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Temas de redação

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TEMAS DE REDAÇÃO QUE PODEM CAIR NA PROVA DO ENEM
Um dos temas de Redação para o Enem 2018 mais cotados é a prática de bullying e cyberbulling nas escolas brasileiras. O tema é atual e tem sido alvo de muitas discussões. Por isso, é um grande candidato para o Enem.
Bullying significa uma situação em que são utilizadas agressões intencionais que podem ser físicas ou verbais, de forma repetitiva. A agressão pode ser feita por uma ou mais pessoas — geralmente adolescentes em fase escolar — contra um ou mais colegas.
Já o cyberbullying consiste no uso de tecnologias de informação e comunicação para incentivar comportamentos agressivos praticados por um ou mais indivíduos.
De acordo o Pisa — Programa Internacional de Avaliação de Estudantes —, 17,5% dos estudantes das escolas brasileiras, na faixa de 15 anos, revelaram terem sido alvo de algum tipo de bullying.
Atualmente é é muito comum tanto o bullying quanto o cyberbullying em escolas e, na maioria das vezes, eles caminham juntos.
Com a perspectiva de evitar esse tipo de comportamento, entrou em vigor a lei antibullying, que prevê diversas ações contra esse tipo de violência, principalmente nas escolas. Mas, apesar dos diversos casos de bullying e cyberbullying todo ano, a lei ainda esbarra em problemas de fiscalização e por falta de práticas preventivas.
Segundo Luciene Tognetta, que é especialista em psicologia escolar pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), falta monitoramento dos casos de bullying. Além disso, existe ainda uma grande dificuldade em estudar e entender o assunto.
2. O AUMENTO DE DST’S ENTRE OS JOVENS BRASILEIROS.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, só em 2005, o número de casos de HIV passaram de 16,2% para 33,1% em um grupo de 100 mil habitantes entre as idades de 20 a 24 anos.
O HIV representa apenas uma das DST’s comuns entre os jovens. Hepatite C, gonorreia, sífilis, herpes genital, HPV, clamídia e outras doenças têm crescido nas estatísticas entre os jovens brasileiros.
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde do Estado de São Paulo, os casos de sífilis no estado tiveram um crescimento de 603% em apenas 6 anos. No que se refere à Aids, é preocupante o número de infecção entre os jovens. Ainda segundo dados do Ministério da Saúde, o número de casos entre jovens cresceu 35,3% em 2014.
Diante desses números, é preciso criar propostas de intervenções e soluções para barrar esse crescimento. É preciso trabalhar a educação de forma mais assertiva entre os jovens. Se antes o HIV, por exemplo, assustava por ser uma sentença de morte, hoje não causa tanto medo.
Por isso, todas as DST’s devem ser discutidas, inclusive entre os país e na escola, com foco na valorização da vida e nas consequências negativas da doença.
3. A POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA NO BRASIL
De acordo com a Secretaria Municipal de Assistência Social do Rio de Janeiro, existia em 2016 cerca de 14,2 mil pessoas em situação de moradia nas ruas da cidade. Estima-se, inclusive, que esse número aumentou 150% nos últimos quatro anos.
Infelizmente, essa é uma realidade comum nas capitais brasileiras. Apesar de existir legislação para garantir serviços como saúde e educação para as pessoas moradoras de rua, essas pessoas vivem com muita dificuldade.
O Plano Nacional para População em Situação de Rua, instituído em dezembro de 2009, não tem sido suficiente para levar saúde, educação, moradia e dignidade para essas pessoas. Isso mostra que, mais do que uma lei, os moradores de rua precisam de políticas públicas dos estados e municípios para que a lei seja colocada em prática.
Com o aumento do uso das redes sociais, um termo tem sido muito utilizado pelos internautas: fake news. Apesar do termo parecer inofensivo, seus efeitos podem ser devastadores para indivíduos e para a sociedade.
4. DIVULGAÇÃO DE FAKE NEWS E SEUS IMPACTOS
Fake news são mentiras revestidas de artifícios que fazem com que elas sejam tidas — e compartilhadas — como verdades. O que faz com que elas sejam tão perigosas é a escala em que são difundidas.
