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Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do 
Estado de São Paulo – Lei nº 10.261/68 
Curso: Direito Administrativo 
Professor: Jonatas Albino do Nascimento 
Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas 
Professor Jonatas Albino do Nascimento 
 
 
 
Professor Jonatas Albino do Nascimento 2 de 58 
www.exponencialconcursos.com.br 
 
Olá, pessoal! 
É com imensa satisfação que lançamos o curso de Direito 
Administrativo: Deveres dos Servidores Públicos - TJ SP (Contador 
Judiciário) – Teoria e Questões no Exponencial Concursos. 
Vamos nos apresentar! 
Meu nome é Jonatas Albino, sou Agente Fiscal de Rendas do Estado de 
São Paulo (ICMS/SP), professor do Exponencial Concursos e de cursinhos 
preparatórios presenciais em Marília, São Paulo. 
Caso esse seja nosso primeiro contato, faço uma breve apresentação 
sobre a mim para que nos conheçamos melhor. 
Minha vida de concurseiro começou logo cedo, quando decidi que queria 
ser Oficial de carreira do Exército Brasileiro. Era o ano de 2005 e morava em 
Boa Vista-RR. Por não ter confiança nos cursos preparatórios lá disponíveis, 
encarei a preparação por conta própria por meio de uma boa bibliografia e 
muitas horas de estudos. A receita era boa e o resultado apareceu: 14º 
colocado para a Escola Preparatória de Cadetes do Exército, 1º colocado no 
vestibular para Ciências da Computação na UFRR e 1º colocado para a Escola 
de Especialistas da Aeronáutica. 
Passados aproximadamente 8 anos no Exército Brasileiro, já como 1º 
tenente, decidi que queria uma carreira diferente, apontando meus esforços 
para a área fiscal. Mais uma vez, agora pela impossibilidade de conciliar aulas 
presenciais com a rotina exaustiva na caserna, optei pela tática já antes 
utilizada: bom material e muitas horas de estudo. O resultado veio 
relativamente rápido: após um ano e meio de preparação fui aprovado para o 
concurso para a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, vulgarmente 
conhecido como ICMS-SP, onde estou até hoje, mais precisamente na cidade 
de Marília, como dito anteriormente. 
 Vamos fazer uma passagem pela metodologia do curso! 
O curso será composto por 02 aulas (contando com a demonstrativa), 
cuja divulgação obedecerá ao cronograma da página 4. A estrutura das aulas 
será assim: 
 Teoria 
Caro aluno, o melhor material para concursos não é o mais extenso, mas 
o que te faça aprender corretamente e de forma rápida. Vale lembrar que o 
foco é passar na prova e não se formar em direito, ok? Com esse foco, nosso 
curso será extremamente objetivo, ensinando tudo o que você precisa 
saber, sem doutrinas e divagações desnecessárias. A ideia é valorizar o seu 
tempo. 
APRESENTAÇÃO 
Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas 
Professor Jonatas Albino do Nascimento 
 
 
 
Professor Jonatas Albino do Nascimento 3 de 58 
www.exponencialconcursos.com.br 
Por isso, vamos apresentar diversos esquemas, fluxogramas, tabelas 
comparativas, pequenos resumos, sublinhados, entre outras ferramentas para 
potencializar seu aprendizado. 
Aqui vamos explicar uma coisa: vamos preparar o curso de forma que 
os destaques, as cores, os negritos e os sublinhados sirvam para que vocês 
possam fazer uma leitura dinâmica de forma que seja suficiente para resgatar 
o conhecimento do assunto objeto da leitura, permitindo as revisões mais 
rápidas após a leitura inicial do curso. 
 Questões 
Faremos MUITAS questões, das principais bancas do país (CESPE, FCC, 
FVG, ESAF, entre outras). 
Procuraremos também extrair o máximo de conhecimento de cada 
questão resolvida, assinalando o item incorreto. 
Aqui gostaria de detalhar alguns pontos importantes: 
 Iremos colocar questões também na parte teórica para quebrar um 
pouco o ritmo, aumentar a dinâmica do estudo e também para ajudar 
na fixação do conteúdo. 
 Vamos colocar as questões com o gabarito no final sem os comentários 
para facilitar no treinamento. 
 Quando tivermos algum assunto que ainda não foi cobrado em provas 
anteriores (ou que tenha sido pouco cobrado) criaremos algumas 
questões no estilo da banca para que vocês não sejam pegos 
desprevenidos. 
Nos comentários iniciais das aulas vamos conversar com vocês dando 
várias dicas, principalmente sobre técnicas de estudo. E para iniciar, lá vai a 
dica inicial: planejamento! 
 Por isso, principalmente se você ainda está conhecendo o “mundo dos 
concursos”, considere ser conduzido por um dos coachs do Exponencial. 
 
 
Aproveito para convidar você para 
curtir minha página no Instagram, por onde 
mantenho contato com meus alunos. 
Prof_Jonatas_Albino 
 
Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas 
Professor Jonatas Albino do Nascimento 
 
 
 
Professor Jonatas Albino do Nascimento 4 de 58 
www.exponencialconcursos.com.br 
 
Aula Conteúdo 
00 
2. Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo (Lei nº 
10.261/68) – artigos 239 a 307, com as alterações vigentes até a publicação 
deste edital. 
01 3. Lei Federal 8.429/92 (Lei de Improbidade Administrativa) artigos 1º ao 
11º, com as alterações vigentes até a publicação deste edital. 
 
*Confira o cronograma de liberação das aulas no site do 
Exponencial Concursos, na página do curso. 
 
Durante o curso, estabeleceremos contato por meio do Fórum, onde 
serão trabalhadas as dúvidas. 
Vamos em frente! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas 
Professor Jonatas Albino do Nascimento 
 
 
 
Professor Jonatas Albino do Nascimento 5 de 58 
www.exponencialconcursos.com.br 
 
 Hoje enfrentaremos as disposições específicas relativas ao Estatuto dos 
Funcionários Civis do Estado de São Paulo. Como me diziam quando eu estava 
no Exército antes de ir para operações de campo onde iam me ralar: “deixe a 
alma no armário e venha só com o corpo!” kkkk 
 Assustei, né? Deixando a brincadeira de lado, se trata de tema que nos 
dará trabalho para ser enfrentado, uma vez que traz muitos detalhes e prazos 
para serem memorizados. Destaco o termo porque infelizmente é isso 
mesmo. 
 Porém, em matérias assim temos algo a nosso favor. Quando estamos 
em preparação séria, as matérias mais complicadas vêm para nos ajudar, 
porque elas não dão espaço para aventureiros. 
 Antes de começar, são importantes algumas considerações para o 
melhor aproveitamento da aula. 
 Primeiramente, as provas das matérias de legislação, dentre as quais 
essa se encontra, costumam pegar pesado na literalidade da lei. Justamente 
por isso, teremos várias reproduções do texto legal. Antes que rolem alguns 
tomates da minha direção, não se trata de preguiça ou má vontade. 
Absolutamente. Vocês precisam ter contato com a letra da lei. Obviamente a 
aula não se trata de reprodução da lei, portanto serão feitos vários 
comentários, principalmente a respeito de trechos menos claros ou que sejam 
alvo de alguma discussão ou dúvida. 
 Alguns artigos de menor importância não constarão da aula, uma vez 
que precisamos nos preocupar com o que há de mais importante. No entanto, 
é importante que você faça leituras do estatuto “seco”, como costumam dizer. 
Aconselho uma que você faça leituras diárias, mas curtas. Por exemplo, 10 0u 
15 artigos por vez. Dessa forma irá bater todos os artigos várias vezes sem 
ter uma leitura muito cansativa. 
 Para a leitura no site da ALESP, procure o texto compilado da Lei nº 
10.261/68, que trará as respectivas alterações realizadas com o passar do 
tempo. 
 Então é isso. Qualquer coisa, chamem no Fórum. Abraço e bons 
estudos! 
 
 
 
 
CONSIDERAÇÕES INICIAIS 
Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas 
Professor Jonatas Albino do Nascimento 
 
 
 
Professor Jonatas Albino do Nascimento 6 de 58 
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Sumário 
1 – Do Direito de Petição ..................................................................... 7 
2 – Dos Deveres ...................................................................................8 
3 – Das Proibições ............................................................................. 10 
4 – Das Responsabilidades ................................................................ 13 
5 – Das Penalidades ........................................................................... 16 
6 – Das Providências Preliminares ..................................................... 22 
7 - Do Processo Disciplinar ................................................................ 24 
7.1 – Sindicância ............................................................................. 24 
7.2 – Processo Administrativo ........................................................... 25 
8 – Questões Comentadas ................................................................. 31 
8 – Listas de exercícios ...................................................................... 50 
9 – Gabarito ....................................................................................... 58 
10 – Referencial Bibliográfico ............................................................ 58 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESTATUTO DOS FUNCIONÁRIOS CIVIS DO ESTADO DE SÃO PAULO 
Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas 
Professor Jonatas Albino do Nascimento 
 
 
 
Professor Jonatas Albino do Nascimento 7 de 58 
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 Iniciamos nosso estudo pelo direito de petição. São apenas dois artigos, 
que já foram cobrados em prova. 
 O direito de petição é garantido na CF/88, posterior ao estatuto que 
agora estudamos. Mas vejamos as disposições que nos interessam agora. 
Artigo 239 - É assegurado a qualquer pessoa, física ou jurídica, 
independentemente de pagamento, o direito de petição contra ilegalidade 
ou abuso de poder e para defesa de direitos. 
§ 1º - Qualquer pessoa poderá reclamar sobre abuso, erro, omissão ou 
conduta incompatível no serviço público. 
§ 2º - Em nenhuma hipótese, a Administração poderá recusar-se a 
protocolar, encaminhar ou apreciar a petição, sob pena de responsabilidade 
do agente. 
 
 
Qualquer pessoa física ou jurídica poderá exercer o direito, que não 
poderá ser condicionado por pagamento. 
 O direito de petição é uma arma do cidadão contra eventuais condutas 
impróprias por parte de agentes públicos, conforme pudemos depreender dos 
parágrafos do artigo acima. 
 Agora vamos ao artigo 240, que é específico ao servidor. 
Artigo 240 - Ao servidor é assegurado o direito de requerer ou 
representar, bem como, nos termos desta lei complementar, pedir 
reconsideração e recorrer de decisões, no prazo de 30 (trinta) dias, 
salvo previsão legal específica. 
 
Decore principalmente o requerer e representar, pois eles poderão ser 
usados para te confundir na hora da prova, sem deixar de lado a 
Pessoa 
física ou 
jurídica
Independe 
de 
pagamento
Combater 
abuso, erro, 
omissão, 
conduta 
incompatível
Obrigatoriedade 
de protocolo
1 – Do Direito de Petição 
Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas 
Professor Jonatas Albino do Nascimento 
 
 
 
Professor Jonatas Albino do Nascimento 8 de 58 
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reconsideração e a possibilidade de recorrer de decisões, tudo no prazo de 30 
dias. 
 
 
 
 
 
Seguindo em frente, vamos aos deveres previstos no Estatuto. Vamos 
ao artigo 241 e a alguns comentários pertinentes para os incisos, quando for o 
caso. 
Artigo 241 - São deveres do funcionário: 
I - ser assíduo e pontual; 
 O presente inciso nos traz dois conceitos. O primeiro, assiduidade, 
refere-se à frequência, à qualidade do servidor que se faz presente ao seus 
compromissos. Já a pontulidade é englobada pela assiduidade, uma vez que 
diz respeito ao cumprimento de horários, pressupondo o comparecimento do 
servidor aos seus compromissos. 
 
II - cumprir as ordens superiores, representando quando forem 
manifestamente ilegais; 
 O presente inciso traz o dever, não só de não obedecer às ordens 
superiores no caso de manifesta ilegalidade, mas de representar no caso de 
manifestamente ilegais. 
 
III - desempenhar com zêlo e presteza os trabalhos de que fôr 
incumbido; 
IV - guardar sigilo sobre os assuntos da repartição e, especialmente, 
sobre despachos, decisões ou providências; 
 No exercício de suas atribuições o servidor terá acesso a informações 
única e exclusivamente atinentes às suas atribuições que deverão ser 
mantidas em sigilo. Aqui, além da infração administrativa, teremos também o 
SERVIDOR
Requerer Representar Pedir reconsideração
Recorrer de 
decisões
2 – Dos Deveres 
Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas 
Professor Jonatas Albino do Nascimento 
 
 
 
Professor Jonatas Albino do Nascimento 9 de 58 
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crime de violação de sigilo profissional, que foge ao nosso interesse no 
momento. 
 
V - representar aos superiores sobre todas as irregularidades de que 
tiver conhecimento no exercício de suas funções; 
 O presente inciso é abrangente, de forma que faz com que o servidor 
represente qualquer irregularidade de que tenha conhecimento, mesmo que 
ele não esteja diretamente prejudicado ou envolvido. 
 
VI - tratar com urbanidade os companheiros de serviço e as partes; 
 Entenda-se urbanidade aqui como respeito, com que deverão ser 
tratados os companheiros de trabalho e outras pessoas com quem o servidor 
conviva no exercício de suas atribuições. 
 
VII - residir no local onde exerce o cargo ou, onde autorizado; 
 Regra interessante para ser cobrada no concurso. Para morar em 
município diferente de onde o servidor trabalha, deverá estar autorizado pela 
autoridade competente. 
 
VIII - providenciar para que esteja sempre em ordem, no 
assentamento individual, a sua declaração de família; 
 Assentamento individual são documentos sobre seu histórico 
profissional em poder do instituição para a qual o servidor trabalha. Lá deverá 
constar corretamente a descrição do núcleo familiar integrado pelo servidor, 
constando quem são seus dependentes. 
 
IX - zelar pela economia do material do Estado e pela conservação do 
que fôr confiado à sua guarda ou utilização; 
X - apresentar-se convenientemente trajado em serviço ou com 
uniforme determinado, quando fôr o caso; 
XI - atender prontamente, com preferência sobre qualquer outro 
serviço, às requisições de papéis, documentos, informações ou 
providências que lhe forem feitas pelas autoridades judiciárias ou 
administrativas, para defesa do Estado, em Juízo; 
 O objetivo desse inciso é conferir precedência às atividades das quais 
dependam a defesa do Estado em Juízo. 
XII - cooperar e manter espírito de solidariedade com os companheiros 
de trabalho; 
Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas 
Professor Jonatas Albino do Nascimento 
 
 
 
Professor Jonatas Albino do Nascimento 10 de 58 
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XIII - estar em dia com as leis, regulamentos, regimentos, instruções e 
ordens de serviço que digam respeito às suas funções; e 
 Decorrência do princípio da legalidade estrita, previsto no caput do 
artgio 37 da Constituição Federal. 
 
