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RESUMO PROVA 1 FARMACOLOGIA I UFMS

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FARMACOLOGIA – PROFESSORA KLÁUDIA 
1. INTRODUÇÃO À FARMACOLOGIA 
A farmacologia estuda o modo pelo qual a fun-
ção dos sistemas biológicos é afetada por agentes 
químicos. 
A interação da droga com o sistema biológico re-
sultará em efeitos benéficos (explorados no trata-
mento de doenças, no diagnóstico e em sua profila-
xia) e efeitos tóxicos (estudados na toxicologia). 
Sempre haverá efeito colateral, do mais brando ao 
mais grave. 
CONCEITOS BÁSICOS 
o Droga ou fármaco: substância ou matéria 
prima que tenha finalidade medicamentosa 
ou sanitária. 
o Medicamento: produto farmacêutico, tecni-
camente obtido ou elaborado, com finali-
dade profilática, curativa, paliativa ou para 
fins de diagnóstico. 
o Placebo: substância inativa cujo efeito tera-
pêutico resulta da crença do paciente de 
que está a ser tratado. 
o Remédio: qualquer procedimento que 
possa ser usado para produzir efeito tera-
pêutico. 
o Entorpecente: substância que pode deter-
minar dependência física ou psíquica. 
o Forma farmacêutica: forma de apresenta-
ção física do medicamento. 
o Fórmula: contém os componentes do me-
dicamento. 
o Princípio ativo: responsável pela 
sua ação. Placebo não o possui. 
o Adjuvante: pode estar ou não pre-
sente. 
o Veículo (líquidos) e excipiente (sóli-
dos): onde estão contidos o princí-
pio ativo e o adjuvante. 
o Dose: porção ou quantidade de um medica-
mento que se administra ao paciente. Refe-
rida em concentração, número de compri-
midos, etc. 
o Dosagem: ato de dosar. 
o Posologia: indicação de como se deve utili-
zar o medicamento. Pode ser por tempo ou 
por sintomas (“enquanto houver febre”). 
FARMACOLOGIA 
A interação entre o fármaco e o organismo é uma 
via de duas mãos. Dentro dela, há a farmacocinética 
e a farmacodinâmica. A primeira dá-se pelas ações 
do organismo sobre o fármaco e a segunda pelo 
exato oposto. 
A farmacocinética determina a concentração da 
droga no local de ação, que, por sua vez, determi-
nará a farmacodinâmica. A farmacocinética com-
preende a absorção, distribuição, metabolização e a 
excreção da droga. Já a farmacodinâmica é com-
posta pelo seu mecanismo de ação e os efeitos far-
macológicos. 
FARMACOCINÉTICA 
Absorção 
É a primeira etapa da farmacocinética, que com-
preende a passagem do fármaco para a corrente 
sanguínea. Existem certos medicamentos que são 
feitos sem o objetivo de serem absorvidos, por te-
rem já no trato gastrointestinal o seu sítio de ação, 
como os antiácidos. Fármacos administrados via 
intravenosa não passam pela etapa de absorção. 
Distribuição 
Consiste na passagem do fármaco da corrente 
sanguínea para o local de ação, o qual é dotado de 
receptores que atraem essa substância. Quase 
sempre as drogas atuam por especificidade a re-
ceptores farmacológicos. Os locais de ação pos-
suem uma capacidade de saturação, que orientam 
a posologia, ao exemplo dos intervalos de tempo 
entre as doses da medicação. 
Metabolização e Excreção 
A metabolização é realizada principalmente pelo 
fígado. Esse processo modifica o fármaco, facili-
tando sua excreção, sobretudo pelos rins. 
VIAS DE ADMINISTRAÇÃO 
Vias Enterais 
Via oral. Fármaco pode destinar-se para a cor-
rente sanguínea ou permanecer no próprio TGI, caso 
esse seja seu local de ação. É uma via segura, cô-
moda e econômica. É utilizada para esquemas tera-
pêuticos fáceis e possui boa área de absorção in-
testinal. Pode apresentar efeito adversos, tais quais 
náuseas, vômitos e diarreia. A absorção do medica-
mento administrado por essa via é variável, devido 
à ação de enzimas digestivas, à forma farmacêutica 
e ao pH. Uma desvantagem é a necessidade da co-
operação do paciente para tomar a medicação cor-
retamente. A droga sofre efeito de primeira passa-
gem, isto é, parte de sua concentração absorvida 
passa no fígado antes de ir para a circulação sistê-
mica, através da circulação enterohepática. 
