inclusive os domiciliados) 
Animais domésticos de 
interesse econômico ou de 
produção 
Contato indireto 
• Lavar com água e sa ão; 
• Não tratar 
• Lavar com água e sa ão; 
• Não tratar; 
• Lavar com água e sa ão; 
• Não tratar; 
Acidentes leves 
• Ferimentos superficiais, 
pouco extensos, geralmente 
únicos, em tronco e 
membros (exceto mãos, 
polpas digitais e planta dos 
pés); podem acontecer em 
decorrência de mordeduras 
ou arranhaduras causadas 
por unha ou dente; 
• Lambedura de pele com 
lesões superficiais; 
• Lavar com água e sabão 
• Observar o animal durante 
10 dias após exposição
1
; 
• Se o animal permanecer 
sadio no período de 
observação, encerrar o caso; 
• Se o animal morrer, 
desaparecer ou se tornar 
raivoso, administrar 5 doses 
de vacina (dias 0, 3, 7, 14 e 
28). 
• Lavar com água e sabão 
• Iniciar tratamento profilático com 
2 doses, uma no dia 0 e outra no dia 
3. 
• Observar o animal durante 10 dias 
após exposição
1
; 
• Se a suspeita de Raiva for 
descartada após o 10° dia de 
observação, suspender o tratamento 
profilático e encerrar o caso; 
• Se o animal morrer, desaparecer 
ou se tornar raivoso, completar o 
esquema até 5 doses, aplicar uma 
dose entre o 7° e o 10° dias e uma 
dose nos dias 14 e 28. 
• Lavar com água e sa ão; 
• Iniciar imediatamente o 
esquema profilático com 5 
doses de vacina administradas 
nos dias 0, 3, 7, 14 e 28. 
Acidentes graves 
• Ferimentos na ca eça, 
face, pescoço, mão, polpas 
digitais e/ou planta do pé; 
• Ferimentos profundos, 
múltiplos ou extensos, em 
qualquer região do corpo; 
• Lam edura de mucosas; 
• Lambedura de pele onde jáexiste lesão grave; 
• Ferimento profundo 
causado por unha de animal. 
• Lavar com água e sa ão 
• O servar o animal durante 
10 dias após exposição
1,2
; 
• Iniciar esquema profilático 
com 2 doses, uma no dia 0 e 
outra no dia 3. 
• Se o animal permanecer 
sadio no período de 
observação, encerrar o caso; 
• Se o animal morrer, 
desaparecer ou se tornar 
raivoso, dar continuidade ao 
esquema profilático, 
administrando o soro 3,4 e 
completando o esquema até 5 
doses. 
Aplicar uma dose entre o 7° e 
o 10° dia e uma dose nos dias 
14 e 28. 
• Lavar com água e sa ão 
• Iniciar o tratamento com soro3 e 5 
doses de vacina nos dias 0, 3, 7, 14 e 
28; 
• O servar o animal durante dias 
após exposição; 
• Se a suspeita de Raiva for 
descartada após o 10° dia de 
observação, suspender o esquema 
profilático e encerrar o caso; 
• Lavar com água e sa ão 
• Iniciar imediatamente o 
esquema profilático com soro 3 
e 5 doses de vacina 
administrada nos dias 0, 3, 7, 14 
e 28. 
1 - É necessário orientar o paciente para que ele notifique imediatamente a Unidade de Saúde se o animal morrer, desaparecer 
ou se tornar raivoso, uma vez que podem ser necessárias novas intervenções de forma rápida, como a aplicação do soro ou o 
prosseguimento do esquema de vacinação. 
2 - É preciso avaliar, sempre, os hábitos do cão e gato e os cuidados recebidos. Podem ser dispensados do esquema 
profilático as pessoas agredidas pelo cão ou gato que, com certeza, não tem risco de contrair a infecção rábica. Por exemplo, 
animais que vivem dentro do domicílio (exclusivamente); não tenham contato com outros animais desconhecidos; que 
somente saem à rua acompanhados dos seus donos e que não circulem em área com a presença de morcegos. Em caso de 
dúvida, iniciar o esquema de profilaxia indicado. Se o animal for procedente de área de raiva controlada não é necessário 
iniciar o esquema profilático. Manter o animal sob observação e só iniciar o esquema profilático indicado (soro+vacina) se o 
animal morrer, desaparecer ou se tornar raivoso. 
3 - O soro deve ser infiltrado na(s) porta(s) de entrada. Quando não for possível infiltrar toda dose, aplicar o máximo possível 
e a quantidade restante, a menor possível, aplicar pela via intramuscular, podendo ser utilizada a região glútea. Sempre 
aplicar em local anatômico diferente do que aplicou a vacina. Quando as lesões, forem muito extensas ou múltiplas a dose do 
soro a ser infiltrada pode ser diluída, o menos possível, em soro fisiológico para que todas as lesões sejam infiltradas. 
4 - Nos casos em que se conhece só tardiamente a necessidade do uso do soro antirrábico ou quando o mesmo não se 
encontra disponível no momento, aplicar a dose de soro recomendada antes da aplicação da 3ª dose da vacina de cultivo 
celular. Após esse prazo o soro não é mais necessário. 
5 - Nas agressões por morcegos deve-se indicar a soro-vacinação independentemente da gravidade da lesão, ou indicar 
conduta de reexposição. 
 
 
Vejamos uma questão sobre o tema: 
31. (HU-UFS/EBSERH/Instituto AOCP/2014) A profilaxia pré-exposição deve ser 
indicada para pessoas com risco de exposição permanente ao vírus da Raiva, durante 
atividades ocupacionais exercidas por profissionais como biólogos e médicos veterinários. 
Assim, o esquema pré-exposição e os dias de aplicação nestes casos são: 
a) Esquema: 3 doses; Dias de aplicação: 0,7,28. 
b) Esquema: 2 doses; Dias de aplicação: 0,3. 
c) Esquema: Dose única; Dias de aplicação: 0. 
d) Esquema: 5 doses; Dias de aplicação: 0,3,7,14,28. 
e) Esquema: 4 doses; Dias de aplicação: 0, 3, 7,14. 
COMENTÁRIOS 
A questão aborda sobre profilaxia pré-exposição, vamos entendê-la para poder 
resolver a questão. Essa profilaxia deve ser indicada para pessoas com risco de exposição 
PERMANENTE ao vírus da raiva, durante atividades ocupacionais exercidas por 
profissionais como: 
 médico veterinário; 
 biólogo; 
 auxiliares e demais funcionários de laboratório de virologia e anatomopatologia 
para raiva; 
 estudantes de veterinária, biologia e agrotécnica; 
 pessoas que atuam no campo na captura, vacinação, identificação e 
classificação de mamíferos passíveis de portarem o vírus, bem como 
funcionários de zoológicos; 
 pessoas que desenvolvam trabalho no campo (pesquisas, investigações 
ecoepidemiológicas) com animais silvestres; e 
 espeleólogos, guias ecoturismo, pescadores e outros profissionais que 
trabalham em áreas de risco. 
 Vejamos como é o esquema pré-exposição para raiva. 
Esquema 3 doses 
Dias de aplicação 0, 7, 28 
Vias de 
administração, 
dose e local de 
aplicação. 
Intramuscular profunda: dose completa. Local: deltoide ou 
vasto lateral. NÃO APLICAR NO GLÚTEO. 
Intradérmica: 0,1 ml, na inserção do músculo deltoide. 
Controle 
sorológico 
A partir do 14º dia após a última dose do esquema. 
Atenção! São considerados satisfatórios os títulos de 
anticorpos ≥ ,5 UI/ml 
 
O item correto é o A, pois descreve que o esquema pré-exposição é composto por 3 
doses, nos dias 0, 7 e 28. 
 
 
 
15 - Introdução da vacina dTpa para gestantes no Calendário 
Nacional de Vacinação 
Considerando a situação epidemiológica da coqueluche e a necessidade de proteger 
contra a doença o binômio mãe-filho, a vacina adsorvida de difteria, tétano e coqueluche 
(pertussis acelular) - dTpa, foi introduzida desde de novembro de 2014 no Calendário 
Nacional de Vacinação para gestantes e profissionais de saúde que atendam recém-nascidos 
nas maternidades e UTIs neonatais, como reforço ou complementação do esquema da vacina 
dupla adulto (difteria e tétano). 
Esta vacina oferece proteção vacinal indireta nos primeiros meses de vida (passagem de 
anticorpos maternos por via transplacentária para o feto) quando a criança ainda não teve a 
oportunidade de completar o esquema vacinal. 
 
Indicação da vacina: 
A vacina é indicada para gestantes a partir da vigésima sétima semana (27ª) até a 
trigésima sexta semana (36ª) de gestação, preferencialmente, podendo ser administrada até 20 
dias antes da data provável do parto. A dTpa adulto deve ser administrada a cada gestação 
considerando que os anticorpos tem curta duração, portanto, a vacinação na gravidez não 
levará a alto nível de anti-corpos protetores em gestações subsequentes. Esta vacina deverá 
ser registrada no cartão do pré-natal ou de vacinação do adulto. 
Para a proteção do RN, além da indicação da vacina para as gestantes, é de fundamental 
importância a vacinação dos profissionais de saúde que atuam em maternidades e em 
unidades de internação neonatal (UTI/UCI convencional e UCI Canguru), atendendo recém-
nascidos e crianças menores de um ano. 
 
Especificação técnica: 
Caixa com 10 seringas prenchidas monodose de 0,5 mL e 10 agulhas para aplicação 
intramuscular. 
Esquema recomendado: O esquema recomendado da dTpa adulto é uma dose a cada 
gestação; 
A depender da situação vacinal encontrada administrar uma dose da vacina dTpa para 
iniciar o esquema, completar ou como dose de reforço. Este esquema deverá ser completada 
até 20 dias antes da data provável do parto com a dT. 
 
15 – Vacina Hepatite A 
E indicada para a prevenção da infecção causada pelo vírus da hepatite A. O PNI 
recomenda a vacinação de crianças de 12 meses ate menores de 2 anos de idade. 
O PNI recomenda uma dose aos 12 meses de idade na rotina de vacinação. Situações 
individuais especificas podem exigir a adoção de esquema e dosagem diferenciados nos 
CRIE. 
O volume da vacina a ser administrado e de 0,5 mL. A vacina pode ser administrada 
simultaneamente com as demais vacinas dos calendários de vacinação do Ministério da 
Saúde. 
A vacina e administrada por via intramuscular. 
 
Atenção! A vacina contra Hepatite A foi incluída desde o dia 
15/07/2014 no Calendário Nacional de Imunização. É indicada para 
crianças entre 1 a 2 anos. Dose única, 0,5 ml, IM. 
 
 
16 - DisposiçõesGerais 
 
32. (Instituto Benjamin Constant/AOCP/2013) Assinale a alternativa que apresenta uma 
vacina composta por vírus vivos atenuados. 
a) BCG. 
b) Febre Amarela. 
c) DTP. 
d) Hepatite B. 
e) Haemophilus influenzae do tipo b 
COMENTÁRIOS: 
As principais vacinas compostas por vírus vivos atenuados
6
 são as seguintes: tríplice 
viral, tetra viral, febre amarela, poliomielite e rotavírus. 
Vamos descrever abaixo a composição das principais vacinas do calendário básico do 
Programa Nacional de Imunização (PNI). 
A vacina contra o sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral) é uma vacina combinada 
que contém os vírus vivos do sarampo, da caxumba e da rubéola, atenuados em cultivo 
celular. 
A vacina contra o sarampo, caxumba, rubéola e varicela (tetra viral) é uma vacina 
combinada que contém os vírus vivos do sarampo, da caxumba, da rubéola e varicela, 
atenuados em cultivo celular. 
A vacina contra a febre amarela é composta de vírus vivos atenuados da febre 
amarela, derivados da linhagem 17 D, cultivados em ovos embrionados de galinha. 
A vacina oral poliomielite (VOP) contém uma suspensão dos vírus da poliomielite 
atenuados dos tipos I, II e III (cepas Sabin). 
A vacina rotavírus G1P1[8] (atenuada) é monovalente, ou seja, a cepa utilizada em sua 
composição possui apenas um sorotipo do Rotavirus. 
 
6
 As vacinas produzidas contra os vírus podem ser de dois tipos a saber: atenuada ou inativada. A vacina atenuada é aquela 
em que o vírus encontra-se vivo, porém sem capacidade de produzir a doença (caxumba, febre amarela, poliomielite, 
rubéola, sarampo, tríplice viral, varicela e varíola). Algumas vezes estes vírus podem reverter para a forma selvagem 
causando a doença. Estas vacinas são contraindicadas para imunodeprimidos e gestantes. A vacina inativada contém o vírus 
inativado por agentes químicos ou físicos, ou subunidades e fragmentos obtidos por engenharia genética. Neste caso nunca 
ocorre a reversão para a forma selvagem (gripe, hepatites A e B, poliomielite injetável e raiva). Estas vacinas podem ser 
indicadas para os imunodeprimidos. 
 
A vacina inativada poliomielite (VIP) é constituída por cepas inativadas (mortas) dos 
três tipos (1, 2 e 3) de poliovírus e produz anticorpos contra todos eles. 
A vacina BCG é preparada com bacilos vivos (bactérias), a partir de cepas do 
Mycobacterium bovis, atenuadas com glutamato de sódio. 
A vacina hepatite B (recombinante) contem o antígeno recombinante de superfície 
(rHBsAg) que é purificado por vários métodos físico-químicos, adsorvido por hidróxido de 
alumínio, tendo o timerosal como conservante. A composição varia conforme o laboratório 
produtor. 
A vacina pentavalente é uma associação dos toxóides diftérico e tetânico com a 
Bordetella pertussis (bactérias) inativada, oligossacarídeos Hib e antígeno de superfície da 
hepatite B. 
A vacina adsorvida difteria e tétano adulto (dT) é constituída pelos toxóides diftérico 
e tetânico, sendo que o componente diftérico apresenta-se em menor concentração que na 
vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis e na vacina adsorvida difteria e tétano infantil. 
A vacina conjugada meningococo do grupo C é apresentada sob a forma isolada ou 
combinada com o meningococo do grupo A (bactéria). Neste caso, contêm 50mcg do 
polissacarídeo capsular purificado correspondente a cada sorogrupo. 
Por eliminação, o gabarito da questão é a letra B. 
 
33. (HU-UFMA/EBSERH/IBFC/2013) Mariana tem um filho de 1 ano, 2 meses e 2 dias e 
apresenta esquema de vacinação completa até os 9 meses de idade. Hoje ela comparece à 
unidade básica de saúde para completar esquema de vacinação. Segundo o calendário 
nacional de vacinação, assinale a alternativa que contemple os imunobiológicos indicados 
para este caso. 
a) Apenas 1ª dose de Sarampo, Caxumba e Rubéola (SRC). 
b) Apenas reforço Pneumo 10 e 1ª dose de Sarampo, Caxumba e Rubéola (SRC). 
c) Apenas 1º reforço da pentavalente (Difteria, Tétano, Coqueluche, Haemophilus influenzae, 
Hepatite B) e reforço da Vacina inativada poliomielite (VIP). 
d) Apenas 1º reforço da DTP (Difteria, Tétano, Coqueluche) e reforço da Vacina Inativada 
poliomielite (VIP). 
e) Apenas reforço Pneumo 10. 
COMENTÁRIOS: 
Para melhor entendimento da questão vejamos, na tabela abaixo, o cronograma do 
Calendário Nacional de Imunização. 
 
 
 
Vejamos abaixo um resumo esquemático sobre Imunização: 
Tabela Resumo - Imunização 
VACINA CALENDÁRIO DOSE VIA OBSERVAÇÕES 
BCG 
Dose ao nascer até 
completar 5 anos 
0,1 ml ID 
> 2 kg; > 1 mês p/ prematuros; ausência da cicatriz é 
indicada a revacinação 6 meses após a 1ª dose, 
podendo ser realizada apenas uma vez; 
Hepatite B 
Dose ao nascer 
 
0,5 ml até os 19 
anos e 1ml a 
partir de 20 
anos. 
IM 
· Para indivíduos de 5 a 49 anos: 
Sem comprovação vacinal: administrar 3 doses da 
vacina hepatite B com intervalo de 30 dias entre a 
primeira e a segunda doses e de 6 meses entre a 
primeira e a terceira doses (0, 1 e 6). 
Em caso de esquema vacinal incompleto, não reiniciar 
o esquema, apenas completá-lo. 
· Para gestantes em qualquer faixa etária e idade 
gestacional: administrar 3 doses da vacina hepatite B, 
considerando o histórico de vacinação anterior. 
· Para indivíduos integrantes dos grupos vulneráveis, 
independe da faixa etária ou comprovação da condição 
de vulnerabilidade: administrar 3 doses. Considerar a 
história vacinal anterior. 
Penta 
Aos 2, 4 e 6 meses de 
Idade administrar aos 2, 
4 e 6 meses de idade. 
1 dose de 0,5 
ml. 
IM, no vasto 
lateral da 
coxa, em 
A vacina combinada é apresentada em frasco ou 
ampola contendo 1 dose de 0,5 ml. 
Os dois reforços necessários serão realizados com a 
Tabela Resumo - Imunização 
VACINA CALENDÁRIO DOSE VIA OBSERVAÇÕES 
crianças < de 
2 anos e na 
região 
deltóide nas 
crianças 
acima de 2 
anos
7. 
 
vacina DTP (difteria, tétano e pertussis). O primeiro 
reforço aos de 15 meses de e o segundo reforço aos 4 
anos. 
A idade máxima para aplicação da DTP é de 6 anos 11 
meses e 29 dias. 
DTP 
(difteria, 
tétano e 
pertussis) 
Reforço da pentavalente 
aos 15 meses e aos 4 
anos. 
 
0,5mL. 
Idem da 
pentavalente 
O reforço pode ser administrado em qualquer idade (até 
os seis anos, onze meses e 29 dias), observando-se um 
intervalo mínimo de seis meses após a última dose da 
vacinação básica; 
Se o esquema básico não for iniciado ou completado até 
a completar 7 anos, as doses necessárias serão aplicadas 
com a vacina adsorvida difteria e tétano adulto (DT) em 
lugar da DTP; 
 
VIP/VOP 
VIP-VOP: administrar 1ª 
e 2ª doses com VIP aos 2 
e 4 meses, 3ª dose aos 6 
meses com a VOP e os 
reforços aos 15 meses e 
04 anos com VOP 
VIP 
(0,5 ml); VOP 
(2 gts) 
VIP (IM); 
VOP (VO) 
VOP 
≥ 5 anos 
- Sem comprovação vacinal: administrar 3 (três) doses 
da VOP; 
- Com esquema incompleto: completar esquema com a 
VOP; 
- Nesta faixa etária não há necessidade de reforço. 
· Repetir a dose se a criança regurgitar, cuspir ou 
vomitar. 
· Esta vacina é contraindicada para crianças 
imunodeprimidas, contato de pessoa HIV positivo ou 
com Aids, bem como que tenham histórico de paralisia 
flácida associada à dose anterior da VOP. 
Rotavírus 
Humano 
2 doses (2 e 4 meses) 
1,5mL. 
 
exclusivame
nte por via 
oral 
Se a criança regurgitar, cuspir ou vomitar após a 
vacinação não repetir a dose. 
Pneumocóci
ca 10 
valente 
3 doses aos 2, 4 e 6 
meses de idade. Fazer 
um reforço 
preferencialmente aos 12 
meses. 
0,5 ml IM 
Crianças entre 12 e 23 meses de idade sem 
comprovação vacinal, administrar dose única. 
 
Meningocóc
ica C 
2 doses aos 3 e 5 meses 
de idade,. Fazer um 
reforço 
preferencialmente aos 15 
meses. 
0,5 ml IM 
Para crianças entre 12 e 23 meses de idade sem 
comprovação vacinal, deve-se administrar dose única. 
 
Febre 
AmarelaAos 9 meses de idade. 
Durante surtos, antecipar 
a idade para 6 meses. 
Reforço a cada 10 anos. 
0,5 ml SC 
Aos viajantes para as áreas com recomendação, 
administrar a vacina 10 dias antes da data da viagem. 
Contraindicada para gestantes e deve ser adiada em 
mulheres que estão amamentando até o 6º mês de vida 
 
7
 A pentavalente pode, ainda, ser administrada na região ventro-glútea, por estar livre de estruturas anatômicas 
importantes (não apresenta vasos sanguíneos ou nervos significativos), sendo indicada para qualquer faixa etária. 
Tabela Resumo - Imunização 
VACINA CALENDÁRIO DOSE VIA OBSERVAÇÕES 
da criança. 
Para pessoas a partir de 60 anos depende da avaliação 
do risco da doença e benefício da vacina. 
 
Hepatite A
8
 
Crianças entre 1 a 2 
anos. 
0,5 ml IM 
Dose única 
Tríplice 
Viral (SCR) 
Aos 12 meses e a 
segunda dose aos 15 
meses de idade com a 
vacina tetra viral. 
0,5 ml SC 
De 1 a 19 anos todo indivíduo deve ter o esquema de 2 
doses. Indivíduos de 20 a 49 anos de idade que não 
apresentarem comprovação vacinal administrar 1 dose. 
É contra indicada para gestantes. 
 
Dupla tipo 
adulto - dT: 
Indivíduo sem vacinação 
anteriormente ou sem 
comprovação de três 
doses da vacina, seguir o 
esquema de três doses (0, 
2 e 4 meses). 
0,5 ml IM 
Os vacinados anteriormente com 3 doses das vacinas 
DTP, DT, dTpa, penta ou dT, administrar reforço, a 
cada 10 anos. 
Em caso de gravidez e ferimentos graves antecipar a 
dose de reforço se a última dose foi administrada há 
mais de 5 anos. Nesse caso, deve ser administrada 
preferencialmente 20 dias antes da data provável do 
parto. 
 
Influenza Revacinação anual. 
Pneumocóci
ca 23 
valente 
1 dose nos indivíduos 
com 60 anos e mais que 
vivem em instituições 
fechadas, tais como 
asilos, hospitais, casas de 
repouso. 
 
0,5 ml IM ou SC 
Administrar apenas 1 dose adicional após 5 anos. 
Esta vacina é oferecida por ocasião da Campanha 
Nacional de Vacinação contra a Influenza. 
 
 
De acordo com o caso hipotético apresentado na questão, o filho da Mariana (com 
esquema vacinal completo até os 9 meses) recebeu as seguintes vacinas: BCG (dose única); 
Hepetite b (dose ao nascer); pentavalente - Difteria, Tétano, Coqueluche, Haemophilus 
influenzae, Hepatite B (3 doses); VIP e VOP (2 dose da VIP e 1 dose da VOP); pneumo 10 
(3 doses); Rotavírus (2 doses); Meningo C (2 doses), Febre amarela (dose inicial). 
Como o filho de Marina tem 14 meses e 2 dias, necessita dos seguintes 
 
8
 O Ministério da Saúde anunciou em 29 de julho, a introdução da vacina contra hepatite A no Calendário Nacional de 
Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS). As doses são direcionadas às crianças de 12 a 23 meses e já foram distribuídas 
para postos de saúde de todo o País. A meta do Ministério da Saúde é imunizar 95% do público-alvo, cerca de três milhões 
de crianças. Com isso, o Brasil passa a oferecer, gratuitamente, 14 vacinas de rotina, garantindo todas as vacinas 
recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). 
 
imunobiológicos: pneumo10 (reforço); e tríplice viral - Sarampo, Caxumba e Rubéola (1ª 
dose). 
A partir do exposto, constatamos que o gabarito é a letra B. 
 
34. (MEAC e HUWC UFC/EBSERH/Instituto AOCP/2014) Uma criança de quatro meses 
de idade deve ser vacinada com 
a) vacina pentavalente, pneumocócica10, poliomielite e rotavírus. 
b) vacina meningocócica, pneumocócica10 e rotavírus. 
c) vacina pentavalente, pneumocócica10, poliomielite e meningocócica. 
d) vacina pentavalente, meningocócica, poliomielite e rotavírus. 
e) vacina meningocócica, pneumocócica10, poliomielite e rotavírus. 
COMENTÁRIOS: 
Essa questão é clássica em concurso. Vamos visualizar na tabela abaixo o calendário 
nacional de imunização atualizado. 
 
A partir da análise do quadro acima, a alternativa que descreve corretamente os 
imunobiológicos os quais devem ser administrados aos 4 meses é a letra A. As demais 
assertivas estão incorretas por elencarem a Meningocócica C, que é administrada no 3, 5 e 15 
mês. 
35. (HU-UFPE/EBSERH/IDECAN2014) Fazem parte do calendário básico de vacinação de 
pessoas com 60 anos ou mais, de acordo com o Programa Nacional de Imunização, as 
seguintes vacinas, EXCETO: 
A) Hepatite B 
B) Febre amarela 
C) Pneumocócica. 
D) Meningocócica. 
E) Influenza sazonal. 
COMENTÁRIOS: 
A condição vacinal do idoso deve ser verificada e algumas vacinas devem ser realizadas, 
a exemplo das vacinas influenza, pneumocócica 23-valente e a difteria e tétano (dT). 
A vacina influenza é administrada anualmente durante a Campanha Nacional de 
Vacinação contra a Influenza. 
A vacina contra difteria e tétano (dT) deve ser administrada a cada 10 anos como 
reforço da tetravalente/pentavalente e DTP, quando o esquema dessas vacinas estiver em dia. 
Deve ser administrada uma dose da vacina pneumocócica 23-valente (polissacarídica), 
durante a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, nos indivíduos de 60 anos e 
mais não vacinados que vivem acamados e ou em instituições fechadas como, casas 
geriátricas, hospitais, unidades de acolhimento/asilos, casas de repouso. Ademais, deve ser 
administrada uma dose adicional da vacina pneumocócica 23-valente 5 anos após a dose 
inicial, uma única vez. 
Acerca da questão, notamos que a vacina meningocócica só é administrada em crianças. 
Em regra, a vacina contra a Hepatite B é administrada em pessoas até 49 anos. Podendo ser 
feita em qualquer idade em grupos vulneráveis. 
A questão foi acertadamente anulada, pois apenas as vacinas contra a influenza, difteria 
e tétano (dT) e a pneumocócica 23-valente fazem parte do calendário nacional da pessoa 
idosa. 
 
 
 
36. (HU-UFMS/EBSERH/Instituto AOCP/2014) Sobre o Programa Nacional de 
Imunização, é correto afirmar que 
a) a vacina DT protege contra o tétano e é indicada para adultos. 
b) a vacina BCG protege contra o tétano em crianças. 
c) a vacina antipoliomielite não é mais administrada porque a poliomielite foi erradicada do 
Brasil. 
d) a vacina contra febre amarela é administrada exclusivamente em epidemias. 
e) a vacina pentavalente deve ser administrada ainda na maternidade no momento do 
nascimento. 
COMENTÁRIOS: 
Vejamos cada item da questão: 
Item A. Incorreto. A vacina DT protege contra difteria e tétano e é indicada 
para adultos. 
Item B. Incorreto. A vacina BCG protege contra as formas graves de tuberculose em 
crianças. 
Item C. Incorreto. A vacina antipoliomielite é administrada mesmo depois de ter sido 
erradicada a poliomielite do Brasil. 
Item D. Incorreto. A vacina contra febre amarela não é administrada exclusivamente 
em epidemias. 
Item E. Incorreto. A vacina pentavalente não deve ser administrada ainda 
na maternidade no momento do nascimento. 
Meus amigos, a banca havia considerado como gabarito da questão a letra A. No 
entanto, após recurso deferido, a questão foi anulada, pois a DT protege contra difteria e 
tétano e não apenas contra o tétano como consta na alternativa. 
 
37. (HU-UFGD/EBSERH/Instituto AOCP/2014) NÃO se recomenda a vacinação de 
crianças imunodeprimidas (com deficiência imunológica congênita ou adquirida) com qual 
das vacinas citadas a seguir? 
a) Hepatite B. 
b) Tríplice Bacteriana. 
c) Meningocócica C. 
d) Vacina Oral contra Poliomielite (VOP). 
e) Pneumocócica -10 valente. 
COMENTÁRIOS: 
No Brasil, a vacina que vem sendo utilizada com sucesso desde a década de 60 é a 
vacina oral poliomielite (VOP), vacina de vírus atenuados, trivalente, contendo os três tipos de 
poliovírus (1, 2 e 3). É epidemiológica e operacionalmente a melhor vacina para gerar 
proteção a cada um dos três tipos de vírus da poliomielite e tem sido amplamente utilizada, 
viabilizando a erradicação global da doença. 
A via de administração exclusivada VOP é a oral, com a dose de duas gotas. 
 
Notas sobre a vacina oral poliomielite (VOP): 
• Indivíduos com cinco anos de idade ou mais: 
 Sem comprovação vacinal: administrar 3 doses da VOP, 
com intervalo de 60 dias entre elas, mínimo de 30 dias; 
 Com esquema incompleto: completar esquema com a VOP; 
 Nesta faixa etária não há necessidade de reforço. 
• Repetir a dose se a criança regurgitar, cuspir ou vomitar. 
• Esta vacina é contraindicada para crianças imunodeprimidas, contato de 
pessoa HIV positivo ou com Aids, bem como que tenham histórico de paralisia 
flácida associada à dose anterior da VOP. 
Dessa forma, o gabarito é a letra D. 
 
38. (HU-UFGD/EBSERH/Instituto AOCP/2014) Preencha as lacunas e assinale a 
alternativa correta. 
“Não se recomenda a aplicação simultânea das vacinas de ________________ 
e ____________________, exceto em situação de risco epidemiológico”. 
a) Rotavírus / Vacina Inativa Poliomielite (VIP) 
b) Pentavalente / Vacina Inativa Poliomielite (VIP) 
c) Febre Amarela / Tríplice Viral 
d) Pneumocócica / Valente e Pentavalente 
e) BCG / Hepatite B 
COMENTÁRIOS: 
A vacinação simultânea consiste na administração de duas ou mais vacinas em 
diferentes locais ou vias de administração. Todas as vacinas dos calendários de vacinação, de 
um modo geral, podem ser administradas simultaneamente sem que ocorra interferência na 
resposta imunológica. A administração simultânea também não aumenta a possibilidade de 
reações adversas locais ou sistêmicas. 
Nessas situações, as vacinas devem ser administradas em locais diferentes do corpo da 
pessoa a ser vacinada. 
Como exceção tem-se a administração simultânea das vacinas da febre amarela e a 
tríplice viral, pois, segundo estudos recentes, essa simultaneidade reduz a resposta 
imunológica para a tríplice viral. 
Portanto, gabarito letra C. 
 
39. (HUPES-UFBA/EBSERH/IADES/2014) Considerando a Política Nacional de 
Imunização, no que se refere à rotina da vacinação de crianças, adolescentes, adultos e idosos, 
assinale a alternativa correta. 
a) A vacina de BCG deve ser aplicada em três doses, com reforço após 15-18 meses. 
b) A primeira dose da hepatite B deve ser aplicada após as primeiras 72 horas de vida. 
c) A Influenza (vacina da gripe) deve respeitar a sazonalidade da doença e ser administrada a 
partir de seis meses de idade. 
d) A febre amarela deve ser aplicada em residentes ou viajantes para áreas com recomendação 
da vacina, com reforço a cada cinco anos. 
e) No caso da vacinação tríplice bacteriana (sarampo, caxumba e rubéola), a criança é 
considerada protegida se tiver tomado duas doses da vacina após um ano de idade. 
COMENTÁRIOS: 
Vejamos cada item da questão: 
Item A. Incorreto. A vacina de BCG deve ser aplicada em uma dose. 
O esquema de vacinação com a BCG corresponde a uma dose, a partir do nascimento. 
 