XIV - proceder na vida pública e privada na forma que dignifique a 
função pública. 
 A conduta da vida particular do servidor poderá ensejar punição 
disciplinar. 
 
 
 Conforme feito anteriormente, vamos aos dispositivos legais de 
interesse, com os respectivos comentários, quando for o caso. 
Artigo 242 - Ao funcionário é proibido: 
I - referir-se depreciativamente, em informação, parecer ou despacho 
ou pela imprensa, ou qualquer meio de divugação, às autoridades 
constituídas e aos atos da Administração, podendo, porém, em trabalho 
devidamente assinado, apreciá-los sob o aspecto doutrinário e da 
organização e eficiência do serviço; 
 O inciso traz a probição a referências depreciativas às autoridades e 
atos da Administração. A norma abarca, inclusive redes sociais, uma vez que 
cita “qualquer meio”. No entanto, no final do inciso, há areferência à 
possibilidade de apreciação, devidamente assinada, de aspectos 
intrinsecamente ligados ao serviço. 
 
II - retirar, sem prévia permissão da autoridade competente, qualquer 
documento ou objeto existente na repartição; 
 A desobediência do presente dispositivo enseja crime de peculato, 
previsto no Código Penal. 
 
III - entreter-se, durante as horas de trabalho, em palestras, leituras 
ou outras atividades estranhas ao serviço; 
 Esse dispositivo tem o intuito de fazer com que servidor fique à 
disposição do serviço público enquanto no horário e local de trabalho. 
 
 
IV - deixar de comparecer ao serviço sem causa justificada; 
V - tratar de interesses particulares na repartição; 
3 – Das Proibições 
Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas 
Professor Jonatas Albino do Nascimento 
 
 
 
Professor Jonatas Albino do Nascimento 11 de 58 
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VI - promover manifestações de apreço ou desapreço dentro da 
repartição, ou tornar-se solidário com elas; 
 Essa probição tem o intuito de evitar a existência do “puxa-saco” e 
também do sujeito que procura falar mal dos outros, assim como os que a eles 
se associam. 
 
VII - exercer comércio entre os companheiros de serviço, promover ou 
subscrever listas de donativos dentro da repartição; e 
VIII - empregar material do serviço público em serviço particular. 
 Os recursos da repartição pública devem ser utilizadas única e 
exclusivamente em prol do interesse público. 
 
Artigo 243 - É proibido ainda, ao funcionário: 
I - fazer contratos de natureza comercial e industrial com o Governo, 
por si, ou como representante de outrem; 
 Esse dispositivo se alinha com a Lei de Licitações – Lei nº 8.666/90. 
Obviamente, há os casos de dispensa e inexigibilidade, que serão vistos mais 
à frente. 
 
II - participar da gerência ou administração de empresas bancárias ou 
industriais, ou de sociedades comerciais, que mantenham relações 
comerciais ou administrativas com o Governo do Estado, sejam por 
este subvencionadas ou estejam diretamente relacionadas com a 
finalidade da repartição ou serviço em que esteja lotado; 
 Essa norma visa evitar um conflito de interesses, uma vez que o 
indivíduo que participa de empresa privada tenderá a maximizar o seu lucro, o 
que poderia acarretar problemas para o interesse público. 
 
III - requerer ou promover a concessão de privilégios, garantias de 
juros ou outros favores semelhantes, federais, estaduais ou 
municipais, exceto privilégio de invenção própria; 
 Esse inciso procura trazer ao Estatuto norma decorrente do princípio da 
moralidade, não podendo o servidor procurar favores para si, seja qual for sua 
natureza. O termo invenção própria se refere a eventual invenção 
propriamente dita do servidor que seja protegida por lei, podendo ele dela 
usufruir economicamente. 
 
IV - exercer, mesmo fora das horas de trabalho, emprego ou função em 
empresas, estabelecimentos ou instituições que tenham relações com o 
Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas 
Professor Jonatas Albino do Nascimento 
 
 
 
Professor Jonatas Albino do Nascimento 12 de 58 
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Governo, em matéria que se relacione com a finalidade da repartição 
ou serviço em que esteja lotado; 
 Conforme dito anterioemente, mais uma vez o Estatuto procura impedir 
o conflito de interesses, que poderia trazer prejuízo ao serviço público. 
 
V - aceitar representação de Estado estrangeiro, sem autorização do 
Presidente da República; 
VI - comerciar ou ter parte em sociedades comerciais nas condições 
mencionadas no item II deste artigo, podendo, em qualquer caso, ser 
acionista, quotista ou comanditário; 
 Esse inciso deve ser interpretado com o inciso II, de forma que o 
servidor poderá ser acionista de sociedades comerciais que mantenham 
relações comerciais com o Governo (“em qualquer caso”). 
 
VII - incitar greves ou a elas aderir, ou praticar atos de sabotagem 
contra o serviço público; 
O artigo 37, VII, da CF/88, concede ao servidor o direito de greve. A 
presente norma, portanto, está em desacordo com a Constituição. 
 
VIII - praticar a usura; 
 Essa é a proibição à agiotagem, em termos populares. 
 
IX - constituir-se procurador de partes ou servir de intermediário 
perante qualquer repartição pública, exceto quando se tratar de 
interesse de cônjuge ou parente até segundo grau; 
 Aqui também ocorre o crime de advocacia administrativa, no caso de 
desobediência ao presente inciso. Para sabermos o grau de parentesco, 
acompanhe o seguinte raciocínio: desenhando a árvore genealógica do 
servidor no papel, quantas “casas” temos que andar para chegar até o sujeito 
que teve o direito defendido? Esse é o grau. O neto por exemplo é parente de 
segundo grau, pois, primeiramente temos o filho. 
 
X - receber estipêndios de firmas fornecedoras ou de entidades 
fiscalizadas, no País, ou no estrangeiro, mesmo quando estiver em 
missão referente à compra de material ou fiscalização de qualquer 
natureza; 
 Entenda estipêndio como qualquer forma de pagamento. De acordo com 
a situação pode haver o enquadramento no crime de corrupção passiva, 
podendo ensejar perda do cargo. 
 
Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas 
Professor Jonatas Albino do Nascimento 
 
 
 
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XI - valer-se de sua qualidade de funcionário para desempenhar 
atividade estranha às funções ou para lograr, direta ou indiretamente, 
qualquer proveito; e 
 Aqui temos a proibição da famosa “carteirada”. 
 
XII - fundar sindicato de funcionários ou deles fazer parte. 
Temos aqui mais regra inconstitucional, mais especificamente em 
desacordo com o artigo 37, inciso VI. 
 
Parágrafo único - Não está compreendida na proibição dos itens II e VI 
deste artigo, a participação do funcionário em sociedades em que o 
Estado seja acionista, bem assim na direção ou gerência de 
cooperativas e associações de classe, ou como seu sócio. 
Artigo 244 - É vedado ao funcionário trabalhar sob as ordens imediatas 
de parentes, até segundo grau, salvo quando se tratar de função de 
confiança e livre escolha, não podendo exceder a 2 (dois) o número de 
auxiliares nessas condições. 
 Entende a jurisprudência que a proibição do artigo 244 engloba os 
cargos em comissão, de forma que a exceção prevista na parte final do artigo 
não pode ser aplicada. 
 
 
 Primeiramente cumpre-nos fazer algumas distinções quanto a espécies 
de responsabilidades. 
1) Responsabilidade cível: ligada a indenizar eventual prejuízo causado, 
mediante indenização; 
2) Responsabilidade administrativa: mediante processo administrativo, 
o servidor poderá ser sancionado por ter atuado de forma incondizente 
com suas obrigações; e 
3) Responsabilidade penal: responderá penalmente o servidor que 
praticar ato tipificado em lei como crime. 
 
É interessante ressaltar que essas responsabilidades podem ocorrer de 
forma simultânea ao servidor. Isso, no entanto, não significa repetição da 
punição, mas punições em esferas diferentes. 
4 – Das Responsabilidades 
Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas 
Professor Jonatas Albino do Nascimento 
 
 
 
Professor Jonatas Albino do Nascimento 14 de 58 
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Vamos então ao Estatuto: 
Artigo 245 - O funcionário é responsável por todos os prejuízos que, 
nessa qualidade, causar à Fazenda Estadual, por dolo ou culpa, 
devidamente apurados. 
 
O caput do artigo 245 está em consonância do artigo 37, parágrafo 
sexto, que concede ao Poder Público direito de regresso no caso de prejuízo 
causado pelo servidor que tenha agido com dolo ou culpa. 
O restante do artigo 245 traz disposições específicas que causam 
responsabilidade, porém autoexplicativas. Leitura a seguir. 
Parágrafo único - Caracteriza-se especialmente a responsabilidade: 
I - pela sonegação de valores e objetos confiadosà sua guarda ou 
responsabilidade, ou por não prestar contas, ou por não as tomar, na 
forma e no prazo estabelecidos nas leis, regulamentos, regimentos, 
instruções e ordens de serviço; 
II - pelas faltas, danos, avarias e quaisquer outros prejuízos que 
sofrerem os bens e os materiais sob sua guarda, ou sujeitos a seu 
exame ou fiscalização; 
III - pela falta ou inexatidão das necessárias averbações nas notas de 
despacho, guias e outros documentos da receita, ou que tenham com 
eles relação; e 
IV - por qualquer erro de cálculo ou redução contra a Fazenda 
Estadual. 
 
O artigo 246 traz hipótese de desobediência à Lei de Licitações. 
Artigo 246 - O funcionário que adquirir materiais em desacordo com 
disposições legais e regulamentares será responsabilizado pelo 
respectivo custo, sem prejuízo das penalidades disciplinares cabíveis, 
podendo-se proceder ao desconto no seu vencimento ou remuneração. 
 
Responsabilidade
Penal Cível Administrativa
Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas 
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Professor Jonatas Albino do Nascimento 15 de 58 
www.exponencialconcursos.com.br 
O artigo 247 traz norma sobre eventual desfalque causado pelo servidor, 
mesmo que por omissão. Seria o caso, por exemplo, de situação em que o 
servidor recebe erroneamente o triplo do que lhe é devido em termos de 
vencimentos. Nesses casos e em outros que possam ser enquadrados no 
artigo citado, a devolução deve ocorrer de uma só vez. 
Artigo 247 - Nos casos de indenização à Fazenda Estadual, o 
funcionário será obrigado a repor, de uma só vez, a importância do 
prejuízo causado em virtude de alcance, desfalque, remissão ou 
omissão em efetuar recolhimento ou entrada nos prazos legais. 
 
 Fora dos casos previstos no artigo 247, a reposição poderá ser 
descontada do vencimento ou remuneração em até 10 % do vencimento ou 
remuneração do servidor, conforme 248. 
 A diferença basilar entre os artigos 247 e 248 reside em torno da boa 
ou má-fé, sendo esta última referente aos casos do artigo 247. 
O artigo 248, parágrafo único, faz referência ao inciso IV do artigo 245, 
abaixo transcrito. Vamos relembrar o inciso para entender o artigo 248. 
Artigo 245 (...) 
IV - por qualquer erro de cálculo ou redução contra a Fazenda Estadual. 
Artigo 248 - Fora dos casos incluídos no artigo anterior, a importância da 
indenização poderá ser descontada do vencimento ou remuneração não 
excedendo o desconto à 10ª (décima) parte do valor destes. 
 
Artigo 248 (...) 
Parágrafo único - No caso do item IV do parágrafo único do artigo 245, 
não tendo havido má-fé, será aplicada a pena de repreensão e, na 
reincidência, a de suspensão. 
 Em seguida, temos o comando do artigo 249. 
Artigo 249 - Será igualmente responsabilizado o funcionário que, fora 
dos casos expressamente previstos nas leis, regulamentos ou 
regimentos, cometer a pessoas estranhas às repartições, o 
desempenho de encargos que lhe competirem ou aos seus 
subordinados. 
 
Conforme dito anteriormente, o servidor poderá responder em várias 
esferas pelo mesmo fato. 
Artigo 250 - A responsabilidade administrativa não exime o funcionário 
da responsabilidade civil ou criminal que no caso couber, nem o 
pagamento da indenização a que ficar obrigado, na forma dos artigos 
247 e 248, o exame da pena disciplinar em que incorrer. 
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RODA: Remissão, Omissão, Desfalque ou Alcance
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No entanto, importante destacar que, caso haja absolvição na esfera 
penal por 1) negativa de autoria ou 2) inocorrência do crime, haverá 
reflexo nas demais esferas (cível e administrativa), sendo o servidor eximido 
de qualquer encargo pelo fato. 
Ainda, o processo administrativo poderá ter seu andamento suspenso 
pela autoridade competente para aplicação da pena no caso em apuração. 
Abaixo, a reprodução dos parágrafos do artigo 250, que respaldam as 
últimas informações aqui expostas. É sempre válida a leitura. 
Artigo 250 (...) 
§ 1º - A responsabilidade administrativa é independente da civil e da criminal. 
§ 2º - Será reintegrado ao serviço público, no cargo que ocupava e com todos 
os direitos e vantagens devidas, o servidor absolvido pela Justiça, mediante 
simples comprovação do trânsito em julgado de decisão que negue a existência 
de sua autoria ou do fato que deu origem à sua demissão. 
§ 3º - O processo administrativo só poderá ser sobrestado para aguardar 
decisão judicial por despacho motivado da autoridade competente para aplicar 
a pena. 
 
 
 
Agora iremos às penalidades, consequências do não cumprimento de 
deveres ou violações de proibições. Vamos às espécies. 
Artigo 251 - São penas disciplinares: 
I - repreensão; 
II - suspensão; 
III - multa; 
IV - demissão; 
V - demissão a bem do serviço público; e 
VI - cassação de aposentadoria ou disponibilidade 
5 – Das Penalidades 
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Fazendo um alerta aos que já estudaram o Estatuto Federal (Lei nº 
8.112), não existe aqui a figura da advertência. 
 De acordo com o artigo 252, são destacados três aspectos para a 
aplicação da penalidade: 1) natureza, 2) gravidade e 3) danos. 
 
