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IMPLANTAÇÃO DE SISTEMA DE MEDIÇÃO 
INDIVIDUALIZADA EM CONDOMÍNIOS 
 
PADRÕES E ORIENTAÇÕES TÉCNICAS 
EXIGÊNCIAS PARA EMISSÃO DE CONTAS INDIVIDUAIS
IMPLANTAÇÃO DE SISTEMA DE MEDIÇÃO 
INDIVIDUALIZADA EM CONDOMÍNIOS 
 
 
2 
 
 
DIRETORIA DA EMPRESA BAIANA DE AGUAS E SANEAMENTO S.A. 
 
 
 
 
 
 
PRESIDENTE 
Abelardo de Oliveira Filho 
 
DIRETOR DE GESTÃO CORPORATIVA 
Maria do Socorro Souza Mendonça Vasconcellos 
 
DIRETOR FINANCEIRO E COMERCIAL 
Dilemar Oliveira Matos 
 
DIRETOR TÉCNICO E DE SUSTENTABILIDADE 
César Silva Ramos 
 
DIRETOR DE OPERAÇÃO E EXPANSÃO SUL 
Carlos Alberto Pontes de Souza 
 
DIRETOR DE OPERAÇÃO E EXPANSÃO NORTE 
Rita de Cássia Sarmento Bonfim 
 
DIRETOR DE OPERAÇÃO E EXPANSÃO – RMS 
Carlos Ramirez Magalhães Brandão 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
IMPLANTAÇÃO DE SISTEMA DE MEDIÇÃO 
INDIVIDUALIZADA EM CONDOMÍNIOS 
 
 
3 
 
COMITÊ DE REGULAÇÃO COMERCIAL: 
 
Ananda Atman Azevedo dos Santos 
Carlos Henrique Martins Junior 
Edmilton Silva dos Santos 
Joao Alves do Nascimento Filho 
José Roberto Gil Oliveira Pinto 
Jucilene Vieira Sena 
Luiz Alberto Achy Heine 
Luiz Carlos Alcantara Santos 
Márcio Costa Lessa 
Marcos Antônio Andrade de Oliveira 
Ricardo Oliveira Torres 
 
 
 
EQUIPE DE ELABORAÇÃO: 
 
Catarina Martins Rosa 
José Antonio França Marques 
Leonardo de Andrade Dias 
Márcio Costa Lessa 
 
 
ANÁLISE E DELIBERAÇÃO - CONVIDADOS: 
 
Antonio Rui Magalhaes Faria 
Eunélio Jose Carvalho de Jesus 
Fabrício Mota Oliveira 
Geusa Mara da Costa Sales 
Glauco Cayres de Souza 
Laudelina Tamara Passos Topolski Dantas 
Marcia Faro Dantas 
Mariana Sahade Araujo 
Sergio Ricardo dos Santos Silva 
Tamyres Queiroz de Oliveira 
Zilda Maria Lima Machado 
 
 
APROVAÇÃO FINAL: DIREX 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
IMPLANTAÇÃO DE SISTEMA DE MEDIÇÃO 
INDIVIDUALIZADA EM CONDOMÍNIOS 
 
 
4 
 
 
 
 
 
 
 
APRESENTAÇÃO 
 
 
 
O Sistema de Medição Individual de Água por unidade é um anseio de muitos proprietários 
de imóveis em Condomínios, de forma que as Concessionárias responsáveis pelo 
suprimento de água possam promover a cobrança justa dos volumes consumidos, evitando 
a tradicional cobrança coletiva. 
 
Para que se possa efetuar a medição correta dos consumos de cada unidade condominial, é 
preciso que a concepção construtiva das instalações hidráulicas permita a separação e 
determinação dos volumes individuais registrados. 
 
A partir do momento que a Embasa, em 2006, promoveu a aceitação da modalidade de 
cobrança individual, muitos condomínios existentes, modificaram suas instalações 
hidráulicas, originalmente não apropriadas (como é o Padrão normalizado de construção no 
Brasil) adaptando-os à Medição Individualizada, contribuindo para a solução de inúmeros 
conflitos sociais provocados pela cobrança coletiva até então praticada. 
 
Esse fato trouxe outro benefício social, pela formação de diversas empresas construtoras 
que se especializaram nos serviços de adaptação com a conseqüente e benéfica geração 
de empregos para a Sociedade. 
 
No final de 2009 foi promulgada a Lei Municipal que a partir de 2010, tornou obrigatória a 
construção dos novos condomínios, na Cidade do Salvador, já com a predisposição para 
medição individual dos consumos de água. 
 
Fenômenos semelhantes ocorreram em outros Estados da Federação, entretanto a 
velocidade das ações causou transtornos com a falta de padrões construtivos que 
dificultavam para as concessionárias a prestação dos serviços dentro de um padrão de 
qualidade aceitável, principalmente com relação ao registro dos consumos, devido a 
inúmeras deficiências relacionadas com a instalação de sistemas inadequados de medição. 
O presente trabalho tem com finalidade orientar os projetistas, construtores e também com 
os condomínios, instituindo padrões necessários para que as Concessionárias dos Serviços 
de Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário possam aceitar as instalações e 
cumprir a sua finalidade de atender aos seus usuários com a qualidade e confiabilidade 
adequada. 
 
 
 
 
 
 
IMPLANTAÇÃO DE SISTEMA DE MEDIÇÃO 
INDIVIDUALIZADA EM CONDOMÍNIOS 
 
 
5 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
 
1. OBJETIVO 6 
2. DEFINIÇÕES 6 
3. INFORMAÇÕES PRELIMINARES 8 
4. SISTEMAS DE MEDIÇÃO INDIVIDUALIZADA 9 
5. REQUISITOS CONSTRUTIVOS 11 
6. ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DOS SISTEMAS DE MEDIÇÃO 12 
7. VISTORIA PARA ACEITAÇÃO DA EMBASA 18 
8. CONSIDERAÇÕES FINAIS 19 
9. REFERENCIAS NORMATIVAS E BIBLIOGRAFIA 19 
10. ANEXOS 20 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
IMPLANTAÇÃO DE SISTEMA DE MEDIÇÃO 
INDIVIDUALIZADA EM CONDOMÍNIOS 
 
 
6 
1. OBJETIVO 
 
Orientar Projetistas, Construtores e Condomínios, quanto aos requisitos mínimos 
necessários, exigidos pela Embasa, para implantação do sistema de Medição 
Individualizada em Condomínios verticais ou horizontais em construção, ou adaptação em 
edificações existentes. 
 
