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Epilepsia da Infância e Adolescência

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 Vitamina B6; 
 Tirotrofina (TRH); 
 
Síndrome de Lennox-Gastaut: 
 Identificada por Lennox e Davis (1950) e 
Gastaut (1966); 
 Tem prevalência no sexo masculino e início 
entre 3 e 5 anos de idade (Quadro inicia 
geralmente a partir do segundo ano de 
vida). É considerada uma encefalopatia 
epiléptica grave da infância, pois 60% dos 
pacientes têm como causa etiológica uma 
lesão cerebral (logo, tem comprometimento 
neurológico prévio), determinando 
comprometimento no desenvolvimento 
neuropsicomotor e cognitivo; 
 As crises são resistentes ao tratamento com 
as DAE. Manifestam-se 3 tipos: tônicas 
(envolvem musculatura axial e membros, 
ocorrendo durante sono e vigília), ausências 
atípicas (perda de consciência incompleta) 
e mioclonias maciças (provocam queda 
abrupta da cabeça ou do corpo “head 
atack”); 
 Múltiplos tipos de crises incluindo 
mioclonais maciças com queda súbita ao 
solo; 
 EEG em vigília com ponta-onda lenta e em 
sono com surtos de atividade 10 Hz, 
polipontas; 
 Prognóstico reservado com crises 
refratárias, distúrbios neuropsiquiátricos e 
alterações cognitivas; 
 Tratamento: politerapia com DAE, 
calosotomia  o que também contribui 
para acentuar o quadro de sonolência, 
dificuldade de aprendizagem e lentidão 
psicomotora; 
 
 
Distúrbios de migração neuronal e epilepsia de 
início precoce: 
 Posicionamento anormal da célula neuronal 
levando a anormalidades de circuitagem 
(transmissão aberrante neurônio-neurônio 
e neurônio-glia) e apoptose; 
 
 
Focos de preocupação: 
 A história natural 
 O impacto das crises recorrentes no 
-Desenvolvimento 
-Rendimento escolar 
-No comportamento 
-Na qualidade de vida futura 
 
 
Cognição X Epilepsia: 
 Cognição é a capacidade do cérebro de 
programar comportamento adaptativo, 
resolver problemas, focar atenção e 
memorizar informações; 
 Alterações cognitivas se desenvolvem como 
um sintoma secundário a epilepsia; 
 Lentidão mental, déficit de memória e 
atenção são os sintomas mais frequentes 
nos pacientes com epilepsia; 
 Causa desconhecida – fatores associados: 
etiologia, tipo de síndrome e efeitos 
colaterais das DAEs no SNC; 
 
 
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Pediatria I 
 
 
Princípios terapêuticos do DAEs: 
 
Indicações de Politerapia: 
 Epilepsia refratária 
 Múltiplos tipos de crises 
 Síndromes Epilépticas Específicas 
 
Tratamento cirúrgico: 
Influência na aprendizagem? 
 Sim: se não existe perspectiva de remissão 
ou controle medicamentoso a longo prazo; 
 Sim: já que reduz exposição ao efeito das 
crises, dos fármacos e das privações sobre 
um cérebro em desenvolvimento; 
 Plasticidade cerebral...é comprometida 
pelas crises... é uma aliada após a cirurgia. 
 
 
Convulsões Febris: 
 
Definição: 
 Convulsão acompanhada de hipertemia 
(≥38°C), na ausência de infecção do SNC, em 
crianças entre 6 meses e 6 anos de idade; 
 Geralmente a CF ocorre em associação com 
infecções virais das vias aéreas superiores, 
pulmonares, intestinais e do trato urinário, 
assim como associada a febre decorrente de 
vacinação; a CF ocorre geralmente nas 
primeiras 24 horas do episódio febril, no 
período de ascenção rápida da temperatura. 
A curta duração da febre antes da CF e a 
baixa temperatura são associadas a um 
aumento do risco de recorrência; 
 Afeta 2-5% da população infantil; 
 
Classificação: 
 Simples: crise generalizada, com duração 
inferior a 15 minutos, não recorre em 
menos de 24h, com exame neurológico pós-
ictal normal; 
 Complexa: crise focal, prolongada, duração 
superior a 15 minutos e/ou apresenta uma 
ou mais recorrência nas primeiras 24 horas 
ou apresenta exame neurológico pós-ictal 
alterado; 
 
Investigação: 
 
É essencialmente clínico o diagnóstico, com o 
objetivo de afastar intoxicações exógenas, trauma, 
focos infecciosos e avaliar as caracteristicas da crise 
e a história familiar. A febre é, sem dúvida alguma, 
um dos fatores determinantes da CF, no entanto, a 
etiopatogenia da crise deve ser bem mais 
esclarecida, especialmente em nível molecular. 
 
Recorrência: 
 Recorrência média 30% em episódios febris 
subsequentes (sem FR 4%, com 3 ou mais 
FR 78%); 
 
Fatores de risco: 
 Início antes dos 18 meses; 
 Crise com temperatura baixa (próxima a 
38°C); 
 Curta latência entre início da febre e crise (< 
1 hora); 
 História familiar positiva; 
 
Diagnóstico e Tratamento: 
 
 
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Pediatria I 
 O exame do líquido cefalorraquidiano, 
diante de uma primeira convulsão febril, 
está indicado nas seguintes condições: < 6 
meses de vida; sintomatologia de infecção 
do SNC; recuperação lenta ou alteração 
neurológica pós-ictal; uso de antibióticos 
(lembrar que os sintomas de meningite 
podem ser mascarados); 
 Indicado no manejo agudo das convulsões 
prolongadas: diazepam retal (0,5 mg/kg) ou 
bucal (0,4 – 0,5 mg/kg), midazolamintra 
nasal (0,2 mg/kg); 
 Profilático: não é mais indicado, exceto em 
caso de crises prolongadas e recorrentes em 
crianças que moram em localização 
geográficas de difícil acesso a emergencia;