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A provação de Abraão 
“Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali 
em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi.” (Gênesis 22.2) 
 
Depois da promessa de Deus, Abraão esperou 25 anos para ver nascer o menino Isaque. Abraão tinha 100 
anos quando isso aconteceu, regozijando-se do cumprimento da promessa do Senhor. O historiador judeu 
Flávio Josefo afirma que a ternura de Abraão pelo filho era muito grande. 
 
“Nada se poderia acrescentar à ternura que Abraão tinha para com Isaque, tanto porque era o único filho 
quanto porque lhe fora concedido por Deus em sua velhice”, escreve Flávio em seu livro História dos 
Hebreus. 
O historiador também destaca a relação que Isaque tinha com seu pai, Abraão. Afirmando que “Isaque, por 
sua vez, praticava com tanto entusiasmo toda espécie de virtudes, servia a Deus com tanta fidelidade e 
prestava a seu pai tantos serviços que dava a Abraão todos os dias novos motivos para amá-lo”. 
 
Prova de fé 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O Senhor já havia dito a Abraão para que mandasse embora o filho que teve com sua serva Agar, chamado 
Ismael. Essa já havia sido uma decisão difícil tomada pelo patriarca, que pediu ao Senhor que garantisse a 
sobrevivência do menino. Porém, Abraão ainda enfrentaria um prova maior da sua fé. 
Depois de ver nascer o filho da promessa, Isaque, e dedicar todos os seus sentimentos amando aquela 
criança, Abraão recebe de Deus um pedido. Esse pedido definiria o nível de fé e amor que Abraão havia 
cultivado pelo Senhor. 
Deus diz a Abraão: “Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de 
Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi” (Gênesis 22.2). 
Na manhã seguinte, Abraão partiu em direção ao local determinado por Deus, no monte Moriá, levando 
seu filho Isaque, dois servos e um jumento para carregar a lenha para o holocausto (Gênesis 22.3). Foram 
dois dias de viagem até chegar ao lugar, quando no terceiro dia “Abraão erguendo os olhos, viu o lugar de 
longe” (Gênesis 22.4). 
 
O lugar 
Abraão já era um dizimista fiel, mas Deus agora o conduz a um lugar determinado para entregar aquilo 
que ele mais amava. O Senhor queria o que estava em primeiro lugar no coração de Abraão. Deus queria 
que Abraão lhe entregasse as primícias. 
A palavra “primeiro” dá origem a palavra “príncipe”. E príncipe é uma referência ao “primeiro filho que será 
abençoado” pelo pai em uma família monárquica. Ou seja, Abraão teria de oferecer o seu príncipe para 
Deus, perdendo assim a garantia da bênção para as gerações futuras. 
Quando Abraão se dirige para aquele local, ele sabe que está indo deixar no altar aquilo que ele mais 
amava, seu filho da promessa. Ao mesmo tempo, ele havia aprendido a confiar em Deus e sabia que algo 
aconteceria naquele monte. 
 
Caminhada profética 
Tudo o que acontece no Antigo Testamento é sombra para o Novo Testamento. Por isso, quando Abraão 
caminha por três dias até o local de sacrifício, isso está apontando para a morte vicária de Jesus Cristo, que 
ficou no túmulo por três dias. 
Então, Abraão está fazendo uma caminhada que é profética. Tudo está profetizando algo para o futuro. 
Levar o cordeiro ao monte significa apontar para o futuro, quando o cordeiro de Deus viria neste monte 
para dar sua vida por nós. 
Isaque seria sacrificado naquele monte, pois este era o desejo de Deus, mas Abraão tinha confiança de que 
o Senhor proveria para Si um cordeiro para o holocausto. Nós somos os filhos que fomos resgatados pelo 
cordeiro de Deus. 
Essa confiança de Abraão fica evidente quando a Palavra de Deus diz: “Então falou Isaque a Abraão seu 
pai, e disse: Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui, meu filho! E ele disse: Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde 
está o cordeiro para o holocausto? E disse Abraão: Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu 
filho. Assim caminharam ambos juntos” (Gênesis 22.7 e 8). 
 
Mal acompanhado 
Quando Abraão chegou aos pés do monte Moriá, ele precisava tomar uma decisão. Subiria ao cume do 
monte com a ajuda dos moços que o acompanhavam ou subiria apenas ele e Isaque, carregando a lenha 
para o holocausto. O que ele sabia é que não poderia correr o risco de estar mal acompanhado. 
Ao decidir que os servos esperassem por ele no cume do monte, Abraão estava garantindo que ninguém 
o impediria de cumprir aquilo pelo qual Deus havia lhe ordenado que fizesse. “Então, disse a seus servos: 
Esperai aqui, com o jumento; eu e o rapaz iremos até lá e, havendo adorado, voltaremos para junto de vós” 
(Gênesis 22.5). 
Precisamos tomar cuidado com o tipo de companhia que temos ao nosso lado quando decidimos ofertar 
algo para Deus. Jumento e servo não são boas companhias para a adoração, por isso, melhor estar só do 
que mal acompanhado. 
Aquele não era um lugar para pessoas comuns, pois era um lugar de príncipes. Monte não é lugar de 
jumento, mas de pessoas que estejam prontas para se tornarem príncipes de Deus. Abraão era um príncipe, 
Isaque era um príncipe, e por isso, o jumento e os servos não tinham espaço no monte. 
 
O altar 
Abraão estava carregando nas mãos todos os utensílios para o holocausto. Deixou os servos e os jumentos 
para trás, seguindo em frente com o Isaque. Talvez aqueles foram os passos mais difíceis que ele já deu, 
mas a Palavra de Deus afirma que com a lenha, o fogo e o tutelo, Abraão chegou ao cume do monte. 
Está escrito assim: “E chegaram ao lugar que Deus lhe dissera, e edificou Abraão ali um altar e pôs em 
ordem a lenha, e amarrou a Isaque seu filho, e deitou-o sobre o altar em cima da lenha.” (Gênesis 22.9) 
Quando Abraão está pronto para entregar a Deus aquilo que ele havia pedido, quando o sacrifício está 
prestes a ser executado, o Anjo do Senhor brada dos céus, interrompendo o holocausto. 
 
O Anjo do Senhor disse a Abraão: “Não estendas a tua mão sobre o moço, e não lhe faças nada; porquanto 
agora sei que temes a Deus, e não me negaste o teu filho, o teu único filho” (Gênesis 22.12). 
No momento em que Deus comprovou que Abraão estava disposto a dar o seu melhor para adorá-Lo, 
quando a prova de Abraão havia se cumprido, então o Senhor interrompeu o holocausto e providenciou 
uma oferta para ser oferecida no lugar de Isaque. 
 
Quando nós estamos dispostos a dar tudo o que possuímos para agradar a Deus, quando nos dispusemos 
a oferecer o nosso melhor, o Eterno então nos abençoa com grandes bênçãos, de forma que passamos a 
ser reconhecidos como príncipes diante dos homens. 
Abraão recebeu esta bênção, quando o Senhor disse: “Por mim mesmo jurei, diz o Senhor: Porquanto 
fizeste esta ação, e não me negaste o teu filho, o teu único filho, que deveras te abençoarei, e 
grandissimamente multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e como a areia que está na 
praia do mar; e a tua descendência possuirá a porta dos seus inimigos; e em tua descendência serão 
benditas todas as nações da terra; porquanto obedeceste à minha voz” (Gênesis 22.16 – 18).

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