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Pintura 
Material Teórico
Responsável pelo Conteúdo:
Profa. Ms. Adriana Honorato Gonçalves
Revisão Textual:
Profa. Esp. Kelciane da Rocha Campos
História da Pintura II
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 · Pintura no século XVII
 · Pintura no século XVIII
 · Pintura no século XIX
 · Pintura no período Moderno
 · Nesta unidade, você vai estudar algumas características da pintura seguindo uma 
linha do tempo que vai do século XVII até meados do século XX.
 · Será possível perceber uma evolução das ideias e técnicas pictóricas por meio do 
estudo da obra de vários artistas.
Você deve atentar para as principais características da pintura citada em cada tópico, perceber 
a influência de um artista sobre outro e verificar as mudanças de estilo ocorridas em cada período.
As indicações de vídeos no material complementar vão enriquecer o conteúdo apresentado 
aqui. São vídeos curtos e muito bem elaborados.
A atividade de aprofundamento é fundamental para que você pratique a apreciação de pintura.
Um ótimo estudo para você!
História da Pintura II
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Unidade: História da Pintura II
Contextualização
Nesta unidade, você conhecerá algumas pinturas que fizeram parte de um período entre o 
século XVII até a primeira parte do século XX. 
Você estudará a pintura barroca, com sua luz e sombra dramática; o rococó, com paisagens 
idealizadas; a pintura realista, que tenta retratar cenas da vida sem artifícios; o impressionismo, 
com o estudo da luz direta sobre os objetos e paisagens; e o princípio do que seria a arte 
moderna.
É importante que você atente para a transição de um estilo para o outro e para a 
contextualização histórica que favoreceu o florescimento de tal estilo.
Conhecer a biografia dos grandes pintores é um ótimo recurso para entender a história da 
pintura. Você deve ampliar seus conhecimentos pesquisando outros artistas e obras em cada 
período.
Se for possível, visite um museu ou galeria de arte e veja uma pintura pessoalmente. 
Reproduções são ótimas ferramentas de estudo, mas a apreciação de uma obra de arte só 
acontece, de verdade, pessoalmente.
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Pintura no século XVII
Depois do Renascimento, a pintura passa por grandes transformações. O uso da tinta a 
óleo se populariza e facilita experimentações com as cores, texturas, tonalidades.
Na pintura barroca, estilo que sucedeu o Renascimento, é possível perceber a ênfase dada 
sobre a luz e sombra e também sobre a cor. A harmonia e equilíbrio, preconizados em pinturas 
renascentistas, agora se transformam em composições mais complicadas e dramáticas. 
O artista Michelangelo de Caravaggio, ou simplesmente Caravaggio, do final do século XVI, 
início do século XVII, é um grande representante do estilo barroco.
Figura 1. Caravaggio, A ceia em Emaús, 1601. Óleo sobre tela, 141 x 196 cm. 
 · Note como essa cena de Cristo abençoando o pão é dramática;
 · A luz intensa e sombra profunda são características da pintura barroca;
 · O uso dramático da luz e sombra ficou conhecido na Itália como Chiaroscuro – ou 
claro-escuro;
 · Veja como Caravaggio substitui o halo dourado tradicional na cabeça do Cristo, por uma 
sombra escura.
Embora admirasse a obra dos mestres renascentistas, Caravaggio não se preocupava em 
seguir padrões de beleza clássicos ou beleza ideal. Para ele, importava retratar cenas bíblicas 
como se fossem vistas em sua época. 
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Unidade: História da Pintura II
A força da pintura de Caravaggio vem de sua habilidade notável em 
combinar realismo, distorção e simbolismo numa imagem única. 
À primeira vista os eventos parecem retratados como se tivessem 
ocorridos na vida real. Cristo, com trinta e poucos anos, não é 
idealizado. A reação dos discípulos, que parecem pescadores de 
verdade, é adequada. Porém, quanto mais se analisa o quadro, mais 
se percebe distorções e simbolismos. (CUMMING, 2007, p. 44.)
Muitas vezes, Caravaggio utilizava mendigos, camponeses 
e prostitutas como modelos para a representação de 
santos e virgens.
O século XVII foi marcado por reformas na Igreja (iniciadas no século XVI), o que dividiu a 
Europa num campo católico e outro protestante. 
