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DIREITO ADMINISTRATIVO REVISÃO

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Sandra Mara Dobjenski 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
Organização da administração pública 
1. Descentralização na prestação de um serviço público 
1.1. Administração direta de forma centralizada ela mesma prestar um serviço 
ou fazer isso de forma descentralizada. Quando se tem um serviço que é 
prestado diretamente pela a administração direta essa prestação está 
acontecendo pela União, por um estado Membro, Distrito Federal ou 
municípios (cada um deles é um ente federativo, que possui personalidade 
jurídica) (pode acontecer dentro da administração direta a criação de 
órgãos) (criação e extinção de órgãos ocorre por lei) – nesse caso não se 
fala em descentralização, mas sim na DESCONCENTRAÇÃO. Órgão não 
detém personalidade jurídica. (MP, Defensoria Pública, TJ) 
DescEntralização (autorização ou criação de uma nova entidade 
administrativa – uma nova pessoa jurídica) (autorização ou criação de um 
Ente) 
 Transferência de um serviço público 
 Outorga (ou descentralização por serviço) ocorre 
através da criação ou autorização da criação de entidades da administração indireta 
que vão prestar o serviço (geralmente) por prazo indeterminado. Transfere a 
titularidade da execução. 
OBS.: Ainda que o ÓRGÃO não possua personalidade jurídica, determinados órgão 
públicos detém capacidade processual para poder defender suas atribuições 
institucionais. 
Súmula 525 STJ: A Câmara de Vereadores (Órgão) não possui personalidade 
jurídica, apenas personalidade judiciária, somente podendo demandar em juízo para 
defender os seus direitos institucionais. 
Ex.: Prefeito emite um decreto administrativo que manda fechar a Câmara de 
Vereadores – mesmo essa Câmara sendo um órgão poderá impetrar um mandado 
de segurança em defesa de seus direitos institucionais. 
 
 
 Sandra Mara Dobjenski 
. 
 
 
1.2.. Administração indireta – entidades administrativas que vão compor essa 
administração indireta – e essas entidades que são criadas por lei (autarquias e 
as fundações públicas de direito público) ou autorizadas por lei (fundação pública 
de direito privado, empresa pública ou a sociedade de economia mista) seus atos 
constitutivos precisam acontecer no cartório posteriormente. 
Ex.: João na qualidade de servidor público do estado colide com o veículo de 
Ana – a ação de responsabilidade pública seria ajuizada contra – 
Responsabilidade civil do Estado é uma relação triangular 
 
 Estado 
 
 
 
 
 Vítima Agente Público 
*Não se pode colocar em litisconsorte passivo o agente público, porque a CR/88 
fala em seu artigo 37 parágrafo 6º - As pessoas jurídicas de direito público e as 
de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que 
seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de 
regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. (STF – a relação que 
visa a reparação do dano que trata do risco administrativo – significa que a 
vítima ajuizará a demanda contra o Estado (ente ao qual está vinculado) que 
detém personalidade jurídica.) (quando se tem uma pessoa jurídica e seu 
agente nesta qualidade provoca um dano a um terceiro, usuário ou não, é a 
pessoa jurídica que responde por essa demanda) (posteriormente a pessoa 
jurídica pode buscar seu direito de regresso contra o agente) 
Responsabilidade Civil do Estado – pessoa jurídica responsável ao qual o 
agente público que provocou o dano está vinculado. 
 