 
2. DEFINIÇÕES 
 
À JUSANTE – Termo hidráulico indicando que um componente está localizado 
posteriormente (DEPOIS) de um ponto referenciado; 
 
À MONTANTE – Termo hidráulico indicando que um componente está localizado 
anteriormente (ANTES) de um ponto referenciado; 
 
CAVALETE – Conjunto de peças, acessórios e conexões que permitem a montagem do 
hidrômetro e registros na ligação de água, interligando-a com o ramal do usuário. O cavalete 
normalmente é abrigado numa caixa, para proteção do hidrômetro e demais acessórios, 
além da coibição de fraudes; 
 
CONCENTRADOR – Equipamento receptor ou receptor-transmissor que interpreta e 
decodifica os dados de volume e vazão, medidos e captados nos hidrômetros, dispondo as 
informações num registro legível; 
 
CONJUNTO DE CONEXÕES DO HIDRÔMETRO - Conjunto de peças destinadas à 
montagem do hidrômetro no cavalete; 
 
CÚPULA – Peça em vidro ou plástico transparente que protege o mostrador do hidrômetro; 
 
HIDRÔMETRO – Instrumento que mede o volume de água que o atravessa; 
 
HIDRÔMETRO INDIVIDUAL – Medidor destinado ao registro do consumo de cada unidade 
do condomínio, instalado em local de fácil acesso, devidamente identificado na caixa de 
proteção; 
 
HIDRÔMETRO MONOJATO – Hidrômetro onde um só jato incide na turbina; 
 
HIDRÔMETRO MULTIJATO – Hidrômetro onde vários jatos incidem na turbina; 
 
HIDRÔMETRO PRINCIPAL – Medidor de entrada de água do condomínio instalado no 
ponto de entrega, destinado ao registro do consumo geral; 
 
HIDRÔMETRO PRÉ-EQUIPADO – Hidrômetro com dispositivo pré-instalado que permite a 
realização da leitura remota; 
 
HIDRÔMETRO TAQUIMÉTRICO (ou VELOCIMÉTRICO) – Hidrômetro cuja medição dos 
volumes é obtida pela rotação provocada por ou um ou mais jatos d’água que incidem numa 
turbina interna do medidor. A rotação da turbina revelada no mostrador é proporcional à 
vazão de utilização; 
IMPLANTAÇÃO DE SISTEMA DE MEDIÇÃO 
INDIVIDUALIZADA EM CONDOMÍNIOS 
 
 
7 
 
INSTALAÇÃO PREDIAL – Conjunto de tubulações, reservatórios, equipamentos, peças e 
dispositivos internos, localizados após o ponto de entrega de água, utilizados para o 
abastecimento independente de cada unidade cuja responsabilidade pela aquisição, 
instalação e manutenção é do próprio usuário; 
 
LACRE – Dispositivo de proteção e segurança utilizado para garantir a inviolabilidade dos 
equipamentos de medição e da ligação de água; 
 
LEITURISTA – Preposto da Embasa que realiza as leituras dos hidrômetros mensalmente; 
 
MEDIÇÃO DIRETA – Coleta as leituras diretamente nos hidrômetros individuais sem 
necessidade de recursos eletrônicos; 
 
MEDIÇÃO REMOTA – Coleta as leituras registradas e transmitidas eletronicamente pelos 
hidrômetros para um concentrador; 
 
MOSTRADOR – Componente do hidrômetro onde é possível visualizar a leitura, o sistema 
de escala, a unidade de medida e outras inscrições; 
 
PERDA DE CARGA – É a perda de pressão que vai ocorrendo gradualmente com o 
deslocamento da água nas tubulações, ou pontualmente nas conexões e peças da 
tubulação; 
 
PONTO DE ENTREGA DE ÁGUA – ponto de conexão do ramal predial deágua com as 
instalações prediais do usuário (alimentador predial), caracterizando- se como o limite de 
responsabilidade da Embasa para a prestação do serviço de abastecimento de água; 
 
PONTO DE UTILIZAÇÃO – Extremidade localizada nas instalações internas da unidade 
consumidora, que fornece água para uso; 
 
RAMAL PREDIAL DE ÁGUA - Conjunto de tubulações e peças especiais situadas entre a 
rede pública de abastecimento de água e o ponto de entrega; 
 
REDE PÚBLICA DE ABASTECIMENTO ÁGUA – Conjunto de tubulações, peças e 
equipamentos que compõe o sistema público de abastecimento de água; 
 
SUBMEDIÇÃO – Medição registrada a menor no hidrômetro em relação ao volume 
efetivamente consumido; 
 
TESTE DE ESTANQUEIDADE – Teste de verificação da ocorrência de vazamentos nas 
instalações hidráulicas; 
 
TOTALIZADOR – Componente do mostrador que exibe os dígitos de leitura; 
 
TUBETE – Pequeno tubo com rosca numa das extremidades e ressalto na outra, o qual é 
acoplado no hidrômetro por porcas móveis (ver Conjunto de Conexões Imediatas do 
Hidrômetro); 
 
UNIDADE CONSUMIDORA – Cada um dos imóveis quer sejam comerciais, habitacionais e 
IMPLANTAÇÃO DE SISTEMA DE MEDIÇÃO 
INDIVIDUALIZADA EM CONDOMÍNIOS 
 
 
8 
outros, atendidos uma ligação de água e/ou de esgoto; e que tem seu consumo de água 
medido individualmente, para efeito de cobrança dos serviços pela Embasa; 
 
USUÁRIO – Pessoa física ou jurídica, ou comunhão de fato ou de direito, legalmente 
representada, que utilizar os serviços de abastecimento de água e/ou de esgotamento 
sanitário, regido por contrato firmado ou de adesão, e assumir a responsabilidade pelo 
pagamento das faturas e pelas demais obrigações fixadas em normas legais, 
regulamentares ou contratuais; 
 
VAZÃO – É a quantidade de líquido (VOLUME) que passa através de uma seção por 
unidade de tempo. Medida mais comumente na unidade métrica, em litros por segundo (l/s) 
ou metros cúbicos por hora (m³/h). 
 