Na Holanda, predominantemente protestante, surgem novos gêneros de pintura em 
substituição aos temas de passagens bíblicas. 
Começam a aparecer temas como autorretratos, pintura de cenas do cotidiano, paisagens, 
marinas e retratos. 
O pintor holandês Rembrandt van Rijn (1606-1669) deixou uma enorme quantidade 
de autorretratos – desde os tempos de sua juventude até a velhice. Além dos autorretratos, 
Rembrandt também pintava retratos, pinturas históricas e algumas cenas sagradas.
Figura 2. Rembrandt, autorretrato (detalhe), c 1655. Figura 3. Rembrandt, autorretrato, c. 1629. Óleo sobre madeira, 49 x 41 cm.
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Rembrandt utilizava cores escuras de fundo, que realçavam mais o brilho das cores em 
destaque no rosto.
Assim como para Caravaggio, a verdade e a franqueza lhe valiam mais do que a harmonia 
e a beleza. 
Também no uso da luz e sombra, Rembrandt retoma Caravaggio; no entanto, seu claro-
escuro é utilizado para sugerir intensidade emocional, revelação e meditação.
Sua técnica de composição era razoavelmente constante. Misturava tons escuros e 
avermelhados e cores com claridade média. 
Começava com um leve esboço, depois distribuía as cores escuras em finas camadas e 
as cores claras em camadas mais espessas. Ele terminava suas pinturas pelas partes mais 
iluminadas e zonas impastadas.
Glossário: Impasto: tinta a óleo muito grossa aplicada à tela.
As pinturas de Rembrandt apresentavam rapidez de execução e sensação de falta de 
acabamento, o que causava estranhamente aos seus contemporâneos.
Vídeo sobre a vida e obra do pintor. Rembrandt Van Rijn - 
Autorretratos Disponível em: http://youtu.be/ObnK02BjEqA.
Outro grande pintor holandês do século XVII foi Jan Vermeer van Delft.
Vermeer trabalhava lentamente em cada quadro. A maioria de suas pinturas representam 
cenas simples do cotidiano holandês - como a mulher solitária despejando leite numa vasilha 
de barro. Esse estilo de pintura, onde representações em pequenas dimensões de interiores 
domésticos expõem mensagens morais ou políticas, é conhecido como Pintura de Gênero.
http://youtu.be/ObnK02BjEqA
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Unidade: História da Pintura II
Figura 4. Vermeer, A leiteira, c. 1660. Óleo sobre tela, 45 x 41 cm.
 · O pintor consegue reproduzir texturas, cores e formas com precisão;
 · Ele suaviza contornos e contrastes fortes;
 · A luz jorra através da janela, realçando as cores de panos e utensílios. 
Para pensar
Segundo Gombrich (1999), “seus quadros são naturezas-mortas 
incluindo seres humanos”. 
O que será que o historiador quis dizer com essa reflexão?
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Pintura no século XVIII
Pinturas decorativas para interiores de palácios e casarões da nobreza passaram a ter grande 
importância no início do século XVIII.
Algumas pinturas refletiam o gosto da aristocracia francesa numa predileção por cores e 
decorações mais delicadas do que o robusto Barroco. 
Esse período ficou conhecido como Rococó.
Figura 5. Antoine Watteau, Festa num parque, c. 1729. 
Óleo sobre tela, 127,6 x 193 cm. wikiart.org
O artista Antoine Watteau ajudou a modelar o estilo rococó por meio de seus sonhos do 
que seria uma cena cavalheiresca em parques fictícios onde nunca chove e todas as damas são 
belas e os amantes esbeltos.
Outro tema comum no século XVIII eram pinturas que contavam histórias e anedotas que 
ensinassem às pessoas as recompensas da virtude e os castigos do pecado.
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Unidade: História da Pintura II
Esta pintura mostra um 
episódio da vida de um 
libertino em que o infeliz 
chega como uma figura 
desvairada no hospício 
de Bedlam. É uma cruel 
cena de horror ante os 
vários tipos de loucura ali 
representados: o religioso 
fanático; o megalomaníaco 
com sua coroa real; o cego 
com seu telescópio de papel; 
o trio grotesco agrupado 
em torno da escada; e, 
finalmente, o grupo do 
libertino agonizante.Figura 6. William Hogarth, Vida de um libertino: o libertino em Bedlam, 1735.Óleo sobre tela, 62,5 x 75 cm.
