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Triagem Neonatal (TODOS OS EXAMES)

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no pré-termo) 
▪ Sepse/Meningite 
▪ Hemorragia intraventricular 
▪ Convulsões 
▪ Anomalias Craniofaciais 
▪ Espinha bífida 
▪ Cromossomopatias 
▪ Drogas Ototóxicas 
▪ Peso ao nascer < 1.500g 
▪ Ventilação Mecânica > 5 dias 
o Pode-se dividir a gravidade da deficiência auditiva em níveis, considerando que a intensidade da fala humana 
se situa entre 40-80 dB: 
▪ Leve → > 26 Db 
▪ Moderada → > 40 dB 
▪ Moderada/Grave → > 55 dB 
▪ Grave → > 70 dB 
▪ Grave/Profunda → > 90 dB 
o Formas de Triagem: 
▪ Emissões Otoacústicas Evocadas (EOA) – teste rápido, fácil e sem sedação que é feito durante o sono 
natural do bebê colocando-se um fone externo ao seu ouvido. Consiste na EMISSÃO de um estímulo 
sonoro e na captação do RETORNO (eco), que são registrados em um gráfico. Este exame avalia apenas 
o sistema auditivo PRÉ-NEURAL, i.e., SISTEMA DE CONDUÇÃO E CÓCLEA. Resultados FALSO-POSITIVOS 
podem ser obtidos pela presença de VERNIZ CASEOSO ou SECREÇÕES no conduto auditivo – se o 
resultado vier alterado, deve ser repetido até os 3 meses de vida!!! Detecta perdas em torno de 30-
35dB 
▪ Bera – Potencial Auditivo de Tronco Encefálico: exame mais complexo que requer pessoal treinado e 
sedação do RN. São colocados fones de ouvido no bebe, além de eletrodos na cabeça, tendo como 
função captar as ondas eletrofisiológicas geradas pelos estímulos sonoros. É um exame que detecta 
alterações na via NEURAL até o TRONCO ENCEFÁLICO, podendo haver diversos falso-positivos pela 
imaturidade do SNC → repetir exame alterado APÓS OS 4 MESES! As perdas auditivas 
RETROCOCLEARES são mais comuns em RNs com fatores de risco, que não são detectadas pelo EOA!! 
▪ Qual é melhor? Comparando-se as vantagens e desvantagens dos dois, a EOA é o melhor método por 
ser mais rápido, fácil e barato, além de avaliar todas as frequências de perda mais comuns. Todos os 
testes de EOA alterados devem ser confirmados antes do 3 meses!! Para os neonatos e lactentes SEM 
INDICADOR DE RISCO, utiliza-se o exame de EOA. Caso não se obtenha resposta satisfatória (falha), 
repetir o teste de EOAE, ainda nesta etapa de teste. Caso a falha persista, realizar de imediato o BERA. 
Para os neonatos e lactentes com indicador de risco, utiliza-se o teste de BERA ou em modo triagem. 
▪ Triagem Auditiva Neonatal (TAN) - A TAN, o diagnóstico funcional e a reabilitação fazem parte de um 
processo contínuo e indissociável, para que se alcance o desfecho esperado em crianças com perdas 
auditivas permanentes. A TAN, sem as etapas subsequentes de diagnóstico funcional e reabilitação, 
não será efetiva. Portanto, além da realização do teste e reteste, é necessário que se garanta o 
Thaís Pires 
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monitoramento e acompanhamento do desenvolvimento da audição e linguagem e, sempre que 
necessário, o diagnóstico e a reabilitação. 
 
