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MDD 2 -5-Resposta Imune e terapias anti-cancer

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alterações genômicas, pois o vírus dessa 
doença possui essa capacidade e além disso pode desenvolver posteriormente uma neoplasia. 
Os vírus possuem proteínas e componentes virais que podem ser apresentados ao sistema imune e isso 
ativa a resposta imunológica, essa resposta será desenvolvida ao vírus HPV que está dentro da célula 
neoplásica. 
Também tem como outros exemplos o vírus da hepatite B (HBV), que estará dentro da célula cancerosa 
do hepatócito, que tende a matar o vírus e consequentemente a célula neoplásica. 
 
 
 
 Eduarda Gonzalez 
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Resumindo: 
0-Situação fisiológica. 
1-Proteínas nova no genoma produto de um oncogene. 
2-Proteína própria que vai ser mutada. 
3-Proteína própria, mas em concentrações anormais. 
3.1-Proteína própria, mas que não deveria mais existir. 
4-Proteina desenvolvida por um vírus oncogênico. 
 
Marcadores Tumorais 
Os marcadores tumorais são proteínas que podem ser medidas no sangue do paciente para ver se há 
probabilidades desse paciente desenvolver câncer. Há diferentes tipos de marcadores para diferentes 
tipos de canceres. 
Há diversos tipos de proteínas exclusivas de diversos órgãos, mas não quer dizer que essas proteínas 
estando presente é indicativo de câncer, pode ser uma inflamação ou outras situações que desenvolvam 
esse aumento. Esses marcadores são usados como uma forma de rastreamento de risco para 
determinados tipos de câncer, onde a partir de altas concentrações desses marcadores haverá outras 
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formas de investigação desses tumores para desenvolver o diagnóstico ou descartar a possibilidade 
dessas neoplasias. 
Uma pessoa pode ter aumento PSA e pode ser uma inflamação na próstata, pois ativa as células epiteliais 
da próstata e vai ativar as células epiteliais da próstata que vão produzir esse antígeno. Há diversos 
fatores que aumentam a concentração de PSA, porém em caso de câncer é uma dosagem extremamente 
alta. 
Outros exemplos: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mecanismos Efetores Antitumorais 
Células T CD8: 
A resposta imune a partir de um tumor se da primeiramente pelo reconhecimento dos antígenos 
tumorais expressos nessas células tumorais, onde uma APC irá reconhecer por meio de seus MHC de 
classe I e II, devido a reação cruzada que irá ativar os linfócitos TCD4 e TCD8. 
Então na resposta imune do tumor vai ativar esses linfócitos TCD8 e o TCD4, que vão reconhecer o 
antígeno e posteriormente a esse reconhecimento o TCD4 vai produzir interferon gama, que vai estar 
presente na região da APC, 
e como dito 
anteriormente, a presença 
de interferon gama no 
contexto da apresentação 
de antígeno vai 
desenvolver uma resposta 
Th1 pelo efeito do NF-γ. 
 
 
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As células TCD8 vão ficar super ativadas a partir do sinal do NF-y e vai se transformar em uma célula 
killer, que vai matar todas as células tumorais que conseguir. Porém a célula tumoral possui duas 
características principais, a resistência a morte e a proliferação dessas células, dessa forma as células 
de defesa tendem a induzir a apoptose, mas as células neoplásicas possuem uma resistência a morte e 
consequentemente uma resistência a apoptose. Então o que vai acontecer? 
O sistema imune precisa de uma resposta TCD8 muito eficiente para conseguir combater essas 
características das neoplasias, normalmente o sistema imunológico consegue combater, mas há um 
preço para que isso ocorra. 
Células NK: 
A NK são células que possuem duas classes de receptores na sua membrana, que competem por sinal 
de ativação e de inibição. A partir da quantidade de moléculas se ligando a esses receptores de ativação 
ou inibição é que vão poder ativar ou não essa célula. 
Para ativar uma célula NK é muito simples, 
qualquer integrina de superfície pode dar 
esse sinal positivo, mas para ter um sinal 
negativo deve ocorrer o reconhecimento de 
que a combinação do MHC com o peptídeo 
está normal, aí pode inibir a ação. 
Para uma célula NK não matar ela precisa 
receber uma quantidade equivalente ou a 
mais de sinais negativos por meio da 
interação do MHC tipo I com peptídeos 
normais. Dessa forma as células NK vão 
fazer seu rastreamento por meio desse 
encaixe dos receptores que irão ativar ou 
inibir a resposta a partir dos sinais, que 
podem se anular ou progredir em apoptose. 
 
