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Estetica Facial

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Prévia do material em texto

Brasília-DF. 
Estética Facial
Elaboração
Luisa Bei Catoira
Produção
Equipe Técnica de Avaliação, Revisão Linguística e Editoração
Sumário
APRESENTAÇÃO .................................................................................................................................. 4
ORGANIZAÇÃO DO CADERNODE ESTUDOS E PESQUISA ...................................................................... 5
INTRODUÇÃO ..................................................................................................................................... 7
UNIDADE I
CONCEITOS TEÓRICOS ....................................................................................................................... 9
CAPÍTULO 1
ESTÉTICA FACIAL ..................................................................................................................... 9
CAPÍTULO2 
PELE E MUSCULATURA FACIAL ................................................................................................ 11
CAPÍTULO 3
PRINCÍPIOS CINÉTICOS, TÔNUS MUSCULAR E EFEITOS DA GRAVIDADE ..................................... 29
CAPÍTULO 4
SISTEMA ESTOMATOGNÁTICO E ESTÉTICA FACIAL .................................................................... 30
CAPÍTULO 5
PROPRIOCEPÇÃO OROFACIAL .............................................................................................. 41
CAPÍTULO 6 
HÁBITOS DELETÉRIOS ............................................................................................................. 43
UNIDADE II
AVALIAÇÃO E TRATAMENTO ................................................................................................................ 48
CAPÍTULO 1
ANAMNESE CLÍNICA E AVALIAÇÃO ........................................................................................ 48
CAPÍTULO 2
TÉCNICAS DE RELAXAMENTO ................................................................................................ 59
CAPÍTULO 3
TÉCNICAS DE TERMOTERAPIA E CRIOTERAPIA ......................................................................... 60
CAPÍTULO 4
EXERCÍCIOS FACIAIS E MASSAGENS ...................................................................................... 61
REFERÊNCIAS .................................................................................................................................... 66
4
Apresentação
Caro aluno
A proposta editorial deste Caderno de Estudos e Pesquisa reúne elementos que se entendem 
necessários para o desenvolvimento do estudo com segurança e qualidade. Caracteriza-se pela 
atualidade, dinâmica e pertinência de seu conteúdo, bem como pela interatividade e modernidade 
de sua estrutura formal, adequadas à metodologia da Educação a Distância – EaD.
Pretende-se, com este material, levá-lo à reflexão e à compreensão da pluralidade dos conhecimentos 
a serem oferecidos, possibilitando-lhe ampliar conceitos específicos da área e atuar de forma 
competente e conscienciosa, como convém ao profissional que busca a formação continuada para 
vencer os desafios que a evolução científico-tecnológica impõe ao mundo contemporâneo.
Elaborou-se a presente publicação com a intenção de torná-la subsídio valioso, de modo a facilitar 
sua caminhada na trajetória a ser percorrida tanto na vida pessoal quanto na profissional. Utilize-a 
como instrumento para seu sucesso na carreira.
Conselho Editorial
5
Organização do Caderno 
de Estudos e Pesquisa
Para facilitar seu estudo, os conteúdos são organizados em unidades, subdivididas em capítulos, de 
forma didática, objetiva e coerente. Eles serão abordados por meio de textos básicos, com questões 
para reflexão, entre outros recursos editoriais que visam a tornar sua leitura mais agradável. Ao 
final, serão indicadas, também, fontes de consulta, para aprofundar os estudos com leituras e 
pesquisas complementares.
A seguir, uma breve descrição dos ícones utilizados na organização dos Cadernos de Estudos 
e Pesquisa.
Provocação
Textos que buscam instigar o aluno a refletir sobre determinado assunto antes 
mesmo de iniciar sua leitura ou após algum trecho pertinente para o autor 
conteudista.
Para refletir
Questões inseridas no decorrer do estudo a fim de que o aluno faça uma pausa e reflita 
sobre o conteúdo estudado ou temas que o ajudem em seu raciocínio. É importante 
que ele verifique seus conhecimentos, suas experiências e seus sentimentos. As 
reflexões são o ponto de partida para a construção de suas conclusões.
Sugestão de estudo complementar
Sugestões de leituras adicionais, filmes e sites para aprofundamento do estudo, 
discussões em fóruns ou encontros presenciais quando for o caso.
Praticando
Sugestão de atividades, no decorrer das leituras, com o objetivo didático de fortalecer 
o processo de aprendizagem do aluno.
Atenção
Chamadas para alertar detalhes/tópicos importantes que contribuam para a 
síntese/conclusão do assunto abordado.
6
Saiba mais
Informações complementares para elucidar a construção das sínteses/conclusões 
sobre o assunto abordado.
Sintetizando
Trecho que busca resumir informações relevantes do conteúdo, facilitando o 
entendimento pelo aluno sobre trechos mais complexos.
Exercício de fixação
Atividades que buscam reforçar a assimilação e fixação dos períodos que o autor/
conteudista achar mais relevante em relação a aprendizagem de seu módulo (não 
há registro de menção).
Avaliação Final
Questionário com 10 questões objetivas, baseadas nos objetivos do curso, 
que visam verificar a aprendizagem do curso (há registro de menção). É a única 
atividade do curso que vale nota, ou seja, é a atividade que o aluno fará para saber 
se pode ou não receber a certificação.
Para (não) finalizar
Texto integrador, ao final do módulo, que motiva o aluno a continuar a aprendizagem 
ou estimula ponderações complementares sobre o módulo estudado.
7
Introdução
Trabalhando durante anos em motricidade oral proporcionando aos bebês o ato de sucção (que 
lhes foi tirado pela falta de utilização, por estarem internados e entubados em UTIs); estimulando 
crianças a adquirirem a fala; fortalecendo a musculatura para a adequação de fonemas em 
crianças, adolescentes e adultos; reabilitando o ato de deglutir em pessoas que tiveram problemas 
neurológicos ou acidentes físicos, observei que o fortalecimento da musculatura intraoral e facial 
promovia um rejuvenescimento estético, pois os vincos de expressão ao lado da boca suavizavam, 
as bochechas “levantavam” e a papada ficava mais firme. Desse modo, comecei meu trabalho com a 
fonoaudiologia estética. 
A Fonoaudiologia Estética está voltada para a musculatura facial, mas não transforma magicamente 
um rosto. A Estética Facial abrange o estudo dos músculos faciais e da pele e os procedimentos que 
auxiliem na recuperação do tônus muscular.
Objetivos
Nosso objetivo é ajustar o tônus muscular facial, promovendo um rejuvenescimento saudável, 
mecânico e funcional, por meio de exercícios fonoaudiológicos, respeitando as características físicas 
de cada indivíduo. 
Um rosto flácido não combina com um corpo “malhado” e com um bom condicionamento físico.
Para tanto, deveremos:
 » aprimorar as funções orofaciais;
 » alterar os padrões respiratórios e alimentares;
 » orientar sobre maus hábitos orais e posturais;
 » aumentar a sensibilidade e propriocepção oral;
 » realizar manipulações na musculatura facial;
 » aperfeiçoar o padrão de deglutição do individuo, se for necessário.
Precisamos sempre lembrar uma “regra básica”: para termos um rosto harmônico, precisamos 
estar retratando um tônus adequado e uma musculatura saudável. Para tanto, as estruturas 
oro-miofuncionais precisam estar em perfeito funcionamento quanto à forma e a função. 
9
UNIDADE ICONCEITOS TEÓRICOS 
CAPÍTULO 1
Estética facial
Nosso rosto é formado por um conjunto de ossos, músculos, cartilagens, tecido adiposo e pele. Por 
meio dessas estruturas, podemos exprimir todas as nossas emoções – da mais absoluta alegria, àmais profunda tristeza.
Figura. 1
Netter,Frank Atlas de anatomía de humana,segunda edición, editora Masson ,S.A
Nós, fonoaudiólgos que trabalhamos com estética, temos como objetivo:
 » aplicar técnicas para melhorar a comunicação oral, treinando a linguagem, 
expressão e impostação vocal de atores, cantores, locutores e políticos; 
10
UNIDADE I │ CONCEITOS TEÓRICOS
 » aplicar técnicas de aperfeiçoamento da utilização da voz profissional de professores, 
cantores e jornalistas; 
 » atuar no pré e pós-operatório de cirurgias plásticas, visando desenvolver o aspecto 
de normalidade, mobilidade e motricidade oral e facial;
 » normalizar a tonicidade dos órgãos fono-articulatórios (tonificar os músculos 
hipotônicos e relaxar as tensões musculares do rosto), de forma que consigamos 
harmonizar e suavizar as marcas de expressão. Essa área da fonoaudiologia estética 
é muito recente. É importante sabermos que não conseguimos transformar um 
rosto em algo que seja anatomicamente impossível, já que cada indivíduo tem 
características e limitações próprias.
Analisando mensalmente os resultados que alcançamos nas terapias de motricidade oral, observamos 
que ao se adequar a musculatura, a aparência facial se modificava. 
Por meio da comparação entre fotos mensais, observamos que nas pessoas que realmente faziam 
os exercícios propostos diariamente, as marcas de expressão se suavizavam com o passar do tempo 
e desse modo, a face retratava mais juventude. Desse modo, surgiram as consultas puramente 
voltadas para o rejuvenescimento facial por meio da fonoaudiologia.
11
CAPÍTULO2 
Pele e musculatura facial
Anatomia e fisiologia da pele
Estrutura funcional da pele
Sendo a pele é o maior órgão do corpo humano, ela age como um envoltório, protegendo o organismo 
do meio externo por meio de suas funções: 
 » reguladora da temperatura corporal;
 » é um órgão imunitário;
 » possui funções metabólicas; 
 » protege da desidratação;
 » é o órgão dos sentidos (sensações).
Nossa pele reflete o estado de saúde do indivíduo e, esteticamente falando, é o cartão de visita de 
todas as pessoas.
A pele é formada por 2 camadas:
a. Epiderme- camada mais externa e superficial, que tem a função de proteção e de 
defesa do organismo. 
Essa camada está em contato com o meio ambiente e recebe diariamente as agressões externas.
Sua espessura (profundidade) depende da região do corpo – em alguns locais é mais fininha, em 
outros, mais grossa. Exemplo: Zonas como as palmas das mãos e dos pés, que sofrem maior atrito, 
têm uma camada mais grossa que varia entre 0,04mm até 1,6mm de espessura.
A epiderme é constituída por um epitélio estratificado pavimentoso. É composto por vários tipos de 
células:
 » o queratinócito (sua célula principal), que tem a função de produção de queratina 
(proteína resistente e impermeável responsável pela proteção);
 » ninhos de melanócitos (produtores de melanina - pigmento que absorve os raios 
UV);
 » células imunitárias.