• Teste do Olhinho/Teste do Reflexo Vermelho/Teste de Bruckner – Feito pelo pediatra com o uso de 
um oftalmoscópio ou retinoscópio que deve ser segurado pelo examinador a um braço de 
distância dos olhos do bebê. O teste é baseado na transmissão da luz por todas as estruturas 
habitualmente transparentes do eixo visual e na reflexão do fundo ocular – testa 
opacidade dos meios. Qualquer alteração que se interponha nessa via irá promover 
alteração no reflexo. O que se espera de resposta normal é o REFLEXO VERMELHO 
BRILHANTE quando a luz incide sobre a pupila! O achado de LUZ BRANCA ou LEUCORIA, 
PONTOS PRETOS ou ASSIMETRIA necessita a DILATAÇÃO PUPILAR e INVESTIGAÇÃO POR 
UM OFTALM. Esse exame é feito para detecção de anormalidades grosseiras no segmento 
posterior do olho – a leucoria (reflexo branco) pode ser encontrada em situações como CATARATA, 
RETINOBLASTOMA, RETINOPATIA, CORIORRETINITE. 
o Obs: a Academia Americana de Pediatria recomendo a realização do reflexo vermelho periodicamente para 
todas as crianças de 0 a 2 ANOS DE IDADE! 
o Obs 2 - É imprescindível conscientizar os pais e responsáveis de que o TRV não substitui o exame 
oftalmológico que todo o bebê deve ser submetido se não nos primeiros seis meses de vida, no máximo no 
primeiro ano. Um teste normal não exclui a presença de catarata parcial ou de desenvolvimento ou mesmo 
de retinoblastoma em fase inicial. O diagnóstico precoce é fator primordial para se preservar a visão e seu 
desenvolvimento. Assim, pais e Pediatras devem ser alertados da necessidade de exame oftalmológico 
precoce. 
o Como realizar? O TRV é realizado com o oftalmoscópio direto, cuja luz projetada nos olhos, atravessa as 
estruturas transparentes, atinge a retina e se reflete, causando o aparecimento do reflexo vermelho 
observado nas pupilas. Um fenômeno semelhante pode ser notado nas fotografias com flash. A cor vermelha 
do reflexo ocorre devido à vasculatura da retina e coroide e do epitélio pigmentário. Durante o teste, a SALA 
ESCURECIDA (PENUMBRA) facilita a observação dos reflexos, não havendo a necessidade de DILATAÇÃO DAS 
PUPILAS COM COLÍRIOS MIDRIÁTICOS. 
 
• Teste do Coraçãozinho – 1 ou 2 a cada 1.000 nascidos vivos possuem cardiopatias congênitas, 
sendo que, desses, 30% não recebe o diagnóstico hospitalar, evoluindo com hipóxia, choque 
e óbito (10% dos óbitos infantis). O teste da OXIMETRIA/CORAÇÃO objetiva a detecção 
precoce de CARDIOPATIAS CONGÊNITAS CRÍTICAS, i.e., aquelas cujo FLUXO PULMONAR OU 
SISTÊMICO é dependente de canal arterial, como: 
o Cardiopatias Congênitas Críticas que dependem do canal arterial – o canal arterial só 
se fecha completamente entre o 3-10 dia de vida, tendo somente uma redução de fluxo 
nas primeiras 10h. Muitas cardiopatias congênitas não se manifestam antes do 
fechamento do canal, então não causam cianose precoce, não evoluem com sopro, não 
cursam com baixo débito – isso só seria percebido após o fechamento do canal arterial. Por 
isso a importância de um teste que detecte cardiopatias ANTES DO FECHAMENTO: 
▪ Atresia de artéria pulmonar 
▪ Hipoplasia de coração esquerdo e coarctação grave de aorta 
▪ Transposição de grandes vasos 
o Quando fazer 
▪ Todo neonato com > 34 semanas de IG após 24h de vida e antes das 48h! 
▪ Local – extremidade do membro superior direito (representa a saturação pré-ductal) e a extremidade 
de um dos membros inferiores (saturação pós-ductal). Ambas extremidades precisam estar aquecidas. 
▪ Resultado Normal – saturação < 95% ou se a diferença entre elas for igual ou maior que 3%. Se houver 
anormalidade, realizar o teste novamente após 1h – a criança deve realizar um ecocardiograma nas 
próximas 24h. 
▪ Sensibilidade/Especificidade – a sensibilidade é de 75% e especificidade de 99%, podendo n detectar 
algumas cardiopatias críticas, como a coarctação de aorta - Orientar os familiares que a triagem 
Thaís Pires 
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negativa não afasta completamente o diagnóstico de cardiopatias, uma vez que algumas cardiopatias 
congênitas não apresentam hipoxemia. Cerca de 50% dos casos de coarctação de aorta podem não ser 
diagnosticados 
▪ Falsos Resultados - O teste apresenta maior taxa de falso-positivos em altas altitudes e em RN pré-
termo. Nesses casos não há protocolo determinado de triagem. A saturação de oxigênio aferida 
associada ao exame físico e demais sinais clínicos do RN auxiliam na suspeita diagnóstica. O uso 
frequente de oxigenioterapia devido às patologias pulmonares associadas, nesse tipo de paciente, 
pode ser causa de falso-negativos 
 
 
 
• Teste da Linguinha – consiste na avaliação da ANQUILOGLOSSIA ou língua presa, 
condição em que o frênulo lingual é curto ou possui tecido em excesso, limitando a 
movimentação da língua (fala, sucção, deglutição). O exame é clínico e indolor, 
podendo ser feito pelo FONO ou PED. Apenas anquiloglossias congênitas e graves 
necessitam de correção cirúrgica – o MS e a SBP não recomendam o teste como 
TRIAGEM OBRIGATÓRIA NEONATAL. 
o Em junho de 2014 foi sancionada a lei que “obriga a realização do protocolo de 
avaliação do frênulo da língua em bebês,