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VAMOS FALAR DE GEOGRAFIA Tectonismo e Agentes Modeladores do Relevo Professor Ribas Teoria da Deriva Continental Nos séculos XV e XVI, com o desenvolvimento da cartografia, muitos estudiosos observaram que alguns continentes pareciam se encaixar em outros, especialmente a África e a América do Sul (imagem a seguir). Com base nessas evidências, o cientista alemão Alfred Wegener desenvolveu a teoria da deriva continental, segundo a qual os continentes atuais são originários de apenas um: a Pangeia (imagem a seguir). A crosta terrestre é dividida em vários fragmentos encaixados como um imenso quebra- cabeça: as placas tectônicas. Elas se deslocam sobre o manto, aproximando-se ou afastando-se umas das outras (imagem a seguir). 01) Os grandes conjuntos rochosos que se movem lentamente sobre o magma são denominados de A) zonas de terremotos. B) relevo. C) grandes montanhas (cordilheiras). D) placas tectônicas. Estrutura Interna da Terra A estrutura interna da Terra é constituída por três camadas principais: a crosta, o manto e o núcleo. 02) Identifique no desenho o NÚCLEO, o MANTO e a CROSTA: Agentes Internos Modeladores do Relevo Os movimentos tectônicos são o principal agente interno modelador do relevo. O magma (manto) do interior do planeta realiza movimentos circulares, chamados de “células de convecção” e, essas células movimentam os gigantescos blocos rochosos sobre ele (figura ao lado). 03) Como as placas tectônicas se movem? A placa pode ser formada por partes continentais ou por parte de assoalho oceânico (figura ao lado). As placas contactam umas com as outras ao longo dos limites de placa, estando estes comumente associados a eventos geológicos como terramotos e a criação de elementos topográficos como cadeias montanhosas, vulcões e fossas oceânicas. A maioria dos vulcões ativos do mundo situa-se ao longo dos limites de placas, sendo a zona do Círculo de Fogo do Pacífico a mais conhecida e ativa. Limites e Movimentos Tectônicos São três os tipos de limites de placas, caracterizados pelo modo como as placas se deslocam umas relativamente às outras, aos quais estão associados diferentes tipos de fenómenos de superfície: Limites divergentes ou construtivos: ocorre quando as células de convecção tomam direções contrárias (figura I). Consequências: terremotos. http://pt.wikipedia.org/wiki/Terramoto http://pt.wikipedia.org/wiki/Cordilheira http://pt.wikipedia.org/wiki/Vulc%C3%A3o http://pt.wikipedia.org/wiki/Fossa_oce%C3%A2nica http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%ADrculo_de_Fogo_do_Pac%C3%ADfico Com o tempo (muito tempo), a placa sofre uma fratura, liberam o magma para a superfície, através de um vulcão de fissura. O magma espalha-se para as duas direções (conforme figuras II). Consequências: terremotos e vulcânismo de fissura. Com o tempo, a fratura afasta-se mais ainda, dando origem a dois continentes, e entre eles, forma-se um oceano. O assoalho oceânico continua sua expansão. Aquele magma inicial, hoje são basaltos. Consequências: terremotos, maremotos, vulcanismo de fissura, rochas de basalto, cordilheira mesoceânica e expansão do assoalho oceânico. Foi assim que América do Sul e África separaram-se. Nessa falha, temos uma cordilheira mesoatlântica, ativa até hoje. O país Islândia é o topo de umas das montanhas dessa cordilheira. 04) Como os continentes da América do Sul e da África separaram-se? Limites convergentes ou destrutivos: ocorre quando as células de convecção tomam a mesma direção, convergindo. Um placa empurra a outra, gerando tensões (figura I). Consequências: terremotos, maremotos e tsunamis. Com o tempo, a placa mais forte e mais densa (pesada) dobra a outra, gerando uma série de cordilheiras e vulcões cônicos (figuras II). Consequências: terremos, maremotos, tsunamis, vulcanismo cônico, cordilheiras e fossas marítimas. Foi assim que surgiu, por exemplo, a cordilheira dos Andes (imagem ao lado). 05) Como surgiu a cordilheira do Andes? As imagens anteriores mostram um assoalho oceânico e um continente. A próxima imagem apresentam um assoalho oceânico versus um assoalho oceânico. Consequências: terremos, maremotos, tsunamis, vulcanismo cônico, cordilheiras, fossas marítimas e ilhas oceânicas. Foi assim que surgiram, por exemplo, muitas ilhas oceânicas do Pacífico (imagem ao lado da Fossa do Japão – Japan Trench). A próxima imagem apresentam um continente versus um continente. Aqui, a placa menos densa sobe na outra, sem vulcanismo. Consequências: terremotos e cordilheiras. Foi assim que surgiu, por exemplo, a cordilheira do Himalaia (imagem ao lado). Limites transformantes ou conservativos: ocorrem quando as placas deslizam ou mais precisamente roçam uma na outra, ao longo de falhas transformantes. Com o tempo, é possível uma parte da placa desprender-se do continente. Acompanhe nas figuras, como se fossem vistas de cima, uma região dos Estados Unidos. http://pt.wikipedia.org/wiki/Falha_transformante Consequências: terremotos. Foi assim que surgiu a Falha de San Andreas (imagem ao lado). 06) Explique como se formou a Falha de San Andreas. 07) Identifique se o movimento tectônico é divergente, convergente ou conservativo: a) b) c) E nessa imagem, temos um resumo de todas as regiões com abalos sísmicos (em marrom) e com vulcões (triângulos vermelhos). Como podemos observar, o Brasil fica afastado de áreas de atividades tectônicas, por isso não temos terremotos tão significativos. 