 Na ausência da cicatriz é indicada a revacinação seis meses após a primeira dose 
(intervalo mínimo); 
 A revacinação, no entanto, só pode ser feita até uma vez, já que a ausência de cicatriz 
não significa necessariamente que a pessoa não está imunizada; 
 A realização do teste tuberculínico é dispensável, antes ou depois da administração da 
vacina BCG, inclusive para os contatos de pacientes de hanseníase. 
O volume de cada dose corresponde a 0,1 ml, rigorosamente, para evitar complicações. 
Item B. Incorreto. A primeira dose da hepatite B deve ser aplicada preferencialmente 
nas primeiras 12 horas de vida. 
Item C. Correto. A Influenza (vacina da gripe) deve respeitar a sazonalidade da doença 
e ser administrada a partir de seis meses de idade. 
Item D. Incorreto. A febre amarela deve ser aplicada em residentes ou viajantes para 
áreas com recomendação da vacina, com reforço a cada dez anos. 
Item E. Incorreto. No caso da vacinação tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), a 
criança é considerada protegida se tiver tomado duas doses da vacina após um ano de idade. 
Nesses termos, o gabarito da questão é a letra C. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Doenças Sexualmente Transmissíveis - DST 
 
1 - Sífilis 
A Sífilis é uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum. Podem 
se manifestar em três estágios. Os maiores sintomas ocorrem nas duas primeiras fases, 
período em que a doença é mais contagiosa. O terceiro estágio pode não apresentar sintoma e, 
por isso, dá a falsa impressão de cura da doença. 
Todas as pessoas sexualmente ativas devem realizar o teste para diagnosticar a sífilis, 
principalmente as gestantes, pois a sífilis congênita pode causar aborto, má formação do feto 
e/ou morte ao nascer. 
A sífilis pode ser transmitida de uma pessoa para outra durante o sexo sem camisinha 
com alguém infectado, por transfusão de sangue contaminado ou da mãe infectada para o 
bebê durante a gestação ou o parto. O uso da camisinha em todas as relações sexuais e o 
correto acompanhamento durante a gravidez são meios simples, confiáveis e baratos de 
prevenir-se contra a sífilis. 
Os primeiros sintomas da doença são pequenas feridas nos órgãos sexuais e caroços 
nas virilhas (ínguas), que surgem entre a 7 e 20 dias após o sexo desprotegido com alguém 
infectado. As feridas e as ínguas não doem, não coçam, não ardem e não apresentam 
pus. Mesmo sem tratamento, essas feridas podem desaparecer sem deixar cicatriz. Mas a 
pessoa continua doente e a doença se desenvolve. Ao alcançar um certo estágio, podem surgir 
manchas em várias partes do corpo (inclusive mãos e pés) e queda dos cabelos. 
Após algum tempo, que varia de pessoa para pessoa, as manchas também desaparecem, 
dando a ideia de melhora. A doença pode ficar estacionada por meses ou anos, até o momento 
em que surgem complicações graves como cegueira, paralisia, doença cerebral e problemas 
cardíacos, podendo, inclusive, levar à morte. 
O VDRL (Venereal Disease Research Laboratory) e RPR (Rapid Plasm Reagin) são 
exames qualitativos e quantitativos, sendo utilizados para o diagnóstico e o seguimento 
pós-terapêutico da sífilis. 
O VDRL deve ser solicitado para todas as gestantes no mínimo duas vezes no pré-natal 
(na primeira consulta e no terceiro trimestre) e na internação para o parto, abortamento ou 
qualquer outra intercorrência durante a gestação. Todos os portadores de DST ou pessoas que 
se expuseram a risco de adquirir uma DST e para qualquer pessoa sempre que se suspeitar do 
diagnóstico de sífilis, em qualquer uma de suas fases, deve se solicitar o teste. 
O VDRL tende a tornar-se reativo a partir da segunda semana do aparecimento do cancro 
(sífilis primária), ou em torno de 50 dias do contágio, e sofre uma elevação ao longo do 
tempo; via de regra, a titulação está mais elevada na fase secundária da doença. 
 
Passemos para a resolução de algumas questões sobre o tema: 
40. (HUPES-UFBA/EBSERH/IADES/2014) Quanto às doenças sexualmente transmissíveis, é 
correto afirmar que aquela transmitida pelo Treponema pallidum é a(o) 
a) gonorreia. 
b) HPV. 
c) herpes. 
d) sífilis. 
e) candidíase. 
COMENTÁRIOS: 
Vejamos abaixo a relação das DST com os micro-organismos: 
Item A. Gonorreia transmitida pela Neisseria gonorrhoeae. 
Item B. HPV transmitido pelo Papilomavírus humano (HPV). 
Item C. Herpes transmitida pelo Herpesvirus hominus tipo 1. 
Item D. Sífilis transmitida pelo Treponema pallidum. 
Item E. Candidíase transmitida pela Candida albicans. 
Dessa forma, o gabarito é a letra D. 
 
41. (HUJM-UFMT/EBSERH/Instituto AOCP/2014) Assinale a alternativa que apresenta uma 
Doença Sexualmente Transmissível que pode causar Úlcera genital. 
a) Condiloma. 
b) Candidíase. 
c) Clamídia. 
d) Sífilis. 
e) Gonorreia. 
COMENTÁRIOS: 
Vamos fazer uma breve descrição das doenças descritas na questão para melhor 
entendimento do tema. 
Item A. O Condiloma acuminado, conhecido também como verruga genital, crista de 
galo, figueira ou cavalo de crista, é uma DST causada pelo Papilomavírus humano (HPV).A 
infecção pelo HPV normalmente causa verrugas de tamanhos variáveis. No homem, é mais 
comum na cabeça do pênis (glande) e na região do ânus. Na mulher, os sintomas mais comuns 
surgem na vagina, vulva, região do ânus e colo do útero. As lesões também podem aparecer na 
boca e na garganta. Tanto o homem quanto a mulher podem estar infectados pelo vírus sem 
apresentar sintomas. 
Item B. A Candidíase é a infecção endógena da vulva e da vagina, causada por um fungo 
comensal que habita a mucosa vaginal e a mucosa digestiva. A forma mais comum de candidíase 
oral é a pseudomembranosa, caracterizada por placas brancas removíveis na mucosa oral (aftas). 
Outra apresentação clínica é a forma atrófica, que se apresenta como placas vermelhas, lisas, sobre 
o palato duro ou mole. 
Item C. A Clamídia é a doença sexualmente transmissível (DST) de maior prevalência 
no mundo. Ela é causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, que pode infectar homens e 
mulheres e ser transmitida da mãe para o feto na passagem pelo canal do parto. A infecção atinge 
especialmente a uretra e órgãos genitais, mas pode acometer a região anal, a faringe e ser 
responsável por doenças pulmonares. A infecção pode ser assintomática. Quando os sintomas 
aparecem, são parecidos nos dois sexos: dor ou ardor ao urinar, aumento do número de micções, 
presença de secreção fluida. As mulheres podem apresentar, ainda, perda de sangue nos intervalos 
do período menstrual e dor no baixo ventre. 
Item D. A Sífilis é uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum. 
Podem se manifestar em três estágios: 
 - Sífilis primária ou cancro duro, classicamente, caracteriza-se pela presença de lesão erosada 
ou ulcerada, geralmente única, pouco dolorosa, com base endurecida, fundo liso, brilhante e pouca 
secreção serosa. 
- Sífilis secundária, geralmente caracteriza-se pela presença de lesões cutâneo-mucosas, de 6 a 8 
semanas após o aparecimento do cancro duro. 
- Sífilis latente (recente e tardia) é a forma da sífilis adquirida na qual não se observam sinais e 
sintomas clínicos e, portanto, tem o seu diagnóstico feito apenas por meio de testes sorológicos. 
- Sífilis terciária os sinais e sintomas geralmente aparecem de 3 a 12 anos ou mais após o início 
da infecção, principalmente por lesões cutâneo-mucosas (tubérculos ou gomas); neurológicas 
(tabes dorsalis, demência, goma cerebral); cardiovasculares (aneurisma aórtico) e osteo-articulares 
(gomas, artropatia de Charcot). 
 Item E. Gonorreia é infecção causada por bactérias que podem atingir os órgãos genitais 
masculinos e femininos. Pode infectar o pênis, o colo do útero, o reto (canal anal), a garganta e os 
olhos. Quando não tratada, essa doença pode causar infertilidade (dificuldade para ter filhos), dor 
durante as relações sexuais, gravidez nas trompas, entre outros danos à saúde. Nas mulheres, pode 
haver dor ao urinar ou no baixo ventre (pé da barriga), aumento de corrimento, sangramento fora 
da época da menstruação, dor ou sangramento durante a relação sexual. Entretanto, é muito 
comum estar doente e não ter sintoma algum. Por isso, é recomendável procurar um serviço de 
saúde periodicamente, em especial se houve sexo sem camisinha. Nos homens, normalmente há 
uma sensação de ardor e esquentamento ao urinar, podendo causar corrimento ou pus, além de dor 
nos testículos. É possível que não haja sintomas e o homem transmita a doença sem saber. 
Por conseguinte, concluímos que o gabarito da questão é a letra D. 
 
42. (HUPAA-UFAL/EBSERH/IDECAN/2014) Os testes antitreponêmicos são aplicados para 
efetuar levantamentos epidemiológicos ou diagnósticos contra 
A) sífilis. 
B) gonorreia. 
C) candidíase. 
D) donovanose. 
E) tricomoníase. 
COMENTÁRIOS: 
 
Para o diagnóstico laboratorial da sífilis pode-se utilizar os testes treponêmicos e os não 
treponêmicos. 
Testes treponêmicos são testes que empregam como antígeno Treponema pallidum, e 
detectam anticorpos antitreponêmicos. Esses testes são feitos apenas qualitativamente. 
Testes não treponêmicos são testes que detectam anticorpos não treponêmicos, 
anteriormente chamados de anticardiolipínicos, reaginícos ou lipoídicos G . 
Esses anticorpos não são específicos para Treponema pallidum, porém estão presentes na sífilis. 
Os testes não treponêmicos podem ser: 
 Qualitativos: rotineiramente são utilizados como testes de triagem para determinar se uma 
amostra é reagente ou não. 
 Quantitativos: são utilizados para determinar o título dos anticorpos presentes nas amostras 
que tiveram resultado reagente no teste qualitativo e também para o monitoramento da 
resposta ao tratamento. 
Nesses termos, concluímos que o gabarito da questão é a letra A. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 - Herpes 
A Herpes genital é uma doença causada por um vírus que, apesar de não ter cura, tem 
tratamento. Seus sintomas são geralmente pequenas bolhas agrupadas que se rompem e se 
transformam em feridas. Depois que a pessoa teve contato com o vírus, os sintomas podem 
reaparecer dependendo de fatores como estresse, cansaço, esforço exagerado, febre, exposição 
ao sol, traumatismo, uso prolongado de antibióticos e menstruação. Em homens e mulheres, 
os sintomas geralmente aparecem na região genital (pênis, ânus, vagina, colo do útero). 
Essa doença é caracterizada pelo surgimento de pequenas bolhas na região genital, que 
se rompem formando feridas e desaparecem espontaneamente. Antes do surgimento das 
bolhas, pode haver sintomas como formigamento, ardor e coceira no local, além de febre e 
mal-estar. As bolhas se localizam principalmente na parte externa da vagina e na ponta do 
pênis. Após algum tempo, porém, o herpes pode reaparecer no mesmo local, com os mesmos 
sintomas. 
A Herpes Simples é uma virose transmitida, predominantemente, pelo contato sexual 
(inclusive oro-genital). A transmissão pode se dar, também, pelo contato direto com lesões ou 
objetos contaminados. Caracteriza-se pelo aparecimento de lesões vesiculosas que, em 
poucos dias, transformam-se em pequenas ulceras, precedidas de sintomas de ardência, 
prurido e dor. 
O vírus do Herpes Simples é comumente associado a lesões de membranas mucosas e 
pele, ao redor da cavidade oral (herpes orolabial) e da genitália (herpes anogenital). 
Determina quadros variáveis benignos ou graves. Há dois tipos de vírus: o tipo 1, responsável 
por infecções na face e tronco, e o tipo 2, relacionado às infecções na genitália e de 
transmissão geralmente sexual. Ambos os vírus podem infectar qualquer área da pele ou das 
mucosas. 
 Vejamos uma questão sobre o tema: 
 
43. (HU-UFS/EBSERH/ Instituto AOCP/2014) Herpes é uma doença que, apesar de não ter 
cura, tem tratamento. Seus sintomas são geralmente pequenas bolhas agrupadas que se rompem 
e se transformam em feridas. Sobre esta doença, é correto afirmar que 
a) depois que a pessoa teve contato com esta bactéria, ela está imune à doença, exceto se 
reaparecer fatores como estresse e cansaço. 
b) o herpes genital é transmitido por meio de contaminação sanguínea durante uma transfusão de 
sangue ou uso de drogas injetáveis. 
 c) por ser muito contagiosa, a primeira orientação dada a quem tem herpes é uma maior atenção 
aos cuidados de higiene: lavar bem as mãos, evitar contato direto das bolhas e feridas com outras 
pessoas. 
 d) em mulheres, durante o parto, o bebê está imune, mesmo que a gestante apresente lesões por 
herpes. 
e) as bolhas se localizam principalmente na parte externa dos membros inferiores e superiores. 
Após algum tempo, a herpes pode reaparecer no mesmo local, com os mesmos sintomas. 
COMENTÁRIOS: 
Vamos detalhar cada item para melhor entendimento do tema: 
Item A. Incorreto. Depois que a pessoa teve contato com o vírus, os sintomas podem 
reaparecer dependendo de fatores como estresse, cansaço, esforço exagerado, febre, exposição ao 
sol, traumatismo, uso prolongado de antibióticos emenstruação. 
Item B. Incorreto. O herpes genital não é transmitido por meio de contaminação sanguínea 
durante uma transfusão de sangue ou uso de drogas injetáveis. 
Item C. Correto. Por ser muito contagiosa, a primeira orientação dada a quem tem herpes é 
uma maior atenção aos cuidados de higiene: lavar bem as mãos, evitar contato direto das bolhas e 
feridas com outras pessoas. 
Item D. Incorreto. Em mulheres, durante o parto, o bebê não está imune, mesmo que a 
gestante apresente lesões por herpes. 
Item E. Incorreto. As bolhas se localizam principalmente na região genital (pênis, ânus, 
vagina, colo do útero). Após algum tempo, a herpes pode reaparecer no mesmo local, com os 
mesmos sintomas. 
Dessa forma, o gabarito é a letra C. 
 
3 - Condiloma Acuminado 
O Condiloma acuminado, conhecido também como verruga genital, crista de 
galo, figueira ou cavalo de crista, é uma DST causada pelo Papilomavírus humano (HPV). 
Atualmente, existem mais de 100 tipos de HPV - alguns deles podendo causar câncer, 
principalmente no colo do útero e do ânus. Entretanto, a infecção pelo HPV é muito 
comum e nem sempre resulta em câncer. O exame de prevenção do câncer ginecológico, o 
Papanicolau, pode detectar alterações precoces no colo do útero e deve ser feita de rotina por 
todas as mulheres. 
Não se conhece o tempo em que o HPV pode permanecer sem sintomas e quais são os 
fatores responsáveis pelo desenvolvimento de lesões. Por esse motivo, é recomendável 
procurar serviços de saúde para consultas periodicamente. 
A infecção pelo HPV normalmente causa verrugas de tamanhos variáveis. No homem, 
é mais comum na cabeça do pênis (glande) e na região do ânus. Na mulher, os sintomas mais 
comuns surgem na vagina, vulva, região do ânus e colo do útero. As lesões também podem 
aparecer na boca e na garganta. Tanto o homem quanto a mulher podem estar infectados pelo 
vírus sem apresentar sintomas. 
A principal forma de transmissão desse vírus é pela via sexual. Para ocorrer o 
contágio, a pessoa infectada não precisa apresentar sintomas. Mas, quando a verruga é visível, 
o risco de transmissão é muito maior. 
O Brasil disponibilizará a vacina contra o HPV, usada na prevenção de câncer de colo 
do útero. A vacina irá proteger meninas de 9 a 13 anos contra quatro variáveis do vírus. Já 
em 2014, meninas dos 11 aos 13 anos receberão as duas primeiras doses necessárias à 
imunização, a dose inicial e a segunda seis meses depois. A terceira dose deverá ser aplicada 
cinco anos após a primeira. Em 2015, será estendida para as adolescentes de 9 a 11 anos. 
 
Vejamos uma questão a respeito do conteúdo: 
 
 
 
 
44. (HU-UFS/EBSERH/ Instituto AOCP/2014) O condiloma acuminado, conhecido 
também como verruga genital, crista de galo, figueira ou cavalo de crista, é uma DST causada 
pelo Papilomavírus humano (HPV). Atualmente, existem mais de 100 tipos de HPV - alguns 
deles podendo causar 
 a) câncer, principalmente no colo do útero e do ânus. 
 b) câncer, principalmente no pulmão e esôfago. 
 c) câncer, principalmente no intestino e ânus. 
 d) câncer, principalmente no colo do útero e de mama. 
e) câncer, principalmente na pele e ânus. 
COMENTÁRIOS: 
O Condiloma acuminado, conhecido também como verruga genital, crista de 
galo, figueira ou cavalo de crista, é uma DST causada pelo Papilomavírus humano (HPV). 
Atualmente, existem mais de 100 tipos de HPV - alguns deles podendo causar câncer, 
principalmente no colo do útero e do ânus. Entretanto, a infecção pelo HPV é muito 
comum e nem sempre resulta em câncer. O exame de prevenção do câncer ginecológico, o 
Papanicolau, pode detectar alterações precoces no colo do útero e deve ser feita de rotina por 
todas as mulheres. 
A partir do exposto, verificamos que o gabarito é a letra A. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 - Disposições Gerais 
 
45. (HUCAM-UFES/EBSERH/Instituto AOCP/2014) Em relação aos níveis de 
atendimento para prestar atendimento a portadores de Doenças Sexualmente Transmissíveis 
(DST), temos 3 níveis de complexidade, sendo: (nível 1) – que requer uma equipe mínima 
composta de: um médico clínico, um/a enfermeiro/a e um auxiliar de enfermagem e/ou um 
outro profissional de nível técnico vinculado à assistência e, pelo menos, um profissional 
administrativo. O nível intermediário de atenção (nível 2) inclui o atendimento ginecológico 
e/ou uma ou mais especialidades clínicas, além de enfermeiros e/ou psicólogos e/ ou 
assistentes sociais, sem acessso imediato a recursos laboratoriais para diagnóstico de DST. 
Finalmente, os serviços de maior complexidade (nível 3), geralmente ambulatórios 
especializados, devem ser equipados com recursos laboratoriais e constituir-se na referência 
técnica do sistema de atenção para diagnóstico etiológico das DST. Relacione as colunas e 
assinale a alternativa com a sequência correta. 
Nível 1 – Básico. 
Nível 2 – Intermediário. 
Nível 3 –Maior complexidade (centro de referência). 
( ) Realizar todas as atividades do nível elementar, além do diagnóstico e tratamento clínico-
epidemiológico, dentro da competência das especialidades disponíveis. 
( ) Realizar treinamentos em abordagem sindrômica para Unidades de nível intermediário e de 
abordagem etiológica para as que tenham recursos laboratoriais próprios. 
( ) Notificar os(as) parceiros(as) das pessoas com síndromes genitais para investigação e/ou 
tratamento epidemiológico. 
( ) Realizar procedimentos cirúrgicos ambulatoriais. 
( ) Realizar diagnóstico etiológico das DST, vigilância de resistência microbiana aos fármacos 
da abordagem sindrômica. 
a) 3 – 2 – 1 – 1 – 2. 
b) 2 – 3 – 2 – 1 – 3. 
c) 1 – 2 – 3 – 2 – 2. 
d) 1 – 3 – 1 – 2 – 3. 
e) 1 – 3 – 2 – 2 – 3. 
 
COMENTÁRIOS: 
Vejamos as atividades referentes a cada nível de atendimento: 
Atividades do Nível 1 - Básico: 
- Realizar consulta médica emergencial das úlceras genitais, dos corrimentos genitais 
masculinos e femininos e das verrugas ano-genitais externas, utilizando a abordagem 
sindrômica, conforme normas estabelecidas pelos fluxogramas propostos do Programa 
Nacional e Estadual de DST/AIDS. 
- Realizar o aconselhamento incorporado na consulta médica. 
- Realizar coleta de sangue e/ou solicitação de exames para Sífilis, Hepatite B e HIV, 
nos casos de úlceras, corrimentos e verrugas genitais. 
- Realizar tratamento de sífilis. 
- Notificar a síndrome genital, sífilis na gestação, sífilis congênita e HIV na 
gestante/criança exposta. 
- Notificar os (as) parceiros(as) das pessoas com síndromes genitais para investigação 
e/ou tratamento epidemiológico. 
- Referir os casos suspeitos de DST com manifestações cutâneas extragenitais para 
unidades que disponham de dermatologista. 
- Referir os casos de DST complicadas para unidades que disponham de especialistas e 
recursos laboratoriais. 
- Referir os casos de DST não resolvidos pelo tratamento sindrômico para unidades 
que tenham laboratório. 
- Referir os casos de dor pélvica com sangramento ou quadros mais graves para 
unidades com ginecologista. 
 
 Atividades do Nível 2 - Intermediário: 
- Realizar todas as atividades do nível elementar, além do diagnóstico e tratamento 
clínico-epidemiológico, dentro da competência das especialidades disponíveis. 
- Realizar tratamento sindrômico e/ou clínico-epidemiológico dos corrimentos genitais 
femininos. 
- Realizar coleta de material cérvico-vaginal para exames laboratoriais. 
- Realizar o aconselhamento dentro e/ou fora da consulta. 
- Realizar colposcopia, se disponível ou encaminhar a paciente para serviços de 
referência que disponham de colposcópio e profissional habilitado quando indicado. 
- Realizar procedimentos cirúrgicos ambulatoriais. 
- Notificar as síndromes genitais, sífilis na gestação, sífilis congênita e HIV na 
gestante/criança exposta. 
- Notificar os (as) parceiros (as) e tratar. 
- Promover treinamentos emabordagem sindrômica para UBS de nível primário. 
 
Atividades do Nível 3 – Maior Complexidade (Centros de Referência): 
- Realizar todas as atividades dos níveis elementar e intermediário 
- Realizar diagnóstico etiológico das DST, vigilância de resistência microbiana aos 
fármacos da abordagem sindrômica. 
- Realizar treinamentos em abordagem sindrômica para Unidades de nível 
intermediário e de abordagem etiológica para as que tenham recursos laboratoriais próprios. 
Com base nisso, concluímos que a questão foi anulada, pois nenhuma das alternativas 
apresenta a sequência correta (2 – 3 – 1 – 2 – 3). 
 
46. (HC-UFPE/EBSERH/IDECAN/2014) São doenças sexualmente transmissíveis, 
EXCETO: 
a) Gonorreia. 
b) Cancro mole. 
c) Herpes zoster. 
d) Granuloma inguinal. 
e) Linfogranuloma venéreo. 
COMENTÁRIOS: 
Vamos detalhar cada item para melhor compreensão do tema: 
Item A. Correto. Gonorreia é uma doença infectocontagiosa causada pela bactéria 
Neisseria gonorrhoeae ou gonococo, cuja transmissão se dá, de forma predominante, por 
meio de relações sexuais. 
Item B. Correto. O Cancro mole também é chamado de cancro venéreo, mas seu nome 
mais popular é “cavalo” Doença transmitida sexualmente, provocada pela 
bactéria Haemophilus ducreyi, é mais frequente nas regiões tropicais, como o Brasil. 
Item C. Incorreto. O Herpes Zoster, geralmente é decorrente da reativação do vírus da 
varicela em latência, ocorrendo em adultos e em paciente imunocomprometidos, como 
portadores de doenças crônicas, neoplasias, aids e outras. 
Causas diversas podem causar uma reativação do vírus, que, caminhando 
centrifugamente pelo nervo periférico, atinge a pele, causando a característica erupção do 
herpes zoster. Excepcionalmente, há pacientes que desenvolvem herpes zoster após contato 
com doentes de varicela e, até mesmo, com outro doente de zoster, o que indica a 
possibilidade de uma reinfecção em paciente já previamente imunizado. É também possível 
uma criança adquirir varicela por contato com doente de zoster. 
Item D. Correto. Granuloma Inguinal também é chamado de donovanose ou granuloma 
venéreo, doença causada pela bactéria Calymmatobacterium granulomatis (Klebsiella 
granulomatis, Donovania granulomatis) transmitida, provavelmente por contato direto com 
lesões, durante a atividade sexual. Entretanto, sua transmissão ainda é assunto controvertido. 
Item E. Correto. O Linfogranuloma venéreo é uma infecção crônica causada pela 
bactéria Chlamydia trachomatis, que atinge os genitais e os gânglios da virilha. É uma doença 
bacteriana sexualmente transmissível, caracterizada pelo envolvimento do sistema linfático, 
tendo como processos básicos a trombolinfangite e perilinfangite. 
 Nesses termos, o gabarito é a letra C. 
 
47. (MCO-UFBA/EBSERH/IADES/2014) Entre os agentes infecciosos causadores das 
doenças sexualmente transmissíveis, encontra-se a Klebsiella granulomatis. A respeito da 
doença causada por esse agente infeccioso, assinale a alternativa correta. 
a) Sífilis. 
b) Donovanose. 
c) Gonorreia. 
d) Herpes genital. 
e) Hepatite B. 
COMENTÁRIOS: 
Vejamos abaixo a relação dos micro-organismos com as DST: 
Item A. Sífilis causada pelo Treponema pallidum 
Item B. Donovanose causada pela Calymmatobacterium granulomatis (Klebsiella 
granulomatis, Donovania granulomatis). 
Item C. Gonorreia causada pela Neisseria gonorrhoeae. 
Item D. Herpes Genital causada pelo Vírus do Herpes Simples Tipo 1 (HSV-1) e Tipo 2 
(HSV-2). 
Item E. Hepatite B causada pelo vírus da hepatite B (HBV). 
Nesses termos, gabarito letra B. 
 
48. (HUSM-UFSM/EBSERH/Instituto AOCP/2014) Dentre as doenças a seguir, assinale 
aquela considerada uma Doença Sexualmente Transmissível (DST). 
a) Candidíase. 
b) Tricomoníase. 
c) Hepatite A. 
d) Vaginose Bacteriana. 
e) Cistite. 
COMENTÁRIOS: 
Vamos fazer uma breve descrição das doenças descritas na questão para melhor 
entendimento do tema. 
Item A. Candidíase é a infecção endógena da vulva e da vagina, causada por um fungo 
comensal que habita a mucosa vaginal e a mucosa digestiva. A transmissão ocorre através de 
contato com mucosas, secreções em pele de portadores ou doentes. A transmissão vertical 
pode ocorrer durante o parto. Pode ocorrer disseminação exógena. 
Item B. A Tricomoníase é uma protozoose causada pelo Trichomonas vaginalis, que 
desencadeia uma ampla variedade de manifestações clínicas, podendo estar associada à 
transmissão do vírus da imunodeficiência humana, câncer cervical, infertilidade, entre outros. 
A via primária de transmissão é pelo contato sexual. 
Item C. Hepatite A é uma doença viral aguda, de manifestações clínicas variadas, desde 
formas subclínicas, oligossintomáticas e até fulminates (menos que 1% dos casos). O modo 
de transmissão é fecal-oral, veiculação hídrica, pessoa a pessoa (contato intrafamiliar e 
institucional), alimentos contaminados e objetos inanimados. Transmissão percutânea 
(inoculação acidental) e parenteral (transfusão) são muito raras, devido ao curto período de 
viremia. 
Item D. Vaginose Bacteriana é uma infecção genital causada por bactérias, 
principalmente pela Gardnerella Vaginalis. É a causa mais comum do corrimento genital e a 
segunda causa da candidíase. Essa infecção desencadeia um desequilíbrio da flora vaginal 
fazendo com que a concentração de bactérias aumente. Atualmente, a Vaginose Baceteriana é 
considerada uma proliferação maciça de uma flora mista, que inclui Gardnella Vaginallis, 
Peptoestreptococcus e Micoplasma hominis. Não é considerada uma doença sexualmente 
transmissível. 
Item E. Cístite é o nome que se dá para doenças inflamatórias e/ou infecciosas da 
bexiga. Em geral, é causada pela bactéria Escherichia coli, presente no intestino e importante 
para a digestão. Em situações especiais, essa bactéria migra contaminando a região perineal 
(área onde se localizam os órgãos genitais). Após um período de multiplicação, essa bactéria 
pode invadir a uretra e se localizar na bexiga, causando uma cistite infecciosa. Essa situação é 
mais fácil de acontecer nas mulheres, devido principalmente, a causas anatômicas. 
O gabarito, portanto, é a letra B. 
 
49. (HUJM-UFMT/EBSERH/Instituto AOCP/2014) NÃO é considerada uma Doença 
Sexualmente Transmissível (DST) a 
a) Vaginose Bacteriana. 
b) Tricomoníase. 
c) Gonorreia. 
d) Clamídia. 
e) Donovanose. 
COMENTÁRIOS: 
A Vaginose Bacteriana é uma infecção genital causada por bactérias, principalmente 
pela Gardnerella Vaginalis. É a causa mais comum do corrimento genital e a segunda causa 
da candidíase. Essa infecção desencadeia um desequilíbrio da flora vaginal fazendo com que a 
concentração de bactérias aumente. Atualmente, a Vaginose Baceteriana é considerada uma 
proliferação maciça de uma flora mista, que inclui Gardnella Vaginallis, Peptoestreptococcus 
e Micoplasma hominis. Não é considerada uma doença sexualmente transmissível. 
Portanto, gabarito letra A. 
 