 
Mais uma vez faço a comparação com o federal para os que tenham 
estudado eventualmente. Aqui não serão levados em conta: 1) 
agravantes, 2) atenuantes e 3) antecedentes funcionais. 
 
 A pena de repreensão, a mais branda, será aplicada por escrito nos 
casos de indisciplina ou falta de cumprimento dos deveres, de acordo 
com o prescrito no artigo 253. 
 Em seguida, teremos a pena de suspensão, em que o servidor ficará em 
casa, perdendo todas as vantagens e direitos referentes ao cargo. Prevista no 
caput, o prazo máximo de a aplicação é de 90 dias. 
 O parágrafo 2º traz hipótese de conversão da suspensão em multa da 
proporção de 2 dias de suspensão para 1 de multa. Ou seja, no caso de uma 
suspensão de 30 dias, a conversão se daria em multa de 15 dias de 
vencimento ou remuneração. Reproduzo o artigo, pois a leitura é sempre 
válida. 
Penas 
Disciplinares
repreensão
suspensão
multa
demissão
demissão a bem do serviço público
cassação de aposentadoria ou disponibilidade
Aspectos para aplicação da penalidade
Natureza Gravidade Danos
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Artigo 254 - A pena de suspensão, que não excederá de 90 (noventa) dias, 
será aplicada em caso de falta grave ou de reincidência. 
§ 1º - O funcionário suspenso perderá todas as vantagens e direitos 
decorrentes do exercício do cargo. 
§ 2º - A autoridade que aplicar a pena de suspensão poderá converter 
essa penalidade em multa, na base de 50% (cinqüenta por cento) por 
dia de vencimento ou remuneração, sendo o funcionário, nesse caso, 
obrigado a permanecer em serviço. 
 
Em seguida, ainda na temática da multa, chamo atenção para a 
possibilidadade da “casca de banana” aparecer no disposto no artigo 255. 
Artigo 255 - A pena de multa será aplicada na forma e nos casos 
expressamente previstos em lei ou regulamento. 
 
Veja que o artigo fala em lei ou regulamento, portanto fique atento a 
esse detalhe. Posteriormente temos o artigo 256, que nos traz a pena de 
demissão. 
Artigo 256 - Será aplicada a pena de demissão nos casos de: 
I - abandono de cargo; 
II - procedimento irregular, de natureza grave; 
III - ineficiência no serviço; 
IV - aplicação indevida de dinheiros públicos, e 
V - ausênciaao serviço, sem causa justificável, por mais de 45 (quarenta e 
cinco) dias, interpoladamente, durante 1 (um) ano. 
§ 1º - Considerar-se-á abandono de cargo, o não comparecimento do 
funcionário por mais de (30) dias consecutivos "ex-vi" do artigo 63. 
§ 2º - A pena de demissão por ineficiência no serviço, só será aplicada quando 
verificada a impossibilidade de readaptação. 
 
Em relação ao inciso I, o abandono ficará configurado quando ocorrerem 
30 faltas consecutivas sem justificativa. O detalhe é que esse período de 30 
dias zera em 31 de dezembro do ano em questão. Portanto, se a sequência de 
faltas passa pela virada de ano, o servidor acaba por ser beneficiado, tendo a 
contagem zerada. 
 Em relação ao inciso II, vale uma observação. A CF/88, no seu artigo 
41, parágrafo 1º, III, traz a possibilidade de perda do cargo mediante 
avaliação de desemprenho, na forma da lei complementar. Como essa lei é 
inexistente, a doutrina entende que a sua consequência é a exoneração do 
servidor. 
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 Já no Estatuto agora em estudo, vemos que o inciso em comento nos 
traz possibilidade de demissão. Portanto fique atento a esse pequeno 
detalhe. 
 O inciso V traz a inassiduidade habitual. Mais uma vez temos como 
parâmetro o período de 1º de janeiro a 31 de dezembro do ano em questão, 
zerando-se a contagem quando adentrar em outro ano civil. 
 O parágrafo primeiro traz a figura do abandono de cargo, fazendo 
referência ao artigo 63 do mesmo Estatuto, onde também está prevista. 
 O parágrafo 2º traz hipótese inconstitucional. Suponha que o servidor 
sofra uma limitação física ou mental, não conseguindo se readaptar. Nesse 
caso não será possível a aplicação da demissão, será caso de aposentadoria. 
 O artigo 257 traz mais hipóteses de demissão. Vamos a ele, com os 
comentários por inciso, quando for pertinente. 
Artigo 257 - Será aplicada a pena de demissão a bem do serviço 
público ao funcionário que: 
I - fôr convencido de incontinência pública e escandalosa e de 
vício de jogos proibidos; 
A incontinência citada no inciso nos remete ao um comportamento 
incontido por parte do servidor. Seria o caso de agressões verbais e uso de 
palavras de baixo calão em público. O inciso traz também o vício em jogos 
proibitos, que dispensa comentários sobre a sua natureza. 
II - praticar crime contra a boa ordem da administração pública, 
a fé pública e a Fazenda Estadual, ou previsto nas leis relativas à 
segurança e à defesa nacional. 
 
 O presente inciso remete à prática de crimes que tenham como 
prejudicada a Administração Pública. 
III - revelar segredos de que tenha conhecimento em razão do 
cargo, desde que o faça dolosamente e com prejuízo para o 
Estado ou particulares; 
IV - praticar insubordinação grave; 
V - praticar, em serviço, ofensas físicas contra funcionários ou 
particulares, salvo se em legítima defesa; 
 
Aqui poderemos ter a legítima defesa sua ou de outrem. Veja que o 
inciso não entra no mérito da provocação ou situações congêneres (ex.: caso 
em que o servidor é xingado e parte para agrassão física). 
VI - lesar o patrimônio ou os cofres públicos; 
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VII - receber ou solicitar propinas, comissões, presentes ou 
vantagens de qualquer espécie, diretamente ou por intermédio 
de outrem, ainda que fora de suas funções mas em razão delas; 
 
Veja que o inciso não entra no mérito de valores mínimos. 
VIII - pedir, por empréstimo, dinheiro ou quaisquer valores a 
pessoas que tratem de interesses ou o tenham na repartição, ou 
estejam sujeitos à sua fiscalização; 
IX - exercer advocacia administrativa; e 
 
Existe a exceção da defesa de interesses previdenciários de parentes 
consanguíneos ou afins até o segundo grau. 
X - apresentar com dolo declaração falsa em matéria de salário-
família, sem prejuízo da responsabilidade civil e de procedimento 
criminal, que no caso couber. 
 
Caso de servidor que declara como dependentes pessoas que não o são, 
com intuito de auferir salário-família. Fique ligado que o inciso informa que 
deve ser intencional (“dolo”). 
XI - praticar ato definido como crime hediondo, tortura, tráfico 
ilícito de entorpecentes e drogas afins e terrorismo; 
XII - praticar ato definido como crime contra o Sistema 
Financeiro, ou de lavagem ou ocultação de bens, direitos ou 
valores; 
XIII - praticar ato definido em lei como de improbidade. 
 
Atos definidos na Lei nº 8.429/92 – Lei de Improbidade Administrativa. 
Os atos que demitirem funcionários públicos deverão mencionar sempre 
a disposição legal em que se fundamenta, conforme comando do artigo 258. 
Em seguida temos o artigo 259, que traz hipóteses de cassação de 
aposentadoria ou disponibilidade. 
Artigo 259 - Será aplicada a pena de cassação de aposentadoria ou 
disponibilidade, se ficar provado que o inativo: 
I - praticou, quando em atividade, falta grave para a qual é cominada 
nesta lei a pena de demissão ou de demissão a bem do serviço público; 
II - aceitou ilegalmente cargo ou função pública; 
III - aceitou representação de Estado estrangeiro sem prévia 
autorização do Presidente da República; e 
IV - praticou a usura em qualquer de suas formas. 
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Importante o destaque para o inciso II, que se alinha com o previsto no 
artigo 37, XVI, da CF/88, que trata das principais possibilidades de 
acumulação de cargos públicos na Administração Pública. Caso o servidor 
aceite cargo que não se enquadre em exceção possível, será enquadrado 
nesse inciso. 
Em seguida teremos a determinação da competência para aplicação de 
penalidades. 
Primeiramente o caput do artigo 260, abaixo transcrito, faz referência 
ao artigo 251, anteriomente descrito, que traz as espécies de penalidades 
previstas do Estatuto que agora estudamos. Chamo atenção principalmente 
para os limites previstos nos incisos IV e V. 
Artigo 260 - Para aplicação das penalidades previstas no artigo 251, são 
competentes: 
I - o Governador; 
II - os Secretários de Estado, o Procurador Geral do Estado e os 
Superintendentes de Autarquia; 
III - os Chefes de Gabinete, até a de suspensão; 
IV - os Coordenadores, até a de suspensão limitada a 60 (sessenta) dias; e 
V - os Diretores de Departamento e Divisão, até a de suspensão limitada a 30 
(trinta) dias. 
Parágrafo único - Havendo mais de um infrator e diversidade de 
sanções, a competência será da autoridade responsável pela imposição 
da penalidade mais grave. 
 
A prescrição, que no nosso caso é o direito que a Administração Pública 
tem de apurar a possível falta e aplicar a penalidade correspondente, esta 
prevista no artigo 261. 
A falta sujeita à pena de repreensão, suspensão ou multa 
prescreverá em dois anos. 
As penalidades que excluem o servidor dos quadros da Administração 
(demissão, demissão a bem do serviço público e cassação de 
aposentadoria ou disponibilidade) prescreverão em cinco anos. 
Caso a infração praticada seja também tipificada como crime, a 
prescrição ocorrerá junto com o crime, valendo as regras aplicadas ao crime. 
Em seguida teremos as regras relativas à contagem dos prazos para 
prescrição. 
A regra geral é que o prazo começa a contar da data da pratica do ato. 
Para infrações ligadas a faltas continuadas e permanentes, começará a contar 
da cessação. 
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O prazoserá interrompido quando ocorrer a instauração da sindicância 
ou processo administrativo para apuração do ato. 
O Estatuto prevê que, descoberta infração prescrita, deve ocorrer o 
registro nos assentamentos do servidor, devendo ser apurada a 
responsabilização pela ocorrência da prescrição. 
 O artigo 262 nos traz uma penalidade específica para o caso de 
funcionário que deixa de cumprir exigência sujo prazo seja certo. Veja. 
Artigo 262 - O funcionário que, sem justa causa, deixar de atender a qualquer 
exigência para cujo cumprimento seja marcado prazo certo, terá suspenso o 
pagamento de seu vencimento ou remuneração até que satisfaça essa 
exigência. 
Parágrafo único - Aplica-se aos aposentados ou em disponibilidade o disposto 
neste artigo. 
 Trata-se de ótima motivação para não deixar de cumprir uma 
determinaçaõ, não é mesmo? Aqui na SEFAZ-SP as demandas dessa natureza 
já chegam com o devido alerta: “se não fizer, não recebe.” Gentil, não é 
mesmo? :D 
Por fim, o artigo 263 determina que deverão constar do assentamento 
individual do funcionário todas as penas que lhe forem impostas. 
 
 
Veremos agora procedimentos anteriores aos procedimentos 
disciplinares, que veremos mais à frente. Por enquanto, entenda as 
providências preliminares como procedimentos a serem adotados em um 
momento anterior à apuração da infração propriamente dita, ok? Vamos aos 
artigos, será mais fácil de compreendermos. 
Vejamos inicialmente o que nos diz o artigo 264. 
Artigo 264 - A autoridade que, por qualquer meio, tiver conhecimento de 
irregularidade praticada por servidor é obrigada a adotar providências 
visando à sua imediata apuração, sem prejuízo das medidas urgentes que o 
caso exigir. 
Esse primeiro artigo só nos traz uma obrigação às autoridades, não nos 
é muito esclarecer em relação ao conceito dessas providências preliminares. 
Isso se resolve já no próximo artigo. 
 
Artigo 265 - A autoridade realizará apuração preliminar, de natureza 
simplesmente investigativa, quando a infração não estiver 
suficientemente caracterizada ou definida autoria. 
6 – Das Providências Preliminares 
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§ 1º - A apuração preliminar deverá ser concluída no prazo de 30 (trinta) 
dias. 
§ 2º - Não concluída no prazo a apuração, a autoridade deverá 
imediatamente encaminhar ao Chefe de Gabinete relatório das diligências 
realizadas e definir o tempo necessário para o término dos trabalhos. 
§ 3º - Ao concluir a apuração preliminar, a autoridade deverá opinar 
fundamentadamente pelo arquivamento ou pela instauração de 
sindicância ou de processo administrativo. 
 
Vamos agora entender esses dois artigos. O artigo 264 parte de uma 
irregularidade praticada, o 265 de uma infração que ainda não está 
caracterizada ou tem autoria indefinida. Porém ambos tem natureza 
preparatória para o que poderá vir causar a instauração de de sindicância ou 
processo administrativo. 
 O artigo 266 nos traz possíveis providências que podem ser ordenadas 
pelo Chefe de Gabinete, todas no sentido da melhor apuração e instrução da 
sindicância ou processo administrativo instaurado. 
Artigo 266 - Determinada a instauração de sindicância ou processo 
administrativo, ou no seu curso, havendo conveniência para a instrução 
ou para o serviço, poderá o Chefe de Gabinete, por despacho 
fundamentado, ordenar as seguintes providências: 
I - afastamento preventivo do servidor, quando o recomendar a 
moralidade administrativa ou a apuração do fato, sem prejuízo de 
vencimentos ou vantagens, até 180 (cento e oitenta) dias, prorrogáveis 
uma única vez por igual período; 
II - designação do servidor acusado para o exercício de atividades 
exclusivamente burocráticas até decisão final do procedimento; 
III - recolhimento de carteira funcional, distintivo, armas e algemas; 
IV - proibição do porte de armas; 
V - comparecimento obrigatório, em periodicidade a ser estabelecida, para 
tomar ciência dos atos do procedimento. 
§ 1º - A autoridade que determinar a instauração ou presidir sindicância ou 
processo administrativo poderá representar ao Chefe de Gabinete para propor 
Natureza 
investigativa
Infração não 
caracterizada 
ou sem autoria 
definida
30 dias
Opinião 
fundamentada 
ao final sobre 
instauração
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a aplicação das medidas previstas neste artigo, bem como sua cessação ou 
alteração. 
§ 2º - O Chefe de Gabinete poderá, a qualquer momento, por despacho 
fundamentado, fazer cessar ou alterar as medidas previstas neste artigo. 
 O período de afastamento preventivo deverá ser computado como de 
efetivo exercício. Caso haja aplicação de pena de suspensão, ele nãoserá 
descontado. 
 
