A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
10 pág.
fisiopatologia, etiologia e semiotécnica da febre

Pré-visualização | Página 2 de 4

provavelmente, da prostaglandina E2. Para 
que haja produção desse agente, o organismo precisa primeiro ser induzido a produzir citocinas 
(pirógenos endógenos) a partir das células de defesa que estão lutando contra um pirógeno 
exógeno (microrganismos) 
 
4 
Prob.1/Mód.14 | Larissa Gomes de Oliveira. 
 
Essas citocinas irão interagir com elementos sensoriais no órgão vascular da lâmina terminal e 
outras regiões do cérebro, promovendo a síntese da prostaglandina E2. Ela consegue, então, 
atravessar a barreira hemato-encefálica e ascender o ponto prefixado, estimulando os 
mecanismos do centro promotor. 
a temperatura do sangue está circulando nos órgãos internos e está ocorrendo um aumento 
dessa temperatura, depois que esse sangue chega no núcleo pré-óptico do hipotálamo e depois 
de aumentado o calor corporal e aumento da temperatura, o hipotálamo vai entender que foi 
atingido o ponto de equilíbrio e os sintomas de frio vão ser cessados, com isso, o centro 
dissipador de calor é ativado para tentar reestabelecer a temperatura normal. Fenômeno 
denominado de crises, que ocorre por desaparecimento do fator indutor (diminuição do fator 
pirogênico) ou administração de antipiréticos. 
Com essa diminuição do fator pirogênico ou com a administração de antipiréticos, a 
temperatura começa a diminuir no núcleo pré-óptico hipotalâmico, com isso, a temperatura no 
hipotálamo está diminuindo, porém, o sangue circulante no corpo ainda está com temperatura 
elevada. 
E assim ocorre a perda de calor, em que a pessoa começa a ter sudorese, desembrulha da 
coberta (que até então antes ela estava com frio). 
OBS: a febre é uma resposta do corpo para tentar enfraquecer os agentes pirogênicos, fazendo 
com que o sistema imune consiga tranquilamente destruir esse agente causador. Porem, se essa 
febre for muito elevada e se ela for prologanda pode causar desnaturação de proteínas, o 
paciente fica mais propenso a convulsões (principalmente em crianças), confusão mental e entre 
outros sintomas. 
CLASSIFICAÇÃO E TIPOS DE FEBRE 
A febre pode ser classificada em: 
• Aguda (menor que 7 dias) 
• Subaguda (menor que 14 dias) 
• Crônica (maior que 14 dias). 
Ela também pode ser classificada em: 
• Febre baixa, até 39ºC. 
• Moderada até 40ºC. 
• Alta até 41.1 ºC. 
• Hiperpirexia acima de 41.1ºC. 
OBS: um paciente com febre alta ou hiperpirexia, já corre o risco de ter danos ao organismo e 
por isso essa febre deve ser tratada, porque ameaça vida do paciente também. 
OBS: na criança e bebês essas temperaturas de febre (leve, moderada e grave) podem ser 
diferentes do que no adulto a depender da idade da criança. 
 
5 
Prob.1/Mód.14 | Larissa Gomes de Oliveira. 
 
❖ Leve: Até 38,5ºC, sem sintomas significativos. Pode acontecer em crianças resfriadas, 
com faringite, laringite, diarreia e cistite, entre outros. Na maioria dos casos o uso de 
antibiótico pode não ser necessário, mas somente o pediatra poderá indicar ou não seu 
uso. 
❖ Moderada: Entre 38,5ºC até 39,4°C, a criancinha parece abatida. Pode acontecer em 
casos como amigdalite com pus, meningite, pneumonia, infecções no ouvido e urinária. 
São situações em que o médico, a partir do diagnóstico, decidirá se há necessidade do 
uso de antibiótico. 
❖ Grave: 39,5ºC ou temperatura menor do que 36ºC. É acompanhada de gemidos e 
tremores de frio. Pode acontecer em casos de pneumonia, broncopneumonia, 
meningite, inflamação da epiglote ou dos rins, por exemplo. Neste caso, normalmente 
se requer hospitalização da criança. 
Um ponto importante é que a intensidade da febre nem sempre está relacionada com a 
gravidade da doença. 
A febre pode ser classificada também em: 
• Continua, que é quando há uma flutuação menor que 1ºC em 24 horas consecutivas de 
febre. 
• Intermitente, presente somente em algumas horas do dia. 
• Remitente, que é quela febre que varia mais de 2ºC durante o dia. 
FATORES ASSOCIADOS À VARIAÇÃO DE TEMPERATURA CORPÓREA 
 Idade: a temperatura das crianças tende a ser maior que a dos adultos; a diminuição para 
níveis semelhantes aos do adulto começa a acontecer com 1 ano de idade e continua até a 
puberdade, estabilizando-se entre 13 e 14 anos na menina e entre 17 e 18 anos no menino. 
A idade influi não apenas na temperatura basal, mas também na resposta febril; 
E recém-nascidos, especialmente prematuros, apresentam temperaturas menores e podem não 
desenvolver febre, ou mesmo apresentar hipotermia, na vigência de infecção. O mesmo pode 
acontecer com idosos. 
 Ritmo circadiano da temperatura: a diferença média entre a mínima temperatura, obtida 
pela manhã, e a máxima, no final da tarde, tem amplitude de 0,5°C. O ritmo circadiano de 
temperatura não é observado em recém-nascidos, mas entre as idades de 6 meses e 2 anos 
já ocorre certa flutuação de até 0,6°C. Entre 2 e 6 anos o diferencial pode ser de 0,9°C; e 
acima de 6 anos, de até 1,1ºC. 
 