 
 
3 - HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA 
 
Pressão arterial sanguínea é a medida da tensão exercida pelo sangue nos vasos durante 
a sístole e a diástole ventricular. 
Débito Cardíaco (DC) é a quantidade de sangue bombeado pelo coração por minuto. 
Os fatores que influenciam no débito cardíaco são a frequência cardíaca (FC) e o volume 
sistólico (VS). Quanto maior for qualquer uma dessas variáveis, maior será o DC. 
DC = FC x VS 
O volume sistólico é a quantidade de sangue que será bombeado pelo coração em uma 
contração. 
De acordo com a SBH, quando houver um aumento no volume de sangue a ser 
ejetado, por exemplo quando os rins não funcionam normalmente ou quando o coração 
contrai de modo insuficiente, ou quando a frequência cardíaca aumenta, isto é, o coração 
bate mais vezes por minuto para ejetar um determinado volume de sangue, ou quando a 
resistência oferecida pelas artérias para a passagem do sangue estiver aumentada, ocorre 
aumento da pressão arterial.De acordo com a SBC, a linha demarcatória que define HAS considera valores de PA 
sistólica ≥ 140 mmHg e∕ou de PA diastólica ≥ 90 mmHg em medidas de consultório. O 
diagnóstico deverá ser sempre validado por medidas repetidas, em condições ideais, em, pelo 
menos, três ocasiões. 
A HAS é um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Sua prevalência 
no Brasil varia entre 22% e 44% para adultos (32% em média), chegando a mais de 50% para 
indivíduos com 60 a 69 anos e 75% em indivíduos com mais de 70 anos
9
. 
O Ministério da Saúde
10
 relatou, em 2006, que no Brasil são cerca de 17 milhões de 
portadores de hipertensão arterial, 35% da população de 40 anos e mais. E esse número é 
crescente; seu aparecimento está cada vez mais precoce e estima-se que cerca de 4% das 
crianças e adolescentes também sejam portadoras. A carga de doenças representada pela 
morbimortalidade devida à doença é muito alta e por tudo isso a Hipertensão Arterial é um 
problema grave de saúde pública no Brasil e no mundo 
 
9
 SBC; SBH; SBN, 2010, p. 1, disponível em: http://goo.gl/88YFD & Brasil, 2013, p. 19, disponível em: http://goo.gl/FXmjtP. 
10
 Brasil, 2006, p. 7, disponível em: http://goo.gl/8lMK8C 
http://www.sbh.org.br/geral/faq.asp
http://goo.gl/88YFD
http://goo.gl/FXmjtP
http://goo.gl/8lMK8C
 
Medida da pressão arterial 
Em crianças, a largura da bolsa de borracha do manguito deve corresponder a 40% da 
circunferência do braço, e o comprimento da bolsa deve envolver de 80 a 100% da 
circunferência do braço. 
Em gestantes, recomenda-se que a pressão arterial seja feita na posição sentada, e não 
ortostática (em pé), e a determinação da pressão diastólica deve ser realizada na fase V de 
Korotkoff. 
Na primeira avaliação, as medidas devem ser obtidas em ambos os braços e, em caso de 
diferença, deve-se utilizar como referência sempre o braço com o maior valor para as 
medidas subsequentes. O indivíduo deverá ser investigado para doenças arteriais se apresentar 
diferenças de pressão entre os membros superiores maiores de 20/10 mmHg para as pressões 
sistólica/diastólica respectivamente (SBC; SBH;SBN, 2010, p. 6). 
Todo adulto com 18 anos ou mais de idade, quando vier à Unidade Básica de Saúde 
(UBS) para consulta, atividades educativas, procedimentos, entre outros, e não tiver registro 
no prontuário de ao menos uma verificação da PA nos últimos dois anos, deverá tê-la 
verificada e registrada. 
A primeira verificação deve ser realizada em ambos os braços. Caso haja diferença entre 
os valores, deve ser considerada a medida de maior valor. O braço com o maior valor aferido 
deve ser utilizado como referência nas próximas medidas. O indivíduo deverá ser investigado 
para doenças arteriais se apresentar diferenças de pressão entre os membros superiores 
maiores de 20/10 mmHg para as pressões sistólica/diastólica, respectivamente. Com intervalo 
de um minuto, no mínimo, uma segunda medida dever ser realizada. 
As medidas nas posições ortostática (em pé) e supina (deitada) devem ser feitas pelo 
menos na primeira avaliação em todos os usuários e em todas as avaliações em idosos, 
diabéticos e alcoolistas. 
A pressão arterial (PA) na gestante deve ser obtida com os mesmos equipamentos e com 
a mesma técnica recomendada para adultos (principalmente sentada), entretanto a PA também 
pode ser medida no braço esquerdo na posição de decúbito lateral esquerdo em repouso, e esta 
não deve diferir da posição sentada. O 5º ruído de Korotkoff deve ser considerado como a 
pressão diastólica
11
. 
Vamos agora aprender e gravar a classificação atual, conforme disposições da SBH 
(2010) e Ministério da Saúde (2013)
12
. 
 
Classificação da pressão arterial de acordo com a medida casual no consultório (> 
18 anos) 
Classificação PAS (mmHg) PAD (mmHg) 
Ótima < 120 < 80 
Normal < 130 < 85 
Limítrofe (pré-
hipertensão)* 
130–139 85–89 
Hipertensão estágio 1 140-159 90-99 
Hipertensão estágio 2 160–179 100–109 
Hipertensão estágio 3 >180 >110 
Hipertensão sistólica 
isolada 
≥ 4 < 90 
Quando as pressões sistólica e diastólica situam-se em categorias diferentes, a 
maior deve ser utilizada para classificação da pressão arterial. 
Fonte: (Alterado de SBC; SBH; SBN, 2010, p. 8, disponível em: http://goo.gl/88YFD & 
Brasil, 2013, p. 34, disponível em: http://goo.gl/FXmjtP). 
* Pressão normal-alta ou pré-hipertensão são termos que se equivalem na literatura. 
 
Vamos visualizar, na tabela abaixo, as recomendações para o seguimento da HAS, 
conforme níveis pressóricos apresentados pelo paciente, durante a consulta. 
 
 
Recomendações para o seguimento da HAS: prazos máximos para reavaliação* 
 
11
 SBC; SBH; SBN, 2010, p. 5-6, disponível em: http://goo.gl/88YFD & Brasil, 2013, p. 51, disponível em: 
http://goo.gl/FXmjtP. 
12
 SBC; SBH; SBN, 2010, p. 8, disponível em: http://goo.gl/88YFD & Brasil, 2013, p. 34, disponível em: http://goo.gl/FXmjtP. 
http://goo.gl/88YFD
http://goo.gl/FXmjtP
http://goo.gl/88YFD
http://goo.gl/FXmjtP
http://goo.gl/88YFD
http://goo.gl/FXmjtP
Pressão arterial inicial 
(mmHg)** Seguimento 
Sistólica Diastólica 
 <130 < 85 
 Reavaliar em 1 ano. 
 Estimular mudanças de estilo de vida. 
 130–139 85–89 
 Reavaliar em 6 meses.*** 
 Insistir em mudanças do estilo de vida. 
 140–159 90–99 
 Confirmar em 2 meses.*** 
 Considerar MAPA/MRPA. 
 160–179 100–109 
 Confirmar em 1 mês.*** 
 Considerar MAPA/MRPA. 
 ≥ 8 ≥ 
 Intervenção medicamentosa imediata ou 
reavaliar em 1 semana.*** 
Fonte: (Alterado de SBC; SBH; SBN, 2010, p. 6). 
* Modificar o esquema de seguimento de acordo com a condição clínica do paciente. 
** Se as pressões sistólicas ou diastólicas forem de estágios diferentes, o seguimento 
recomendado deve ser definido pelo maior nível de pressão. 
*** Considerar intervenção de acordo com a situação clínica do paciente (fatores de 
risco maiores, doenças associadas e lesão em órgãos-alvo). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vamos descrever os procedimentos, na tabela abaixo, conforme SBC; SBH; SBN, 2010, 
p. 6-8: 
1 - Automedida da pressão arterial (AMPA): 
A AMPA foi definida como a realizada por pacientes ou familiares, não profissionais 
de saúde, fora do consultório, geralmente no domicílio, representando uma importante fonte 
de informação adicional. 
A principal vantagem da AMPA é a possibilidade de obter uma estimativa mais real 
dessa variável, tendo em vista que os valores são obtidos no ambiente onde os pacientes 
passam a maior parte do dia. 
Valores superiores a 130/85 mmHg, pela AMPA, devem ser considerados alterados. 
2 - Monitorização residencial da pressão arterial (MRPA): 
A MRPA é o registro da PA, que pode ser realizado obtendo-se três medidas pela 
manhã, antes do desjejum e da tomada de medicamento, e três à noite, antes do jantar, 
durante cinco dias, ou duas medidas em cada sessão, durante sete dias, realizada pelo 
paciente ou outra pessoa capacitada, durante a vigília, no domicílio ou no trabalho, com 
equipamentos validados. 
Sua maior utilização pode superar muitas limitações da tradicional medida da PA no 
consultório, sendo mais barata e de mais fácil execução que a MAPA, embora com 
limitações, como, por exemplo, a não avaliação da PA durante o período de sono. 
3 - Monitorização ambulatorial da pressão arterial de 24 horas (MAPA) 
A MAPA é o método que permite o registro indireto e intermitente da pressão arterial 
durante 24 horas ou mais, enquanto o paciente realiza suas atividades habituais durante os 
períodos de vigília e sono. 
Uma das suas características mais específicas é a possibilidade de identificar as 
alterações do ciclo circadiano da PA, sobretudo as alterações durante o sono, que têm 
implicaçõesprognósticas consideráveis. 
 
http://publicacoes.cardiol.br/consenso/2011/diretriz_mapa_mrpa.pdf
http://publicacoes.cardiol.br/consenso/2011/diretriz_mapa_mrpa.pdf
A Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) é o método que permite o 
registro indireto e intermitente da PA durante 24 horas, ou mais, enquanto o paciente realiza 
suas atividades habituais na vigília e durante o sono. A MAPA deve fazer parte do 
fluxograma para diagnóstico da hipertensão arterial. 
De acordo com a SBC
13
, devem ser prestadas as seguintes orientações aos pacientes, 
durante a utilização da MAPA: 
• Explicar detalhadamente como será o exame e recomendar a manutenção das 
atividades habituais durante o período em que ele estará sendo realizado; 
• Recomendar o seguimento da orientação médica quanto ao uso das medicações; 
• Orientar para que não sejam realizados exercícios físicos durante a execução do 
exame; 
• Vestir camisa de manga larga para não limitar o movimento dos raços; as mulheres 
devem evitar o uso de vestido; 
• Seguir a orientação do médico-assistente sobre a(s) medicação(ões) de uso crônico; 
• Evitar a execução de exercício físico nas 24 horas que precedem o exame em pacientes 
que não o pratiquem regularmente; 
• Tomar anho antes do exame, pois não será permitido fazê-lo durante o procedimento; 
• Informar que o monitor será fixado na cintura por meio de um cinto. 
Portanto, durante a realização da MAPA, o paciente monitorado não deve realizar 
exercícios físicos, mas pode fazer caminhadas do cotidiano. 
 
Já caiu em prova! 
De acordo com estudos relatados pela SBC; SBH; SBN (2010, p. 18), o chocolate 
amargo (com alto teor de cacau) pode promover discreta redução da PA, devido às altas 
concentrações de polifenóis. 
A cessação do tabagismo constitui medida fundamental e prioritária na prevenção 
primária e secundária das doenças cardiovasculares e de diversas outras doenças. Não há, 
entretanto, evidências de que, para o controle de PA, haja benefícios (SBC; SBH; SBN, 
2010, p. 20). 
 
13
 SBC, 2011, p. 7, disponível em: http://publicacoes.cardiol.br/consenso/2011/diretriz_mapa_mrpa.pdf. 
http://publicacoes.cardiol.br/consenso/2010/Diretriz_hipertensao_associados.pdf
http://publicacoes.cardiol.br/consenso/2011/diretriz_mapa_mrpa.pdf
Nos negros, a prevalência e a gravidade da hipertensão arterial são maiores, o que pode 
estar relacionado a fatores étnicos e/ou socioeconômicos. 
Na população negra, a prevalência e a gravidade da hipertensão são maiores, o que pode 
estar relacionado a fatores étnicos e/ou socioeconômicos. Em nosso País, predomina a 
população miscigenada, que pode diferir da população negra quanto às características da 
hipertensão
14
. Desta forma, para pacientes negros, desde que não haja contraindicações, o uso 
de diuréticos e bloqueadores de canais de cálcio é a opção mais racional
15
. 
 
De acordo com a SBC; SBH; SBN (2010, p. 5), alterações próprias do envelhecimento 
determinam aspectos diferenciais na PA dessa população como, maior frequência de “hiato 
auscultat rio”, que consiste no desaparecimento dos sons durante a deflação do manguito, 
geralmente entre o final da fase I e o início da fase II dos sons de Korotkoff, resultando em 
valores falsamente baixos para a sistólica ou falsamente altos para a diastólica. A grande 
variação da pressão arterial nos idosos, ao longo das 24 horas, torna a MAPA útil A “pseudo-
hipertensão”, que está associada ao processo ateroscler tico, pode ser detectada pela mano ra 
de Osler, ou seja, quando a artéria radial permanece ainda palpável, após a insuflação do 
manguito pelo menos 30 mmHg acima do desaparecimento do pulso radial. 
O aparecimento de hipertensão arterial durante o uso de anticoncepcional oral impõe a 
interrupção imediata da medicação, o que, em geral, normaliza a pressão arterial em alguns 
meses. Deve-se, no entanto, providenciar a substituição por método contraceptivo eficaz. 
Todavia, em 2013, o Ministério da Saúde não fez as recomendações acima na 
atualização do Caderno de Atenção Básica nº 37. Relatou apenas que a substituição de 
anticoncepcionais hormonais orais por outros métodos contraceptivos promove a redução da 
pressão arterial em pacientes hipertensas
16
. 
A maioria dos indivíduos com hipertensão possui a elevação persistente da pressão 
arterial como resultado de uma desregulação do mecanismo de controle homeostático da 
pressão, o que a define como essencial. Já a HAS secundária possui causa definida, que é 
potencialmente tratável e/ou curável, acometendo menos de 3% dos hipertensos. A correta 
 
14
 Brasil, 2006, p. 33, disponível em: http://goo.gl/8lMK8C 
15
 Brasil, 2010, p. 251, disponível em: http://goo.gl/Ld5DZ7. 
16
 Brasil, 2013, p. 57, disponível em: http://goo.gl/FXmjtP. 
http://goo.gl/8lMK8C
http://goo.gl/Ld5DZ7
http://goo.gl/FXmjtP
avaliação destes pacientes é fundamental, visto que pode determinar a interrupção dos anti-
hipertensivos
17
. 
Por conseguinte, a hipertensão arterial secundária é aquela com causa bem definida 
como a endócrina (acromegalia, hipotireoidismo, hipertireoidismo, hiperparatireoidismo, 
hiperaldosteronismo primário, síndrome Cushing, hiperplasia adrenal, feocromocitoma, uso 
de hormônios exógenos). 
 
 
O escore de Framinghan mede o risco de uma pessoa apresentar angina, infarto do 
miocárdio ou morrer de doença cardíaca em 10 anos. O risco é considerado baixo quando o 
escore é inferior a 10%, intermediário quando está entre 10 e 20% e alto quando é superior a 
20%. 
No escore de Framinghan, são avaliados os fatores: idade, colesterol total e HDL, 
pressão arterial, diabetes e tabagismo. 
O escore de Framinghan é uma ferramenta útil e de fácil aplicação no cotidiano. Ele 
classifica os indivíduos por meio da pontuação nos seguintes graus de risco cardiovascular e 
auxilia na definição de condutas
18
: 
• Baixo Risco – quando existir menos de 10% de chance de um evento cardiovascular 
ocorrer em dez anos. O seguimento dos indivíduos com PA limítrofe poderá ser anual 
após orientá-los sobre estilo de vida saudável; 
• Risco Intermediário – quando existir 10% – 20% de chance de um evento 
cardiovascular ocorrer em dez anos. O seguimento dos indivíduos com PA limítrofe 
poderá ser semestral após orientações sobre estilo de vida saudável e, se disponível na 
UBS ou comunidade e se desejo da pessoa, encaminhamento para ações coletivas de 
educação em Saúde; 
 
17
 Brasil, 2013, p. 47, disponível em: http://goo.gl/FXmjtP & SBC; SBH; SBN, 2010, p. 47, disponível em: http://goo.gl/88YFD. 
18
 Brasil, 2013, p. 39-40, disponível em: http://goo.gl/FXmjtP. 
HAS 
essencial 
sem causa definida, provocada pela desregulação do 
mecanismo de controle homeostático da pressão. 
secundária provocada por causa bem definida. 
http://goo.gl/FXmjtP
http://goo.gl/88YFD
http://goo.gl/FXmjtP
• Alto Risco – quando existir mais de 20% de chance de um evento cardiovascular 
ocorrer em dez anos ou houver a presença de lesão de órgão-alvo, tais como IAM, 
AVC/AIT, hipertrofia ventricular esquerda, retinopatia e nefropatia. O seguimento 
dos indivíduos com PA limítrofe de alto risco poderá ser trimestral após orientações 
sobre estilo de vida saudável e, se disponível na UBS ou comunidade e, se desejo da 
pessoa, encaminhamento para ações de educação em Saúde coletivas. 
Classificação do risco global, segundo escore de Framingham 
Categoria Evento cardiovascular maior (ECV) 
Baixo <10%/10 anos 
Moderado 10 a 20%/10 anos 
Alto > 20%/10 anos 
 
Na consulta de enfermagem para a estratificação de risco cardiovascular recomenda-se a 
utilização do escore de Framingham. A estratificação tem como objetivo estimar o risco de 
cada indivíduo sofrer uma doença arterial coronariana nospróximos dez anos. Essa estimativa 
se baseia na presença de múltiplos fatores de risco, como sexo, idade, níveis pressóricos, 
tabagismo, níveis de HDLc e LDLc. A partir da estratificação de risco, selecionam-se 
indivíduos com maior probabilidade de complicações, os quais se beneficiarão de 
intervenções mais intensas
19
. 
Após a identificação dos fatores de risco, se o usuário apresenta apenas um fator de 
risco baixo/intermediário, não há necessidade de calcular o escore, pois ele é considerado 
como baixo RCV. Se apresentar ao menos um fator de alto RCV, também não há 
necessidade de calcular o escore, pois esse paciente já é considerado como alto RCV. O 
cálculo será realizado quando o usuário apresentar mais de um fator de risco 
baixo/intermediário. 
 
 
 
 
 
19
 Brasil, 2013, p. 38, disponível em: http://goo.gl/FXmjtP. 
http://goo.gl/FXmjtP
 
Quadro – Fatores de risco para doença cardiovascular 
Baixo 
risco/Intermediário 
Alto risco 
Tabagismo 
Hipertensão 
Obesidade 
Sedentarismo 
Sexo masculino 
História familiar de evento 
cardiovascular prematuro 
(homens <55 anos e 
mulheres <65 anos) 
Idade >65 anos 
Acidente vascular cerebral (AVC) prévio 
Infarto agudo do miocárdio (IAM) prévio 
Lesão periférica – Lesão de órgão-alvo (LOA) 
Ataque isquêmico transitório (AIT) 
Hipertrofia de ventrículo esquerdo (HVE) 
Nefropatia 
Retinopatia 
Aneurisma de aorta abdominal 
Estenose de carótida sintomática 
Diabetes mellitus 
 
Vejamos agora as questões atualizadas sobre o tema: 
 
50. (PROCAPE/UPENET/UPE/2013/JM) Ao verificar os sinais vitais (SSVV) de um 
paciente adulto internado na clínica médica, o Técnico de Enfermagem identificou 
taquicardia, tendo sido identificado frequência cardíaca de 
A) < 70 bat/min 
B) < 50 bat/min 
C) 60 bat/min 
D) > 120 bat/min 
E) 80 bat/min. 
COMENTÁRIOS: 
 A determinação do pulso é parte integrante de uma avaliação cardiovascular, sendo 
portanto uma técnica recomenda. Além da frequência cardíaca (número de batimentos 
cardíacos por minuto), também devem ser avaliados o ritmo (regularidade dos intervalos, se 
regular ou irregular) e o volume (intensidade com que o sangue bate nas paredes arteriais, se 
forte e cheio ou fraco e fino). 
Vejamos a classificação em relação a frequência. 
FREQUÊNCIA: Número de pulsações por unidade de tempo (batimentos por minuto – 
bpm). 
 Normal - 60 a 100 bpm. 
 Bradicardia - < 60 bpm. 
 Taquicardia -> 100 bpm. 
Sendo assim, a única alternativa correta é a D. Porém, seria mais correto dizer que a 
frequência cardíaca encontrada foi de 120bpm e não > 120bpm. 
 
51. (Rede Sarah/2011) Em relação ao procedimento de mensuração da Pressão Arterial (PA), 
assinale a alternativa correta: 
a) A utilização de um manguito de tamanho inadequado não altera a leitura dos valores de 
PA. 
b) Antes da mensuração da PA, deve ser determinado o ponto de máxima insuflação por meio 
do método auscultatório. 
c) O início do segundo som de Korotkoff é um indicador de pressão arterial diastólica em 
adultos. 
d) É possível mensurar a PA na extremidade inferior posicionando-se o manguito sobre a 
artéria poplítea na área mediana da coxa. 
e) No momento da mensuração da PA em membros superiores por método auscultatório, o 
braço do paciente deve estar posicionado abaixo do nível do coração. 
COMENTÁRIOS: 
Vejamos os erros das assertivas: 
a) A utilização de um manguito de tamanho inadequado altera a leitura dos valores de 
PA. 
b) Não é possível antes da mensuração da PA determinar o ponto de máxima insuflação 
por meio do método auscultatório. Por exemplo, em alguns casos a artéria ainda permanece 
palpável, devendo aumentar a insuflação. 
c) O quinto som de Korotkoff é um indicador de pressão arterial diastólica em adultos. 
e) No momento da mensuração da PA em membros superiores por método 
auscultatório, o braço do paciente deve estar posicionado na altura do coração. 
Nesses termos, o gabarito é a letra D. 
 
52. (CNEN/IDECAN/2014) A escolha do tamanho do manguito é um procedimento 
recomendado para aferição da pressão arterial (PA). Sabe-se que as dimensões do manguito 
para aferição da PA em um recém-nascido, cuja circunferência do raço é ≤ cm, é de 4 cm 
de largura e 8 cm de comprimento “O tamanho correto de um manguito para um adulto, cuja 
circunferência do braço varia de 27-34 cm, é _______ cm de largura e _______ cm de 
comprimento ” Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente a afirmativa 
anterior. 
a) 08 / 19 
b) 10 / 21 
c) 12 / 23 
d) 14 / 25 
e) 16 / 32 
COMENTÁRIOS: 
 
 
 
 
 
 
 
Vejamos na tabela abaixo as dimensões do manguito para aferição da PA: 
Após análise da tabela, constatamos que o tamanho correto de um manguito para um 
adulto, cuja circunferência do braço varia de 27-34 cm, é 12 cm de largura e 23 cm de 
comprimento. Por conseguinte, o gabarito é a letra C. 
 
53. (FUMUSA/CAIPIMES/2014) Considerando a pressão arterial, leia as frases abaixo e a 
seguir e assinale a alternativa correta. 
I- Em indivíduo adulto, a pressão arterial é considerada normal quando está inferior a 140 x 
90mmHg. 
II- Os locais mais comuns para verificação da pressão arterial são: artéria braquial nos 
membros superiores e artéria poplítea nos membros inferiores. 
III- O manguito deve ser colocado sobre o braço nu, 2 a 2,5 cm acima da fossa antecubital. 
IV- O diafragma do estetoscópio deve ser colocado embaixo do manguito. 
a) As frases II e III estão corretas 
b) As frases II, III e IV estão corretas 
c) As frases I e III estão corretas 
d) As frases I, II e III estão corretas 
COMENTÁRIOS: 
Vejamos os itens errados. 
Item I. Devemos gravar a classificação da pressão arterial, pois as questões de prova 
exploram detalhes desta classificação. 
 
Ora, em indivíduo adulto, a pressão arterial é considerada normal quando está 
inferior a 130 x 85 mmHg. Abaixo de 140 x 90 mmHg é limítrofe. 
Item IV. O diafragma do estetoscópio deve ser colocado na arteria braquial, na região 
da fossa antecubital, e não embaixo do manguito. 
Nesses termos, o gabarito é a letra A (itens II e III corretos). 
54. (HU-UFS/EBSERH/IAOCP/2014) Sobre a Hipertensão arterial, assinale a 
alternativa correta. 
a) Nos negros, a prevalência e a gravidade da hipertensão são maiores, o que pode estar 
relacionado a fatores étnicos e/ou socioeconômicos. 
b) O uso de antiagregantes plaquetários é contraindicado para pacientes que apresentem 
hipertensão e doença cardiovascular manifesta. 
c) O tratamento não-farmacológico é uma medida ineficaz para controle da hipertensão 
arterial, sendo, portanto, pouco recomendado. 
d) Hipertensão Arterial é definida como pressão arterial diastólica maior ou igual a 130 
mmHg e uma pressão arterial sistólica maior ou igual a 90 mmHg. 
e) Recomenda-se que a medida da pressão arterial em gestante seja feita na posição supina. A 
determinação da pressão diastólica deve ser realizada na fase IV de Korotkoff. 
COMENTÁRIOS: 
Vejamos os itens incorretos: 
Item B. O uso de antiagregantes plaquetários é indicado para pacientes que apresentem 
hipertensão e doença Cardiovascular manifesta, pois reduze o risco cardiovascular. 
Item C. O tratamento não-farmacológico é uma medida eficaz para controle da 
hipertensão arterial, sendo recomendado quando não há contraindicação em decorrência de 
agravamento da doença. 
Item D. Hipertensão Arterial é definida como pressão arterial diastólica maior ou igual 
a 140 mmHg e uma pressão arterial diastólica maior ou igual a 90 mmHg. 
Item E. Não se recomenda que a medida da pressão arterial em gestante seja feita na 
posição supina, para não ocasionar a compressão da veia cava. Ademais, a determinação da 
pressão diastólica deve ser realizada na fase V de Korotkoff. 
Nessa tela, o gabarito da questão é o item A. 
55. (Prefeitura de Heliodora-MG/IDECAN/2014)Sobre a hipertensão, assinale a afirmativa 
correta. 
a) A hipertensão do avental branco é considerada como hipertensão secundária. 
b) Considera-se hipertensão o valor sustentado de pressão arterial sist lica de ≥ 2 mmHg 
c A normotensão verdadeira é considerada quando os valores da PA são de ≤ 3 x 85 
mmHg, monitorados através do MAPA. 
d) O efeito do avental branco é a diferença da pressão obtida após o diagnóstico de uma 
doença e a pressão antes do diagnóstico. 
e) A hipertensão mascarada é caracterizada quando os valores de PA são normais no 
consultório, porém elevados nas situações de estresses. 
COMENTÁRIOS: 
Faremos abaixo a análise de cada alternativa: 
Itens A e D. A maioria dos indivíduos com hipertensão possui a elevação persistente da 
pressão arterial como resultado de uma desregulação do mecanismo de controle homeostático 
da pressão, o que a define como essencial. Já a HAS secundária possui causa definida, que 
é potencialmente tratável e/ou curável, acometendo menos de 3% dos hipertensos. A correta 
avaliação destes pacientes é fundamental, visto que pode determinar a interrupção dos anti-
hipertensivos. As causas mais comuns de HAS secundária estão vinculadas aos rins 
(parenquimatosa, arterial ou obstrutiva). 
As causas de HAS secundária podem ser divididas em categorias: 
• Causas renais: rim policístico, doenças parenquimatosas 
• Causas renovasculares: coarctação da aorta, estenose da artéria renal 
• Causas end crinas: feocromocitoma, hiperaldosteronismo primário, síndrome de 
Cushing, hipertireoidismo, hipotireoidismo, acromegalia. 
• Causas ex genas: drogas, álcool, ta agismo especialmente em grandes quantidades , 
cafeína, intoxicação química por metais pesados. 
O efeito do avental branco (EAB) é a diferença de pressão obtida entre a medida 
conseguida no consultório e fora dele, desde que essa diferença seja igual ou superior a 20 
mmHg na pressão sistólica e/ou de 10 mmHg na pressão diastólica. 
Item B. Hipertensão Arterial é definida como pressão arterial sistólica ≥ 140 mmHg e 
uma pressão arterial diast lica ≥ 90 mmHg.. 
Item C. A normotensão verdadeira é considerada quando os valores da PA são de ≤ 3 
x 85 mmHg, monitorados através do MAPA. 
A pessoa com PA ótima, menor que 120/80mmHg deverá verificar novamente a PA 
em até dois anos. As pessoas que apresentarem PA entre 130/85mmHg são consideradas 
normotensas e deverão realizar a aferição anualmente. Excetuam-se pacientes portadores 
de diabetes mellitus, quando a PA deverá ser verificada em todas as consultas de rotina. 
Item E. Hipertensão mascarada é definida como a situação clínica caracterizada por 
valores normais de PA no consultório (< 140/90 mmHg), porém com PA elevada pela MAPA 
durante o período de vigília ou na MRPA. 
Portanto, a hipertensão mascarada é caracterizada quando os valores de PA são normais no 
consultório, porém elevados em situações normais fora do consultório. 
 
 
 
 
 
Por fim, vejamos os valores abaixo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
Na suspeita de Hipertensão do Avental Branco (HAB) ou Hipertensão Mascarada 
(HM), sugerida pelas medidas da Ampa, recomenda-se a realização de Monitorização 
Ambulatorial da Pressão Arterial (Mapa) ou Monitorização Residencial de Pressão Arterial 
(MRPA), para confirmar ou excluir o diagnóstico. 
A partir do exposto, constatamos que o gabarito é a letra C. 
 
56. (Prefeitura do Paulista– PE/UPE/2014/JM) Um paciente internado na clínica médica 
é portador de Hipertensão Arterial Sistêmica. Ao mensurar os SSVV, o Técnico de 
Enfermagem identificou um nível tensional que corrobora a hipertensão arterial 
moderada. Qual nível arterial foi encontrado? 
A) 140 x 90 mmHg 
B) 150 x 100 mmHg 
C) 180 x 110 mmHg 
D) 170 x 100 mmHg 
E) 150 x 90 mmHg 
COMENTÁRIOS
20
: 
 
 
20
 Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. 
Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica: hipertensão arterial sistêmica / Ministério da Saúde, 
Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Ministério da Saúde, 2013. 
(Cadernos de Atenção Básica, n. 37) 
 
O Ministério da Saúde o diagnóstico da HAS consiste na média aritmética da pressão 
arterial (PA) maior ou igual a 140/90mmHg, verificada em pelo menos três dias diferentes 
com intervalo mínimo de uma semana entre as Medidas. Portanto, a constatação de um valor 
elevado em apenas um dia, mesmo que em mais do que uma medida, não é suficiente para 
estabelecer o diagnóstico de hipertensão. 
Classificação da pressão arterial para adultos maiores de 18 anos 
 
De acordo com a tabela apresentada acima é considerada hipertensão moderada 
(estágio 2) a PA de 160 – 179 mmHg de sistólica por 100 – 109 mmHg de diastólica. 
Logo, a alternativa correspondente a hipertensão moderada é a D (170 x 100 mmHg). 
 
57. (Hospital Guilherme Álvaro – Santos/CETRO/2013/JM) A hipertensão arterial é um 
dos fatores de risco mais importantes de mortalidade e morbidade no mundo, atualmente. 
Sendo assim, assinale a alternativa que compreende a verificação correta da pressão arterial. 
(A) Arredondar os valores da pressão arterial para dígitos terminados em zero e cinco. 
(B) Pressionar o estetoscópio para auscultar a segunda bulha. 
(C) Identificar a pressão sistólica no primeiro som auscultado e a diastólica no 
desaparecimento do som. 
(D) Reavaliar a pressão sistólica antes de terminar a deflação do manguito. 
(E) Manter mãos e equipamentos bem frios, alterando a pressão arterial. 
COMENTÁRIOS
21
: 
 
21
 Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. 
Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica: hipertensão arterial sistêmica. Brasília: Ministério da 
Saúde, 2013. (Cadernos de Atenção Básica, n. 37) 
Todo profissional deve estar atento à técnica padronizada de aferição de pressão arterial. 
Vejamos abaixo a técnica padronizada: 
 O paciente deve estar sentado, com o braço apoiado e à altura do precórdio; 
 Medir após cinco minutos de repouso; 
 Evitar o uso de cigarro e de bebidas com cafeína nos 30 minutos precedentes; 
 A câmara inflável deve cobrir pelo menos dois terços da circunferência do 
braço; 
 Palpar o pulso braquial e inflar o manguito até 30mmHg acima do valor em que 
o pulso deixar de ser sentido; 
 Desinflar o manguito lentamente (2 a 4 mmHg/seg); 
 A pressão sistólica corresponde ao valor em que começarem a ser ouvidos 
os ruídos de Korotkoff (fase I); 
 A pressão diastólica corresponde ao desaparecimento dos batimentos (fase 
V); 
 Registrar valores com intervalos de 2 mmHg, evitando-se arredondamentos 
(Exemplo: 135/85 mmHg); 
 A média de duas aferições deve ser considerada como a pressão arterial do dia; 
se os valores observados diferirem em mais de 5 mmHg, medir novamente; 
 Na primeira vez, medir a pressão nos dois braços; se discrepantes, considerar o 
valor mais alto; nas vezes subsequentes, medir no mesmo braço (o direito de 
preferência). 
 
Sem sombras de dúvidas, alternativa correta letra C. 
 
