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Gravidez

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bloqueando a transmissão neuromuscular e diminuindo a quantidade de acetilcolina liberada pelo nervo motor na placa motora terminal. O magnésio também age perifericamente produzindo vasodilatação. Com baixas doses ocorrem apenas rubor e sudorese, porém, em doses maiores, causam queda da pressão arterial. 
Betametasona: 
Enquanto os efeitos fisiológicos, farmacológicos e clínicos dos corticosteroides são bem conhecidos, os mecanismos de ação exatos ainda não estão perfeitamente estabelecidos. As ações predominantes dos corticosteroides, naturais e sintéticos, determinam sua classificação em glicocorticoides e/ ou mineralocorticoides. Em doses farmacológicas, os glicocorticoides naturais (cortisona e hidrocortisona) e seus análogos sintéticos, tais como a betametasona, são usados principalmente por seus efeitos anti-inflamatórios e/ou imunossupressores.
 
Neste caso esse medicamento foi induzido na mãe para induzir a maturação pulmonar do bebê e para retirar o líquido que está dentro dos alvéolos do bebê. 
Prova cruzada :
É um exame usado para testar, antes de uma transfusão sanguínea ou transplante de órgãos, se o sangue do doador é compatível com o sangue do receptor. 
 
A técnica que é utilizada é pegar o soro do receptor e colocar junto com linfócitos do doador com a finalidade de não ocorrer uma rejeição da parte do receptor, pois o paciente poderá ter em seu organismo anticorpos contra os antígenos expressados na superfície das células do doador, podendo consequentemente causar rejeição. 
 