O artista Hogarth comparou esse novo tipo de pintura à arte do dramaturgo e do diretor 
teatral. Ele realçava o caráter das figuras representadas através da expressão fisionômica, do 
vestuário e do comportamento. 
Suas pinceladas eram vigorosas. Ele conseguia evocar a ideia de uma figura usando o 
artifício de poucas pinceladas precisas.
Em meados do século XVIII, o equilíbrio entre a razão e a sensibilidade tornou-se um dos 
temas centrais da pintura e da literatura. 
O artista francês Chardin (1699-1779) estava claramente do lado da razão e muitos de seus 
quadros são sermões em louvor do trabalho e da experiência que instrui os jovens, mas veja 
com que sensibilidade ele nos traz a razão.
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Figura 7. Jean-Baptiste-siméon Chardin, A governanta, 1739. Óleo sobre tela, 46,5 x 37,5 cm.
 · Note como a pose e a expressão do menino, assim como os vacilantes toques de azuis 
em sua roupa, exprimem a incerteza e indecisão dos mais jovens;
 · Os livros sob o braço sugerem que agora o menino vai à escola e a governanta o orienta;
 · A porta atrás dele sugere a entrada do menino no mundo dos adultos, assim como os 
brinquedos esquecidos no chão;
 · Veja o gesto da governanta, a expressão em seu rosto, a vertical vermelha forte do encosto 
da cadeira – tudo exprime a firmeza e a certeza de seu papel como guardiã e educadora.
 · O gesto da governanta (ou mãe), dando os últimos retoques no chapéu, é muito simbólico. 
São cuidados praticados pelos pais antes das crianças saírem de casa.
Segundo Cumming (2007), “a técnica de Chardin e, em especial, sua habilidade meticulosa 
e a sensibilidade para a cor se harmonizam sempre com o tema. É essa impressão de unidade 
que faz dele um grande mestre”.
•	CUMMING, Robert. A arte em detalhes: as mais fascinantes 
pinturas do mundo examinadas e reveladas. São Paulo: 
Publifolha, 2007, p. 64.
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Unidade: História da Pintura II
Pintura no século XIX
Antes do século XIX e do desenvolvimento do mercado moderno, a maioria das grandes 
pinturas era encomendada por mecenas, que muitas vezes especificavam condições exatas ou 
desempenhavam um papel ativo na definição de seu tema e aparência. 
Os principais mecenas antigos foram a Igreja católica e as cortes reais da Europa. Só após 
o Romantismo, no início do século XIX, o papel do artista como indivíduo que cria segundo 
uma visão particular começou a emergir.
Glossário: Mecenas: aquele que promove ou patrocina a arte.
Por muito tempo, os pintores tiveram que insistir para mostrar que seu trabalho não era 
manual e sim cerebral, e que deveriam ser recebidos na sociedade polida assim como os 
poetas e humanistas.
Pintar uma paisagem ou um retrato requer muito mais do que apenas habilidade manual, 
requer erudição e imaginação. 
No final do século XVIII a pintura deixa de ser um ofício 
cujo conhecimento é transmitido de mestre para discípulo 
e passa a ser uma disciplina, como a filosofia, a ser 
ensinada na academia. Assim surgiu também, primeiro em 
Paris depois em Londres, a organização de exposições dos 
membros das academias. 
Com a concorrência e espetáculo das exposições, e graças ao espírito romântico do século 
XIX, os artistas passaram a se sentir livres para escolher qualquer tema para suas pinturas. 
Os artistas que ganhavam a vida pintando paisagens e cenários de casas de campo – até 
então considerado um ramo secundário da arte – tiraram grande proveito dessa nova liberdade.
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Destacam-se:
- William Turner (1775-1851), com sua natureza forte e sublime.
Figura 8. Willian Turner, Vapor numa tempestade de neve, 1842. Óleo sobre tela, 91,5 x 122 cm.
Em Turner, a natureza sempre reflete as emoções humanas.
- John Constable (1776-1837), com sua observação direta e verdadeira sobre a natureza.
Figura 9. A carroça de feno, 1821. Óleo sobre tela, 130,2 x 185,4 cm.
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Unidade: História da Pintura II
Constable ia para o campo fazer esboços do natural e depois os desenvolvia em seu atelier.