VAZÃO MÁXIMA - Qmax – É a maior vazão expressa em m³/h na qual o hidrômetro 
funciona dentro dos erros máximos admissíveis. Seu valor está escrito em alto relevo numa 
das superfícies laterais do medidor; 
 
VAZÃO NOMINAL - Qn – É a vazão que corresponde a 50% da vazão máxima e 
corresponde a designação do hidrômetro sendo a vazão para a qual o medidor deve ser 
dimensionado de forma a garantir sua vida útil; 
 
VOLUME – Hidraulicamente significa quantidade (massa) de um líquido. Medido mais 
comumente na unidade métrica, em mililitros (ml), litros (l) ou metros cúbicos (m³). 
 
 
3. INFORMAÇÕES PRELIMINARES: 
 
3.1. O QUE SIGNIFICA A MEDIÇÃO INDIVIDUALIZADA (MI): 
 
É um Sistema de Medição Individual, construído internamente, de propriedade particular do 
usuário ou condômino, implantado após o ponto de entrega de água e coleta de esgotos da 
Embasa, para apuração do volume de água usado por cada unidade consumidora 
residencial ou comercial, que compõem um Condomínio. 
 
A medição Individualizada consiste na instalação de um hidrômetro em cada unidade 
condominial de forma que seja possível registrar o seu consumo. 
 
Em Salvador, a Lei Municipal nº 7780/2009, tornou obrigatória aos construtores de novos 
empreendimentos de uso coletivo, que apresentem na concepção dos seus projetos 
hidráulicos, previsão para futura instalação de hidrômetros que permitam a medição 
individual do consumo de água em cada unidade condominial. Entretanto, é perfeitamente 
possível a adaptação de edificações antigas com o mesmo objetivo. 
 
Os padrões e orientações deste manual abordam o mínimo de condições e exigências que 
devem ser obedecidas na concepção das instalações hidráulicas, para viabilizar pela 
Embasa a medição e cobrança dos volumes utilizados por cada unidade consumidora. 
 
Independente da medição individual de cada unidade torna-se necessário determinar o 
consumo comum a ser rateado entre todos os condôminos. Para tanto, a Embasa mantém 
um medidor principal instalado na ligação de água, considerado como ponto de entrega, que 
IMPLANTAÇÃO DE SISTEMA DE MEDIÇÃO 
INDIVIDUALIZADA EM CONDOMÍNIOS 
 
 
9 
registra o volume total recebido por todas as unidades abastecidas. O volume a ser rateado 
é obtido pela diferença entre o consumo apurado no medidor principal e a soma dos 
consumos internos apurados pelos hidrômetros individuais. 
 
Assim, num condomínio de múltiplas unidades, quer sejam habitacionais, comerciais ou 
ambas combinadas, os valores das contas de água/esgoto serão calculados para cada 
unidade com base no consumo registrado pelo medidor individual somado ao rateio do 
volume consumido nas áreas de uso comum. 
 
O padrão do Sistema de Medição Individualizada estabelecido pela Embasa considera que 
os consumos de cada unidade sejam registrados por apenas 1 (um) hidrômetro, que mede 
volumes de água fria. Projetos que envolvam a divisão do consumo de uma unidade em 
mais de um hidrômetro, a exemplo de abastecimento separado de água fria e quente, 
devem ser submetidos à apreciação da Embasa para análise de viabilidade. 
 
 
4. SISTEMAS DE MEDIÇÃO INDIVIDUALIZADA: 
 
A concepção do sistema de leitura e registro de consumos dos medidores (hidrômetros) 
usados pela Embasa para a cobrança dos consumos de água na medição individualizada, 
baseia-se em três princípios: redução de custos e desperdícios, controle do consumo 
individual e segurança. Assim, o padrão do sistema de leitura dos medidores, foi 
estabelecido em dois tipos: 
 
4.1. SISTEMA DE MEDIÇÃO DIRETA (SMD): 
 
O Sistema de Medição Direta (SMD) é indicado para prédios com até cinco pavimentos 
(térreo + quatro andares) com centralização de medidores em local de fácil acesso e em 
condomínios horizontais com até 30 unidades consumidoras (ver Anexo I - Desenho 1). 
 
Pode ser utilizado em prédios com mais de cinco pavimentos desde que haja viabilidade 
técnica, e em condomínios horizontais com mais de trinta unidades desde que haja 
centralização de todos os medidores em local de fácil acesso. 
 
4.2. SISTEMAS DE MEDIÇÃO REMOTA (SMR): 
 
O Sistema de Medição Remota (SMR) possibilita que hidrômetros instalados em diversos 
locais, possam ter as leitura dos seus registros efetuadas a distancia (telemedição). É a 
modalidade indicada para prédios com mais de cinco pavimentos e em condomínios 
horizontais com mais de 30 unidades consumidoras, onde as leituras são registradas em 
equipamento denominado Concentrador (ver Anexo I - Desenho 2) 
 
O tipo e o modelo de SMR instalado deverão ser previamente aprovados pela Embasa. Os 
fabricantes ou instaladores devem fornecer também à Embasa os manuais de uso e de 
configuração dos equipamentos. A instalação e a segurança desse sistema são de total 
responsabilidade do Condomínio. 
 
O Condomínio é responsável pela manutenção preventiva e corretiva do SMR contra falhas 
de qualquer natureza. É recomendada a contratação de empresa especializada em 
equipamentos deste tipo, visando assegurar o seu devido funcionamento inclusive após o 
IMPLANTAÇÃO DE SISTEMA DE MEDIÇÃO 
INDIVIDUALIZADA EM CONDOMÍNIOS 
 
 
10 
término da garantia fornecida pelo fabricante ou instalador. 
 
É necessário que o SMR garanta a continuidade automática do seu funcionamento após a 
interrupção ou pane de energia elétrica, sem necessidade de configurações ou intervenções 
específicas. Além disso, é fundamental que as leituras mantidas no concentrador estejam 
fidedignas às leituras reais nos hidrômetros. 
 
