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Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo – Lei nº 10.261/68 Curso: Direito Administrativo Professor: Jonatas Albino do Nascimento Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 2 de 58 www.exponencialconcursos.com.br Olá, pessoal! É com imensa satisfação que lançamos o curso de Direito Administrativo: Deveres dos Servidores Públicos - TJ SP (Contador Judiciário) – Teoria e Questões no Exponencial Concursos. Vamos nos apresentar! Meu nome é Jonatas Albino, sou Agente Fiscal de Rendas do Estado de São Paulo (ICMS/SP), professor do Exponencial Concursos e de cursinhos preparatórios presenciais em Marília, São Paulo. Caso esse seja nosso primeiro contato, faço uma breve apresentação sobre a mim para que nos conheçamos melhor. Minha vida de concurseiro começou logo cedo, quando decidi que queria ser Oficial de carreira do Exército Brasileiro. Era o ano de 2005 e morava em Boa Vista-RR. Por não ter confiança nos cursos preparatórios lá disponíveis, encarei a preparação por conta própria por meio de uma boa bibliografia e muitas horas de estudos. A receita era boa e o resultado apareceu: 14º colocado para a Escola Preparatória de Cadetes do Exército, 1º colocado no vestibular para Ciências da Computação na UFRR e 1º colocado para a Escola de Especialistas da Aeronáutica. Passados aproximadamente 8 anos no Exército Brasileiro, já como 1º tenente, decidi que queria uma carreira diferente, apontando meus esforços para a área fiscal. Mais uma vez, agora pela impossibilidade de conciliar aulas presenciais com a rotina exaustiva na caserna, optei pela tática já antes utilizada: bom material e muitas horas de estudo. O resultado veio relativamente rápido: após um ano e meio de preparação fui aprovado para o concurso para a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, vulgarmente conhecido como ICMS-SP, onde estou até hoje, mais precisamente na cidade de Marília, como dito anteriormente. Vamos fazer uma passagem pela metodologia do curso! O curso será composto por 02 aulas (contando com a demonstrativa), cuja divulgação obedecerá ao cronograma da página 4. A estrutura das aulas será assim: Teoria Caro aluno, o melhor material para concursos não é o mais extenso, mas o que te faça aprender corretamente e de forma rápida. Vale lembrar que o foco é passar na prova e não se formar em direito, ok? Com esse foco, nosso curso será extremamente objetivo, ensinando tudo o que você precisa saber, sem doutrinas e divagações desnecessárias. A ideia é valorizar o seu tempo. APRESENTAÇÃO Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 3 de 58 www.exponencialconcursos.com.br Por isso, vamos apresentar diversos esquemas, fluxogramas, tabelas comparativas, pequenos resumos, sublinhados, entre outras ferramentas para potencializar seu aprendizado. Aqui vamos explicar uma coisa: vamos preparar o curso de forma que os destaques, as cores, os negritos e os sublinhados sirvam para que vocês possam fazer uma leitura dinâmica de forma que seja suficiente para resgatar o conhecimento do assunto objeto da leitura, permitindo as revisões mais rápidas após a leitura inicial do curso. Questões Faremos MUITAS questões, das principais bancas do país (CESPE, FCC, FVG, ESAF, entre outras). Procuraremos também extrair o máximo de conhecimento de cada questão resolvida, assinalando o item incorreto. Aqui gostaria de detalhar alguns pontos importantes: Iremos colocar questões também na parte teórica para quebrar um pouco o ritmo, aumentar a dinâmica do estudo e também para ajudar na fixação do conteúdo. Vamos colocar as questões com o gabarito no final sem os comentários para facilitar no treinamento. Quando tivermos algum assunto que ainda não foi cobrado em provas anteriores (ou que tenha sido pouco cobrado) criaremos algumas questões no estilo da banca para que vocês não sejam pegos desprevenidos. Nos comentários iniciais das aulas vamos conversar com vocês dando várias dicas, principalmente sobre técnicas de estudo. E para iniciar, lá vai a dica inicial: planejamento! Por isso, principalmente se você ainda está conhecendo o “mundo dos concursos”, considere ser conduzido por um dos coachs do Exponencial. Aproveito para convidar você para curtir minha página no Instagram, por onde mantenho contato com meus alunos. Prof_Jonatas_Albino Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 4 de 58 www.exponencialconcursos.com.br Aula Conteúdo 00 2. Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo (Lei nº 10.261/68) – artigos 239 a 307, com as alterações vigentes até a publicação deste edital. 01 3. Lei Federal 8.429/92 (Lei de Improbidade Administrativa) artigos 1º ao 11º, com as alterações vigentes até a publicação deste edital. *Confira o cronograma de liberação das aulas no site do Exponencial Concursos, na página do curso. Durante o curso, estabeleceremos contato por meio do Fórum, onde serão trabalhadas as dúvidas. Vamos em frente! Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 5 de 58 www.exponencialconcursos.com.br Hoje enfrentaremos as disposições específicas relativas ao Estatuto dos Funcionários Civis do Estado de São Paulo. Como me diziam quando eu estava no Exército antes de ir para operações de campo onde iam me ralar: “deixe a alma no armário e venha só com o corpo!” kkkk Assustei, né? Deixando a brincadeira de lado, se trata de tema que nos dará trabalho para ser enfrentado, uma vez que traz muitos detalhes e prazos para serem memorizados. Destaco o termo porque infelizmente é isso mesmo. Porém, em matérias assim temos algo a nosso favor. Quando estamos em preparação séria, as matérias mais complicadas vêm para nos ajudar, porque elas não dão espaço para aventureiros. Antes de começar, são importantes algumas considerações para o melhor aproveitamento da aula. Primeiramente, as provas das matérias de legislação, dentre as quais essa se encontra, costumam pegar pesado na literalidade da lei. Justamente por isso, teremos várias reproduções do texto legal. Antes que rolem alguns tomates da minha direção, não se trata de preguiça ou má vontade. Absolutamente. Vocês precisam ter contato com a letra da lei. Obviamente a aula não se trata de reprodução da lei, portanto serão feitos vários comentários, principalmente a respeito de trechos menos claros ou que sejam alvo de alguma discussão ou dúvida. Alguns artigos de menor importância não constarão da aula, uma vez que precisamos nos preocupar com o que há de mais importante. No entanto, é importante que você faça leituras do estatuto “seco”, como costumam dizer. Aconselho uma que você faça leituras diárias, mas curtas. Por exemplo, 10 0u 15 artigos por vez. Dessa forma irá bater todos os artigos várias vezes sem ter uma leitura muito cansativa. Para a leitura no site da ALESP, procure o texto compilado da Lei nº 10.261/68, que trará as respectivas alterações realizadas com o passar do tempo. Então é isso. Qualquer coisa, chamem no Fórum. Abraço e bons estudos! CONSIDERAÇÕES INICIAIS Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 6 de 58 www.exponencialconcursos.com.br Sumário 1 – Do Direito de Petição ..................................................................... 7 2 – Dos Deveres ...................................................................................8 3 – Das Proibições ............................................................................. 10 4 – Das Responsabilidades ................................................................ 13 5 – Das Penalidades ........................................................................... 16 6 – Das Providências Preliminares ..................................................... 22 7 - Do Processo Disciplinar ................................................................ 24 7.1 – Sindicância ............................................................................. 24 7.2 – Processo Administrativo ........................................................... 25 8 – Questões Comentadas ................................................................. 31 8 – Listas de exercícios ...................................................................... 50 9 – Gabarito ....................................................................................... 58 10 – Referencial Bibliográfico ............................................................ 58 ESTATUTO DOS FUNCIONÁRIOS CIVIS DO ESTADO DE SÃO PAULO Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 7 de 58 www.exponencialconcursos.com.br Iniciamos nosso estudo pelo direito de petição. São apenas dois artigos, que já foram cobrados em prova. O direito de petição é garantido na CF/88, posterior ao estatuto que agora estudamos. Mas vejamos as disposições que nos interessam agora. Artigo 239 - É assegurado a qualquer pessoa, física ou jurídica, independentemente de pagamento, o direito de petição contra ilegalidade ou abuso de poder e para defesa de direitos. § 1º - Qualquer pessoa poderá reclamar sobre abuso, erro, omissão ou conduta incompatível no serviço público. § 2º - Em nenhuma hipótese, a Administração poderá recusar-se a protocolar, encaminhar ou apreciar a petição, sob pena de responsabilidade do agente. Qualquer pessoa física ou jurídica poderá exercer o direito, que não poderá ser condicionado por pagamento. O direito de petição é uma arma do cidadão contra eventuais condutas impróprias por parte de agentes públicos, conforme pudemos depreender dos parágrafos do artigo acima. Agora vamos ao artigo 240, que é específico ao servidor. Artigo 240 - Ao servidor é assegurado o direito de requerer ou representar, bem como, nos termos desta lei complementar, pedir reconsideração e recorrer de decisões, no prazo de 30 (trinta) dias, salvo previsão legal específica. Decore principalmente o requerer e representar, pois eles poderão ser usados para te confundir na hora da prova, sem deixar de lado a Pessoa física ou jurídica Independe de pagamento Combater abuso, erro, omissão, conduta incompatível Obrigatoriedade de protocolo 1 – Do Direito de Petição Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 8 de 58 www.exponencialconcursos.com.br reconsideração e a possibilidade de recorrer de decisões, tudo no prazo de 30 dias. Seguindo em frente, vamos aos deveres previstos no Estatuto. Vamos ao artigo 241 e a alguns comentários pertinentes para os incisos, quando for o caso. Artigo 241 - São deveres do funcionário: I - ser assíduo e pontual; O presente inciso nos traz dois conceitos. O primeiro, assiduidade, refere-se à frequência, à qualidade do servidor que se faz presente ao seus compromissos. Já a pontulidade é englobada pela assiduidade, uma vez que diz respeito ao cumprimento de horários, pressupondo o comparecimento do servidor aos seus compromissos. II - cumprir as ordens superiores, representando quando forem manifestamente ilegais; O presente inciso traz o dever, não só de não obedecer às ordens superiores no caso de manifesta ilegalidade, mas de representar no caso de manifestamente ilegais. III - desempenhar com zêlo e presteza os trabalhos de que fôr incumbido; IV - guardar sigilo sobre os assuntos da repartição e, especialmente, sobre despachos, decisões ou providências; No exercício de suas atribuições o servidor terá acesso a informações única e exclusivamente atinentes às suas atribuições que deverão ser mantidas em sigilo. Aqui, além da infração administrativa, teremos também o SERVIDOR Requerer Representar Pedir reconsideração Recorrer de decisões 2 – Dos Deveres Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 9 de 58 www.exponencialconcursos.com.br crime de violação de sigilo profissional, que foge ao nosso interesse no momento. V - representar aos superiores sobre todas as irregularidades de que tiver conhecimento no exercício de suas funções; O presente inciso é abrangente, de forma que faz com que o servidor represente qualquer irregularidade de que tenha conhecimento, mesmo que ele não esteja diretamente prejudicado ou envolvido. VI - tratar com urbanidade os companheiros de serviço e as partes; Entenda-se urbanidade aqui como respeito, com que deverão ser tratados os companheiros de trabalho e outras pessoas com quem o servidor conviva no exercício de suas atribuições. VII - residir no local onde exerce o cargo ou, onde autorizado; Regra interessante para ser cobrada no concurso. Para morar em município diferente de onde o servidor trabalha, deverá estar autorizado pela autoridade competente. VIII - providenciar para que esteja sempre em ordem, no assentamento individual, a sua declaração de família; Assentamento individual são documentos sobre seu histórico profissional em poder do instituição para a qual o servidor trabalha. Lá deverá constar corretamente a descrição do núcleo familiar integrado pelo servidor, constando quem são seus dependentes. IX - zelar pela economia do material do Estado e pela conservação do que fôr confiado à sua guarda ou utilização; X - apresentar-se convenientemente trajado em serviço ou com uniforme determinado, quando fôr o caso; XI - atender prontamente, com preferência sobre qualquer outro serviço, às requisições de papéis, documentos, informações ou providências que lhe forem feitas pelas autoridades judiciárias ou administrativas, para defesa do Estado, em Juízo; O objetivo desse inciso é conferir precedência às atividades das quais dependam a defesa do Estado em Juízo. XII - cooperar e manter espírito de solidariedade com os companheiros de trabalho; Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 10 de 58 www.exponencialconcursos.com.br XIII - estar em dia com as leis, regulamentos, regimentos, instruções e ordens de serviço que digam respeito às suas funções; e Decorrência do princípio da legalidade estrita, previsto no caput do artgio 37 da Constituição Federal. XIV - proceder na vida pública e privada na forma que dignifique a função pública. A conduta da vida particular do servidor poderá ensejar punição disciplinar. Conforme feito anteriormente, vamos aos dispositivos legais de interesse, com