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MDD 2 -5-Resposta Imune e terapias anti-cancer

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que está dentro do da região em que 
foi originada, não invade membrana basal. O prognóstico é bom, de remover apenas o tumor, pois não 
houve metástase. 
Nas mamas temos o tecido epitelial dos ductos, lóbulos e mamilo e as neoplasias em situ podem 
acometer os 3 compartimentos, então se temos o acometimento de: 
• Caso acometa o ducto é um carcinoma ductal in situ. 
• Se acomete apenas o lóbulo é carcinoma lobular in situ. 
• Quando acomete apenas no mamilo é a doença de Paget. 
 
 Eduarda Gonzalez 
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A terapia de escolha para esses casos a cima, que são in situ é a remoção cirúrgica localizada. 
A partir da classificação T1 é porque é invasora, então 
acomete a membrana basal e tem os tamanhos 
específicos para classifica-los, mas esses tamanhos 
são divergentes a partir da localização do tumor. 
T1- Não invade estruturas nobres. Invade em média 
de 2cm. 
 
 
 T2-É um tumor entre 2 -5cm. 
T3- É um tumor grande e tem 
um prognóstico de ter 
metástase e pode pegar regiões 
mais nobres, algumas 
estruturas. É uma cirurgia que 
causa grande mutilação e nesse caso das mamas é quando tem mais de 5cm. 
 
T4- É uma neoplasia inoperável, porque invade muitas estruturas 
importantes. Como a pele, musculatura da parede plasmática, então 
vai ser submetido a radioterapia e quimioterapia. 
 
 
Classificação do N 
Nx- A cadeia nodal foi removida anteriormente e por isso não podem ser analisados. 
N0 – O linfonodo do paciente indica que não há células neoplásicas. 
N1- Indica que há neoplasias nas cadeias mais próximas ao tumor, metástase. 
 
 
 N2- Cadeias mais distantes, indicando metástase. 
 
 Eduarda Gonzalez 
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N3- Metástase em cadeias de linfonodos mais distantes. 
 
 
Classificação do M 
É a presença ou não de metástase, então: 
N0- Não tem metástase. 
M1- Tem metástase e pode ser avaliada com o 
auxilio de linfonodos também, porque se é um 
tumor de estomago e o linfonodo axilar está 
acometido é porque provavelmente há 
metástase. 
O rastreamento de metástase se dá pela 
radiologia. 
 
 
Est dio 
 
 
O estádio é a avaliação de quando o câncer está 
avançando, então se temos um in situ ele será 
estádio 0 porque ele não invadiu nenhuma região. 
Dessa forma esse TNM vai estar combinado para 
desenvolver uma ideia de como está avançado esse 
tumor. 
Se apareceu metástase hematológica já é 
considerado estádio 4, porque não deve ser operado. 
 
 
 
 
 Eduarda Gonzalez 
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Além do TNM deve ser avaliado a localização, tipo histopatológico (avaliar se deve ser feito 
quimioterapia antes da cirurgia), produção de substancias, manifestações clinicas de tumor, sexo, idade, 
comportamentos e características biológicas do paciente. 
 
Tipo histopatológico do tumor: 
Grau 1- As células se especializaram: As células cancerosas de grau 1 se parecem mais com o tecido 
normal e tem o crescimento lento. 
Grau 2: As células tumorais cancerosas de grau 2 se situam em algum lugar entre o grau 1 ou 2, que está 
intermediário. 
Grau 3- As células não conseguem se especializar: As células cancerosas de grau 3 são muito diferentes 
da célula normal e possuem um crescimento rápido e por isso é necessário realizar um exame 
histoquímico e sequenciamento genético para saber de onde é o tecido, porque cresceram de forma tão 
rápida que nem “teve tempo de se parecer com a célula do tecido de origem”. 
Tratamento 
• Tratamento anticâncer. 
 
• Tratamento de suporte (psiquiátricos). 
 
• Tratamento de comorbidades (anemia, 
diabetes, osteopenia). 
• Automedicação (ineficiência causa a 
automedicação). 
 