4.2.1. Hidrômetros: 
 
Os hidrômetros instalados são semelhantes aos utilizados na medição direta, apenas 
possuem acessórios complementares para seu funcionamento como transmissores de 
dados para o concentrador. Assim, além de características inerentes à transmissão de 
dados, devem ser obedecidas dimensões e também todas as especificações básicas e 
exigências, explicitadas para os hidrômetros comuns, conexões e caixas de proteção. 
 
Não é necessário que o hidrômetro usado no SMR possua mostrador com totalizador 
inclinado a 45º. 
 
4.2.2. Concentrador de Leituras:O Concentrador deverá ser instalado e afixado em local de fácil acesso na Portaria do 
Condomínio, ou opcionalmente em outro local comum, com anuência da Embasa, protegido 
contra intempéries e livre acesso dos prepostos da Embasa. 
 
O Concentrador deve possuir software adequado para recepção digital e fácil 
disponibilização dos dados recebidos, possuindo armazenamento em memória das leituras. 
Além disso, este deverá assegurar a continuidade do seu funcionamento mesmo na hipótese 
de falha de fornecimento elétrico, por meio de baterias ou fontes auxiliares de energia. Ainda 
nesta condição, o equipamento deverá ser capaz de preservar as leituras de todas as 
unidades condominiais, atualizadas em prazo inferior a 24 horas. 
 
A Embasa prevê duas modalidades de obtenção das leituras remotas dos hidrômetros, de 
acordo com o tipo de concentrador: 
 
a) Concentrador com Display de Leitura Local: 
 
 Nesta modalidade a coleta das leituras por preposto da Embasa será efetuada 
diretamente no concentrador com capacidade de exibir no display as leituras dos volumes 
registrados nos hidrômetros. 
 
 É obrigatório que a ordem padrão de navegação oferecida pelo equipamento, 
corresponda à seqüência de leitura das unidades consumidoras, definida pela EMBASA 
em seu roteiro operacional. 
 
 É vedada a aplicação de solução com concentradores móveis, tais como equipamentos 
walk-by, drive-by ou equipamentos smartphones, bem como outros modelos de 
equipamentos cuja rotina de operação requeira mobilidade e/ou intervenção humana para 
o seu funcionamento ou comunicação com os hidrômetros. 
 
b) Concentrador com Transmissão de Leitura: 
IMPLANTAÇÃO DE SISTEMA DE MEDIÇÃO 
INDIVIDUALIZADA EM CONDOMÍNIOS 
 
 
11 
 
 Modalidade onde os dados de leitura são transmitidos de forma automática para a 
Embasa com a utilização de concentrador-transmissor. 
 
A operação do SMR para a geração do arquivo de leituras, bem como sua 
transmissão ao endereço de email da EMBASA, ficará sob responsabilidade do 
Condomínio. 
 
 O SMR desenvolvido deverá produzir, mensalmente, informações de leitura e outros 
dados em forma de arquivos digitais. O arquivo deverá ser gerado e transmitido 
rigorosamente em datas estabelecidas pelo cronograma de leitura da Embasa. As 
informações serão transmitidas via e-mail para endereço devidamente informado pela 
Embasa e devem abranger rigorosamente TODAS as Unidades Consumidoras do 
Condomínio. 
 
 Antes da aquisição e instalação do equipamento, o Construtor/Condomínio deverá obter 
orientação sobre a viabilidade do uso do modelo ofertado e as especificações necessárias 
para obedecer ao padrão de envio dos arquivos do concentrador, para integração com o 
sistema de faturamento da Embasa. Os dados transmitidos deverão estar íntegros e 
refletirem não apenas a leitura exata do hidrômetro, como também as demais informações 
constantes na especificação dos arquivos, inclusive dígito verificador. 
 
 
5. REQUISITOS CONSTRUTIVOS: 
 
O custo do projeto hidráulico, obras, aquisição, operação e manutenção dos 
equipamentos e acessórios, necessários à implantação de um Sistema de Medição 
Individualizada, é de responsabilidade das Empresas Construtoras e/ou Condomínios. 
 
A análise das condições exigidas neste padrão pela Embasa, se restringe aos aspectos 
técnicos associados ao funcionamento adequado dos elementos que envolvam a logística 
do Sistema de Medição, necessária a precisa determinação e cobrança dos volumes de 
água consumidos por cada unidade condominial. 
 
A responsabilidade da Embasa em relação às instalações e manutenção em condomínios 
ou edificações com Sistema de Medição Individualizada é limitada ao ponto de entrega de 
água e coleta de esgoto, de acordo com a legislação vigente. 
 
Constitui responsabilidade do Construtor ou Condomínio, o dimensionamento, 
funcionamento, manutenção adequada das tubulações e peças hidráulicas prediais internas, 
e também possíveis interferências nos elementos construtivos, quer sejam estruturais ou de 
acabamento, principalmente nas edificações adaptadas para implantação da medição 
individual. Nesse aspecto, o construtor também deve ter conhecimento das instalações 
hidráulicas existentes, de forma a evitar a ocorrência de qualquer tipo de interligação entre 
as tubulações de unidades condominiais distintas. 
 
Para a implantação da medição individualizada não devem ser usadas válvulas de descarga 
automáticas com disparo em fluxo direto (sem caixa) principalmente quando de adaptação 
de instalações existentes. 
 
IMPLANTAÇÃO DE SISTEMA DE MEDIÇÃO 
INDIVIDUALIZADA EM CONDOMÍNIOS 
 
 
12 
É obrigatório que o projeto e a execução dos serviços para implantação de um Sistema de 
Medição Individualizada de água em Condomínios fiquem a cargo de profissional da área de 
edificações, legalmente habilitado e qualificado pelo CREA – Conselho Regional de 
Engenharia e Agronomia, o qual deverá obedecer às normas e padrões da Associação 
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). 
 
Os produtos e materiais hidráulicos usados nas instalações devem atender as exigências e 
requisitos das normas da ABNT. 
 
Além dos dispositivos legais em relação às garantias obrigatórias dos responsáveis 
pela construção civil, todos os materiais e equipamentos adquiridos devem possuir 
cobertura de assistência técnica em obediência ao Código de Defesa do Consumidor. 
Essas garantias devem ser repassadas ao Condomínio quando da entrega da obra. 
 
Após a conclusão da obra devem ser realizadas pesquisas de vazamentos, 
submetendo as instalações hidráulicas a testes de estanqueidade. 
 
 
6. ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DO SISTEMA DE MEDIÇÃO: 
 
6.1. IDENTIFICAÇÃO DOS REGIMES DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA NA MEDIÇÃO 
INDIVIDUALIZADA (MI): 
 
O regime de abastecimento deve ser considerado para o dimensionamento correto do tipo e 
capacidade do medidor / hidrômetro a ser especificado para a medição individualizada. 
 
6.1.1. Regime de Abastecimento Indireto: 
 
 
 
É aquele em que os hidrômetros individuais medem a água proveniente diretamente da rede 
ou de um reservatório geral, o qual após a medição alimenta reservatórios individuais, que 
por sua vez abastecem os pontos de utilização e consumo. 
 
IMPLANTAÇÃO DE SISTEMA DE MEDIÇÃO 
INDIVIDUALIZADA EM CONDOMÍNIOS 
 
 
13 
É o padrão usado nas ligações diretas da rede pública (concessionárias), que exigem a 
construção dos reservatórios. 
 
O abastecimento de água do reservatório é feito gradual e lentamente, acumulando o 
volume para o consumo posterior. Como os medidores individuais estão posicionados à 
montante (antes) dos reservatórios individuais, estes não são submetidos a repentinas 
vazões elevadas e sim a baixas vazões, porém por longos períodos em função da variação 
de nível dos reservatórios controlada pela válvula de bóia. 
 
Excepcionalmente, este regime de abastecimento pode aparecer na concepção e instalação 
de medição individualizada, normalmente em condomínios horizontais, com casas ou 
“villages”, onde há um reservatório principal que abastece as unidades, que por sua vez 
possuem reservatórios individuais (ver também Anexo I - Desenho 3). 
 
Obs.: O menor hidrômetro disponível no mercado brasileiro – Qmax = 1,5 m³/h, só pode 
ser especificado para o regime de abastecimento indireto, devido à grande perda de carga 
(pressão) que provocam, quando da ocorrência de vazões mais elevadas que acontecem 
no regime direto. 
 
6.1.2. Regime de Abastecimento Direto: 
 
 
 
Nesse regime, o hidrômetro é posicionado medindo a água à jusante (depois) de um 
reservatório geral, alimentado pela rede pública de abastecimento, ou mesmo por ramal 
predial do condomínio. A medição individual, portanto, registra instantaneamente os volumes 
consumidos diretamente nos pontos de utilização: torneiras e outros dispositivos. 
 
É o padrão mais comumente usado na medição individualizada (MI), praticamente em todos 
os condomínios verticais (ver também Anexo I - Desenho 4). 
 
O medidor está posicionadoà jusante (depois) do reservatório, medindo a água que 
diretamente abastece os pontos de utilização e consumo sendo submetido a repentinas 
IMPLANTAÇÃO DE SISTEMA DE MEDIÇÃO 
INDIVIDUALIZADA EM CONDOMÍNIOS 
 
 
14 
vazões mais elevadas por curtos períodos. 
 
6.2. ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS RECOMENDADAS PARA OS MEDIDORES 
(HIDRÔMETROS, ACESSÓRIOS E DISPOSITIVOS COMPLEMENTARES): 
 
6.2.1. Especificações Recomendadas - Hidrômetros: 
 
As especificações dos hidrômetros aqui transcritas possuem caráter de recomendação, 
tendo em vista que são aquelas usadas pela Embasa nos medidores de sua 
responsabilidade, no sentido garantir a melhor precisão no registro dos consumos e 
durabilidade dos medidores. 
 
O projetista deve definir qual o medidor a ser utilizado para cada unidade consumidora e seu 
dimensionamento. Caso a definição indicar medidores com capacidades superiores às 
descritas nas especificações a seguir, é conveniente efetuar consulta prévia com a Embasa. 
 
Os modelos recomendados para uso na Medição Individualizada possuem as seguintes 
especificações básicas: 
 
a) Hidrômetro Multijato – Qn = 2,5 m³/ h ou Qmax = 5,0 m³/ h: 
 
Hidrômetro taquimétrico residencial multijato, de transmissão magnética, classe 
metrológica mínima B, vazão nominal de 2,5 m³/h, diâmetro de 3/4"; 
 
b) Hidrômetro Multijato – Qn = 1,5 m³/ h ou Qmax = 3,0 m³/ h: 
 
Hidrômetro taquimétrico residencial multijato, de transmissão magnética, Classe 
metrológica mínima B, vazão nominal de 1,5 m³/h, diâmetro de 1/2"; 
 
c) Hidrômetros Mono ou Multijato – Qn = 0,75 m³/ h ou Qmax = 1,5 m³/ h: 
 
Hidrômetro taquimétrico residencial monojato ou multijato, de transmissão magnética, 
Classe metrológica mínima B, vazão nominal de 1,5 m³/h, diâmetro de 1/2"; 
 
Esse tipo de medidor é recomendado para unidades que possuam abastecimento 
indireto nas suas instalações (ou seja: nos casos em que o medidor estiver 
registrando volume de um reservatório inserido entre esse e os pontos de consumo 
(torneiras, etc.). É o caso de condomínios de imóveis com reservatórios individuais. 
 
A verificação pode ser feita através do registro em baixo relevo da numeração do medidor, 
transcrita na carcaça do mesmo. Os dois últimos dígitos do ano de fabricação são os 1º e 2º 
dígitos numéricos escritos após a 1ª letra da identificação citada. 
 
 Exemplo: No Hidrômetro de N º A 13 E 1 2 6 7 5 6, os números “1” e “3” grifados, 
significam que o medidor foi fabricado em 2013. 
 
6.2.2. Especificações Exigidas Obrigatoriamente - Hidrômetros, Quadros de Medição, 
Acessórios e Dispositivos Complementares: 
 
a) Hidrômetros: 
IMPLANTAÇÃO DE SISTEMA DE MEDIÇÃO 
INDIVIDUALIZADA EM CONDOMÍNIOS 
 
 
15 
Os hidrômetros deverão apresentar a marca de aprovação de modelo no mostrador e 
obedecer as características técnicas construtivas, dimensionais e de desempenho 
especificadas na Portaria INMETRO nº 246 de outubro de 2000 e nas Normas Brasileiras, 
NBR NM 212, NBR 8009 e NBR 8194, sendo permitido a substituição pelas atualizações 
subseqüentes. A numeração dos medidores deve seguir o padrão normalizado com registro 
em baixo relevo transcrito na carcaça dos mesmos. 
 
Os hidrômetros usados para a individualização no Sistema de Medição Direta devem 
possuir mostrador com totalizador inclinado a 45º, para permitir maior facilidade de 
leitura. 
 
Devem ser instalados medidores novos, com no máximo doze meses de fabricação, os 
quais não podem possuir logomarca da Embasa, pois estes são propriedade do 
Condomínio. 
 
b) Instalação dos Hidrômetros e Conexões nos Cavaletes: 
 
Os hidrômetros devem ser instalados na posição horizontal, com perfeito nivelamento 
no sentido longitudinal e transversal. 
 
A montagem dos hidrômetros no cavalete deve ser efetuada com os conjuntos apropriados 
de conexões imediatas, fornecidos pelos fabricantes dos medidores, ou adquiridos 
separadamente. 
 
Os conjuntos de conexões dos hidrômetros, são compostos de 2 tubetes e 2 porcas 
(confeccionados em latão, bronze ou em polipropileno/polietileno, porém com roscas 
internas de latão ou bronze) e 2 guarnições de borracha ou silicone. 
 
Nos hidrômetros de Qmax = 1,5 m³/ h e 3,0 m³/ h com comprimento de 165 mm, devem 
ser usados 2 tubetes curtos (comprimento = 39  1,5 mm). Para hidrômetros de 
comprimento = 115 mm, devem ser usados: 1 tubete curto (comprimento 39  1,5 mm) e 
1 tubete longo (comprimento 89  1,5 mm). 
 
c) Quadro de Medição e Proteção dos Hidrômetros (Caixas): 
 
Os quadros de medição e proteção compõem-se de caixas confeccionadas com materiais 
não corrosíveis e resistentes, podendo ser utilizado: metal, fibra de vidro, plástico de 
engenharia, fibras de madeira ou madeira de lei, que podem ser embutidas ou sobrepostas 
na parede. Se aceita também a confecção da caixa com moldagem na própria parede 
(nicho) de concreto ou alvenaria, desde quando tenham acabamento rebocado, 
desempolado e pintado em cor clara. 
 
O material usado na confecção das caixas deve ser de composição ou acabamento em tons 
claros, de forma a se obter contraste visual com as letras e números das placas de 
identificação dos medidores (ver adiante). 
 
Os quadros devem ser instalados em local de boa iluminação, que permita a leitura eficiente 
dos medidores. 
 
As caixas para proteção dos equipamentos, mesmo confeccionadas pela moldagem na 
IMPLANTAÇÃO DE SISTEMA DE MEDIÇÃO 
INDIVIDUALIZADA EM CONDOMÍNIOS 
 
 
16 
própria parede, tipo nicho, devem possuir fechamento com moldura, portas ou tampas, que 
permitam sem sua abertura, o acesso visual necessário à leitura dos medidores individuais. 
Podendo ser usadas telas com malha de 2,0 centímetros ou visores confeccionados em 
acrílico, policarbonato ou outros materiais que mantenham transparência por longo período 
(ver sugestões no Anexo I - Desenho 5). No sentido de prevenir acidentes, não se 
recomenda o fechamento dos visores com vidro. 
 
Todas as soluções de fechamento com porta ou tampa devem permitir a leitura dos 
medidores sem necessidade de iluminação artificial. 
 
As portas ou tampas devem possuir puxadores, entretanto não devem dispor de 
fechaduras com chave. 
 
Na medição direta, o quadro de medição e proteção deve ser instalado no pavimento térreo 
da edificação, em local de fácil acesso, devendo existir sinalização adequada para a 
localização pelo leiturista. 
 
Para os condomínios verticais, os esquemas de montagem dos cavaletes nas caixas de 
proteção estão exemplificados no Anexo - Desenhos 6, 7 e 8, considerando montagens 
para 4 e também para 8 hidrômetros, que é o máximo admissível, no sentido vertical, por 
quadro de medição. Para outras quantidades de hidrômetros, basta serem observadas as 
distâncias a serem obedecidas, de forma a preservar a ergonomia dos prepostos 
responsáveis pela leitura dos medidores e a manutenção posterior destes. As distâncias 
mínimas entre os elementos de medição que devem ser obedecidas nas caixas de proteção 
são as seguintes: 
 
 Máximo de 140 (cento e quarenta) centímetros entre o piso e o eixo longitudinal do 
hidrômetro instalado na posição mais alta; 
 
 Mínimo de 35 (trinta e cinco) centímetros entre o piso e o eixo longitudinal do hidrômetro 
instalado na posição mais baixa; 
 
 Mínimo de 15 (quinze) centímetros entre os eixos longitudinais de cada hidrômetro; 
 
 Mínimo de 15 (quinze) centímetros do medidor instalado no plano em posição mais alta, 
para a face superior da caixa de proteção; 
 
 Mínimo de 10 (dez) centímetros do medidor instalado no plano em posição mais baixa, 
para a face inferior da caixa de proteção. 
 
Obedecidas as distâncias sugeridas, é possível a instalação de quadros com até 8 (oito) 
medidores, conforme pode ser visto no Desenho 8 do Anexo I. 
 
Com relação à largura da caixa, deve ser preservada uma distância mínima de 15 
centímetros entre a aresta externa de cada uma das porcas do conjunto de conexões 
imediatas do hidrômetro e a parede lateral adjacente. 
 
