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Testes de Membro Superior Manobra de Neer: Sua finalidade é avaliar a síndrome do impacto. O examinador estabilizará a escápula do paciente com a mão esquerda e elevará rapidamente o membro superior em rotação interna com a mão direita. O choque da grande tuberosidade contra o acrômio provocará dor. Este teste também é positivo em capsulite adesiva, instabilidade multidirecional, lesões da articulação acromioclavicular etc., portanto não é específico. Teste de Jobe: Avalia especificamente o músculo supraespinhoso. É realizado com o paciente em ortostatismo membros superiores em abdução no plano frontal e anteflexão de 30º, e assim alinhando o eixo longitudinal do braço com o eixo de movimento da articulação glenoumenral. O examinador faz força de abaixamento nos membros, simultânea e comparativa, enquanto o paciente tenta resistir. O teste será considerado alterado (ou positivo) no membro que oferecer menor força. Um resultado falso positivo ou duvidoso pode surgir devido à interferência da dor. Nesse caso deve-se fazer o teste de Neer que consiste em injetar xilocaína ou lidocaína a 1% no espaço subacromial. A seguir repete-se a manobra de Neer. Se o manguito rotador estiver rompido o membro superior desse lado cairá ao ser pressionado para baixo, embora o paciente não sinta dor. Teste de apreensão do ombro Descrição O teste de apreensão do ombro é geralmente utilizado para testar a integridade da cápsula articular glenoumeral ou para avaliar a instabilidade da articulação do ombro. Técnica O paciente deve estar em posição supina. O terapeuta irá flectir o cotovelo do paciente de 90º e abduzir ombro do paciente a 90º, mantendo a rotação neutra. Nesta posição o examinador aplica lentamente uma força de rotação externa ao braço a 90º enquanto monitoriza cuidadosamente o doente. Uma reação de apreensão do paciente durante a manobra, e não dor, é considerado um teste positivo. Dor com a manobra, mas não apreensão pode indicar uma outra patologia provocada por instabilidade, como por exemplo bloqueio posterior da coifa dos rotadores. O Teste de Yergason é utilizado para testar o tendão bícipite, em suspeita de patologias como a tendinite bicipital. Técnica O paciente deve estar sentado ou em pé, com o úmero em posição neutra e o cotovelo em 90º de flexão. O paciente é solicitado a fazer rotação externa e supinação do seu braço contra a resistência manual do terapeuta. O Teste de Yergason é considerado positivo se for reproduzida a dor no sulco bicipital durante o teste. Teste de Adson Alfred Washington Adson (1887–1951) foi um cirurgião norte-americano pioneiro em neurocirurgias e cirurgias vasculares. Contribuiu significativamente para o desenvolvimento dessas duas especialidades e, até hoje, empresta seu nome a diversos instrumentos, síndromes e manobras, como a manobra de Adson. A manobra de Adson é importe para verificação de uma enfermidade conhecida como Desfiladeiro Torácico. Caracterizado pela compressão extrínseca da artéria subclávia, seja por costela extranumerária ou compressão pelos músculos escalenos médio e anterior. Obs.: A Síndrome do Desfiladeiro Torácico (SDT) ocorre devido à compressão neurovascular. E o que isso significa? Quer dizer que e vasos sanguíneos (vascular) são comprimidos causando sintomas. Por ser uma síndrome, pode-se dizer que existem diferentes causas que levam a esse mesmo quadro, e uma somatória de diferentes sintomas. Mas a quais nervos e vasos se refere essa síndrome? Ela se refere às estruturas presentes no chamado desfiladeiro torácico, que é a região entre a primeira costela e a clavícula - esta pode ser palpada do ombro ao centro do corpo, em ambos os lados do pescoço. Aí também se encontram os músculos escalenos e o músculo peitoral. A propedêutica consiste em posicionar o paciente de pé, com examinador localizado atrás do paciente, palpar o pulso radial do membro ipsilateral à artéria subclávia avaliada. Para localizar o pulso radial, basta localizar o tendão do músculo flexor radial longo do carpo e o processo estilóide do rádio, a artéria radial estará entre esses dois pontos anatômicos. Em seguida à palpação do pulso, realiza-se a abdução, extensão e rotação externa do membro avaliado, sempre com o pulso palpado. É indicado estabilizar a articulação escápulo-torácica para melhor avaliar a manobra e equilibrar o paciente. O próximo passo é pedir para o paciente inspirar profundamente e rotacionar a cabeça em direção ao lado examinado. Verifica-se alteração caso haja diminuição excessiva ou ausência do pulso radial quando da inspiração e rotação da cabeça para o lado acometido. Teste de Tenista Fixar o antebraço em pronação, e pedir para o paciente para fechar e estender o punho. A seguir, forçar o punho estendido para flexão contra a resistência do terapeuta. Se for provocado dor no epicôndilo lateral (origem comum dos extensores), deverá suspeitar de epicondilite (ROSA FILHO, 2010). Obs: O que é Epicondilite Lateral e por que esse nome? Epicondilite lateral, também conhecida como cotovelo do tenista (tennis elbow), é uma inflamação na origem dos tendões da região lateral (de fora) do cotovelo. A epicondilite é mais comumente decorrente da sobrecarga e movimentos repetitivos para as atividades do dia-a-dia e não acomete apenas praticantes de tênis. É a principal queixa relacionada ao cotovelo nos consultórios ortopédicos. Nas epicondilites, porém, a inflamação é um pouco diferente da inflamações habituais: ao invés de ocorrer um processo inflamatório propriamente dito, o que ocorre é a degeneração das fibras de colágeno presente nos tendões, chamada de tendinose. Esse processo degenerativo pode resultar em dor no cotovelo e perda de força na mão e no antebraço. Entenda a Anatomia: O cotovelo é formado por 3 ossos: o úmero, o rádio e a ulna. As proeminências ósseas do úmero na região do cotovelo são chamadas de epicôndilos. A proeminência óssea na parte de fora do cotovelo é chamada de epicôndilo lateral. O epicôndilo lateral é o local de origem dos tendões que fazem o punho e a mão se movimentarem para cima, os dedos esticarem e o antebraço supinar (movimento que leva a palma da mão para cima, como por exemplo apertar um parafuso com a chave de fenda). Como o epicôndilo lateral é uma região de concentração de forças de tensão, esforços repetitivos podem gerar sobrecarga nessa região, resultando em inflamação e dor. Quando o epicôndilo lateral fica inflamado (o sufixo “ite” significa inflamação), diz-se que há epicondilite lateral. Teste de Golfista Uma variação do teste de nominada Teste de Golfista avalia a suspeita de epicondilite medial. O paciente sentado estende o cotovelo e supina à mão. Solicita-se que ele flexione o punho contra resistência. Os tendões que flexionam o punho estão fixados ao epicôndilo medial. Se for provocado dor no epicôndilo medial, deve-se suspeitar de epicondilite medial.