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da Coca-Cola, que durante a 
Segunda Guerra Mundial comprometeu-se a vender seu refrigerante para os 
integrantes do exército norte-americano por um níquel a garrafa. Com isso, 
conseguiu a lealdade dos seus clientes por um preço irrisório; 
 
• A decisão de Ted Turner, que, contrariando todas as orientações do mercado, 
lançou em 1980 a CNN, um canal de televisão a cabo dedicado exclusivamente a 
notícias, o que ninguém imaginava que funcionaria, mas funcionou; 
. 
• A decisão do líder da Sony, Akio Morita, de criar, em 1980, o primeiro walkman, 
ao perceber que os jovens gostavam de ouvir música aonde quer que fossem, 
sem que tivessem sido necessárias pesquisas de mercado, demonstrando 
capacidade em criar nova demanda. 
 
A fundamentação teórica e os critérios científicos, diante desses exemplos, foram 
colocados em segundo plano e o fator predominante para a tomada de decisões 
passou a ser a percepção dos administradores e sua visão de futuro. 
 
Síntese 
O processo de tomada de decisões pode sustentar-se tanto em modelos 
racionais como em formas intuitivas e criativas. Há a possibilidade de o 
administrador utilizar-se de ambos, dependendo do perfil. Isto determinará o seu 
comportamento diante da resolução de problemas organizacionais e até mesmo a 
forma como se antecipa a esses problemas, para tornar a organização menos 
vulnerável às surpresas e oscilações constantes do seu ambiente. 
Presentemente, diante das mudanças tecnológicas que vêm se 
processando de uma forma muito rápida, acirrando ainda mais o processo de 
competitividade, as habilidades pessoais constituem-se fatores preponderantes à 
determinação de uma posição sustentável da organização. Assim, o administrador 
deve ter uma visão analítica e criativa dos novos processos que se podem 
 
 
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estabelecer no mercado, tornando a organização mais adaptável às mudanças 
predominantes em mercados globalizados. 
 
A filosofia de gestão dos executivos pode ser determinada por suas 
crenças, valores e experiências anteriores, que influenciam o seu comportamento 
no processo decisório, resultando em atitudes que podem apoiar-se tanto em 
aspectos racionais como intuitivos e criativos. Estes últimos muitas vezes podem 
determinar o sucesso de uma decisão, contrariando, inclusive, os aspectos 
puramente racionais, prevalecendo as variáveis subjetivas relacionadas à 
percepção das oportunidades e à visão de futuro dos administradores como 
elementos de diferenciação e de vantagem competitiva. 
 
Enfim, diante do ambiente instável e turbulento predominante na economia 
atual, as organizações dependem muito mais do talento, da criatividade, da 
percepção e do espírito empreendedor dos administradores do que propriamente 
da “teoria administrativa”, que não consegue se atualizar na mesma proporção da 
complexidade organizacional. 
 
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