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Nesse processo formativo vimos que currículo escolar é o conjunto de valores e práticas que se estabelecem no espaço escolar e contribuem para a construção de identidades sociais e culturais dos estudantes. Ainda, que a organização desse currículo deverá acontecer em função das especificidades da escola e dos estudantes e não, exclusivamente, das aulas das várias disciplinas. Entendemos que em questões de níveis (formal, real e oculto), o currículo prescritivo, aquele que indica, relaciona, elenca e organiza conteúdos, matrizes e objetivos de aprendizagens são previstos e, de certa forma, necessários, quando pensamos na gestão e estruturação de sistemas de ensino. Entretanto, não devem e nem podem ser entendidos como a definição do termo “currículo”. Afinal, o currículo se relaciona diretamente com o percurso formativo e, portanto, deve ser aberto e contextualizado, incluindo componentes curriculares obrigatórios, aqueles advindos dos documentos prescritivos, mas, também, aqueles conhecimentos “narrativos individuais” que fazem com que a formação para o projeto de vida do estudante seja possível. Nesse sentido, cabe à escola acolher a diversidade de saberes e culturas, empenhando-se para construir um espaço heterogêneo e plural, no qual a diversidade seja fato e não apenas conceito. Sabendo disso e de acordo com o conteúdo trabalhado no decorrer do capítulo 3 produza um texto dissertativo reflexivo sobre as principais diferenças entre os currículos prescritivos e narrativos. Segundo Goodson (2007, p.243), a palavra currículo vem do termo latino currere, que significa percurso, caminho a ser seguido. Isso nos leva a uma definição de currículo como sendo um “curso a ser seguido ou apresentado” num percurso formativo, caminho predeterminado a ser percorrido. Currículo prescrito “são todos os aspectos que atuam como referência na ordenação do sistema curricular servindo como ponto de partida para a elaboração de materiais, controle de sistema, etc”. (SACRISTÁN, 2000, p. 104) Currículo prescritivo é a ementa das disciplinas que seguimos quando entramos na escola, fazemos um curso, faculdade. Que diz o que vamos fazer, aprender para atingirmos todos os objetivos para concluirmos aquela etapa/formação. Currículo narrativo se desenvolve na elaboração e na manutenção continuada de uma narrativa de vida ou de identidade, do que aprendemos o que achamos que vamos aprender o que esperamos daquilo. Em minha opinião deve-se manter o currículo prescritivo para ser padronizado o processo de aprendizado, para termos onde nos orientarmos. Imagina um currículo narrativo em uma escola pública, acredito que seria desastroso em comparação com uma escola particular onde se tem muito mais recursos e que mesmo com o currículo prescritivo que é hoje, já está muito a frente das escolas públicas. No novo futuro social, devemos esperar que o currículo se comprometa com as missões, paixões e propósitos que as pessoas articulam em suas vidas. Isto seria verdadeiramente um currículo para empoderamento. Passar da aprendizagem prescritiva autoritária e primária para uma aprendizagem narrativa e terciária poderia transformar nossas instituições educacionais e fazê-las cumprir sua antiga promessa de ajudar a mudar o futuro social de seus alunos (GOODSON, 2007, P. 251).