os respectivos comentários, quando for o caso. Artigo 242 - Ao funcionário é proibido: I - referir-se depreciativamente, em informação, parecer ou despacho ou pela imprensa, ou qualquer meio de divugação, às autoridades constituídas e aos atos da Administração, podendo, porém, em trabalho devidamente assinado, apreciá-los sob o aspecto doutrinário e da organização e eficiência do serviço; O inciso traz a probição a referências depreciativas às autoridades e atos da Administração. A norma abarca, inclusive redes sociais, uma vez que cita “qualquer meio”. No entanto, no final do inciso, há areferência à possibilidade de apreciação, devidamente assinada, de aspectos intrinsecamente ligados ao serviço. II - retirar, sem prévia permissão da autoridade competente, qualquer documento ou objeto existente na repartição; A desobediência do presente dispositivo enseja crime de peculato, previsto no Código Penal. III - entreter-se, durante as horas de trabalho, em palestras, leituras ou outras atividades estranhas ao serviço; Esse dispositivo tem o intuito de fazer com que servidor fique à disposição do serviço público enquanto no horário e local de trabalho. IV - deixar de comparecer ao serviço sem causa justificada; V - tratar de interesses particulares na repartição; 3 – Das Proibições Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 11 de 58 www.exponencialconcursos.com.br VI - promover manifestações de apreço ou desapreço dentro da repartição, ou tornar-se solidário com elas; Essa probição tem o intuito de evitar a existência do “puxa-saco” e também do sujeito que procura falar mal dos outros, assim como os que a eles se associam. VII - exercer comércio entre os companheiros de serviço, promover ou subscrever listas de donativos dentro da repartição; e VIII - empregar material do serviço público em serviço particular. Os recursos da repartição pública devem ser utilizadas única e exclusivamente em prol do interesse público. Artigo 243 - É proibido ainda, ao funcionário: I - fazer contratos de natureza comercial e industrial com o Governo, por si, ou como representante de outrem; Esse dispositivo se alinha com a Lei de Licitações – Lei nº 8.666/90. Obviamente, há os casos de dispensa e inexigibilidade, que serão vistos mais à frente. II - participar da gerência ou administração de empresas bancárias ou industriais, ou de sociedades comerciais, que mantenham relações comerciais ou administrativas com o Governo do Estado, sejam por este subvencionadas ou estejam diretamente relacionadas com a finalidade da repartição ou serviço em que esteja lotado; Essa norma visa evitar um conflito de interesses, uma vez que o indivíduo que participa de empresa privada tenderá a maximizar o seu lucro, o que poderia acarretar problemas para o interesse público. III - requerer ou promover a concessão de privilégios, garantias de juros ou outros favores semelhantes, federais, estaduais ou municipais, exceto privilégio de invenção própria; Esse inciso procura trazer ao Estatuto norma decorrente do princípio da moralidade, não podendo o servidor procurar favores para si, seja qual for sua natureza. O termo invenção própria se refere a eventual invenção propriamente dita do servidor que seja protegida por lei, podendo ele dela usufruir economicamente. IV - exercer, mesmo fora das horas de trabalho, emprego ou função em empresas, estabelecimentos ou instituições que tenham relações com o Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 12 de 58 www.exponencialconcursos.com.br Governo, em matéria que se relacione com a finalidade da repartição ou serviço em que esteja lotado; Conforme dito anterioemente, mais uma vez o Estatuto procura impedir o conflito de interesses, que poderia trazer prejuízo ao serviço público. V - aceitar representação de Estado estrangeiro, sem autorização do Presidente da República; VI - comerciar ou ter parte em sociedades comerciais nas condições mencionadas no item II deste artigo, podendo, em qualquer caso, ser acionista, quotista ou comanditário; Esse inciso deve ser interpretado com o inciso II, de forma que o servidor poderá ser acionista de sociedades comerciais que mantenham relações comerciais com o Governo (“em qualquer caso”). VII - incitar greves ou a elas aderir, ou praticar atos de sabotagem contra o serviço público; O artigo 37, VII, da CF/88, concede ao servidor o direito de greve. A presente norma, portanto, está em desacordo com a Constituição. VIII - praticar a usura; Essa é a proibição à agiotagem, em termos populares. IX - constituir-se procurador de partes ou servir de intermediário perante qualquer repartição pública, exceto quando se tratar de interesse de cônjuge ou parente até segundo grau; Aqui também ocorre o crime de advocacia administrativa, no caso de desobediência ao presente inciso. Para sabermos o grau de parentesco, acompanhe o seguinte raciocínio: desenhando a árvore genealógica do servidor no papel, quantas “casas” temos que andar para chegar até o sujeito que teve o direito defendido? Esse é o grau. O neto por exemplo é parente de segundo grau, pois, primeiramente temos o filho. X - receber estipêndios de firmas fornecedoras ou de entidades fiscalizadas, no País, ou no estrangeiro, mesmo quando estiver em missão referente à compra de material ou fiscalização de qualquer natureza; Entenda estipêndio como qualquer forma de pagamento. De acordo com a situação pode haver o enquadramento no crime de corrupção passiva, podendo ensejar perda do cargo. Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 13 de 58 www.exponencialconcursos.com.br XI - valer-se de sua qualidade de funcionário para desempenhar atividade estranha às funções ou para lograr, direta ou indiretamente, qualquer proveito; e Aqui temos a proibição da famosa “carteirada”. XII - fundar sindicato de funcionários ou deles fazer parte. Temos aqui mais regra inconstitucional, mais especificamente em desacordo com o artigo 37, inciso VI. Parágrafo único - Não está compreendida na proibição dos itens II e VI deste artigo, a participação do funcionário em sociedades em que o Estado seja acionista, bem assim na direção ou gerência de cooperativas e associações de classe, ou como seu sócio. Artigo 244 - É vedado ao funcionário trabalhar sob as ordens imediatas de parentes, até segundo grau, salvo quando se tratar de função de confiança e livre escolha, não podendo exceder a 2 (dois) o número de auxiliares nessas condições. Entende a jurisprudência que a proibição do artigo 244 engloba os cargos em comissão, de forma que a exceção prevista na parte final do artigo não pode ser aplicada. Primeiramente cumpre-nos fazer algumas distinções quanto a espécies de responsabilidades. 1) Responsabilidade cível: ligada a indenizar eventual prejuízo causado, mediante indenização; 2) Responsabilidade administrativa: mediante processo administrativo, o servidor poderá ser sancionado por ter atuado de forma incondizente com suas obrigações; e 3) Responsabilidade penal: responderá penalmente o servidor que praticar ato tipificado em lei como crime. É interessante ressaltar que essas responsabilidades podem ocorrer de forma simultânea ao servidor. Isso, no entanto, não significa repetição da punição, mas punições em esferas diferentes. 4 – Das Responsabilidades Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 14 de 58 www.exponencialconcursos.com.br Vamos então ao Estatuto: Artigo 245 - O funcionário é responsável por todos os prejuízos que, nessa qualidade, causar à Fazenda Estadual, por dolo ou culpa, devidamente apurados. O caput do artigo 245 está em consonância do artigo 37, parágrafo sexto, que concede ao Poder Público direito de regresso no caso de prejuízo causado pelo servidor que tenha agido com dolo ou culpa. O restante do artigo 245 traz disposições específicas que causam responsabilidade, porém autoexplicativas. Leitura a seguir. Parágrafo único - Caracteriza-se especialmente a responsabilidade: I - pela sonegação de valores e objetos confiadosà sua guarda ou responsabilidade, ou por não prestar contas, ou por não as tomar, na forma e no prazo estabelecidos nas leis, regulamentos, regimentos, instruções e ordens de serviço; II - pelas faltas, danos, avarias e quaisquer outros prejuízos que sofrerem os bens e os materiais sob sua guarda, ou sujeitos a seu exame ou fiscalização; III - pela falta ou inexatidão das necessárias averbações nas notas de despacho, guias e outros documentos da receita, ou que tenham com eles relação; e IV - por qualquer erro de cálculo ou redução contra a Fazenda Estadual. O artigo 246 traz hipótese de desobediência à Lei de Licitações. Artigo 246 - O funcionário que adquirir materiais em desacordo com disposições legais e regulamentares será responsabilizado pelo respectivo custo, sem prejuízo das penalidades disciplinares cabíveis, podendo-se proceder ao desconto no seu vencimento ou remuneração. Responsabilidade Penal Cível Administrativa Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 15 de 58 www.exponencialconcursos.com.br O artigo 247 traz norma sobre eventual desfalque causado pelo servidor, mesmo que por omissão. Seria o caso, por exemplo, de situação em que o servidor recebe erroneamente o triplo do que lhe é devido em termos de vencimentos. Nesses casos e em outros que possam ser enquadrados no artigo citado, a devolução deve ocorrer de uma só vez. Artigo 247 - Nos casos de indenização à Fazenda Estadual, o funcionário será obrigado a repor, de uma só vez, a importância do prejuízo causado em virtude de alcance, desfalque, remissão ou omissão em efetuar recolhimento ou entrada nos prazos legais. Fora dos casos previstos no artigo 247, a reposição poderá ser descontada do vencimento ou remuneração em até 10 % do vencimento ou remuneração do servidor, conforme 248. A diferença basilar entre os artigos 247 e 248 reside em torno da boa ou má-fé, sendo esta última referente aos casos do artigo 247. O artigo 248, parágrafo único, faz referência ao inciso IV do artigo 245, abaixo transcrito. Vamos relembrar o inciso para entender o artigo 248. Artigo 245 (...) IV - por qualquer erro de cálculo ou redução contra a Fazenda Estadual. Artigo 248 - Fora dos casos incluídos no artigo anterior, a importância da indenização poderá ser descontada do vencimento ou remuneração não excedendo o desconto à 10ª (décima) parte do valor destes. Artigo 248 (...) Parágrafo único - No caso do item IV do parágrafo único do artigo 245, não tendo havido má-fé, será aplicada a pena de repreensão e, na reincidência, a de suspensão. Em seguida, temos o comando do artigo 249. Artigo 249 - Será igualmente responsabilizado o funcionário que, fora dos casos expressamente previstos nas leis, regulamentos ou regimentos, cometer a pessoas estranhas às repartições, o desempenho de encargos que lhe competirem ou aos seus subordinados. Conforme dito anteriormente, o servidor poderá responder em várias esferas pelo mesmo fato. Artigo 250 - A responsabilidade administrativa não exime o funcionário da responsabilidade civil ou criminal que no caso couber, nem o pagamento da indenização a que ficar obrigado, na forma dos artigos 247 e 248, o exame da pena disciplinar em que incorrer. elida Máquina de escrever Q823818 elida Máquina de escrever Q823818 elida Máquina de escrever Q823818 elida Máquina de escrever RODA: Remissão, Omissão, Desfalque ou Alcance Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 16 de 58 www.exponencialconcursos.com.br No entanto, importante destacar que, caso haja absolvição na esfera penal por 1) negativa de autoria ou 2) inocorrência do crime, haverá reflexo nas demais esferas (cível e administrativa), sendo o servidor eximido de qualquer encargo pelo fato. Ainda, o processo administrativo poderá ter seu andamento suspenso pela autoridade competente para aplicação da pena no caso em apuração. Abaixo, a reprodução dos parágrafos do artigo 250, que respaldam as últimas informações aqui expostas. É sempre válida a leitura. Artigo 250 (...) § 1º - A responsabilidade administrativa é independente da civil e da criminal. § 2º - Será reintegrado ao serviço público, no cargo que ocupava e com todos os direitos e vantagens devidas, o servidor absolvido pela Justiça, mediante simples comprovação do trânsito em julgado de decisão que negue a existência de sua autoria ou do fato que deu origem à sua demissão. § 3º - O processo administrativo só poderá ser sobrestado para aguardar decisão judicial por despacho motivado da autoridade competente para aplicar a pena. Agora iremos às penalidades, consequências do não cumprimento de deveres ou violações de proibições. Vamos às espécies. Artigo 251 - São penas disciplinares: I - repreensão; II - suspensão; III - multa; IV - demissão; V - demissão a bem do serviço público; e VI - cassação de aposentadoria ou disponibilidade 5 – Das Penalidades Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 17 de 58 www.exponencialconcursos.com.br Fazendo um alerta aos que já estudaram o Estatuto Federal (Lei nº 8.112), não existe aqui a figura da advertência. De acordo com o artigo 252, são destacados três aspectos para a aplicação da penalidade: 1) natureza, 2) gravidade e 3) danos. Mais uma vez faço a comparação com o federal para os que tenham estudado eventualmente. Aqui não serão levados em conta: 1) agravantes, 2) atenuantes e 3) antecedentes funcionais. A pena de repreensão, a mais branda, será aplicada por escrito nos casos de indisciplina ou falta de cumprimento dos deveres, de acordo com o prescrito no artigo 253. Em seguida, teremos a pena de suspensão, em que o servidor ficará em casa, perdendo todas as vantagens e direitos referentes ao cargo. Prevista no caput, o prazo máximo de a aplicação é de 90 dias. O parágrafo 2º traz hipótese de conversão da suspensão em multa da proporção de 2 dias de suspensão para 1 de multa. Ou seja, no caso de uma suspensão de 30 dias, a conversão se daria em multa de 15 dias de vencimento ou remuneração. Reproduzo o artigo, pois a leitura é sempre válida. Penas Disciplinares repreensão suspensão multa demissão demissão a bem do serviço público cassação de aposentadoria ou disponibilidade Aspectos para aplicação da penalidade Natureza Gravidade Danos Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 18 de 58 www.exponencialconcursos.com.br Artigo 254 - A pena de suspensão, que não excederá de 90 (noventa) dias, será aplicada em caso de falta grave ou de reincidência. § 1º - O funcionário suspenso perderá todas as vantagens e direitos decorrentes do exercício do cargo. § 2º - A autoridade que aplicar a pena de suspensão poderá converter essa penalidade em multa, na base de 50% (cinqüenta por cento) por dia de vencimento ou remuneração, sendo o funcionário, nesse caso, obrigado a permanecer em serviço. Em seguida, ainda na temática da multa, chamo atenção para a possibilidadade da “casca de banana” aparecer no disposto no artigo 255. Artigo 255 - A pena de multa será aplicada na forma e nos casos expressamente previstos em lei ou regulamento. Veja que o artigo fala em lei ou regulamento, portanto fique atento a esse detalhe. Posteriormente temos o artigo 256, que nos traz a pena de demissão. Artigo 256 - Será aplicada a pena de demissão nos casos de: I - abandono de cargo; II - procedimento irregular, de natureza grave; III - ineficiência no serviço; IV - aplicação indevida de dinheiros públicos, e V - ausênciaao serviço, sem causa justificável, por mais de 45 (quarenta e cinco) dias, interpoladamente, durante 1 (um) ano. § 1º - Considerar-se-á abandono de cargo, o não comparecimento do funcionário por mais de (30) dias consecutivos "ex-vi" do artigo 63. § 2º - A pena de demissão por ineficiência no serviço, só será aplicada quando verificada a impossibilidade de readaptação. Em relação ao inciso I, o abandono ficará configurado quando ocorrerem 30 faltas consecutivas sem justificativa. O detalhe é que esse período de 30 dias zera em 31 de dezembro do ano em questão. Portanto, se a sequência de faltas passa pela virada de ano, o servidor acaba por ser beneficiado, tendo a contagem zerada. Em relação ao inciso II, vale uma observação. A CF/88, no seu artigo 41, parágrafo 1º, III, traz a possibilidade de perda do cargo mediante avaliação de desemprenho, na forma da lei complementar. Como essa lei é inexistente, a doutrina entende que a sua consequência é a exoneração do servidor. Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 19 de 58 www.exponencialconcursos.com.br Já no Estatuto agora em estudo, vemos que o inciso em comento nos traz possibilidade de demissão. Portanto fique atento a esse pequeno detalhe. O inciso V traz a inassiduidade habitual. Mais uma vez temos como parâmetro o período de 1º de janeiro a 31 de dezembro do ano em questão, zerando-se a contagem quando adentrar em outro ano civil. O parágrafo primeiro traz a figura do abandono de cargo, fazendo referência ao artigo 63 do mesmo Estatuto, onde também está prevista. O parágrafo 2º traz hipótese inconstitucional. Suponha que o servidor sofra uma limitação física ou mental, não conseguindo se readaptar. Nesse caso não será possível a aplicação da demissão, será caso de aposentadoria. O artigo 257 traz mais hipóteses de demissão. Vamos a ele, com os comentários por inciso, quando for pertinente. Artigo 257 - Será aplicada a pena de demissão a bem do serviço público ao funcionário que: I - fôr convencido de incontinência pública e escandalosa e de vício de jogos proibidos; A incontinência citada no inciso nos remete ao um comportamento incontido por parte do servidor. Seria o caso de agressões verbais e uso de palavras de baixo calão em público. O inciso traz também o vício em jogos proibitos, que dispensa comentários sobre a sua natureza. II - praticar crime contra a boa ordem da administração pública, a fé pública e a Fazenda Estadual, ou previsto nas leis relativas à segurança e à defesa nacional. O presente inciso remete à prática de crimes que tenham como prejudicada a Administração Pública. III - revelar segredos de que tenha conhecimento em razão do cargo, desde que o faça dolosamente e com prejuízo para o Estado ou particulares; IV - praticar insubordinação grave; V - praticar, em serviço, ofensas físicas contra funcionários ou particulares, salvo se em legítima defesa; Aqui poderemos ter a legítima defesa sua ou de outrem. Veja que o inciso não entra no mérito da provocação ou situações congêneres (ex.: caso em que o servidor é xingado e parte para agrassão física). VI - lesar o patrimônio ou os cofres públicos; Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 20 de 58 www.exponencialconcursos.com.br VII - receber ou solicitar propinas, comissões, presentes ou vantagens de qualquer espécie, diretamente ou por intermédio de outrem, ainda que fora de suas funções mas em razão delas; Veja que o inciso não entra no mérito de valores mínimos. VIII - pedir, por empréstimo, dinheiro ou quaisquer valores a pessoas que tratem de interesses ou o tenham na repartição, ou estejam sujeitos à sua fiscalização; IX - exercer advocacia administrativa; e Existe a exceção da defesa de interesses previdenciários de parentes consanguíneos ou afins até o segundo grau. X - apresentar com dolo declaração falsa em matéria de salário- família, sem prejuízo da responsabilidade civil e de procedimento criminal, que no caso couber. Caso de servidor que declara como dependentes pessoas que não o são, com intuito de auferir salário-família. Fique ligado que o inciso informa que deve ser intencional (“dolo”). XI - praticar ato definido como crime hediondo, tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e terrorismo; XII - praticar ato definido como crime contra o Sistema Financeiro, ou de lavagem ou ocultação de bens, direitos ou valores; XIII - praticar ato definido em lei como de improbidade. Atos definidos na Lei nº 8.429/92 – Lei de Improbidade Administrativa. Os atos que demitirem funcionários públicos deverão mencionar sempre a disposição legal em que se fundamenta, conforme comando do artigo 258. Em seguida temos o artigo 259, que traz hipóteses de cassação de aposentadoria ou disponibilidade. Artigo 259 - Será aplicada a pena de cassação de aposentadoria ou disponibilidade, se ficar provado que o inativo: I - praticou, quando em atividade, falta grave para a qual é cominada nesta lei a pena de demissão ou de demissão a bem do serviço público; II - aceitou ilegalmente cargo ou função pública; III - aceitou representação de Estado estrangeiro sem prévia autorização do Presidente da República; e IV - praticou a usura em qualquer de suas formas. Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 21 de 58 www.exponencialconcursos.com.br Importante o destaque para o inciso II, que se alinha com o previsto no artigo 37, XVI, da CF/88, que trata das principais possibilidades de acumulação de cargos públicos na Administração Pública. Caso o servidor aceite cargo que não se enquadre em exceção possível, será enquadrado nesse inciso. Em seguida teremos a determinação da competência para aplicação de penalidades. Primeiramente o caput do artigo 260, abaixo transcrito, faz referência ao artigo 251, anteriomente descrito, que traz as espécies de penalidades previstas do Estatuto que agora estudamos. Chamo atenção principalmente para os limites previstos nos incisos IV e V. Artigo 260 - Para aplicação das penalidades previstas no artigo 251, são competentes: I - o Governador; II - os Secretários de Estado, o Procurador Geral do Estado e os Superintendentes de Autarquia; III - os Chefes de Gabinete, até a de suspensão; IV - os Coordenadores, até a de suspensão limitada a 60 (sessenta) dias; e V - os Diretores de Departamento e Divisão, até a de suspensão limitada a 30 (trinta) dias. Parágrafo único - Havendo mais de um infrator e diversidade de sanções, a competência será da autoridade responsável pela imposição da penalidade mais grave. A prescrição, que no nosso caso é o direito que a Administração Pública tem de apurar a possível falta e aplicar a penalidade correspondente, esta prevista no artigo 261. A falta sujeita à pena de repreensão, suspensão ou multa prescreverá em dois anos. As penalidades que excluem o servidor dos quadros da Administração (demissão, demissão a bem do serviço público e cassação de aposentadoria ou disponibilidade) prescreverão em cinco anos. Caso a infração praticada seja também tipificada como crime, a prescrição ocorrerá junto com o crime, valendo as regras aplicadas ao crime. Em seguida teremos as regras relativas à contagem dos prazos para prescrição. A regra geral é que o prazo começa a contar da data da pratica do ato. Para infrações ligadas a faltas continuadas e permanentes, começará a contar da cessação. Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 22 de 58 www.exponencialconcursos.com.br O prazoserá interrompido quando ocorrer a instauração da sindicância ou processo administrativo para apuração do ato. O Estatuto prevê que, descoberta infração prescrita, deve ocorrer o registro nos assentamentos do servidor, devendo ser apurada a responsabilização pela ocorrência da prescrição. O artigo 262 nos traz uma penalidade específica para o caso de funcionário que deixa de cumprir exigência sujo prazo seja certo. Veja. Artigo 262 - O funcionário que, sem justa causa, deixar de atender a qualquer exigência para cujo cumprimento seja marcado prazo certo, terá suspenso o pagamento de seu vencimento ou remuneração até que satisfaça essa exigência. Parágrafo único - Aplica-se aos aposentados ou em disponibilidade o disposto neste artigo. Trata-se de ótima motivação para não deixar de cumprir uma determinaçaõ, não é mesmo? Aqui na SEFAZ-SP as demandas dessa natureza já chegam com o devido alerta: “se não fizer, não recebe.” Gentil, não é mesmo? :D Por fim, o artigo 263 determina que deverão constar do assentamento individual do funcionário todas as penas que lhe forem impostas. Veremos agora procedimentos anteriores aos procedimentos disciplinares, que veremos mais à frente. Por enquanto, entenda as providências preliminares como procedimentos a serem adotados em um momento anterior à apuração da infração propriamente dita, ok? Vamos aos artigos, será mais fácil de compreendermos. Vejamos inicialmente o que nos diz o artigo 264. Artigo 264 - A autoridade que, por qualquer meio, tiver conhecimento de irregularidade praticada por servidor é obrigada a adotar providências visando à sua imediata apuração, sem prejuízo das medidas urgentes que o caso exigir. Esse primeiro artigo só nos traz uma obrigação às autoridades, não nos é muito esclarecer em relação ao conceito dessas providências preliminares. Isso se resolve já no próximo artigo. Artigo 265 - A autoridade realizará apuração preliminar, de natureza simplesmente investigativa, quando a infração não estiver suficientemente caracterizada ou definida autoria. 6 – Das Providências Preliminares Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 23 de 58 www.exponencialconcursos.com.br § 1º - A apuração preliminar deverá ser concluída no prazo de 30 (trinta) dias. § 2º - Não concluída no prazo a apuração, a autoridade deverá imediatamente encaminhar ao Chefe de Gabinete relatório das diligências realizadas e definir o tempo necessário para o término dos trabalhos. § 3º - Ao concluir a apuração preliminar, a autoridade deverá opinar fundamentadamente pelo arquivamento ou pela instauração de sindicância ou de processo administrativo. Vamos agora entender esses dois artigos. O artigo 264 parte de uma irregularidade praticada, o 265 de uma infração que ainda não está caracterizada ou tem autoria indefinida. Porém ambos tem natureza preparatória para o que poderá vir causar a instauração de de sindicância ou processo administrativo. O artigo 266 nos traz possíveis providências que podem ser ordenadas pelo Chefe de Gabinete, todas no sentido da melhor apuração e instrução da sindicância ou processo administrativo instaurado. Artigo 266 - Determinada a instauração de sindicância ou processo administrativo, ou no seu curso, havendo conveniência para a instrução ou para o serviço, poderá o Chefe de Gabinete, por despacho fundamentado, ordenar as seguintes providências: I - afastamento preventivo do servidor, quando o recomendar a moralidade administrativa ou a apuração do fato, sem prejuízo de vencimentos ou vantagens, até 180 (cento e oitenta) dias, prorrogáveis uma única vez por igual período; II - designação do servidor acusado para o exercício de atividades exclusivamente burocráticas até decisão final do procedimento; III - recolhimento de carteira funcional, distintivo, armas e algemas; IV - proibição do porte de armas; V - comparecimento obrigatório, em periodicidade a ser estabelecida, para tomar ciência dos atos do procedimento. § 1º - A autoridade que determinar a instauração ou presidir sindicância ou processo administrativo poderá representar ao Chefe de Gabinete para propor Natureza investigativa Infração não caracterizada ou sem autoria definida 30 dias Opinião fundamentada ao final sobre instauração Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 24 de 58 www.exponencialconcursos.com.br a aplicação das medidas previstas neste artigo, bem como sua cessação ou alteração. § 2º - O Chefe de Gabinete poderá, a qualquer momento, por despacho fundamentado, fazer cessar ou alterar as medidas previstas neste artigo. O período de afastamento preventivo deverá ser computado como de efetivo exercício. Caso haja aplicação de pena de suspensão, ele nãoserá descontado. Primeiramente vamos abordar algumas regras específicas das sindicâncias, indo em seguida para o processo administrativo. Ressalto que as regras do processo administrativo são de aplicação também às sindicâncias, mas as regras que vamos ver neste subtópico, se aplicam apenas às sindicâncias. O artigo 268 garante o contraditório e a ampla defesa no na sindicância ou processo administrativo que apurar infração, em consonância com a CF/88. Conforme determinado nos artigos 269 e 270, a sindicância será instaurada para apurar faltas sujeitas a repreensão, suspensão ou multa, enquanto que o processo administrativo irá apurar atos que sejam passíveis de aplicação de demissão, demissão a bem do serviço público, cassação de aposentadoria ou disponibilidade. Os procedimentos disciplinares punitivos serão realizados pela Procuradoria Geral do Estado e presididos por Procurador do Estado confirmado na carreira, em atenção ao artigo 271. As autoridades competentes para instauração de sindicância são as previstas no artigo 260, anteriormente descrito, conforme manda o artigo 272. Artigo 260 - Para aplicação das penalidades previstas no artigo 251, são competentes: I - o Governador; II - os Secretários de Estado, o Procurador Geral do Estado e os Superintendentes de Autarquia; III - os Chefes de Gabinete, até a de suspensão; IV - os Coordenadores, até a de suspensão limitada a 60 (sessenta) dias; e V - os Diretores de Departamento e Divisão, até a de suspensão limitada a 30 (trinta) dias. 7 - Do Processo Disciplinar 7.1 – Sindicância Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 25 de 58 www.exponencialconcursos.com.br Parágrafo único - Havendo mais de um infrator e diversidade de sanções, a competência será da autoridade responsável pela imposição da penalidade mais grave. Veja que temos duas competências envolvidas aqui: as autoridades que instauram e a que preside, ok? (artigos 260 e 271) O artigo 273 é bastante importante para a prova, de forma que vale a reprodução. Artigo 273 - Aplicam-se à sindicância as regras previstas nesta lei complementar para o processo administrativo, com as seguintes modificações: I - a autoridade sindicante e cada acusado poderão arrolar até 3 (três) testemunhas; II - a sindicância deverá estar concluída no prazo de 60 (sessenta) dias; II - com o relatório, a sindicância será enviada à autoridade competente para a decisão. Veja que temos aqui o número de testemunhas que podem ser arroladas e o prazo dentro do qual a sindicância deverá ser encerrada, informações muito importantes para nossa prova. Conforme artigo 270, será obrigatório o processo administrativo quando a falta disciplinar, por sua natureza, possa determinar a pena de demissão. As autoridades competentes para instauração do processo administrativo também constamdo artigo 260, porém apenas até o inciso IV, conforme artigo 274. Veja: Artigo 260 - Para aplicação das penalidades previstas no artigo 251, são competentes: I - o Governador; II - os Secretários de Estado, o Procurador Geral do Estado e os Superintendentes de Autarquia; III - os Chefes de Gabinete, até a de suspensão; IV - os Coordenadores, até a de suspensão limitada a 60 (sessenta) dias; e V - os Diretores de Departamento e Divisão, até a de suspensão limitada a 30 (trinta) dias. 7.2 – Processo Administrativo Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 26 de 58 www.exponencialconcursos.com.br O artigo 275 traz regra de suspeição, que é quando a lei determina situações em que as pessoas envolvidas podem agir de forma a distorcer os fatos apurados. Artigo 275 - Não poderá ser encarregado da apuração, nem atuar como secretário, amigo íntimo ou inimigo, parente consangüíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau inclusive, cônjuge, companheiro ou qualquer integrante do núcleo familiar do denunciante ou do acusado, bem assim o subordinado deste. Use a regrinha anteriormente explicada para apurar o grau. A título de exemplo, um tio não pode (terceiro grau), um primo pode (quarto grau). O artigo 277 é importantíssimo, pois traz os prazos do processo administrativo. Artigo 277 - O processo administrativo deverá ser instaurado por portaria, no prazo improrrogável de 8 (oito) dias do recebimento da determinação, e concluído no de 90 (noventa) dias da citação do acusado. § 1º - Da portaria deverão constar o nome e a identificação do acusado, a infração que lhe é atribuída, com descrição sucinta dos fatos, a indicação das normas infringidas e a penalidade mais elevada em tese cabível. § 2º - Vencido o prazo, caso não concluído o processo, o Procurador do Estado que o presidir deverá imediatamente encaminhar ao seu superior hierárquico relatório indicando as providências faltantes e o tempo necessário para término dos trabalhos. § 3º - O superior hierárquico dará ciência dos fatos a que se refere o parágrafo anterior e das providências que houver adotado à autoridade que determinou a instauração do processo. Cuidado com o “deverá” destacado no segundo parágrafo, potencial casca de banana na prova. Interessante o comando do artigo 278, que nos traz o conteúdo que deverá constar no mandado de citação (parágrafo primeiro) do acusado. Trata-se de um artigo grande, mas que contém comandos processuais importantes. Portanto não deixe de fazer a leitura atenta dele. Destaco os pontos mais importantes. Artigo 278 - Autuada a portaria e demais peças preexistentes, designará o presidente dia e hora para audiência de interrogatório, determinando a citação do acusado e a notificação do denunciante, se houver. § 1º - O mandado de citação deverá conter: 1 - cópia da portaria; 2 - data, hora e local do interrogatório, que poderá ser acompanhado pelo advogado do acusado; Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 27 de 58 www.exponencialconcursos.com.br 3 - data, hora e local da oitiva do denunciante, se houver, que deverá ser acompanhada pelo advogado do acusado; 4 - esclarecimento de que o acusado será defendido por advogado dativo, caso não constitua advogado próprio; 5 - informação de que o acusado poderá arrolar testemunhas e requerer provas, no prazo de 3 (três) dias após a data designada para seu interrogatório; 6 - advertência de que o processo será extinto se o acusado pedir exoneração até o interrogatório, quando se tratar exclusivamente de abandono de cargo ou função, bem como inassiduidade. § 2º - A citação do acusado será feita pessoalmente, no mínimo 2 (dois) dias antes do interrogatório, por intermédio do respectivo superior hierárquico, ou diretamente, onde possa ser encontrado. § 3º - Não sendo encontrado em seu local de trabalho ou no endereço constante de seu assentamento individual, furtando-se o acusado à citação ou ignorando-se seu paradeiro, a citação far-se-á por edital, publicado uma vez no Diário Oficial do Estado, no mínimo 10 (dez) dias antes do interrogatório. Em relação ao último parágrafo, temos algumas informações complementares. Primeiramente fica clara a possibilidade de citação do servidor no seu local de trabalho. Em seguida, note que a impossibilidade de citação não impede que o processo siga em frente, situação em que a citação se dará por Diário Oficial do Estado, também chamada de citação fictícia. O artigo 279 traz comando cobre a oitiva do denunciante, quando existir, que deverá ocorrer entre a citação e o interrogatório do acusado. A oitiva será acompanhada apenas pelo advogado do denunciado, não podendo o próprio estar presente. O Estatuto traz a possibilidade de revelia, que será aplicada no caso do não comparecimento do acusado, conforme artigo 280. O artigo 283 repete prazo para a produção ou apresentação de provas anteriormente exposto, porém traz novidade em relação ao número de testemunhas possíveis, que na sindicância são três, mas no processo administrativo são cinco. Essa informação é muito importante. Artigo 283 - Comparecendo ou não o acusado ao interrogatório, inicia-se o prazo de 3 (três) dias para requerer a produção de provas, ou apresentá-las. § 1º - O presidente e cada acusado poderão arrolar até 5 (cinco) testemunhas. § 2º - A prova de antecedentes do acusado será feita exclusivamente por documentos, até as alegações finais. § 3º - Até a data do interrogatório, será designada a audiência de instrução. Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 28 de 58 www.exponencialconcursos.com.br Após o interrogatório, vem a audiência de instrução. Fique ligado nessa ordem processual. Ela está exposta no artigo 284. Artigo 284 - Na audiência de instrução, serão ouvidas, pela ordem, as testemunhas arroladas pelo presidente e pelo acusado. Parágrafo único - Tratando-se de servidor público, seu comparecimento poderá ser solicitado ao respectivo superior imediato com as indicações necessárias. Em seguida, teremos disposição a respeito de testemunhas. Algumas delas poderão se eximir, mas a caráter de exceção. Artigo 285 - A testemunha não poderá eximir-se de depor, salvo se for ascendente, descendente, cônjuge, ainda que legalmente separado, companheiro, irmão, sogro e cunhado, pai, mãe ou filho adotivo do acusado, exceto quando não for possível, por outro modo, obter-se ou integrar-se a prova do fato e de suas circunstâncias. § 1º - Se o parentesco das pessoas referidas for com o denunciante, ficam elas proibidas de depor, observada a exceção deste artigo. § 2º - Ao servidor que se recusar a depor, sem justa causa, será pela autoridade competente adotada a providência a que se refere o artigo 262, mediante comunicação do presidente. § 3º - O servidor que tiver de depor como testemunha fora da sede de seu exercício, terá direito a transporte e diárias na forma da legislação em vigor, podendo ainda expedir-se precatória para esse efeito à autoridade do domicílio do depoente. § 4º - São proibidas de depor as pessoas que, em razão de função, ministério, ofício ou profissão, devam guardar segredo, salvo se, desobrigadas pela parte interessada, quiserem dar o seu testemunho. Veja que o parágrafo primeiro traz limitação às testemunhas apresentadas pelo denunciante, utilizando-se das regras aplicadas ao denunciado. O parágrafo segundo traz a possiblidade de suspensão do pagamento do servidor caso ele não se apresente como testemunha e não tenha motivo para tal. Portanto, via de regra, o servidor não pode deixar de depor. O artigo286 traz a possibilidade de inquirição de testemunha por meio de precatória, onde constarão a síntese da 1) imputação, 2) esclarecimentos pretendidos e 3) possibilidade de presença de advogado. Em atenção ao artigo 287, o acusado deverá providenciar o compareceimento das suas testemunhas, independente de notificação. O artigo 292 traz prazo importante para nossa prova. Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 29 de 58 www.exponencialconcursos.com.br Artigo 292 - Encerrada a fase probatória, dar-se-á vista dos autos à defesa, que poderá apresentar alegações finais, no prazo de 7 (sete) dias. Parágrafo único - Não apresentadas no prazo as alegações finais, o presidente designará advogado dativo, assinando-lhe novo prazo. Fique atento ao prágrafo único. Mais uma vez aparece a figura do advogado dativo, que será designado caso não sejam apresentadas as alegações finais. Com igual importância, o artigo 293 concede o prazo de 10 dias, contados da apresentação das alegações finais, para apresentação do relatório. Artigo 293 - O relatório deverá ser apresentado no prazo de 10 (dez) dias, contados da apresentação das alegações finais. § 1º - O relatório deverá descrever, em relação a cada acusado, separadamente, as irregularidades imputadas, as provas colhidas e as razões de defesa, propondo a absolvição ou punição e indicando, nesse caso, a pena que entender cabível. § 2º - O relatório deverá conter, também, a sugestão de quaisquer outras providências de interesse do serviço público. O relatório será enviado à autoridade que tem competência para aplicação da penalidade em questão, que deverá decidir em 20 dias sobre o julgamento ou realização de diligência, se assim considerar necessário. Artigo 294 - Relatado, o processo será encaminhado à autoridade que determinou sua instauração. Artigo 295 - Recebendo o processo relatado, a autoridade que houver determinado sua instauração deverá, no prazo de 20 (vinte) dias, proferir o julgamento ou determinar a realização de diligência, sempre que necessária ao esclarecimento de fatos. No caso de determinação da diligência, ela deverá ocorrer em 15 dias, sendo aberto prazo de 5 dias para vista e manifestação por parte da defesa, conforme artigo 296. Falando de processo, sempre crescem de importância os prazos. Então aqui temos mais um importantíssimo. Artigo 299 - As decisões serão sempre publicadas no Diário Oficial do Estado, dentro do prazo de 8 (oito) dias, bem como averbadas no registro funcional do servidor. Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 30 de 58 www.exponencialconcursos.com.br Em atendimento ao artigo 302, a autoridade que determinou a instauração do processo administrativo deverá providenciar a instauração de inquérito policial, se a conduta apurada puder tipificar crime. Em sentido inverso, se a autoridade policial tiver ciência de ato que seja passível de apuração administrativa, deverá comunicar à autoridade administrativa. Não será declarada a nulidade de nenhum ato processual que não houver influído na apuração da verdade substancial ou diretamente na decisão do processo ou sindicância, conforme artigo 305. Decorridos 5 anos de efetivo exercício, contados do cumprimento da sanção disciplinar, sem cometimento de nova infração, não mais poderá aquela ser considerada em prejuízo do infrator, inclusive para efeito de reincidência, em respeito ao previsto no artigo 307. O parágrafo único traz consequência da aplicação de penalidade específica para as demissões. Artigo 307 - Decorridos 5 (cinco) anos de efetivo exercício, contados do cumprimento da sanção disciplinar, sem cometimento de nova infração, não mais poderá aquela ser considerada em prejuízo do infrator, inclusive para efeito de reincidência. Parágrafo único - A demissão e a demissão a bem do serviço público acarretam a incompatibilidade para nova investidura em cargo, função ou emprego público, pelo prazo de 5 (cinco) e 10 (dez) anos, respectivamente. Por hoje ficaremos por aqui, não deixe de fazer os exercícios para que o conteúdo seja devidamente fixado. Abraço e bons estudos! Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 31 de 58 www.exponencialconcursos.com.br Orientação para a resolução das questões: Muitas vezes nos comentários, em vez de colocar apenas o inciso ou parágrafo que responde à questão, coloco o artigo inteiro, destacando a resposta. Aconselho fortemente que você faça a leitura do dispositivo inteiro. Quanto mais você tiver contato com a literalidade da legislação, mais estará preparado para a prova. 1. (VUNESP / Estatístico Judiciário / TJ/2014) Nos termos do que expressamente estabelece a Lei n° 10.261/68, é dever do funcionário público a) cumprir as ordens superiores, mesmo quando forem manifestamente ilegais. b) residir no local onde exerce o cargo ou onde autorizado. c) guardar sigilo sobre os assuntos da repartição, exceto sobre despachos, decisões ou providências. d) manter sigilo sobre as irregularidades de que tiver conhecimento no exercício de suas funções, deixando eventual investigação para as autoridades competentes. e) providenciar para que estejam sempre em ordem todas as mesas de trabalho da repartição onde exerce suas funções. Comentários: A presente questão nos cobra o conhecimento do artigo 241, que trata dos deveres do funcionário público. Artigo 241 - São deveres do funcionário: I - ser assíduo e pontual; II - cumprir as ordens superiores, representando quando forem manifestamente ilegais; III - desempenhar com zêlo e presteza os trabalhos de que fôr incumbido; IV - guardar sigilo sobre os assuntos da repartição e, especialmente, sobre despachos, decisões ou providências; V - representar aos superiores sobre todas as irregularidades de que tiver conhecimento no exercício de suas funções; VI - tratar com urbanidade os companheiros de serviço e as partes; VII - residir no local onde exerce o cargo ou, onde autorizado; VIII - providenciar para que esteja sempre em ordem, no assentamento individual, a sua declaração de família; IX - zelar pela economia do material do Estado e pela conservação do que fôr confiado à sua guarda ou utilização; 8 – Questões Comentadas Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 32 de 58 www.exponencialconcursos.com.br X - apresentar-se convenientemente trajado em serviço ou com uniforme determinado, quando fôr o caso; XI - atender prontamente, com preferência sobre qualquer outro serviço, às requisições de papéis, documentos, informações ou providências que lhe forem feitas pelas autoridades judiciárias ou administrativas, para defesa do Estado, em Juízo; XII - cooperar e manter espírito de solidariedade com os companheiros de trabalho; XIII - estar em dia com as leis, regulamentos, regimentos, instruções e ordens de serviço que digam respeito às suas funções; e XIV - proceder na vida pública e privada na forma que dignifique a função pública. As demais alternativas trazem opções que procuram confundir o candidato. Gabarito1. B. 2. (VUNESP / Estatístico Judiciário / TJ-SP/2014) A ineficiência no serviço sujeita o funcionário público, nos moldes da Lei n° 10.261/68, à pena de a) demissão. b) repreensão por escrito. c) advertência. d) suspensão. e) demissão a bem do serviço público. Comentários: Aqui nos é cobrado o conhecimento acerca das demissões, importantíssimo para a nossa prova. No caso, o dispositivo que nos interessa é o artigo 256,abaixo transcrito. Artigo 256 - Será aplicada a pena de demissão nos casos de: I - abandono de cargo; II - procedimento irregular, de natureza grave; III - ineficiência no serviço; IV - aplicação indevida de dinheiros públicos, e V - ausência ao serviço, sem causa justificável, por mais de 45 (quarenta e cinco) dias, interpoladamente, durante 1 (um) ano. § 1º - Considerar-se-á abandono de cargo, o não comparecimento do funcionário por mais de (30) dias consecutivos "ex-vi" do artigo 63. § 2º - A pena de demissão por ineficiência no serviço, só será aplicada quando verificada a impossibilidade de readaptação. Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 33 de 58 www.exponencialconcursos.com.br Aproveito para lembrar a inconstitucionalidade do parágrafo segundo. Conforme dito na aula, a situação nele descrita hoje ocasionaria aposentadoria do servidor. Gabarito2. A. 3. (VUNESP / Delegado de Polícia / PC-SP/2014) De acordo com o Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo (Lei n. o 10.261/68), será aplicada a pena de demissão, a bem do serviço público, ao funcionário que a) for ineficiente no serviço. b) receber presentes de qualquer espécie, por intermédio de outrem, em razão de suas funções. c) abandonar o cargo por mais de 30 dias consecutivos. d) se ausentar do serviço, sem causa justificável, por mais de 45 dias, interpoladamente, em 01 ano. e) aplicar indevidamente dinheiros ou recursos públicos. Comentários. Ainda sobre causas para demissão, nos é cobrado o conhecimento do artigo 257, onde estão dispostas as razões para aplicação da demissão a bem do serviço público. Artigo 257 - Será aplicada a pena de demissão a bem do serviço público ao funcionário que: I - fôr convencido de incontinência pública e escandalosa e de vício de jogos proibidos; II - praticar crime contra a boa ordem da administração pública, a fé pública e a Fazenda Estadual, ou previsto nas leis relativas à segurança e à defesa nacional. III - revelar segredos de que tenha conhecimento em razão do cargo, desde que o faça dolosamente e com prejuízo para o Estado ou particulares; IV - praticar insubordinação grave; V - praticar, em serviço, ofensas físicas contra funcionários ou particulares, salvo se em legítima defesa; VI - lesar o patrimônio ou os cofres públicos; VII - receber ou solicitar propinas, comissões, presentes ou vantagens de qualquer espécie, diretamente ou por intermédio de outrem, ainda que fora de suas funções mas em razão delas; VIII - pedir, por empréstimo, dinheiro ou quaisquer valores a pessoas que tratem de interesses ou o tenham na repartição, ou estejam sujeitos à sua fiscalização; IX - exercer advocacia administrativa; e Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 34 de 58 www.exponencialconcursos.com.br X - apresentar com dolo declaração falsa em matéria de salário-família, sem prejuízo da responsabilidade civil e de procedimento criminal, que no caso couber. Gabarito3. B. 4. (VUNESP –Ofcial Adminsitrativo – PC-SP /2014) Medeia Florentina, funcionária pública estadual, foi considerada ineficiente no serviço público e não conseguiu ser readaptada em outra função. Nesse caso, a pena prevista para Medeia pelo Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo é a de: a) demissão b) exoneração c) jubilação. d) detenção. e) multa. Comentários. Questão interessante, que expõe muito no estilo das provas de legislação. Você se lembra da aula e também de um comentário de uma questão anterior que o dispositivo que irá responder essa questão é inconstitucional. No entanto, a prova de legislação, como de costume, nos cobra a literalidade do dispositivo, como ocorre aqui. Artigo 256 - Será aplicada a pena de demissão nos casos de: I - abandono de cargo; II - procedimento irregular, de natureza grave; III - ineficiência no serviço; IV - aplicação indevida de dinheiros públicos, e V - ausência ao serviço, sem causa justificável, por mais de 45 (quarenta e cinco) dias, interpoladamente, durante 1 (um) ano. § 1º - Considerar-se-á abandono de cargo, o não comparecimento do funcionário por mais de (30) dias consecutivos "ex-vi" do artigo 63. § 2º - A pena de demissão por ineficiência no serviço, só será aplicada quando verificada a impossibilidade de readaptação. Fique atento sempre à literalidade. É interessante saber a situação do dispositivo perante o ordenamento jurídico nacional, porém a maior probabilidade da cobrança na hora da prova será sempre da literalidade. Gabarito4. A. 5. (VUNESP / Oficial Administrativo / PC-SP / 2014) Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 35 de 58 www.exponencialconcursos.com.br Nos moldes do que dispõe o Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo, os procedimentos disciplinares punitivos serão realizados pelo(a). a) Governador do Estado. b) Procuradoria Geral do Estado c) Poder Judiciário. d) Ministério Público. e) Tribunal de Contas. Comentários: Você lembra que chamamos atenção para o fato de haver duas autoridades diretamente envolvidas nas apurações disciplinares: a autoridade que é competente para a aplicação da penalidade e a autoridade que presidirá o procedimento. No caso aqui, o termo “realizará” nos remete a quem preside os procedimentos disciplinares punitivos. Vamos ao dispositivo de interesse. Artigo 279 - As Comissões Processantes Permanentes serão constituídas de 3 (três) funcionários, nomeados pelo prazo de 2 (dois) anos, facultada a recondução, cabendo a presidência a Procurador do Estado. § 1º - Haverá tantas Comissões quantas forem julgadas necessárias. § 2º - Os membros da Comissão poderão ser dispensados a qualquer tempo, com aprovação do Governador. Gabarito5. B. 6. (VUNESP/ Defensor Público / DPE-SP/ 2013) Funcionário público estadual, encarregado de receber valores referentes a pagamento de honorários advocatícios em favor do Estado, dá como quitado pagamento de honorários que, posteriormente, verifica-se que estavam a menor. Nesta hipótese e considerando o previsto no Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo, a) poderá sofrer penalidade de demissão após a conclusão de sindicância. b) o funcionário terá o prejuízo descontado integralmente de seu salário. c) o funcionário somente será responsabilizado se não for possível cobrar do devedor original. d) terá como sanção cabível apenas a suspensão. e) poderá ser administrativamente processado em até 10 anos. Comentários: A questão nos cobra o conhecimento do comando do artigo 247, que trata da forma de ressarcimento ao estado quando houver desfalque ou omissão, Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 36 de 58 www.exponencialconcursos.com.br conforme pudemos depreender do enunciado da questão. Vamos ao dispositivo. Artigo 247 - Nos casos de indenização à Fazenda Estadual, o funcionário será obrigado a repor, de uma só vez, a importância do prejuízo causado em virtude de alcance, desfalque, remissão ou omissão em efetuar recolhimento ou entrada nos prazos legais. O dispositivo é bem claro ao dizer que o ressarcimento ocorrerá de uma só vez. Gabarito6. B. 7. (VUNESP/ Advogado / TJ-SP / 2013) Dentre as penas disciplinares previstas na Lei n.º 10.261/68 do Estado de São Paulo, ao funcionário público que exercer advocacia administrativa será aplicada a pena de. a) repreensão. b) demissão a bem do serviço público. c) suspensão. d) advertência. e) multa de 5 salários-mínimosComentários: Mais uma questão que nos cobra conhecimento da demissão a bem do serviço público. Aqui temos o caso de advocacia administrativa. Artigo 257 - Será aplicada a pena de demissão a bem do serviço público ao funcionário que: I - fôr convencido de incontinência pública e escandalosa e de vício de jogos proibidos; II - praticar crime contra a boa ordem da administração pública, a fé pública e a Fazenda Estadual, ou previsto nas leis relativas à segurança e à defesa nacional. III - revelar segredos de que tenha conhecimento em razão do cargo, desde que o faça dolosamente e com prejuízo para o Estado ou particulares; IV - praticar insubordinação grave; V - praticar, em serviço, ofensas físicas contra funcionários ou particulares, salvo se em legítima defesa; VI - lesar o patrimônio ou os cofres públicos; VII - receber ou solicitar propinas, comissões, presentes ou vantagens de qualquer espécie, diretamente ou por intermédio de outrem, ainda que fora de suas funções mas em razão delas; VIII - pedir, por empréstimo, dinheiro ou quaisquer valores a pessoas que tratem de interesses ou o tenham na repartição, ou estejam sujeitos à sua fiscalização; Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 37 de 58 www.exponencialconcursos.com.br IX - exercer advocacia administrativa; e X - apresentar com dolo declaração falsa em matéria de salário-família, sem prejuízo da responsabilidade civil e de procedimento criminal, que no caso couber. Lembre-se da exceção que temos à presente regra, quando se tratar de interesse previdenciário de parente até o segundo grau. Gabarito7. B. 8. (VUNESP / Escrevente Técnico Judiciário / TJ-SP / 2013) Com relação ao processo por Abandono do Cargo ou Função e por Inassiduidade, pode-se afirmar que a) será instaurado processo para apurar abandono de cargo ou função, mesmo se o servidor tiver pedido exoneração. b) não será extinto o processo instaurado exclusivamente para apurar a inassiduidade, se o indiciado pedir exoneração até a data designada para o interrogatório. c) não será instaurado processo para apurar abandono de cargo ou função se o servidor tiver pedido exoneração. d) não será extinto o processo instaurado exclusivamente para apurar abandono de cargo ou função, se o indiciado pedir exoneração até a data designada para o interrogatório, ou por ocasião deste. e) será instaurado processo para apurar a inassiduidade, mesmo se o servidor tiver pedido exoneração. Comentários: A questão nos cobra o conhecimento do artigo 278, que, dentre outras disposições importantes, traz o conteúdo do mandado de citação. O que nos interessa no momento é o número 6 do parágrafo primeiro. Vamos ao dispositivo. Artigo 278 - Autuada a portaria e demais peças preexistentes, designará o presidente dia e hora para audiência de interrogatório, determinando a citação do acusado e a notificação do denunciante, se houver. § 1º - O mandado de citação deverá conter: 1 - cópia da portaria; 2 - data, hora e local do interrogatório, que poderá ser acompanhado pelo advogado do acusado; 3 - data, hora e local da oitiva do denunciante, se houver, que deverá ser acompanhada pelo advogado do acusado; 4 - esclarecimento de que o acusado será defendido por advogado dativo, caso não constitua advogado próprio; Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 38 de 58 www.exponencialconcursos.com.br 5 - informação de que o acusado poderá arrolar testemunhas e requerer provas, no prazo de 3 (três) dias após a data designada para seu interrogatório; 6 - advertência de que o processo será extinto se o acusado pedir exoneração até o interrogatório, quando se tratar exclusivamente de abandono de cargo ou função, bem como inassiduidade. § 2º - A citação do acusado será feita pessoalmente, no mínimo 2 (dois) dias antes do interrogatório, por intermédio do respectivo superior hierárquico, ou diretamente, onde possa ser encontrado. § 3º - Não sendo encontrado em seu local de trabalho ou no endereço constante de seu assentamento individual, furtando-se o acusado à citação ou ignorando-se seu paradeiro, a citação far-se-á por edital, publicado uma vez no Diário Oficial do Estado, no mínimo 10 (dez) dias antes do interrogatório. Procure memorizar a presente regra como decorrência lógica. Não faria muito sentido punir um servidor por abandono ou inassiduidade uma vez que ele não integrará mais os quadros da Administração. Gabarito8. C. 9. (VUNESP / Oficial Administrativo / SAP-SP / 2011) Conforme o disposto na Lei n.º 10.261/68, no tocante ao procedimento disciplinar, assinale a alternativa correta. a) Será instaurada sindicância quando a falta disciplinar, por sua natureza, possa determinar as penas de repreensão, suspensão ou cassação de aposentadoria. b) A sindicância deverá estar concluída no prazo de 30 (trinta) dias, devendo o relatório ser encaminhado ao Procurador Geral do Estado para a decisão. c) O processo administrativo poderá ser instaurado por Decreto, no prazo prorrogável de 10 (dez) dias do recebimento da determinação, e concluídos no prazo improrrogável de 90 (noventa) dias da citação do acusado. d) No processo administrativo, o mandado de citação deverá conter informação de que o acusado poderá arrolar seis testemunhas e requerer provas, no prazo de 5 (cinco) dias após a data designada para seu interrogatório. e) Não será instaurado processo administrativo para apurar abandono de cargo ou função, bem como inassiduidade, se o servidor tiver pedido exoneração. Comentários: Mais uma vez a questão nos cobra o conhecimento do artigo 278, na esteira da questão anterior. Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 39 de 58 www.exponencialconcursos.com.br Artigo 278 - Autuada a portaria e demais peças preexistentes, designará o presidente dia e hora para audiência de interrogatório, determinando a citação do acusado e a notificação do denunciante, se houver. § 1º - O mandado de citação deverá conter: 1 - cópia da portaria; 2 - data, hora e local do interrogatório, que poderá ser acompanhado pelo advogado do acusado; 3 - data, hora e local da oitiva do denunciante, se houver, que deverá ser acompanhada pelo advogado do acusado; 4 - esclarecimento de que o acusado será defendido por advogado dativo, caso não constitua advogado próprio; 5 - informação de que o acusado poderá arrolar testemunhas e requerer provas, no prazo de 3 (três) dias após a data designada para seu interrogatório; 6 - advertência de que o processo será extinto se o acusado pedir exoneração até o interrogatório, quando se tratar exclusivamente de abandono de cargo ou função, bem como inassiduidade. § 2º - A citação do acusado será feita pessoalmente, no mínimo 2 (dois) dias antes do interrogatório, por intermédio do respectivo superior hierárquico, ou diretamente, onde possa ser encontrado. § 3º - Não sendo encontrado em seu local de trabalho ou no endereço constante de seu assentamento individual, furtando-se o acusado à citação ou ignorando-se seu paradeiro, a citação far-se-á por edital, publicado uma vez no Diário Oficial do Estado, no mínimo 10 (dez) dias antes do interrogatório. Gabarito9. E. 10. (VUNESP / Escrevente Técnico Judiciário / TJ-SP / 2015) Acerca das penalidades previstas pelo Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo, é correto afirmar que a) a pena de repreensão será aplicada verbalmente, nos casos de indisciplina ou falta de cumprimento dos deveres b) praticar ato definido como crime contra a administração pública enseja a aplicação da demissão a bem do serviço público.c) a pena de suspensão, que não excederá 30 (trinta) dias, será aplicada em caso de falta grave ou de reincidência d) a autoridade que aplicar a pena de suspensão poderá converter essa penalidade em multa, na base de 75% (setenta e cinco por cento) por dia de remuneração. e) em restando configurado o abandono de cargo, caberá a aplicação da pena de suspensão. Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 40 de 58 www.exponencialconcursos.com.br Comentários: A questão nos cobra o conhecimento do artigo 257 do Estatuto ora estudado. Artigo 257 - Será aplicada a pena de demissão a bem do serviço público ao funcionário que: I - fôr convencido de incontinência pública e escandalosa e de vício de jogos proibidos; II - praticar crime contra a boa ordem da administração pública, a fé pública e a Fazenda Estadual, ou previsto nas leis relativas à segurança e à defesa nacional. III - revelar segredos de que tenha conhecimento em razão do cargo, desde que o faça dolosamente e com prejuízo para o Estado ou particulares; IV - praticar insubordinação grave; V - praticar, em serviço, ofensas físicas contra funcionários ou particulares, salvo se em legítima defesa; VI - lesar o patrimônio ou os cofres públicos; VII - receber ou solicitar propinas, comissões, presentes ou vantagens de qualquer espécie, diretamente ou por intermédio de outrem, ainda que fora de suas funções mas em razão delas; VIII - pedir, por empréstimo, dinheiro ou quaisquer valores a pessoas que tratem de interesses ou o tenham na repartição, ou estejam sujeitos à sua fiscalização; IX - exercer advocacia administrativa; e X - apresentar com dolo declaração falsa em matéria de salário-família, sem prejuízo da responsabilidade civil e de procedimento criminal, que no caso couber. Nunca é demais lembrar que demissão e demissão a bem do serviço público são espécies diferentes, conforme visto em aula. Gabarito10. B. 11. (VUNESP / Escrevente Técnico Judiciário / TJ-SP / 2015) João, Escrevente Técnico Judiciário lotado em uma Vara Criminal, praticou ato de insubordinação grave, em 20 de janeiro de 2012. Iniciou-se a apuração preliminar dos fatos de imediato, logo no dia 22 de janeiro de 2012. Mas esta somente veio a ser concluída em dezembro de 2014, concluindo pela prática da infração disciplinar consistente na insubordinação grave, com a ressalva de que João sempre foi um servidor exemplar sem nunca ter sofrido qualquer penalidade disciplinar anteriormente. Nesse caso, a conduta a ser adotada pela autoridade competente, na data de hoje, nos termos do Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo, é a a) declaração da extinção da punibilidade pela prescrição, que, neste caso, em razão da natureza menos grave da insubordinação, ocorreu em dois anos. b) decisão do processo pela aplicação da pena de demissão a bem do serviço público, face à natureza grave do ato de insubordinação. Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 41 de 58 www.exponencialconcursos.com.br c) aplicação imediata da pena de suspensão a João, pois esta é a penalidade cabível para ato de insubordinação d) instauração do processo administrativo disciplinar, assegurados o contraditório e a ampla defesa, para que se decida acerca da penalidade aplicável e) aplicação imediata da pena de repreensão a João, pois esta é a penalidade cabível para ato de insubordinação. Comentários: A questão nos cobra dois conhecimentos basilares para a nossa matéria. Precisamos saber a penalidade a que estará sujeito o servidor em questão, para que possamos saber se será aberta sindicância ou processo disciplinar. Primeiramente vamos à penalidade, de acordo com o artigo 257: Artigo 257 - Será aplicada a pena de demissão a bem do serviço público ao funcionário que: I - fôr convencido de incontinência pública e escandalosa e de vício de jogos proibidos; II - praticar crime contra a boa ordem da administração pública, a fé pública e a Fazenda Estadual, ou previsto nas leis relativas à segurança e à defesa nacional. III - revelar segredos de que tenha conhecimento em razão do cargo, desde que o faça dolosamente e com prejuízo para o Estado ou particulares; IV - praticar insubordinação grave; V - praticar, em serviço, ofensas físicas contra funcionários ou particulares, salvo se em legítima defesa; VI - lesar o patrimônio ou os cofres públicos; VII - receber ou solicitar propinas, comissões, presentes ou vantagens de qualquer espécie, diretamente ou por intermédio de outrem, ainda que fora de suas funções mas em razão delas; VIII - pedir, por empréstimo, dinheiro ou quaisquer valores a pessoas que tratem de interesses ou o tenham na repartição, ou estejam sujeitos à sua fiscalização; IX - exercer advocacia administrativa; e X - apresentar com dolo declaração falsa em matéria de salário-família, sem prejuízo da responsabilidade civil e de procedimento criminal, que no caso couber. Então já vimos que o servidor está sujeito à penalidade de demissão. Em seguida, sabemos que, nesse caso, o Estatuto prevê como obrigatória a apuração por meio de processo administrativo. Artigo 270 - Será obrigatório o processo administrativo quando a falta disciplinar, por sua natureza, possa determinar a pena de demissão. Parágrafo único - O processo será precedido de sindicância, quando não houver elementos suficientes para se concluir pela existência da falta ou de sua autoria. Gabarito11. D. Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 42 de 58 www.exponencialconcursos.com.br 12. (VUNESP / Estatístico Judiciário / TJ_SP / 2015) A Lei n° 10.261/68 dispõe que ao funcionário público é proibido a) fazer parte dos quadros sociais de qualquer tipo de sociedade comercial. b) deixar de comparecer ao serviço, mesmo que por causa justificada. c) participar da gerência de sociedades comerciais, mesmo daquelas que não mantenham relações comerciais ou administrativas com o Governo do Estado. d) exercer, mesmo fora das horas de trabalho, emprego ou função em qualquer tipo de empresa. e) empregar material do serviço público em serviço particular. Comentários. A questão nos cobra os comandos constantes dos artigos 242 e 243. A nossa resposta está no artigo 242, VIII. Artigo 242 - Ao funcionário é proibido: I - referir-se depreciativamente, em informação, parecer ou despacho ou pela imprensa, ou qualquer meio de divulgação, às autoridades constituídas e aos atos da Administração, podendo, porém, em trabalho devidamente assinado, apreciá-los sob o aspecto doutrinário e da organização e eficiência do serviço; II - retirar, sem prévia permissão da autoridade competente, qualquer documento ou objeto existente na repartição; III - entreter-se, durante as horas de trabalho, em palestras, leituras ou outras atividades estranhas ao serviço; IV - deixar de comparecer ao serviço sem causa justificada; V - tratar de interesses particulares na repartição; VI - promover manifestações de apreço ou desapreço dentro da repartição, ou tornar- se solidário com elas; VII - exercer comércio entre os companheiros de serviço, promover ou subscrever listas de donativos dentro da repartição; e VIII - empregar material do serviço público em serviço particular. A letra B está em desconformidade com o artigo 242, IV. As letras A, C e D estão em desconformidade, respectivamente, com o parágrafo único, inciso II e inciso IV, todos do artigo 243, abaixo transcrito. Artigo 243 - É proibido ainda, ao funcionário: I - fazer contratos de natureza comercial e industrial com o Governo, por si, ou como representante de outrem; II - participar da gerênciaou administração de empresas bancárias ou industriais, ou de sociedades comerciais, que mantenham relações comerciais ou administrativas com o Governo do Estado, sejam por este subvencionadas ou estejam diretamente relacionadas com a finalidade da repartição ou serviço em que esteja lotado; elida Máquina de escrever Q823818 Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 43 de 58 www.exponencialconcursos.com.br III - requerer ou promover a concessão de privilégios, garantias de juros ou outros favores semelhantes, federais, estaduais ou municipais, exceto privilégio de invenção própria; IV - exercer, mesmo fora das horas de trabalho, emprego ou função em empresas, estabelecimentos ou instituições que tenham relações com o Governo, em matéria que se relacione com a finalidade da repartição ou serviço em que esteja lotado; V - aceitar representação de Estado estrangeiro, sem autorização do Presidente da República; VI - comerciar ou ter parte em sociedades comerciais nas condições mencionadas no item II deste artigo, podendo, em qualquer caso, ser acionista, quotista ou comanditário; VII - incitar greves ou a elas aderir, ou praticar atos de sabotagem contra o serviço público; VIII - praticar a usura; IX - constituir-se procurador de partes ou servir de intermediário perante qualquer repartição pública, exceto quando se tratar de interesse de cônjuge ou parente até segundo grau; X - receber estipêndios de firmas fornecedoras ou de entidades fiscalizadas, no País, ou no estrangeiro, mesmo quando estiver em missão referente à compra de material ou fiscalização de qualquer natureza; XI - valer-se de sua qualidade de funcionário para desempenhar atividade estranha às funções ou para lograr, direta ou indiretamente, qualquer proveito; e XII - fundar sindicato de funcionários ou deles fazer parte. Parágrafo único - Não está compreendida na proibição dos itens II e VI deste artigo, a participação do funcionário em sociedades em que o Estado seja acionista, bem assim na direção ou gerência de cooperativas e associações de classe, ou como seu sócio. Gabarito12. E. 13. (VUNESP / Estatístico judiciário / TJ-SP / 2015) Sobre a responsabilidade dos funcionários públicos, é correto afirmar, nos moldes da Lei n° 10.261/68, que a) o funcionário é responsável por todos os prejuízos que, nessa qualidade, causar à Fazenda Estadual, independentemente de dolo ou culpa, devidamente apurados. b) a responsabilidade administrativa exime o funcionário da responsabilidade civil. c) a responsabilidade administrativa do funcionário depende da criminal e da civil. d) o funcionário que for absolvido pela justiça em processo criminal, por qualquer motivo, não responderá civil e administrativamente pelo mesmo fato. e) o processo administrativo só poderá ser sobrestado para aguardar decisão judicial por despacho motivado da autoridade competente para aplicar a pena. Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 44 de 58 www.exponencialconcursos.com.br Comentários. A presente questão nos cobra as responsabilidades previstas no Estauto. A resposta à nossa questão estará especificamente no artigo 250, § 3º. Artigo 250 - A responsabilidade administrativa não exime o funcionário da responsabilidade civil ou criminal que no caso couber, nem o pagamento da indenização a que ficar obrigado, na forma dos artigos 247 e 248, o exame da pena disciplinar em que incorrer. § 1º - A responsabilidade administrativa é independente da civil e da criminal. § 2º - Será reintegrado ao serviço público, no cargo que ocupava e com todos os direitos e vantagens devidas, o servidor absolvido pela Justiça, mediante simples comprovação do trânsito em julgado de decisão que negue a existência de sua autoria ou do fato que deu origem à sua demissão. § 3º - O processo administrativo só poderá ser sobrestado para aguardar decisão judicial por despacho motivado da autoridade competente para aplicar a pena. A alternativa A está em desconformide com o artigo 245, caput. Artigo 245 - O funcionário é responsável por todos os prejuízos que, nessa qualidade, causar à Fazenda Estadual, por dolo ou culpa, devidamente apurados. (...) As alternativas B, C e D estão em desconformidade, respectivamente, como o caput, parágrafo 1º e parágrafo 2º, todos do artigo 250, acima transcrito. Gabarito13. E. 14. (VUNESP / Estatístico Judiciário / TJ-SP / 2015) Conforme dispõe a Lei n° 10.261/68, os procedimentos disciplinares punitivos serão presididos a) pela chefia imediata do funcionário que cometeu a infração. b) pela autoridade máxima da repartição onde o funcionário exerce suas funções. c) pelo Governador do Estado, pelo Presidente do Tribunal de Justiça ou pelo Presidente da Assembleia Legislativa, dependendo de onde o funcionário exerce suas funções. d) por Procurador do Estado confirmado na carreira. e) por Promotor de Justiça devidamente designado para exercer essa função. Comentários: A questão nos cobra o conhecimento literal do artigo 271. Artigo 271 - Os procedimentos disciplinares punitivos serão realizados pela Procuradoria Geral do Estado e presididos por Procurador do Estado confirmado na carreira. elida Máquina de escrever Q823818 Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 45 de 58 www.exponencialconcursos.com.br Gabarito14. D 15. (VUNESP / Escrevente Técnico Judiciário / TJ-SP / 2014) A respeito das penas disciplinares e de sua aplicação, é correto afirmar, à luz do Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo, que a) a autoridade que aplicar a pena de suspensão poderá converter essa penalidade em multa, na base de 50% (cinquenta por cento) por dia de vencimento ou remuneração, sendo o funcionário, nesse caso, obrigado a permanecer em serviço. b) a pena de suspensão, que não excederá 120 (cento e vinte) dias, será aplicada em caso de falta grave ou de reincidência. c) a pena de demissão por ineficiência no serviço será aplicada independentemente de verificação sobre a impossibilidade de readaptação do funcionário público. d) a pena de repreensão poderá ser aplicada verbalmente ou por escrito, a critério da autoridade competente, nos casos de indisciplina ou falta de cumprimento dos deveres. e) praticar, em serviço, ofensas físicas contra funcionários ou particulares, salvo se em legítima defesa, sujeita o funcionário público à pena de suspensão ou de demissão. Comentários. A questão nos cobra conhecimento sobre a penalidade de suspensão. A resposta correta encontra-se no artigo 254, parágrafo 2º, que trata da possiblidade da conversão de suspensão em multa. Artigo 254 - A pena de suspensão, que não excederá de 90 (noventa) dias, será aplicada em caso de falta grave ou de reincidência. § 1º - O funcionário suspenso perderá todas as vantagens e direitos decorrentes do exercício do cargo. § 2º - A autoridade que aplicar a pena de suspensão poderá converter essa penalidade em multa, na base de 50% (cinqüenta por cento) por dia de vencimento ou remuneração, sendo o funcionário, nesse caso, obrigado a permanecer em serviço. A alternativa B desobedece ao previsto no artigo 254, caput. A alternativa C contraria o comando do artigo 256, parágrafo 2º. A alternativa D está em desconformidade com o previsto no artgio 253. A alternativa E contraria o disposto no artigo 257, V. Gabarito15. A. Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 46 de 58 www.exponencialconcursos.com.br 16. (ESAF / ATEng / Pref RJ-2010) Com relação às penalidades e suaaplicação, a Lei n.º 10.261/68 estabelece que, nos casos de indisciplina ou falta de cumprimento dos deveres, sem reincidência, a pena a ser aplicada é a a) jubilação. b) demissão. c) demissão a bem do serviço público. d) repreensão escrita. e) detenção. Comentemos por item. Comentários: A questão cobra o conhecimento previsto no artigo 253 do Estatuto. Artigo 253 - A pena de repreensão será aplicada por escrito, nos casos de indisciplina ou falta de cumprimento dos deveres. Gabarito16. D. 17. (VUNESP / Contador Judiciário / TJ-SP / 2015) Nos termos do que dispõe a Lei no10.261/68 (Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo), determinada a instauração de sindicância ou processo administrativo, ou no seu curso, havendo conveniência para a instrução ou para o serviço, poderá o Chefe de Gabinete, por despacho fundamentado, ordenar, dentre outras, a seguinte providência: a) designação do servidor acusado para o exercício de atividades exclusivamente burocráticas até decisão final do procedimento. b) prisão preventiva do servidor acusado até que os fatos apurados sejam devidamente esclarecidos. c) suspensão dos vencimentos do servidor acusado pelo prazo máximo de cento e oitenta dias, devidamente autorizado pela autoridade máxima do órgão onde o servidor estiver lotado. d) decretação, pelo Ministério Público, da prisão temporária do servidor acusado por até trinta dias, se houver fundada suspeita de que o acusado pode coagir testemunhas. e) recolhimento do passaporte do servidor acusado, se houver indícios concretos de que o acusado pode estar planejando sair do país. Comentários: Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 47 de 58 www.exponencialconcursos.com.br A alternativa correta é a letra A, por ser a única que coincide com uma das medidas trazidas pelo artigo 266 do estatuto. Artigo 266 - Determinada a instauração de sindicância ou processo administrativo, ou no seu curso, havendo conveniência para a instrução ou para o serviço, poderá o Chefe de Gabinete, por despacho fundamentado, ordenar as seguintes providências: I - afastamento preventivo do servidor, quando o recomendar a moralidade administrativa ou a apuração do fato, sem prejuízo de vencimentos ou vantagens, até 180 (cento e oitenta) dias, prorrogáveis uma única vez por igual período; II - designação do servidor acusado para o exercício de atividades exclusivamente burocráticas até decisão final do procedimento; III - recolhimento de carteira funcional, distintivo, armas e algemas; IV - proibição do porte de armas; V - comparecimento obrigatório, em periodicidade a ser estabelecida, para tomar ciência dos atos do procedimento. Gabarito17. A. 18. (VUNESP / APOF / SEFAZ-SP / 2013) Durante a instrução de processo administrativo disciplinar, regido pela Lei n.º 10.261/68, constatou-se a existência de uma nulidade processual. No entanto, esse processo já conta com a respectiva decisão de mérito. Considerando esses fatos, bem como o que dispõe a referida lei, pode-se afirmar que a) a nulidade não poderá ser declarada, tendo em vista que o processo já conta com decisão proferida, restando superada a questão de eventuais nulidades processuais b) não será declarada a nulidade do ato processual se esse não houver influído na apuração da verdade substancial ou diretamente na decisão. c) a declaração de nulidade deve, obrigatoriamente, ser efetivada de ofício pela autoridade competente. d) a nulidade será declarada, independentemente dos efeitos produzidos, apenas se houver requerimento de uma das partes. e) será obrigatória, em qualquer caso, a declaração de nulidade do ato processual, independentemente dos seus efeitos. Comentários. A alternativa correta é a letra B. Todas as alternativas da questão tratam da possibilidade de nulidade processual do processo administrativo disciplinar. No enquanto, a única que não ofende o conteúdo do artigo 305 é a alternativa B. Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 48 de 58 www.exponencialconcursos.com.br Artigo 305 - Não será declarada a nulidade de nenhum ato processual que não houver influído na apuração da verdade substancial ou diretamente na decisão do processo ou sindicância. Gabarito18. B. 19. (VUNESP / Escrevente Técnico Judiciário / TJ-SP / 2014) O Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo prevê, a respeito do direito de petição, que a) somente a pessoa física poderá peticionar contra ilegalidade ou abuso de poder e ser isenta do pagamento de taxas. b) o servidor não poderá recusar-se a protocolar, encaminhar ou apreciar a petição, sob pena de responsabilidade. c) qualquer pessoa poderá se utilizar do direito de petição para comunicar ilegalidade ou abuso de poder, ou ainda defender o patrimônio público, desde que recolha a taxa devida. d) não é assegurado ao servidor o direito de requerer ou representar, pedir reconsideração e recorrer de decisões, mesmo diante de manifesta ilegalidade. e) a pessoa que queira reclamar sobre abuso, erro, omissão ou conduta incompatível no serviço público deverá comprovar seu interesse legítimo na questão, sob pena de indeferimento da petição. Comentários. A alternativa correta é a letra B. A informação está de acordo com o parágrafo segundo do artgio 239. Artigo 239 - É assegurado a qualquer pessoa, física ou jurídica, independentemente de pagamento, o direito de petição contra ilegalidade ou abuso de poder e para defesa de direitos. § 2º - Em nenhuma hipótese, a Administração poderá recusar-se a protocolar, encaminhar ou apreciar a petição, sob pena de responsabilidade do agente. A alternativa A está incorreta, pois o caput do artigo 239 garante o direito à pessoa jurídica também. A alternativa C é incorreta, pois não poderá ser cobrado nenhum pagamento, conforme caput do artigo 239. A alternativa D está incorreta, pois os direitos lá citados são garantidos no artgio 240. Artigo 240 - Ao servidor é assegurado o direito de requerer ou representar, bem como, nos termos desta lei complementar, pedir Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 49 de 58 www.exponencialconcursos.com.br reconsideração e recorrer de decisões, no prazo de 30 (trinta) dias, salvo previsão legal específica. A alternativa E está incorreta, pois parágrafo primeiro do artigo 239 garante o direito a qualquer pessoa. Artigo 239 - É assegurado a qualquer pessoa, física ou jurídica, independentemente de pagamento, o direito de petição contra ilegalidade ou abuso de poder e para defesa de direitos. § 1º - Qualquer pessoa poderá reclamar sobre abuso, erro, omissão ou conduta incompatível no serviço público. Gabarito19. B. Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 50 de 58 www.exponencialconcursos.com.br 1. (VUNESP / Estatístico Judiciário / TJ/2014) Nos termos do que expressamente estabelece a Lei n° 10.261/68, é dever do funcionário público a) cumprir as ordens superiores, mesmo quando forem manifestamente ilegais. b) residir no local onde exerce o cargo ou onde autorizado. c) guardar sigilo sobre os assuntos da repartição, exceto sobre despachos, decisões ou providências. d) manter sigilo sobre as irregularidades de que tiver conhecimento no exercício de suas funções, deixando eventual investigação para as autoridades competentes. e) providenciar para que estejam sempre em ordem todas as mesas de trabalho da repartição onde exerce suas funções. 2. (VUNESP/ Estatístico Judiciário / TJ-SP/2014) A ineficiência no serviço sujeita o funcionário público, nos moldes da Lei n° 10.261/68, à pena de a) demissão. b) repreensão por escrito. c) advertência. d) suspensão. e) demissão a bem do serviço público. 3. (VUNESP / Delegado de Polícia / PC-SP/2014) De acordo com o Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo (Lei n. o 10.261/68), será aplicada a pena de demissão, a bem do serviço público, ao funcionário que a) for ineficiente no serviço. b) receber presentes de qualquer espécie, por intermédio de outrem, em razão de suas funções. c) abandonar o cargo por mais de 30 dias consecutivos. d) se ausentar do serviço, sem causa justificável, por mais de 45 dias, interpoladamente, em 01 ano. e) aplicar indevidamente dinheiros ou recursos públicos. 8 – Listas de exercícios Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 51 de 58 www.exponencialconcursos.com.br 4. (VUNESP –Ofcial Adminsitrativo – PC-SP /2014) Medeia Florentina, funcionária pública estadual, foi considerada ineficiente no serviço público e não conseguiu ser readaptada em outra função. Nesse caso, a pena prevista para Medeia pelo Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo é a de: a) demissão b) exoneração c) jubilação. d) detenção. e) multa. 5. (VUNESP / Oficial Administrativo / PC-SP / 2014) Nos moldes do que dispõe o Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo, os procedimentos disciplinares punitivos serão realizados pelo(a). a) Governador do Estado. b) Procuradoria Geral do Estado c) Poder Judiciário. d) Ministério Público. e) Tribunal de Contas. 6. (VUNESP/ Defensor Público / DPE-SP/ 2013) Funcionário público estadual, encarregado de receber valores referentes a pagamento de honorários advocatícios em favor do Estado, dá como quitado pagamento de honorários que, posteriormente, verifica-se que estavam a menor. Nesta hipótese e considerando o previsto no Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo, a) poderá sofrer penalidade de demissão após a conclusão de sindicância. b) o funcionário terá o prejuízo descontado integralmente de seu salário. c) o funcionário somente será responsabilizado se não for possível cobrar do devedor original. d) terá como sanção cabível apenas a suspensão. e) poderá ser administrativamente processado em até 10 anos. 7. (VUNESP/ Advogado / TJ-SP / 2013) Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 52 de 58 www.exponencialconcursos.com.br Dentre as penas disciplinares previstas na Lei n.º 10.261/68 do Estado de São Paulo, ao funcionário público que exercer advocacia administrativa será aplicada a pena de. a) repreensão. b) demissão a bem do serviço público. c) suspensão. d) advertência. e) multa de 5 salários-mínimos 8. (VUNESP / Escrevente Técnico Judiciário / TJ-SP / 2013) Com relação ao processo por Abandono do Cargo ou Função e por Inassiduidade, pode-se afirmar que a) será instaurado processo para apurar abandono de cargo ou função, mesmo se o servidor tiver pedido exoneração. b) não será extinto o processo instaurado exclusivamente para apurar a inassiduidade, se o indiciado pedir exoneração até a data designada para o interrogatório. c) não será instaurado processo para apurar abandono de cargo ou função se o servidor tiver pedido exoneração. d) não será extinto o processo instaurado exclusivamente para apurar abandono de cargo ou função, se o indiciado pedir exoneração até a data designada para o interrogatório, ou por ocasião deste. e) será instaurado processo para apurar a inassiduidade, mesmo se o servidor tiver pedido exoneração. 9. (VUNESP / Oficial Administrativo / SAP-SP / 2011) Conforme o disposto na Lei n.º 10.261/68, no tocante ao procedimento disciplinar, assinale a alternativa correta. a) Será instaurada sindicância quando a falta disciplinar, por sua natureza, possa determinar as penas de repreensão, suspensão ou cassação de aposentadoria. b) A sindicância deverá estar concluída no prazo de 30 (trinta) dias, devendo o relatório ser encaminhado ao Procurador Geral do Estado para a decisão. c) O processo administrativo poderá ser instaurado por Decreto, no prazo prorrogável de 10 (dez) dias do recebimento da determinação, e concluídos no prazo improrrogável de 90 (noventa) dias da citação do acusado. Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 53 de 58 www.exponencialconcursos.com.br d) No processo administrativo, o mandado de citação deverá conter informação de que o acusado poderá arrolar seis testemunhas e requerer provas, no prazo de 5 (cinco) dias após a data designada para seu interrogatório. e) Não será instaurado processo administrativo para apurar abandono de cargo ou função, bem como inassiduidade, se o servidor tiver pedido exoneração. 10. (VUNESP / Escrevente Técnico Judiciário / TJ-SP / 2015) Acerca das penalidades previstas pelo Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo, é correto afirmar que a) a pena de repreensão será aplicada verbalmente, nos casos de indisciplina ou falta de cumprimento dos deveres b) praticar ato definido como crime contra a administração pública enseja a aplicação da demissão a bem do serviço público. c) a pena de suspensão, que não excederá 30 (trinta) dias, será aplicada em caso de falta grave ou de reincidência d) a autoridade que aplicar a pena de suspensão poderá converter essa penalidade em multa, na base de 75% (setenta e cinco por cento) por dia de remuneração. e) em restando configurado o abandono de cargo, caberá a aplicação da pena de suspensão. 11. (VUNESP / Escrevente Técnico Judiciário / TJ-SP / 2015) João, Escrevente Técnico Judiciário lotado em uma Vara Criminal, praticou ato de insubordinação grave, em 20 de janeiro de 2012. Iniciou-se a apuração preliminar dos fatos de imediato, logo no dia 22 de janeiro de 2012. Mas esta somente veio a ser concluída em dezembro de 2014, concluindo pela prática da infração disciplinar consistente na insubordinação grave, com a ressalva de que João sempre foi um servidor exemplar sem nunca ter sofrido qualquer penalidade disciplinar anteriormente. Nesse caso, a conduta a ser adotada pela autoridade competente, na data de hoje, nos termos do Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo, é a a) declaração da extinção da punibilidade pela prescrição, que, neste caso, em razão da natureza menos grave da insubordinação, ocorreu em dois anos. b) decisão do processo pela aplicação da pena de demissão a bem do serviço público, face à natureza grave do ato de insubordinação. c) aplicação imediata da pena de suspensão a João, pois esta é a penalidade cabível para ato de insubordinação Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 54 de 58 www.exponencialconcursos.com.br d) instauração do processo administrativo disciplinar, assegurados o contraditório e a ampla defesa, para que se decida acerca da penalidade aplicável e) aplicação imediata da pena de repreensão a João, pois esta é a penalidade cabível para ato de insubordinação. 12. (VUNESP / Estatístico Judiciário / TJ_SP / 2015) A Lei n° 10.261/68 dispõe que ao funcionário público é proibido a) fazer parte dos quadros sociais de qualquer tipo de sociedade comercial. b) deixar de comparecer ao serviço, mesmo que por causa justificada. c) participar da gerência de sociedades comerciais, mesmodaquelas que não mantenham relações comerciais ou administrativas com o Governo do Estado. d) exercer, mesmo fora das horas de trabalho, emprego ou função em qualquer tipo de empresa. e) empregar material do serviço público em serviço particular. 13. (VUNESP / Estatístico judiciário / TJ-SP / 2015) Sobre a responsabilidade dos funcionários públicos, é correto afirmar, nos moldes da Lei n° 10.261/68, que a) o funcionário é responsável por todos os prejuízos que, nessa qualidade, causar à Fazenda Estadual, independentemente de dolo ou culpa, devidamente apurados. b) a responsabilidade administrativa exime o funcionário da responsabilidade civil. c) a responsabilidade administrativa do funcionário depende da criminal e da civil. d) o funcionário que for absolvido pela justiça em processo criminal, por qualquer motivo, não responderá civil e administrativamente pelo mesmo fato. e) o processo administrativo só poderá ser sobrestado para aguardar decisão judicial por despacho motivado da autoridade competente para aplicar a pena. 14. (VUNESP / Estatístico Judiciário / TJ-SP / 2015) Conforme dispõe a Lei n° 10.261/68, os procedimentos disciplinares punitivos serão presididos a) pela chefia imediata do funcionário que cometeu a infração. b) pela autoridade máxima da repartição onde o funcionário exerce suas funções. Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 55 de 58 www.exponencialconcursos.com.br c) pelo Governador do Estado, pelo Presidente do Tribunal de Justiça ou pelo Presidente da Assembleia Legislativa, dependendo de onde o funcionário exerce suas funções. d) por Procurador do Estado confirmado na carreira. e) por Promotor de Justiça devidamente designado para exercer essa função. 15. (VUNESP / Escrevente Técnico Judiciário / TJ-SP / 2014) A respeito das penas disciplinares e de sua aplicação, é correto afirmar, à luz do Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo, que a) a autoridade que aplicar a pena de suspensão poderá converter essa penalidade em multa, na base de 50% (cinquenta por cento) por dia de vencimento ou remuneração, sendo o funcionário, nesse caso, obrigado a permanecer em serviço. b) a pena de suspensão, que não excederá 120 (cento e vinte) dias, será aplicada em caso de falta grave ou de reincidência. c) a pena de demissão por ineficiência no serviço será aplicada independentemente de verificação sobre a impossibilidade de readaptação do funcionário público. d) a pena de repreensão poderá ser aplicada verbalmente ou por escrito, a critério da autoridade competente, nos casos de indisciplina ou falta de cumprimento dos deveres. e) praticar, em serviço, ofensas físicas contra funcionários ou particulares, salvo se em legítima defesa, sujeita o funcionário público à pena de suspensão ou de demissão. 16. (ESAF - ATEng - Pref RJ/2010) Com relação às penalidades e sua aplicação, a Lei n.º 10.261/68 estabelece que, nos casos de indisciplina ou falta de cumprimento dos deveres, sem reincidência, a pena a ser aplicada é a a) jubilação. b) demissão. c) demissão a bem do serviço público. d) repreensão escrita. e) detenção. 17. (VUNESP / Contador Judiciário / TJ-SP) Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 56 de 58 www.exponencialconcursos.com.br Nos termos do que dispõe a Lei no10.261/68 (Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo), determinada a instauração de sindicância ou processo administrativo, ou no seu curso, havendo conveniência para a instrução ou para o serviço, poderá o Chefe de Gabinete, por despacho fundamentado, ordenar, dentre outras, a seguinte providência: a) designação do servidor acusado para o exercício de atividades exclusivamente burocráticas até decisão final do procedimento. b) prisão preventiva do servidor acusado até que os fatos apurados sejam devidamente esclarecidos. c) suspensão dos vencimentos do servidor acusado pelo prazo máximo de cento e oitenta dias, devidamente autorizado pela autoridade máxima do órgão onde o servidor estiver lotado. d) decretação, pelo Ministério Público, da prisão temporária do servidor acusado por até trinta dias, se houver fundada suspeita de que o acusado pode coagir testemunhas. e) recolhimento do passaporte do servidor acusado, se houver indícios concretos de que o acusado pode estar planejando sair do país. 18. (VUNESP / APOF / SEFAZ-SP / 2013) Durante a instrução de processo administrativo disciplinar, regido pela Lei n.º 10.261/68, constatou-se a existência de uma nulidade processual. No entanto, esse processo já conta com a respectiva decisão de mérito. Considerando esses fatos, bem como o que dispõe a referida lei, pode-se afirmar que a) a nulidade não poderá ser declarada, tendo em vista que o processo já conta com decisão proferida, restando superada a questão de eventuais nulidades processuais b) não será declarada a nulidade do ato processual se esse não houver influído na apuração da verdade substancial ou diretamente na decisão. c) a declaração de nulidade deve, obrigatoriamente, ser efetivada de ofício pela autoridade competente. d) a nulidade será declarada, independentemente dos efeitos produzidos, apenas se houver requerimento de uma das partes. e) será obrigatória, em qualquer caso, a declaração de nulidade do ato processual, independentemente dos seus efeitos. 19. (VUNESP / Escrevente Técnico Judiciário / TJ-SP / 2014) Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 57 de 58 www.exponencialconcursos.com.br O Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo prevê, a respeito do direito de petição, que a) somente a pessoa física poderá peticionar contra ilegalidade ou abuso de poder e ser isenta do pagamento de taxas. b) o servidor não poderá recusar-se a protocolar, encaminhar ou apreciar a petição, sob pena de responsabilidade. c) qualquer pessoa poderá se utilizar do direito de petição para comunicar ilegalidade ou abuso de poder, ou ainda defender o patrimônio público, desde que recolha a taxa devida. d) não é assegurado ao servidor o direito de requerer ou representar, pedir reconsideração e recorrer de decisões, mesmo diante de manifesta ilegalidade. e) a pessoa que queira reclamar sobre abuso, erro, omissão ou conduta incompatível no serviço público deverá comprovar seu interesse legítimo na questão, sob pena de indeferimento da petição. Direito Administrativo - Teoria e Questões comentadas Professor Jonatas Albino do Nascimento Professor Jonatas Albino do Nascimento 58 de 58 www.exponencialconcursos.com.br Gabarito1. B. ................................................................................... 32 Gabarito2. A. ................................................................................... 33 Gabarito3. B. ................................................................................... 34 Gabarito4. A. ................................................................................... 34 Gabarito5. B. ................................................................................... 35 Gabarito6. B. ................................................................................... 36 Gabarito7. B. ................................................................................... 37 Gabarito8. C. .................................................................................... 38 Gabarito9. E. .................................................................................... 39 Gabarito10. B. .................................................................................40 Gabarito11. D.................................................................................. 41 Gabarito12. E. ................................................................................. 43 Gabarito13. E. ................................................................................. 44 Gabarito14. D.................................................................................. 45 Gabarito15. A. ................................................................................. 45 Gabarito16. D.................................................................................. 46 Gabarito17. A. ................................................................................. 47 Gabarito18. B. ................................................................................. 48 Gabarito19. B. ................................................................................. 49 Messeder, Hamurabi. Interpretando o Estatuto dos Servidores do Estado de São Paulo. 1ª ed. Rio de Janeiro: Editora Travessa, 2011. BRASIL. Lei nº 10.261/68, Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado. São Paulo, SP, Assembleia Legislativa, 1968. 9 – Gabarito 10 – Referencial Bibliográfico