- Jean-Baptiste Camille Corot (1796-1875), que se concentrava menos em detalhes e mais 
em transmitir uma atmosfera de calor e quietude, por meio do uso de diversas tonalidades e 
poucos contrastes, como na pintura a seguir:
Figura 10. Jean-Baptiste Camille Corot, Tivoli, os jardins da Villa d’Este, 1843. Óleo sobre tela, 43,5 x 60,5 cm.
Corot buscou a claridade e o equilíbrio no lugar da variedade de cor.
Importante!
Os artistas foram criando novas possibilidades para suas 
pinturas, rompendo com tradições clássicas e acadêmicas.
Aos poucos, os pintores foram estendendo o programa das paisagens às figuras humanas, 
como podemos observar nesta obra de Jean-François Millet (1814-1875):
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Figura 11. Jean-François Millet, As respigadeiras, 1857. Óleo sobre tela, 83 x 111 cm.
Uma cena simples e singela de três camponesas trabalhando no campo raso, sem 
pretensões idílicas ou idealistas.
 · Note como o artista modelou as camponesas com firmeza e em contornos simples 
contra a brilhante campina ensolarada;
 · As três camponesas assumem, assim, mais naturalidade do que os heróis acadêmicos;
 · O arranjo casual traz equilíbrio e harmonia para a composição e transmite a sensação de 
que o pintor soube calcular o movimento e distribuição das figuras para dignificar a cena.
Esse movimento ficou conhecido como Realismo, e o artista que o intitulou foi Gustave 
Coubert (1819-1877), quando abriu uma exposição num barrado de Paris e a chamou de 
Le Réalisme.
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Unidade: História da Pintura II
Figura12. O encontro, ou “Bonjour Monsieur Coubert”, 1854. Óleo sobre tela, 129 x 149 cm.
 · Note o despojamento das figuras nesse quadro de Coubert;
 · O artista se representou como um andarilho em mangas de camisa e mochila de 
pintura nas costas;
 · Seu objetivo era chocar a burguesia, ser discípulo unicamente da natureza.
Coubert foi um homem poderoso, pintou quadros com temas grandiosos como vida 
e morte, natureza e existência humana. Desafiou o sistema e foi centro de controvérsias 
artísticas, políticas e sociais.
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Pintura no período Moderno
Caro(a) aluno(a),
Para entender a pintura moderna, é preciso perceber como ocorreram as mudanças no 
modo de ver e pensar a arte. 
Muitas experimentações fizeram parte do século XIX. Um grupo de artistas, interessados 
em registrar suas impressões sobre a luz na natureza deu origem ao que hoje conhecemos 
como Impressionismo.
Claude Monet (1840-1926) foi um dos principais representantes do impressionismo. O 
artista pintou paisagens em estilo moderno, sem história para contar ou mensagem moral 
a transmitir.
Figura 13. Claude Monet, Efeito do Outono em Argenteuil, 1873. Óleo sobre tela, 55 x 74 cm.
 · Nessa tela, em pequena escala, o pintor registra as sensações e impressões 
experimentadas pelo olho;
 · Note as diferenças de pinceladas nas nuvens e nas árvores;
 · O rio foi pintado com breves pinceladas horizontais, as nuvens com pinceladas suaves 
e curtas;
 · Monet usou dourados quentes para sugerir as folhas de outono;
 · O espelhamento na água é típico das obras de Monet.
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Unidade: História da Pintura II
Os impressionistas utilizavam conhecimentos científicos sobre a 
teoria da cor em suas composições. 
A paleta de cores do arco-íris tornou-se uma marca dos pintores 
impressionistas.
Os princípios da pintura impressionista também eram aplicados a qualquer cena da vida 
real, como nesta pintura de Renoir (1841-1919):
Figura 14. Pierre Auguste Renoir, O almoço dos Remadores, 1881. Óleo sobre tela, 129,5 x 173 cm.
 · Renoir pinta usando a paleta do arco-íris em pinceladas curtas e quebradas;
 · As sombras são em azul vivo no lugar do preto;
 · O quadro parece muito espontâneo; veja a moça levando o copo à boca no centro da 
pintura e os restos de comida sobre a mesa.
George Seurat (1859-1891) usou como ponto de partida o método de pintura dos 
impressionistas e, utilizando estudos científicos sobre a visão cromática e o divisionismo, 
construiu seus quadros por meio de diversas pinceladasminúsculas com cores puras.