 
 
Primeiramente vamos abordar algumas regras específicas das 
sindicâncias, indo em seguida para o processo administrativo. Ressalto que as 
regras do processo administrativo são de aplicação também às sindicâncias, 
mas as regras que vamos ver neste subtópico, se aplicam apenas às 
sindicâncias. 
O artigo 268 garante o contraditório e a ampla defesa no na sindicância 
ou processo administrativo que apurar infração, em consonância com a CF/88. 
Conforme determinado nos artigos 269 e 270, a sindicância será 
instaurada para apurar faltas sujeitas a repreensão, suspensão ou multa, 
enquanto que o processo administrativo irá apurar atos que sejam passíveis 
de aplicação de demissão, demissão a bem do serviço público, cassação de 
aposentadoria ou disponibilidade. 
Os procedimentos disciplinares punitivos serão realizados pela 
Procuradoria Geral do Estado e presididos por Procurador do Estado 
confirmado na carreira, em atenção ao artigo 271. 
As autoridades competentes para instauração de sindicância são as 
previstas no artigo 260, anteriormente descrito, conforme manda o artigo 
272. 
Artigo 260 - Para aplicação das penalidades previstas no artigo 251, são 
competentes: 
I - o Governador; 
II - os Secretários de Estado, o Procurador Geral do Estado e os 
Superintendentes de Autarquia; 
III - os Chefes de Gabinete, até a de suspensão; 
IV - os Coordenadores, até a de suspensão limitada a 60 (sessenta) dias; e 
V - os Diretores de Departamento e Divisão, até a de suspensão limitada a 30 
(trinta) dias. 
7 - Do Processo Disciplinar 
7.1 – Sindicância 
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Parágrafo único - Havendo mais de um infrator e diversidade de sanções, a 
competência será da autoridade responsável pela imposição da penalidade mais 
grave. 
 
Veja que temos duas competências envolvidas aqui: as autoridades que 
instauram e a que preside, ok? (artigos 260 e 271) 
O artigo 273 é bastante importante para a prova, de forma que vale a 
reprodução. 
Artigo 273 - Aplicam-se à sindicância as regras previstas nesta lei 
complementar para o processo administrativo, com as seguintes modificações: 
I - a autoridade sindicante e cada acusado poderão arrolar até 3 (três) 
testemunhas; 
II - a sindicância deverá estar concluída no prazo de 60 (sessenta) dias; 
II - com o relatório, a sindicância será enviada à autoridade competente para a 
decisão. 
 
Veja que temos aqui o número de testemunhas que podem ser 
arroladas e o prazo dentro do qual a sindicância deverá ser encerrada, 
informações muito importantes para nossa prova. 
 
 
 
Conforme artigo 270, será obrigatório o processo administrativo quando 
a falta disciplinar, por sua natureza, possa determinar a pena de demissão. 
As autoridades competentes para instauração do processo 
administrativo também constamdo artigo 260, porém apenas até o inciso IV, 
conforme artigo 274. Veja: 
Artigo 260 - Para aplicação das penalidades previstas no artigo 251, 
são competentes: 
I - o Governador; 
II - os Secretários de Estado, o Procurador Geral do Estado e os 
Superintendentes de Autarquia; 
III - os Chefes de Gabinete, até a de suspensão; 
IV - os Coordenadores, até a de suspensão limitada a 60 (sessenta) 
dias; e 
V - os Diretores de Departamento e Divisão, até a de suspensão limitada a 30 
(trinta) dias. 
 
7.2 – Processo Administrativo 
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O artigo 275 traz regra de suspeição, que é quando a lei determina 
situações em que as pessoas envolvidas podem agir de forma a distorcer os 
fatos apurados. 
Artigo 275 - Não poderá ser encarregado da apuração, nem atuar como 
secretário, amigo íntimo ou inimigo, parente consangüíneo ou afim, em linha 
reta ou colateral, até o terceiro grau inclusive, cônjuge, companheiro ou 
qualquer integrante do núcleo familiar do denunciante ou do acusado, bem 
assim o subordinado deste. 
 
Use a regrinha anteriormente explicada para apurar o grau. A título de 
exemplo, um tio não pode (terceiro grau), um primo pode (quarto grau). 
O artigo 277 é importantíssimo, pois traz os prazos do processo 
administrativo. 
Artigo 277 - O processo administrativo deverá ser instaurado por portaria, no 
prazo improrrogável de 8 (oito) dias do recebimento da determinação, e 
concluído no de 90 (noventa) dias da citação do acusado. 
§ 1º - Da portaria deverão constar o nome e a identificação do acusado, a 
infração que lhe é atribuída, com descrição sucinta dos fatos, a indicação das 
normas infringidas e a penalidade mais elevada em tese cabível. 
§ 2º - Vencido o prazo, caso não concluído o processo, o Procurador do Estado 
que o presidir deverá imediatamente encaminhar ao seu superior hierárquico 
relatório indicando as providências faltantes e o tempo necessário para término 
dos trabalhos. 
§ 3º - O superior hierárquico dará ciência dos fatos a que se refere o parágrafo 
anterior e das providências que houver adotado à autoridade que determinou a 
instauração do processo. 
 
Cuidado com o “deverá” destacado no segundo parágrafo, potencial 
casca de banana na prova. 
Interessante o comando do artigo 278, que nos traz o conteúdo que 
deverá constar no mandado de citação (parágrafo primeiro) do acusado. 
Trata-se de um artigo grande, mas que contém comandos processuais 
importantes. Portanto não deixe de fazer a leitura atenta dele. Destaco os 
pontos mais importantes. 
Artigo 278 - Autuada a portaria e demais peças preexistentes, designará o 
presidente dia e hora para audiência de interrogatório, determinando a citação 
do acusado e a notificação do denunciante, se houver. 
§ 1º - O mandado de citação deverá conter: 
1 - cópia da portaria; 
2 - data, hora e local do interrogatório, que poderá ser acompanhado pelo 
advogado do acusado; 
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3 - data, hora e local da oitiva do denunciante, se houver, que deverá ser 
acompanhada pelo advogado do acusado; 
4 - esclarecimento de que o acusado será defendido por advogado dativo, caso 
não constitua advogado próprio; 
5 - informação de que o acusado poderá arrolar testemunhas e requerer 
provas, no prazo de 3 (três) dias após a data designada para seu 
interrogatório; 
6 - advertência de que o processo será extinto se o acusado pedir 
exoneração até o interrogatório, quando se tratar exclusivamente de 
abandono de cargo ou função, bem como inassiduidade. 
§ 2º - A citação do acusado será feita pessoalmente, no mínimo 2 (dois) 
dias antes do interrogatório, por intermédio do respectivo superior 
hierárquico, ou diretamente, onde possa ser encontrado. 
§ 3º - Não sendo encontrado em seu local de trabalho ou no endereço 
constante de seu assentamento individual, furtando-se o acusado à citação ou 
ignorando-se seu paradeiro, a citação far-se-á por edital, publicado uma vez no 
Diário Oficial do Estado, no mínimo 10 (dez) dias antes do interrogatório. 
 
Em relação ao último parágrafo, temos algumas informações 
complementares. Primeiramente fica clara a possibilidade de citação do 
servidor no seu local de trabalho. Em seguida, note que a impossibilidade de 
citação não impede que o processo siga em frente, situação em que a citação 
se dará por Diário Oficial do Estado, também chamada de citação fictícia. 
O artigo 279 traz comando cobre a oitiva do denunciante, quando 
existir, que deverá ocorrer entre a citação e o interrogatório do acusado. A 
oitiva será acompanhada apenas pelo advogado do denunciado, não podendo 
o próprio estar presente. 
O Estatuto traz a possibilidade de revelia, que será aplicada no caso do 
não comparecimento do acusado, conforme artigo 280. 
O artigo 283 repete prazo para a produção ou apresentação de provas 
anteriormente exposto, porém traz novidade em relação ao número de 
testemunhas possíveis, que na sindicância são três, mas no processo 
administrativo são cinco. Essa informação é muito importante. 
Artigo 283 - Comparecendo ou não o acusado ao interrogatório, inicia-se o 
prazo de 3 (três) dias para requerer a produção de provas, ou apresentá-las. 
§ 1º - O presidente e cada acusado poderão arrolar até 5 (cinco) 
testemunhas. 
§ 2º - A prova de antecedentes do acusado será feita exclusivamente por 
documentos, até as alegações finais. 
§ 3º - Até a data do interrogatório, será designada a audiência de instrução. 
 
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Após o interrogatório, vem a audiência de instrução. Fique ligado nessa 
ordem processual. Ela está exposta no artigo 284. 
Artigo 284 - Na audiência de instrução, serão ouvidas, pela ordem, as 
testemunhas arroladas pelo presidente e pelo acusado. 
Parágrafo único - Tratando-se de servidor público, seu comparecimento 
poderá ser solicitado ao respectivo superior imediato com as indicações 
necessárias. 
 
Em seguida, teremos disposição a respeito de testemunhas. Algumas 
delas poderão se eximir, mas a caráter de exceção. 
Artigo 285 - A testemunha não poderá eximir-se de depor, salvo se for 
ascendente, descendente, cônjuge, ainda que legalmente separado, 
companheiro, irmão, sogro e cunhado, pai, mãe ou filho adotivo do acusado, 
exceto quando não for possível, por outro modo, obter-se ou integrar-se a 
prova do fato e de suas circunstâncias. 
§ 1º - Se o parentesco das pessoas referidas for com o denunciante, ficam elas 
proibidas de depor, observada a exceção deste artigo. 
§ 2º - Ao servidor que se recusar a depor, sem justa causa, será pela 
autoridade competente adotada a providência a que se refere o artigo 262, 
mediante comunicação do presidente. 
§ 3º - O servidor que tiver de depor como testemunha fora da sede de seu 
exercício, terá direito a transporte e diárias na forma da legislação em vigor, 
podendo ainda expedir-se precatória para esse efeito à autoridade do domicílio 
do depoente. 
§ 4º - São proibidas de depor as pessoas que, em razão de função, ministério, 
ofício ou profissão, devam guardar segredo, salvo se, desobrigadas pela parte 
interessada, quiserem dar o seu testemunho. 
 
Veja que o parágrafo primeiro traz limitação às testemunhas 
apresentadas pelo denunciante, utilizando-se das regras aplicadas ao 
denunciado. 
O parágrafo segundo traz a possiblidade de suspensão do pagamento do 
servidor caso ele não se apresente como testemunha e não tenha motivo para 
tal. Portanto, via de regra, o servidor não pode deixar de depor. 
O artigo286 traz a possibilidade de inquirição de testemunha por meio 
de precatória, onde constarão a síntese da 1) imputação, 2) 
esclarecimentos pretendidos e 3) possibilidade de presença de 
advogado. 
Em atenção ao artigo 287, o acusado deverá providenciar o 
compareceimento das suas testemunhas, independente de notificação. 
O artigo 292 traz prazo importante para nossa prova. 
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Artigo 292 - Encerrada a fase probatória, dar-se-á vista dos autos à defesa, 
que poderá apresentar alegações finais, no prazo de 7 (sete) dias. 
Parágrafo único - Não apresentadas no prazo as alegações finais, o presidente 
designará advogado dativo, assinando-lhe novo prazo. 
Fique atento ao prágrafo único. Mais uma vez aparece a figura do 
advogado dativo, que será designado caso não sejam apresentadas as 
alegações finais. 
Com igual importância, o artigo 293 concede o prazo de 10 dias, 
contados da apresentação das alegações finais, para apresentação do 
relatório. 
Artigo 293 - O relatório deverá ser apresentado no prazo de 10 (dez) dias, 
contados da apresentação das alegações finais. 
§ 1º - O relatório deverá descrever, em relação a cada acusado, 
separadamente, as irregularidades imputadas, as provas colhidas e as razões 
de defesa, propondo a absolvição ou punição e indicando, nesse caso, a pena 
que entender cabível. 
§ 2º - O relatório deverá conter, também, a sugestão de quaisquer outras 
providências de interesse do serviço público. 
 
O relatório será enviado à autoridade que tem competência para 
aplicação da penalidade em questão, que deverá decidir em 20 dias 
sobre o julgamento ou realização de diligência, se assim considerar 
necessário. 
Artigo 294 - Relatado, o processo será encaminhado à autoridade que 
determinou sua instauração. 
Artigo 295 - Recebendo o processo relatado, a autoridade que houver 
determinado sua instauração deverá, no prazo de 20 (vinte) dias, proferir o 
julgamento ou determinar a realização de diligência, sempre que necessária ao 
esclarecimento de fatos. 
 
No caso de determinação da diligência, ela deverá ocorrer em 15 dias, 
sendo aberto prazo de 5 dias para vista e manifestação por parte da defesa, 
conforme artigo 296. 
Falando de processo, sempre crescem de importância os prazos. Então 
aqui temos mais um importantíssimo. 
Artigo 299 - As decisões serão sempre publicadas no Diário Oficial do 
Estado, dentro do prazo de 8 (oito) dias, bem como averbadas no registro 
funcional do servidor. 
 
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Em atendimento ao artigo 302, a autoridade que determinou a 
instauração do processo administrativo deverá providenciar a instauração de 
inquérito policial, se a conduta apurada puder tipificar crime. Em sentido 
inverso, se a autoridade policial tiver ciência de ato que seja passível de 
apuração administrativa, deverá comunicar à autoridade administrativa. 
Não será declarada a nulidade de nenhum ato processual que não 
houver influído na apuração da verdade substancial ou diretamente na 
decisão do processo ou sindicância, conforme artigo 305. 
Decorridos 5 anos de efetivo exercício, contados do cumprimento da 
sanção disciplinar, sem cometimento de nova infração, não mais poderá 
aquela ser considerada em prejuízo do infrator, inclusive para efeito de 
reincidência, em respeito ao previsto no artigo 307. 
O parágrafo único traz consequência da aplicação de penalidade 
específica para as demissões. 
Artigo 307 - Decorridos 5 (cinco) anos de efetivo exercício, contados do 
cumprimento da sanção disciplinar, sem cometimento de nova infração, não 
mais poderá aquela ser considerada em prejuízo do infrator, inclusive para 
efeito de reincidência. 
Parágrafo único - A demissão e a demissão a bem do serviço público acarretam 
a incompatibilidade para nova investidura em cargo, função ou emprego 
público, pelo prazo de 5 (cinco) e 10 (dez) anos, respectivamente. 
 