 
5 - DIABETES MELLITUS (DM) 
 
O termo “dia etes mellitus” DM) refere-se a um transtorno metabólico de etiologias 
heterogêneas, caracterizado por hiperglicemia e distúrbios no metabolismo de carboidratos, 
proteínas e gorduras, resultantes de defeitos da secreção e/ou da ação da insulina
22
. 
Os principais tipos de DM é o tipo 1 e 2. Vejamos as principais características deles: 
 
 
As pessoas com DM tipo 1 ou DM tipo 2 que utilizam grandes doses de insulina e já 
não apresentam produção endógena devem ter um maior controle glicêmico, observando 
alimentação e atividade física. Não é recomendado que a pessoa realize atividade física 
intensa em casos de cetoacidose. Nestes casos, a atividade física vigorosapode piorar o 
quadro. Se a pessoa estiver com a glicemia menor de 100 mg/dl, pode ser orientada a ingerir 
um alimento com carboidrato antes de iniciar as atividades. 
O DM tipo 1 indica destruição da célula beta que eventualmente leva ao estágio de 
deficiência absoluta de insulina, quando a administração de insulina é necessária para prevenir 
cetoacidose, coma e morte. 
Por outro lado, de acordo com o Ministério da Saúde
23
, o DM tipo 2 costuma ter início 
insidioso e sintomas mais brandos. Manifesta-se, em geral, em adultos com longa história de 
 
22
 Brasil, 2013-B, p. 19, disponível em: http://goo.gl/506DyP. 
http://goo.gl/506DyP
excesso de peso e com história familiar de DM tipo 2. No entanto, com a epidemia de 
obesidade atingindo crianças, observa-se um aumento na incidência de diabetes em jovens, 
até mesmo em crianças e adolescentes. 
O termo “tipo 2” é usado para designar uma deficiência relativa de insulina, isto é, há 
um estado de resistência à ação da insulina, associado a um defeito na sua secreção, o qual 
é menos intenso do que o observado no diabetes tipo 1. Após o diagnóstico, o DM tipo 2 pode 
evoluir por muitos anos antes de requerer insulina para controle. Seu uso, nesses casos, não 
visa evitar a cetoacidose, mas alcançar o controle do quadro hiperglicêmico. 
A cetoacidose nesses casos é rara e, quando presente, em geral é ocasionada por 
infecção ou estresse muito grave. A hiperglicemia desenvolve-se lentamente, permanecendo 
assintomática por vários anos. 
 
Atenção! A cetoacidose é mais comum no DM tipo 1, enquanto que o coma 
hiperosmolar está associado a DM tipo 2
24
. 
 
A maioria dos casos de Diabetes tipo 2 apresenta excesso de peso ou deposição central 
de gordura. Em geral, mostram evidências de resistência à ação da insulina e o defeito na 
secreção de insulina. 
O diabetes gestacional é um estado de hiperglicemia, menos severo que o diabetes tipo 
1 e 2, detectado pela primeira vez na gravidez. Geralmente se resolve no período pós-parto e 
pode frequentemente retornar anos depois. Hiperglicemias detectadas na gestação que 
alcançam o critério de diabetes para adultos, em geral, são classificadas como diabetes na 
gravidez, independentemente do período gestacional e da sua resolução ou não após o parto. 
Sua detecção deve ser iniciada na primeira consulta de pré-natal
25
. 
O diagnóstico de diabetes baseia-se na detecção da hiperglicemia. Existem quatro tipos 
de exames que podem ser utilizados no diagnóstico do DM: glicemia casual, glicemia de 
 
23
 Brasil, 2013-B, p. 29, disponível em: http://goo.gl/506DyP. 
24
 A descompensação hiperglicêmica aguda, com glicemia casual superior a 250 mg/dl pode evoluir para complicações mais 
graves como cetoacidose diabética e síndrome hiperosmolar hiperglicêmica não cetótica, 
25
 Brasil, 2013-B, p. 29, disponível em: http://goo.gl/506DyP. 
http://goo.gl/506DyP
http://goo.gl/506DyP
jejum, teste de tolerância à glicose com sobrecarga de 75 g em duas horas (TTG) e, em alguns 
casos, hemoglobina glicada (HbA1c)
26
, conforme descrição na tabela abaixo. 
 
Valores preconizados para o diagnóstico de DM tipo 2 e seus estágios pré-clínicos 
Categoria Glicemia 
de jejum* 
TTG: duas 
horas 
após 75 g de 
glicose 
Glicemia 
casual** 
Hemoglobina 
Glicada 
(HbA1C) 
Glicemia normal <110 <140 <200 
Glicemia alterada 
>110 e 
<126 
 
Tolerância 
diminuída à 
Glicose 
 ≥ 4 e <2 
Diabetes mellitus > 126 ≥ 2 
200 
(com sintomas 
clássicos***) 
>6,5% 
Fonte: Brasil, 2013-B, p. 31, disponível em: http://goo.gl/506DyP. 
*O jejum é definido como a falta de ingestão calórica por, no mínimo, oito horas. 
**Glicemia plasmática casual é definida como aquela realizada a qualquer hora do dia, sem se 
observar o intervalo desde a última refeição. 
***Os sintomas clássicos de DM incluem poliúria, polidipsia e polifagia. 
 
Amigo (a), vamos detalhar esses exames, de acordo com a American Diabetes 
Association
27
. 
 A1C (Hemoglobina Glicada - HbA1C) - o teste mede a glicemia média dos 
últimos 2 a 3 meses. As vantagens de ser diagnosticado desta maneira é que 
você não precisa se rápido ou beber qualquer coisa. A diabetes é diagnosticada 
em A1C ≥ 6,5%; 
 
26
 Brasil, 2013-B, p. 31, disponível em: http://goo.gl/506DyP. 
27
 AMERICAN DIABETES ASSOCIATION, disponível em: http://goo.gl/cxxMlL. 
http://goo.gl/506DyP
http://goo.gl/506DyP
http://goo.gl/cxxMlL
 Glicemia de jejum (FPG) - este teste verifica os níveis de glicose no sangue em 
jejum. Jejuar significa depois de não ter nada para comer ou beber (exceto água) 
por pelo menos 8 horas antes do exame. Este teste é feito geralmente a primeira 
coisa na manhã, antes do café da manhã. A diabetes é diagnosticada em glicose 
no sangue em jejum ≥ a 126 mg/dl; 
 Teste Oral de Tolerância à Glicose (também chamado de TTG) - a TOTG é 
um teste de duas horas que verifica os níveis de glicose no sangue antes e duas 
horas depois de beber uma bebida doce especial. Explica como o corpo do 
paciente processa à glicose. A diabetes é diagnosticada em duas horas de glicose 
no sangue ≥ 200mg/dl; 
 Aleatório (também chamado Casual) Glicose Teste de Plasma - este teste é um 
teste de sangue a qualquer hora do dia, quando você tiver sintomas graves de 
diabetes. A diabetes é diagnosticada em glicose no sangue ≥ 200mg/dl. 
 
Já caiu em prova! 
No Diabetes Tipo 1 (a cetoacidose é rara no diabetes tipo 2), a cetoacidose pode ser 
grave, podendo desencadear intercorrências como infarto e acidente vascular cerebral. 
Os principais sintomas da cetoacidose diabéticas são: polidipsia, poliúria, enurese, 
hálito cetônico, fadiga, visão turva, náuseas e dor abdominal, além de vômitos, 
desidratação, hiperventilação e alterações do estado mental. O diagnóstico é realizado por 
hiperglicemia (glicemia maior de 250 mg/dl), cetonemia e acidose metabólica (pH <7,3 e 
bicarbonato <15 mEq/l). Esse quadro pode se agravar, levando a complicações como choque, 
distúrbio hidroeletrolítico, insuficiência renal, pneumonia de aspiração, síndrome de angústia 
respiratória do adulto e edema cerebral em crianças. 
Apesar de não serem os únicos e os mais específicos, fazem parte dos sintomas do 
quadro inicial da cetoacidose: desidratação, vômitos e dor abdominal. 
Entre os fatores indicativos do DM encontramos o sobrepeso e as doenças 
cardiovasculares, sendo relevantes os antecedentes familiares. 
A Síndrome Metabólica corresponde a um conjunto de doenças cuja base é a 
resistência insulínica. Pela dificuldade de ação da insulina, decorrem as manifestações que 
podem fazer parte da síndrome. Não existe um único critério aceito universalmente para 
definir a Síndrome. Segundo os critérios brasileiros
28
, a Síndrome Metabólica ocorre quando 
estão presentes três dos cinco critérios abaixo: 
 Obesidade central - circunferência da cintura superior a 88 cm na mulher e 102 
cm no homem; 
 Hipertensão Arterial - pressão arterial sist lica ≥ 3 e/ou pressão arterial 
diat lica ≥ 85 mmHg; 
 Glicemia alterada glicemia ≥ mg/dl ou diagn stico de Dia etes; 
 Triglicerídeos ≥ 5 mg/dl; 
 HDL colesterol < 40 mg/dl em homens e < 50 mg/dl em mulheres 
Vamos descrever as recomendações para o armazenamento, transporte, preparo e 
aplicação da insulina, conforme disposições do Ministério da Saúde. 
A prescrição de insulina na Atenção Básica exige que a equipe domine os ajustes de 
dose em cada tipo de esquema, a técnica de preparação, aplicação e armazenamento. Também 
é importante que esses conhecimentos sejam revisados periodicamente com a pessoa e a 
família. 
A seguir, estão listadas recomendaçõespara o armazenamento, transporte, preparo e 
aplicação da insulina. 
Armazenamento: 
 as insulinas lacradas precisam ser mantidas refrigeradas entre 2°C a 8°C; 
 após aberto, o frasco pode ser mantido em temperatura ambiente para 
minimizar dor no local da injeção, entre 15°C e 30°C, ou também em 
refrigeração, entre 2°C a 8°C; 
 não congelar a insulina; 
 após um mês do início do uso, a insulina perde sua potência, especialmente se 
mantida fora da geladeira. Por isso, é importante orientar que a pessoa anote a 
data de abertura no frasco; 
 orientar sobre o aspecto normal das insulinas e sua observação antes da aplicação, 
descartando o frasco em caso de anormalidades. 
 
28
 SBEM, disponível em: http://www.endocrino.org.br/sindrome-metabolica/ e SBC; SBEM; SBD; ABEO, 2005, p.8, 
disponível em: http://publicacoes.cardiol.br/consenso/2005/sindromemetabolica.pdf. 
http://www.endocrino.org.br/sindrome-metabolica/
http://publicacoes.cardiol.br/consenso/2005/sindromemetabolica.pdf
 
Transporte e viagens: 
 colocar o frasco em bolsa térmica ou caixa de isopor, sem gelo comum ou gelo 
seco; 
 na ausência de bolsa térmica ou caixa de isopor, o transporte pode ser realizado 
em bolsa comum, desde que a insulina não seja exposta à luz solar ou calor 
excessivo; 
 em viagens de avião, não despachar o frasco com a bagagem, visto que a baixa 
temperatura no compartimento de cargas pode congelar a insulina. 
 
Seringas e agulhas: 
 apesar de serem descartáveis, as seringas com agulhas acopladas podem ser 
reutilizadas pela própria pessoa, desde que a agulha e a capa protetora não tenham 
sido contaminadas; 
 o número de reutilizações é variável, de acordo com o fabricante, mas deve ser 
trocada quando a agulha começar a causar desconforto durante a aplicação 
(considera-se adequada a reutilização por até oito aplicações, sempre pela mesma 
pessoa); 
 a seringa e a agulha em uso podem ser mantidas em temperatura ambiente; 
 após o uso, a seringa deve ser “recapada” pela pessoa; 
 não se recomenda higienização da agulha com álcool; 
 o descarte da seringa com agulha acoplada deve ser realizado em recipiente 
próprio para material perfurocortante, fornecido pela Unidade Básica de Saúde 
(UBS), ou em recipiente rígido resistente, como frasco de amaciante. Não é 
recomendado o descarte do material em garrafa PET devido a sua fragilidade. 
Quando o recipiente estiver cheio, a pessoa deve entregar o material na UBS para 
que a mesma faça o descarte adequado. 
 
 
 
Preparação e aplicação: 
 lavar as mãos com água e sabão antes da preparação da insulina; 
 o frasco de insulina deve ser rolado gentilmente entre as mãos para misturá-la, 
antes de aspirar seu conteúdo; 
 em caso de combinação de dois tipos de insulina, aspirar antes a insulina de 
ação curta (regular) para que o frasco não se contamine com a insulina de ação 
intermediária (NPH); 
 não é necessário limpar o local de aplicação com álcool; 
 o local deve ser pinçado levemente entre dois dedos e a agulha deve ser 
introduzida completamente, em ângulo de 90 graus; 
 em crianças ou indivíduos muito magros esta técnica pode resultar em aplicação 
intramuscular, com absorção mais rápida da insulina. Nestes casos podem-se 
utilizar agulhas mais curtas ou ângulo de 45 graus; 
 não é necessário puxar o êmbolo para verificar a presença de sangue; 
 esperar cinco segundos após a aplicação antes de se retirar a agulha do 
subcutâneo, para garantir injeção de toda a dose de insulina; 
 é importante mudar sistematicamente o local de aplicação de insulina de modo a 
manter uma distância mínima de 1,5 cm entre cada injeção. Orientar a pessoa a 
organizar um esquema de administração que previna reaplicação no mesmo local 
em menos de 15 a 20 dias, para prevenção da ocorrência de lipodistrofia. 
 
Após aberto, o frasco pode ser mantido em temperatura ambiente para minimizar 
dor no local da injeção, entre 15°C e 30°C, ou também em refrigeração, entre 2°C a 8°C. 
 
 
Cetoacidose 
Os principais fatores precipitantes são infecção, má aderência ao tratamento (omissão 
da aplicação de insulina, abuso alimentar), uso de medicações hiperglicemiantes e outras 
intercorrências graves (AVC, IAM ou trauma). Indivíduos em mau controle glicêmico são 
particularmente vulneráveis a essa complicação. 
Os principais sintomas são: polidipsia, poliúria, enurese, hálito cetônico, fadiga, visão 
turva, náuseas e dor abdominal, além de vômitos, desidratação, hiperventilação e alterações 
do estado mental. O diagnóstico é realizado por hiperglicemia (glicemia maior de 250 mg/dl), 
cetonemia (presença de níveis detectáveis de corpos cetônicos no plasma.) e acidose 
metabólica (pH <7,3 e bicarbonato <15 mEq/l). Esse quadro pode se agravar, levando a 
complicações como choque, distúrbio hidroeletrolítico, insuficiência renal, pneumonia de 
aspiração, síndrome de angústia respiratória do adulto e edema cerebral em crianças. 
Síndrome hiperosmolar hiperglicêmica não cetótica 
A síndrome hiperosmolar não cetótica é um estado de hiperglicemia grave (superior a 
600 mg/dl a 800 mg/dL) acompanhada de desidratação e alteração do estado mental, na 
ausência de cetose. Ocorre apenas no diabetes tipo 2, em que um mínimo de ação insulínica 
preservada pode prevenir a cetogênese. A mortalidade é mais elevada que nos casos de 
cetoacidose diabética devido à idade mais elevada dos pacientes e à gravidade dos fatores 
precipitantes. 
Os indivíduos de maior risco são os idosos, cronicamente doentes, debilitados ou 
institucionalizados, com mecanismos de sede ou acesso à água prejudicados. Os fatores 
precipitantes são doenças agudas como AVC, IAM ou infecções, particularmente a 
pneumonia, uso de glicocorticoides ou diuréticos, cirurgia, ou elevadas doses de glicose (por 
meio de nutrição enteral ou parenteral ou, ainda, de diálise peritoneal). 
A prevenção da descompensação aguda que leva à síndrome hiperosmolar é semelhante 
àquela apresentada em relação à cetoacidose diabética. Os pacientes com suspeita ou 
diagnóstico de síndrome hiperosmolar hiperglicêmica devem ser encaminhados para manejo 
em emergência. 
Vamos visualizar, no quadro abaixo, a abordagem educativa de pessoa com DM para 
prevenção da ocorrência de ulcerações nos pés e/ou sua identificação precoce: 
 
a) Para todas as pessoas com DM e baixo risco de desenvolver úlceras 
Abordar: 
– Cuidados pessoais e orientação para o autoexame do pé; 
– Exame diário do pé para identificação de modificações (mudança de cor, edema, dor, 
parestesias, rachaduras na pele); 
– Sapatos (reforçar importância do sapato adequado, que deve se adaptar ao pé, evitar 
pressão em áreas de apoio ou extremidades ósseas); 
– Higiene (lavar e secar cuidadosamente, especialmente nos espaços interdigitais) e 
hidratação diária dos pés com cremes (especialmente se possui pele seca); 
– Cuidados com as unhas e os riscos associados com a remoção de pele e cutículas; 
– Cuidado com traumas externos (animais, pregos, pedras nos sapatos etc.); 
– Orientar a procurar um profissional de Saúde se perceber alteração de cor, edema ou 
rachaduras na pele, dor ou perda de sensibilidade. 
 
b) Para pessoas com DM e alto risco de desenvolver úlceras nos pés 
Abordar, além dos pontos listados no item (A), os seguintes: 
– Evitar caminhar descalço; 
– Procurar ajuda profissional para manejo de calos, ceratose e ruptura de continuidade da 
pele; 
– Não utilizar produtos para calos e unhas sem a orientação de um profissional de Saúde; 
– Lembrar o potencial de queimadura dos pés dormentes, portanto sempre verificar a 
temperatura da água em banhos, evitar aquecedores dos pés (bolsa-d‟água quente, 
cobertores elétricos, fogueiras ou lareiras); 
– Não utilizar sapatos novos por períodos prolongados e amaciar os sapatos novos com 
uso por pequenos períodos de tempo antes de utilizá-lorotineiramente; 
– Usar protetor solar nos pés; 
– Recomendações para situações especiais (feriados, passeios longos, ocasiões sociais 
como casamentos e formaturas) e inclusão na programação de períodos de repouso para os 
pés. 
c) Para pessoas com DM e presença de úlceras 
Abordar, além dos itens (A) e (B), também os seguintes: 
– Lembrar que infecções podem ocorrer e progredir rapidamente; 
– A detecção e o tratamento precoce de lesões aumentam as chances de um bom 
desfecho; 
– Repouso apropriado do pé/perna doente é fundamental no processo de cura; 
– Sinais e sintomas que devem ser observados e comunicados aos profissionais de Saúde 
envolvidos no cuidado da pessoa: alterações no tamanho da ulceração e cor da pele 
(vermelhidão) ao redor da úlcera; marcas azuladas tipo hematomas e/ou escurecimento da 
pele, observar tipo de secreção (purulenta ou úmida onde antes era seca), surgimento de 
novas ulceras ou bolhas nos pés; 
– Se dor (úlcera fica dolorosa ou desconfortável ou pé lateja) retornar à UBS; 
– Procurar a UBS imediatamente se perceber mudança no odor dos pés ou da lesão ou se 
ocorrer edema e/ou sensação de mal-estar (febre, sintomas tipo resfriado, ou sintomas do 
diabetes mal controlado). 
Fonte: Brasil, 2013-B, p. 104, disponível em: http://goo.gl/506DyP. 
http://goo.gl/506DyP
Entre as complicações crônicas do diabetes mellitus (DM), as úlceras de pés (também 
conhecido como pé diabético) e a amputação de extremidades são as mais graves e de maior 
impacto socioeconômico. As úlceras nos pés apresentam uma incidência anual de 2%, tendo a 
pessoa com diabetes um risco de 25% em desenvolver úlceras nos pés ao longo da vida. 
A prevenção, por meio do exame frequente dos pés de pessoas com DM, realizado pelo 
médico ou pelo enfermeiro da Atenção Básica, é de vital importância para a redução das 
complicações. 
As úlceras no pé da pessoa com DM podem ter um componente isquêmico, 
neuropático ou misto. 
O pé isquêmico (alteração vascular) caracteriza-se por história de claudicação 
intermitente, isto é, dor em repouso que piora com exercício ou elevação do membro 
inferior
29
. À inspeção, observa-se rubor postural do pé e palidez à elevação do membro 
inferior. Ao exame físico, o pé apresenta-se frio, com ausência dos pulsos tibial posterior e 
pedioso dorsal. 
A neuropatia diabética é a complicação mais comum do diabetes e compreende um 
conjunto de síndromes clínicas que afetam o sistema nervoso periférico sensitivo, motor e 
autonômico, de forma isolada ou difusa, nos segmentos proximal ou distal, de instalação 
aguda ou crônica, de caráter reversível ou irreversível, manifestando-se silenciosamente ou 
com quadros sintomáticos dramáticos. Afeta 50% das pessoas com DM com mais de 60 anos, 
pode estar presente antes da detecção da perda da sensibilidade protetora, resultando em 
maior vulnerabilidade a traumas e maior risco de desenvolver úlcera. 
O pé neuropático (alteração nervosa) caracteriza-se por alteração da sensibilidade 
dos membros inferiores. Na história, o paciente pode referir sintomas como formigamentos, 
sensação de queimação que melhora com exercício ou sintomas de diminuição da 
sensibilidade, como perder o sapato sem notar ou lesões traumáticas assintomáticas. No 
entanto, muitas pessoas com perda de sensação clinicamente significativa são assintomáticas. 
O pé neuropata pode se apresentar com temperatura elevada por aumento do fluxo 
sanguíneo, podendo ser difícil diferenciá-lo de um pé com infecção de partes moles. Ao 
 
29
 Verifiquem que a claudicação intermitente é acentuada quando o pé é elevado, pois nessa situação diminui e fluxo 
sanguíneo no pé e consequentemente aumenta a isquemia e a dor. 
 
exame, o achado mais importante é a diminuição da sensibilidade. A ausência da 
sensibilidade vibratória e de percepção está associada com maior risco de ulcerações. 
Além disso, pode-se observar atrofia da musculatura interóssea, aumento do arco 
plantar, dedos em “garra” e calos em áreas de aumento de pressão 
As deformidades dos pés associadas com a neuropatia periférica (diminuição da 
sensibilidade) e com diminuição da mobilidade articular levam a um aumento da pressão em 
áreas de apoio e em proeminências ósseas, ocasionando dano tecidual. Essas lesões repetidas 
formam calos, bolhas, ferimentos superficiais e, em último caso, úlceras de pele. 
O tratamento do DM tipo 1, além da terapia não farmacol gica, exige sempre a 
administração de insulina, a qual deve ser prescrita em esquema intensivo, de três a quatro 
doses de insulina/dia, divididas em insulina asal e insulina prandial, cujas doses são 
ajustadas de acordo com as glicemias capilares, realizadas ao menos três vezes ao dia Esse 
esquema reduz a incidência de complicações microvasculares e macrovasculares em 
comparação com o tratamento convencional de duas doses de insulina/dia Pela maior 
complexidade no manejo desses pacientes, eles são, em geral, acompanhados pela atenção 
especializada 
O DM tipo 2, que acomete a grande maioria dos indivíduos com dia etes, exige 
tratamento não farmacol gico, em geral complementado com antidia ético oral e, 
eventualmente, uma ou duas doses de insulina asal, conforme a evolução da doença Casos 
que requerem esquemas mais complexos, como aqueles com dose fracionada e com misturas 
de insulina duas a quatro injeções ao dia , são em geral acompanhados pela atenção 
especializada DUNCAN et al , 2 3 
 
Antidiabéticos orais 
Os antidia éticos orais constituem-se a primeira escolha para o tratamento do DM tipo 
2 não responsivo a medidas não farmacol gicas isoladas, uma vez que promovem, com 
controleestrito, redução na incidência de complicações, têm oa aceitação pelos pacientes, 
simplicidade de prescrição e levam a menor aumento de peso em comparação à insulina 
 GUSSO; LOPES, 2 2 
A escolha do medicamento geralmente segue a sequência apresentada a seguir No 
entanto, casos com hiperglicemia severa no diagn stico >3 mg/dl podem se eneficiar de 
insulina desde o início Outros fatores que podem nortear a escolha de um medicamento, além 
do custo, são as preferências pessoais 
Se a pessoa não alcançar a meta glicêmica em até três meses com as medidas não 
farmacol gicas, o tratamento preferencial é acrescentar a metformina Cloridrato de 
Metformina de 5 mg ou 85 mg no plano terapêutico ª linha A introdução mais precoce 
pode ser considerada em alguns pacientes que não respondem ao tratamento, com ou sem 
excesso de peso SAENZ et al , 2 5 
As contraindicações para o uso de metformina têm se reduzido com a maior experiência 
de uso, mas mantém-se a contraindicação em pacientes com insuficiência renal filtração 
glomerular <3 ml/min/ ,73m2 DUNCAN et al , 2 3 
A associação de um segundo fármaco ocorre com a maioria das pessoas com DM tipo 2, 
em virtude do caráter progressivo da doença NATHAN, 2 9 Cerca de metade das pessoas 
que atingiram o controle glicêmico com monoterapia requerem a associação de outra 
medicação dois anos depois 
O acréscimo do segundo fármaco tam ém pode ser feito precocemente, de quatro a 
oito semanas ap s o primeiro ter sido iniciado metformina e não se ter o tido uma resposta 
satisfat ria 
Se as metas de controle não forem alcançadas ap s três a seis meses de uso de 
metformina, pode-se associar uma sulfonilureia - 2ª linha Gli enclamida de 5mg ou 
Gliclazida de 3 mg, 6 mg e 8 mg 
Se o controle meta lico não for alcançado ap s o uso de metformina em associação 
com uma sulfonilureia por três a seis meses, deve ser considerada uma terceira medicação A 
insulina tam ém é considerada quando os níveis de glicose plasmática estiverem maiores de 
3 mg/dL, na primeira avaliação ou no momento do diagn stico, principalmente se 
acompanhado de perda de peso, cetonúria e cetonemia GUSSO; LOPES, 2 2 As classes 
de medicamentosque podem ser utilizadas nesta etapa 3ª linha são insulinas de ação 
intermediária ou longa 
A hist ria natural do DM tipo e tipo 2 é marcada pelo aparecimento de complicações 
crônicas Algumas, referidas como microvasculares, são específicas do diabetes, como a 
retinopatia, a nefropatia e a neuropatia dia ética Outras, ditas macrovasculares, mesmo não 
sendo específicas do diabetes, são mais graves nos indivíduos acometidos, sendo a principal 
causa da mor imortalidade associada ao dia etes 
O risco de desenvolver complicações crônicas graves é muitas vezes superior ao de 
pessoas sem dia etes – 3 vezes para cegueira, 4 vezes para amputações de mem ros 
inferiores, 2 a 5 vezes para IAM e 2 a 3 vezes para AVC DONELLY, 2 
A patogenia dessas complicações ainda não está totalmente esclarecida A duração do 
dia etes é um fator de risco importante, mas outros fatores como hipertensão arterial, fumo e 
colesterol elevado interagem com a hiperglicemia, determinando o curso clínico da micro e da 
macroangiopatia DONELLY, 2 
 
 Doença macrovascular 
As doenças isquêmicas cardiovasculares são mais frequentes e mais precoces em 
indivíduos com dia etes, comparativamente aos demais Em mulheres com dia etes, o efeito 
protetor do gênero feminino desaparece 
A sintomatologia das três grandes manifestações cardiovasculares – doença coronariana, 
doença cere rovascular e doença vascular periférica – é, em geral, semelhante em pacientes 
com e sem dia etes Contudo, alguns pontos merecem destaque: 
• a angina de peito e o IAM podem ocorrer de forma atípica na apresentação e na 
caracterização da dor devido à presença de neuropatia autonômica cardíaca do dia etes ; 
• as manifestações cere rais de hipoglicemia podem mimetizar ataques isquêmicos 
transit rios; 
• a evolução p s-infarto é pior nos pacientes com dia etes 
 
 Doença microvascular e neuropática 
As principais complicações do DM em relação às doenças microvasculares e 
neuropáticas são as seguintes: retinopatia, nefropatia e pé dia ético 
A retinopatia dia ética é a primeira causa de cegueira adquirida ap s a pu erdade 
Em ora a cegueira seja um evento raro aproximadamente 2 / /ano em pacientes 
com dia etes GENZ et al , 2 , a perda de acuidade visual é comum ap s dez anos de 
diagn stico, acontecendo em 2 % a 4 % dos pacientes mais idosos MOSS; KLEIN; KLEIN, 
 994 A retinopatia é assintomática nas suas fases iniciais, não sendo possível detectá-la sem 
a realização de fundoscopia Ap s 2 anos do diagn stico, quase todos os indivíduos com DM 
tipo e mais do que 6 % daqueles com DM tipo 2 apresentam alguma forma de retinopatia 
As principais medidas de prevenção e controle da retinopatia dia ética estão 
relacionadas com o controle dos seguintes fatores de risco: níveis glicêmicos H A c <7% e 
press ricos PA < 5 /85 mmHg , fumo e colesterol elevado 
A nefropatia dia ética é uma complicação microvascular do dia etes associada com 
morte prematura por uremia ou pro lemas cardiovasculares É a principal causa de doença 
renal crônica em pacientes que ingressam em serviços de diálise RUNO; GROSS, 2 
O controle adequado da glicose e da pressão arterial pode reduzir o risco de desenvolver 
a nefropatia dia ética e diminuir a sua progressão 
O limite ideal para alvo do tratamento da hipertensão não está definido ARGUEDAS; 
PEREZ; WRIGHT, 2 9 , mas deve se tratar pacientes com hipertensão e com 
microal uminúria persistente ou estágios mais avançados da nefropatia dia ética com alvo de 
PA ao redor de 3 /8 mmHg 
Outras intervenções incluem a manipulação de componentes da dieta, controle da 
dislipidemia e recomendação de suspensão do ta agismo Intervenções múltiplas parecem ser 
eficazes na prevenção do desenvolvimento da nefropatia GAEDE et al , 2 3; 999 
 
 Neuropatia diabética 
A neuropatia dia ética apresenta um quadro variado, com múltiplos sinais e sintomas, 
dependentes de sua localização em fi ras nervosas sensoriais, motoras e/ou autonômicas A 
neuropatia pode variar de assintomática até fisicamente incapacitante 
Para finalizarmos nossa aula, vamos resolver questões so re o tema: 
 
 
 
 
 
 
 
