A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
21 pág.
MDD 2 -5-Resposta Imune e terapias anti-cancer

Pré-visualização | Página 5 de 5

única. Pode ser direcionado para a região do tumor 
ou para a região em que foi retirado. 
• Radiocirurgia estereotática: É uma prática precisa de radiação ao local do tumor, sendo bem 
pontual e utilizada em uma única dose para metástase cerebral menor que 2,5cm, coluna 
vertebral, pulmões e fígado. 
• Irradiação de todo o corpo: é utilizado em doses baixas para combater tumores de medula óssea. 
• Radionuclídeos: São radioisótopos (isótopos radioativos) que serão absorvidos por células 
tumorais e vão degenerar essas células. 
Exemplo: No câncer de tireoide é introduzido um iodo radioativo e ele será absorvido pela tireoide e 
vai matar as células que captam o iodo, se células não neoplásicas também pegarem esses iodos, elas 
vão morrer. 
 
Quimioterapia 
A quimioterapia pode ser usada de forma isolada ou combinada a outros quimioterápicos, além disso 
possui uma ação sistêmica e por isso pode desenvolver diversos efeitos colaterais, principalmente os 
de primeira geração pois interferiam no ciclo celular. 
 
 
Em canceres extremamente agressivos a quimioterapia pode ser usada em associação a cirurgia para 
tentar diminuir o máximo possível dessa massa tumoral, para ter que remover menos células tumorais 
para remover cirurgicamente. E, após a cirurgia, deve ser tratado novamente com quimioterapia para 
destruir todas as células cancerígenas que pode não ter sido detectada em exames de sangue e imagem. 
 
 
 Eduarda Gonzalez 
19 
A quimioterapia desenvolverá diversos efeitos tóxicos em tecidos normais: 
• A medula óssea será muito acometida por uma anemia profunda com um quadro de leucopenia. 
• Pele e anexos como os cabelos e unhas estarão mais fragilizados. 
• Mucosas apresentarão ulceras e pouca lubrificação, pois vai reduzir a produção de muco e isso 
irá desenvolver problemas de absorção e diarreias. 
As células normais possuem um mecanismo de reparação do DNA mais eficaz que a do câncer e a quimio 
pode ser aplicada em ciclos, para que as células normais se recuperem. 
As células sensíveis morrem com o inicio da quimio e as mais resistentes vão permanecendo, se um 
paciente necessita de muito tempo para quimioterapia isso é ruim, pois a tendência é de fortalecer essa 
neoplasia devido a mutações que podem ocorrer. 
Pode ser administrada de forma oral ou injetada na cavidade abdominal, torácica ou pelo líquor. 
 
Fases da terapia e a degradação de estruturas celulares: 
 
 
Imunoterapia: 
Se baseia na manipulação do sistema imune, para que esse sistema reconheça melhor os tumores e 
consigam agir de forma mais eficiente eliminando esse tumor. 
Os tumores possuem mecanismos de evasão então é essencial leva-los em conta. 
 
 Eduarda Gonzalez 
20 
Antes as imunoterapias se baseavam em aumentar a ativação de linfócitos por meio da inserção de B7 
e IL-2 na célula tumoral, mas essa terapia se mostrou um pouco tóxica e podia desenvolver doenças 
autoimunes. 
Atualmente é feito por meio da retirada de células dendríticas do paciente e essas células são colocadas 
com antígenos do tumor do paciente em cultura in vitro. É adicionado então a célula dendrítica, 
antígenos tumorais, interferons, IL-12 para ativar a célula, portando essas células dendríticas super 
ativas vão ser injetadas novamente no paciente e elas vão para os linfonodos apresentar os antígenos 
do tumor. Dessa forma o sistema imune fica muito mais resistente e eficiente. 
 
Engenharia genética: Reconhecimento de antígenos cancerosos 
 
 
Outra forma de terapia: 
Se houver a presença de PD-L1 na sinapse imunológica de células tumorais vai ocorrer a inativação da 
célula T, então a célula neoplásica cresce, sendo uma forma de evasão do tumor. 
Foi desenvolvido um medicamento, que é um anticorpo que vai inativar o ND-L1 e o seu ligante. Dessa 
forma o medicamento vai interagir com o PD-L1 para impedir que ele se ligue ao seu lingante e a partir 
dessa inibição, vai reduzir o sinal negativo que essa ligação promove. As diferentes classes desse 
medicamento podem inibir o PD-L1, o seu ligante ou ambos. 
Remove células T do 
paciente 
Sequencia o tumor e vê os 
antígenos mais prevalentes 
Desenha receptores 
específicos para 
reconhecer o antígeno 
viral 
Cultiva essas células com receptores 
para reconhecer o antígeno viral 
Insere nos pacientes 
 
 Eduarda Gonzalez 
21 
Dessa forma, a célula cancerosa não vai conseguir inibir a célula T e vai conseguir promover a resposta 
imune, então o objetivo desse anticorpo é otimizar as células T. 
Também pode acontecer o mesmo mecanismo em células CTLA-4, onde o inibidor do CTLA-4 vai 
impedir essa ligação do CTLA-4 com seu receptor e consequentemente o sinal negativo não vai chegar 
ao linfócito T e dessa forma ele consegue matar o tumor, pois haverá uma otimização desse linfócito T. 
 
Hormonioterapia 
Diversos canceres dependem de hormônios para se multiplicarem e podemos ingerir supressores de 
hormônios para poderem interferir nesse crescimento tumoral. 
Bloqueio de receptores como o tamoxifeno, que é um bloqueador de estrógeno e canceres que 
dependem da estimulação de estrógeno vão morrer por falta desse estrógeno que seria para ele um 
fator de crescimento. 
 
Transplante de Medula ssea 
Pode ser autólogo ou alogênico. Transplante alogênico é aquele no qual as células precursoras da 
medula provêm de outro indivíduo (doador), de acordo com o nível de compatibilidade do material 
sanguíneo. O transplante autólogo é aquele no qual as células precursoras da medula óssea provêm do 
próprio indivíduo transplantado (receptor).