 Por hoje ficaremos por aqui, não deixe de fazer os exercícios para que o 
conteúdo seja devidamente fixado. 
 Abraço e bons estudos! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Orientação para a resolução das questões: Muitas vezes nos comentários, 
em vez de colocar apenas o inciso ou parágrafo que responde à questão, 
coloco o artigo inteiro, destacando a resposta. Aconselho fortemente que você 
faça a leitura do dispositivo inteiro. Quanto mais você tiver contato com a 
literalidade da legislação, mais estará preparado para a prova. 
 
1. (VUNESP / Estatístico Judiciário / TJ/2014) Nos termos do que 
expressamente estabelece a Lei n° 10.261/68, é dever do funcionário público 
a) cumprir as ordens superiores, mesmo quando forem manifestamente 
ilegais. 
b) residir no local onde exerce o cargo ou onde autorizado. 
c) guardar sigilo sobre os assuntos da repartição, exceto sobre despachos, 
decisões ou providências. 
d) manter sigilo sobre as irregularidades de que tiver conhecimento no 
exercício de suas funções, deixando eventual investigação para as autoridades 
competentes. 
e) providenciar para que estejam sempre em ordem todas as mesas de 
trabalho da repartição onde exerce suas funções. 
Comentários: 
A presente questão nos cobra o conhecimento do artigo 241, que trata dos 
deveres do funcionário público. 
Artigo 241 - São deveres do funcionário: 
I - ser assíduo e pontual; 
II - cumprir as ordens superiores, representando quando forem manifestamente 
ilegais; 
III - desempenhar com zêlo e presteza os trabalhos de que fôr incumbido; 
IV - guardar sigilo sobre os assuntos da repartição e, especialmente, sobre despachos, 
decisões ou providências; 
V - representar aos superiores sobre todas as irregularidades de que tiver 
conhecimento no exercício de suas funções; 
VI - tratar com urbanidade os companheiros de serviço e as partes; 
VII - residir no local onde exerce o cargo ou, onde autorizado; 
VIII - providenciar para que esteja sempre em ordem, no assentamento individual, a 
sua declaração de família; 
IX - zelar pela economia do material do Estado e pela conservação do que fôr confiado 
à sua guarda ou utilização; 
8 – Questões Comentadas 
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X - apresentar-se convenientemente trajado em serviço ou com uniforme 
determinado, quando fôr o caso; 
XI - atender prontamente, com preferência sobre qualquer outro serviço, às 
requisições de papéis, documentos, informações ou providências que lhe forem feitas 
pelas autoridades judiciárias ou administrativas, para defesa do Estado, em Juízo; 
XII - cooperar e manter espírito de solidariedade com os companheiros de trabalho; 
XIII - estar em dia com as leis, regulamentos, regimentos, instruções e ordens de 
serviço que digam respeito às suas funções; e 
XIV - proceder na vida pública e privada na forma que dignifique a função pública. 
 As demais alternativas trazem opções que procuram confundir o 
candidato. 
Gabarito1. B. 
 
2. (VUNESP / Estatístico Judiciário / TJ-SP/2014) A ineficiência no 
serviço sujeita o funcionário público, nos moldes da Lei n° 10.261/68, à pena 
de 
a) demissão. 
b) repreensão por escrito. 
c) advertência. 
d) suspensão. 
e) demissão a bem do serviço público. 
Comentários: 
Aqui nos é cobrado o conhecimento acerca das demissões, importantíssimo 
para a nossa prova. No caso, o dispositivo que nos interessa é o artigo 256,abaixo transcrito. 
Artigo 256 - Será aplicada a pena de demissão nos casos de: 
I - abandono de cargo; 
II - procedimento irregular, de natureza grave; 
III - ineficiência no serviço; 
IV - aplicação indevida de dinheiros públicos, e 
V - ausência ao serviço, sem causa justificável, por mais de 45 (quarenta e cinco) 
dias, interpoladamente, durante 1 (um) ano. 
§ 1º - Considerar-se-á abandono de cargo, o não comparecimento do funcionário por 
mais de (30) dias consecutivos "ex-vi" do artigo 63. 
§ 2º - A pena de demissão por ineficiência no serviço, só será aplicada quando 
verificada a impossibilidade de readaptação. 
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 Aproveito para lembrar a inconstitucionalidade do parágrafo segundo. 
Conforme dito na aula, a situação nele descrita hoje ocasionaria aposentadoria 
do servidor. 
Gabarito2. A. 
 
3. (VUNESP / Delegado de Polícia / PC-SP/2014) De acordo com o 
Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo (Lei 
n. o 10.261/68), será aplicada a pena de demissão, a bem do serviço público, 
ao funcionário que 
a) for ineficiente no serviço. 
b) receber presentes de qualquer espécie, por intermédio de outrem, em razão 
de suas funções. 
c) abandonar o cargo por mais de 30 dias consecutivos. 
d) se ausentar do serviço, sem causa justificável, por mais de 45 dias, 
interpoladamente, em 01 ano. 
e) aplicar indevidamente dinheiros ou recursos públicos. 
 
Comentários. 
Ainda sobre causas para demissão, nos é cobrado o conhecimento do artigo 
257, onde estão dispostas as razões para aplicação da demissão a bem do 
serviço público. 
Artigo 257 - Será aplicada a pena de demissão a bem do serviço público ao 
funcionário que: 
I - fôr convencido de incontinência pública e escandalosa e de vício de jogos proibidos; 
II - praticar crime contra a boa ordem da administração pública, a fé pública e a 
Fazenda Estadual, ou previsto nas leis relativas à segurança e à defesa nacional. 
III - revelar segredos de que tenha conhecimento em razão do cargo, desde que o 
faça dolosamente e com prejuízo para o Estado ou particulares; 
IV - praticar insubordinação grave; 
V - praticar, em serviço, ofensas físicas contra funcionários ou particulares, salvo se 
em legítima defesa; 
VI - lesar o patrimônio ou os cofres públicos; 
VII - receber ou solicitar propinas, comissões, presentes ou vantagens de 
qualquer espécie, diretamente ou por intermédio de outrem, ainda que fora 
de suas funções mas em razão delas; 
VIII - pedir, por empréstimo, dinheiro ou quaisquer valores a pessoas que tratem de 
interesses ou o tenham na repartição, ou estejam sujeitos à sua fiscalização; 
IX - exercer advocacia administrativa; e 
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X - apresentar com dolo declaração falsa em matéria de salário-família, sem prejuízo 
da responsabilidade civil e de procedimento criminal, que no caso couber. 
Gabarito3. B. 
 
4. (VUNESP –Ofcial Adminsitrativo – PC-SP /2014) 
Medeia Florentina, funcionária pública estadual, foi considerada ineficiente no 
serviço público e não conseguiu ser readaptada em outra função. Nesse caso, 
a pena prevista para Medeia pelo Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do 
Estado de São Paulo é a de: 
a) demissão 
b) exoneração 
c) jubilação. 
d) detenção. 
e) multa. 
Comentários. 
Questão interessante, que expõe muito no estilo das provas de legislação. 
Você se lembra da aula e também de um comentário de uma questão anterior 
que o dispositivo que irá responder essa questão é inconstitucional. No 
entanto, a prova de legislação, como de costume, nos cobra a literalidade do 
dispositivo, como ocorre aqui. 
Artigo 256 - Será aplicada a pena de demissão nos casos de: 
I - abandono de cargo; 
II - procedimento irregular, de natureza grave; 
III - ineficiência no serviço; 
IV - aplicação indevida de dinheiros públicos, e 
V - ausência ao serviço, sem causa justificável, por mais de 45 (quarenta e cinco) 
dias, interpoladamente, durante 1 (um) ano. 
§ 1º - Considerar-se-á abandono de cargo, o não comparecimento do funcionário por 
mais de (30) dias consecutivos "ex-vi" do artigo 63. 
§ 2º - A pena de demissão por ineficiência no serviço, só será aplicada 
quando verificada a impossibilidade de readaptação. 
Fique atento sempre à literalidade. É interessante saber a situação do 
dispositivo perante o ordenamento jurídico nacional, porém a maior 
probabilidade da cobrança na hora da prova será sempre da literalidade. 
Gabarito4. A. 
 
5. (VUNESP / Oficial Administrativo / PC-SP / 2014) 
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Nos moldes do que dispõe o Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado 
de São Paulo, os procedimentos disciplinares punitivos serão realizados 
pelo(a). 
a) Governador do Estado. 
b) Procuradoria Geral do Estado 
c) Poder Judiciário. 
d) Ministério Público. 
e) Tribunal de Contas. 
Comentários: 
Você lembra que chamamos atenção para o fato de haver duas autoridades 
diretamente envolvidas nas apurações disciplinares: a autoridade que é 
competente para a aplicação da penalidade e a autoridade que presidirá o 
procedimento. No caso aqui, o termo “realizará” nos remete a quem preside 
os procedimentos disciplinares punitivos. Vamos ao dispositivo de interesse. 
Artigo 279 - As Comissões Processantes Permanentes serão constituídas de 3 (três) 
funcionários, nomeados pelo prazo de 2 (dois) anos, facultada a recondução, cabendo 
a presidência a Procurador do Estado. 
§ 1º - Haverá tantas Comissões quantas forem julgadas necessárias. 
§ 2º - Os membros da Comissão poderão ser dispensados a qualquer tempo, com 
aprovação do Governador. 
Gabarito5. B. 
 
6. (VUNESP/ Defensor Público / DPE-SP/ 2013) 
Funcionário público estadual, encarregado de receber valores referentes a 
pagamento de honorários advocatícios em favor do Estado, dá como quitado 
pagamento de honorários que, posteriormente, verifica-se que estavam a 
menor. Nesta hipótese e considerando o previsto no Estatuto dos Funcionários 
Públicos Civis do Estado de São Paulo, 
a) poderá sofrer penalidade de demissão após a conclusão de sindicância. 
b) o funcionário terá o prejuízo descontado integralmente de seu salário. 
c) o funcionário somente será responsabilizado se não for possível cobrar do 
devedor original. 
d) terá como sanção cabível apenas a suspensão. 
e) poderá ser administrativamente processado em até 10 anos. 
Comentários: 
A questão nos cobra o conhecimento do comando do artigo 247, que trata da 
forma de ressarcimento ao estado quando houver desfalque ou omissão, 
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conforme pudemos depreender do enunciado da questão. Vamos ao 
dispositivo. 
Artigo 247 - Nos casos de indenização à Fazenda Estadual, o funcionário será obrigado 
a repor, de uma só vez, a importância do prejuízo causado em virtude de alcance, 
desfalque, remissão ou omissão em efetuar recolhimento ou entrada nos prazos 
legais. 
 O dispositivo é bem claro ao dizer que o ressarcimento ocorrerá de uma 
só vez. 
Gabarito6. B. 
 
7. (VUNESP/ Advogado / TJ-SP / 2013) 
Dentre as penas disciplinares previstas na Lei n.º 10.261/68 do Estado de São 
Paulo, ao funcionário público que exercer advocacia administrativa será 
aplicada a pena de. 
a) repreensão. 
b) demissão a bem do serviço público. 
c) suspensão. 
d) advertência. 
e) multa de 5 salários-mínimosComentários: 
Mais uma questão que nos cobra conhecimento da demissão a bem do serviço 
público. Aqui temos o caso de advocacia administrativa. 
Artigo 257 - Será aplicada a pena de demissão a bem do serviço público ao 
funcionário que: 
I - fôr convencido de incontinência pública e escandalosa e de vício de jogos proibidos; 
II - praticar crime contra a boa ordem da administração pública, a fé pública e a 
Fazenda Estadual, ou previsto nas leis relativas à segurança e à defesa nacional. 
III - revelar segredos de que tenha conhecimento em razão do cargo, desde que o 
faça dolosamente e com prejuízo para o Estado ou particulares; 
IV - praticar insubordinação grave; 
V - praticar, em serviço, ofensas físicas contra funcionários ou particulares, salvo se 
em legítima defesa; 
VI - lesar o patrimônio ou os cofres públicos; 
VII - receber ou solicitar propinas, comissões, presentes ou vantagens de qualquer 
espécie, diretamente ou por intermédio de outrem, ainda que fora de suas funções 
mas em razão delas; 
VIII - pedir, por empréstimo, dinheiro ou quaisquer valores a pessoas que tratem de 
interesses ou o tenham na repartição, ou estejam sujeitos à sua fiscalização; 
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IX - exercer advocacia administrativa; e 
X - apresentar com dolo declaração falsa em matéria de salário-família, sem prejuízo 
da responsabilidade civil e de procedimento criminal, que no caso couber. 
 Lembre-se da exceção que temos à presente regra, quando se tratar de 
interesse previdenciário de parente até o segundo grau. 
Gabarito7. B. 
 