58. (Rede Sarah/2007) Um paciente de 26 anos, sexo masculino, admitido no serviço de 
emergência com queixas de náusea, vômitos e dor abdominal. Refere ser portador de Diabetes 
Mellitus tipo 1 e que há quatro dias reduziu a dose de insulina devido quadro gripai, que 
provocou diminuição do apetite. Durante a avaliação do paciente, o(a) enfermeiro(a) observou 
pele com turgor diminuído, mucosas secas e hálito cetônico. Esses sinais indicam: 
a) Hipoglicemia. 
b) Doença viral. 
c) Cetoacidose. 
d) Coma hiperglicêmico hiperosmolar não cetótico 
COMENTÁRIOS: 
Cetoacidose diabética 
Os principais fatores precipitantes da cetoacidose diabética são a infecção, má 
aderência ao tratamento (omissão da aplicação de insulina, abuso alimentar), uso de 
medicações hiperglicemiantes e outras intercorrências graves (AVC, IAM ou trauma). 
Indivíduos em mau controle glicêmico são particularmente vulneráveis a essa complicação. 
Os principais sintomas são: polidipsia, poliúria, enurese, hálito cetônico, fadiga, visão 
turva, náuseas e dor abdominal, além de vômitos, desidratação, hiperventilação e alterações 
do estado mental. O diagnóstico é realizado por hiperglicemia (glicemia maior de 250 mg/dl), 
cetonemia ( presença de níveis detectáveis de corpos cetônicos no plasma.) e acidose 
metabólica (pH <7,3 e bicarbonato <15 mEq/l). Esse quadro pode se agravar, levando a 
complicações como choque, distúrbio hidroeletrolítico, insuficiência renal, pneumonia de 
aspiração, síndrome de angústia respiratória do adulto e edema cerebral em crianças. 
Síndrome hiperosmolar hiperglicêmica não cetótica 
A síndrome hiperosmolar não cetótica é um estado de hiperglicemia grave (superior a 
600 mg/dl a 800 mg/dL) acompanhada de desidratação e alteração do estado mental, 
na ausência de cetose. Ocorre apenas no diabetes tipo 2, em que um mínimo de ação 
insulínica preservada pode prevenir a cetogênese. 
Os sinais descritos na questão são clássicos da cetoacidose, logo o gabarito é a letra C. 
59. (Prefeitura de Cortês-PE/IDEST/2014) Segundo o Ministério da Saúde, em relação 
ao tratamento farmacológico no diabetes tipo 2, é incorreto afirmar: 
a) Se glicemia de jejum estiver muito alta (acima de 270mg/dl) e ou presença de 
infecção, provavelmente o paciente necessitará de um tratamento com insulina. 
b) Pacientes obesos (IMC >30kg/m2) requerem maior apoio da equipe para perda e 
manutenção de peso perdido, e a prescrição de metformina já no início pode ajudar o paciente 
a alcançar as metas terapêuticas. 
c) A metfomina é prescrita fracionada em 1 a 3 vezes ao dia, nas refeições. 
d) A Glibendamida de 2,5mg a 20mg, 1 a 2 vezes ao dia, nas refeições ou 2,5mg a 20mg, 1 a 
3 vezes ao dia, nas refeições. 
e) Insulina regular é utilizada em situação de compensação aguda ou em esquemas de injeções 
múltiplas. 
COMENTÁRIOS: 
O tratamento do DM tipo 1, além da terapia não farmacológica, exige sempre a 
administração de insulina, a qual deve ser prescrita em esquema intensivo, de três a quatro 
doses de insulina/dia, divididas em insulina basal e insulina prandial, cujas doses são 
ajustadas de acordo com as glicemias capilares, realizadas ao menos três vezes ao dia. Esse 
esquema reduz a incidência de complicações microvasculares e macrovasculares em 
comparação com o tratamento convencional de duas doses de insulina/dia. Pela maior 
complexidade no manejo desses pacientes, eles são, em geral, acompanhados pela atenção 
especializada. 
O DM tipo 2, que acomete a grande maioria dos indivíduos com diabetes, exige 
tratamento não farmacológico, em geral complementado com antidiabético oral e, 
eventualmente, uma ou duas doses de insulina basal, conforme a evolução da doença. Casos 
que requerem esquemasmais complexos, como aqueles com dose fracionada e com misturas 
de insulina (duas a quatro injeções ao dia), são em geral acompanhados pela atenção 
especializada (DUNCAN et al., 2013). 
Antidiabéticos orais 
 
Os antidiabéticos orais constituem-se a primeira escolha para o tratamento do DM tipo 2 
não responsivo a medidas não farmacológicas isoladas, uma vez que promovem, com 
controleestrito, redução na incidência de complicações, têm boa aceitação pelos pacientes, 
simplicidade de prescrição e levam a menor aumento de peso em comparação à insulina 
(GUSSO; LOPES, 2012). 
A escolha do medicamento geralmente segue a sequência apresentada a seguir. No 
entanto, casos com hiperglicemia severa no diagnóstico (>300 mg/dl) podem se beneficiar de 
insulina desde o início. Outros fatores que podem nortear a escolha de um medicamento, além 
do custo, são as preferências pessoais. 
Se a pessoa não alcançar a meta glicêmica em até três meses com as medidas não 
farmacológicas, o tratamento preferencial é acrescentar a metformina (Cloridrato de 
Metformina de 500mg ou 850mg) no plano terapêutico (1ª linha). A introdução mais precoce 
pode ser considerada em alguns pacientes que não respondem ao tratamento, com ou sem 
excesso de peso (SAENZ et al., 2005). 
As contraindicações para o uso de metformina têm se reduzido com a maior experiência 
de uso, mas mantém-se a contraindicação em pacientes com insuficiência renal (filtração 
glomerular <30 ml/min/1,73m2) (DUNCAN et al., 2013). 
A associação de um segundo fármaco ocorre com a maioria das pessoas com DM tipo 2, 
em virtude do caráter progressivo da doença (NATHAN, 2009). Cerca de metade das pessoas 
que atingiram o controle glicêmico com monoterapia requerem a associação de outra 
medicação dois anos depois. 
O acréscimo do segundo fármaco também pode ser feito precocemente, de quatro a 
oito semanas após o primeiro ter sido iniciado (metformina) e não se ter obtido uma resposta 
satisfatória. 
Se as metas de controle não forem alcançadas após três a seis meses de uso de 
metformina, pode-se associar uma sulfonilureia - 2ª linha (Glibenclamida de 5mg ou 
Gliclazida de 30mg, 60mg e 80mg). 
Se o controle metabólico não for alcançado após o uso de metformina em associação 
com uma sulfonilureia por três a seis meses, deve ser considerada uma terceira medicação. A 
insulina também é considerada quando os níveis de glicose plasmática estiverem maiores de 
300 mg/dL, na primeira avaliação ou no momento do diagnóstico, principalmente se 
acompanhado de perda de peso, cetonúria e cetonemia (GUSSO; LOPES, 2012). As classes 
de medicamentos que podem ser utilizadas nesta etapa (3ª linha) são insulinas de ação 
intermediária ou longa. 
 
 
As insulinas disponíveis no SUS são as de ação rápida (regular) e as de ação 
intermediária (Neutral Protamine Hagedorn – NPH) (Tabela 4). A insulina regular está 
indicada em casos de emergência, como a cetoacidose, gravidez e trabalho de parto, 
em combinação com insulinas de ação média ou prolongada, ou em tratamento tipo bolus 
antes das refeições. A insulina NPH, também chamada de isófana ou de ação intermediária, 
sendo, portanto, de pH neutro e acrescida de protamina para modificar o tempo de ação, é 
utilizada em tratamento de manutenção para o controle glicêmico basal. 
Fonte: CAB nº 36 - Diabetes Mellitus 
A alternativa incorreta é a letra E, pois a insulina regular é utilizada em situação de 
DEScompensação aguda. 
 
60. (CNEN/IDECAN/2014) Acerca dos sinais e sintomas de hiperglicemia, analise. 
I. Polidpsia, xerostomia e hálito cetônico. 
II. Poliúria, visão turva e ganho de peso. 
http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/publicacoes/caderno_36.pdf
III. Sonolência, prostração e fadiga. 
IV. Xerostomia, púrpura e fadiga. 
Estão corretas as alternativas 
a) I, II, III e IV 
b) I e III, apenas 
c) II e IV, apenas 
d) I, II e III, apenas 
e) I, III e IV, apenas 
COMENTÁRIOS: 
Primeiramente, vejamos alguns conceitos: 
Púrpura é a presença de sangue fora dos vasos sangüíneos na pele ou nas mucosas. 
Como a camada cutânea é levemente transparente, este sangue é então visto como uma 
mancha roxa. 
Xerostomia é a sensação subjetiva de boca seca que, geralmente, mas não 
necessariamente, está associada com a diminuição da quantidade de saliva. 
Polidipsia é o sintoma caracterizado por excessiva sensação de sede. 
Agora, vamos responder a questão, que explorou o termo hiperglicemia de forma 
genérica, não diferenciando os termos cetoacidose diabética e síndrome hiperglicêmica não 
cetótica. 
O gabarito é a letra B, pois os itens II (perda de peso que é sinal de hiperglicemia) e IV 
(púrpura não é sinal de hiperglicemia) estão errados. 
 
61. (MPE-RS/MPE-RS/2014) Muitas pessoas adultas com diabetes melito do tipo 2 
desenvolvem a síndrome metabólica, que constitui um importante fator de risco para a 
doença cardiovascular. Um paciente com síndrome metabólica pode apresentar 
a) hipotensão. 
b) perda de peso. 
c) HDL maior de 40 mg/dl. 
d) triglicerídeos abaixo de 150 mg/dl. 
e) resistência à insulina. 
COMENTÁRIOS: 
A Síndrome Metabólica corresponde a um conjunto de doenças cuja base é a resistência 
insulínica. Pela dificuldade de ação da insulina, decorrem as manifestações que podem fazer 
parte da síndrome. Não existe um único critério aceito universalmente para definir a 
Síndrome. Segundo os critérios brasileiros , a Síndrome Metabólica ocorre quando estão 
presentes três dos cinco critérios abaixo: 
• O esidade central - circunferência da cintura superior a 88 cm na mulher e 102 cm no 
homem; 
• Hipertensão Arterial - pressão arterial sist lica ≥ 3 e/ou pressão arterial diat lica ≥ 
85 mmHg; 
• Glicemia alterada glicemia ≥ mg/dl ou diagn stico de Dia etes; 
• Triglicerídeos ≥ 50 mg/dl; 
• HDL colesterol < 4 mg/dl em homens e < 5 mg/dl em mulheres; 
Questão facilmente resolvida por eliminação: 
a) hipertensão e não hipotensão. 
b) ganho e não perda de peso. 
c) HDL menor e não maior de 40 mg/dl. 
d) triglicerídeos acima e não abaixo de 150 mg/dl. 
Dessa forma, o gabarito é a letra E. 
 
62. (HU-UFS/EBSERH/IAOCP/2014) Sobre o Diabetes e suas complicações, informe se é 
verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a 
sequência correta. 
( ) A síndrome hiperosmolar é um estado de hipoglicemia grave, é mais comum em jovens 
com Diabetes tipo I. 
( ) A síndrome hiperosmolar é um estado de hiperglicemia grave (> 600 a 800 
mg/dL), desidratação e alteração do estado mental – na ausência de cetose. 
( ) A retinopatia diabética é a principal forma de cegueira irreversível no Brasil. Ela 
é assintomática nas suas fases iniciais, mas evolui ao longo do tempo, acometendo a maioria 
dos portadores de diabetes após 20 anos de doença. 
( ) Hipoglicemia é a diminuição dos níveis glicêmicos – com ou sem sintomas – para valores 
abaixo de 80 a 90 mg/dL. Muitas vezes leva ao quadro de cetoacidose que ocorre 
principalmente em pacientes com diabetes tipo II. 
a) V – F – V – F. 
b) F – F – V – V. 
c) V – F – F – V. 
d) F – V – V – F. 
e) V – V – F – F. 
COMENTÁRIOS: 
Vejamos os itens errados da questão: 
1º Item. A síndrome hiperosmolar é um estado de HIPERglicemia grave, sendo mais 
comum em pessoas com diabetes tipo II. 
4º Item. Hipoglicemia é a diminuição dos níveis glicêmicos – com ou sem sintomas – 
para valores abaixo de 70 mg/dL. Não leva ao quadro de cetoacidose que ocorre 
principalmente em pacientes com diabetes tipo I. 
Nesses termos, o gabarito é a letra D. 
 
63. (Fundação Hospital Getúlio Vargas – FHGV/FUNDATEC/2014) O diabetes é comum 
e de incidência crescente. Apresenta alta morbimortalidade, com perda importante na 
qualidade de vida. É uma das principais causas de mortalidade, insuficiência renal, amputação 
de membros inferiores, cegueira e doença cardiovascular. De acordo com Cadernos de 
Atenção Básica - Diabetes (BRASIL, 2006),considere as seguintes afirmativas: 
I. Podemos considerar como fatores de risco para Diabetes tipo 2: excesso de peso e 
história familiar de DM tipo 2. 
II. A cetoacidose ocorre particularmente em pacientes com Diabetes tipo 2, sendo 
algumas vezes a primeira manifestação da doença. O diabetes tipo 1 raramente desenvolve 
essa complicação. 
III. Os principais sintomas da cetoacidose são: polidipsia, poliúria, enurese, hálito 
cetônico, fadiga, visão turva, náuseas e dor abdominal, além de vômitos, desidratação, 
hiperventilação e alterações do estado mental. 
IV. O Diabetes tipo 1 indica destruição da célula beta, que eventualmente leva ao estágio 
de deficiência absoluta de insulina, quando a administração de insulina é necessária 
para prevenir cetoacidose, coma e morte. 
Quais estão corretas? 
a) Apenas I e II 
b) Apenas I e III 
c) Apenas I, III e IV 
d) Apenas III e IV 
e) I, II, III e IV 
COMENTÁRIOS: 
De acordo com o Caderno de Atenção Básica – Diabetes (2006), responderemos a 
questão analisando cada item: 
Item I (Correto): Podemos considerar como fatores de risco para Diabetes tipo 2: 
excesso de peso e história familiar de DM tipo 2. 
 Fatores indicativos de maior risco para Diabetes tipo 2: 
- Idade >45 anos. 
- Sobrepeso (Índice de Massa Corporal IMC >25). 
- Obesidade central (cintura abdominal >102 cm para homens e >88 cm para mulheres, 
medida na altura das cristas ilíacas). 
- Antecedente familiar (mãe ou pai) de diabetes. 
- Hipertensão arterial (> 140/90 mmHg). 
- Colesterol HDL d”35 mg/dL e/ou triglicerídeos e” 5 mg/dL 
- História de macrossomia ou diabetes gestacional. 
- Diagnóstico prévio de síndrome de ovários policísticos. 
- Doença cardiovascular, cerebrovascular ou vascular periférica definida. 
 Item II (Errado): A cetoacidose ocorre particularmente em pacientes com Diabetes 
tipo 1, sendo algumas vezes a primeira manifestação da doença. O diabetes tipo 2 raramente 
desenvolve essa complicação. 
Item III (Correto): Os principais sintomas da cetoacidose são: polidipsia, poliúria, 
enurese, hálito cetônico, fadiga, visão turva, náuseas e dor abdominal, além de vômitos, 
desidratação, hiperventilação e alterações do estado mental. 
Item IV (Correto): O Diabetes tipo 1 indica destruição da célula beta, que 
eventualmente leva ao estágio de deficiência absoluta de insulina, quando a administração de 
insulina é necessária para prevenir cetoacidose, coma e morte. 
Nobre concurseiro (a), agora ficou fácil, o gabarito letra C. 
 
64. (Prefeitura de Vila Velha-ES/FUNCAB/2012) O diabetes melito é um grupo de doenças 
metabólicas caracterizadas por níveis aumentados de glicose no sangue e tem sido 
classificado de diversas maneiras. Em relação às principais características de cada tipo, 
marque a alternativa correta. 
a) O diabetes tipo 1 é cerca de oito a dez vezes mais comum que o tipo 2 e sua incidência é 
maior após os 40 anos. 
b) O diabetes secundário à doença pancreática ocorre com maior frequência em jovens de 
países tropicais com baixa ingestão proteica. 
c) O pré-diabetes ocorre, predominantemente, em pessoas com antecedentes familiares do 
diabetes tipo 2. 
d) Odiabetes tipo 2 possui um fator hereditário maior que o tipo 1, além disso tem uma grande 
relação com a obesidade e o sedentarismo. 
e) No diabetes gestacional, a produção de insulina está aumentada, porém com ação ineficaz 
por causa da diminuição dos receptores celulares, ou por defeito deles. 
COMENTÁRIOS: 
Vamos analisar cada assertiva para melhor entendimento do assunto. 
Item A. Incorreto. O DM tipo 2 abrange cerca de 90% dos casos de diabetes na 
população, sendo seguido em frequência pelo DM tipo 1, que responde por aproximadamente 
8%
30
. A incidência do DM tipo 2 é maior após os 40 anos. 
Item B
31
. Incorreto. Existem outros tipos de diabetes além do Tipo 1, Tipo 2 e 
Gestacional, mas esses ocorrem com menor frequência. Dentre eles, temos o diabetes 
secundário à doença pancreática, que ocorre mais freqüentemente naqueles com 
antecedentes familiares de DM tipo 2. As principais doenças pancreáticas são as seguintes: 
 Retirada cirúrgica de 75% do pâncreas; 
 Pancreatite crôúnica (inflamação geralmente causada pelo alcoolismo crônico); 
 Destruição pancreática por depósito de ferro denominado hemocromatose 
(extremamente rara). 
Por outro lado, o diabetes associado à desnutrição e fibrocalculoso ocorre em jovens 
de países tropicais com baixa ingestão protéica, frequentemente associado a alimentos que 
contêm cianetos, como a mandioca amarga. 
Item C. Incorreto. Pessoas com hiperglicemia intermediária (glicemia de jejum entre 
110 mg/dl e 125 mg/dl, e duas horas pós-carga de 140 mg/dl a 199 mg/dl e HbA1c entre 5,7% 
e 6,4%), também denominadas de casos de pré-diabetes, pelo seu maior risco de 
desenvolver a doença, deverão ser orientadas para prevenção do diabetes, o que inclui 
orientações sobre alimentação saudável e hábitos ativos de vida, bem como reavaliação anual 
com glicemia de jejum
32
. 
O pré-diabetes ocorre, predominantemente, em pessoas com os seguintes fatres de risco: 
idade acima de 45 anos, excesso de peso, sedentarismo; hipertensão arterial, alterações nas 
taxas de colesterol e triglicérides sanguíneos e história familiar de diabetes. Vejam que são 
muitos os fatores, e não apenas os antecedentes familiares de diabetes tipo 2, que 
desencadeiam a pré-diabetes, bem como a diabetes. 
 
30
 Brasil, 2013-B, p. 28, disponível em: http://goo.gl/506DyP. 
31
 SBD, disponível em: http://www.diabetes.org.br/tipos-de-diabetes/127-outros-tipos-de-diabetes. 
32
 Brasil, 2013-B, p. 31, disponível em: http://goo.gl/506DyP. 
http://goo.gl/506DyP
http://www.diabetes.org.br/tipos-de-diabetes/127-outros-tipos-de-diabetes
http://goo.gl/506DyP
Item D. Correto. O diabetes tipo 2 possui um fator hereditário maior que o tipo 1, além 
disso tem uma grande relação com a obesidade e o sedentarismo. 
Item E. Incorreto. No diabetes gestacional, associa-se a diminuição da produção de 
insulina (diminuição da função das células betas do pâncreas) como o aumento da resistência 
à insulina (diminuição dos receptores celulares, ou por defeito deles). 
Nessa tela, o gabarito da questão, é a letra D. 
 
65. (Hospital Guilherme Álvaro – Santos/CETRO/2013/JM) O diabetes é uma doença 
caracterizada por glicemia elevada e insulina inadequada ou ineficaz. A informação é uma 
ferramenta essencial para promoção à saúde. Sendo assim, assinale a alternativa que apresenta 
o fator de risco que não está relacionado ao Diabetes mellitus. 
(A) Hipotensão arterial. 
(B) Histórico familiar. 
(C) Sedentarismo. 
(D) Macrossomia ou histórico de abortos. 
(E) Uso de medicações hiperglicemiantes. 
COMENTÁRIOS
33
: 
A probabilidade de um indivíduo apresentar diabetes ou um estado intermediário de 
glicemia vai depender da presença de fatores de risco. De acordo com Associação Americana 
de Diabetes o publico alvo para o rastreamento do diabetes corresponde aos que apresentam 
os fatores de risco mencionados na tabela abaixo. 
 
 
 
 
 
 
 
33
 Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Estratégias 
para o cuidado da pessoa com doença crônica: diabetes mellitus. Brasília: Ministério da Saúde, 2013. (Cadernos 
de Atenção Básica, n. 36) 
Tabela 1: Critérios para rastreamento do diabetes em adultos assintomáticos. 
Excesso de peso (IMC > 25 kg/m²) e um dos seguintes fatores de risco: 
 Historia de pai ou mãe com diabetes; 
 Hipertensão arterial (>140/90 mmHg ou uso de anti-hipertensivos em adultos); 
 História de diabetes gestacional (diabetes na gestação pode provocar o aborto) ou de recém-
nascido com mais de 4 kg (macrossomia); 
 Dislipidemia: hipertrigliceridemia (>250 mg/dL) ou HDL-C baixo (<35 mg/dL); 
 Exame préviode HbA1c ≥5,7%, tolerância diminuída à glicose ou glicemia de jejum alterada; 
 Obesidade severa, acanthosis nigricans; 
 Síndrome de ovários policísticos; 
 História de doença cardiovascular; 
 Inatividade física; 
Ou 
Idade ≥ 45 anos 
Ou 
Risco cardiovascular moderado 
É considerado também um fator de risco o uso prolongado de hiperglicemiantes. 
Sendo assim, a única alternativa que não condiz com um fator de risco é a letra A. 
 
 66. (Prefeitura do Paulista– PE/UPE/2014/JM) O Técnico de Enfermagem recebe um 
paciente em uma unidade de assistência à saúde com infecção urinária e história de Diabetes 
mellitus. Para avaliar a disfunção metabólica desse paciente qual composto bioquímico deve 
avaliar? 
A) Glicose. 
B) Creatinina. 
C) Trigliceróis. 
D) HDL colesterol. 
E) Colesterol. 
COMENTÁRIOS
34
: 
 
34
 Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Estratégias para o cuidado 
da pessoa com doença crônica: diabetes mellitus / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de 
Atenção Básica. – Brasília: Ministério da Saúde, 2013. (Cadernos de Atenção Básica, n. 36) 
O Diabetes mellitus é uma doença metabólica caracterizada por níveis aumentados de 
GLICOSE no sangue (hiperglicemia) resultante de defeitos na secreção de insulina, ação da 
insulina ou ambas. Os sintomas clássicos incluem poliúria, polidipsia e polifagia 
Portanto, a alternativa correta é a letra A. 
 
67. (HUB/EBSERH/IBFC/2013/JM) O pé diabético merece toda atenção médica e de 
enfermagem, pois devido à insensibilidade e à dificuldade circulatória, as lesões podem 
progredir evoluindo para necrose, amputação do membro, artropatia de joelhos e tornozelos, 
levando ao edema e deformidade. 
Considerando os principais cuidados de enfermagem com o pé diabético, assinale a 
alternativa incorreta. 
a) Utilizar sapatos, fechados e com palmilhas especiais (macias e com bico largo). 
b) Higienizar os pés diariamente com água morna e sabão neutro, aproveitando a 
oportunidade para massageá-Ios e examiná-Ios minuciosamente, observando rachaduras, 
bolhas e mudanças na coloração da pele. 
c) Cortar as unhas em forma arredondada, buscando extrair todas as cutículas e cantos das 
unhas. 
d) Secar os pés adequadamente com atenção nos espaços interdigitais. 
COMENTÁRIOS
35
: 
As ulceras de pés (pé diabético) e a amputação de extremidades estão entre as 
complicações crônicas do diabetes mellitus (DM) mais graves e de maior impacto 
socioeconômico. 
As úlceras podem ter um componente isquêmico, neuropático ou misto. 
Pé isquêmico: caracteriza-se por dor em repouso que piora com exercício ou elevação 
do membro inferior. Ao exame físico o pé se apresenta frio, com ausência dos pulsos tibial 
posterior e pedioso dorsal. 
 
35
 Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Estratégias 
para o cuidado da pessoa com doença crônica: diabetes mellitus – Caderno de Atenção Básica nº 36/ Ministério 
da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Ministério da Saúde, 
2013. 
 
Neuropatia diabética: é a complicação mais comum do diabetes e compreende um 
conjunto de síndromes clinicas que afetam o sistema nervoso periférico sensitivo, motor e 
autonômico de forma isolada ou difusa.. Ao exame físico o pé pode se apresentar com 
temperatura elevada por aumento do fluxo sanguíneo, mas o achado mais importante é a 
diminuição da sensibilidade. Além disso, é possível observar atrofia da musculatura 
inter ssea, aumento do arco plantar, dedos em “garra” e calos em áreas de aumento de 
pressão. 
 
 Figura 5: Neuropatia diabética. 
 
Fonte: Google imagens. 
Por todos os motivos apresentados a cima, é importante a abordagem educativa de 
pessoas com DM para prevenção de ulcerações nos pés e para estabelecer cuidado diário 
adequado dos membros inferiores. 
Os cuidados estão listados no quadro abaixo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
A) Todas as pessoas com DM 
e baixo risco de desenvolver 
úlceras. 
 
Abordar: 
– Cuidados pessoais e orientação para o autoexame do pé; 
– Exame diário do pé para identificação de modificações (mudança de cor, edema, 
dor, parestesias, rachaduras na pele); 
– Sapatos (reforçar importância do sapato adequado, que deve se adaptar ao pé, 
evitar pressão em áreas de apoio ou extremidades ósseas); 
– Higiene (lavar e secar cuidadosamente, especialmente nos espaços interdigitais) e 
hidratação diária dos pés com cremes (especialmente se possui pele seca); 
– Cuidados com as unhas e os riscos associados com a remoção de pele e cutículas; 
– Cuidado com traumas externos (animais, pregos, pedras nos sapatos etc.); 
– Orientar a procurar um profissional de Saúde se perceber alteração de cor, edema 
ou rachaduras na pele, dor ou perda de sensibilidade. 
 
B) Pessoas com DM e alto 
Abordar, além dos pontos listados no item (A), os seguintes: 
– Evitar caminhar descalço; 
risco de desenvolver úlceras 
nos pés. 
– Procurar ajuda profissional para manejo de calos, ceratose e ruptura de 
continuidade da pele; 
– Não utilizar produtos para calos e unhas sem a orientação de um profissional de 
Saúde; 
– Lembrar o potencial de queimadura dos pés dormentes, portanto sempre verificar 
a temperatura da água em banhos, evitar aquecedores dos pés (bolsa-d‟água quente, 
cobertores elétricos, fogueiras ou lareiras); 
– Não utilizar sapatos novos por períodos prolongados e amaciar os sapatos novos 
com uso por pequenos períodos de tempo antes de utilizá-lo rotineiramente; 
– Usar protetor solar nos pés; 
– Recomendações para situações especiais (feriados, passeios longos, ocasiões 
sociais como casamentos e formaturas) e inclusão na programação de períodos de 
repouso para os pés. 
 
 
 
 
 
 
C) Pessoas com DM e 
presença de úlceras 
(Categoria 3) 
 
Abordar, além dos itens (A) e (B), também os seguintes: 
– Lembrar que infecções podem ocorrer e progredir rapidamente; 
– A detecção e o tratamento precoce de lesões aumentam as chances de um bom 
desfecho; 
– Repouso apropriado do pé/perna doente é fundamental no processo de cura; 
– Sinais e sintomas que devem ser observados e comunicados aos profissionais de 
Saúde envolvidos no cuidado da pessoa: alterações no tamanho da ulceração e cor 
da pele (vermelhidão) ao redor da úlcera; marcas azuladas tipo hematomas e/ou 
escurecimento da pele, observar tipo de secreção (purulenta ou úmida onde antes 
era seca), surgimento de novas ulceras ou bolhas nos pés; 
– Se dor (úlcera fica dolorosa ou desconfortável ou pé lateja) retornar à UBS; 
– Procurar a UBS imediatamente se perceber mudança no odor dos pés ou da lesão 
ou se ocorrer edema e/ou sensação de mal-estar (febre, sintomas tipo resfriado, ou 
sintomas do diabetes mal controlado). 
 
 
Como demostrado no quadro acima a alternativa INCORRETA é: 
Alternativa (c): Cortar as unhas em forma arredondada, buscando extrair todas as 
cutículas e cantos das unhas não é uma recomendação, pois esse procedimento pode 
ocasionar alguma lesão. 
Gabarito letra C. 
 
6 - Tuberculose 
 
Meus amigos, em praticamente toda prova de concurso de enfermagem é abordada 
uma questão sobre a Tuberculose. Devido à importância deste assunto, vamos nos debruçar 
sobre ele de forma aprofundada. 
 
68. (UFRJ-RJ/2013/RP) De acordo com Cadernos de Atenção Básica - nº 21 (MS, 2008) a 
tuberculose pulmonar é definida como positiva quando o paciente apresentar: 
a) uma baciloscopia direta negativa e imagem radiológica sugestiva de tuberculose. 
b) uma baciloscopia direta positiva e cultura negativa. 
c) uma baciloscopia direta positiva e imagem radiológica sugestiva de tuberculose. 
d) uma baciloscopia direta negativa e cultura positiva. 
e) duas ou mais baciloscopiasdiretas negativas e cultura negativa. 
COMENTÁRIOS: 
A tuberculose é uma doença infecciosa e contagiosa, causada por uma bactéria, o 
Mycobacterium tuberculosis, também denominado de bacilo de koch (bk). O termo 
tuberculose se origina no fato da doença causar lesões chamadas tubérculos. 
 
 
 
A tuberculose pulmonar é definida como positiva quando o paciente apresentar: 
 
Nesses termos, o gabarito da questão é a letra C. 
I 
• Duas baciloscopias diretas positivas, ou ; 
II 
• Uma baciloscopia direta positiva e cultura positiva, ou ; 
III 
• Uma baciloscopia direta positiva e imagem radiológica sugestiva 
de tuberculose, ou ; 
IV 
• Duas ou mais baciloscopias diretas negativas e cultura positiva . 
69. (Assembleia Legislativa do Amazonas-AM/2013/FGV/RP) A prova tuberculínica é 
indicada como método auxiliar no diagnóstico da tuberculose e sua leitura deve ser realizada 
entre 72 e 96 horas após a aplicação, medindo–se com régua milimetrada o maior diâmetro 
transverso da área de endurecimento palpável. No que se refere ao resultado, registrado em 
milímetros, analise as afirmativas abaixo: 
I. 0 a 4 mm - não reator - indivíduo não infectado pelo M. tuberculosis ou com 
hipersensibilidade reduzida. 
II. 5 a 9 mm - reator fraco - indivíduo infectado pelo M. tuberculosis ou por outras 
microbactérias. 
III. 10 mm ou mais - reator forte - indivíduo infectado pelo M. tuberculosis, que pode estar ou 
não doente, e indivíduos vacinados com BCG nos últimos dois anos. 
Assinale: 
Se somente a afirmativa I estiver correta 
a) Se somente a afirmativa II estiver correta 
b) Se somente as afirmativas I e II estiverem corretas 
c) Se somente as afirmativas I e III estiverem corretas 
d) Se todas as afirmativas estiverem corretas 
 
COMENTÁRIOS: 
 
A prova tuberculínica (PT) consiste na inoculação intradérmica de um derivado 
proteico do M. tuberculosis para medir a resposta imune celular a estes antígenos. É 
utilizada, em adultos e crianças, para o diagnóstico de infecção latente pelo M. tuberculosis 
(ILTB). Na criança também é muito importante como método coadjuvante para o 
diagnóstico da tuberculose (TB). 
De acordo com Manual de Tuberculose do Ministério da Saúde
36
 (2011), o resultado 
da PT deve ser registrado em milímetros. A classificação isolada da PT, em não reator, 
reator fraco e reator forte, não está mais recomendada, pois a interpretação do teste e seus 
valores de corte podem variar de acordo com a população e o risco de adoecimento. 
 
36
 Disponível em: http://goo.gl/6lSCkB. 
http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/manual_recomendacoes_controle_tuberculose_brasil.pdf
http://goo.gl/6lSCkB
Vejam que a questão de 2013 da FGV está desatualizada. Levando em consideração as 
regras antigas, todos os itens estão corretos e o gabarito é a letra E. 
 