08) Observando o mapa anterior, explique por que o Brasil não sofre com o risco de vulcões ou terremotos significativos. Agentes Externos Modeladores do Relevo Os agentes externos modeladores do relevo sempre realizam três etapas de erosão: intemperismo (desgaste), suspensão (ou transporte) e deposição (sedimentação). 09) Quais são as três ações realizadas pelos agentes externos modeladores do relevo? Os agentes externos são: Erosão Eólica: é realizada de duas maneiras: por deflação e por corrosão. A deflação é uma forma de erosão eólica em que o vento varre a superfície do terreno, removendo os sedimentos ou detritos soltos. A corrosão é a erosão eólica mais violenta e ocorre quando o vento, carregado de partículas ou detritos em suspensão, desgasta por erosão as partes baixas de morros ou elevações, modelando o relevo e formando as chamadas tacas ou cogumelos. Erosão Fluvial: é feita no escavamento do leito dosrios e no modelado das vertentes, formando os principais tipos de vales, conforme a altitude do curso do rio. A acumulação fluvial forma planícies e ilhas em foz do tipo delta. Erosão Glaciária: a geleira desliza na declividade do terreno, alisando o relevo e, às vezes, escavando um vale glaciário, em forma de U, do tipo calha. Os sedimentos levados pela geleira são acumulados na parte mais baixa e plana do terreno, formando as morainas ou morenas. Isso aconteceu na Finlândia, chamada de "o país dos Lagos". Erosão Marinha: o trabalho destrutivo realizado pelas águas do mar é a erosão marinha, chamada também de abrasão. Ocorre nos litorais de costas altas (falésias) e é causada pela ação das ondas que desgastam as bases das falésias, provocando desabamentos e recuos do litoral. A acumulação marinha ocorre em costas baixas, formando praias e restingas. Erosão Pluvial: trabalho realizado pelas águas das chuvas, que atuam tanto na degradação da rocha quanto no transporte e deposição dos sedimentos em zonas mais baixas. Erosão Acelerada: causada pela ação humana e de outros seres vivos. Para construir casas, pontes, para produzir alimentos e bens que usam no seu dia a dia, os seres humanos modificam bastante a superfície terrestre. 10) Relacione a coluna dos agentes erosivos (externos) com a coluna de seus elementos: (A) Eólica ( ) Ser Humano (B) Fluvial ( ) Ventos (C) Glaciária ( ) Geleiras (D) Marinha ( ) Mar (E) Pluvial ( ) Rio (F) Acelerada ( ) Chuvas Relevo Brasileiro A imagem ao lado, resume as formas ou unidades de relevo existentes. Dessas unidades representadas na imagem, apenas as montanhas não encontramos no Brasil. A observação e o estudo das terras brasileiras revelam que as altitudes do nosso relevo são bem modestas. Predominam, em 58,5% do nosso território, as chamadas terras altas, com altitudes que variam entre 201 m e 1.200 m. As nossas terras altas são planaltos com colinas e regiões serranas. As terras baixas, com altitudes de até 200 m, ocupam 41% do nosso território: são as depressões e as planícies. Esta classificação de Jurandyr Ross (mapa anterior) utiliza fotos do projeto RADAM Brasil. O critério para análise relaciona formas estruturais, mais modelado do relevo. Nossas três unidades de relevo são: Planalto: ao contrário do que sugere o nome, é uma superfície irregular com altitude geralmente acima de 300 metros. É constituído por terreno antigo, em que os processos de erosão predominam sobre os de sedimentação. Pode ter morros, serras ou elevações íngremes de topo piano (chapadas). As unidades de planaltos estão em número de 11 e abrangem a maior parte do território brasileiro. Planície: superfície plana, geralmente com, no máximo, 100 metros de altitude. É formada pelo acúmulo recente de sedimentos movimentados pelas águas do mar, de rios ou de lagos. Na classificação de Ross, as planícies estão em menor número que os planaltos e as depressões. 11) Explique a diferença entre planalto e planície, dizendo quem sofre mais erosão e quem sofre mais acúmulo de sedimentos? Depressão: superfície entre 100 e 500 metros de altitude com suave inclinação, formada por prolongados processos de erosão. Trata-se de um rebaixamento do relevo em relação as áreas vizinhas. As unidades de depressão estão em número de 11 no Brasil. Todas as depressões brasileiras são do tipo relativas, acima do nível do mar e encaixadas entre relevos mais altos. Existem as depressões absolutas, abaixo do nível do mar, mas estas não existem no Brasil. Na figura a seguir, temos a diferença entre os tipos de depressões. 12) Diferencie uma depressão absoluta de uma depressão relativa. GABARITO 1) D 2) a) Núcleo; b) Manto; c) Crosta 3) O magma (manto) do interior do planeta realiza movimentos circulares, chamados de “células de convecção” e, essas células movimentam os gigantescos blocos rochosos sobre ele. 4) Com o limite divergente, onde as células de convecção tomaram direções contrárias, provocando uma fratura no continente. Com o tempo, a fratura afastou-se, dando origem a dois continentes (América do Sul e África). 5) Com o limite convergente, onde as células de convecção tomam a mesma direção, convergindo. Isso provoca um choque entre as placas tectônicas, formando uma série de montanhas na borda de uma das placas (a cordilheiras). 6) Com o limite transformante, quando as placas deslizam ou mais precisamente roçam uma na outra. 7) a) Conservativo; b) Divergente; c) Convergente 8) O Brasil fica afastado de áreas de atividades tectônicas. 9) São intemperismo (desgaste), suspensão (ou transporte) e deposição (sedimentação). 10) F – A – C – D – B – E 11) O planalto é uma unidade de relevo que sofre mais desgaste do que deposição, enquanto a planície sofre mais deposição do que desgaste. 12) A depressão absoluta fica abaixo do nível do mar, enquanto a relativa está acima do nível do mar.