Essa técnica, que ficou conhecida como pontilhismo, levou o artista a simplificar formas e 
evitar contornos nas figuras.
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Figura15. Georges Seurat, Tarde de domingo na grande Jatte, 1884. Óleo sobre tela, 205 x 304 cm.
 · Seurat levou dois anos para concluir essa pintura;
 · Na obra, ele mostra os parisienses aproveitando um domingo às margens do Sena;
 · O pintor fez muitas visitas ao local e realizou inúmeros esboços e desenhos preparatórios 
para posteriormente realizar sua obra no ateliê;
 · Muitas figuras são mostradas em perfil, refletindo uma influência da arte egípcia.
Vamos entender o pontilhismo na prática?
Sob a luz natural direta, a cor local é entremeada de pontos amarelos 
e laranja. Nas sombras, é intercalado azul e há uma mistura e reação 
entre cores maior e mais sutil. Alguns pontos em laranja e amarelo 
representam as partículas de luz solar que infiltram. Há também 
vermelhos e roxos que mostram a luz que foi parcialmente absorvida e 
refletida de volta ao olho.
Em vez dos pigmentos serem misturados antes de irem para a tela, eles 
são misturados pelo olho, quando vistos a distância.
CUMMING, Robert. Arte em detalhes: as mais fascinantes 
pinturas do mundo examinadas e reveladas. São Paulo: Publifolha, 
2007, p. 44.
Paul Cézanne (1839-1906) também foi um artista que se preocupava em dar um passo a 
mais em relação ao impressionismo.
Para ele, as telas impressionistas tinham brilho, mas eram confusas. Cézanne não tinha 
intenção de retornar às convenções acadêmicas do desenho e do sombreado para obter 
construções harmônicas e organizadas. Assim, decidiu trabalhar exaustivamente em suas 
telas estudando o uso correto da cor até conseguir uma pintura que valorizasse as conquistas 
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Unidade: História da Pintura II
impressionistas em relação à cor e, ao mesmo tempo, preservasse o equilíbrio e a clareza de 
detalhes na composição.
Segundo Gombrich (1999), Cézanne gostava de cores fortes e intensas, tanto quanto de 
padrões lúcidos.
Figura 16. Paul Cézanne, Monte sainte-Victoire visto de Bellevue, c.1885. Óleo sobre tela, 73 x 92 cm.
Figura 17. Paul Cézanne, Natureza-Morta, c.1879. Óleo sobre tela, 46 x 55 cm.
 · Há uma sensação de ordem e repouso em suas obras;
 · Suas pinceladas coincidem com as linhas do desenho e reforçam a sensação de 
harmonia natural;
 · Cézanne nos dá um mosaico colorido;
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 · A paleta do artista é restrita e harmoniza azuis, vermelhos, amarelos e verdes terra em 
pinceladas curtas e largas, que mudam de direção de acordo com o que pintava.
Você sabia?
Cézanne passava muito tempo pintando um mesmo 
motivo. As frutas apodreciam antes que ele se desse 
por satisfeito. Cada vez que voltava à sua natureza-
morta havia algo novo a ver e a pintar.
Cumming (2007) sugere que Cézanne está para a Arte moderna como Giotto para o 
Renascimento. Ele mostrou, por meio de sua pintura, que havia um jeito novo de ver e 
registrar nossa percepção de mundo, influenciando diversos pintores do século XX.
Aos poucos, a cor e a maneira de representar as coisas vão ganhando mais importância 
do que as coisas representadas.
Artistas como Van Gogh (1853-1890) e Gauguim (1848–1903) dedicaram-se ao estudo 
do poder da cor na superfície da tela. 
O pintor Henri Matisse (1869–1954) estudará os esquemas de cores de tapetes orientais 
e o emprego de cores violentas na tela. Para ele, um quadro era feito de superfícies 
diferentemente coloridas.
Figura 18. Henri Matisse, La desserte (A mesa de jantar), 1908. Óleo sobre tela, 180 x 220 cm.
 · Nessa pintura, Matisse transformou uma cena de cotidiano num padrão decorativo;
 · Veja o jogo entre o papel de parede e o tecido da toalha;
 · Os objetos sobre a mesa misturam-se ao padrão do papel;
 · Ele simplifica as formas da mulher para harmonizá-la ao padrão decorativo;
 · Até mesmo a paisagem vista pela janela se integra ao padrão decorativo.