8. (VUNESP / Escrevente Técnico Judiciário / TJ-SP / 2013) 
Com relação ao processo por Abandono do Cargo ou Função e 
por Inassiduidade, pode-se afirmar que 
a) será instaurado processo para apurar abandono de cargo ou função, mesmo 
se o servidor tiver pedido exoneração. 
b) não será extinto o processo instaurado exclusivamente para apurar a 
inassiduidade, se o indiciado pedir exoneração até a data designada para o 
interrogatório. 
c) não será instaurado processo para apurar abandono de cargo ou função se 
o servidor tiver pedido exoneração. 
d) não será extinto o processo instaurado exclusivamente para apurar 
abandono de cargo ou função, se o indiciado pedir exoneração até a data 
designada para o interrogatório, ou por ocasião deste. 
e) será instaurado processo para apurar a inassiduidade, mesmo se o servidor 
tiver pedido exoneração. 
Comentários: 
A questão nos cobra o conhecimento do artigo 278, que, dentre outras 
disposições importantes, traz o conteúdo do mandado de citação. O que nos 
interessa no momento é o número 6 do parágrafo primeiro. Vamos ao 
dispositivo. 
Artigo 278 - Autuada a portaria e demais peças preexistentes, designará o 
presidente dia e hora para audiência de interrogatório, determinando a 
citação do acusado e a notificação do denunciante, se houver. 
§ 1º - O mandado de citação deverá conter: 
1 - cópia da portaria; 
2 - data, hora e local do interrogatório, que poderá ser acompanhado pelo advogado 
do acusado; 
3 - data, hora e local da oitiva do denunciante, se houver, que deverá ser 
acompanhada pelo advogado do acusado; 
4 - esclarecimento de que o acusado será defendido por advogado dativo, caso não 
constitua advogado próprio; 
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5 - informação de que o acusado poderá arrolar testemunhas e requerer provas, no 
prazo de 3 (três) dias após a data designada para seu interrogatório; 
6 - advertência de que o processo será extinto se o acusado pedir exoneração 
até o interrogatório, quando se tratar exclusivamente de abandono de cargo 
ou função, bem como inassiduidade. 
§ 2º - A citação do acusado será feita pessoalmente, no mínimo 2 (dois) dias antes do 
interrogatório, por intermédio do respectivo superior hierárquico, ou diretamente, 
onde possa ser encontrado. 
§ 3º - Não sendo encontrado em seu local de trabalho ou no endereço constante de 
seu assentamento individual, furtando-se o acusado à citação ou ignorando-se seu 
paradeiro, a citação far-se-á por edital, publicado uma vez no Diário Oficial do Estado, 
no mínimo 10 (dez) dias antes do interrogatório. 
 Procure memorizar a presente regra como decorrência lógica. Não faria 
muito sentido punir um servidor por abandono ou inassiduidade uma vez que 
ele não integrará mais os quadros da Administração. 
Gabarito8. C. 
 
9. (VUNESP / Oficial Administrativo / SAP-SP / 2011) 
Conforme o disposto na Lei n.º 10.261/68, no tocante ao procedimento 
disciplinar, assinale a alternativa correta. 
a) Será instaurada sindicância quando a falta disciplinar, por sua natureza, 
possa determinar as penas de repreensão, suspensão ou cassação de 
aposentadoria. 
b) A sindicância deverá estar concluída no prazo de 30 (trinta) dias, devendo o 
relatório ser encaminhado ao Procurador Geral do Estado para a decisão. 
c) O processo administrativo poderá ser instaurado por Decreto, no prazo 
prorrogável de 10 (dez) dias do recebimento da determinação, e concluídos no 
prazo improrrogável de 90 (noventa) dias da citação do acusado. 
d) No processo administrativo, o mandado de citação deverá conter 
informação de que o acusado poderá arrolar seis testemunhas e requerer 
provas, no prazo de 5 (cinco) dias após a data designada para seu 
interrogatório. 
e) Não será instaurado processo administrativo para apurar abandono de 
cargo ou função, bem como inassiduidade, se o servidor tiver pedido 
exoneração. 
Comentários: 
Mais uma vez a questão nos cobra o conhecimento do artigo 278, na esteira 
da questão anterior. 
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Artigo 278 - Autuada a portaria e demais peças preexistentes, designará o 
presidente dia e hora para audiência de interrogatório, determinando a 
citação do acusado e a notificação do denunciante, se houver. 
§ 1º - O mandado de citação deverá conter: 
1 - cópia da portaria; 
2 - data, hora e local do interrogatório, que poderá ser acompanhado pelo advogado 
do acusado; 
3 - data, hora e local da oitiva do denunciante, se houver, que deverá ser 
acompanhada pelo advogado do acusado; 
4 - esclarecimento de que o acusado será defendido por advogado dativo, caso não 
constitua advogado próprio; 
5 - informação de que o acusado poderá arrolar testemunhas e requerer provas, no 
prazo de 3 (três) dias após a data designada para seu interrogatório; 
6 - advertência de que o processo será extinto se o acusado pedir exoneração 
até o interrogatório, quando se tratar exclusivamente de abandono de cargo 
ou função, bem como inassiduidade. 
§ 2º - A citação do acusado será feita pessoalmente, no mínimo 2 (dois) dias antes do 
interrogatório, por intermédio do respectivo superior hierárquico, ou diretamente, 
onde possa ser encontrado. 
§ 3º - Não sendo encontrado em seu local de trabalho ou no endereço constante de 
seu assentamento individual, furtando-se o acusado à citação ou ignorando-se seu 
paradeiro, a citação far-se-á por edital, publicado uma vez no Diário Oficial do Estado, 
no mínimo 10 (dez) dias antes do interrogatório. 
Gabarito9. E. 
 
10. (VUNESP / Escrevente Técnico Judiciário / TJ-SP / 2015) 
Acerca das penalidades previstas pelo Estatuto dos Funcionários Públicos Civis 
do Estado de São Paulo, é correto afirmar que 
a) a pena de repreensão será aplicada verbalmente, nos casos de indisciplina 
ou falta de cumprimento dos deveres 
b) praticar ato definido como crime contra a administração pública enseja a 
aplicação da demissão a bem do serviço público.c) a pena de suspensão, que não excederá 30 (trinta) dias, será aplicada em 
caso de falta grave ou de reincidência 
d) a autoridade que aplicar a pena de suspensão poderá converter essa 
penalidade em multa, na base de 75% (setenta e cinco por cento) por dia de 
remuneração. 
e) em restando configurado o abandono de cargo, caberá a aplicação da pena 
de suspensão. 
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Comentários: 
A questão nos cobra o conhecimento do artigo 257 do Estatuto ora estudado. 
Artigo 257 - Será aplicada a pena de demissão a bem do serviço público ao funcionário 
que: 
I - fôr convencido de incontinência pública e escandalosa e de vício de jogos proibidos; 
II - praticar crime contra a boa ordem da administração pública, a fé pública 
e a Fazenda Estadual, ou previsto nas leis relativas à segurança e à defesa 
nacional. 
III - revelar segredos de que tenha conhecimento em razão do cargo, desde que o 
faça dolosamente e com prejuízo para o Estado ou particulares; 
IV - praticar insubordinação grave; 
V - praticar, em serviço, ofensas físicas contra funcionários ou particulares, salvo se 
em legítima defesa; 
VI - lesar o patrimônio ou os cofres públicos; 
VII - receber ou solicitar propinas, comissões, presentes ou vantagens de qualquer 
espécie, diretamente ou por intermédio de outrem, ainda que fora de suas funções 
mas em razão delas; 
VIII - pedir, por empréstimo, dinheiro ou quaisquer valores a pessoas que tratem de 
interesses ou o tenham na repartição, ou estejam sujeitos à sua fiscalização; 
IX - exercer advocacia administrativa; e 
X - apresentar com dolo declaração falsa em matéria de salário-família, sem prejuízo 
da responsabilidade civil e de procedimento criminal, que no caso couber. 
 Nunca é demais lembrar que demissão e demissão a bem do serviço 
público são espécies diferentes, conforme visto em aula. 
Gabarito10. B. 
 
11. (VUNESP / Escrevente Técnico Judiciário / TJ-SP / 2015) 
João, Escrevente Técnico Judiciário lotado em uma Vara Criminal, praticou ato 
de insubordinação grave, em 20 de janeiro de 2012. Iniciou-se a apuração 
preliminar dos fatos de imediato, logo no dia 22 de janeiro de 2012. Mas esta 
somente veio a ser concluída em dezembro de 2014, concluindo pela prática 
da infração disciplinar consistente na insubordinação grave, com a ressalva de 
que João sempre foi um servidor exemplar sem nunca ter sofrido qualquer 
penalidade disciplinar anteriormente. Nesse caso, a conduta a ser adotada 
pela autoridade competente, na data de hoje, nos termos do Estatuto dos 
Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo, é a 
a) declaração da extinção da punibilidade pela prescrição, que, neste caso, em 
razão da natureza menos grave da insubordinação, ocorreu em dois anos. 
b) decisão do processo pela aplicação da pena de demissão a bem do serviço 
público, face à natureza grave do ato de insubordinação. 
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c) aplicação imediata da pena de suspensão a João, pois esta é a penalidade 
cabível para ato de insubordinação 
d) instauração do processo administrativo disciplinar, assegurados o 
contraditório e a ampla defesa, para que se decida acerca da penalidade 
aplicável 
e) aplicação imediata da pena de repreensão a João, pois esta é a penalidade 
cabível para ato de insubordinação. 
Comentários: 
A questão nos cobra dois conhecimentos basilares para a nossa matéria. 
Precisamos saber a penalidade a que estará sujeito o servidor em questão, 
para que possamos saber se será aberta sindicância ou processo disciplinar. 
 Primeiramente vamos à penalidade, de acordo com o artigo 257: 
Artigo 257 - Será aplicada a pena de demissão a bem do serviço público ao 
funcionário que: 
I - fôr convencido de incontinência pública e escandalosa e de vício de jogos proibidos; 
II - praticar crime contra a boa ordem da administração pública, a fé pública e a 
Fazenda Estadual, ou previsto nas leis relativas à segurança e à defesa nacional. 
III - revelar segredos de que tenha conhecimento em razão do cargo, desde que o 
faça dolosamente e com prejuízo para o Estado ou particulares; 
IV - praticar insubordinação grave; 
V - praticar, em serviço, ofensas físicas contra funcionários ou particulares, salvo se 
em legítima defesa; 
VI - lesar o patrimônio ou os cofres públicos; 
VII - receber ou solicitar propinas, comissões, presentes ou vantagens de qualquer 
espécie, diretamente ou por intermédio de outrem, ainda que fora de suas funções 
mas em razão delas; 
VIII - pedir, por empréstimo, dinheiro ou quaisquer valores a pessoas que tratem de 
interesses ou o tenham na repartição, ou estejam sujeitos à sua fiscalização; 
IX - exercer advocacia administrativa; e 
X - apresentar com dolo declaração falsa em matéria de salário-família, sem prejuízo 
da responsabilidade civil e de procedimento criminal, que no caso couber. 
 Então já vimos que o servidor está sujeito à penalidade de demissão. 
Em seguida, sabemos que, nesse caso, o Estatuto prevê como obrigatória a 
apuração por meio de processo administrativo. 
Artigo 270 - Será obrigatório o processo administrativo quando a falta 
disciplinar, por sua natureza, possa determinar a pena de demissão. 
Parágrafo único - O processo será precedido de sindicância, quando não houver 
elementos suficientes para se concluir pela existência da falta ou de sua autoria. 
Gabarito11. D. 
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12. (VUNESP / Estatístico Judiciário / TJ_SP / 2015) A Lei n° 
10.261/68 dispõe que ao funcionário público é proibido 
a) fazer parte dos quadros sociais de qualquer tipo de sociedade comercial. 
b) deixar de comparecer ao serviço, mesmo que por causa justificada. 
c) participar da gerência de sociedades comerciais, mesmo daquelas que não 
mantenham relações comerciais ou administrativas com o Governo do Estado. 
d) exercer, mesmo fora das horas de trabalho, emprego ou função em 
qualquer tipo de empresa. 
e) empregar material do serviço público em serviço particular. 
Comentários. 
A questão nos cobra os comandos constantes dos artigos 242 e 243. A nossa 
resposta está no artigo 242, VIII. 
Artigo 242 - Ao funcionário é proibido: 
I - referir-se depreciativamente, em informação, parecer ou despacho ou pela 
imprensa, ou qualquer meio de divulgação, às autoridades constituídas e aos atos da 
Administração, podendo, porém, em trabalho devidamente assinado, apreciá-los sob o 
aspecto doutrinário e da organização e eficiência do serviço; 
II - retirar, sem prévia permissão da autoridade competente, qualquer documento ou 
objeto existente na repartição; 
III - entreter-se, durante as horas de trabalho, em palestras, leituras ou outras 
atividades estranhas ao serviço; 
IV - deixar de comparecer ao serviço sem causa justificada; 
V - tratar de interesses particulares na repartição; 
VI - promover manifestações de apreço ou desapreço dentro da repartição, ou tornar-
se solidário com elas; 
VII - exercer comércio entre os companheiros de serviço, promover ou subscrever 
listas de donativos dentro da repartição; e 
VIII - empregar material do serviço público em serviço particular. 
 A letra B está em desconformidade com o artigo 242, IV. 
 As letras A, C e D estão em desconformidade, respectivamente, com o 
parágrafo único, inciso II e inciso IV, todos do artigo 243, abaixo transcrito. 
Artigo 243 - É proibido ainda, ao funcionário: 
I - fazer contratos de natureza comercial e industrial com o Governo, por si, ou como 
representante de outrem; 
II - participar da gerênciaou administração de empresas bancárias ou industriais, ou 
de sociedades comerciais, que mantenham relações comerciais ou administrativas com 
o Governo do Estado, sejam por este subvencionadas ou estejam diretamente 
relacionadas com a finalidade da repartição ou serviço em que esteja lotado; 
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III - requerer ou promover a concessão de privilégios, garantias de juros ou outros 
favores semelhantes, federais, estaduais ou municipais, exceto privilégio de invenção 
própria; 
IV - exercer, mesmo fora das horas de trabalho, emprego ou função em empresas, 
estabelecimentos ou instituições que tenham relações com o Governo, em matéria que 
se relacione com a finalidade da repartição ou serviço em que esteja lotado; 
V - aceitar representação de Estado estrangeiro, sem autorização do Presidente da 
República; 
VI - comerciar ou ter parte em sociedades comerciais nas condições mencionadas no 
item II deste artigo, podendo, em qualquer caso, ser acionista, quotista ou 
comanditário; 
VII - incitar greves ou a elas aderir, ou praticar atos de sabotagem contra o serviço 
público; 
VIII - praticar a usura; 
IX - constituir-se procurador de partes ou servir de intermediário perante qualquer 
repartição pública, exceto quando se tratar de interesse de cônjuge ou parente até 
segundo grau; 
X - receber estipêndios de firmas fornecedoras ou de entidades fiscalizadas, no País, 
ou no estrangeiro, mesmo quando estiver em missão referente à compra de material 
ou fiscalização de qualquer natureza; 
XI - valer-se de sua qualidade de funcionário para desempenhar atividade estranha às 
funções ou para lograr, direta ou indiretamente, qualquer proveito; e 
XII - fundar sindicato de funcionários ou deles fazer parte. 
Parágrafo único - Não está compreendida na proibição dos itens II e VI deste artigo, a 
participação do funcionário em sociedades em que o Estado seja acionista, bem assim 
na direção ou gerência de cooperativas e associações de classe, ou como seu sócio. 
Gabarito12. E. 
 