Via sublingual. Possui alta absorção de subs-
tâncias lipossolúveis, por tratar-se de uma área al-
tamente vascularidade, com a vantagem da droga ir 
para a circulação de retorno, diretamente para o co-
ração. Amplamente usada em emergências cardio-
vasculares em virtude dessa característica. Droga 
não sofre efeito de primeira passagem. Essa via é 
imprópria para a administração de substâncias irri-
tantes e de sabor desagradável. 
Via retal. Utilizada em pacientes com incapaci-
dade de deglutição (inconscientes, com náusea e 
vômito). Sua absorção é irregular ou incompleta. 
Vias Parenterais 
Via intravenosa. Possui rápida obtenção de 
efeitos e permite a administração de grandes volu-
mes, bem como de substâncias irritantes. Sua ado-
ção permite que o profissional realize o controle das 
doses. Por outro lado, é possível que ocorra super-
dosagem relativa quando feitas injeções rápidas. Há 
risco de embolia, flebite, infecções bacterianas e vi-
rais e reações anafiláticas. Seu uso é impróprio para 
soluções oleosas e suspensões. 
Via intramuscular. Possui rápida absorção e 
permite administração da droga em pacientes in-
conscientes ou com náuseas e vômitos. Via ade-
quada para volumes moderados, veículos aquosos, 
oleosos e suspensões. Sua utilização pode causar 
dores, lesões musculares (substâncias irritantes ou 
de pH distante da neutralidade) e processos infla-
matórios. 
Via subcutânea. Possui boa e constante absor-
ção para soluções, porém lenta para suspensões. 
Causa rápida sensibilização do paciente e pode ge-
rar dor e necrose por substâncias irritantes. 
Outras vias parenterais: 
o Intradermal: diagnóstico. 
o Intratecal ou subaracnoideana: diagnóstico 
radiológico; anestesia e outros. 
o Peridural: anestesia. 
o Intra-articular: obtenção de efeito anti-infla-
matório localizado. 
o Intraperitoneal: grandes volumes de solu-
ção; animais de laboratório. 
o Intracardíaca: eutanásia de pequenos ani-
mais. 
FORMAS FARMACÊUTICAS 
Uso Enteral 
o Sólidos: 
o Pó 
o Grânulo 
o Comprimido: sem envoltório. 
o Pílula: nome faz referência ao tamanho 
pequeno, podendo ser tanto um compri-
mido quanto uma drágea. 
o Drágea: com envoltório, normalmente 
açucarado, com o objetivo de proteger o 
princípio ativo e/ou a mucosa gástrica. 
o Cápsula: com envoltório gelatinoso. 
o Supositório: alto teor de gordura. 
o Líquidos: 
o Solução 
 Simples 
 Composta 
 Xarope: princípio ativo estabilizado 
em açúcar. 
 Elixir e tintura: princípio ativo estabili-
zado em álcool. 
o Dispersão 
 Suspensão: sólido não dissolvido. 
 Emulsão: água e óleo. 
Uso Parenteral 
o Sólidos (implantes): 
o Pallets: principalmente hormônios. 
o Líquidos (injeções): 
o Solução aquosa: única possível de ser 
administrada por via intravenosa. 
o Solução oleosa 
o Suspensão 
Uso Tópico 
o Cutâneo: 
o Solução 
o Suspensão 
o Aerossol 
o Gel: sem óleo algum. 
o Loção: pouco óleo (emulsão). 
o Creme: mais óleo que a loção. 
o Pomada: mais óleo que o creme. 
o Unguento: solução bastante oleosa, cuja 
função também é tampar a lesão. 
o Pó 
 
o Oftálmico: 
o Solução aquosa: mais utilizada (colírios). 
o Gel 
o Pomada 
o Vaginal: 
o Creme 
o Geleia 
o Óvulo: pequenos ovos com envoltório 
gelatinosos, normalmente contendo lí-
quido. 
2. FARMACOCINÉTICA 
A farmacocinética é um estudo cronológico e 
quantitativo, uma vez que a intensidade do efeito de 
uma droga depende da presença duma concentra-
ção apropriada da droga no local de ação em um 
determinado espaço de tempo. Compreende as eta-
pas de absorção, distribuição, biotransformação ou 
metabolização e excreção. 
ABSORÇÃO 
Consiste na passagem da droga do local onde foi 
administrada para a corrente circulatória. Para al-
cançar seu local de ação, a droga deve atravessar 
barreiras biológicas, tais quais o epitélio gastroin-
testinal, o endotélio vascular, a barreira hematoen-
cefálica e a membrana plasmática. Essa travessia 
depende de sua lipossolubilidade. A via
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