Uma das consequências dessas notícias é o fato de colocar em xeque as demais notícias, fazendo com que seja muito difícil descobrir qual está com a verdade. Infelizmente, essas ações têm influenciado bastante o público — principalmente nas redes sociais —, afetando não só a vida política e social do país, mas também de figuras públicas. É o caso da vereadora Marielle Franco, assassinada recentemente no Rio de Janeiro. Ela teve fatos sobre sua vida distorcidos e criados com o objetivo de difamá-la e desconstruir sua trajetória política e social.
Existe um projeto de lei que pretende criminalizar a divulgação ou o compartilhamento de informação falsa ou incompleta na internet. Criado pelo Deputado Luiz Carlos Hauly, do PSDB-PR, o projeto prevê detenção de 2 a 8 meses e pagamento de multa.
5. ESCRAVIDÃO CONTEMPORÂNEA E SEUS EFEITOS
Essa é outra opção que está cotada para os temas de Redação para o Enem 2018. Com a recente mudança feita pelo Governo de Michel Temer por meio de uma portaria, o assunto volta a ficar em evidência, levando a vários debates.
Antes dessa mudança, os conceitos utilizados para determinar o que é trabalho escravo eram da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do Código Penal Brasileiro. Isso quer dizer que, antes, a condição análoga à de escravo era a submissão a trabalhos forçados.
Com a nova portaria, o trabalho só será considerado análogo à de escravo se houver submissão a trabalho exigido sob ameaça de punição. Isso abriu margens para diversas críticas, inclusive de juízes, procuradores e auditores fiscais do trabalho .
Entidades que representam auditores fiscais do trabalho, juízes e procuradores criticam a mudança feita pelo governo e avaliam que a nova regra é um retrocesso no combate ao trabalho escravo no país.
Segundo eles, a nova regra representa um retrocesso e pode barrar o combate ao trabalho escravo no país. Outra mudanças que a nova portaria trouxe são:
· jornada exaustiva foi substituído por: restrição de transporte para reter trabalhador no local de trabalho em razão de dívida;
· condições degradantes de trabalho: uso de segurança armada para reter trabalhador em razão de dívida;
· restrição da locomoção em razão de dívida: retenção da documentação pessoal do trabalhador.
Está se preparando para o Enem 2018? Não deixe de conferir o Manual de Redação do Enem e os 10 passos para tirar nota mil. 
6. OS OBSTÁCULOS PARA DOAÇÃO DE ÓRGÃOS NO BRASIL
A doação de órgãos pode salvar vidas e isso não é novidade para ninguém. Mas, os números ainda não são os mais favoráveis. De acordo com dados da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), 47% das famílias se recusam a doar órgão de parente com morte cerebral, em 2013. E o pior é que esse número cresceu, já que em 2012 o número era 41%.
Segundo o nefrologista José Medina Pestana, o problema não é a falta de estrutura, mas a negativa familiar em doar os órgãos. Medina diz ainda que as famílias justificam que a negativa se deve ao fato de nunca terem conversado com seus parentes sobre o desejo de doar ou não.
Isso abre brecha para a importância de declarar o desejo de ser doador de órgãos. Esse é um assunto que precisa ser tema de debate. Só assim, será possível mudar as estatísticas e salvar mais vidas.
7. OS PERIGOS DA AUTOMEDICAÇÃO NA CULTURA BRASILEIRA
Quem nunca tomou um remédio por conta própria? Infelizmente, esse é um hábito comum da população brasileira.
A automedicação — que é o uso de medicamentos por conta própria ou por indicação de pessoas não habilitadas para tratamento de doenças — pode levar a consequências graves.
Algumas delas são:
· agravamento de doenças;
· aumento da resistência de microorganismos;
· anular ou potencializar o efeito de outro medicamento;
· reações alérgicas;
· dependência; e até
· morte.
É preciso muita atenção na hora de utilizar um remédio. É preciso, ainda, ficar atento a propagandas e anúncios que induzem ao consumo de medicamentos. O assunto é tão sério que a intoxicação por medicamentos ocupa o topo na lista de
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