13. (VUNESP / Estatístico judiciário / TJ-SP / 2015) Sobre a 
responsabilidade dos funcionários públicos, é correto afirmar, nos moldes da 
Lei n° 10.261/68, que 
a) o funcionário é responsável por todos os prejuízos que, nessa qualidade, 
causar à Fazenda Estadual, independentemente de dolo ou culpa, 
devidamente apurados. 
b) a responsabilidade administrativa exime o funcionário da responsabilidade 
civil. 
c) a responsabilidade administrativa do funcionário depende da criminal e da 
civil. 
d) o funcionário que for absolvido pela justiça em processo criminal, por 
qualquer motivo, não responderá civil e administrativamente pelo mesmo fato. 
e) o processo administrativo só poderá ser sobrestado para aguardar decisão 
judicial por despacho motivado da autoridade competente para aplicar a pena. 
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Comentários. 
A presente questão nos cobra as responsabilidades previstas no Estauto. A 
resposta à nossa questão estará especificamente no artigo 250, § 3º. 
Artigo 250 - A responsabilidade administrativa não exime o funcionário da 
responsabilidade civil ou criminal que no caso couber, nem o pagamento da 
indenização a que ficar obrigado, na forma dos artigos 247 e 248, o exame da 
pena disciplinar em que incorrer. 
§ 1º - A responsabilidade administrativa é independente da civil e da criminal. 
§ 2º - Será reintegrado ao serviço público, no cargo que ocupava e com todos os 
direitos e vantagens devidas, o servidor absolvido pela Justiça, mediante simples 
comprovação do trânsito em julgado de decisão que negue a existência de sua autoria 
ou do fato que deu origem à sua demissão. 
§ 3º - O processo administrativo só poderá ser sobrestado para aguardar 
decisão judicial por despacho motivado da autoridade competente para 
aplicar a pena. 
 A alternativa A está em desconformide com o artigo 245, caput. 
Artigo 245 - O funcionário é responsável por todos os prejuízos que, nessa qualidade, 
causar à Fazenda Estadual, por dolo ou culpa, devidamente apurados. 
(...) 
 As alternativas B, C e D estão em desconformidade, respectivamente, 
como o caput, parágrafo 1º e parágrafo 2º, todos do artigo 250, acima 
transcrito. 
Gabarito13. E. 
 
14. (VUNESP / Estatístico Judiciário / TJ-SP / 2015) Conforme dispõe 
a Lei n° 10.261/68, os procedimentos disciplinares punitivos serão presididos 
a) pela chefia imediata do funcionário que cometeu a infração. 
b) pela autoridade máxima da repartição onde o funcionário exerce suas 
funções. 
c) pelo Governador do Estado, pelo Presidente do Tribunal de Justiça ou pelo 
Presidente da Assembleia Legislativa, dependendo de onde o funcionário 
exerce suas funções. 
d) por Procurador do Estado confirmado na carreira. 
e) por Promotor de Justiça devidamente designado para exercer essa função. 
Comentários: 
A questão nos cobra o conhecimento literal do artigo 271. 
Artigo 271 - Os procedimentos disciplinares punitivos serão realizados pela 
Procuradoria Geral do Estado e presididos por Procurador do Estado confirmado na 
carreira. 
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Gabarito14. D 
 
15. (VUNESP / Escrevente Técnico Judiciário / TJ-SP / 2014) A 
respeito das penas disciplinares e de sua aplicação, é correto afirmar, à luz do 
Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo, que 
a) a autoridade que aplicar a pena de suspensão poderá converter essa 
penalidade em multa, na base de 50% (cinquenta por cento) por dia de 
vencimento ou remuneração, sendo o funcionário, nesse caso, obrigado a 
permanecer em serviço. 
b) a pena de suspensão, que não excederá 120 (cento e vinte) dias, será 
aplicada em caso de falta grave ou de reincidência. 
c) a pena de demissão por ineficiência no serviço será aplicada 
independentemente de verificação sobre a impossibilidade de readaptação do 
funcionário público. 
d) a pena de repreensão poderá ser aplicada verbalmente ou por escrito, a 
critério da autoridade competente, nos casos de indisciplina ou falta de 
cumprimento dos deveres. 
e) praticar, em serviço, ofensas físicas contra funcionários ou particulares, 
salvo se em legítima defesa, sujeita o funcionário público à pena de suspensão 
ou de demissão. 
Comentários. 
A questão nos cobra conhecimento sobre a penalidade de suspensão. A 
resposta correta encontra-se no artigo 254, parágrafo 2º, que trata da 
possiblidade da conversão de suspensão em multa. 
Artigo 254 - A pena de suspensão, que não excederá de 90 (noventa) dias, será 
aplicada em caso de falta grave ou de reincidência. 
§ 1º - O funcionário suspenso perderá todas as vantagens e direitos decorrentes do 
exercício do cargo. 
§ 2º - A autoridade que aplicar a pena de suspensão poderá converter essa 
penalidade em multa, na base de 50% (cinqüenta por cento) por dia de 
vencimento ou remuneração, sendo o funcionário, nesse caso, obrigado a 
permanecer em serviço. 
 A alternativa B desobedece ao previsto no artigo 254, caput. 
A alternativa C contraria o comando do artigo 256, parágrafo 2º. 
A alternativa D está em desconformidade com o previsto no artgio 253. 
A alternativa E contraria o disposto no artigo 257, V. 
Gabarito15. A. 
 
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16. (ESAF / ATEng / Pref RJ-2010) Com relação às penalidades e suaaplicação, a Lei n.º 10.261/68 estabelece que, nos casos de indisciplina ou 
falta de cumprimento dos deveres, sem reincidência, a pena a ser aplicada é a 
a) jubilação. 
b) demissão. 
c) demissão a bem do serviço público. 
d) repreensão escrita. 
e) detenção. 
Comentemos por item. 
Comentários: 
A questão cobra o conhecimento previsto no artigo 253 do Estatuto. 
Artigo 253 - A pena de repreensão será aplicada por escrito, nos casos de indisciplina 
ou falta de cumprimento dos deveres. 
Gabarito16. D. 
 
 
 
17. (VUNESP / Contador Judiciário / TJ-SP / 2015) 
Nos termos do que dispõe a Lei no10.261/68 (Estatuto dos Funcionários 
Públicos Civis do Estado de São Paulo), determinada a instauração de 
sindicância ou processo administrativo, ou no seu curso, havendo conveniência 
para a instrução ou para o serviço, poderá o Chefe de Gabinete, por despacho 
fundamentado, ordenar, dentre outras, a seguinte providência: 
a) designação do servidor acusado para o exercício de atividades 
exclusivamente burocráticas até decisão final do procedimento. 
b) prisão preventiva do servidor acusado até que os fatos apurados sejam 
devidamente esclarecidos. 
c) suspensão dos vencimentos do servidor acusado pelo prazo máximo de 
cento e oitenta dias, devidamente autorizado pela autoridade máxima do 
órgão onde o servidor estiver lotado. 
d) decretação, pelo Ministério Público, da prisão temporária do servidor 
acusado por até trinta dias, se houver fundada suspeita de que o acusado 
pode coagir testemunhas. 
e) recolhimento do passaporte do servidor acusado, se houver indícios 
concretos de que o acusado pode estar planejando sair do país. 
Comentários: 
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A alternativa correta é a letra A, por ser a única que coincide com uma das 
medidas trazidas pelo artigo 266 do estatuto. 
Artigo 266 - Determinada a instauração de sindicância ou processo 
administrativo, ou no seu curso, havendo conveniência para a instrução ou 
para o serviço, poderá o Chefe de Gabinete, por despacho fundamentado, 
ordenar as seguintes providências: 
I - afastamento preventivo do servidor, quando o recomendar a moralidade 
administrativa ou a apuração do fato, sem prejuízo de vencimentos ou 
vantagens, até 180 (cento e oitenta) dias, prorrogáveis uma única vez por 
igual período; 
II - designação do servidor acusado para o exercício de atividades 
exclusivamente burocráticas até decisão final do procedimento; 
III - recolhimento de carteira funcional, distintivo, armas e algemas; 
IV - proibição do porte de armas; 
V - comparecimento obrigatório, em periodicidade a ser estabelecida, para 
tomar ciência dos atos do procedimento. 
Gabarito17. A. 
 
18. (VUNESP / APOF / SEFAZ-SP / 2013) 
Durante a instrução de processo administrativo disciplinar, regido pela Lei n.º 
10.261/68, constatou-se a existência de uma nulidade processual. No entanto, 
esse processo já conta com a respectiva decisão de mérito. Considerando 
esses fatos, bem como o que dispõe a referida lei, pode-se afirmar que 
a) a nulidade não poderá ser declarada, tendo em vista que o processo já 
conta com decisão proferida, restando superada a questão de eventuais 
nulidades processuais 
b) não será declarada a nulidade do ato processual se esse não houver influído 
na apuração da verdade substancial ou diretamente na decisão. 
c) a declaração de nulidade deve, obrigatoriamente, ser efetivada de ofício 
pela autoridade competente. 
d) a nulidade será declarada, independentemente dos efeitos produzidos, 
apenas se houver requerimento de uma das partes. 
e) será obrigatória, em qualquer caso, a declaração de nulidade do ato 
processual, independentemente dos seus efeitos. 
Comentários. 
A alternativa correta é a letra B. Todas as alternativas da questão tratam da 
possibilidade de nulidade processual do processo administrativo disciplinar. No 
enquanto, a única que não ofende o conteúdo do artigo 305 é a alternativa B. 
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Artigo 305 - Não será declarada a nulidade de nenhum ato processual que não 
houver influído na apuração da verdade substancial ou diretamente na decisão 
do processo ou sindicância. 
Gabarito18. B. 
 
 
19. (VUNESP / Escrevente Técnico Judiciário / TJ-SP / 2014) 
O Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo prevê, a 
respeito do direito de petição, que 
a) somente a pessoa física poderá peticionar contra ilegalidade ou abuso de 
poder e ser isenta do pagamento de taxas. 
b) o servidor não poderá recusar-se a protocolar, encaminhar ou apreciar a 
petição, sob pena de responsabilidade. 
c) qualquer pessoa poderá se utilizar do direito de petição para comunicar 
ilegalidade ou abuso de poder, ou ainda defender o patrimônio público, desde 
que recolha a taxa devida. 
d) não é assegurado ao servidor o direito de requerer ou representar, pedir 
reconsideração e recorrer de decisões, mesmo diante de manifesta ilegalidade. 
e) a pessoa que queira reclamar sobre abuso, erro, omissão ou conduta 
incompatível no serviço público deverá comprovar seu interesse legítimo na 
questão, sob pena de indeferimento da petição. 
Comentários. 
A alternativa correta é a letra B. A informação está de acordo com o parágrafo 
segundo do artgio 239. 
Artigo 239 - É assegurado a qualquer pessoa, física ou jurídica, 
independentemente de pagamento, o direito de petição contra ilegalidade ou 
abuso de poder e para defesa de direitos. 
§ 2º - Em nenhuma hipótese, a Administração poderá recusar-se a 
protocolar, encaminhar ou apreciar a petição, sob pena de 
responsabilidade do agente. 
A alternativa A está incorreta, pois o caput do artigo 239 garante o direito à 
pessoa jurídica também. 
A alternativa C é incorreta, pois não poderá ser cobrado nenhum pagamento, 
conforme caput do artigo 239. 
A alternativa D está incorreta, pois os direitos lá citados são garantidos no 
artgio 240. 
Artigo 240 - Ao servidor é assegurado o direito de requerer ou 
representar, bem como, nos termos desta lei complementar, pedir 
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reconsideração e recorrer de decisões, no prazo de 30 (trinta) dias, salvo 
previsão legal específica. 
A alternativa E está incorreta, pois parágrafo primeiro do artigo 239 garante o 
direito a qualquer pessoa. 
Artigo 239 - É assegurado a qualquer pessoa, física ou jurídica, 
independentemente de pagamento, o direito de petição contra ilegalidade ou 
abuso de poder e para defesa de direitos. 
§ 1º - Qualquer pessoa poderá reclamar sobre abuso, erro, omissão ou 
conduta incompatível no serviço público. 
Gabarito19. B. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1. (VUNESP / Estatístico Judiciário / TJ/2014) Nos termos do que 
expressamente estabelece a Lei n° 10.261/68, é dever do funcionário público 
 a) cumprir as ordens superiores, mesmo quando forem manifestamente 
ilegais. 
 b) residir no local onde exerce o cargo ou onde autorizado. 
 c) guardar sigilo sobre os assuntos da repartição, exceto sobre despachos, 
decisões ou providências. 
 d) manter sigilo sobre as irregularidades de que tiver conhecimento no 
exercício de suas funções, deixando eventual investigação para as autoridades 
competentes. 
 e) providenciar para que estejam sempre em ordem todas as mesas de 
trabalho da repartição onde exerce suas funções. 
 
2. (VUNESP/ Estatístico Judiciário / TJ-SP/2014) A ineficiência no 
serviço sujeita o funcionário público, nos moldes da Lei n° 10.261/68, à pena 
de 
 a) demissão. 
 b) repreensão por escrito. 
 c) advertência. 
 d) suspensão. 
 e) demissão a bem do serviço público. 
 
3. (VUNESP / Delegado de Polícia / PC-SP/2014) De acordo com o 
Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo (Lei 
n. o 10.261/68), será aplicada a pena de demissão, a bem do serviço público, 
ao funcionário que 
 a) for ineficiente no serviço. 
 b) receber presentes de qualquer espécie, por intermédio de outrem, em 
razão de suas funções. 
 c) abandonar o cargo por mais de 30 dias consecutivos. 
 d) se ausentar do serviço, sem causa justificável, por mais de 45 dias, 
interpoladamente, em 01 ano. 
 e) aplicar indevidamente dinheiros ou recursos públicos. 
 