12
UNIDADE I │ CONCEITOS TEÓRICOS
Por cima da epiderme existe uma emulsão natural que auxilia na retenção da água, mantendo o grau 
de hidratação. É a camada de proteção hidrolipídica - formada por suor, substâncias gordurosas 
expelidas pela pele e células mortas.
Na epiderme não existem vasos sanguíneos, já que é uma capa protetora. Podemos dizer que é uma 
barreira impermeável, pois:
 » ela controla a perda dos fluidos corporais como linfa e sangue; 
 » os nutrientes e oxigénio chegam à epiderme por difusão a partir de vasos sanguíneos 
da derme;
 » evita ainda a penetração de microorganismos e de substancias estranhas;
 » camada córnia - camada mais externa. É constituída de células mortas, e possuem 
grande quantidade de queratina;
 » camada lúcida - células achatadas com grânulos muito numerosos e proteicos, 
que liberam enzimas digestivas. A maior parte dessas células já está morta e estão 
presentes na pele que não possui folículos pilosos (pele das palmas das mãos e dos 
pés);
 » camada granulosa: células achatadas, com grânulos de queratina, com substância 
extracelular ou com outras proteínas (colágeno);
 » camada espinhosa - células cúbicas e(ou) achatadas com mais queratina que as 
basais, com aspecto de espinhos;
 » camada basal - origem da multiplicação celular (todas as outras camadas são 
constituídas de células cada vez mais diferenciadas que, com o crescimento basal, 
vão ficando cada vez mais externas, e acabam por descamar e cair). A camada basal 
é a mais profunda. Fica em contato com a derme. Suas células são cúbicas e pouco 
diferenciadas, que se dividem continuamente, dando origem a todas as outras 
camadas;
 » O folículo piloso é um órgão anexo da epiderme: produz o pelo (uma estrutura 
maciça queratinizada), tem um músculo liso e terminações nervosas sensitivas.
Obs.: O local da junção entre a epiderme e a derme tem o formato de papilas (dá maior resistência 
ao atrito da pele).
b. Derme - camada mais interna e mais vascularizada, que leva oxigênio e nutrientes 
à epiderme. 
É um tecido de preenchimento (tecido conjuntivo) e de sustentação (que sustenta a epiderme). 
É formado por fibras que se apresentam como uma rede de sustentação preenchida por células, 
substância amorfa, mucopolissacarídeos, glicoproteínas e eletrólitos. Elas são:
13
CONCEITOS TEÓRICOS │ UNIDADE I
 » fibras colágenas; 
 » fibras de elastinas; 
 » fibras de reticulina. 
Com o passar dos anos, essas fibras se desarranjam. Esse é um dos motivos do surgimento das rugas 
no processo de envelhecimento. 
A substância amorfa tem importante papel na manutenção da hidratação da pele. 
É na derme que se estão os vasos linfáticos, os nervos e os órgãos sensoriais a eles associados:
1. corpúsculo de Vater-Pacini, função de sensibilidade à pressão;
2. corpúsculo de Meissner com função de detecção de pressões de frequências 
diferentes;
3. corpúsculo de Krause, com função de sensibilidade ao frio;
4. órgão de Ruffini, com função de sensibilidade ao calor;
5. célula de Merckel, com função de sensibilidade ao tato e à pressão;
6. folículo piloso, possuem terminações nervosas associadas;
7. terminação nervosa livre, com sensibilidade à dor e à temperatura.
A derme é subdividida em duas camadas: 
 » camada papilar - está em contato com a epiderme e é formada por tecido conjuntivo 
frouxo; 
 » camada reticular - formada por tecido conjuntivo denso não modelado, em que 
predominam fibras de colágeno.
Hipoderme: A hipoderme não faz parte da pele. É constituída por um tecido conjuntivo frouxo ou 
adiposo que faz conexão entre a derme e a fáscia muscular. Esse tecido protege contra o frio.
Camadas da hipoderme:
 » areolar: superficial; possuem grande quantidade de adipócitos volumosos, além de 
vasos delicados;
 » lâmina fibrosa: separa a camada areolar da lamelar;
 » lamelar: camada mais profunda - é o local em que com o ganho de gordura, há o 
aumento da espessura. 
14
UNIDADE I │ CONCEITOS TEÓRICOS
Funções da hipoderme: 
 » modela superfície corporal;
 » é um reservatório energético; 
 » absorve choques; 
 » promove a fixação dos órgãos;
 » é um isolante térmico.
Hidratação cutânea:
A hidratação da pele ocorre de duas formas:
a. Endógena – o caminho percorrido pela água segue desde a derme até a superfície 
cutânea e por sudação (transpiração);
b. Exógena – o fornecimento de água é realizado por meio do contato ambiente/pele 
(por saturação de água ou aplicação de cosmético).
A camada córnea possui de 10 a 20% de água, substâncias hidrossolúveis e queratinas (manto de 
proteção hidrolipídico).
Quanto mais bem hidratada estiver a pele, melhor será a resposta a qualquer tratamento e de um 
modo geral, pois exercem melhor suas funções. A água está relacionada à plasticidade, elasticidade 
e flexibilidade da pele, ao se associarem às moléculas solúveis do fator de hidratação natural (NMF 
– natural moistrizing factor) e às proteínas da epiderme.
Obs.: O NMF mantém a água no interior das células, na presença de ácidosgraxos essenciais (ácidos 
linoleicos, linoleicos e oleicos, esfigomielinas e colesterol).
Quando a pele está desidratada, ela também fica com a sua função de proteção diminuída. Isso 
é demonstrado pela descamação, por fissuras, diminuição do brilho e da elasticidade, aspereza, 
aspecto envelhecido, irritação e prurido, diminuição de secreção sebácea e sudorípara.
Tipos de pele:
Figura 2
<http://dicasfemininas.com.br/wp-content/uploads/2013/06/tipos-pele.jpg>
15
CONCEITOS TEÓRICOS │ UNIDADE I
 » Seca ou alípica - Características da pele seca: pele com tendência a desenvolver 
pequenas rugas e descamação. Pele que apresenta sensação de “repuxamento” após 
lavagem com sabonete ou com água muito quente.
 » Normal ou endérmica - textura suave, firme ao tato, com poros pequenos, e sem 
imperfeições. É tipica dos bebês.
 » Mista - apresenta alguma oleosidade na zona T do rosto (testa, nariz e queixo), e a 
pele das outras áreas pode ser normal ou seca.
 » Oleosa ou lipídica - pele brilhosa devido ao excesso de sebo (ou gordura) 
produzido. Normalmente, apresenta poros grandes e tendência a cravos e espinhas. 
Indivíduos com pele oleosa tendem a ter cabelos também oleosos
Seja qual for o tipo de pele, é recomendada a utilização de bons produtos cosméticos, tanto para 
lavar, tonificar, hidratar, quanto para proteger do sol. O ideal é eleger uma marca de cosmético, 
e comprar todos os produtos da mesma linha, pois utilizar marcas diferentes de cosméticos pode 
causar alguma reação alérgica por incompatibilidade de produtos.
A utilização de um hidratante antes da realização dos exercícios miofuncionais é muito importante, 
pois hidrata, nutre e dá mais elasticidade aos tecidos que serão “trabalhados”.
Os inimigos da pele são:
 » o sol;
 » o tabaco;
 » o álcool;
 » dietas incorretas; 
 » o estresse;
 » o frio;
 » o aquecimento das casas;
 » a poluição ambiental.
No tecido envelhecido ocorre diminuição de:
 » colágeno;
 » elastina; 
 » substância fundamental da derme; 
16
UNIDADE I │ CONCEITOS TEÓRICOS
 » proteínas e açúcares;
 » do ácido hialurônico; 
 » do número de melanócitos ativos;
 » da taxa de renovação celular e reparação. 
Assim sendo, a derme envelhecida se torna um tecido rígido, inelástico e irresponsível à tensão, com 
menor capacidade de resposta a estresse ou trauma.
Alterações da estrutura da pele durante o 
envelhecimento
Quadro 1
Tipo e Alteração Envelhecimento Fisiológico
Envelhecimento Actínico ou 
Fotoenvelhecimento
Epiderme
Renovação e proteção menores. 
Diminui coesão entre as células superficiais (desidratação).
Diminui número de melanócitos e células de langerhans (alteração 
imunidade cutânea).
Hipertrofia de glândulas sebáceas, porém com menos produção de 
sebo que torna a pele ressecada e com poros dilatados.
Fica mais espessa, às vezes aparecem lesões 
pré-cancerosas.
Anomalias na distribuição de melanina 
(discromias).
Derme
Atrofia- Redução do número de fibloblastos e sua capacidade de 
síntese. 
Alteração da estrutura do colágeno.
Diminuição das glicosaminoglicanas.
Fibras elásticas diminuídas e modificadas (fragmentação).
Rarefação dos vasos sanguíneos.
Diminuição da comunicação celular o que reduz processo de 
reparação.
Fibras elásticas se tornam mais espessas, 
numerosas e anormais (elastose solar).
Fibras de colágeno delgadas, fragmentadas e 
alteradas.
Taxa de glicosaminoglicanas está alterada.
Diminui a síntese e colágeno.
Aumenta a degradação do colágeno.
Aumento da produção de metaloproteínas 
(colagenase, gelatinase e estromelisina)
Junção dermoepidermica
Ela se achata devido à diminuição de fibras que fixam a lâmina basal.
Redução da adesividade entre derme e epiderme diminuindo as 
trocas e a nutrição.
Alargamento das malhas de rede microdepressionária de superfície ou 
microrelevo cutâneo 
<http://jaurufreitas.blogspot.com.br/p/envelhecimento-cutaneo.html>
17
CONCEITOS TEÓRICOS │ UNIDADE I
Rugas
São sulcos ou pregas na face, causadas pela diminuição da camada de gordura mais profunda, pela 
diminuição do tamanho das células que fazem parte da derme ou surgem como consequência de 
mímica exagerada das contrações musculares repetidas usualmente. 
Sabemos que as rugas são produto da ação dos músculos da mímica, do envelhecimento e da lei 
da gravidade atuando sobre uma pele mais ou menos flácida, vamos falar sobre as que mais nos 
incomodam: 
 » rugas de expressão - se localizam em cima do nariz, horizontal ou verticalmente, na 
testa, no canto externo dos olhos, no lábio superior. Elas são resultado da contração 
muscular sobre uma pele que perdeu a elasticidade ou capacidade de recuperar sua 
forma.