70. (HGA-SP/CETRO/2013/RP) A prova tuberculínica cutânea está indicada como método 
auxiliar, no diagnóstico da tuberculose, em pessoas não vacinadas com BCG. Sobre o 
assunto, assinale a alternativa correta. 
a) A prova tuberculínica cutânea tem por base a reação celular desenvolvida após a 
inoculação intradérmica de um derivado proteico do M. tuberculosis, e o resultado positivo 
evidencia o estadiamento da doença. 
b) No Brasil, a tuberculina utilizada é o PPD RT23, aplicada por via intradérmica, no terço 
médio da face anterior do antebraço esquerdo, na dose de 1ml, equivalente a 2UT (Unidades 
de Tuberculina). 
c) A tuberculina deve ser conservada entre 2°C e 8°C, entretanto, mantém-se ativa após 
congelada. 
d) A leitura da prova tuberculínica é realizada entre 36 a 48 horas após a aplicação, 
medindose com régua milimetrada o maior diâmetro transverso da área de endurecimento 
palpável. 
e) Um indivíduo que apresenta prova tuberculínica de 8mm é classificado como reator fraco, 
significando que este indivíduo foi vacinado com BCG ou infectado pelo M. tuberculosis ou 
por outras micobactérias. 
COMENTÁRIOS: 
Item A. Incorreto. Item desconexo. 
Item B. Incorreto. No Brasil, a tuberculina utilizada é o PPD RT23, aplicada por via 
intradérmica, no terço médio da face anterior do antebraço esquerdo, na dose de 0,1ml, 
equivalente a 2UT (Unidades de Tuberculina). 
Item C. Incorreto. A solução da tuberculina deve ser conservada em temperatura entre 
2ºC e 8ºC e não deve ser exposta a luz solar direta. A técnica de aplicação, de leitura e o 
material utilizado são padronizados pela OMS. Portanto, não dever ser congelada 
para não perder sua eficácia e características. 
Item D. Incorreto. A aplicação e a leitura da prova tuberculínica devem ser realizadas 
por profissionais treinados. Ainda assim entre leitores experientes pode haver divergências. 
A leitura deve ser realizada 48 a 72 horas após a aplicação, podendo ser estendido para 
96 horas, caso o paciente falte à leitura na data agendada. 
O maior diâmetro transverso da área do endurado palpável deve ser medido com régua 
milimetrada transparente e o resultado, registrado em milímetros. 
Item E. Correto. O resultado da PT deve ser registrado em milímetros. A classificação 
isolada da PT em: não reator, reator fraco e reator forte não está mais recomendada, pois a 
interpretação do teste e seus valores de corte podem variar de acordo com a população e o 
risco de adoecimento. 
Todavia, as bancas ainda estão explorando essa classificação em provas recentes. Por 
isso, temos que compreendê-la. 
De acordo com a regra antiga, no que se refere ao resultado da prova tuberculínica (PT), 
registrado em milímetros, temos a seguinte classificação: 
 
 
 
Portanto, um indivíduo que apresenta prova tuberculínica de 8mm é classificado como 
reator fraco, significando que este indivíduo foi vacinado com BCG ou infectado pelo M. 
tuberculosis ou por outras micobactérias. 
Nessa tela, o gabarito da questão é a letra E. 
• indivíduo não infectado pelo M. tuberculosis 
ou com hipersensibilidade reduzida. 
0 a 4 mm - não 
reator 
• indivíduo infectado pelo M. tuberculosis ou 
por outras microbactérias. 
5 a 9 mm - reator 
fraco 
• indivíduo infectado pelo M. tuberculosis, que 
pode estar ou não doente, e indivíduos 
vacinados com BCG nos últimos dois anos. 
10 mm ou mais – 
Reator forte 
71. (HU-UFPI/EBSERH/IADES/2013/RP) Assinale a alternativa que apresenta os 
medicamentos que devem ser ministrados no esquema básico I, indicado nos casos novos de 
todas as formas de tuberculose pulmonar e extrapulmonar. 
a) Rifampicina, pirazinamida e etambutol. 
b) Rifampicina, isoniazida e etambutol. 
c) Rifampicina, isoniazida e pirazinamida. 
d) Rifampicina, etambutol e estreplomicina. 
e) Pirazinamida e isoniazida. 
COMENTÁRIOS: 
Em 2009, o Programa Nacional de Controle da Tuberculose, juntamente com o seu 
comitê técnico assessor, reviu o sistema de tratamento da TB no Brasil. Com base nos 
resultados preliminares do II Inquérito Nacional de Resistência aos Medicamentos antiTB, 
que mostrou aumento da resistência primaria a isoniazida (de 4,4% para 6,0%), introduz o 
etambutol como quarto fármaco na fase intensiva de tratamento (dois primeiros 
meses) do esquema básico. 
Esquema Básico do Tratamento da Tuberculose: 
 
 
 
 
 
A apresentação farmacológica da fase intensiva (dois primeiros meses) passa a ser em 
comprimidos de doses fixas combinadas dos quatro medicamentos (R - Rifampicina, H - 
Isoniazida, Z - Pirazinamida, E - Etambutol), na seguinte dosagem: R 150mg, H 75mg, Z 
400mg e E 275mg. 
tratamento antigo 
2 meses: 
R Rifampicina 
H Isoniazida 
Z Pirazinamida 
4 meses: 
R Rifampicina 
H Isoniazida 
Inserido em 2009: 
o etambutol como 
quarto fármaco na 
fase intensiva de 
tratamento 
(2 primeiros 
meses). 
tratamento atual 
2 meses: 
R Rifampicina 
H Isoniazida 
ZPirazinamida 
E Etambutol 
4 meses: 
R Rifampicina 
H Isoniazida 
 
A segunda etapa do esquema básico do tratamento da tuberculose (4 meses) continua 
sendo composta de comprimidos de doses fixas pela administração da Rifampicina e 
Isoniazida (RH). Todavia, esses medicamentos passaram ser administrados em associação na 
seguinte dosagem: R 300mg e H 200mg ou R 150mg e H 100mg. 
 
 
 
 
Esquema Básico para o Tratamento da TB em Adultos e Adolescentes 
Regime Fármacos Faixa de peso Unidade/dose Meses 
Fase intensiva 
2 RHZE 
 
R 150mg, H 75mg, Z 
400mg e E 275mg 
comprimido em dose fixa 
combinada. 
20kg a 35kg 2 comprimidos 
2 36kg a 50kg 3 comprimidos 
> 50kg 4 comprimidos 
Fase de 
manutenção 
4 RH 
R 300mg, H 200mg ou R 
150mg, H 100mg. 
20 a 35kg 
1 comprimido ou cápsula R 
300, H 200mg 
4 36kg a 50kg 
1 comprimido ou cápsula 
R 300, H 200mg + 1 
comprimido ou cápsulas R 
150, H 100mg 
> 50kg 
2 comprimidos ou cápsulas 
R 300, H 200mg 
 
Vejamos alguns exemplos para fixarmos o assunto, que é recorrente em provas de 
concurso: 
Ex.: 1 - Um portador de TB com 30 Kg, maior de 10 anos, deve receber durante os primeiros 
dois meses, uma dose diária de 2 comprimidos da associação de RHZE. Após essa primeira etapa do 
tratamento, deverá receber, durante quatro meses, uma dose diária de 1 comprimido ou cápsula da 
associação de RH (R 300 e H 200mg). 
Ex.: 2 - Um portador de TB com 40 Kg, maior de 10 anos, deve receber durante os primeiros 
dois meses, uma dose diária de 3 comprimidos da associação de RHZE. Após essa primeira etapa do 
tratamento, deverá receber, durante quatro meses, uma dose diária de 2 comprimidos ou cápsulas da 
associação de RH na seguinte proporção (1 comprimido ou cápsula de R 300 e H 200mg + 1 
comprimido ou cápsula de R 150 e H 100mg). 
Atenção! Na fase intensiva de tratamento da doença (dois primeiros meses), 
o esquema básico é composto por apenas um comprimido com a associação 
dos 4 medicamentos na seguinte dosagem: R 150mg, H 75mg, Z 400mg e E 
275mg. 
Ex.: 3 - Um portador de TB com 85 Kg, maior de 10 anos, deve receber durante os primeiros 
dois meses, uma dose diária de 4 comprimidos da associação de RHZE. Após essa primeira etapa do 
tratamento, deverá receber, durante quatro meses, uma dose diária de 2 comprimidos ou cápsulas da 
associação de RH na seguinte proporção (2 comprimidos ou cápsulas de R 300 e H 200mg). 
Essa recomendação e a apresentação farmacológica são as preconizadas pela 
Organização Mundial da Saúde e utilizadas na maioria dos países, para adultos e adolescentes. 
 
 
 
• c
asos novos adultos e adolescentes (> 10 anos), de todas as formas de tuberculose 
pulmonar e extrapulmonar (exceto a forma meningoencefalica), infectados ou não por 
HIV; e 
• retratamento: recidiva (independentemente do tempo decorrido do primeiro episodio) 
ou retorno após abandono com doença ativa em adultos e adolescentes (> 10 anos), exceto 
a forma meningoencefalica. 
Gravem isso: Em todos os esquemas de tratamento da tuberculose, a medicação é de 
uso diário e deverá ser administrada em uma única tomada. 
Dito isto, vamos resolver a questão em tela. Fiquei muito decepcionado com o IADES, 
pois essa questão, apesar de ser de 2013, explora o tratamento da TB antigo (anterior a 2009). 
O gabarito apontado pela banca foi a letra C. Todavia, as alternativas A e B também 
estão corretas, já que o etambutol foi inserido no esquema básico de tratamento da TB em 
2009. Ademais, a letra E também não se encontra errada. O maior absurdo foi o fato dessa 
questão não ter sido anulada. Que vergonha, "senhor IADES"! 
 
 
 
Mas, o esquema básico de tratamento da tuberculose (2RHZ/4RH) é 
indicado para quais grupos? 
72. (Prefeitura de Campinas-SP/CAIPIMES/2013/RP) Considerando que a Tuberculose é 
um problema de saúde prioritário no Brasil, é correto afirmar: 
a) O agravo atinge a todos os grupos etários, com maior predomínio nos indivíduos 
economicamente ativos (15 a 54 anos) e do sexo masculino. 
b) A prova tuberculínica quando positiva, isoladamente, indica a presença de infecção, sendo 
suficiente para o diagnóstico da Tuberculose doença. 
c) Para adultos e adolescentes (> 10 anos de idade) recomenda-se a utilização de 3 fármacos 
na primeira fase, ou seja, Rifampicina, Isoniazida e Pirazinamida e 2 fármacos na segunda 
fase, ou seja, Rifampicina e Pirazinamida. 
d) A Tuberculose é transmitida de pessoa a pessoa, principalmente, por meio do ar. 
Recomenda-se a adoção de precauções para transmissão por gotículas para o portador dessa 
doença. 
COMENTÁRIOS: 
Em relação à Tuberculose, vamos analisar os itens da questão: 
Item A. Correto. O agravo atinge a todos os grupos etários, com maior predomínio nos 
indivíduos economicamente ativos (15 a 54 anos) e do sexo masculino. 
Item B. Incorreto. A prova tuberculínica quando positiva, isoladamente, indica a 
presença de infecção, mas não é suficiente para o diagnóstico da Tuberculose, já que muitas 
pessoas com prova tuberculínica positiva podem não desenvolver a doença. 
Item C. Incorreto. Para adultos e adolescentes (> 10 anos de idade) recomenda-se a 
utilização de 4 fármacos na primeira fase (durante 2 meses), ou seja, Rifampicina, Isoniazida, 
Pirazinamida e Etambutol e 2 fármacos na segunda fase (durante 2 meses), ou seja, 
Rifampicina e Isoniazida (2RHZE/4RH). 
Item D. Incorreto. A Tuberculose é transmitida de pessoa a pessoa, principalmente, por 
meio do ar. Recomenda-se a adoção de precauções para transmissão por aerosóis para o 
portador dessa doença. 
Deste modo, o gabarito é a letra A. 
 
73. (Prefeitura de São Caetano do SUL-SP/CAIPIMES/2011/RP) Leia o texto e as 
afirmativas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa que contém a resposta correta “Na 
detecção de casos de tuberculose considera-se ideal: quanto maior o número de Unidades 
Básicas de Saúde (UBS) e de profissionais capacitados desenvolvendo ações de controle da 
tuberculose, mais abrangente será a busca, maior será a detecção de casos, mais rápido o 
início do tratamento e mais eficiente a supervisão do tratamento, o que favorece a cura e a 
que ra da cadeia de transmissão” A usca ativa de casos deve ser feita principalmente entre: 
I - Sintomas respiratórios, isto é, portadores de tosse com expectoração há pelo menos três 
semanas. 
II - Usuários de drogas e moradores de rua. 
III - Portadores que apresentam sintomatologia compatível com tuberculose: além da tosse 
com expectoração, febre matutina, ganho de peso, escarro sanguíneo e/ou dor abdominal. 
IV - Imunodeprimidos por infecções, como o HIV. 
V - Trabalhadores da área de saúde. 
a) Apenas as afirmativas I e II estão corretas. 
b) Apenas as afirmativas I, II, III e IV estão corretas. 
c) Apenas a afirmativa III está incorreta. 
d) Apenas as afirmativas I e V estão incorretas. 
COMENTÁRIOS: 
De acordo com o Ministério da Saúde, quanto maior o número de Unidades Básicas de 
Saúde (UBS) e de profissionais capacitados desenvolvendo ações de controle da tuberculose, 
mais abrangente será a busca, maior será a detecção de casos, mais rápido o início do 
tratamento e mais eficiente a supervisão do tratamento, o que favorece a cura e a quebra da 
cadeia de transmissão. A busca de casos deve ser feita principalmente entre: 
• Sintomáticos respiratórios, isto é, portadores de tosse com expectoração 
há pelo menos três semanas. 
• Portadores que apresentem sintomatologia compatível com tuberculose: 
além da tosse com expectoração, febre vespertina, suores noturnos, 
perda de peso, escarro sanguíneo (hemoptóico) e/ou dor torácica. 
• Pacientes com história de tratamento anterior para tuberculose; 
• Contatos de casos de tuberculose (pessoas parentes ou não que 
coabitam com um paciente de tuberculose); 
• Populações de risco: pessoas privadas de liberdade, asilos, instituições 
psiquiátricas,abrigos; 
• Portadores de doenças debilitantes (diabetes, neoplasias); 
• Imunodeprimidos por uso de medicamentos; 
• Imunodeprimidos por infecções, como o HIV; 
• Usuários de drogas; 
• Moradores de rua; 
• Trabalhadores da área de saúde. 
A partir do exposto, verificamos que apenas o item III está incorreto. É obvio que o 
portador de tuberculose apresenta emagrecimento, febre vespertina e dor torácica. 
Assim, o gabarito é a letra C. 
 
74. (Prefeitura de São Caetano do SUL-SP/CAIPIMES/2011/RP) Leia o texto e as 
afirmativas abaixo e, em seguida, assinale a alternativa que contém a resposta correta. 
“A infecção por Tu erculose pode ocorrer em qualquer idade, mas no rasil, geralmente 
acontece na infância. Nem todas as pessoas expostas ao bacilo da tuberculose se infectam, 
assim como nem todas as pessoas infectadas desenvolvem a doença” A pro a ilidade de que 
a Tuberculose seja transmitida depende de alguns fatores: 
I - O potencial de contágio do caso índice: o doente bacilífero, isto é, com baciloscopia direta 
positiva, é a principal fonte de infecção. 
II - A concentração de bacilos no ar contaminado: determinada pelo tipo de ambiente em que 
a exposição ocorreu: ambientes abertos, escuros e com bastante ventilação. 
III - Duração da exposição: o tempo que o doente e seus contatos respiram nesse ambiente. 
IV - A suscetibilidade genética ou predisposição dos contatos. 
a) Apenas as afirmativas I, III e V estão corretas. 
b) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas. 
c) Apenas as afirmativas II, III e IV estão corretas. 
d) Apenas as afirmativas II e IV estão corretas. 
COMENTÁRIOS: 
Meus amigos, as questões da CAIPIMES são bem previsíveis. Não há necessidade de 
vocês decorarem todo o assunto, pois a compreensão dos temas é suficiente para acertarmos 
as questões, utilizando sempre o critério da eliminação dos itens evidentemente falsos e o bom 
senso. 
Não precisa ser nenhum especialista em vigilância em saúde para saber que ambientes 
abertos e com bastante ventilação não são fatores predisponentes para a transmissão de 
tuberculose. Pelo contrário, esses fatores diminuem a quantidade de bacilo da TB no 
ambiente, reduzindo a transmissão da doença. 
Na verdade, são fatores que aumentam a probabilidade da transmissão da tuberculose: 
• O potencial de contágio do caso índice: o doente bacilífero, isto é, com baciloscopia 
direta positiva, é a principal fonte de infecção. 
• A concentração de bacilos no ar contaminado: determinada pelo tipo de ambiente em 
que a exposição ocorreu: ambientes fechados, escuros e com pouca ventilação. 
• Duração da exposição: o tempo que o doente e seus contatos respiram nesse ambiente. 
• A suscetibilidade genética ou predisposição dos contatos. 
De cara, eliminamos as alternativas B, C e D, pois o item II está incorreto. Logo, o gabarito 
da questão só pode ser a letra A. 
 
 
7 -HANSENÍASE 
 
Passemos agora ao estudo a Hanseníase, que também é "queridinha" das bancas de 
concursos. 
 
75. (Prefeitura de Estância Hidromineral de Poá-SP/VUNESP/2013/RP) Assinale a 
alternativa correta no que diz respeito à hanseníase. 
a) A gravidez e o aleitamento contraindicam o tratamento poliquimioterápico (PQT) para a 
doença. 
b) O paciente de hanseníase deverá ser agendado para a tomada da dose supervisionada a cada 
sete dias. 
c) Entre os principais sinais e sintomas da doença pode ser citada a diminuição ou queda de 
pelos, localizada ou difusa, especialmente em sobrancelhas. 
d) Deve ser considerado como contato intradomiciliar toda e qualquer pessoa que resida ou 
tenha residido com o doente de hanseníase nos últimos seis meses. 
e) Os pacientes que não comparecerem à dose supervisionada por mais de 60 dias deverão ser 
visitados em seus domicílios para pesquisar e intervir nas possíveis causas de falta e orientá-
los 
COMENTÁRIOS: 
Item A. Incorreto. A gravidez e o aleitamento não contraindicam o tratamento 
poliquimioterápico (PQT) para a hanseníase. 
Item B. Incorreto. O paciente de hanseníase deverá ser agendado para a tomada da dose 
supervisionada a cada 30 dias. 
Item C. Correto. Entre os principais sinais e sintomas da doença pode ser citada a 
diminuição ou queda de pelos, localizada ou difusa, especialmente em sobrancelhas. 
Item D. Incorreto. A investigação epidemiológica de contato tem por finalidade a 
descoberta de casos entre os contatos intradomiciliares. 
Para fins operacionais considera-se contato intradomiciliar toda e qualquer pessoa que 
resida ou tenha residido com o doente de hanseníase nos últimos cinco anos, e não seis 
meses. 
A investigação consiste no exame dermatoneurológico de todos os contatos 
intradomiciliares dos casos detectados. Deverá ser feita a orientação quanto ao período de 
incubação, transmissão, sinais e sintomas precoces da hanseníase. Deve-se ter especial 
atenção na investigação dos contatos de menores de 15 anos, já que esta situação de 
adoecimento mostra que há transmissão recente e ativa que deve ser controlada. 
Após a avaliação, se o contato for considerado indene (não doente), avaliar cicatriz 
vacinal de BCG e seguir a recomendação às novas condutas preconizadas, que não mais deve 
fazer aprazamento do contato para a segunda dose. 
 
Avaliação da cicatriz vacinal de BCG em 
contato intradomiciliar 
Orientação 
Sem cicatriz de BCG Prescrever uma dose de BCG ID 
Com uma cicatriz de BCG Prescrever uma dose de BCG ID 
Com duas cicatrizes de BCG Não prescrever nenhuma dose de BCG 
 
Item E. Incorreto. Em relação ao seguimento dos portadores de hanseníase, os pacientes 
devem ser agendados de rotina a cada 28 dias para receberem, além das orientações e 
avaliações, a administração da dose supervisionada e nova cartela com os medicamentos para 
doses auto-administradas no domicilio. Nessa consulta, deve-se orientar o paciente sobre a 
importância do exame dos contatos; convocá-los, agendá-los e proceder conforme disposições 
da investigação de contatos intra-domiciliares. 
Os procedimentos devem ser registrados em prontuários e formulários específicos. No 
ato do comparecimento à unidade de saúde para receber a medicação específica preconizada, 
supervisionada, o paciente deve ser submetido à revisão sistemática por médico e ou 
enfermeiro responsáveis pelo monitoramento clínico e terapêutico, objetivando identificação 
de estados reacionais, efeitos colaterais ou adversos aos medicamentos em uso e surgimento 
de dano neural. 
Os pacientes que não comparecerem à dose supervisionada por mais de 30 dias deverão 
ser visitados em seus domicílios para pesquisar e intervir nas possíveis causas de falta e 
orientá-los. 
Nessa tela, o gabarito da questão é a letra C. 
 
76. (Prefeitura do Rio-RJ/2013/IABAS-BIORIO/RP) O exame neurológico na hanseníase é 
de extrema importância e compreende inspeção, palpação/percussão, avaliação funcional 
(sensibilidade, força muscular) dos nervos. A partir dele, podemos classificar o grau de 
incapacidade física. O exame deve ser feito na sequência crânio-caudal, isso ajuda o 
profissional a sistematizar uma rotina de exame e registro. Sobre esse exame neurológico 
avalie as afirmativas a seguir: 
I. Os principais troncos nervosos periféricos acometidos na hanseníase são: Face – Trigêmeo 
e Facial: podem causar alterações na face, nos olhos e no nariz; Radial, e Mediano: podem 
causar alterações nos braços e nas mãos; Ulnar e Tibial: podem causar alterações nas pernas e 
nos pés. 
II. A avaliação neurológica deverá ser realizada: no inicio do tratamento; mensalmente, 
quando possível, ou no mínimo de seis em seis meses; com maior frequência durante neurites 
e reações, ou quando houver suspeita dessas, durante ou após o tratamento; na apresentação 
de queixas; no ato da alta. 
III. A avaliação neurológica inclui: história; ocupação e a Atividades diárias; queixas do 
paciente; inspeção; palpaçãodos nervos; teste de força muscular; teste de sensibilidade. 
Está correto o que se afirma em: 
a) I, apenas; 
b) I e II, apenas; 
c) I e III, apenas; 
d) II e III, apenas; 
e) I, II e III. 
COMENTÁRIOS: 
Vamos analisar cada item para melhor entendimento da questão: 
Item I. Incorreto. Os principais troncos nervosos periféricos acometidos na hanseníase 
são: 
• Face – Trigêmeo e Facial: podem causar alterações na face, nos olhos e 
no nariz. 
• Braços – Radial, Ulnar e Mediano: podem causar alterações nos braços 
e nas mãos. 
• Pernas – Fibular e Tibial: podem causar alterações nas pernas e nos 
pés. 
Vejam que o nervo ulnar está relacionado às alterações nos braços e nas mãos, e não nas 
pernas e nos pés. 
Item II. Correto. A avaliação neurológica deverá ser realizada: 
• No inicio do tratamento; 
• Mensalmente, quando possível, ou no mínimo de seis em seis meses; 
• Com maior frequência durante neurites e reações, ou quando houver 
suspeita destas, durante ou após o tratamento; 
• Na apresentação de queixas; 
• No ato da alta; 
Item III. Correto. A avaliação neurológica inclui: 
• História; 
• Ocupação e atividades diárias; 
• Queixas do paciente; 
• Inspeção; 
• Palpação dos nervos; 
• Teste de força muscular; 
• Teste de sensibilidade. 
Nesses termos, o gabarito é a letra D. 
 
 
 
 
 
 
77. (Prefeitura do Rio-RJ/2013/IABAS-BIORIO/RP) Assinale a alternativa que relaciona 
de maneira correta a Classificação do Grau de Incapacidade da hanseníase. 
a) Grau 2 - Diminuição ou perda da sensibilidade nos olhos; 
b) Grau 2 - Diminuição ou perda da sensibilidade nas mãos e/ou pés (não sente 2g ou toque da 
caneta); 
c) Grau 2 - Olhos: lagoftalmo e/ou ectrópio; triquíase; opacidade corneana central; acuidade 
visual menor que 0,1 ou não conta dedos a 6m; 
d) Grau 1 - Mãos: lesões tróficas e/ou lesões traumáticas; garras; reabsorção; mão caída. 
e) Grau 1 - Pés: lesões tróficas e/ou traumáticas; garras; reabsorção; pé caído; contratura do 
tornozelo. 
COMENTÁRIOS: 
Vamos ver quais são os graus de incapacidade da hanseníase: 
GRAU CARACTERÍSTICAS 
0 Nenhum problema com os olhos, mãos e pés devido à hanseníase. 
1 Diminuição ou perda da sensibilidade nos olhos. 
Diminuição ou perda da sensibilidade nas mãos e/ou pés. (não sente 2g ou toque 
da caneta) 
2 Olhos: lagoftalmo e/ou ectrópio; triquíase; opacidade corneana central; acuidade 
visual menor que 0,1 ou não conta dedos a 6m. 
Mãos: lesões tróficas e/ou lesões traumáticas; garras; reabsorção; mão caída. Pés: 
lesões tróficas e/ou traumáticas; garras; reabsorção; pé caído; contratura do 
tornozelo. 
 
Isto posto, vamos resolver a questão: 
Item A. Incorreto. Grau 1 - Diminuição ou perda da sensibilidade nos olhos; 
Item B. Incorreto. Grau 1 - Diminuição ou perda da sensibilidade nas mãos e /ou pés 
(não sente 2g ou toque da caneta); 
Item C. Correto. Grau 2 - Olhos: lagoftalmo e/ou ectrópio; triquíase; opacidade 
corneana central; acuidade visual menor que 0,1 ou não conta dedos a 6m; 
Item D. Incorreto. Grau 2 - Mãos: lesões tróficas e/ou lesões traumáticas; garras; 
reabsorção; mão caída. 
Item E. Incorreto. Grau 2 - Pés: lesões tróficas e/ou traumáticas; garras; reabsorção; pé 
caído; contratura do tornozelo. 
O gabarito, portanto, é a letra C. 
 
78. (HU-UFPI/EBSERH/IADES/2013/RP) As formas de manifestação clínica da hanseníase 
são quatro: indeterminada, tuberculoide, virchowiana e dimorfa. Assinale a alternativa que 
caracteriza corretamente a forma virchowiana da doença. 
a) Caracteriza-se clinicamente por manchas esbranquiçadas na pele (manchas hipocrônicas), 
únicas ou múltiplas, de limites imprecisos e com alteração de sensibilidade. 
b) Caracteriza-se clinicamente pela disseminação de lesões de pele, que podem ser 
eritematosas, infiltrativas, de limites imprecisos, brilhantes e de distribuição simétrica. 
c) Caracteriza-se clinicamente por lesões em placa na pele, com bordas bem delimitadas, 
eritematosas, ou por manchas hipocrômicas nítidas, bem definida. 
d) Clinicamente oscila entre as manifestações da forma tuberculoide e as da forma 
indeterminada. Pode apresentar lesões de pele, bem delimitadas, com pouco ou nenhum 
bacilo, e lesões infiltrativas mal delimitadas, com muitos bacilos. 
e) Caracteriza-se por lesões bem delimitadas hipercoradas, geralmente localizadas nas 
extremidades. 
COMENTÁRIOS: 
Vamos estudar no quadro abaixo as 4 formas de manifestação clínica da hanseníase, 
conforme o Guia de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, 7ª edição
37
: 
 Classificação das Formas Clínicas da Hanseníase 
Formas 
clínicas 
Características Baciloscópicas Classificação operacional 
vigente para a rede 
pública 
Indeterminada 
(HI) 
Áreas de hipo ou anestesia, parestesias, 
manchas hipocrômicas e/ou 
eritemohipocrômicas, com ou sem diminuição 
Negativa 
 
 da sudorese e rarefação de pêlos. Paucibacilar (PB) 
 
37
 Disponível em: http://goo.gl/A6OmuL. 
http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/gve_7ed_web_atual.pdf
http://goo.gl/A6OmuL
Tuberculóide 
(HT) 
Placas eritematosas, eritemato-hipocrômicas, 
até 5 lesões de pele bem delimitadas, hipo ou 
anestésicas, podendo ocorrer 
comprometimento de nervos. 
Negativa 
Dimorfa 
(HD) 
Lesões pré-foveolares (eritematosas planas 
com o centro claro). Lesões foveolares 
(eritematopigmentares de tonalidade 
ferruginosa ou pardacenta), apresentando 
alterações de sensibilidade. 
Positiva (bacilos e 
globias ou com 
raros bacilos) ou 
negativa. 
Multibacilar (MB) 
mais de 5 lesões 
 
 
Virchowiana 
(HV) 
Eritema e infiltração difusos, 
 placas 
eritematosas de pele, infiltradas e de bordas 
mal definidas, tubérculos e nódulos, 
madarose, lesões das mucosas, com alteração 
de sensibilidade. 
Positiva (bacilos 
abundantes e 
globias). 
 
Passemos agora par análise das alternativas: 
Item A. Forma indeterminada – caracteriza-se clinicamente por manchas 
esbranquiçadas na pele (manchas hipocrônicas), únicas ou múltiplas, de limites imprecisos e 
com alteração de sensibilidade. Pode ocorrer alteração apenas da sensibilidade térmica com 
preservação das sensibilidades dolorosa e tátil. Não há comprometimento de troncos nervosos 
e, por isso, não ocorrem alterações motoras ou sensitivas que possam causar incapacidades. A 
baciloscopia de raspado intradérmico é quase sempre negativa. 
Item B. Forma virchoviana – caracteriza-se clinicamente pela disseminação de lesões 
de pele que podem ser eritematosas, infiltrativas, de limites imprecisos, brilhantes e de 
distribuição simétrica. Nos locais em que a infiltração for mais acentuada podem se formar 
pápulas, tubérculos, nódulos e placas chamadas genericamente de hansenomas. Pode haver 
infiltração difusa da face e de pavilhões auriculares com perda de cílios e supercílios. Esta 
forma constitui uma doença sistêmica com manifestações viscerais importantes, 
especialmente nos episódios reacionais, onde olhos, testículos e rins, entre outras estruturas, 
podem ser afetados. Existem alterações de sensibilidade das lesões de pele e acometimento 
dos troncos nervosos, porém, não tão precoces e marcantes como na forma tuberculóide. A 
baciloscopia de raspado intradérmico é positiva com grande número de bacilos. 
Item C. Forma tuberculóide – caracteriza-se clinicamente por lesões em placa na pele, 
com bordas bem delimitadas, eritematosas, ou por manchas hipocrômicas nítidas, bem 
definidas. Apresenta queda de pelos e alteração das sensibilidades térmica, dolorosa e tátil. As 
lesões de pele apresentam-se em número reduzido, podendo, também ocorrer cura espontânea. 
O comprometimento de troncos nervosos ocorre, geralmente, de forma assimétrica, sendo, 
algumas vezes, a única manifestação clínica da doença. A baciloscopia de raspadointradérmico é negativa. 
Item D. Forma dimorfa - clinicamente oscila entre as manifestações da forma 
tuberculóide e as da forma virchoviana. Pode apresentar lesões de pele, bem delimitadas, com 
pouco ou nenhum bacilo, e lesões infiltrativas mal delimitadas, com muitos bacilos. Uma 
mesma lesão pode apresentar borda interna nítida e externa difusa. O comprometimento 
neurológico troncular e os episódios reacionais são frequentes, podendo esses pacientes 
desenvolver incapacidades e deformidades físicas. A baciloscopia de raspado intradérmico 
pode ser positiva ou negativa. 
Item E. Não descreveu uma forma clínica da hanseníase. 
A partir do exposto, o gabarito é a letra B. 
 