Algumas células neoplásicas podem 
sofrer uma mutação e não 
apresentarem o sinal de inibição em 
sua membrana, então a célula NK vai 
identificar que só tem a de ativação e 
por isso irá sofrer apoptose. 
 
Teremos as células TCD8 e NK realizando esses processos de reconhecimento das células neoplásicas, 
mas essas células terão uma diferença quanto ao desenvolvimento dessa resposta, pois as células TCD8 
são células que induzem a apoptose de forma limpa, já a NK vai realizar uma inflamação. 
 
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Escape Imune Tumoral 
As células neoplásicas que nascem a partir de diversas 
mutações vão adquirir características mais resistentes 
para fugir do sistema imunológico a partir da seleção 
natural, isto é, as células mais fracas vão ser destruídas 
pelo sistema imune e as mais fortes vão escapar e se 
diferenciar cada vez mais. 
No início do tumor teremos células mais fáceis de serem 
destruídas e com o desenvolvimento do tumor elas 
serão mais resistentes por conseguirem escapar do 
sistema imunológico e teremos diversos mecanismo 
para que isso ocorra como: 
1-A célula tumoral sofre uma mutação e para de 
apresentar qualquer antígeno na molécula de MHC, 
fazendo com que as células T não consigam se ligar ou 
reconhecer essa célula e a partir disso, essa célula 
tumoral vai conseguir escapar das células TCD8. 
2-No caso de termos uma célula mutada que não 
apresenta nem o MHC I, ela será invisível ao sistema e 
isso fara com que ela consiga se manter ativa no sistema, 
além disso, se ela se tornar uma célula metastática, ela 
não vai ser percebida pelas células TCD8 e NK. 
3-Outra situação que pode ocorrer é a célula tumoral produzir substancias que podem inibir a resposta 
imune, como a IL-10 e TGF-Beta. Quanto mais desenvolvida esta neoplasia ficar, mais células inibidoras 
serão produzidas e haverá uma maior supressão e mais inibido ficara o sistema imune do indivíduo. 
 
Para a célula T ser ativada, precisa dos dois 
sinais, então se um tumor tiver apenas um 
sinal e não tiver o co-estimulatório, essa 
célula pode escapar do sistema imunológico, 
pois a célula T não sofrerá ativação. 
 
 
 
Os tumores podem fazer diversos mecanismos diferentes de escape, sendo apenas um ou vários 
mecanismos em um mesmo tumor. 
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Na figura temos abaixo temos as células epiteliais neoplásicas em rosa e as não neoplásicas em cinza e 
elas possuem MHC expresso em sua superfície. 
As células em rosa (neoplásicas) serão alvo da resposta NK e dos linfócitos TCD8, que irão reconhecer 
e matar a célula. Dessa forma uma grande parte desse tumor será induzido a morte pela NK e o TCD8, 
porém haverá algumas variantes clonais que possuirão proteases de membranas e essas proteases vão 
atuar clivando as proteínas que estavam na membrana da célula neoplásica e essas proteínas são usadas 
por esses linfócitos para poderem reconhecer as células 
Assim, os linfócitos TCD8 e a NK estarão em contato com esses receptores que foram liberados pela 
célula neoplásica, mas não terão contato com a célula que causa essa neoplasia, então teremos aqui uma 
questão de “enganar o sistema imune” que aparentemente está destruindo a célula, mas na verdade a 
célula neoplásica continua se dividindo e não tem mais o receptor para o sistema de defesa reconhecer 
a neoplasia. 
Então a célula neoplásica adquire a capacidade de clivar proteínas de sua superfície devido a uma 
mutação, que permite a ação dessa protease cortando todas as proteínas de membrana e o sistema 
imune será ativado porem