A montagem dos cavaletes nas caixasde proteção deve ser efetuada de maneira a permitir 
o giro dos registros, demais peças e conexões apropriadas, utilizadas para a instalação dos 
hidrômetros, de forma a facilitar a manutenção, retirada e reinstalação do medidor 
IMPLANTAÇÃO DE SISTEMA DE MEDIÇÃO 
INDIVIDUALIZADA EM CONDOMÍNIOS 
 
 
17 
possibilitando também a colocação, pela Embasa, de lacres nas porcas dos tubetes dos 
medidores. A profundidade mínima é de 15 centímetros. 
 
Para os condomínios horizontais, compostos de unidades isoladas (casas ou villages) 
com entrada única e quadro de medição com um só hidrômetro, devem ser usadas caixas 
de proteção e muretas semelhantes àquelas padronizadas pela Embasa para suas ligações. 
Entretanto, a distância do piso para a face inferior da caixa deverá, por medida de 
ergonomia, ser de 45 centímetros (ver no Anexo I - Desenho 9). 
 
Na medição remota, os hidrômetros usados como transmissores devem também ser 
instalados com caixas de proteção em local de fácil acesso, com montagem semelhante aos 
destinados à leitura direta, mantendo-se as distâncias mínimas sugeridas. Nas construções 
verticais podem se localizar nos hall’s de entrada das unidades ou em shaft’s - 
compartimento fechados (embora não trancados) acessíveis em cada andar, onde passam 
tubulações e cabos dos edifícios destinados a facilitar manutenção das utilidades. Nesses 
casos, não há necessidade que as tampas ou portas sejam transparentes, pois não se 
realizam leituras diretas freqüentes, apenas verificações eventuais. 
 
d) Identificação: Hidrômetros x Unidades Consumidoras: 
 
A identificação dos hidrômetros nas caixas de proteção, deve ser feita de forma a mostrar 
claramente a unidade consumidora e seu hidrômetro correspondente. Devem ser usadas 
placas com identificação das unidades consumidoras, fixadas com cola resistente, ou 
chumbadas com buchas no fundo da caixa de proteção, na altura de 1,0 (um) centímetro 
acima da cúpula do mostrador do hidrômetro e centralizadas em relação a este. 
 
As características das placas de identificação são descritas a seguir: 
 
 As placas devem ser confeccionadas com dimensões de 3,0 x 15,0 centímetros, em 
material metálico não corrosível, madeira de lei ou fibras sintéticas, PVC ou outros 
materiais impermeáveis. O material de confecção deve ser (ou ter pintura também 
impermeável) em cores claras; 
 Dever ser usadas para identificação das unidades consumidoras, nomes curtos como as 
palavras: CASA ou APTO (abreviatura de apartamento), para unidades habitacionais, ou 
SALA, LOJA, BOX, etc., para unidades comerciais ou de serviços; 
 Os dígitos (letras e números) devem ter 1,5 (um e meio) centímetros de altura e de 
largura, com espessura de traço de 4 (quatro) milímetros - referência: fonte Arial Black, 
tamanho 60. O texto deve ser centralizado horizontalmente e verticalmente na placa de 
identificação. Exemplo: 
 
APTO - 301 
 
 Na pintura dos dígitos, usar tinta esmalte, fita colante em celulose ou plástico ou qualquer 
material impermeável, inviolável e resistente à retirada com facilidade, na cor preta ou 
outros tons escuros. 
IMPLANTAÇÃO DE SISTEMA DE MEDIÇÃO 
INDIVIDUALIZADA EM CONDOMÍNIOS 
 
 
18 
 
Para melhor visualização da identificação das unidades consumidoras e leitura dos 
medidores, é permitida a retirada da tampa plástica de proteção da cúpula e mostrador 
do hidrômetro. 
 
 
7. VISTORIA PARA ACEITAÇÃO PELA EMBASA: 
 
Para a aceitação do Sistema de Medição Individualizada, além de exigir o cumprimento de 
procedimentos de natureza comercial obtidos no TERMO DE ADESÃO E COMPROMISSSO 
PARA IMPLANTAÇÃO DE MEDIÇÃO INDIVIDUALIZADA, a Embasa realizará também 
vistoria técnica que envolve as seguintes verificações de conformidade das instalações com 
as exigências deste Padrão. 
 
7.1. INSTALAÇÃO ADEQUADA DO QUADRO DE MEDIÇÃO E CONCENTRADOR, EM 
OBEDIÊNCIA A TODOS OS REQUISITOS: 
 
 Inexistência de vazamentos na instalação; 
 
 Dimensões e distâncias entre os componentes; 
 
 Montagem do cavalete - conferência das peças: hidrômetros e conexões imediatas, 
registros e demais conexões; 
 
 Verificação do nivelamento do hidrômetro nos eixos: transversal e longitudinal e 
direcionamento (sentido) do fluxo; 
 
 Tampa/Porta da caixa de proteção: transparência, abertura e fechamento, disposição para 
lacre, visualização da leitura no mostrador do hidrômetro, incluindo sua iluminação 
adequada; 
 
 Identificação das unidades consumidoras no interior do quadro de medição; 
 
 Fixação, e visualização de dados no concentrador do SMR. 
 
7.2. SISTEMA DE MEDIÇÃO: 
 
 Sinalização para acesso aos equipamentos na medição direta e SMR; 
 
 Verificação de conformidade dos hidrômetros; 
 
 Conferência dos volumes registrados inicialmente; 
 
 Teste da correspondência Hidrômetro X Unidade Consumidora identificada no(s) 
quadro(s) de medição e concentrador; 
 
 Inexistência de abastecimento alternativo interconectado na mesma rede de distribuição 
da Embasa; 
 
 Teste de funcionamento do SMR. 
IMPLANTAÇÃO DE SISTEMA DE MEDIÇÃO 
INDIVIDUALIZADA EM CONDOMÍNIOS 
 
 
19 
 
8. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
Casos omissos deverão ser submetidos à avaliação da Embasa. Em todo o caso, a solução 
apresentada deverá atender às Normas Técnicas Brasileiras, aprovação do INMETRO 
(hidrômetros) e regulamentação da ANATEL para SMR’s que utilizam transmissão por rádio. 
 