79. (ILSL-BAURU-SP/IBFC/2012/RP) Geralmente a Hanseníase manifesta-se por meio de 
lesões de pele com diminuição ou ausência de sensibilidade ou lesões dormentes, em 
decorrência do acometimento dos ramos periféricos cutâneos. Correlacione as lesões com as 
respectivas características, enumerando-as de cima para baixo, e a seguir assinale a sequência 
correta: 
(1) Manchas esbranquiçadas ou 
avermelhadas 
(2) Pápulas Infiltrações 
(3) (3) Tubérculos 
(4) (4) Nódulos 
( ) alteração na espessura da pele, de forma difusa. 
( ) alteração na cor da pele, sem relevo. 
( ) lesão sólida, elevada (caroços externos). 
( ) lesão sólida, com elevação superficial e 
circunscrita. 
( ) lesão sólida, mais palpável que visível (caroços 
internos). 
 
a) 1,2,3,4,5. 
b) 1,2,5,4,3. 
c) 4,1,5,2,3. 
d) 3,1,4,2,5. 
COMENTÁRIOS: 
Vamos fazer as devidas associações: 
3 - Infiltrações - alteração na espessura da pele, de forma difusa. 
1 - Manchas esbranquiçadas ou avermelhadas - alteração na cor da pele, sem relevo. 
4 - Tubérculos - lesão sólida, elevada (caroços externos). 
2 - Pápulas - lesão sólida, com elevação superficial e circunscrita. 
5 - Nódulos - lesão sólida, mais palpável que visível (caroços internos). 
Para visualização de imagens dessas lesões e aprofundamento do assunto, acessem o 
Caderno de Atenção Básica nº 21 – Vigilância em Saúde
38
. 
Nesses termos, o gabarito da questão é a letra D. 
 
80. (HU-UNB-DF/IBFC/2013/RP) A Hanseníase é uma doença infectocontagiosa, de 
evolução lenta, que se manifesta principalmente através de sinais e sintomas dermatológicos e 
neurológicos. Considerando os sinais e sintomas dermatológicos mais comuns e suas 
características, correlacione as colunas, enumerando-as de cima para baixo, e a seguir assinale 
a alternativa correta. 
(1) Mancha pigmentar ou 
 discrômica. 
( ) aumento da espessura e consistência da 
pele, com menor evidência dos sulcos, limites 
imprecisos, acompanhando-se às vezes, de 
eritema discreto. Pela vitropressão, surge 
fundo de cor café com leite. 
(2) Placa ( ) lesão sólida, circunscrita, elevada ou não, 
de 1 a 3 cm de tamanho. É processo 
patológico que localiza-se na epiderme, derme 
e/ou hipoderme. Pode ser lesão mais palpável 
que visível. 
(3) Infiltração ( ) é lesão que se estende em superfície por 
vários centímetros. Pode ser individual ou 
constituir aglomerado de lesões. 
(4) Nódulo ( ) resulta da ausência, diminuição, ou 
aumento de melanina ou depósito de outros 
pigmentos ou substâncias na pele. 
 
38
 Disponível em: http://goo.gl/fdO7ux. 
http://goo.gl/fdO7ux
a) 3, 4, 2, 1. 
b) 1, 2, 3, 4. 
c) 4, 3, 2, 1. 
d) 1, 2, 4, 3. 
 
COMENTÁRIOS: 
Vamos fazer as devidas associações: 
3 - Infiltração - aumento da espessura e consistência da pele, com menor evidência dos 
sulcos, limites imprecisos, acompanhando-se às vezes, de eritema discreto. Pela 
vitropressão, surge fundo de cor café com leite; 
4 - Nódulo - lesão sólida, circunscrita, elevada ou não, de 1 a 3 cm de tamanho. É 
processo patológico que localiza-se na epiderme, derme e/ou hipoderme. Pode ser lesão 
mais palpável que visível; 
2 - Placa - é lesão que se estende em superfície por vários centímetros. Pode ser 
individual ou constituir aglomerado de lesões; 
1 - Mancha pigmentar ou discrômica - resulta da ausência, diminuição, ou aumento 
de melanina ou depósito de outros pigmentos ou substâncias na pele. 
Meus amigos, esse tipo de questão é resolvido mais facilmente por eliminação. Vejam 
que a letra A é única em que o item 4 (nódulo) está na segunda coluna. 
Nesses termos, o gabarito da questão é a letra A. 
 
81. (Prefeitura de São Caetano do SUL-SP/CAIPIMES/2011/RP) A Hanseníase é uma 
doença infecciosa, crônica, de grande importância para a saúde pública, pois tem alto poder 
incapacitante. O alto potencial incapacitante da hanseníase está diretamente relacionado à 
capacidade de penetração do Mycobacterium leprae na célula nervosa e seu poder 
imunogênico. Sobre a classificação da doença Hanseníase é correto afirmar que: 
a) Multibacilar (MB) – é quando o paciente apresenta menos de 5 lesões de pele e/ou apenas 
um tronco nervoso acometido. 
b) Paucibacilar (PB) – é quando o paciente apresenta mais de 5 lesões de pele e dois troncos 
nervosos acometidos. 
c) Paucibacilar (PB) – é quando o paciente apresenta menos de 5 lesões de pele e/ou apenas 
um tronco nervoso acometido. 
d) Multibacilar (MB) – é quando o paciente apresenta mais de 15 lesões de pele e apenas um 
tronco nervoso acometido. 
COMENTÁRIOS: 
De acordo com o Ministério da Saúde, visando o tratamento com o esquema PQT/OMS 
(poliquimioterapia), a classificação operacional do caso de hanseníase é baseada no número 
de lesões cutâneas de acordo com os seguintes critérios: 
• Paucibacilar (PB) – casos com até 5 lesões de pele; 
• Multibacilar (MB) – casos com mais de 5 lesões de pele. 
 
Antigamente, a classificação proposta pelo Ministério da Saúde era a seguinte: 
• Paucibacilares (PB): casos com até 5 lesões de pele e ou apenas um tronco 
nervoso acometido; 
• Multibacilares (MB): casos com mais de 5 lesões de pele e ou mais de um 
tronco nervoso acometido. 
Independentemente da classificação, a única alternativa correta é a letra C. 
 
82. (Prefeitura de Paulista-PE/IPAD/2013/RP) Sobre Hanseníase, é incorreto afirmar: 
a) Doença crônica granulomatosa, proveniente de infecção causada pelo Mycobacterium 
leprae; 
b) O Reservatório é o homem, reconhecido como única fonte de infecção, embora tenham 
sido identificados animais naturalmente infectados; 
c) O bacilo causador tem a capacidade de infectar grande número de indivíduos (alta 
infectividade), no entanto poucos adoecem (baixa patogenicidade); 
d) O principal modo de transmissão se dá pela via aérea superior, sendo o trato respiratório a 
mais provável via de entrada do M. leprae no corpo; 
e) O Ministério da Saúde recomenda o tratamento à base de Rifampicina e Cloroquina; 
COMENTÁRIOS: 
O tratamento da hanseníase é a Poliquimioterapia (PQT/OMS), sendo constituída por 
rifampicina, dapsona e clofazimina acondicionados em quatro (quatro) tipos de cartelas, 
http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/portaria_n_3125_hanseniase_2010.pdf
http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/portaria_n_3125_hanseniase_2010.pdf
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/hanseniase_atencao.pdf
com a composição de acordo com a classificação operacional de cada caso: Paucibacilar 
Adulto, Paucibacilar Infantil, Multibacilar Adulto e Multibacilar Infantil. 
O tratamento da hanseníase é ambulatorial, utilizando-se os esquemas terapêuticos 
padronizados de acordo com a classificação operacional. 
Esquema terapêutico para casos PAUCIBACILARES: 6 cartelas 
Adulto • Rifampicina (RFM): dose mensal de 600 mg (2 cápsulas de 300 
mg) com administração supervisionada na unidade de saúde; 
• Dapsona (DDS): dose mensal de 100 mg supervisionada na 
unidade de saúde e dose diária de 100 mg autoadministrada. 
Criança • Rifampicina (RFM): dose mensal de 450 mg (1 cápsula de 150 
mg e 1 cápsula de 300 mg) com administração supervisionada;• Dapsona (DDS): dose mensal de 50 mg supervisionada e dose 
diária de 50 mg autoadministrada. 
Duração: 6 doses. 
Seguimento dos casos: comparecimento mensal na unidade de saúde para dose supervisionada. 
Critério de alta: o tratamento estará concluído com 6 doses supervisionadas em até 9 meses. Na 6ª dose, 
os pacientes deverão ser submetidos ao exame dermatológico, à avaliação neurológica simplificada e do 
grau de incapacidade física e receber alta por cura. 
 
Passemos agora para o esquema terapêutico dos casos MULTIBACILARES (12 
cartelas). 
Esquema terapêutico para casos MULTIBACILARES: 12 cartelas 
Adulto • Rifampicina (RFM): dose mensal de 600 mg (2 cápsulas de 
300 mg) com administração supervisionada na unidade de saúde; 
• Dapsona (DDS): dose mensal de 100 mg supervisionada na 
unidade de saúde e dose diária de 100 mg autoadministrada; 
• Clofazimina (CFZ): dose mensal de 300 mg (3 cápsulas de 
100mg) com administração supervisionada na unidade de saúde e 
uma dose diária de 50 mg autoadministrada. 
Criança • Rifampicina (RFM): dose mensal de 450 mg (1 cápsula de 
150 mg e 1 cápsula de 300 mg) com administração supervisionada 
na unidade de saúde; 
• Dapsona (DDS): dose mensal de 50 mg supervisionada na 
unidade de saúde e dose diária de 50 mg autoadministrada. 
• Clofazimina (CFZ): dose mensal de 150 mg (3 cápsulas de 
50 mg) com administração supervisionada na unidade de saúde e 
uma dose de 50 mg autoadministrada em dias alternados. 
Duração: 12 doses. 
Seguimento dos casos: comparecimento mensal para dose supervisionada. 
Critério de alta: o tratamento estará concluído com 12 doses supervisionadas em até 18 meses. Na 
12ª dose, os pacientes deverão ser submetidos ao exame dermatológico, à avaliação neurológica 
simplificada e do grau de incapacidade física e receber alta por cura. 
Os pacientes MB que excepcionalmente não apresentarem melhora clínica, com presença de lesões 
ativas da doença, no final do tratamento preconizado de 12 doses (cartelas) deverão ser 
encaminhados para avaliação em serviço de referência (municipal, regional, estadual ou nacional) 
para verificar a conduta mais adequada para o caso. 
Dito isto, verificamos claramente que o gabarito da questão é a letra E. 
 
 83. (Prefeitura de Cachoeirinha-RS/Fundatec/2011/RP) Em relação à prevenção de 
incapacidades e reabilitação da Hanseníase, uma das formas de medir a presença de 
sensibilidade cutânea é a prática do teste de avaliação de sensibilidade com estensiômetro, 
usando os monofilamentos de nylon, registrando o resultado e colorindo os pontos específicos 
com a cor correspondente ao primeiro monofilamento que o paciente sentir. Quando se utiliza 
o fio 4,0 g, que corresponde à perda da sensibilidade protetora na mão e, às vezes, no pé, bem 
como à perda da discriminação de textura e da capacidade de discriminar formas e 
temperatura, a cor utilizada é: 
a) Vermelho circular. 
b) Verde. 
c) Violeta. 
d) Vermelho fechado. 
e) Preto. 
COMENTÁRIOS: 
Essa questão da Fundatec evidencia como a maioria das bancas da área da saúde 
exploram questões decorebas. Tenho certeza que você não esquecerá jamais esse assunto, pois 
aprenderá a partir da resolução de questão (isso ativa a área cerebral da atenção). A fixação será 
maior do que a simples leitura do assunto no manual do Ministério da Saúde. 
A técnica de avaliação da sensibilidade com estesiômetro é feita da seguinte forma: 
• Antes de iniciar o teste, retire os monofilamentos do tubo e encaixe-os 
cuidadosamente no furo lateral do cabo. Disponha-os em ordem crescente do mais fino 
para o mais grosso; 
• Segure o cabo do instrumento de modo que o filamento de nylon fique 
perpendicular à superfície da pele, a uma distância de aproximadamente dois cm. A 
pressão na pele deve ser feita até obter a curvatura do filamento sem permitir que o 
mesmo deslize sobre a pele (figura); 
• O teste começa com o monofilamento mais fino - 0,05g (verde). Se o paciente 
não sente o monofilamento, utilize o 0,2g (azul) e assim sucessivamente; 
• Aplique os filamentos de 0,05g (verde) e 0,2 (azul) com três toques seguidos 
sobre a pele testada; nos demais monofilamentos, teste somente com um toque; 
• Repita o teste, em caso de dúvida; 
• Aplique o teste nos pontos específicos correspondentes aos nervos da mão e 
do pé. 
 
 
Figura 1 - Conjunto de monofilamentos de Semmes-Weinstein 
(Fonte: Ministério da Saúde, 2008). 
 Vamos apresentar no quadro abaixo as características do uso do monofilamento na 
avaliação da sensibilidade: 
 
Conforme classificação da tabela acima, verificamos que o gabarito da questão só pode 
ser a letra D. 
 
 
 
 
 
 
 
84. (Prefeitura de Cuiabá – MT/ FUNCAB /2013/JM) A tuberculose é uma doença 
transmitida de pessoa a pessoa, principalmente, através do ar. A fala, o espirro e, 
principalmente, a tosse de um doente de tuberculose pulmonar bacilífera lançam no ar 
gotículas, de tamanhos variados, contendo no seu interior o bacilo. Após a infecção pelo, o 
período de incubação da doença transcorre, em média, de: 
A) 4 a 12 semanas. 
B) 3 a 7 semanas. 
C) 6 meses após a infecção inicial. 
D) 3 a 6 semanas. 
E) 11 meses após a detecção de lesões primárias. 
COMENTÁRIOS
5
: 
A tuberculose é causada pelo M. tuberculosis, também conhecido como bacilo de 
Koch (BK). O principal reservatório da doença é o homem. A transmissão se dá de pessoa a 
pessoa, principalmente através do ar. Após a infecção pelo M. tuberculosis, transcorrem em 
media, 4 a 12 semanas (período de incubação) para detecção das lesões primarias. 
A transmissibilidade se dá enquanto o doente estiver eliminando bacilos e não houver 
iniciado o tratamento. O tratamento da tuberculose deve ser feito em regime ambulatorial, 
supervisionado, no serviço de saúde mais próximo a residência do doente. As principais 
drogas utilizadas são: Isoniazida (H), Rifampicina (R), Pirazinamida (Z) e Etambutol (E). 
Esquema básico de tratamento do adulto. 
 
Esquema para tratamento de tuberculose meningoencefálica para adultos e adolescentes 
(a partir de 10 anos de idade). 
 
Gabarito letra A. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 - Dengue 
Meus amigos, vamos tratar agora de outro tema muito prevalente nas provas de 
enfermagem. 
 
85. (UFRJ-RJ/2013/RP) Assinale a alternativa que apresenta apenas os sinais de alarme do 
quadro clínico da dengue: 
a) dor abdominal intensa e contínua; vômitos persistentes; diminuição da diurese; cefaleia. 
b) hipotensão postural e/ou lipotímia; hepatomegalia dolorosa; exantema. 
c) sangramento de mucosa ou hemorragias importantes (hematêmese e/ou melena); dor 
retroorbitária. 
d) aumento repentino do hematócrito; queda abrupta de plaquetas; desconforto respiratório, 
diminuição repentina da temperatura corpórea ou hipotermia. 
e) prostração, mialgias, artralgias, sonolência e/ou irritabilidade. 
COMENTÁRIOS: 
A infecção pelo vírus da dengue causa uma doença de amplo espectro clínico, incluindo 
desde formas oligossintomaticas até quadros graves, podendo evoluir para o óbito. 
Na apresentação clássica (dengue clássica), a primeira manifestação é a febre, 
geralmente alta (39ºC a 40ºC), de início abrupto, associada à cefaléia, adinamia, mialgias, 
artralgias, dor retro-orbitária (dor ao redor dos olhos). O exantema clássico, presente em 
50% dos casos, e predominantemente do tipo máculo-papular, atingindo face, tronco e 
membros de forma aditiva, não poupando plantas de pés e mãos, podendo apresentar-se sob 
outras formas com ou sem prurido, frequentemente no desaparecimento da febre. 
Anorexia, náuseas e vômitos podem estar presentes. Segundo Brito (2007), a diarreia, 
presente em 48% dos casos, habitualmente não e volumosa, cursando apenas com fezes 
pastosas numa frequência de três a quatro evacuações por dia, o que facilita o diagnóstico 
diferencial com gastroenterites de outras causas.Para compreensão geral do assunto, vejamos abaixo as diferenças entre Dengue clássico 
(DC), Febre hemorrágica da dengue (FHD) e Síndrome do choque da dengue (SCD): 
 
Dengue clássico (DC): a febre é o primeiro sintoma, sendo geralmente alta (39º a 
40°C), com início abrupto, associada à cefaléia, prostação, mialgia, artralgia, dor 
retroorbitária, exantema maculo papular e acompanhado ou não de prurido. Também pode 
haver quadros diarréicos, vômitos, náuseas e anorexia. A doença tem duração média de 5 a 7 
dias; o período de convalescença pode se estender de poucos dias a várias semanas, 
dependendo do grau de debilidade física causada pela doença. 
Febre hemorrágica da dengue (FHD): os sintomas iniciais da FHD são semelhantes 
aos do DC, até o momento em que ocorre a defervescência da febre, o que ocorre geralmente 
entre o 3° e o 7° dias de evolução da doença, com posterior agravamento do quadro, 
aparecimento de manifestações hemorrágicas espontâneas ou provocadas, trombocitopenia 
(plaquetas <100.000/mm3) e perda de plasma. 
Síndrome do choque da dengue (SCD): nos casos graves de FHD, o choque ocorre 
geralmente entre o 3° e o 7° dias de doença, frequentemente precedido por dor abdominal. O 
choque ocorre devido ao aumento da permeabilidade vascular, seguida de hemoconcentração 
e falência circulatória. A sua duração é curta e pode levar a óbito em 12 a 24 horas ou à 
recuperação rápida frente terapia antichoque oportuna e apropriada. Caracteriza-se essa 
síndrome por pulso rápido e fraco, com diminuição da pressão de pulso e arterial, 
extremidades frias, pele pegajosa e agitação. 
De acordo com o Ministério da Saúde, são sinais de alarme na dengue: 
a) dor abdominal intensa e contínua; 
b) vômitos persistentes; 
c) hipotensão postural e/ou lipotímia; 
d) hepatomegalia dolorosa; 
e) sangramento de mucosa ou hemorragias importantes (hematêmese e/ou 
melena); f) sonolência e/ou irritabilidade; 
g) diminuição da diurese; 
h) diminuição repentina da temperatura corpórea ou hipotermia; 
i) aumento repentino do hematócrito; 
j) queda abrupta de plaquetas; 
k) desconforto respiratório. 
Vamos às alternativas. Representam sinais de alarme para DENGUE: 
http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/arquivos/pdf/2013/Out/02/dengue_manejo_clinico_4ed_OK.pdf
 
Item A. Incorreto. Dor abdominal intensa e contínua; vômitos persistentes; diminuição 
da diurese, exceto a cefaleia que é um sinal clássico da doença. 
Item B. Incorreto. Hipotensão postural e/ou lipotímia; hepatomegalia dolorosa; exceto 
o exantema que é um sinal clássico da doença. 
Item C. Incorreto. Sangramento de mucosa ou hemorragias importantes (hematêmese 
e/ou melena); exceto a dor retroorbitária que é um sinal clássico da doença. 
Item D. Correto. Aumento repentino do hematócrito; queda abrupta de plaquetas; 
desconforto respiratório, diminuição repentina da temperatura corpórea ou hipotermia. 
Item E. Incorreto. Sonolência e/ou irritabilidade, exceto a prostração, mialgias, 
artralgias que são sinais clássicos da doença. 
Deste modo, o gabarito é letra D. 
 
86. (Prefeitura de Indaiatuba-SP/IBC/2013/RP) São casos suspeitos de DENGUE: Todo 
paciente que apresente doença febril aguda com duração de até sete dias, acompanhada de 
pelo menos dois dos sintomas, como cefaléia, dor retroorbitária, mialgias, artralgias, 
prostração ou exantema, associados ou não à presença de hemorragias. Além de ter estado, 
nos últimos 15 dias, em área onde esteja ocorrendo transmissão de dengue ou tenha a 
presença de Aedes aegypti. A presença de sinais de alarme, relacionados a seguir, indica a 
possibilidade de gravidade do quadro clínico e de evolução para dengue hemorrágica e/ou 
síndrome do choque da dengue. Assinale a alternativa que representa sinais de alarme para 
DENGUE: 
a) dor abdominal intensa e contínua e hipertensão postural 
b) hepatomegalia dolorosa e insônia 
c) aumento expressivo da diurese e hemorragias importantes (hematêmese e/ou melena) 
d) diminuição repentina da temperatura corpórea ou hipotermia e desconforto respiratório 
COMENTÁRIOS: 
 
Meus amigos, percebam como essa questão é querida pelas bancas. De acordo com o 
Ministério da Saúde, são sinais de alarme na dengue: 
a) dor abdominal intensa e contínua; 
b) vômitos persistentes; 
c) hipotensão postural e/ou lipotímia; 
d) hepatomegalia dolorosa; 
e) sangramento de mucosa ou hemorragias importantes (hematêmese e/ou melena); f) 
sonolência e/ou irritabilidade; 
g) diminuição da diurese; 
h) diminuição repentina da temperatura corpórea ou hipotermia; 
i) aumento repentino do hematócrito; 
j) queda abrupta de plaquetas; 
k) desconforto respiratório. 
Vamos às assertivas. Representam sinais de alarme para DENGUE: 
Item A. Incorreto. Dor abdominal intensa e contínua e hipotensão (hipertensão) 
postural. No choque, temos a hipotensão, e não a hipertensão. 
Item B. Incorreto. Hepatomegalia dolorosa e sonolência (insônia). 
Item C. Incorreto. Diminuição (aumento expressivo) da diurese e hemorragias 
importantes (hematêmese e/ou melena). 
Item D. Correto. Diminuição repentina da temperatura corpórea ou hipotermia e 
desconforto respiratório. 
Verificamos claramente que o gabarito é a letra D. 
 
87. (Prefeitura de Indaiatuba-SP/IBC/2013/RP) Em relação a DENGUE: Cabe ao 
profissional de enfermagem coletar e registrar dados da forma mais detalhada possível no 
prontuário do paciente. Esses dados são necessários para o planejamento e a execução dos 
serviços de assistência de enfermagem. No roteiro de atendimento começando pelo histórico 
de enfermagem, alguns aspectos precisam ser observados, entre eles estão: 
I - Verificar pressão arterial, pulso, enchimento capilar, frequência respiratória, temperatura. 
http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/arquivos/pdf/2013/Out/02/dengue_manejo_clinico_4ed_OK.pdf
II - No segmento abdominal: pesquisar dor, hepatomegalia, ascite, timpanismo, macicez. 
III - Questionar e anotar no prontuário a data do início dos sintomas. 
a) I, II e II estão corretas 
b) II e III estão corretas 
c) I e III estão corretas 
d) I e II estão corretas 
COMENTÁRIOS: 
As ações descritas estão de acordo diretrizes do Ministério da Saúde. São evidentemente 
corretas. Logo, o gabarito é a letra A. 
 
88. (Prefeitura de Paulista-PE/IPAD/2013/RP) Faz parte do atendimento de enfermagem ao 
paciente com suspeita de dengue. Assinale (V) para as afirmativas Verdadeiras e (F) para as 
alternativas Falsas. E em seguida, assinale a alternativa com a sequência correta: 
( ) Verificar pressão arterial, pulso, enchimento capilar, frequência respiratória e temperatura; 
( ) Pesquisar sinais de alarme (dor abdominal, vômitos persistentes, Hipotensão postural e/ou 
lipotímia e hepatomegalia dolorosa); 
( ) Realizar medidas antropométricas (peso, altura, índice de massa corporal (IMC). 
( ) Realizar prova do laço na ausência de manifestações 
hemorrágicas ( ) Realizar a notificação e investigação do caso; 
a) V – V – V – V –V 
b) F – F – F – F – F 
c) V – F – F – F – V 
d) V – F – V– F – V 
e) F – V – V – V – F 
COMENTÁRIOS: 
Essa questão é clara e direta. Todos os itens estão corretos e o gabarito é a letra A. 
 
89. (IBC-RJ/AOCP/2013/RP) Sobre a Dengue, é correto afirmar que 
a) o macho do Aedes aegypti costuma picar as pessoas durante a noite, para viabilizar a 
maturação dos ovos. 
b) uma das formas de transmissão é pelo contato de um doente ou suas secreções com uma 
pessoa sadia. 
c) a transmissão do ser humano para o mosquito ocorre enquanto houver presença de vírus no 
sangue do ser humano, chamado período de viremia. 
d) o período de transmissibilidade da doença compreende dois ciclos: um extrínseco, que 
ocorre no ser humano, e outro intrínseco, que ocorre no vetor. 
e) a dengue é uma doença benigna que não evolui para quadros mais graves, por isso o 
tratamento é sintomáticocom analgésicos e antitérmicos. 
COMENTÁRIOS: 
Para melhor compreensão do assunto, vamos analisar cada assertiva: 
Item A. Incorreto. A fêmea, e não o macho, do Aedes aegypti costuma picar as 
pessoas durante o dia, para viabilizar a maturação dos ovos. 
Item B. Incorreto. Não há transmissão pelo contato de um doente ou suas 
secreções com uma pessoa sadia, nem em fontes de água ou alimento. 
Item C. Correto. O período de transmissibilidade da doença compreende dois ciclos: um 
intrínseco, que ocorre no ser humano, e outro extrínseco, que ocorre no vetor. 
A transmissão do ser humano para o mosquito ocorre enquanto houver presença de 
vírus no sangue do ser humano, chamado período de viremia. 
O homem está apto a infectar o mosquito a partir de 1º dia antes do aparecimento dos 
sintomas até o 6º dia da doença. 
 
 90. (IF-GO/UFG/201/RP) A síndrome do choque da dengue (SCD) caracteriza-se por sinais 
de insuficiência circulatória evidenciada por: 
a) aumento da pressão de pulso, confusão e agitação. 
b) perfusão capilar prolongada (> 2 seg), pele fria, úmida e mosqueada. 
c) bradipneia, oligúria e sonolência. 
d) hipertermia, frequência respiratória maior que 40 rpm e torpor. 
COMENTÁRIOS: 
Síndrome do choque da dengue (SCD): nos casos graves de febre hemorrágica da 
dengue (FHD, o choque ocorre geralmente entre o 3° e o 7° dias de doença, frequentemente 
precedido por dor abdominal. O choque ocorre devido ao aumento da permeabilidade 
vascular (extravasamento de plasma dos vasos sanguíneos), seguida de hemoconcentração 
(aumento do hematócrito) e falência circulatória. A sua duração é curta e pode levar a óbito 
em 12 a 24 horas ou à recuperação rápida frente terapia antichoque oportuna e apropriada. 
Caracteriza-se essa síndrome por pulso rápido e fraco, com diminuição da pressão de pulso 
e arterial, extremidades frias, pele pegajosa e agitação. 
A SCD caracteriza-se por sinais de insuficiência circulatória demonstrada por: 
• pulso rápido e fraco; 
• diminuição da pressão de pulso (menor ou igual a 20 mmHg) ou 
hipotensão para a idade; 
• perfusão capilar prolongada (>2 seg.), pele fria e úmida, mosqueada; 
• ausência de febre; 
• taquicardia/bradicardia; 
• taquipneia; 
• oliguria; 
• agitação ou torpor. 
Agora, vamos às nossas alternativas. A SCD caracteriza-se por sinais de insuficiência 
circulatória evidenciada por: 
Item A. Diminuição (aumento) da pressão de pulso, confusão e agitação. 
Item B. perfusão capilar prolongada (> 2 seg), pele fria, úmida e mosqueada. 
Item C. Taquipneia (bradipneia), oligúria e sonolência. 
Item D. Ausência de febre hipertermia, taquipneia e torpor. 
Nesses termos, o gabarito é a letra B. 
 
 
 
Vejam, no esquema abaixo, o modo de transmissão da dengue: 
 Figura 2 - Modo de Transmissão da Dengue (Ministério da Saúde). 
Portanto, é correto afirmar que a transmissão do ser humano para o mosquito ocorre 
enquanto houver presença de vírus no sangue do ser humano, chamado período de viremia. 
Item D. Incorreto. O período de transmissibilidade da doença compreende dois ciclos: 
um intrínseco, que ocorre no ser humano, e outro extrínseco, que ocorre no vetor 
(Aedes aegypti). 
• Intrínseco -> ocorre no ser humano; 
• Extrínseco -> ocorre no vetor (Aedes aegypti). 
Item E. Incorreto. A dengue é uma doença que pode evoluir para quadros mais graves 
(febre hemorrágica da dengue e síndrome do choque da dengue), sendo fatal em boa 
parte deles. 
Nesses termos, o gabarito é a letra C. 
91. (HGA-SP/CETRO/2013/RP) Analise as assertivas abaixo sobre a assistência de 
enfermagem a pacientes com suspeita de dengue. 
I. A prova do laço deverá ser realizada, obrigatoriamente, em todos os casos suspeitos de 
dengue durante o exame físico, sendo importante para a detecção da fragilidade capilar 
presente na febre hemorrágica da dengue. 
II. O exame de sorologia para dengue deve ser realizado a partir do sexto dia do início dos 
sintomas, devendo ser solicitado para todos os casos suspeitos, em período não epidêmico. 
III. A notificação deve ser feita para todos os casos que apresentarem confirmação 
laboratorial, imediatamente após a liberação do resultado da sorologia. 
IV. O hemograma indicando aumento abrupto do número de plaquetas é indicativo de 
quadros de dengue clássica. É correto o que se afirma em 
a) I e II, apenas. 
b) I, II e IV, apenas. 
c) II, III e IV, apenas. 
d) I e III, apenas. 
e) II e IV, apenas. 
COMENTÁRIOS: 
Item I. Correto. A Prova do laço (PL) positiva é uma manifestação frequente nos casos 
de dengue, principalmente nas formas graves, e apesar de não ser específica, serve como 
alerta, devendo ser utilizado rotineiramente na prática clínica como um dos elementos de 
triagem na dengue, e na presença da mesma, alertar ao médico que o paciente necessita de um 
monitoramento clínico e laboratorial mais estreito. A prova do laço positiva também reforça o 
diagnóstico de dengue. 
A Prova do laço deve ser realizada na triagem, obrigatoriamente, em todo paciente 
com suspeita de dengue e que não apresente sangramento espontâneo. A prova deverá ser 
repetida no acompanhamento clínico do paciente apenas se previamente negativa. 
Vejamos abaixo, como deve ser realizada a prova do laço: 
 Verificar a pressão arterial e calcular o valor médio pela fórmula (PAS + PAD)/2; por 
exemplo, PA de 100 x 60 mmHg, então 100+60=160, 160/2=80; então, a média de 
pressão arterial é de 80 mmHg. 
 Insuflar o manguito até o valor médio e manter durante cinco minutos nos adultos e 
três minutos em crianças. 
 Desenhar um quadrado com 2,5 cm de lado no antebraço e contar o número de 
petéquias formadas dentro dele; a prova será positiva se houver 20 ou mais petéquias 
em adultos e 10 ou mais em crianças; atenção para o surgimento de possíveis 
petéquias em todo o antebraço, dorso das mãos e nos dedos. 
 Se a prova do laço apresentar-se positiva antes do tempo preconizado para adultos e 
crianças, a mesma pode ser interrompida. 
 A prova do laço frequentemente pode ser negativa em pessoas obesas e durante o 
choque. 
Portanto, a prova do laço deverá ser realizada, obrigatoriamente, em todos os casos 
suspeitos de dengue durante o exame físico, sendo importante para a detecção da fragilidade 
capilar presente na febre hemorrágica da dengue. 
Item II. Correto. Isolamento viral/sorologia – a solicitação do isolamento 
viral/sorologia será orientada de acordo com a situação epidemiológica: 
 em períodos não epidêmicos, solicitar o exame de todos os casos suspeitos; 
 em períodos epidêmicos, solicitar o exame em todo paciente grave e grupos especiais 
e/ou risco social ou com dúvidas no diagnóstico, além de seguir as orientações da 
Vigilância Epidemiológica de cada região. 
Então, em regra, o exame de sorologia para dengue deve ser realizado a partir do sexto 
dia do início dos sintomas, devendo ser solicitado para todos os casos suspeitos, em período 
não epidêmico. 
Item III. Incorreto. Todo caso suspeito de dengue deve ser notificado a 
Vigilância Epidemiológica, sendo imediata a notificação das formas graves da doença. 
Vejam que não há necessidade de a notificação da dengue ser feita somente após a 
confirmação laboratorial. Ademais, em períodos epidêmicos, não é necessária a realização de 
exames laboratoriais. A notificação utiliza critérios clínicos e epidemiológicos. 
Item IV. Incorreto. Nos pacientes do Grupo A (dengue clássica) não há 
hemoconcentração nem queda abrupta de plaquetas. Na FHD/SCD, ocorre a plaquetopenia. 
Em nenhum caso da dengue, há aumento de plaquetas. 
De acordo com o Ministério da Saúde, são sinais de alarme na dengue: 
a) dor abdominal intensa e contínua; 
b) vômitos persistentes; 
c) hipotensão postural e/ou lipotímia; 
d) hepatomegalia dolorosa; 
e) sangramento de mucosa ou hemorragias importantes (hematêmese e/oumelena); f) sonolência e/ou irritabilidade; 
g) diminuição da diurese; 
http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/arquivos/pdf/2013/Out/02/dengue_manejo_clinico_4ed_OK.pdf
http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/arquivos/pdf/2013/Out/02/dengue_manejo_clinico_4ed_OK.pdf
h) diminuição repentina da temperatura corpórea ou hipotermia; 
i) aumento repentino do hematócrito; 
j) queda abrupta de plaquetas; 
k) desconforto respiratório. 
O hemograma indicando aumento abrupto do número de plaquetas é indicativo de 
quadros graves da dengue. 
Diante do exposto, o gabarito só pode ser a letra A. 
 