 » rugas gravitacionais são as que se formam diante das orelhas, nos lados do queixo ou 
no pescoço. Estas são produto da flacidez dos tecidos somada à ação da gravidade, 
ou seja, caem devido a seu próprio peso. 
 » rugas de origem mista são as depressões que vão da lateral do nariz ao extremo da 
boca, podendo inclusive estender-se até a mandíbula, dando o aspecto de uma boca 
de marionete (os sulcos nasogênicos, ou o bigode chinês). Elas são provocadas pela 
ação muscular somada à caída gravitacional. As rugas verticais que se formam na 
parte anterior do pescoço também são consideras mistas.
Graus de rugas:
 » primárias – leves;
 » secundárias – extensão das rugas primárias, marcas mais profundas;
 » terciárias – com hipotonicidade tissular e dos efeitos da gravidade.
Tipos de Rugas:
 » de expressão – uso repetitivo de expressões ao longo do tempo além de hábitos 
viciosos;
 » sulcos – hipotonia muscular e tissular potencializada pela ação da gravidade.
18
UNIDADE I │ CONCEITOS TEÓRICOS
Classificação do envelhecimento Facial
Quadro 2
Grau Rugas Alterações Cutâneas Alterações Musculares Idade 
aproximada
I Rugas imperceptíveis Fotoenvelhecimento leve.
Rugas superficiais leves e imperceptíveis
Alterações pigmentares leves
Sem alterações 20 a 30 anos
II Rugas dinâmicas Fotoenvelhecimento leve a moderado
Lesões senis leves 
Rugas dinâmicas ao sorrir 
Redundância da pele palpebral
Flacidez e ptose das regiões nasogenianas e 
região lateral à comissura labial
30 a 40 anos
III Rugas dinâmicas 
estáticas leves
Fotoenvelhecimento moderado.
Lesões senis moderadas.
Rugas em repouso e em movimentos 
leves principalmente as glabelares e 
frontais 
Excesso de pele palpebral mais acentuada
Flacidez e ptose das regiões nasogenianas e 
região lateral à comissura labial 
Proeminência do sulco nasogeniano
Discreta flacidez da região submentoniana
40 a 50 anos
IV Rugas dinâmicas 
estáticas moderadas
Fotoenvelhecimento acentuado 
Discromias Lesões senis acentuadas.
Rugas em repouso e em movimentos 
moderados em especial na região cervical.
Flacidez e ptose da região submentoniana, 
nasogeniana e região lateral à comissura labial 
Ptose da ponta nasal.
50 ou mais
V Rugas dinâmicas 
estáticas severas
Fotoenvelhecimento severo. 
Pele de cor amarela pálida e espessa.
Lesões senis severas. 
Rugas em repouso e em movimentos 
severas.
Flacidez e ptose de grau IV e da região cervical 
acentuada.
Acima de 60 anos
Quadro baseado em Horibe, E.K., Estética Clínica & Cirúrgica, Editora Revinter, 1o edição, Rio de Janeiro, 2000. 
Tipos de Flacidez:
 » tissular – pele – órgão de revestimento, envelhece mais rápido que o músculo por 
causa da exposição às agressões do meio ambiente, fragilidade;
 » muscular – “enchimento da pele” (a fonoaudiologia estética trabalha com a 
musculatura).
19
CONCEITOS TEÓRICOS │ UNIDADE I
Músculos Faciais:
Figura. 3
Netter,Frank Atlas de anatomía de humana,segunda edición, editora Masson ,S.A
Temos de conhecer profundamente os músculos – sua origem, inserção, funções e inervações– para 
que possamos realizar um bom trabalho nos nossos pacientes, além de termos de experimentar em 
nós mesmos os movimentos que cada um produz para ensinarmos os movimentos corretos.
Tipos de tecidos musculares:
 » estriados esqueléticos – movimentos rápidos evigorosos, voluntários. Presos a um 
ou mais pontos do esqueleto;
 » involuntários lisos – circundam vasos sanguíneos e órgãos internos;
 » músculo cardíaco – fibras estriadas, involuntário, trabalho constante.
Propriedades musculares:
 » contratibilidade – repouso X contração;
 » elasticidade – tonicidade (forte, médio, fraco);
 » coordenação – harmonia de movimentos.
20
UNIDADE I │ CONCEITOS TEÓRICOS
Figura. 4
Netter,Frank Atlas de anatomía de humana,segunda edición, editora Masson ,S.A
Músculos da expressão facial: 
Figura. 5
Netter,Frank Atlas de anatomía de humana,segunda edición, editora Masson ,S.A
21
CONCEITOS TEÓRICOS │ UNIDADE I
 » Possuem aspecto dinâmico ocorre pela inervação da musculatura da face pelo 
nervo facial. Suas contrações produzem variações na musculatura, que alteram a 
fisionomia e exteriorizam os sentimentos e emoções;
 » Ficam situados na fáscia superficial da face, têm origem nos ossos e suas inserções 
na pele.
São eles:
 » Músculo epicrânio, occipitofrontal (ventre frontal):
 › origem: gálea aponeurótica;
 › inserção: pele do supercílio, sobrancelhas;
 › função: elevar a pele da fronte e do supercílio; é visualizado em expressões de 
surpresa e espanto;
 › inervação: ramo temporal do nervo facial.
 » Músculo orbicular do olho (parte palpebral):
 › origem: ligamento palpebral medial, saco lacrimal;
 › inserção: ligamento palpebral lateral;
 › função: fechamento das pálpebras, proteção do globo ocular, dilatação do saco 
lacrimal;
 › inervação: ramo do zigomático.
 » Músculo levantador do lábio superior e da asa do nariz:
 › origem: porção inferomedial do contorno infraorbitário;
 › inserção: asa do nariz e lábio superior;
 › função: elevação e eversão do lábio superior, dilatação das narinas; é visualizado 
em expressões de ironia;
 › inervação: nervo facial (VII).
 » Músculo levantador do lábio superior:
 › origem: entre a borda infraorbitária e o forame infraorbitário;
 › inserção: abaixamento do sulco nasolabial no lábio superior;
22
UNIDADE I │ CONCEITOS TEÓRICOS
 › função: movimenta o lábio superior, asas do nariz, bochechas e pele do mento; é 
visualizado em expressões de choro e autossuficiência;
 › Inervação: nervo facial (VII).
 » Músculo zigomático menor:
 › origem: porção mais saliente do corpo do zigoma;
 › inserção: pele do lábio superior( ângulo da boca);
 › função: traciona lábio superior supero lateralmente;
 › inervação: nervo facial (VII).
 » Músculo zigomático maior:
 › origem: processo temporal do zigoma;
 › inserção: abaixo do sulco nasolabial (ângulo da boca);
 › função: puxa comissura labial supero lateralmente;
 › inserção: nervo facial (VII).
 » Músculo levantador do ângulo da boca:
 › origem: fossa canina, abaixo do forame infraorbitário;
 › inserção: ângulo da boca;
 › função: movimenta lábio superior supero lateralmente, coloca o canino 
descoberto;
 › inervação: ramo bucal.
 » Músculo bucinador:
 › origem: nas bases do processo alveolar;
 › inserção: ultrapassa lateralmente a extremidade inferior da fossa retro molar;
 › função: deglutição, assopro, assobio, comprime bolo alimentar na cavidade 
bucal e aumenta a rima da boca (riso fraco);
 › inervação: ramo bucal do nervo facial e nervo mandbular do trigêmeo.
23
CONCEITOS TEÓRICOS │ UNIDADE I
 » Músculo platisma:
 › origem: base da mandíbula, fáscia parotídea;
 › inserção: pele por baixo da clavícula, fáscia peitoral;
 › função: estica pele do pescoço;
 › inervação: nervo facial (VII).
 » Músculo abaixador do ângulo da boca:
 › origem: borda inferior do corpo da mandíbula, desde o tubérculo mentual;
 › inserção: ângulo da boca;
 › função: revirar lábio inferior, puxa inferolateralmente a comissura dos lábios;
 › inervação: nervo facial (VII).
 » Músculo orbicular da boca:
 › origem: não apresenta origem óssea direta;
 › inserção: se cruzam no ângulo da boca terminando em um nódulo tendinoso;
 › função: fechamento da rima da boca, assopro, sugar e beijar; é visualizado em 
expressões de raiva;
 › inervação: nervo facial (VII).
 » Músculo abaixador do lábio inferior:
 › origem: margem inferior da mandíbula;
 › inserção: abaixador do ângulo e do lábio inferior;
 › função: abaixa e desloca o lábio inferior para fora;
 › inervação: nervo facial (VII).
 » Músculo mentual:
 › origem: fossa mentual;
 › inserção: pele da borda inferior do músculo orbicular da boca;
24
UNIDADE I │ CONCEITOS TEÓRICOS
 › função: contração da pele do mento “covinha” central;
 › inervação: nervo facial (VII).
Figura. 6
Músculos Depressores 
Possuem a função de rebaixar a mandíbula (ação conjunta do pterigóideo lateral e os músculos 
supra-hióideos) e participam de outros movimentos mandibulares (a musculatura infra-hióidea 
estabiliza o osso hióide).
São eles:
 » músculo Pterigóideo lateral – além da depressão, projeta a mandíbula à frente 
e atua nos movimentos laterais. Estabiliza a ATM.
 » músculo Digástrico – faz parte dos músculos supra- hióideos. É basicamente 
depressor, como todos os músculos supra-hióideos.
 » músculo Geni-hióideo – depressor. Facilita a deglutição.
 » músculo Milo-hióideo – favorece a deglutição puxando o hióide para cima, como 
o faz o geni-hióideo. Deprime a mandíbula.
25
CONCEITOS TEÓRICOS │ UNIDADE I
Figura. 7
Músculos da mastigação
Os músculos da mastigação atuam em grupo e têm a função de movimentar a mandíbula em 
diferentes planos ou direções, aproveitando as estruturas especiais que conformam a Articulação 
Têmporo-Mandibular (ATM). 
Quatro músculos são considerados pertencentes ao grupo da mastigação. Eles ligam a mandíbula ao 
crânio, derivam do mesoderma e recebem a inervação do nervo trigêmio: 
 » o masseter (músculo superficial, elevador da mandíbula) é um músculo de grande 
espessura, forte, quadrilátero e é composto por dois feixes.
 › origem: parte superficial: na margem inferior do osso zigomático; parte profunda: 
na margem inferior do arco zigomático;
 › inserção: nos dois terços inferiores da face lateral do ramo da mandíbula;
 › função: levanta a mandíbula com força;
 › inervação: nervo massetérico, ramo do mandibular (trigêmeo).
