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TDE2 – LEGISLAÇÃO NACIONAL E INTERNACIONAL NA ANALISE JURIDICA 
SOCIOLÓGICA DE ALTERNATIVAS DE RESOLUÇÃO DE CONFLITOS. 
Resposta das Questões solicitadas na Atividade: 
 
1) O Conselho Nacional de Justiça, por intermédio da Resolução nº 
125/2010, tem por objetivo a consolidação de uma política permanente de 
incentivo e aperfeiçoamento dos mecanismos consensuais de solução de 
litígios, e não tão somente ações pontuais. A concepção de permanência 
oferece segurança e perspectiva de longo prazo, para que os tribunais e 
seus usuários possam desenvolver ações firmes e rever rumos, quando 
necessário. O Conselho Nacional de Justiça direciona para objetivos es-
tratégicos do Poder Judiciário e sua eficiência operacional, terminologia 
que aponta para a adoção de técnicas de gestão, considerando que ad-
ministrar a engrenagem judiciária é também um dos recursos à ordem 
jurídica justa. 
2) Redução de Conflitos – Na legislação Internacional, isso ocorreu em fun-
ção da solução pacifica de conflitos entre Estados que foi se consolidando 
ao longo da história, consubstanciando-se em institutos consagrados pe-
los usos e costumes internacionais. Nessa perspectiva foram adotados, 
principalmente no decorrer do século XX, alguns tratados multilaterais 
com o fim de regular em nível regional e global, os mecanismos para a 
solução pacifica de disputas. Com relação aos meios de conflitos entre 
países, destacam-se a Convenção de Haia para a solução pacifica dos 
conflitos de 1889; Segunda Convenção de Haia para a solução pacifica 
do conflito Internacional, de 1907; O Protocolo de Genebra de 1823 – 
sendo que o Brasil foi o único país sul americano a assinar. 
Na legislação brasileira a redução de conflito, sempre encontrou grandes 
dificuldade na doutrina para se posicionar sobre a verdadeira origem dos 
métodos alternativos de resolução de conflitos. Somente a Constituição 
Federal de1988 trouxe a pacificação social como obrigatoriedade do Es-
tado e direito do cidadão. Na continuidade inúmeros estímulos legais fo-
ram dedicados à conciliação, como forma de promover a paz social, ainda 
que prevaleça, até hoje, no Brasil, a preferência pela decisão adjudicada, 
mantendo a cultura do litigio que atribui ao Poder Judiciário a incumbência 
da análise do veredito das discórdias da sociedade. A lei 9.307, de 
23/09/1996 regulamentou a Arbitragem, no Brasil tendo sido atualizada e 
ampliada pela lei nº 13.129 de 26/09/2015. Foi aprovada em 2015, a lei 
nº 13.140, lei das mediações, dispondo sobre a mediação entre particula-
res como meio de solução de controvérsias e sobre autocomposição de 
conflitos no âmbito da administração pública. Mas foi o Código de Pro-
cesso Cível de 2015 o grande inovador. Ao atender aos preceitos consti-
tucionais, ao dispor no art. 3º, Caput que “não se excluirá da apreciação 
jurisdicional ameaça a lesão direito”. (direito foi Constituição Federal de 
1988, art. 5º, XXXV). Nos seus parágrafos 1º, 2º e 3º dispõe que: “é ´per-
mitida a arbitragem na forma da lei”. Isso que o vídeo Justiça Viva nos 
mostra a aplicação da lei na prática em toldo o Conselho Nacional de Jus-
tiça, claro que a conciliação não se aplica em todos os processos, mas 
aceitando a arbitragem, não existe mais recurso o que diminui significati-
vamente o acúmulo de processos na varas judiciais, também se observa 
nas discussões de mediação que as partes envolvidas no processo pas-
sam a ser protagonistas da decisão ali arbitrada, claro que não se conse-
gue acordo em todos os casos julgados, mas existe a discussão como se 
da o trâmite em menos tempo, a determinação de abertura de centro de 
conciliação em todo judiciário do país, fortalece a democracia e a resolu-
ção dos conflitos passa a acontecer de forma mais célere, existe uma mu-
dança de cultura, o que não é pouca coisa, diante de um sistema judiciário 
conservador como o do nosso país.

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