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Unidade: História da Pintura II
Composições com formas mais simples eram comuns no século XX; algumas lembravam 
desenhos infantis. Os artistas desse período estavam interessados em construir composições 
complexas a partir de elementos simples; para isso, eles passaram a estudar a arte primitiva.
O artista Pablo Picasso (1881-1973) retoma a pintura geometrizada de Cézanne, as cores 
intensas e formas simplificadas de Matisse, mas vai além e fragmenta totalmente os objetos, 
retirando qualquer fidelidade com a aparência real das coisas.
Figura 18. Pablo Picasso, Violino e uvas, 1912. Óleo sobre tela, 50,6 x 61 cm.
Nesse quadro, o artista fragmenta a figura. Não há representação espacial ou qualquer 
vestígio da harmonia clássica da figura. Esse estilo ficou conhecido como cubismo.
Como é um objeto conhecido (violino), é possível perceber suas partes e formas desconexas.
Picasso foi um artista que realizou inúmeras experimentações e passou por 
várias fases em sua pintura. Este vídeo mostra de forma bastante resumida 
seus principais trabalhos: Pablo Picasso (1881-1973) – Filme. 
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=9C95UN5gHkY. Além disso, você 
pode pesquisar na internet as pinturas da fase azul e fase rosa do artista.
Nesse momento da história, meados do século XX, a pintura ganha liberdade. É um período 
de muitas mudanças no comportamento humano e de grandes experimentações na pintura. 
Pablo Picasso é um dos artistas que mais representa essas experimentações da Arte moderna, 
pois sua produção é extensa e sua obra transita por vários estilos.
Chegamos ao final da unidade. Nela, estudamos a história da pintura desde o século XVII 
até a primeira metade do século XX. 
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Material Complementar
Nesta unidade, estudamos a pintura de artistas dos séculos XVII, XVIII, XIX e XX.
Os vídeos indicados a seguir são uma ótima ideia para enriquecer os estudos sobre algumas 
das pinturas mais importantes desses períodos.
Vídeo realizado pela TV Cultura sobre a vida e obra de Caravaggio e a exposição com obras 
do artista no Museu de Arte de São Paulo em 2012:
Vídeos:
Caravaggio - O Mestre dos Pincéis e da Espada
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=peR3MzJnxOQ
Vídeo sobre a vida e obra do pintor Rembrandt:
Rembrandt Van Rijn - Autorretratos
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=ObnK02BjEqA
Vídeo sobre a vida e obra do pintor Vermeer:
Paletas - O Astrônomo - Johannes Vermeer
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=cvXA_2jYD1w
Vídeo sobre os impressionistas:
Os Impressionistas - Paul Cézanne
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=5aI8k1V_usU
https://www.youtube.com/watch?v=peR3MzJnxOQ
https://www.youtube.com/watch?v=ObnK02BjEqA
https://www.youtube.com/watch?v=cvXA_2jYD1w
https://www.youtube.com/watch?v=5aI8k1V_usU
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Unidade: História da Pintura II
Referências
COORDENAÇÃO E ORGANIZAÇÃO FOLHA DE SÃO PAULO. Coleção grandes 
mestres da pintura: Henry Matisse. São Paulo, 2007.
COORDENAÇÃO E ORGANIZAÇÃO FOLHA DE SÃO PAULO. Coleção grandes 
mestres da pintura: Caravaggio. São Paulo, 2007.
COORDENAÇÃO E ORGANIZAÇÃO FOLHA DE SÃO PAULO. Coleção grandes 
mestres da pintura: Rembrandt. São Paulo, 2007.
CUMMING, Robert. Arte em detalhes: as mais fascinantes pinturas do mundo examinadas 
e reveladas. São Paulo: Publifolha, 2007.
GOMBRICH, Ernst Hans Josef. A História da Arte. 16. ed. Rio de Janeiro: Ltc-Livros 
Técnicos e Científicos, 1999.
LICHTENSTEIN, Jacqueline. A pintura - vol. 10: os gêneros pictóricos. São Paulo: Ed. 34, 
2006.
PROENÇA, G. História da arte. São Paulo: Ática, 2003.
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Anotações

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