 » o temporal (músculo superficial, elevador da mandíbula), é o mais potente dos 
músculo da mastigação; estende-se em forma de leque desde a parede lateral do 
crânio até a mandíbula. 
 › origem: assoalho da fossa temporal e superfície medial e fáscia temporal;
 › inserção: bordas e face medial do processo coronóide (crista temporal) e borda 
anterior do ramo da mandíbula;
26
UNIDADE I │ CONCEITOS TEÓRICOS
 › função: levanta a mandíbula (mais velocidade do que potência) e Retrai a 
mandíbula com a porção posterior;
 › inervação: nervos temporais profundos, ramos do mandibular (trigêmeo).
 » o pterigóideo medial (músculo profundo, elevador da mandíbula), trata-se de um 
músculo quadrangular de certa espessura.
 › origem: fossa pterigoidea;inserção: face medial da região do ângulo da mandíbula;
 › função: eleva a mandíbula, age como sinergista do masseter;
 › inervação: nervo pterigóideo medial, ramo do mandibular (trigêmeo).
 » o pterigóideo lateral (músculo profundo que é o protrusor da mandíbula). É um 
músculo curto, de forma prismática.
 › origem: face lateral da lâmina lateral do processo pterigóideo e superfície 
infratemporal da asa maior do esfenoide;
 › inserção: fóvea pterigóidea e margem anterior do disco da Articulação Têmporo-
mandibular (ATM);
 › função: protrai (e junto com os digástricos abaixa) a mandíbula pela contração 
bilateral simultânea; movimenta para um doa lados pela contração unilateral; 
estabiliza o disco articular;
 › inervação: nervo pterigóideo lateral, ramo do mandibular (trigêmeo).
Língua 
Figura. 8
Netter,Frank Atlas de anatomía de humana,segunda edición, editora Masson ,S.A
27
CONCEITOS TEÓRICOS │ UNIDADE I
A língua é um importante órgão da fala, da mastigação, deglutição e de sensibilidade para sentir 
gosto. Localiza-se no assoalho da boca, dentro da curvado corpo da mandíbula. ,- se,liga- se ,liga- se 
A face inferior possui o frênulo da língua, ou seja, uma mucosa entre o assoalho da boca e a língua, 
que forma uma prega vertical.
O ápice é arredondado, localizado na parte anterior da boca. Apoia-se contra a face lingual dos 
dentes incisivos. 
No dorso da língua, encontramos um sulco mediano longitudinal, que divide a língua em duas 
metades simétricas. Encontramos glândulas mucosas e folículos linfáticos no terço posterior do 
dorso da língua, enquanto nos dois terços anteriores, encontram-se as papilas linguais, que dão o 
aspecto áspero.
As papilas gustativas que compõe a língua são de quatro tipos e assumem diferentes funções:
 » papilas filiformes: estão espalhadas por todo o dorso da língua. São muito 
numerosas, com formato cônico alongado. Possuem poucos botões gustativos e são 
muito ricas em queratina;
 » papilas fungiformes: estão espalhadas irregularmente entre as papilas 
filiformes, têm aspecto que se assemelha a cogumelos (uma base estreita e uma 
porção superior mais larga e lisa). As papilas da parte superior não possuem muitos 
botões gustativos.
 » Papilas foliadas: são duas ou mais rugas paralelas divididas por um sulco presente 
na superfície dorso-lateral da língua, que contém muitos botões gustativos.
 » Papilas circunvaladas: estão distribuídas na região do V lingual, na parte 
posterior da língua. São constituídas por 7 a 12 estruturas circulares grandes, que 
se estendem acima das outras papilas. Cada uma das papilas é rodeada por diversas 
glândulas serosas (as glândulas de von Ebner), que secretam seu conteúdo em seu 
interior. Essa secreção é importante na remoção de partículas de alimento presentes 
ao redor dos botões gustativos, além da secreção de uma lipase além de previnir a 
formação de uma camada hidrofóbica sobre os botões gustativos, quando chega ao 
estômago, a lípase lingual é ativada podendo digerir até 30% dos triglicerídeos dos 
alimentos.
Músculos da língua
A língua é dividida na metade por um septo fibroso, que se fixa no osso hioide. Em cada metade, 
existem músculos intrínsecos e extrínsecos:
28
UNIDADE I │ CONCEITOS TEÓRICOS
1. Intrínsecos (interior dos órgãos – alteram a forma da língua):
 » longitudinal superior: é uma fina camada de fibras musculares oblíquas e 
longitudinais situadas bem abaixo da mucosa do dorso da língua, que quando é 
contraída, tende a encurtar a língua, virando o ápice para cima;
 » longitudinal inferior: estende-se da raiz ao ápice da língua, ao se contrair, encurta a 
língua ou empurra o ápice para baixo;
 » transverso: distribui-se em forma de leque, originando-se no septo da língua e 
fazendo trajeto diretamente para a lateral. Sua contração faz com que a língua se 
estreite e alongue;
 » vertical: suas fibras originam-se na mucosa do dorso da língua. Quando contraído 
achata a língua.
2. Extrínsecos (orígem fora da língua – elevam e ancoram a língua na mandíbula, 
no processo estilóide e no osso hióide):
 » hioglosso: origina-se na borda superior do corno maior e do corpo do osso hióide. 
Quando contraído, age para retrair e deprimir a língua e elevar o osso hióideo.
 » palatoglosso: pode ser considerado um músculo da língua ou do palato. Sua origem 
é na face anterior do palato mole, no qual tem continuidade com seu par do lado 
oposto. Suas fibras vão para baixo e um pouco para lateral, inserindo-se nos lados 
da língua, mesclando-se e tornando-se contínuas com as dos músculos transverso 
da língua e com as fibras superficiais dos músculos estiloglosso e hioglosso. Sua 
contração pode abaixar o palato mole ou levantar a parte posterior da língua, 
sulcando o dorso.
 » Genioglosso: compõe a massa do tecido lingual, é o mais forte e o maior dos músculos 
extrínsecos. Sua forma é chata e triangular, originando-se na espinha mentoniana 
superior indo até o osso hióide. É responsável por várias posições da língua. Quando 
as fibras posteriores se contraem, anteriorizam a língua, já a contração das fibras 
anteriores é responsável pela contração de todo o músculo, levando a língua para 
baixo, deixando o dorso como uma canaleta.
 » Estiloglosso: emerge nos processos estiolóides. Sua contração leva a língua para 
cima e para trás, sendo considerado antagonista do genioglosso. Também pode 
auxiliar os músculos intrínsecos a tornar o dorso côncavo ou em forma de canaleta, 
quando eleva os lados da língua.
29
CAPÍTULO 3
Princípios cinéticos, tônus muscular e 
efeitos da gravidade
Tônus muscular é o estado de tensão elástica em que o músculo se apresenta em repouso, e que lhe 
permite iniciar a contração rapidamente após o impulso nervoso.
Músculo hipertônico é quando o tônus está aumentado, quando fica mais rígido. Quando estiver 
flácido, chamamos de hipotonia. Atonia é a ausência total de tônus.
Com o passar dos anos, o tônus do rosto vai ficando mais flácido por conta de 3 fatores que influenciam 
diretamente os resultados (que serão re-obtidos por meio da fonoaudiologia estética facial): 
1. envelhecimento do organismo -o envelhecimento é um processo contínuo, não é 
iniciado em um determinado momento da vida.
 » aspecto biológico;
 » aspecto patológico;
 » processo socioeconômico ou psicossocial;
 » envelhecimento intrínseco ou cronológico – decorre da passagem do tempo;
 » envelhecimento extrínseco (influências ambientais, externas) como o Sol, o estresse, 
o cigarro, o sedentarismo e os radicais livres.
2. da movimentação correta das funções orofaciais – como movimentos mastigatórios 
ineficientes; 
3. padrões respiratórios e posturais inadequados.
Sabemos que nosso corpo é extremamente plástico e moldável. Por esse motivo, a interferência 
do efeito da gravidade sobre nosso corpo e, no caso, do nosso rosto potencializa os movimentos e 
adaptações que fazemos com os músculos no nosso dia a dia. 
Constantemente precisamos compensar ou adaptar padrões de movimentos ou de alinhamento 
corporal. Essas constantes mudanças são inconscientes e com o tempo, acabamos não sabendo 
qual é o estado de equilíbrio normal. Essa desarmonia muscular somada à ação da gravidade e 
ao desalinhamento corporal pode se transformar em padrões de movimentos errados, tensões, 
posturas inadequadas ou mesmo em reduções de movimentos.
30
CAPÍTULO 4
Sistema estomatognático e estética 
facial
Sistema estomatognático
Sistema estognático para Petrelli (1994) seria a articulação temporo-mandubular com os ossos, 
as superfícies articulares, os ligamentos e os músculos inter-relacionados com a oclusão dentária 
dinâmica, resultando num certo numero de funções complexas em equilíbrio.
Para Douglas (1998), esse sistema é um conjunto de estruturas bucais que desenvolvem funções 
comuns, tendo como característica constante a participação da mandíbula.
Estruturas do Sistema Estomatognático
Constituído pela associação das estruturas ósseas, dos dentes, dos músculos, das articulações, das 
glândulas e dos sistemas vasculares, linfáticos e nervosos, que podem dividir-se desde o ponto de 
vista funcional como:
 » Estruturas passivas ou estáticas - São representas por dois ossos bases, o 
maxilar (superior fixo) e a mandíbula (que é móvel e inferior). Os dois se relacionam 
entre si por meio das ATMs, assim como por seus respectivos arcos dentários. 
Figura. 9
Netter,Frank Atlas de anatomía de humana,segunda edición, editora Masson ,S.A
31
CONCEITOS TEÓRICOS │ UNIDADE I
 » Estruturas ativas ou dinâmicas - São os músculos esqueléticos ou voluntários 
com seu comando nervoso (componente neuromuscular), que representam aos 
verdadeiros motores do sistema. 
Figura 10
Netter,Frank Atlas de anatomía de humana,segunda edición, editora Masson ,S.A
Ao entrar em atividade de contração, colocam em movimento as estruturas passivas potencialmente 
móveis (a mandíbula), por meio dos músculos mastigatórios (conjunto muscular mandibular) e o 
osso hioide, por meio dos músculos infra e supra-hioideos (conjunto muscular hióideo).