 Sexo: a temperatura é mais elevada no sexo feminino, alterando-se de acordo com o ciclo 
menstrual. 
 
 Outros - a atividade física, a alimentação, as alterações climáticas e ambientais, bem como 
o local de medida (oral, axilar ou retal), também interferem com a temperatura e, 
considerando-se todas essas variáveis, fica evidente que não existe uma temperatura 
normal em todas as situações, mas sim um intervalo de normalidade. 
 
6 
Prob.1/Mód.14 | Larissa Gomes de Oliveira. 
 
ETIOLOGIA 
PRINCIPAIS CAUSAS DE ELEVAÇÃO DA TEMPERATURA NA CRIANÇA 
Diversas são as causas de hipertermia ou febre propriamente dita na criança. Entre as principais 
estão: doenças infecciosas sistêmicas ou localizadas, administração de vacinas (pertussis, 
influenza, sarampo e outras) ou soros, desidratação, lesões teciduais, neoplasias, uso de 
fármacos (inclusive antitérmicos) ou agentes biológicos, doenças inflamatórias e hematológicas, 
colagenoses, doenças do sistema nervoso central, doenças granulomatosas, alterações 
endocrinológicas, imunodeficiências, desordens metabólicas e neutropenia cíclica. 
Deve-se também citar a hipertermia essencial ou habitual, a febre psicogênica e a "factícia" por 
manipulação de termômetros que, embora raras, podem ocorrer em crianças. 
A febre de duração inferior a 7-10 dias, em paciente cujo exame físico não revela anormalidades, 
é chamada febre sem sinais localizatórios. Essa situação, algumas vezes, requer investigação 
imediata pois, mais frequentemente, está associada à etiologia infecciosa. Quando a febre tem 
duração maior que 10 dias, sem que sua etiologia seja definida após investigação inicial, é 
denominada febre de origem indeterminada, e, embora as etiologias infecciosas sejam ainda as 
mais frequentes, sua abordagem não é simples e o diagnóstico muitas vezes só poderá ser 
estabelecido durante a evolução. 
Quando a febre é de curta duração, a anamnese e o exame físico costumam ser suficientes para 
se estabelecer sua etiologia e tratamento. A observação atenta da criança, nos braços da mãe, 
pode fornecer dados importantes sobre sua atividade, interação com o ambiente, resposta a 
estímulos, características do choro, toxemia. Essa observação é de grande importância no 
reconhecimento da doença grave na criança febril. É importante lembrar que o grau de elevação 
da temperatura nem sempre é proporcional à gravidade da doença e que a boa resposta aos 
antitérmicos não tem relação com a gravidade da doença. 
Existem diferenças fundamentais entre lactentes e crianças maiores no que diz respeito às 
causas infecciosas de doença febril. A maioria das crianças que se apresentam com febre tem 
menos de 3 anos de idade, quando são comuns tanto infecções benignas e autolimitadas como 
infecções graves como bacteriemia e meningite. 
Vários autores têm demonstrado que a avaliação clínica pode ser insuficiente para excluir 
infecções bacterianas graves nessa faixa etária e que os exames laboratoriais podem ser úteis 
na detecção das crianças de maior risco. Com intuito de evitar