 
 Sandra Mara Dobjenski 
Ex.: se a demanda ajuizada por um dano ocasionado por um agente público de 
uma autarquia (INSS) – a ação seria ajuizada contra a autarquia – autarquia é a 
pessoa jurídica que esse servidor público ele está vinculado. 
Empresa Pública ou sociedade de economia mista que explora atividade 
econômica – não se falaria em responsabilidade objetiva, mas sim em 
responsabilidade subjetiva. 
*AUTARQUIAS – espécies de autarquia – Agência Reguladora – possui a tarefa 
de fiscalizar determinado setor do mercado (ANAEEL, ANATEL, ANP, ANVISA, 
ANAC, ANS) 
União pode transferir uma prestação de serviço para uma autarquia = Autarquia 
Federal (Ex.: INSS) – mas também pode um Estado membro que transfere para 
algumas das entidades administrativas ou então um município ou o DF. Não é 
porque a autarquia é federal que ela se subordina a União – não há esse controle 
hierárquico, mas sim controle externo. Diferentemente do órgão – que possui 
como característica da desconcentração é justamente essa hierarquia – o órgão 
está hierarquicamente subordinado. Ao ente federativo ao qual está vinculado. 
Ex.: Secretaria do estado do Pr. (órgão) está subordinada hierarquicamente ao 
Estado do Paraná, já o ente administrativo não – o particular que presta um 
serviço público em colaboração com a Administração Pública também não está. 
Porque é uma nova pessoa jurídica – haverá o controle externo. 
AGÊNCIA REGULADORA = autarquia 
1. Dirigentes são escolhidos pelo chefe do Executivo, dependendo da aprovação 
do Senado Federal; 
2. São dirigidas por um colegiado, formado por 04 conselheiros ou diretores e 01 
presidente, diretor presidente ou diretor geral (Art. 4º da Lei 9986/2000) - Art. 
4º - As agências terão como órgão máximo o Conselho Diretor ou a Diretoria 
Colegiada, que será composto de até 4 (quatro) Conselheiros ou Diretores e 1 
(um) Presidente, Diretor-Presidente ou Diretor-Geral. (Redação dada pela 
Lei nº 13.848, de 2019) Vigência 
3. Os requisitos para ser presidente, diretor-presidente ou diretor geral e demais 
conselheiros, estão elencados no art. 5º da lei 9986/2000 - Art. 5º O 
Presidente, Diretor-Presidente ou Diretor-Geral (CD I) e os demais membros 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13848.htm#art42
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13848.htm#art42
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13848.htm#art53
 
 
 Sandra Mara Dobjenski 
do Conselho Diretor ou da Diretoria Colegiada (CD II) serão brasileiros, 
indicados pelo Presidente da República e por ele nomeados, após aprovação 
pelo Senado Federal, nos termos da alínea “f” do inciso III do art. 52 da 
Constituição Federal, entre cidadãos de reputação ilibada e de notório 
conhecimento no campo de sua especialidade, devendo ser atendidos 1 (um) 
dos requisitos das alíneas “a”, “b” e “c” do inciso I e, cumulativamente, o inciso 
II: (Redação dada pela Lei nº 13.848, de 2019) Vigência 
I - ter experiência profissional de, no mínimo: (Incluído pela Lei nº 13.848, de 
2019) Vigência 
a) 10 (dez) anos, no setor público ou privado, no campo de atividade da agência 
reguladora ou em área a ela conexa, em função de direção superior; 
ou (Incluído pela Lei nº 13.848, de 2019) Vigência 
b) 4 (quatro) anos ocupando pelo menos um dos seguintes cargos: (Incluído 
pela Lei nº 13.848, de 2019) Vigência 
1. cargo de direção ou de chefia superior em empresa no campo de atividade da 
agência reguladora, entendendo-se como cargo de chefia superior aquele 
situado nos 2 (dois) níveis hierárquicos não estatutários mais altos da 
empresa; (Incluído pela Lei nº 13.848, de 2019) Vigência 
2. cargo em comissão ou função de confiança equivalente a DAS-4 ou superior, 
no setor público; (Incluído pela Lei nº 13.848, de 2019) Vigência 
3. cargo de docente ou de pesquisador no campo de atividade da agência 
reguladora ou em área conexa; ou (Incluído pela Lei nº 13.848, de 
2019) Vigência 
c) 10 (dez) anos de experiência como profissional liberal no campo de atividade 
da agência reguladora ou em área conexa; e (Incluído pela Lei nº 13.848, de 
2019) Vigência 
II - ter formação acadêmica compatível com o cargo para o qual foi 
indicado. (Incluído pela Lei nº 13.848, de 2019) Vigência 
4. Seu mandato será de 05 anos – lei 13848/2019. 
*Tem autarquia que depois