Além dosgrupos musculares localizados tanto por fora dos arcos ósseos-dentários (lábios e 
bochechas) como por dentro (língua), os quais desempenham um trabalho muito importante nas 
diferentes funções que desenvolve o sistema estomatognático (conjunto muscular língua-lábio-
bochecha), o grupo posterior dos músculos do pescoço também deve ser mencionado, pois são 
músculos antigravitacionais que ajudam na adaptação postural do crânio sobre a coluna cervical 
durante as diferentes atividades funcionais do sistema (conjunto muscular cranio-cervical).
Estruturas anexas - São as glândulas salivares, os componentes vasculares e os gânglios linfáticos 
associados.
32
UNIDADE I │ CONCEITOS TEÓRICOS
Figura 11
Netter,Frank Atlas de anatomía de humana,segunda edición, editora Masson ,S.A
O sistema estomatognático é um sistema biológico caracterizado por uma heterogeneidade de 
tecidos e órgãos, que apresentam diferentes composições histológicas e embrionárias além de 
distintas funções.
Desse modo, é importante que consideremos o funcionamento isolado de cada componente ou 
estrutura, pois é o enfoque integrativo de todo o sistema que constitui uma unidade morfofuncional 
bem organizada e sincronizada. Esta integração está sob o controle do sistema nervoso central.
O Sistema Estomatognático, segundo Marchesan (1993a), é composto por ossos, dentes, articulação 
temporomandibular, músculos, sistemas vascular e nervoso, além de espaços vazios e cumpre uma 
série de funções separadas, entre as quais se podem citar as principais:
Mastigação
“Conjunto de fenômenos estomatognáticos que visa à degradação mecânica dos alimentos, isto é, a 
trituração e moagem, transformando-os em partículas pequenas” (Marchesan, 2005). 
Corresponde à fase inicial do processo digestivo. É a função mais importante do Sistema 
Estomatognático, pois tem como objetivos: 
 » fragmentar os alimentos e prepará-los para a deglutição; 
33
CONCEITOS TEÓRICOS │ UNIDADE I
 » promover uma ação bacteriana sobre os alimentos; 
 » proporcionar o desenvolvimento normal dos ossos maxilares;
 » promover a manutenção dos arcos dentários.
A mandíbula realiza uma série de movimentos sinégicos, que são coordenados e regulados pelo 
sistema nervoso central. 
Assim sendo, podemos afirmar que funcionalmente, especialmente durante a mastigação e 
deglutição, o sistema estomatognático é controlado e dirigido por meio de quatro componentes 
fisiológicos básicos:
 » componentes neuromusculares;
 » articulações temporomandibulares;
 » oclusão;
 » articulações alvéolo-dentárias (ou periodonto).
Músculos da Mastigação
Subdividem-se em elevadores, depressores e auxiliares.
Músculos Elevadores
Elevam a mandíbula e participam de outros movimentos mandibulares.Músculo Temporal - eleva 
a mandíbula, contrai os feixes anteriores na abertura máxima e os feixes posteriores na retração 
mandibular, age no deslocamento contralateral. É importantíssimo na determinação do tônus 
muscular da posição postural da mandíbula. 
 » Músculo Masseter - eleva a mandíbula, atua na projeção anterior e na lateralização.
 » Músculo Pterigóideo Medial - eleva a mandíbula e age em conjunto com o masseter 
protrusão e na lateralização da mandíbula, com boca fechada.
Músculos Depressores
Rebaixam a mandíbula e participam de outros movimentos mandibulares. A ação conjunta do 
pterigóideo lateral e dos músculos supra-hióideos promovem o rebaixamento da mandíbula, 
enquanto a musculatura infra-hióidea estabiliza o osso hióide.Músculo Pterigóideo lateral - 
Estabiliza a ATM, deprime a mandíbula, projeta à frente e atua nos movimentos laterais. 
 » Músculo Digástrico - faz parte dos músculos supra-hióideos. É um músculo 
depressor.
34
UNIDADE I │ CONCEITOS TEÓRICOS
 » Músculo Geni-hióideo - músculo que facilita a deglutição. É um músculo depressor.
 » Músculo Milo-hióideo - favorece a deglutição puxando o osso hióide para cima. 
Deprime a mandíbula.
Músculos Auxiliares
Participam ativamente das funções estomatognáticas, mas não são considerados propriamente 
músculos da mastigação. São eles:
 » músculo Orbicular dos Lábios - produz o fechamento e a projeção à frente dos 
lábios. Importante na sucção; 
 » músculo Bucinador - puxa a comissura labial, comprime os lábios e as bochechas 
(fundamental na sucção). Na mastigação, empurra o boloalimentar para a superfície 
oclusal;
 » músculo Zigomático Maior - junto com o zigomático menor leva a comissura labial 
para cima e para fora;
 » músculo Zigomático Menor - puxa a comissura labial e o lábio superior para cima 
e para fora.
Fases da mastigação
 » Incisão - apreensão do alimento por meio da elevação da mandíbula em protrusão. A 
coordenação entre a língua e as bochechas, posiciona o alimento entre as superfícies 
oclusais dos dentes pré-molares e molares, preparando as etapas seguintes.
 » Trituração - transformação mecânica de partes grandes do alimento em partes 
menores.
 » Pulverização - transforma o alimento em elementos com consistência ideal para a 
deglutição.
<http://www.youtube.com/watch?v=TbrvwvQte9Y&hd=1>
Ausência dentária causa disfunções na ATM
<http://www.youtube.com/watch?v=BiSC5WqPTKo&hd=1>
Deglutição
Possui a função de transportar material da cavidade oral ao estômago.
35
CONCEITOS TEÓRICOS │ UNIDADE I
Não permite a entrada de nenhuma substância na via aérea: para deglutirmos de forma segura, 
ou seja, para que o bolo alimentar passe ao estômago sem ser aspirado, necessitamos de uma 
coordenação muito precisa entre as fase oral e faríngea (perfeita interação entre os diversos músculos 
e nervos que participam da deglutição). 
Fases da deglutição
 » Fase Oral Preparatória - é a mastigação com as suas três fases, incisão, trituração 
e pulverização. Normalmente, a cavidade oral funciona como um órgão sensorial e 
motor que serve para preparar o alimento para ser deglutido de forma segura (o bolo 
alimentar é misturado com a saliva). Nos bebês, a sucção e deglutição de líquidos é 
feita em um tempo mínimo (normalmente o líquido é manipulado na cavidade oral 
não mais do que dois a três segundos). Na medida em que as crianças começam 
a crescer e a experimentar texturas mais grossas, esta fase dura mais tempo. Na 
verdade, quanto mais mastigação é necessária, mais longa é essa fase. 
Nessa fase, o fechamento labial é necessário para que o material colocado dentro da boca não 
escape para fora. O bolo é então colocado entre a língua e o palato duro antes de iniciar a deglutição 
voluntária. Durante essa fase oral preparatória, o palato mole fica em uma posição mais baixa 
(ocorre pela contração do músculo palatoglosso), para prevenir que o bolo caia na faringe antes que 
a deglutição seja produzida. Esta ativa inferiorização do palato mole. A faringe e laringe estão em 
repouso. A via aérea está aberta e a respiração nasal continua até que a deglutição ocorra. 
 » Fase Oral Propriamente dita - o início dessa fase é voluntário e começa com 
a propulsão posterior do bolo pela língua e termina com a produção de uma 
deglutição. Nos estágios finais, a deglutição é involuntária (o processo de salivação 
na deglutição parece ser diferente e pode ser mais automático no início de uma 
deglutição). 
Obs.: Temos a certeza de que a deglutição é automática, ao sabermos que a deglutição continua 
durante o sono, mesmo que de forma bem mais reduzida. 
Na fase oral, a ponta da língua apoia-se contra as bordas do alvéolo maxilar ou os incisivos 
superiores. A parte anterior da língua toma uma forma de concha para conter grandes volumes de 
bolo alimentar. 
A língua exerce vários papéis importantes nestas duas fases: levar o alimento para ser mastigado, 
juntar o alimento, conter o bolo formado, acomodar este bolo e propulsioná-lo para trás. 
Quando o bolo é encaminhado para a faringe, o palato mole se fecha para que a comida não suba para 
a nasofaringe (por meio dos músculos elevador do véu palatino, tensor do véu e o palato faríngeo). 
O total selamento da cavidade oral ajuda a manter asforças de propulsão necessárias para o 
transporte do bolo para dentro do esôfago. A fase oral dura menos de um segundo. 
36
UNIDADE I │ CONCEITOS TEÓRICOS
 » Fase Faríngea - começa com a produção de uma deglutição e a elevação do palato 
mole (para fechar a nasofaringe). 
Consiste na contração peristáltica dos músculos constritores da faringe para propulsionar o bolo 
por meio da faringe, ao mesmo tempo em que a laringe é fechada para proteger a via aérea (não há 
interrupção do movimento de posteriorização do bolo em uma deglutição normal). 
Obs.: a laringe protege a via aérea, fechando automática e completamente a glote durante 
a deglutição. A epiglote tem um papel ativo e importante: ela é trazida para baixo sobre a glote 
durante a deglutição e leva o bolo deglutido lateral e posteriormente em direção ao esfíncter 
esofageal superior (primeiro há a adução das pregas vocais associada à aproximação horizontal das 
cartilagens aritenóides. Segundo, há a aproximação vertical das aritenóides em direção à base da 
epiglote. Em terceiro lugar ocorre a elevação da laringe e por último a epiglote desce). 
Na orofaringe, simples toques ou pressões mesmo que suaves no palato mole, na úvula, no dorso da 
língua, na superfície faringeal da epiglote, nos pilares, nos seios piriformes, na parede posterior da 
faringe e na articulação faringo esofageal são capazes de desencadear a deglutição.
Na fase faríngea, a deglutição é reflexa e dura aproximadamente um segundo. 
Podemos dividir esta fase em dois movimentos básicos: 
 › primeiro - a elevação de todo o tubo faringeal incluindo a laringe (movendo-
se anterior e superiormente. Isto é realizado por contrações dos músculos 
suprahioideos, tais como o milohioideo, geniohideo e digástrico, além do 
músculo tireohideo). A porção posterior da língua desce sequencialmente 
enquanto mantém contato com a parede posterior da faringe. 
