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CRIATIVIDADE
CRIATIVIDADE
Alessandra Jungblut
Renata Mateus
© Copyright 2017 da Dtcom. É permitida a reprodução total ou parcial, desde que sejam respeitados os 
direitos do Autor, conforme determinam a Lei n.º 9.610/98 (Lei do Direito Autoral) e a Constituição Federal, 
art. 5º, inc. XXVII e XXVIII, “a” e “b”. 
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Ficha catalográfica elaborada pela Dtcom. Bibliotecária – Andrea Aguiar Rita CRB)
J95c
Jungblut, Alessandra.
Criatividade / Alessandra Jungblut. – Curitiba: Dtcom, 2017.
152 p. 
ISBN: 978-859-368-533-0 
1. Criatividade nos negócios 2. Inovação. 3. Pensamento criativo.
CDD 658.012
Reitor Prof. Celso Niskier
Pro-Reitor Acadêmico Maximiliano Pinto Damas
Pro-Reitor Administrativo e de Operações Antonio Alberto Bittencourt
Coordenação do Núcleo de Educação a Distância Viviana Gondim de Carvalho 
Redação Dtcom
Análise educacional Dtcom
Autoria da Disciplina Alessandra Jungblut, Renata Mateus
Validação da Disciplina Maura Xerfan
Designer instrucional Milena Rettondini Noboa
Banco de Imagens Shutterstock.com
Produção do Material Didático-Pedagógico Dtcom
Sumário
01 Introdução à Criatividade ........................................................................................................7
02 Processos criativos ................................................................................................................14
03 A criatividade e o ser humano ..............................................................................................21
04 Criatividade individual e cultural ..........................................................................................28
05 Enfoque holístico e visão sistêmica da criatividade ........................................................36
06 A criatividade e o ensino-aprendizagem como forma de socialização .......................43
07 A criatividade convertida em resolução de dilemas existenciais .................................50
08 Relação entre criatividade, tempo e neutralidade no processo criativo ......................57
09 Processo, técnicas e ferramentas do processo criativo .................................................64
10 A Criatividade e o Mercado de Trabalho ............................................................................71
11 Autoestima como fator de criatividade ..............................................................................78
12 Emoções que curam e a criatividade .................................................................................85
13 Motivação e Criatividade .......................................................................................................92
14 Criatividade: Ideal Humano...................................................................................................99
15 A Criatividade nas Organizações ...................................................................................... 106
16 A criatividade e os sistemas de comunicação .............................................................. 114
17 A criatividade orienta o pensar e o expressar de forma relacional: 
ideal organizacional ............................................................................................................. 121
18 Sobre o trabalho criador que inova .................................................................................. 128
19 Capacidade de trabalhar criativamente e a liderança .................................................. 135
20 A Cultura da Criatividade no Ambiente das Organizações .......................................... 142
Introdução à Criatividade
Alessandra Jungblut
Introdução
A criatividade possibilitou a humanidade desenvolver cidades, inovar tecnologicamente e 
cientificamente e descobrir a si mesmo e ao mundo. Nesta aula, aprenderemos o conceito de 
criatividade e suas principais características.
Objetivos de aprendizagem
Ao final desta aula, você será capaz de:
 • identificar as concepções, conceituações e contextos referentes à criatividade;
 • conhecer as abordagens comportamentais inerentes à criatividade e aplicadas à teoria 
dos hemisférios cerebrais.
1 Conceitos de criatividade e suas 
abordagens teóricas 
O ser humano, devido à complexidade das redes neurais, é o único ser apto a criar em níveis 
artístico e científico e sempre utilizou a criatividade para sobreviver, valendo-se de pedras e outros 
recursos disponíveis para os mais diversos fins (MASI, 2003).
Figura 1 – Homem, um ser criativo
Fonte: Nicolas Primola/Shutterstock.com
 – 7 – 
TEMA 1
A criatividade já teve inúmeros significados. Na Grécia Antiga, ela era uma inspiração vinda 
dos deuses. A partir do século XVIII, surgiu a noção de genialidade – indivíduos dotados de habili-
dades excepcionais determinadas por fatores genéticos – e a relação entre loucura e criatividade 
(Lubart, 2007). 
Para Virgolim, Fleith e Neves-Pereira (2008), há um conceito sobre o que é criar. Na literatura 
científica, a criatividade depende do objeto de estudo: alguns conceitos são baseados no processo 
criativo, outros, no produto da criação, e outros consideram as características de personalidade do 
indivíduo. Podemos definir, então, criatividade como “a emergência de um produto novo, relevante 
pelo menos para a pessoa que cria a solução, constituindo-se numa atitude que implica conhe-
cimento, imaginação e avaliação” (Noller, 1977 apud Virgolim, Fleith e Neves-Pereira 2008, p. 18).
Para Alencar (2009), uma atividade criativa tem as seguintes características:
 • a resposta deve ser original ou incomum;
 • deve solucionar algum problema ou atingir uma meta, adaptando-se à realidade;
 • há um insight original, que deve ser avaliado, elaborado e desenvolvido;
 • o produto criativo é fruto de trabalho, esforço e conhecimento.
Maslow (1968, apud Alencar, 2009) afirma que a criatividade é mais que inspiração ou ilumi-
nação, é fruto de trabalho, treino, perfeccionismo e atitude criativa.
FIQUE ATENTO!
A criatividade existe em todos os seres humanos. As diferenças entre indivíduos 
considerados muito criativos e os demais é a intensidade com que a criatividade é 
manifestada.
Segundo Predebon (2010), reagimos a estímulos provocados por experiências anteriores e 
somos capazes de ir além, construir hipóteses e conjecturas. A espécie humana tem um potencial 
inato e exclusivo de raciocinar construtivamente. Todos nós nascemos criativos, mas esse poten-
cial pode encontrar barreiras durante o processo de socialização (fatores ambientais) quando a 
expressão criativa é desencorajada.
Existem algumas ideias sobre criatividade consideradas equivocadas (Alencar, 2009):
 • criatividade se manifesta apenas em produções artísticas;
 • é um fenômeno exclusivamente cognitivo, que não leva em conta a motivação e fatores 
afetivos;
 • o processo criativo é individual e não considera a contribuição da sociedade, nem fato-
res ambientais;
 • criar é uma inspiração divina;
 • a genialidade criativa está relacionada com a loucura e a instabilidade emocional;
 • há pessoas que não nascem criativas.
CRIATIVIDADE
 – 8 – 
Para tentar esclarecer esses equívocos, estudos foram realizados sob diferentes ângulos e 
abordagens no âmbito da Psicologia. Acompanhe!
 • Psicanálise: criatividade como semelhante à fase de fantasia da criança, ou seja, há 
o abandono do pensamento lógico em um primeiro momento (pensamento pré-cons-
ciente). Em seguida, esse pensamento é analisado rigorosamente pelo pensamento 
consciente. 
 • Gestalt: das experiências passadas, aproveitamos o que deu certo, criamos algo novo ou 
percebemos de maneira nova velhas ideias. A abordagem admite a criação por insights 
ou “iluminações” repentinas, que ocorrem quando o indivíduo está distraído. 
 • Humanismo: