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QUESTÕES REVISÃO BARROCO E ARCADISMO

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Leia o soneto XLVI, de Cláudio Manuel da Costa (1729-1789), para responder à(s) questão(ões) a seguir.
No soneto, o menino e a avezinha, mencionados na primeira estrofe, são comparados, respectivamente,
a) ao eu lírico e a Lise.
b) a Lise e ao eu lírico.
c) ao desatino e ao eu lírico.
d) ao desatino e à liberdade.
e) a Lise e à liberdade.

Para responder à(s) questão(ões) a seguir, considere o texto abaixo:
A referência ao poeta latino Virgílio faz lembrar que
a) entre os nossos poetas românticos, os ideais clássicos ganharam novo alento.
b) Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga opuseram-se aos artif ícios clássicos.
c) as lutas nacionalistas do século XIX deveram muito aos pensadores do Classicismo.
d) a religiosidade medieval incorporou-se às lutas libertárias do século XVIII.
e) nossos árcades e inconfidentes mostraram-se sensíveis aos valores da poesia clássica.

Leia o soneto abaixo, de Gregório de Matos Guerra, para responder à questão.
A leitura atenta do texto permite afirmar que
a) se trata de soneto em versos decassílabos e que, portanto, escapa, em alguma medida, à forma e à temática do Barroco.
b) a temática da mitologia clássica – Amor, ou Eros, presente nos dois primeiros quartetos – é o que caracteriza o soneto acima como Barroco.
c) a recorrência do pronome “quem”, ao longo dos dois primeiros quartetos, que culmina na última estrofe, revela as contradições típicas do Barroco.
d) o fato de o eu lírico dirigir-se a “Fábio” e de fazer-lhe recomendações, na forma de soneto, assevera sua matriz contraditória e, portanto, barroca.
e) a oposição entre fazer apenas o possível, de um lado, e fazer o impossível, de outro, confere feição barroca ao poema, pontilhando-o de antíteses.

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Leia o soneto XLVI, de Cláudio Manuel da Costa (1729-1789), para responder à(s) questão(ões) a seguir.
No soneto, o menino e a avezinha, mencionados na primeira estrofe, são comparados, respectivamente,
a) ao eu lírico e a Lise.
b) a Lise e ao eu lírico.
c) ao desatino e ao eu lírico.
d) ao desatino e à liberdade.
e) a Lise e à liberdade.

Para responder à(s) questão(ões) a seguir, considere o texto abaixo:
A referência ao poeta latino Virgílio faz lembrar que
a) entre os nossos poetas românticos, os ideais clássicos ganharam novo alento.
b) Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga opuseram-se aos artif ícios clássicos.
c) as lutas nacionalistas do século XIX deveram muito aos pensadores do Classicismo.
d) a religiosidade medieval incorporou-se às lutas libertárias do século XVIII.
e) nossos árcades e inconfidentes mostraram-se sensíveis aos valores da poesia clássica.

Leia o soneto abaixo, de Gregório de Matos Guerra, para responder à questão.
A leitura atenta do texto permite afirmar que
a) se trata de soneto em versos decassílabos e que, portanto, escapa, em alguma medida, à forma e à temática do Barroco.
b) a temática da mitologia clássica – Amor, ou Eros, presente nos dois primeiros quartetos – é o que caracteriza o soneto acima como Barroco.
c) a recorrência do pronome “quem”, ao longo dos dois primeiros quartetos, que culmina na última estrofe, revela as contradições típicas do Barroco.
d) o fato de o eu lírico dirigir-se a “Fábio” e de fazer-lhe recomendações, na forma de soneto, assevera sua matriz contraditória e, portanto, barroca.
e) a oposição entre fazer apenas o possível, de um lado, e fazer o impossível, de outro, confere feição barroca ao poema, pontilhando-o de antíteses.

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Simulado 
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
 
Leia o soneto XLVI, de Cláudio Manuel da Costa (1729-1789), para responder à(s) questão(ões) a seguir.
 
Não vês, Lise, brincar esse menino
Com aquela avezinha? Estende o braço,
Deixa-a fugir, mas apertando o laço,
A condena outra vez ao seu destino.
 
Nessa mesma figura, eu imagino,
Tens minha liberdade, pois ao passo
Que cuido que estou livre do embaraço,
Então me prende mais meu desatino.
 
Em um contínuo giro o pensamento
Tanto a precipitar-me se encaminha,
Que não vejo onde pare o meu tormento.
 
Mas fora menos mal esta ânsia minha,
Se me faltasse a mim o entendimento,
Como falta a razão a esta avezinha.
 
(Domício Proença Filho (org.). A poesia dos inconfidentes, 1996.)
 
 
1.   No soneto, o menino e a avezinha, mencionados na primeira estrofe, são comparados, respectivamente,
a) ao eu lírico e a Lise.   
b) a Lise e ao eu lírico.   
c) ao desatino e ao eu lírico.   
d) ao desatino e à liberdade.   
e) a Lise e à liberdade.   
 
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
Para responder à(s) questão(ões) a seguir, considere o texto abaixo:
 
Finalmente, a bandeira. Tiradentes propôs que fosse adotado o triângulo representando a Santíssima Trindade, com alusão às cinco chagas de Cristo crucificado, presente nas armas portuguesas. Já Alvarenga propôs a imagem de um índio quebrando os grilhões do colonialismo, com a inscrição “Libertas quae sera tamen” (Liberdade, ainda que tardia), do poeta latino Virgílio, e que foi adotada e consagrada.
 
(MOTA, Carlos Guilherme e LOPEZ, Adriana. História do Brasil: uma interpretação.
São Paulo, Ed. 34, 2015, 4. ed. p. 261)
 
 
 
2.   A referência ao poeta latino Virgílio faz lembrar que
a) entre os nossos poetas românticos, os ideais clássicos ganharam novo alento.   
b) Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga opuseram-se aos artifícios clássicos.   
c) as lutas nacionalistas do século XIX deveram muito aos pensadores do Classicismo.   
d) a religiosidade medieval incorporou-se às lutas libertárias do século XVIII.   
e) nossos árcades e inconfidentes mostraram-se sensíveis aos valores da poesia clássica.   
  
 
 
 
3.   Leia o soneto abaixo, de Gregório de Matos Guerra, para responder à questão.
 
Fábio: que pouco entendes de finezas:
Quem faz só o que pode, a pouco se obriga
Quem contra os impossíveis se fatiga,
a esse cede o Amor em mil 1ternezas.
 
Amor comete sempre altas empresas:
Pouco amor, muita sede não mitiga:
Quem impossíveis vence, esse é que instiga
vencer por ele muitas estranhezas.
 
As durezas da cera, o Sol abranda,
a da terra as branduras endurece:
Atrás do que resiste, o raio é que anda.
 
Quem vence a resistência, se enobrece:
Quem faz o que não pode, impera e manda:
Quem faz mais do que pode, esse merece.
 
1ternezas: ternuras
 
GUERRA, Gregório de Matos. A um namorado, que se presumia de obrar finezas. In: HOLANDA, Sérgio Buarque de. Antologia dos Poetas Brasileiros da Fase Colonial. São Paulo: Perspectiva, 1979. p.65-66.
 
 
A leitura atenta do texto permite afirmar que
a) se trata de soneto em versos decassílabos e que, portanto, escapa, em alguma medida, à forma e à temática do Barroco.   
b) a temática da mitologia clássica – Amor, ou Eros, presente nos dois primeiros quartetos – é o que caracteriza o soneto acima como Barroco.   
c) a recorrência do pronome “quem”, ao longo dos dois primeiros quartetos, que culmina na última estrofe, revela as contradições típicas do Barroco.   
d) o fato de o eu lírico dirigir-se a “Fábio” e de fazer-lhe recomendações, na forma de soneto, assevera sua matriz contraditória e, portanto, barroca.   
e) a oposição entre fazer apenas o possível, de um lado, e fazer o impossível, de outro, confere feição barroca ao poema, pontilhando-o de antíteses.   
 
Gabarito:  
 
 
Resposta da questão 1:
 [B]
 
No soneto, Lise age em relação ao eu lírico da mesma forma que o menino age com a avezinha, isto é, como dona da liberdade daquele que a ama. Se a avezinha está presa fisicamente aos caprichos do menino, o eu lírico está preso sentimentalmente a Lise.  
 
Resposta da questão 2:
 [E]
 
O Arcadismo, ou Neoclassicismo, é a retomada de valores clássicos greco-romanos; é esperado, portanto, que se recorra à poesia clássica, a exemplo de Virgílio, para escrever a bandeira representativa do movimento inconfidente.  
 
Resposta da questão 3:
 [E]
 
O Barroco foi caracterizado, sobretudo, pelo conflito. Assim, era comum observar nos poemas várias antíteses, que demarcam justamente uma oposição. Nesse soneto de Gregório de Matos podemos observar uma oposição entre as ideias de fazer apenas o possível e de fazer o impossível. Assim, o poeta constrói essa oposição a partir das estruturas “quem faz só o que pode” e “quem contra os impossíveis se fatiga” e cria variações destas ao longo do poema. Esse conflito confere justamente uma feição barroca ao poema.

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