 › segundo- uma onda peristáltica descendente, os constritores da faringe contraem 
em sequência descendente. Quando a laringe se move desta forma, permite 
a melhor apreensão do bolo para levá-lo para a faringe, e ajuda na abertura do 
esfíncter superior do esofago por meio das forças do trato. Durante a deglutição, 
o orifício da laringe fecha na altura da epiglote e das pregas vocais pela contração 
do tiroaritenóide, ariepiglótico e músculos oblíquos aritenóides. Além disso, o 
fechamento do vestíbulo laringeal ocorre quando a laringe é posicionada abaixo da 
base da língua. O bolo líquido é desviado em duas correntezas no momento em que 
flui ao redor da epiglote para dentro da fossa piriforme. Os constritores faringeais 
e elevadores “injetam” comida da faringe para dentro do esôfago com uma grande 
força e enorme velocidade, variando em torno de 100 cm por segundo.
 » Fase Esofageal - consiste em uma onda peristáltica automática que leva o bolo 
para o estômago (começa no esôfago e termina quando a comida passa pela junção 
gastroesofágica) e reduz o risco de refluxo gastro esofágico ou reentrada de material 
alimentar do esôfago para dentro da faringe (o refluxo gastro esofágico é também 
evitado por meio da contração tônica do músculo cricofaríngeo). 
37
CONCEITOS TEÓRICOS │ UNIDADE I
O refluxo ocasional em pequenas quantidades é considerado normal em crianças. 
O esfíncter superior do esôfago, também conhecido como segmento faringoesofageal, é uma zona 
de alta pressão que está localizada na região distal em relação à hipofaringe. O esfíncter é fechado 
tonicamente no repouso e aberto durante a deglutição, vomito ou arroto. 
O esfíncter do esôfago fica fechado no repouso, relaxa durante a deglutição e a laringe se eleva. O 
esfíncter abre por forças de tração na sua parede anterior exercidas pela contração dos músculos 
suparahioideo e infrahioideos. 
<http://www.youtube.com/watch?v=oMgbQ0s_cwk&hd=1>
Sucção
É um reflexo de alimentação que se inicia já na vida intrauterina (28a semana de gestação), e está 
desenvolvida a partir da 32a semana gestacional. Na 34a semana, já ocorre a coordenação entre 
sucção, deglutição e a respiração. 
No recém-nascido o contato dos lábios com o mamilo materno, a chupeta ou com o dedo desencadeia 
reflexo de procura e consequentemente os movimentos de sucção.
Durante a sucção, o bucinador apresenta maior atividade, enquanto que os elevadores da mandíbula 
são os que menos participam neste processo. É um ato reflexo até o 4º mês de vida extra-uterina 
(quando torna-se voluntário).
Comportamento normal na sucção de neonatos: 
 » vedamento labial;
 » contração dos músculos orbiculares e bucinadores;
 » presença de compressão labial e formação de leve sulco nas comissuras labiais;
 » movimentação dos masseteres, sulco na bochecha;
 » movimentos mandibulares;
 » movimentos ântero-posteriores de língua.
Padrões de sucção
O padrão imaturo de sucção é denominado suckling, e é caracterizado por movimentos de extensão 
e retração e canolamento da língua. O padrão mais maduro é chamado de sucking e desenvolve-se 
junto com o controle voluntário da sucção. Nesse padrão mais maduro, observamos maior pressão 
intraoral e movimentos de elevação e abaixamento da língua. 
38
UNIDADE I │ CONCEITOS TEÓRICOS
Sucção Não-Nutritiva (SNN) - é realizada sem a presença de líquido em cavidade oral. É segura 
e auxilia no desenvolvimento da sucção nutritiva (SN); 
Sucção Nutritiva (SN) - ocorre durante a alimentação. É uma sucção vigorosa e o bebê necessita 
ter coordenação sucção-deglutição-respiração.
Obs.: O Músculo Orbicular da Boca é composto em quatro quadrantes independentes (superior, 
inferior, esquerdo e direito) que cooperam de maneiras independentes nas ações labiais. Cada 
quadrante consiste em uma grande parte marginal e uma parte labial. 
Ações do músculo orbicular dos lábios: esse músculo realiza protrusão labial, auxilia na sucção e é 
essencial na fase oral por atuar como uma válvula de pressão no fechamento dos lábios. A porção 
periférica fecha os lábios com força e a porção central fecha os lábios suavemente. 
A união dos músculos bucinador com o orbicular forma um elemento contrátil muito ativo para 
lábios e bochecha. O bucinador medialmente se funde com o músculo orbicular da boca que forma 
um esfíncter elíptico em torno dos lábios. A contração leve do orbicular da boca aproxima os lábios, 
e a contração total cerra-os fortemente, comprimindo um com o outro. Os bucinadores comprimem 
as bochechas contra as maxilas e mandíbulas para manter os alimentos entre os dentes e a língua, 
na mastigação (função essencial na sucção, além de ser importante para a limpeza da cavidade oral, 
e importante para assoviar e soprar).
<http://www.youtube.com/watch?v=gAnNIMzGqaY&hd=1>
Respiração
Função de importância vital para todos os seres vivos, já que é o processo pelo qual os seres vivos 
inspiram oxigênio do meio e expelem o dióxido de carbono que estava no sangue que circula 
nos organismos vivos. Por causa desse fenômeno, as células recebem o oxigênio indispensável à 
fabricação da energia que mantém os animais vivos. 
A correta respiração gera muitos benefícios ao organismo:
 » produz pressões no ventre que atuam melhorando a digestão;
 » contribui para eliminar as toxinas que se formam no corpo; 
 » modifica os resíduos;
 » equilibra as funções orgânicas;
 » ajuda no fortalecimento de organismos debilitados;
39
CONCEITOS TEÓRICOS │ UNIDADE I
 » a respiração mais lenta e profunda ajuda a acalmar e relaxar o organismo, 
diminuindo as batidas do coração;
 » ajuda melhorar a elasticidade dos pulmões, mantendo um bom equilíbrio entre os 
gases no corpo.
Movimentos respiratórios
O processo de respiração é dividido em dois movimentos:
 » inspiração: promove a entrada de ar dentro do organismo por meio da contração 
do diafragma e dos músculos intercostais. O ar inspirado contém cerca de 20% de 
oxigênio e 0,04% de gás carbônico.
 » expiração: promove a saída de ar dos pulmões por meio do relaxamento do 
diafragma e dos músculos intercostais.O ar expirado contém 16% de oxigênio e 4,6 
% de gás carbônico.
O processo da respiração
O sangue contém moléculas orgânicas formadas por proteína e ferro.
A hemoglobina, pigmento respiratório mais comum presente no sangue, une- se ao oxigênio nos 
capilares dos órgãos respiratórios, às brânquias e aos pulmões. Quando o sangue oxigenado chega 
aos tecidos, a hemoglobina libera o oxigênio.
O processo de respiração é regulado por um centro nervoso existente no bulbo e pela carótida e 
aorta.
Nos seres humanos, o ar é admitido e expulso do organismo mediante a ação de músculos especiais 
que se relaxam e se contraem desde o nosso nascimento, até nossa morte.
 » A ação do músculo intercostal provoca um aumento do volume da cavidade torácica, 
inclinando as costelas para frente. 
 » A contração para baixo dos músculos do diafragma aumenta o volume do tórax, 
assim, os pulmões começam a encher-se de ar durante a inspiração. 
 » O relaxamento dos músculos do tórax força o ar a sair dos pulmões, permitindo que 
estes voltem a seu estado natural. 
Sistema respiratório
Para receber o oxigênio presente no ar que respiramos eliminar dióxido de carbono, nós precisamos 
dos órgãos do sistema respiratório.
Nariz ou Fossas Nasais - local onde o ar é aquecido, umedecido e filtrado.
40
UNIDADE I │ CONCEITOS TEÓRICOS
Faringe - órgão que atua nos sistemas digestivo e respiratório. A epiglote (cartilagem que trabalha 
como uma válvula) impede que alimentos entrem nas vias respiratórias.
Laringe - tem a função de conduzir o ar que se dirige aos pulmões, além de ser o local onde se 
localizam as cordas vocais.
Traquéia - tubo elástico de aproximadamente 12 cm, constituído por anéis de cartilagem, que 
conduz o ar que esta dentro do tórax aos brônquios.
Brônquios - formados por 2 ramificações da traquéia que chegam até os pulmões. Ao entrar nos 
pulmões, sofrem várias bifurcações que chamamos de bronquíolos.
Alvéolos pulmonares - são pequenos sacos localizados no final dos menores bronquíolos, 
formados por células epiteliais com características achatadas. São rodeados de vasos sanguíneos, 
nos quais ocorrem as trocas gasosas.
Pulmões - são órgãos esponjosos, envolvidos pela pleura. São constituídos pelos bronquíolos, 
alvéolos e vasos sanguíneos.
Transporte dos gases respiratórios
 » Hematose - O oxigênio dentro dos alvéolos pulmonares penetra nas hemácias por 
meio dos capilares sanguíneos. A partir desse momento, liga-se com a hemoglobina 
(metaloproteína) e o gás carbônico é eliminado. 
 » Quando o gás oxigênio desliga-se das moléculas de hemoglobina, difunde-se pelo 
líquido tissular e chega até as células. Nesse momento, as células liberam o gás 
carbônico, que ao reagir com a água, forma o ácido carbônico que se mistura no 
plasma do sangue.
<http://www.youtube.com/watch?v=cvgCE4SEHfQ&hd=1>
Fonoarticulação
A própria função normal dos orgãos fonoarticulatórios preserva e cria as condições que favorecem 
a normal integridade morfológica dos diferentes componentes do sistema estomatognático e se 
estimula o perfeito funcionamento do sistema, ou seja, quando todos os componentes da articulação 
e da fonação são compatíveis e existe harmonia morfofuncional entre eles, o resultado é uma função 
normal do sistema estomatognático. Assim, as funções se realizam num mínimo gasto energético, 
com uma máxima eficiência. 
<http://www.youtube.com/watch?v=Hx9iiPXppJM&hd=1> 
41
CAPÍTULO 5
Propriocepção orofacial
Propriocepção quer dizer “receber ou perceber em si mesmo” (“proprio”, em latim = em si mesmo. 
“ceptiva” = receber). É a sensação do movimento articular e de posição no qual se encontra, incluindo 
direção, amplitude, velocidade e tensão. Isso acontece porque existem receptores localizados nos 
fusos musculares, articulações e tendões. Esse sistema de receptores se integra à sensibilidade 
profunda e nos dá informações à nível cerebral, sobre a posição, a velocidade, a distância e a posição 
dos movimentos que estão sendo realizados.
Para a fonoaudiologia estética, usamos a propriocepção como forma que o indivíduo tem de perceber 
suas tensões, para a modificação de posturas e de seus hábitos errados. Para isso, utilizamos intra e 
extraoralmente diferentes estímulos térmicos, texturas, sabores, toques/massagens/manipulações 
e posicionamentos. 