92. (Prefeitura de Campinas-SP/CAIPIMES/2013/RP) A prova do laço deverá ser 
realizada obrigatoriamente em todos os casos suspeitos de dengue durante o exame físico. A 
partir disso é correto afirmar que: 
a) a prova do laço será considerada positiva se houver 20 ou mais petéquias em adultos e 10 
ou mais petéquias em crianças. 
b) a prova do laço será considerada positiva se houver 40 ou mais petéquias em adultos e 20 
ou mais petéquias em crianças. 
c) após verificar a pressão arterial, deve-se insuflar novamente o manguito até o valor da 
pressão arterial máxima e manter por 10 minutos em adultos e 5 minutos em crianças. 
d) após verificar a pressão arterial, deve-se insuflar novamente o manguito até o valor da 
pressão arterial mínima e manter por 10 minutos em adultos e 5 minutos em crianças. 
COMENTÁRIOS: 
A Prova do laço (PL) positiva é uma manifestação frequente nos casos de dengue, 
principalmente nas formas graves, e apesar de não ser específica, serve como alerta, devendo 
ser utilizado rotineiramente na prática clínica como um dos elementos de triagem na dengue, e 
na presença da mesma, alertar ao médico que o paciente necessita de um monitoramento 
clínico e laboratorial mais estreito. A prova do laço positiva também reforça o diagnóstico de 
dengue. 
A Prova do laço deve ser realizada na triagem, obrigatoriamente, em todo paciente 
com suspeita de dengue e que não apresente sangramento espontâneo. A prova deverá ser 
repetida no acompanhamento clínico do paciente apenas se previamente negativa. 
Vejamos abaixo, como deve ser realizada a prova do laço: 
 Verificar a pressão arterial e calcular o valor médio pela fórmula (PAS + PAD)/2; por 
exemplo, PA de 100 x 60 mmHg, então 100+60=160, 160/2=80; então, a média de 
pressão arterial é de 80 mmHg; 
 Insuflar o manguito até o valor médio e manter durante cinco minutos nos adultos e 
três minutos em crianças; 
 Desenhar um quadrado com 2,5 cm de lado no antebraço e contar o número de 
petéquias formadas dentro dele; a prova será positiva se houver 20 ou mais petéquias 
em adultos e 10 ou mais em crianças; atenção para o surgimento de possíveis 
petéquias em todo o antebraço, dorso das mãos e nos dedos; 
 Se a prova do laço apresentar-se positiva antes do tempo preconizado para adultos e 
crianças, a mesma pode ser interrompida; 
 A prova do laço frequentemente pode ser negativa em pessoas obesas e durante o 
choque. 
Itens A e B. A prova do laço será considerada positiva se houver 20 ou mais petéquias 
em adultos e 10 ou mais petéquias em crianças. 
Itens C e D. Após verificar a pressão arterial, deve-se insuflar novamente o manguito até 
o valor da pressão arterial média e manter por 5 minutos em adultos e 3 minutos em 
crianças. 
Dito isto, o gabarito da questão é a letra A. 
93. (UFPR-2013/RP) A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou que a dengue é a 
doença tropical que se espalha mais rapidamente no mundo e representa uma "ameaça de 
pandemia". Em 2012, a dengue foi classificada como a doença viral transmitida por vetor de 
mais rápida propagação, com um potencial de epidemia no mundo, registrando um aumento 
de 30 vezes na incidência da doença nos últimos 50 anos. A dengue faz parte da lista de 
doenças transmissíveis do Ministério da Saúde e todo caso suspeito deve ser notificado à 
Vigilância Epidemiológica, sendo imediata a notificação das formas graves da doença. Com 
relação à prevenção e controle dessa doença, considere as seguintes afirmativas: 
1. O tratamento da dengue é de suporte, ou seja, alívio dos sintomas, reposição de 
líquidos perdidos e manutenção da atividade sanguínea. A pessoa com suspeita de dengue 
deve manter-se em repouso, aumentar a ingesta líquida (inclusive soro caseiro) e só usar 
medicamentos prescritos pelo médico. 
2. A prova do laço (PL) positiva é uma manifestação frequente nos casos de dengue, 
principalmente nas formas graves, e apesar de não ser específica, serve como alerta, 
devendo o enfermeiro utilizá-la rotineiramente na prática clínica como um dos elementos 
de triagem na dengue. 
3. A transmissão se faz pela picada dos mosquitos Aedes aegypti, no ciclo homem–Aedes 
aegypti–homem. Os transmissores proliferam-se dentro ou nas proximidades de habitações 
(casas, apartamentos, hotéis), em recipientes onde se acumula água (vasos de plantas, pneus 
velhos, cisternas etc.). Portanto, para matar os ovos e dessa maneira controlar a transmissão 
da doença, a orientação é secar os reservatórios de água parada, impedindo assim a 
reprodução do mosquito. 
4. De acordo com o manual “Dengue Manual de Enfermagem – Adulto e Criança” do 
Ministério da Saúde, o manejo adequado do paciente com dengue depende do 
reconhecimento precoce dos sinais de alarme, que são: presença de dor abdominal intensa e 
contínua, vômitos persistentes, hipertensão, hepatomegalia dolorosa, sinais de hemorragia 
(hematêmese e/ou melena), aumento da diurese, hipertermia, diminuição do hematócrito, 
aumento de plaquetas e desconforto respitatório. Assinale a alternativa correta. 
a) Somente a afirmativa 4 é verdadeira. 
b) Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras. 
 
c) Somente as afirmativas 1, 3 e 4 são verdadeiras. 
d) Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras. 
e) As afirmativas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras. 
COMENTÁRIOS: 
De acordo com o manual “Dengue Manual de Enfermagem – Adulto e Criança” do 
Ministério da Saúde, o manejo adequado do paciente com dengue depende do reconhecimento 
precoce dos sinais de alarme, que são: presença de dor abdominal intensa e contínua, vômitos 
persistentes, hipotensão (hipertensão), hepatomegalia dolorosa, sinais de sangramento de 
mucosa ou hemorragias importantes (hematêmese e/ou melena), diminuição (aumento) da 
diurese, hipotermia (hipertermia), aumento repentino do (diminuição) do 
hematócrito, queda abrupta de (aumento) de plaquetas e desconforto respitatório. 
Dito isso, verificamos que apenas a afirmativa nº 4 apresenta-se incorreta. Por 
conseguinte, o gabarito da questão é a letra B. 
 
94. (Assembleia Legislativa do Amazonas-AM/2013/FGV/RP) O Ministério da Saúde 
instituiu, em 2002, o Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD) que visa reduzir a 
infestação pelo Aedes aegypti, a incidência da dengue e a letalidade por febre hemorrágica de 
dengue. Dentre os indicadores propostos para o acompanhamento do PNCD está o de 
proporção de municípios com quantitativo adequado de agentes de controle de endemias. 
Essa proporção deve ser de: 
a) um agente para cada 800 a 1.000 imóveis. 
b) dois agentes para cada 800 a 1.000 imóveis. 
c) um agente para cada 1000 a 1.500 imóveis. 
d) dois agentes para cada 1000 a 1.500 imóveis. 
e) um agente para cada 1500 a 2.000 imóveis. 
COMENTÁRIOS: 
De acordo com o Ministério da Saúde, dentre os indicadores de acompanhamento do 
Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD), recomenda-se um agente para cada 800 a 
1.0 imóveis. Neste sentido, o gabarito é a letra A. 
 
95. (Prefeitura de Cuiabá – MT/ FUNCAB /2013/JM) Doença infecciosa febril aguda, que 
pode ser de curso benigno ou grave, dependendo da forma como se apresente. A primeira 
manifestação é a febre, geralmente alta (39 °C a 40 °C), de início abrupto, associada à 
cefaleia, adinamia, mialgias, artralgias, dor retro-orbitária,com presença ou não de exantema 
e/ou prurido. Anorexia, náuseas, vômitos e diarreia podem ser observados por 2 a 6 dias. As 
manifestações hemorrágicas, como epistaxe, petéquias, gengivorragia, metrorragia, 
hematêmese, melena, hematúria e outras, bem como a plaquetopenia, podem ser observadas 
em todas as apresentações clínicas. O texto refere-se a qual doença? 
A) Cólera. 
http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=21389
http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=21389
B) Brucelose. 
C) Doenças diarreicas agudas. 
D) Dengue. 
E) Doença meningocócica. 
COMENTÁRIOS
5
: 
Doença infecciosa febril aguda, que pode ser de curso benigno ou grave, dependendo 
da forma como se apresente. A primeira manifestação é a febre, geralmente alta (39 °C a 40 
°C), de início abrupto, associada à cefaleia, adinamia, mialgias, artralgias, dor retro 
orbitária, com presença ou não de exantema e/ou prurido. Anorexia, náuseas, vômitos e 
diarreia podem ser observados por 2 a 6 dias. As manifestações hemorrágicas, como 
epistaxe, petéquias, gengivorragia, metrorragia, hematêmese, melena, hematúria e 
outras, bem como a plaquetopenia, podem ser observadas em todas as apresentações clínicas 
de DENGUE. 
Alternativa correta letra D. 
 
 
 
9 - Doenças de Notificação compulsória 
 
96. (HU-UFPE/EBSERH/IDECAN/2014) “Critério para seleção de doenças e agravos 
prioritários à vigilância epidemiológica que se expressa pela transmissibilidade da doença; 
possibilidade da sua propagação por vetores e demais fontes de infecção, colocando sob risco 
outros indivíduos ou coletividades ” Trata-se de 
A) magnitude. D) transcendência. 
B) severidade. E) potencial de disseminação. 
C) vulnerabilidade. 
COMENTÁRIOS: 
Quais são os critérios para seleção de doenças e agravos prioritários à vigilância 
epidemiológica? 
Os parâmetros para inclusão de doenças e agravos na lista de notificação compulsória 
devem obedecer aos critérios a seguir: 
Magnitude – aplicável a doenças de elevada frequência, que afetam grandes 
contingentes populacionais e se traduzem por altas taxas de incidência, prevalência, 
mortalidade e anos potenciais de vida perdidos. 
Potencial de disseminação – representado pelo elevado poder de transmissão da 
doença, através de vetores ou outras fontes de infecção, colocando sob risco a saúde coletiva. 
Transcendência – expressa-se por características subsidiárias que conferem relevância 
especial à doença ou agravo, destacando-se: 
1 - severidade, medida por taxas de letalidade, de hospitalização e de sequelas; 
2 - relevância social, avaliada, subjetivamente, pelo valor imputado pela sociedade à 
ocorrência da doença, e que se manifesta pela sensação de medo, de repulsa ou de indignação; 
e 
3- relevância econômica, avaliada por prejuízos decorrentes de restrições comerciais, redução 
da força de trabalho, absenteísmo escolar e laboral, custos assistenciais e previdenciários, 
entre outros. 
Vulnerabilidade – medida pela disponibilidade concreta de instrumentos específicos de 
prevenção e controle da doença, propiciando a atuação efetiva dos serviços de saúde sobre 
indivíduos e coletividades. 
Compromissos internacionais – relativos ao cumprimento de metas continentais ou 
mundiais de controle, de eliminação ou de erradicação de doenças, previstas em acordos 
firmados pelo governo brasileiro com organismos internacionais. O atual Regulamento 
Sanitário Internacional (RSI-2005) estabelece que sejam notificados todos os eventos 
considerados de Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII). 
Ocorrência de emergências de saúde pública, epidemias e surtos – são situações que 
impõe notificação imediata de todos os eventos de saúde que impliquem risco de 
disseminação de doenças, com o objetivo de delimitar a área de ocorrência, elucidar o 
diagnóstico e deflagrar medidas de controle aplicáveis. Mecanismos próprios de notificação 
devem ser instituídos, com base na apresentação clínica e epidemiológica do evento. 
 
Nessa tela, o gabarito da questão é a letra E. 
 
97. (Fiocruz/FGV/2010) Com relação aos critérios para a inclusão de doenças e agravos na 
lista de notificação compulsória, analise as afirmativas a seguir: 
I. O potencial de disseminação é representado pelo elevado poder de transmissão da doença, 
através de vetores ou outras fontes de infecção, colocando sob risco a saúde coletiva. 
Os parâmetros para inclusão de doenças e agravos na lista de 
notificação compulsória devem obedecer aos critérios a seguir 
 
Potencial de disseminação 
 
Transcendência Vulnerabilidade 
Compromissos 
internacionais 
Magnitude 
Ocorrência de 
emergências de saúde 
pública, epidemias e 
surtos 
II. A relevância econômica de uma doença ou agravo é avaliada por prejuízos decorrentes de 
restrições comerciais, redução da força de trabalho, absenteísmo escolar e laboral, custos 
assistenciais e previdenciários, entre outros. 
III. A vulnerabilidade de uma doença ou agravo é medida pela disponibilidade concreta de 
instrumentos específicos de prevenção e controle do evento, propiciando a atuação efetiva dos 
serviços de saúde sobre indivíduos e coletividades. 
Assinale: 
a) se somente a afirmativa I estiver correta. 
b) se somente a afirmativa II estiver correta. 
c) se somente a afirmativa III estiver corretas. 
d) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. 
e) se todas as afirmativas estiverem corretas. 
COMENTÁRIOS: 
Vejamos as definições dos conceitos apresentados na questão: 
Potencial de disseminação – representado pelo elevado poder de transmissão da 
doença, através de vetores ou outras fontes de infecção, colocando sob risco a saúde coletiva. 
Transcendência – expressa-se por características subsidiárias que conferem relevância 
especial à doença ou agravo, destacando-se: 
1 - severidade, medida por taxas de letalidade, de hospitalização e de sequelas; 
2 - relevância social, avaliada, subjetivamente, pelo valor imputado pela sociedade 
à ocorrência da doença, e que se manifesta pela sensação de medo, de repulsa ou de 
indignação; e 
3 - relevância econômica, avaliada por prejuízos decorrentes de restrições 
comerciais, redução da força de trabalho, absenteísmo escolar e laboral, custos 
assistenciais e previdenciários, entre outros. 
Vulnerabilidade – medida pela disponibilidade concreta de instrumentos específicos de 
prevenção e controle da doença, propiciando a atuação efetiva dos serviços de saúde sobre 
indivíduos e coletividades. 
O gabarito da questão é a letra E, pois todos os itens da questão estão corretos. 
 
 
98. (Prefeitura de Carangola-MG/IDECAN/2012) Sobre o sistema de notificação, analise. 
I. A simples suspeita de uma doença é motivo suficiente para notificá-la. 
II. A notificação é sigilosa, só sendo divulgada fora do âmbito médico sanitário em caso de 
risco para a comunidade, respeitando-se o direito de anonimato do paciente. 
III. O meio dos instrumentos de coleta de notificação deve ser feito mesmo na ausência de 
casos, que funciona como um indicador de eficiência do sistema de informações. 
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s) 
a) I 
b) II 
c) I, II 
d) II, III 
e) I, II, III 
COMENTÁRIOS: 
A notificação compulsória é obrigatória para os médicos, outros profissionais de 
saúde ou responsáveis pelos serviços públicos e privados de saúde, que prestam assistência 
ao paciente. 
A notificação compulsória será realizada diante da suspeita ou confirmação de doença 
ou agravo, observando-se, também, as normas técnicas estabelecidas pela Secretaria de 
Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS). 
A comunicação de doença, agravo ou evento de saúde pública de notificação 
compulsória à autoridade de saúde competente também será realizada pelos responsáveis por 
estabelecimentos públicos ou privados educacionais, de cuidado coletivo, além de serviços de 
hemoterapia,unidades laboratoriais e instituições de pesquisa. 
A comunicação de doença, agravo ou evento de saúde pública de notificação 
compulsória pode ser realizada à autoridade de saúde por qualquer cidadão que deles 
tenha conhecimento. 
Mesmo assim, sabe-se que a notificação nem sempre é realizada, o que ocorre por 
desconhecimento de sua importância e, também, por descrédito nas ações que dela devem 
resultar. A experiência tem mostrado que o funcionamento de um sistema de notificação é 
diretamente proporcional à capacidade de se demonstrar o uso adequado das informações 
recebidas, de forma a conquistar a confiança dos notificantes. 
O sistema de notificação deve estar permanentemente voltado para a sensibilização dos 
profissionais e das comunidades, visando melhorar a quantidade e a qualidade dos dados 
coletados, mediante o fortalecimento e a ampliação da rede. Todas as unidades de saúde 
(públicas, privadas e filantrópicas) devem fazer parte do sistema, como, também, todos os 
profissionais de saúde e mesmo a população em geral. 
Aspectos que devem ser considerados na notificação: 
• Notificar a simples suspeita da doença ou evento. Não se deve aguardar a confirmação do 
caso para se efetuar a notificação, pois isso pode significar perda da oportunidade de intervir 
eficazmente. 
• A notificação tem de ser sigilosa, só podendo ser divulgada fora do âmbito médico-sanitário 
em caso de risco para a comunidade, respeitando-se o direito de anonimato dos cidadãos. 
• O envio dos instrumentos de coleta de notificação deve ser feito mesmo na ausência de casos, 
configurando-se o que se denomina notificação negativa, que funciona como um indicador de 
eficiência do sistema de informações. 
Além da notificação compulsória, o Sistema de Vigilância Epidemiológica pode definir 
doenças e agravos como de notificação simples. O Sistema Nacional de Agravos de 
Notificação (Sinan) é o principal instrumento de coleta dos dados de notificação compulsória. 
Dito isto, vamos analisar cada item da questão: 
Item I. Correto. A simples suspeita de uma doença é motivo suficiente para notificá-la. 
Não se deve aguardar a confirmação do caso para se efetuar a notificação, pois isso pode significar 
perda da oportunidade de intervir eficazmente. 
Item II. Correto. A notificação é sigilosa, só sendo divulgada fora do âmbito médico 
sanitário em caso de risco para a comunidade, respeitando-se o direito de anonimato do 
paciente. 
Item III. Correto. O meio dos instrumentos de coleta de notificação deve ser feito 
mesmo na ausência de casos, que funciona como um indicador de eficiência do sistema de 
informações. São as notificações negativas. 
O gabarito da questão é a letra E, pois todas as afirmativas estão corretas. 
 
 
 
99. (Prefeitura de Paulo Jacinto-AL/2011/IDECAN) Analise abaixo as justificativas que 
discorrem sobre a importância da notificação de doenças: 
I. Oferece dados que ajudam descobrir as fontes de infecção. 
II. Ajuda estabelecer níveis endêmicos. 
III. Colabora na descoberta de casos não conhecidos, associados àqueles notificados. 
IV. Proporciona o conhecimento aleatório das doenças. 
Estão corretas apenas as alternativas: 
a) I, III, IV 
b) I, II, III 
c) II, III, IV 
d) I, II, III, IV 
e) II, IV 
COMENTÁRIOS: 
A notificação de doenças: 
I - oferece dados que ajudam descobrir as fontes de infecção; 
II - ajuda estabelecer níveis endêmicos; 
III - colabora na descoberta de casos não conhecidos, associados àqueles notificados; 
IV - proporciona o conhecimento organizado das doenças. 
O gabarito da questão é a letra B, já que apenas o item IV está errado. 
 
 
100. (HU-UFPE/EBSERH/IDECAN/2014) São doenças de notificação compulsória que 
constam na listagem nacional e, mesmo em casos isolados, devem ser notificadas, EXCETO: 
A) Cólera. D) Sífilis adquirida. 
B) Hantavirose. E) Criptosporidíase. 
C) Tuberculose. 
COMENTÁRIOS: 
Vamos responder essa questão, conforme Portaria do Ministério da Saúde nº 
1.271/2014, publicada no dia 06/06/2014, revogando a Portaria nº 104/2011. 
 
A Portaria nº 1.271/2014 que define a Lista Nacional de Notificação Compulsória de 
doenças, agravos e eventos de saúde pública nos serviços de saúde públicos e privados em 
todo o território nacional. Este dispositivo modificou fluxos de notificação e alterou a 
organização da Lista de Doenças de Notificação Compulsória em duas partes (simplificou e 
alterou algumas classificações): 
 Lista de doenças e agravos de notificação em < 24 horas (imediata); 
 Lista de doenças e agravos doenças e agravos de notificação semanal. 
Vejamos as principais disposições da referida portaria. 
Para fins de notificação compulsória de importância nacional, destacamos, dentre 
outros, os seguintes conceitos: 
I - agravo: qualquer dano à integridade física ou mental do indivíduo, provocado por 
circunstâncias nocivas, tais como acidentes, intoxicações por substâncias químicas, abuso de 
drogas ou lesões decorrentes de violências interpessoais, como agressões e maus tratos, e 
lesão autoprovocada; 
II - doença: enfermidade ou estado clínico, independente de origem ou fonte, que 
represente ou possa representar um dano significativo para os seres humanos; 
III - notificação compulsória: comunicação obrigatória à autoridade de saúde, 
realizada pelos médicos, profissionais de saúde ou responsáveis pelos estabelecimentos de 
saúde, públicos ou privados, sobre a ocorrência de suspeita ou confirmação de doença, agravo 
ou evento de saúde pública, podendo ser imediata ou semanal; 
Atenção! A notificação compulsória pode ser imediata ou semanal. 
IV - notificação compulsória imediata (NCI): notificação compulsória realizada em 
até 24 horas, a partir do conhecimento da ocorrência de doença, agravo ou evento de saúde 
pública, pelo meio de comunicação mais rápido disponível; 
V - notificação compulsória semanal (NCS): notificação compulsória realizada em até 
7 dias, a partir do conhecimento da ocorrência de doença ou agravo; 
VI - notificação compulsória negativa: comunicação semanal realizada pelo responsável 
pelo estabelecimento de saúde à autoridade de saúde, informando que na semana 
epidemiológica não foi identificado nenhuma doença, agravo ou evento de saúde pública 
constante da Lista de Notificação Compulsória; e 
A notificação compulsória é obrigatória para os médicos, outros profissionais de 
saúde ou responsáveis pelos serviços públicos e privados de saúde, que prestam assistência 
ao paciente. 
A notificação compulsória será realizada diante da suspeita ou confirmação de doença 
ou agravo, observando-se, também, as normas técnicas estabelecidas pela Secretaria de 
Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS). 
A comunicação de doença, agravo ou evento de saúde pública de notificação 
compulsória à autoridade de saúde competente também será realizada pelos responsáveis por 
estabelecimentos públicos ou privados educacionais, de cuidado coletivo, além de serviços de 
hemoterapia, unidades laboratoriais e instituições de pesquisa. 
A comunicação de doença, agravo ou evento de saúde pública de notificação 
compulsória pode ser realizada à autoridade de saúde por qualquer cidadão que deles 
tenha conhecimento. 
A notificação compulsória imediata deve ser realizada pelo profissional de saúde ou 
responsável pelo serviço assistencial que prestar o primeiro atendimento ao paciente, em 
até 24 horas desse atendimento, pelo meio mais rápido disponível. 
A autoridade de saúde que receber a notificação compulsória imediata deverá informa-
la, em até 24 horas desse recebimento, às demais esferas de gestão do SUS. 
A notificação compulsória semanal será feita à Secretaria de Saúde do Município do 
local de atendimento do paciente com suspeita ou confirmação de doença ou agravo de 
notificação compulsória. 
No Distrito Federal, a notificação será feita à Secretaria de Saúde do Distrito Federal. 
As autoridadesde saúde garantirão o sigilo das informações pessoais integrantes da 
notificação compulsória que estejam sob sua responsabilidade. 
As autoridades de saúde garantirão a divulgação atualizada dos dados públicos da 
notificação compulsória para profissionais de saúde, órgãos de controle social e população em 
geral. 
 
 
 
 
Lista Nacional de Notificação Compulsória 
Nº DOENÇA OU AGRAVO (ordem alfabética) 
Periodicidade de notificação 
Imediata ≤ 24 horas para* 
Semanal* 
MS SES SMS 
1 
a. Acidente de trabalho com exposição a material biológico x 
b. Acidente de trabalho: grave, fatal e em crianças e adolescentes x 
2 
Acidente por animal peçonhento 
 x 
3 
Acidente por animal potencialmente transmissor da raiva 
 x 
4 
Botulismo 
x x x 
5 
Cólera 
x x x 
6 
Coqueluche 
 x x 
7 
a. Dengue – Casos 
 x 
b. Dengue – Óbitos 
x x x 
8 
Difteria 
 x 
9 
Doença de Chagas Aguda 
 x x 
10 
Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) 
 x 
11 
a. Doença Invasiva por "Haemophilus Influenza" 
 x x 
b. Doença Meningocócica 
 x x 
12 
Doenças com suspeita de disseminação intencional: 
a. Antraz pneumônico 
b. Tularemia 
c. Varíola 
x x x 
13 
Doenças febris hemorrágicas emergentes/reemergentes: 
a. Arenavírus 
b. Ebola 
c. Marburg 
d. Lassa 
e. Febre purpúrica brasileira 
x x x 
14 
Esquistossomose 
 x 
15 
Evento de Saúde Pública (ESP) que se constitua ameaça à saúde 
pública
39
 
x x x 
16 
Eventos adversos graves ou óbitos pós-vacinação 
x x x 
17 
Febre Amarela 
x x x 
 
39
 Evento de saúde pública (ESP): situação que pode constituir potencial ameaça à saúde pública, como a ocorrência de surto 
ou epidemia, doença ou agravo de causa desconhecida, alteração no padrão clínicoepidemiológico das doenças conhecidas, 
considerando o potencial de disseminação, a magnitude, a gravidade, a severidade, a transcendência e a vulnerabilidade, bem 
como epizootias ou agravos decorrentes de desastres ou acidentes. 
Nº DOENÇA OU AGRAVO (ordem alfabética) 
Periodicidade de notificação 
Imediata ≤ 24 horas para* 
Semanal* 
MS SES SMS 
18 
Febre de Chikungunya 
x x x 
19 
Febre do Nilo Ocidental e outras arboviroses de importância em 
saúde pública 
x x x 
20 
Febre Maculosa e outras Riquetisioses 
x x x 
21 
Febre Tifoide 
 x x 
22 
Hanseníase 
 x 
23 
Hantavirose 
 x x 
24 
Hepatites virais 
 x 
25 
HIV/AIDS - Infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana ou 
Síndrome da Imunodeficiência Adquirida 
 x 
26 
Infecção pelo HIV em gestante, parturiente ou puérpera e Criança 
exposta ao risco de transmissão vertical do HIV 
 x 
27 
Infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) 
 x 
28 
Influenza humana produzida por novo subtipo viral 
x x x 
29 
Intoxicação Exógena (por substâncias químicas, incluindo 
agrotóxicos, gases tóxicos e metais pesados) 
 x 
30 
Leishmaniose Tegumentar Americana 
 x 
31 
Leishmaniose Visceral 
 x 
32 
Leptospirose 
 x 
33 
a. Malária na região amazônica 
 x 
b. Malária na região extra Amazônica x x x 
34 
Óbito: 
a. Infantil 
b. Materno 
 x 
35 
Poliomielite por poliovirus selvagem 
x x x 
36 
Peste 
x x x 
37 
Raiva humana 
x x x 
38 
Síndrome da Rubéola Congênita 
x x x 
39 
Doenças Exantemáticas: 
a. Sarampo 
b. Rubéola 
x x x 
40 
Sífilis: 
a. Adquirida 
b. Congênita 
c. Em gestante 
 x 
Nº DOENÇA OU AGRAVO (ordem alfabética) 
Periodicidade de notificação 
Imediata ≤ 24 horas para* 
Semanal* 
MS SES SMS 
41 
Síndrome da Paralisia Flácida Aguda 
x x x 
42 
Síndrome Respiratória Aguda Grave associada 
a. Coronavírus a. SARS-CoV 
b. MERS-CoV 
x x x 
43 
Tétano: 
a. Acidental 
b. Neonatal 
 x 
44 
Tuberculose 
 x 
45 
Varicela - Caso grave internado ou óbito 
 x x 
46 
a. Violência: doméstica e/ou outras violências 
 x 
b. Violência: sexual e tentativa de suicídio 
 x 
*Informação adicional: 
Notificação imediata ou semanal seguirá o fluxo de compartilhamento entre as esferas de gestão do SUS estabelecido 
pela SVS/MS; 
Legenda: MS (Ministério da Saúde), SES (Secretaria Estadual de Saúde) ou SMS (Secretaria Municipal de Saúde) 
A notificação imediata no Distrito Federal é equivalente à SMS. 
 
Após exposição inicial do tema, vamos analisar a questão, conforme disposições da 
Portaria do Ministério da Saúde nº 1.271/2014
40
. 
A) Cólera - notificação compulsória imediata para todas as esferas (SMS, SES, MS). 
B) Hantavirose - notificação compulsória imediata para as esferas municipais e 
estaduais (SMS e SES). 
C) Tuberculose - notificação compulsória semanal 
D) Sífilis adquirida - notificação compulsória semanal. 
E) Criptosporidíase
41
 - não consta na listagem nacional de Doenças de Notificação 
Compulsória (DNC). 
Logo, o gabarito da questão é a letra E. 
 
 
 
40
 Nesta aula, resolveremos as questões, levando-se em consideração a Portaria do Ministério da Saúde nº 1.271/2014, 
mesmo para questões elaboradas na vigência da Portaria nº 104/2011, atualmente revogada. 
41
 A criptosporidíase é uma doença causada pelos por parasitas. São ingeridos com comida ou água contaminadas. Infectam 
o lúmen do intestino. 
101. (Prefeitura de Porto Velho-RO/Consulplan/2012) São doenças de notificação 
compulsória em todo o território nacional, EXCETO: 
a) Botulismo. 
b) Mononucleose. 
c) Febre amarela. 
d) Rubeola. 
e) Tétano. 
COMENTÁRIOS: 
São doenças de notificação compulsória em todo o território nacional: 
A) Botulismo - notificação compulsória imediata para todas as esferas (SMS, SES, MS). 
B) Mononucleose - não consta na listagem nacional de Doenças de Notificação 
Compulsória 
C) Febre amarela - notificação compulsória imediata para todas as esferas (SMS, SES, 
MS). 
D) Rubéola - notificação compulsória imediata para todas as esferas (SMS, SES, MS). 
E) Tétano
 
- notificação compulsória semanal. 
A partir do exposto, constatamos que o gabarito da questão é a letra B.

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