8 – Listas de exercícios 
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4. (VUNESP –Ofcial Adminsitrativo – PC-SP /2014) 
Medeia Florentina, funcionária pública estadual, foi considerada ineficiente no 
serviço público e não conseguiu ser readaptada em outra função. Nesse caso, 
a pena prevista para Medeia pelo Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do 
Estado de São Paulo é a de: 
 a) demissão 
 b) exoneração 
 c) jubilação. 
 d) detenção. 
 e) multa. 
 
5. (VUNESP / Oficial Administrativo / PC-SP / 2014) 
Nos moldes do que dispõe o Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado 
de São Paulo, os procedimentos disciplinares punitivos serão realizados 
pelo(a). 
 a) Governador do Estado. 
 b) Procuradoria Geral do Estado 
 c) Poder Judiciário. 
 d) Ministério Público. 
 e) Tribunal de Contas. 
 
6. (VUNESP/ Defensor Público / DPE-SP/ 2013) 
Funcionário público estadual, encarregado de receber valores referentes a 
pagamento de honorários advocatícios em favor do Estado, dá como quitado 
pagamento de honorários que, posteriormente, verifica-se que estavam a 
menor. Nesta hipótese e considerando o previsto no Estatuto dos Funcionários 
Públicos Civis do Estado de São Paulo, 
 a) poderá sofrer penalidade de demissão após a conclusão de sindicância. 
 b) o funcionário terá o prejuízo descontado integralmente de seu salário. 
 c) o funcionário somente será responsabilizado se não for possível cobrar do 
devedor original. 
 d) terá como sanção cabível apenas a suspensão. 
 e) poderá ser administrativamente processado em até 10 anos. 
 
7. (VUNESP/ Advogado / TJ-SP / 2013) 
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Dentre as penas disciplinares previstas na Lei n.º 10.261/68 do Estado de São 
Paulo, ao funcionário público que exercer advocacia administrativa será 
aplicada a pena de. 
 a) repreensão. 
 b) demissão a bem do serviço público. 
 c) suspensão. 
 d) advertência. 
 e) multa de 5 salários-mínimos 
 
8. (VUNESP / Escrevente Técnico Judiciário / TJ-SP / 2013) 
Com relação ao processo por Abandono do Cargo ou Função e 
por Inassiduidade, pode-se afirmar que 
 a) será instaurado processo para apurar abandono de cargo ou função, 
mesmo se o servidor tiver pedido exoneração. 
 b) não será extinto o processo instaurado exclusivamente para apurar a 
inassiduidade, se o indiciado pedir exoneração até a data designada para o 
interrogatório. 
 c) não será instaurado processo para apurar abandono de cargo ou função se 
o servidor tiver pedido exoneração. 
 d) não será extinto o processo instaurado exclusivamente para apurar 
abandono de cargo ou função, se o indiciado pedir exoneração até a data 
designada para o interrogatório, ou por ocasião deste. 
 e) será instaurado processo para apurar a inassiduidade, mesmo se o servidor 
tiver pedido exoneração. 
 
9. (VUNESP / Oficial Administrativo / SAP-SP / 2011) 
Conforme o disposto na Lei n.º 10.261/68, no tocante ao procedimento 
disciplinar, assinale a alternativa correta. 
 a) Será instaurada sindicância quando a falta disciplinar, por sua natureza, 
possa determinar as penas de repreensão, suspensão ou cassação de 
aposentadoria. 
 b) A sindicância deverá estar concluída no prazo de 30 (trinta) dias, devendo 
o relatório ser encaminhado ao Procurador Geral do Estado para a decisão. 
 c) O processo administrativo poderá ser instaurado por Decreto, no prazo 
prorrogável de 10 (dez) dias do recebimento da determinação, e concluídos no 
prazo improrrogável de 90 (noventa) dias da citação do acusado. 
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 d) No processo administrativo, o mandado de citação deverá conter 
informação de que o acusado poderá arrolar seis testemunhas e requerer 
provas, no prazo de 5 (cinco) dias após a data designada para seu 
interrogatório. 
 e) Não será instaurado processo administrativo para apurar abandono de 
cargo ou função, bem como inassiduidade, se o servidor tiver pedido 
exoneração. 
 
10. (VUNESP / Escrevente Técnico Judiciário / TJ-SP / 2015) 
Acerca das penalidades previstas pelo Estatuto dos Funcionários Públicos Civis 
do Estado de São Paulo, é correto afirmar que 
 a) a pena de repreensão será aplicada verbalmente, nos casos de indisciplina 
ou falta de cumprimento dos deveres 
 b) praticar ato definido como crime contra a administração pública enseja a 
aplicação da demissão a bem do serviço público. 
 c) a pena de suspensão, que não excederá 30 (trinta) dias, será aplicada em 
caso de falta grave ou de reincidência 
 d) a autoridade que aplicar a pena de suspensão poderá converter essa 
penalidade em multa, na base de 75% (setenta e cinco por cento) por dia de 
remuneração. 
 e) em restando configurado o abandono de cargo, caberá a aplicação da pena 
de suspensão. 
 
11. (VUNESP / Escrevente Técnico Judiciário / TJ-SP / 2015) 
João, Escrevente Técnico Judiciário lotado em uma Vara Criminal, praticou ato 
de insubordinação grave, em 20 de janeiro de 2012. Iniciou-se a apuração 
preliminar dos fatos de imediato, logo no dia 22 de janeiro de 2012. Mas esta 
somente veio a ser concluída em dezembro de 2014, concluindo pela prática 
da infração disciplinar consistente na insubordinação grave, com a ressalva de 
que João sempre foi um servidor exemplar sem nunca ter sofrido qualquer 
penalidade disciplinar anteriormente. Nesse caso, a conduta a ser adotada 
pela autoridade competente, na data de hoje, nos termos do Estatuto dos 
Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo, é a 
 a) declaração da extinção da punibilidade pela prescrição, que, neste caso, 
em razão da natureza menos grave da insubordinação, ocorreu em dois anos. 
 b) decisão do processo pela aplicação da pena de demissão a bem do serviço 
público, face à natureza grave do ato de insubordinação. 
 c) aplicação imediata da pena de suspensão a João, pois esta é a penalidade 
cabível para ato de insubordinação 
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 d) instauração do processo administrativo disciplinar, assegurados o 
contraditório e a ampla defesa, para que se decida acerca da penalidade 
aplicável 
 e) aplicação imediata da pena de repreensão a João, pois esta é a penalidade 
cabível para ato de insubordinação. 
 
12. (VUNESP / Estatístico Judiciário / TJ_SP / 2015) A Lei n° 
10.261/68 dispõe que ao funcionário público é proibido 
 a) fazer parte dos quadros sociais de qualquer tipo de sociedade comercial. 
 b) deixar de comparecer ao serviço, mesmo que por causa justificada. 
 c) participar da gerência de sociedades comerciais, mesmodaquelas que não 
mantenham relações comerciais ou administrativas com o Governo do Estado. 
 d) exercer, mesmo fora das horas de trabalho, emprego ou função em 
qualquer tipo de empresa. 
 e) empregar material do serviço público em serviço particular. 
 
13. (VUNESP / Estatístico judiciário / TJ-SP / 2015) Sobre a 
responsabilidade dos funcionários públicos, é correto afirmar, nos moldes da 
Lei n° 10.261/68, que 
 a) o funcionário é responsável por todos os prejuízos que, nessa qualidade, 
causar à Fazenda Estadual, independentemente de dolo ou culpa, 
devidamente apurados. 
 b) a responsabilidade administrativa exime o funcionário da responsabilidade 
civil. 
 c) a responsabilidade administrativa do funcionário depende da criminal e da 
civil. 
 d) o funcionário que for absolvido pela justiça em processo criminal, por 
qualquer motivo, não responderá civil e administrativamente pelo mesmo fato. 
 e) o processo administrativo só poderá ser sobrestado para aguardar decisão 
judicial por despacho motivado da autoridade competente para aplicar a pena. 
 
14. (VUNESP / Estatístico Judiciário / TJ-SP / 2015) Conforme dispõe 
a Lei n° 10.261/68, os procedimentos disciplinares punitivos serão presididos 
 a) pela chefia imediata do funcionário que cometeu a infração. 
 b) pela autoridade máxima da repartição onde o funcionário exerce suas 
funções. 
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 c) pelo Governador do Estado, pelo Presidente do Tribunal de Justiça ou pelo 
Presidente da Assembleia Legislativa, dependendo de onde o funcionário 
exerce suas funções. 
 d) por Procurador do Estado confirmado na carreira. 
 e) por Promotor de Justiça devidamente designado para exercer essa função. 
 
15. (VUNESP / Escrevente Técnico Judiciário / TJ-SP / 2014) A 
respeito das penas disciplinares e de sua aplicação, é correto afirmar, à luz do 
Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo, que 
 a) a autoridade que aplicar a pena de suspensão poderá converter essa 
penalidade em multa, na base de 50% (cinquenta por cento) por dia de 
vencimento ou remuneração, sendo o funcionário, nesse caso, obrigado a 
permanecer em serviço. 
 b) a pena de suspensão, que não excederá 120 (cento e vinte) dias, será 
aplicada em caso de falta grave ou de reincidência. 
 c) a pena de demissão por ineficiência no serviço será aplicada 
independentemente de verificação sobre a impossibilidade de readaptação do 
funcionário público. 
 d) a pena de repreensão poderá ser aplicada verbalmente ou por escrito, a 
critério da autoridade competente, nos casos de indisciplina ou falta de 
cumprimento dos deveres. 
 e) praticar, em serviço, ofensas físicas contra funcionários ou particulares, 
salvo se em legítima defesa, sujeita o funcionário público à pena de suspensão 
ou de demissão. 
 
16. (ESAF - ATEng - Pref RJ/2010) Com relação às penalidades e sua 
aplicação, a Lei n.º 10.261/68 estabelece que, nos casos de indisciplina ou 
falta de cumprimento dos deveres, sem reincidência, a pena a ser aplicada é a 
 a) jubilação. 
 b) demissão. 
 c) demissão a bem do serviço público. 
 d) repreensão escrita. 
 e) detenção. 
 
 
 
17. (VUNESP / Contador Judiciário / TJ-SP) 
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Nos termos do que dispõe a Lei no10.261/68 (Estatuto dos Funcionários 
Públicos Civis do Estado de São Paulo), determinada a instauração de 
sindicância ou processo administrativo, ou no seu curso, havendo conveniência 
para a instrução ou para o serviço, poderá o Chefe de Gabinete, por despacho 
fundamentado, ordenar, dentre outras, a seguinte providência: 
a) designação do servidor acusado para o exercício de atividades 
exclusivamente burocráticas até decisão final do procedimento. 
b) prisão preventiva do servidor acusado até que os fatos apurados sejam 
devidamente esclarecidos. 
c) suspensão dos vencimentos do servidor acusado pelo prazo máximo de 
cento e oitenta dias, devidamente autorizado pela autoridade máxima do 
órgão onde o servidor estiver lotado. 
d) decretação, pelo Ministério Público, da prisão temporária do servidor 
acusado por até trinta dias, se houver fundada suspeita de que o acusado 
pode coagir testemunhas. 
e) recolhimento do passaporte do servidor acusado, se houver indícios 
concretos de que o acusado pode estar planejando sair do país. 
 
 
18. (VUNESP / APOF / SEFAZ-SP / 2013) 
Durante a instrução de processo administrativo disciplinar, regido pela Lei n.º 
10.261/68, constatou-se a existência de uma nulidade processual. No entanto, 
esse processo já conta com a respectiva decisão de mérito. Considerando 
esses fatos, bem como o que dispõe a referida lei, pode-se afirmar que 
a) a nulidade não poderá ser declarada, tendo em vista que o processo já 
conta com decisão proferida, restando superada a questão de eventuais 
nulidades processuais 
b) não será declarada a nulidade do ato processual se esse não houver influído 
na apuração da verdade substancial ou diretamente na decisão. 
c) a declaração de nulidade deve, obrigatoriamente, ser efetivada de ofício 
pela autoridade competente. 
d) a nulidade será declarada, independentemente dos efeitos produzidos, 
apenas se houver requerimento de uma das partes. 
e) será obrigatória, em qualquer caso, a declaração de nulidade do ato 
processual, independentemente dos seus efeitos. 
 
 
19. (VUNESP / Escrevente Técnico Judiciário / TJ-SP / 2014) 
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O Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo prevê, a 
respeito do direito de petição, que 
a) somente a pessoa física poderá peticionar contra ilegalidade ou abuso de 
poder e ser isenta do pagamento de taxas. 
b) o servidor não poderá recusar-se a protocolar, encaminhar ou apreciar a 
petição, sob pena de responsabilidade. 
c) qualquer pessoa poderá se utilizar do direito de petição para comunicar 
ilegalidade ou abuso de poder, ou ainda defender o patrimônio público, desde 
que recolha a taxa devida. 
d) não é assegurado ao servidor o direito de requerer ou representar, pedir 
reconsideração e recorrer de decisões, mesmo diante de manifesta ilegalidade. 
e) a pessoa que queira reclamar sobre abuso, erro, omissão ou conduta 
incompatível no serviço público deverá comprovar seu interesse legítimo na 
questão, sob pena de indeferimento da petição. 
 
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Gabarito1. B. ................................................................................... 32 
Gabarito2. A. ................................................................................... 33 
Gabarito3. B. ................................................................................... 34 
Gabarito4. A. ................................................................................... 34 
Gabarito5. B. ................................................................................... 35 
Gabarito6. B. ................................................................................... 36 
Gabarito7. B. ................................................................................... 37 
Gabarito8. C. .................................................................................... 38 
Gabarito9. E. .................................................................................... 39 
Gabarito10. B. .................................................................................40 
Gabarito11. D.................................................................................. 41 
Gabarito12. E. ................................................................................. 43 
Gabarito13. E. ................................................................................. 44 
Gabarito14. D.................................................................................. 45 
Gabarito15. A. ................................................................................. 45 
Gabarito16. D.................................................................................. 46 
Gabarito17. A. ................................................................................. 47 
Gabarito18. B. ................................................................................. 48 
Gabarito19. B. ................................................................................. 49 
 
 
 
 
 
 
 
Messeder, Hamurabi. Interpretando o Estatuto dos Servidores do Estado de 
São Paulo. 1ª ed. Rio de Janeiro: Editora Travessa, 2011. 
BRASIL. Lei nº 10.261/68, Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado. 
São Paulo, SP, Assembleia Legislativa, 1968. 
 
9 – Gabarito 
10 – Referencial Bibliográfico

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