A propriocepção nos demonstra, na prática, se os resultados das intervenções estão de acordo ou 
não com o planejado ou se sofrem alguma alteração em algum momento, e desse modo podemos ter 
o controle de desempenhar o melhor papel na realização de tarefas que visam ao controle postural 
corporal e orofacial.
Fitzpatrick & McCloskey (1994) afirmaram que propriocepção é um termos usado para descrever a 
consciência da posição ou do movimento do corpo. 
Bergin (1995) diz que propriocepção é o impulso sensorial mais importante, para que haja um 
controle postural.
Wolfenson (1994) relata que o equilíbrio postural usa informações sensoriais na forma de impulsos 
vestibulares, visuais, táteis-proprioceptivos.
Como formas desse tipo de terapia, podemos realizar:
a. Relaxamento - conjunto de manobras como massagens, crio ou termoterapias ou 
até estimulação elétrica, que tem como objetivo, relaxar a musculatura. 
A tensão localizada dificulta o funcionamento ideal do padrão respiratório, e isso acaba por refletir 
nas cordas vocais, nos músculos faciais, e acaba deixando traços na expressão.
Devemos executar exercícios na região de pescoço e escápula. Isso facilita a circulação do sangue 
e da linfa, o que promove maior e melhor defesa do organismo contra doenças. Na região de cima 
da clavícula, existem gânglios linfáticos superficiais, que recebem a linfa da região do rosto. Temos 
que ter o cuidado de não estimularmos a região da tireoide, para não causarmos um hiper ou 
hipofuncionamento dela. 
b. Manipulações para soltar e alongar os músculos da face - antes de fazermos 
os exercícios, é de extrema importância fazermos um aquecimento, pois isso eleva 
42
UNIDADE I │ CONCEITOS TEÓRICOS
a temperatura no local estimulado (aumenta o fluxo sanguíneo), atua no sistema 
muscular gerando condições para um trabalho mais eficiente. 
c. Exercícios de tonificação:
 › exercícios de contração isotônica servem para aumentar a amplitude do 
movimento, coordenar a musculatura e a oxigenação muscular; 
 › exercícios de contração isométrica, indicada para atuar nos músculos voluntários, 
para se transformar em tensão, com o objetivo de igualar a tonicidade dos 
músculos; 
 › exercícios de contração isocinética - são exercícios de resistência ao movimento, 
com o objetivo de coordenação, relaxamento e oxigenação muscular.
d. Massagem de aprimoramento facial - tem o objetivo de estimulação da 
circulação periférica do sangue, ajudando a eliminar toxinas, estimulando o sistema 
linfático e prevenindo a fadiga muscular, além de ajustar o tônus.
 As massagens aumentam a regeneração celular, atrasam os sinais do tempo, suavizam as marcas de 
expressão e melhoram a tonicidade, a oxigenação muscular e a propriocepção. 
 As massagens sempre seguem a direção dos feixes musculares e podem aliviar a hipertonia, quanto 
aumentar a tensão muscular (no caso de hipotonia), dependendo da força que empregamos e da 
forma do toque.
e. Termoterapia e crioterapia - utilizamos estimuladores térmicos como bolsas 
de calor para facilitar o relaxamento e a oxigenação de determinadas musculaturas 
tanto dentro quanto fora da boca, e a crioterapia para promover o aumento do tônus 
do músculo (quando esquentamos ou resfriamos um local, o aporte de sangue é 
maior. Desse modo, o sangue trás oxigênio e nutrientes para o músculo, levando 
embora as toxinas que estão atrapalhando sua mobilidade ou sensibilidade). 
Obs.: Estímulos frios breves promovem um estímulo no músculo para que este produza calor e isso 
determinará um aumento do tônus. Estímulos frios longos promovem vasoconstrição vascular e 
uma consequente analgesia, por causa da diminuição da velocidade dos estímulosnociceptivos.
43
CAPÍTULO 6 
Hábitos deletérios
Esses hábitos acontecem decorrentes de repetições de um hábito ou um vício que causa prazer ou 
satisfação, mas causará comprometimentos e trará prejuízos à saúde do indivíduo.
Eles são considerados anormais, pois podem causar deformações nas posições dos dentes, alterar a 
respiração, provocar distúrbios na fala e até prejudicar o equilíbrio da musculatura facial.
Para Medeiros (1992), existem 2 tipos de hábitos:
 » provenientes de agentes externos como apoiar queixo com as mãos, dormir com a 
mão em baixo do queixo, posições anormais de posturas etc.;provenientes de agentes 
internos como sucção de íngua, polegares, lábios, bochechas, morder objetos, roer 
unhas, bruxismo etc.Antes de começarmos uma terapia, temos de saber o tempo 
que esse hábito foi instalado e prevenir o paciente que esses hábitos deverão ser 
retirados, para um bom desenvolvimento do trabalho.
 » A Chupeta - é utilizada como consolo ou pacificador por muitas mães, mas podem 
causar problemas na arcada (como mordidas abertas), na fala (hipotonias e trocas 
de fonemas) e na respiração (respiração oral). 
 » O respirador oral é o indivíduo que respira pela boca em vez de respirar pelo nariz, 
por causa de algum impedimento. 
As causas mais comuns, segundo Marchesan & Krakauer (1995), podem ser originadas por problemas 
orgânicos como rinites, sinusites, hipertrofia de amígdalas, hipotonia da musculatura elevadora da 
mandíbula, ou podem ser originadas por causa de posturas viciosas.
Esse tipo de respiração altera as funções musculares do rosto, deixando até a aparência do rosto 
mais alongada, cansada e triste, pois como dormem de boca aberta, têm sono agitado, roncam, 
babam, possuem gengivas vermelhas e inchadas, língua encostada no lábio inferior ou nos dentes 
inferiores, musculatura hipotônica e acabam podendo até ter dificuldades de aprendizagem. 
Por esse motivo, o fonoaudiólogo precisa conhecer profundamente a anatomia e a fisiologia do 
sistema respiratório, pois segundo Carvalho (2001a), a respiração leva a alguns padrões posturais 
típicos, que nos permite caracterizar e identificar o indivíduo.Os respiradores bucais alteram seu 
comportamento proprioceptivo e sua consciência corporal para que possam ajustar-se, além de se 
sentirem sempre muito cansados em atividades físicas.
 » Há um desequilibrio na oclusão dental, desfavorecendo o fechamento suave da 
mandíbula em repouso além de desestabilizar a articulação têmporo-mandibular.
 » A cabeça pode estar em protrusão para facilitar a passagem do ar ou em hiperlordose 
cervical para facilitar a visualização do meio. Esse posicionamento errado da cabeça 
44
UNIDADE I │ CONCEITOS TEÓRICOS
provoca desequilibrio no indivíduo, pois modifica todas as cadeias musculares, 
como protrusão dos ombros, escápulas aladas, diminuição da amplitude da caixa 
torácica, hiperextensão dos joelhos, hiperlordose.A respiração bucal pode alterar o 
metabolismo do individuo, causa também halitose, sinusite e diminuição do olfato 
e do paladar.
 » O aparelho respiratório fica mais vulnerável a doenças respiratórias, pois o ar entra 
pela boca e não é filtrado ou umidificado pelas narinas.
 » Pode ocorrer a aerofagia, com consequente distensão abdominal e dos intestinos, 
causando uma ptose abdominal e dores nas costas e muitos gases.
 » A sucção digital é muito comum, mas deve ser interrompida o quanto antes, para que 
as alterações que possam ocorrer sejam temporárias. Esse hábito traz consequências 
nas estruturas e nas funções orais, pode causar sérias alterações nas arcadas.
 » A mamadeira,se for realmente necessária, deve ser introduzida somente depois do 
sexto mês de vida do bebê (antes disso, o aleitamento materno deve ser exclusivo). 
A mamadeira pode trazer prejuízos no desenvolvimento dentário, pois empurra os 
dentes contra as gengivas, podendo trazer malefícios e alterações futuras na fala 
dessa criança.
É importante dizer que o exercício que o bebê faz ao mamar no seio é o que desenvolverá e fortalecerá 
a musculatura da região da face, além dos benefícios que sabemos que o leite materno possui, com 
relação à imunidade e ganho de peso do bebê.
 » A onicofagia é o hábito de roer unhas. É muito comum, tem causa relacionada 
normalmente a estresse, imitação ou ansiedade, por isso, às vezes, é necessário fazer 
encaminhamento ao psicólogo, para que o fator desencadeante seja descoberto e 
resolvido.
É comum que pessoas que roem as unhas, o façam sempre com os mesmos dentes, e de um lado só 
da boca. Este hábito altera a mordida e a harmonia das forças intraorais, promovendo compensações 
no rosto e podendo acarretar uma hiperatividade na musculatura do musculo mentual e da porção 
inferior do orbicular da boca, além de um espessamento e hipertonia de um lado só da boca.
A onicofagia, além de tudo, pode ocasionar infecções na boca por fungos e bactérias ou problemas 
nos dentes. 
 » O bruxismo, segundo Bradley (1981), é uma função neuromuscular comum, na qual 
os indivíduos realizam movimentos mastigatórios não funcionais, que desncadeiam 
uma atividade muscular orofacial anormal, desencadeando fadiga muscular, 
tensão, cansaço nos músculos elevadores, cefaleias ou dores no pescoço, costas ou 
Articulações Temporo-Mandibulares (ATM).
45
CONCEITOS TEÓRICOS │ UNIDADE I
Segundo Durso (2000), é um hábito parafuncional de ranger os dentes.
Frohman (1931) diz que o bruxismo nos mostra que acabam existindo problemas dentários 
desencadeados por movimentos mandibulares.
Para Nadler (1957), Glaros (1981), Mohl et al. (1991), o bruxismo é comum e pode ser observado em 
qual quer pessoa, em qualquer idade.
A frequência e a severidade do bruxismo variam e podem ter origem dental, psicológica (medo, 
frustração, tensão) ou por alterações neurológicas que possam trazer tensão à boca. 
Sabemos também que algumas drogas como anfetaminas e dopaminas podem desencadear o 
bruxismo.
Há dois tipos de bruxismo: os apertamentos (cêntricos) e o «ranger os dentes» (excentricos). Os 
sinais e sintomas que são considerados importantes são:
 » padrões não funcionais de desgaste oclusal;
 » fraturas de dentes ou restaurações;
 » mobilidade de dentes alteradas;
 » aumento ou diminuição do tônus muscular;
 » hipertrofia dos músculos de mastigação;
 » sensibilidade dos músculos de mastigação;
 » desconforto ou mesmo dor na Articulação Temporo-Mandibular (ATM);
 » som audível ao ranger os dentes.
