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A POLITICA - Aristóteles - (Livro III)

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SOCIEDADE DE ENSINO SUPERIOR DE SERRA TALHADA 
FACULDADE DE INTEGRAÇÃO DO SERTÃO – FIS 
 
Aluna: Giovanna Brenda L. Alves 
Prof. Me. Bruno Celso 
Disciplina: Ciência Política 
Curso: 1º período de Direito – Noturno – 2018 
 
A Política (Livro III) 
ARISTÓTELES, A Política, livro III, Editora Universidade de Brasília, Brasília, 1895. 
Palavras-chave: cidade, cidadão, governo, autoridade, justiça 
 
Conteúdo: “A cidadania não resulta do fato de alguém ter o domicílio em certo lugar, pois 
os estrangeiros residentes e os escravos também são domiciliados naquele lugar, nem são 
cidadãos todos aqueles que participam de um mesmo sistema judiciário.” 
Página 83 
 
“Um cidadão integral pode ser definido por nada mais nem nada menos que pelo direito de 
administrar justiça e exercer funções públicas.” 
Página 84 
 
“O cidadão será necessariamente diferente sob cada forma de constituição.” 
 Página 84 
 
“Uma cidade é uma multidão de pessoas suficientemente numerosa para assegurar uma 
vida independente na mesma.” 
Página 85 
 
“Uma cidade é uma espécie de comunidade, e de fato é uma comunidade de cidadãos sob 
um mesmo governo, se a forma de governo foi alterada e é diferente parece ocorrer que a 
cidade já não é mais a mesma.” 
Página 86 
 
“Um cidadão difere do outro, mas a preocupação de todos é a segurança de sua 
comunidade; esta comunidade é estabelecida graças à constituição, e consequentemente a 
bondade de um cidadão deve relacionar-se necessariamente com a constituição da cidade 
à qual ele pertence.” 
Página 87 
 
“Um bom governante é um homem bom e sensato, e que um cidadão atuante na política 
deve ser sensato.” 
Página 88 
 
“É impossível comandar bem sem haver sido comandado. As qualidades de um governante 
e as de um governando são diferentes, mas o bom cidadão deve ter os conhecimentos e a 
capacidade indispensáveis tanto para ser governado quanto para governar, e o mérito de 
um bom cidadão está em conhecer o governo de homens livres sob os dois aspectos.” 
Página 89 
 
“O discernimento é a única qualidade especifica de um governante, pois as outras 
qualidades geralmente parece ser necessárias aos governados e aos governantes; a 
sinceridade de opinião, e não o discernimento é a qualidade distintiva do governado.” 
Página 89 
 
“Nas atividades servis, aqueles que prestam seus serviços a um indivíduo são escravos, e 
os que os prestam a comunidade são artífices ou assalariados.” 
Página 90 
 
“Uma constituição é o ordenamento de uma cidade quanto as duas diversas funções de 
governo, principalmente a função mais importante de todos. O governo em toda parte detém 
o poder soberano sobre a cidade, e a constituição é o governo.” 
Página 92 
 
“As constituições cujo objetivo é o bem comum são corretamente estruturadas, de 
conformidade com os princípios essenciais da justiça, enquanto as que visam apenas ao 
bem dos próprios governantes são todas defeituosas e constituem desvios das constituições 
corretas.” 
Página 93 
 
“O governo é o poder supremo em uma cidade, e o mando pode star nas mãos de uma única 
pessoa, ou de poucas pessoas, ou da maioria, nos casos em que esta única pessoa, ou as 
poucas pessoas, ou a maioria, governam tendo em vista o bem comum, estas constituições 
devem ser forçosamente as corretas.” 
Página 94 
 
“Uma cidade é uma comunidade de clãs e povoados para uma vida perfeita e povoados 
para uma vida perfeita e independente.” 
Página 97 
 
 
 
 
 
 
 
 
Resumo: 
 
 Uma cidade é uma acumulação de pessoas para exercer sua vida independente sob 
um mesmo governo, sendo muitas delas cidadãos, definidos por encarregar funções públicas 
e o direito de administrar justiça, e não pelo fato de possuir um domicilio em determinado 
lugar, pois este não se encaixa quanto aos estrangeiros e escravos residentes do mesmo. Com 
efeito, “presentear” estes a cidadania com ajuda de resolução, os torna homens ilegítimos a 
cidadania quanto cidadãos. Além disso, a constituição de uma cidade a transforma, de modo 
que possa ser designada como nova cidade, visto que com a alteração da forma de governo, 
a cidade não é mais a mesma. 
 
 Existem várias espécies de cidadãos para cada forma de constituição, ou seja, cada 
constituição possui seu “tipo de cidadão”. Na aristocracia, por exemplo, trabalhadores 
assalariados ou artífices não podem aprimorar suas qualidades; nas oligarquias, cidadão está 
guiado as riquezas, logo, um trabalhador assalariado não tem condição financeira de ser um 
cidadão, como um artificie; na democracia, nem todas as pessoas pertencentes a cidade é um 
cidadão propriamente dito, pois, filhos de cidadãos legítimos, não são de maneira absoluta 
cidadãos, mas sim incompletos. 
 
 O ordenamento de uma cidade é determinada pela constituição a ela exercida, cujo 
objetivo é o bem comum, que nem sempre é alcançado, como são os casos dos desvios 
governamentais. Entre eles, a tirania, uma monarquia governada em interesse ao monarca; 
a oligarquia, com interesse aos mais ricos; e a democracia, com interesse aos pobres. Por 
outro lado, de forma correta, aristocracia e o governo constitucional, governado por poucas 
pessoas, dentre eles os melhores; e a maioria, com vistas ao bem comum, respectivamente. 
Aqueles que são capazes de transparecer o interesse num bom governo, remetes as cidades 
qualidades(virtudes) a seus cidadãos, o que leva a seu objetivo final – vida perfeita, 
independente e de maneira feliz.