 
9. REFERÊNCIAS NORMATIVAS E BIBLIOGRAFIA: 
 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5626: Instalação Predial de 
Água Fria. Rio de Janeiro, 1998. 
 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR NM 212: Medidores 
Velocimétricos de Água Fria até 15m³/h. Rio de Janeiro, novembro de 1999. 
 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 8009: Hidrômetros 
Taquimétricos para Água Fria até 15m³/h de vazão nominal – Terminologia. Rio de 
Janeiro, setembro de 1997. 
 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 8194: Hidrômetros 
Taquimétricos para Água Fria até 15m³/h de vazão nominal – Padronização. Rio de 
Janeiro, setembro de 1997. 
 
BRASIL; PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA – CASA CIVIL: Diretrizes Nacionais para o 
Saneamento Básico – Lei 11.445/2007. Brasília, 11 de janeiro de 2007. 
 
BRASIL; MINISTÉRIO DA INDÚSTRIA E COMERCIO – INSTITUTO NACIONAL DE 
METROLOGIA - INMETRO: Portaria Nº 246. Brasília, 17 de outubro de 2000. 
 
ESTADO DA BAHIA. Lei Estadual nº 11.172: – Institui princípios e diretrizes da Política 
Estadual de Saneamento Básico. Salvador; 01 de janeiro de 2008. 
 
CORESAB, Comissão de Regulação dos Serviços Públicos de Saneamento Básico da 
Bahia, Resolução Nº 001/2011: Salvador, 03 de março de 2011. 
 
COÊLHO, A. C., Micromedição em Sistemas de Abastecimento de Água. Recife, Editora 
UFPB, 2009. 
 
COÊLHO, A. C., Medição Individualizada de Água: Manual de Consulta. Recife, Edição do 
Autor, 2007. 
 
EMBASA, Ligação Individualizada. Apresentação Técnica em ppt. Salvador, 2009. 
 
EMBASA, Aprendendo a Usar. Apresentação Técnica em ppt. Salvador, Em revisão. 
 
EMBASA, Manual do Hidrometrista: Salvador, 2004. 
 
EMBASA, Manual de Medição Individualizada: Salvador, 2013. 
 
IMPLANTAÇÃO DE SISTEMA DE MEDIÇÃO 
INDIVIDUALIZADA EM CONDOMÍNIOS 
 
 
20 
EMBASA, Medição Individualizada: Folder. Salvador, 2014. 
 
EMBASA, Projeto de Instalação Hidráulica Predial: Sistema Predial com Medição de 
Água por Apartamento. Salvador, 2006. 
 
EMBASA, Termo de Adesão e Compromisso: Medição Individualizada. Salvador, Em 
revisão. 
 
FRANÇA MARQUES J. A, O Consumo da Água Tratada: A Redução dos Desperdícios 
com a Medição Individualizada em Salvador-Bahia. Dissertação (Mestrado em 
Desenvolvimento Regional e Urbano) – UNIFACS – Universidade Salvador, 2010. 
 
MUNICÍPIO DO SALVADOR. Lei 7780/2009: Dispõe sobre a instalação de hidrômetros 
individuais, e dá outras providências. Diário Oficial do Município do Salvador. Salvador, 
21 de dezembro de 2009. 
 
SANTOS SILVA S. R, Avaliação do Sistema de Medição Individualizada de Água em 
Prédios Populares Situadosna Cidade do Salvador, Bahia. Dissertação (Mestrado 
Profissional em Gerenciamento e Tecnologias Ambientais no Processo Produtivo – MEPLIM) 
– UFBa – Universidade Federal da Bahia, 2010. 
 
 
10. ANEXOS 
 
I - DESENHOS ESQUEMÁTICOS: 
 
Os desenhos apresentados neste são exemplos de aplicação, para algumas situações 
específicas e particulares. Portanto, as ilustrações apesar de obedecerem aos padrões deste 
documento não retratam exatamente a realidade de cada projeto. 
 
10.1. Sistema de Medição Direta (SMD) - Padrão Condomínio Vertical - Perspectiva e 
Detalhe; 
10.2. Sistema de Medição Remota (SMR) - Padrão Condomínio Vertical - Perspectiva e 
Detalhe; 
10.3. Regime de Abastecimento Indireto - Condomínio Horizontal – Casas; 
10.4. Regime de Abastecimento Direto - Condomínio Horizontal – Casas; 
10.5. Medidores - Hidrômetros e Acessórios - Tipos de Caixas para Quadros de 
Medição - Múltiplos Hidrômetros; 
10.6. Sistema de Medição Direta - Aplicação em Condomínio Vertical - Planta Baixa e 
Quadros de Medição - Opções I e II - 4 a 8 hidrômetros; 
10.7. Quadro de Medição para 4 hidrômetros em Condomínios Verticais; 
10.8. Quadro de Medição para 8 hidrômetros em Condomínios Verticais; 
10.9. Sistema de Medição (Direta ou Remota) em Condomínios Horizontais - Medição 
com Hidrômetro Único e Caixa de Proteção. 
 
 
 
 
 
 
 
 
10.1. Sistema de Medição Direta (SMD) - Padrão Condomínio Vertical - Perspectiva e Detalhe; 
 
 
 
10.2. Sistema de Medição Remota (SMR) - Padrão Condomínio Vertical - Perspectiva e Detalhe; 
 
 
 
 
10.3. Regime de Abastecimento Indireto - Condomínio Horizontal – Casas; 
 
 
 
 
 
10.4. Regime de Abastecimento Direto - Condomínio Horizontal – Casas; 
 
 
 
 
10.5. Medidores - Hidrômetros e Acessórios - Tipos de Caixas para Quadros de Medição - Múltiplos Hidrômetros; 
 
 
 
 
10.6. Sistema de Medição Direta - Aplicação em Condomínio Vertical - Planta Baixa e Quadros de Medição - Opções I e II - 4 a 8 
hidrômetros; 
 
 
 
 
10.7. Quadro de Medição para 4 hidrômetros em Condomínios Verticais; 
 
 
 
 
10.8. Quadro de Medição para 8 hidrômetros em Condomínios Verticais; 
 
 
 
 
10.9. Sistema de Medição (Direta ou Remota) em Condomínios Horizontais - Medição com Hidrômetro Único e Caixa de Proteção.

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