É importante sabermos que o tratamento do bruxismo é multiprofissional, para o seu gerenciamento.
 » Fumo - o cigarro é um dos piores inimigos da pele. O fumante aparenta ter, em 
média, 2,1 anos a mais do que a idade que realmente possui, pois o fumo destrói as 
fibras que sustentam a pele do rosto, provoca rugas periorais e periorbitais, provoca 
vasoconstrição (o sangue circula menos no rosto, consequentemente menos 
oxigênio) e diminui a camada de gordura que sustenta a pele.
Além disso, o cigarro atua nas células de imunidade, que têm reações como:
 » deficiências na cura de ferimentos; 
 » rugas de envelhecimento precoces;
 » acne, muco, coceiras;
 » psoríase;
 » câncer de pele.
46
UNIDADE I │ CONCEITOS TEÓRICOS
Abaixo temos fotos de gêmeos idênticos. Um deles fuma ou fumou e o outro não. 
Por meio dessas fotos, identificamos as marcas de expressão e manchas de pele que 
o cigarro promoveu. Quais são as pessoas que fumaram?
Figura. 12
 
Fumante: ___________________________
Figura. 13
Fumante: ___________________________
Figura. 14
Fumante: ___________________________
47
CONCEITOS TEÓRICOS │ UNIDADE I
Figura. 15
Fumante: ___________________________
Figura. 16
Fumante: ___________________________
<https://www.google.com.br/search?q=antes+e+depois+de+quem+fuma&espv=2&sou
rce=lnms&tbm=isch&sa=X&ei=wlTRU6OVAePhsAT254DoBQ&ved=0CAYQ_AUoAQ&biw=
911&bih=456#facrc=_&imgdii=_&imgrc=RwIb4eVy3RZlhM%253A%3BpjNzeZfgCYhKIM%
3Bhttp%253A%252F%252F1.bp.blogspot.com%252F_pMxMXFn7L-4%252FTAHVmhRf_tI
%252FAAAAAAAAOyc%252FfrNFkjAuXEA%252Fs1600%252Fcigarro%252Benvelhecimento.jpg%3Bhttp%253A%252F%252Fwww.mdsaude.com%252F2008%252F09%252Fcigarro.
html%3B485%3B364>
48
UNIDADE IIAVALIAÇÃO E 
TRATAMENTO
CAPÍTULO 1
Anamnese clínica e avaliação
Anamnese: Somente a partir da coleta dos dados do nosso paciente e de uma avaliação minuciosa, 
poderemos pensar em um planejamento terapêutico. 
Segundo Marchesan, ao avaliarmos o Sistema Estomatognático não podemos nos esquecer de que 
ele é composto de ossos e músculos, ou seja, de partes duras e moles. Portanto não nos adianta nada 
conhecer apenas as partes moles, como os lábios, língua e bochechas, tendo como justificativa o fato 
de que somos fonoaudiólogos, assim como não se justifica que o dentista conheça somente as partes 
duras, como os ossos e os dentes. 
Em nossa avaliação, precisaremos não só examinar todas as estruturas que compõem esse sistema, 
como relacioná-las entre si, já prevendo o que será possível ocorrer. 
O paciente precisa estar realmente “presente” e “inteiro” para ser avaliado, pois ao fazermos a 
anamnese, já conseguimos observar comportamentos, posturas, hábitos e funções.
O sistema estomatognático é composto por ossos, dentes, articulação temporomandibular, 
músculos, sistema vascular e nervoso e espaços vazios. Sobre os ossos, estão as partes moles e, 
quando examinamos as partes duras, podemos prever como ocorrem as funções. Qualquer alteração, 
principalmente sobre os dentes, tenderá a levar a um desarranjo de todo o sistema. 
Sabemos que ocorrerão modificações durante toda a vida – o ser humano nasce, cresce se desenvolve 
e envelhece – e, por isso, não podemos tomar um único parâmetro de normalidade para a avaliação. 
Com relação à hereditariedade, observarmos as que características dos familiares podem ser uma 
forma de obtermos indícios sobre possíveis caminhos que o crescimento de nossos pacientes podem 
ter tomado, além do meio sócioeconômico que o paciente se encontra. 
Não poderíamos deixar de citar, ainda, que exercerá grande influência em nosso trabalho o interesse 
do paciente pelo trabalho.Temos de lembrar que qualquer modificação virá de dentro para fora, ou 
seja, o profissional pode interferir, determinando o que o paciente deve fazer, mas só ele que poderá 
fazer algo funcionar de fato. 
49
 AVALIAÇÃO E TRATAMENTO │ UNIDADE II
Sendo assim, mesmo com ótimos profissionais trabalhando no caso, se não houver uma verdadeira 
participação do paciente, dificilmente conseguiremos um resultado positivo.
É de grande importância para o desenvolvimento positivo do nosso trabalho, o conhecimento 
técnico-científico dos profissionais envolvidos no caso, como o dentista e o otorrinolaringologista. A 
melhor coisa é podermos trabalhar com profissionais que confiamos na nossa “equipe”.
Protocolo de Anamnese:
Nome
Data de nascimento
Endereço
Telefone res. 
Celular
Profissão
Ambiente de trabalho
Horas de trabalho diário
Postura no trabalho
Horas de sono
 » Nome do dentista / Telefone
 » Nome do médico / Telefone
Vicios: 
 » Etilista / Frequência 
 » Cigarro / Frequência
 » Onicofagista / Lado / Situações
 » Bruxismo / Utiliza placa?
Problemas de coluna?
Doença / Tratamento / Medicamentos
Cirurgias realizadas
Problemas cardíacos
50
UNIDADE II │ AVALIAÇÃO E TRATAMENTO
Problemas hormonais
Dores na ATM
Alergias 
Alimentação
 » consistência alimentar diária
 » postura alimentar
 » velocidade
 » mastigação unilateral?
 » sucção
 » deglutição/ engasgos?
 » hidratação / quantidade / frequência
Sono
 » posição
 » lado predominante
 » qualidade
 » duração
Esporte
 » modalidade
 » frequência
Exposição solar
 » frequência
 » filtro solar fator
 » bronzeamento artificial
Rotina
Expressões faciais repetitivas / diversas
Personalidade
51
 AVALIAÇÃO E TRATAMENTO │ UNIDADE II
Tratamentos estéticos realizados / frequência
 » limpeza de pele
 » peeling
 » cremes
 » massagens
Cirurgias plásticas
Avaliação 
O objetivo da avaliação é unir as informações do exame àquelas colhidas durante a anamnese para 
que possamos entender a razão de uma determinada função ocorrer desta ou daquela maneira. 
Durante a avaliação, antes precisamos observar as partes duras:
1. maxila - como é o posicionamento de cada ATM, se existem alterações de palato 
(para sabermos se alterarão o posicionamento de língua e suas funções) como fendas 
ou estreitamentos, como estão os dentes e o estado deles (dores ou anodontias 
prejudicam a mastigação);
2. mandíbula - tamanho e profundidade para saber se a língua é compatível com o 
tamanho do espaço em que se encontra (a língua também contribui para a forma da 
mandíbula - essa correlação é esperada);
3. dentes - conhecer a estrutura dentária é fundamental para podermos avaliar as 
funções estomatognáticas e compreendermos melhor algumas de suas alterações. 
O mau relacionamento entre os dentes, cáries, ausência de algum elemento dentário ou a presença 
de extranumerários são algumas das causas que podem alterar as funções de mastigar e ou deglutir. 
Portanto, no caso de dúvida, não devemos deixar de consultar um dentista para esclarecermos o 
problema.
As partes moles como lábios, língua e bochechas também devem ser observadas:
1. lábios - observá-los em repouso e durante as funções. 
Em repouso, observar tamanho, posicionamento e simetria - dividir cada lábio em duas metades e 
compará-las,a parte mais fina é a que trabalha mais.
2. língua - observamos a língua dentro da boca (as marcas nos bordos da língua nem 
sempre são dados importantes para nós) pode estar apertada normalmente por ter 
pouco espaço entre os dentes, porque a boca é pequena para a língua, porque a 
língua é grande para a boca, porque os dentes são inclinados para dentro, como 
pode ser um simples “apertamento temporário” por estresse. 
52
UNIDADE II │ AVALIAÇÃO E TRATAMENTO
Segundo Marchesan, a presença de sulcos longitudinais na língua significa que pode haver uma 
desproporção entre sua largura e a largura da cavidade oral, o que acarreta uma espécie de dobra 
em sua superfície. 
Às vezes o tamanho das amígdalas pode nos esclarecer sobre a razão da protrusão da língua, pois 
amígdalas grandes não permitem o posicionamento correto deste órgão já que isto dificultaria a 
respiração. 
Outro dado importante com relaçãoà língua: 
 » Indivíduos de face mais longa apresentam maior dificuldade em posicionar e 
deglutir com a língua na papila, principalmente se esse quadro vier acompanhado 
de respiração bucal.
 » Pacientes Classe III de Angle posicionam sua língua no assoalho da boca uma vez 
que a mandíbula é maior do que a maxila, além de levantarem o dorso, mantendo 
o dorso para baixo. 
 » Os respiradores bucais tendem a elevar o dorso da língua mantendo a ponta para 
baixo. 
 » A força da língua tem sido associada ao tipo de alimentos que come. Comidas 
mais pastosas exigem menor força de mastigação e, consequentemente, menor 
movimentação da língua. As características genéticas, no entanto, determinam 
fortemente esses padrões de força e de tamanho enquanto que as condições 
ambientais contribuem para melhorar ou piorá-los.
3. bochechas - avaliar a simetria, a altura e a força de ambas as bochechas. Uma 
das principais funções das bochechas é manter o alimento em cima dos dentes, em 
contra posição da língua, durante a mastigação. 
Em uma mastigação unilateral, provavelmente encontraremos uma hipertrofia da bochecha do 
lado onde ocorre a mastigação. Se o paciente tem esse hábito a muito tempo, isso resultará numa 
diferença de tamanho bastante razoável entre as hemifaces. 
A bochecha (maçã do rosto) do lado em que predomina a mastigação tende a ser mais alta e a 
distância entre a comissura labial e o canto externo do olho deste lado, tende a ser menor do que a 
distância do outro lado (por esse motivo, algumas fonoaudiólogas utilizam o paquimetro).
Avaliamos as funções realizadas pelos órgãos fono-articulatórios abordando respiração, mastigação, 
deglutição e fala, mas antes de qualquer coisa, precisamos observar a postura