Deve ser avaliado o custo das medicações, a análise das comorbidades já existentes no paciente e se tem 
contra indicações, se pode ser feita a medicação de forma endovenosa, além disso o grau de debilitação 
que esse paciente apresenta, se consegue aguentar medicações mais agressivas. 
Quando começa a ser utilizado uma droga as células tumorais mais frágeis vão morrer, mas as 
resistentes vão permanecer e é comum o paciente ter uma melhor e piorar de novo porque as células 
resistentes não morreram. 
As medicações podem desencadear em: 
1. Alterações Hematológicas como anemia. 
2. Alterações Cardiovasculares (tem medicações 
cardio-tóxicas). 
3. Dor. 
4. Alterações Gastrointestinais (como diarreias 
crônicas, síndromes má-absortivas). 
5. Alterações Dermatológicas (lesões cutâneas). 
 
 Eduarda Gonzalez 
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6. Alterações do Metabolismo e Distúrbios 
Nutricionais (alteração metabólicas e 
desnutrição por má-absorção). 
7. Alterações Neurológicas. 
8. Alterações Renais e Urinárias. 
 
Cirurgias 
É a forma de tratamento mais antiga e que desenvolve um conforto imediato. Era um procedimento 
mutilante, mas atualmente é mais conservadora. A partir da coleta do tecido o patologista deve avaliar 
até aonde vai a neoplasia, então é necessário tirar um pouco do tecido saudável para ver se o tumor está 
mais regionalizado ou espalhado pelo tecido saudável próximo, além disso é pretendido ver uma 
margem negativa, pois essa margem diz que não possui acometimento neoplásico. 
• Quando o tecido envolta do tumor está normal é porque temos uma margem negativa e não 
necessita mais de cirurgia, porque já removeu o tecido neoplásico. 
• A margem positiva é quando o patologista não consegue delimitar a neoplasia porque há partes 
do tecido neoplásico na margem e a partir disso pode ocorrer duas situações: 
Se o plano for difícil e for causar muitos riscos ao paciente, não vai mais operar vai encaminhar para 
radioterapia e quimioterapia. 
No caso do plano cirúrgico ser mais fácil e o dano for pequeno, ocorrerá a cirurgia para remover as 
células cancerígenas remanescentes. 
• A borda próxima: Quando o patologista analisa a amostra e há margens negativas, mas com 
células neoplásicas muito próximas a essa margem, então pode ser necessário uma nova 
intervenção cirúrgica para remover mais tecido saudável para analisar se o câncer parou naquela 
região ou se espalhou. 
 
Radioterapia 
Os raios x liberados vão atravessar os tecidos e irão produzir radicais livres que vão quebrar moléculas 
de DNA e o nosso organismo precisa corrigir. Cada tecido possui uma capacidade de reparo e por isso a 
depender do local, a dose de raio X será diferente. 
As células sadias tendem a desenvolver no seu processo natural um reparo eficiente desse DNA, já as 
células cancerosas não e esse é o mecanismo da radioterapia. Dessa forma a radioterapia consiste no 
bombardeamento desses raios x em diversas sessões que serão direcionados a região acometida pela 
neoplasia, assim as células cancerígenas vão morrer por apoptose e as saudáveis se regenerar. 
A radioterapia possui riscos, mas é uma questão de risco/benefício. Como risco há a probabilidade de 
induzir um novo tumor em células que estavam saudáveis, mas após ser induzido esse dano há chances 
muito pequenas de desenvolver esse tumor. 
 
 Eduarda Gonzalez 
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Quanto maior a dose de radiação, maior será o dano celular e por isso há um mapeamento de quanta 
radiação deve ser direcionada a cada tecido, mas ainda assim cada indivíduo possui características 
próprias e por isso será necessário analisar essa dosagem limitando a sensibilidade das células normais 
e cancerígenas do indivíduo, delimitando uma dose que atinja o tumor com menos danos a células 
normais. 
• A sensibilidade ao tratamento varia entre os tumores. 
• Geralmente é administrada em sessões diárias, 5 vezes na semana, duração de 20 min, mas o 
numero total vai variar a cada pessoa. 
 Versões: 
• Braquiterapia: é introduzido um cateter que terá o cachão de raio x na ponta desse cateter e pode 
ser feito diretamente no interior ou próximo ao tumor. 
Exemplos: Câncer de próstata, uterino, sarcomas, melanoma em globo ocular. 
• Intraoperatório: É uma pratica operatória onde haverá a abertura da região onde se localiza o 
tumor e será direcionado esses raios em dose