Esquema de Zuspan: 
O marco na prevenção e no tratamento das convulsões na eclâmpsia foi o uso do sulfato de magnésio (MgSO4), que provou ser mais eficiente que os anticonvulsivantes clássicos como a fenitoína e benzodiazepínicos, tanto na interrupção da crise convulsiva como na diminuição de suas recorrências. Um grande estudo mundial multicêntrico consolidou os benefícios do sulfato de magnésio na eclâmpsia, além de mostrar boa tolerância tanto materna quanto fetal. Zuspan foi quem descreveu um esquema endovenoso utilizando 4 g intravascular seguido de 1-2g/h em bomba de infusão, sendo o mais recomendado até hoje. 
LÍQUIDO AMNIÓTICO
A oligoidrâmnio é caracterizado pela diminuição do volume do líquido amniótico, ou seja, quando esse líquido atinge quantidades menores à 250ml, entre a 21ª e 42ª semana de gestação. Está associada a algumas patologias maternas: hipertensão arterial, diabetes associadas a vasculopatias. E ainda, a patologias fetais, como crescimento intrauterino retardado.
A suspeita de patologia, se dá quando se detecta que a altura uterina for inferior àquela esperada para a idade gestacional estimada. Especialmente quando houver diminuição da movimentação fetal. 
O diagnóstico pode ser realizado por meio da ultrassonografia, por meio de análise subjetiva ou semiquantitativa, dos bolsões de líquido amniótico. Após a confirmação, deve-se encaminhar essa paciente para o pré-natal de alto risco. 
crescimento intrauterino restrito (cir)
Caracteriza-se por qualquer processo capaz de limitar o potencial intrínseco de crescimento fetal intrauterino. 
É muito importante a distinção de crescimento intrauterino restrito (CIR) de pequeno para a idade gestacional (PIG). Visto que alguns bebês que nascem PIG, não sofreram o CIR. 
Sempre que houver discrepância entre a idade gestacional e a medida do fundo uterino, deve haver a suspeita de CIR. E o diagnóstico ultrassonográfico é fundamental para suspeita de CIR. 
Classicamente tem sido utilizado o peso fetal estimado abaixo do percentil 10 para a idade gestacional como parâmetro diagnóstico. Todavia, tem sido proposta a ultrassonografia seriada para avaliação do crescimento fetal, principalmente devido às diferenças existentes entre as definições de PIG e CIR. 
São utilizados os seguintes parâmetros de análise:
· Biometria fetal: diâmetro biparietal (DBP), circunferência cefálica (CC), circunferência abdominal (CA), fêmur (F), diâmetro de cerebelo;
· Circunferência abdominal: isoladamente, é o melhor parâmetro para avaliação do crescimento fetal;
· Diâmetro cerebelar transverso: é um bom parâmetro para a avaliação da idade gestacional por não sofrer alteração devido ao CIR e, com isso, permite uma boa correlação entre a idade gestacional e o crescimento fetal; 
· Peso fetal: deve-se utilizar curvas conforme a população;
· Relações biométricas específicas: CC/CA diminui com a evolução da gestação normal; 
· CC/CA > 1 até 36 semanas;
· CC/CA = 1 na 36ª semana; o CC/CA < 1 acima de 36 semanas; 
· F/CA não sofre influência da idade gestacional e tem como valor de normalidade 0,20 a 0,24.
Para a tomada de decisão, alguns fatores são importantes, tais como: idade gestacional, vitalidade e maturidade fetal, patologia materna de base, tipo de CIR, presença de defeito congênito, presença de oligodrâmnia. É importante ressaltar que, diante de um caso suspeito de CIR, a gestante deve ser encaminhada ao pré-natal de alto risco para avaliação e conduta específicas.
SÍNDROMES HIPERTENSIVAS NA GESTAÇÃO
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é a doença que mais frequentemente complica a gravidez, acometendo de 5% a 10% das gestações, sendo uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. 
A definição de hipertensão na gravidez considera os valores absolutos de PA sistólica > 140 mmHg e/ou diastólica de > 90mmHg. A PA diastólica deve ser identificada pela fase V de Korotkoff. O diagnóstico é feito pela medida seriada dos níveis pressóricos durante o acompanhamento pré-natal.
Com o advento da Rede Cegonha, foram incluídos novos exames. Entre eles está o exame de proteinúria (teste rápido), a ser realizado na unidade de saúde. Tal exame é de suma importância, pois facilita o acesso de gestantes com suspeita de hipertensão ao exame, que é fundamental no diagnóstico da hipertensão gestacional, o que possibilita o manejo precoce das gestantes, diminuindo riscos de morbimortalidade materna e fetal.
Sabe-se que a gravidez pode induzir hipertensão arterial em mulher previamente normotensa ou agravar uma hipertensão preexistente. 
Segundo as VI Diretrizes Brasileiras de Hipertensão, a HAS na gestação é classificada nas seguintes categorias principais:
· Hipertensão crônica: estado hipertensivo registrado antes do início da gestação no período que precede a 20ª semana de gravidez ou além de doze semanas após o parto. Esta condição não está associada a edema e proteinúria (salvo se houver dano renal antes da gravidez) e persiste depois de 12 semanas após o parto; 
· Hipertensão gestacional: aumento da pressão arterial que ocorre após a 20ª semana de gestação, mais frequentemente perto do parto ou no puerpério imediato, sem proteinúria. Normalmente, a PA se normaliza nas primeiras 12 semanas de puerpério, podendo, por isso, ser definida como “transitória”, embora a condição geralmente recorra em 80% das gestações subsequentes. Acredita-se que tais mulheres são propensas a desenvolver hipertensão arterial essencial no futuro. Quando a hipertensão persiste, ela é denominada como “crônica”. É um diagnóstico basicamente retrospectivo, pois as complicações das pacientes que no momento da avaliação se apresentam sem proteinúria podem evoluir com pré-eclâmpsia;
· Pré-eclâmpsia: aparecimento de hipertensão e proteinúria (300mg ou mais de proteína em urina de 24h), após 20 semanas de gestação, em gestante previamente normotensa. É uma desordem multissistêmica, idiopática, específica da gravidez humana e do puerpério, relacionada a um distúrbio placentário que cursa com vasoconstricção aumentada e redução da perfusão. O edema atualmente não faz mais parte dos critérios diagnósticos da síndrome, embora frequentemente acompanhe o quadro clínico;
· Eclâmpsia: corresponde à pré-eclâmpsia complicada por convulsões que não podem ser atribuídas a outras causas;
· Pré-eclâmpsia superposta à HAS crônica: é definida pela elevação aguda da PA, à qual se agregam proteinúria, trombocitopenia ou anormalidades da função hepática em gestantes portadoras de HAS crônica, com idade gestacional