A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
2 pág.
Introdução à patologia

Pré-visualização | Página 1 de 1

Aluna: Luisa Trindade Vieira - 72D 
Disciplina: Patologia geral 
Professora: Lamara Laguardia 
Faculdade Ciências Médicas MG 
 
Introducao a patologia: 
 
Patologia é o estudo das alterações bioquímicas, estruturais e funcionais, que ocorrem, tanto no 
nível celular, tecidual ou orgânicas que se relacionam ao desenvolvimento das doenças, ou seja, ela 
estuda os mecanismos ou processos que levam à doença. 
→ A patologia é uma disciplina translacional, por que integra vários conhecimentos da área básica 
e verifica como estes são alterados nas doenças; 
 
Fases dos processos patológicos: 
Os processos patológicos/doenças, podem apresentar 4 fases: 
• Etiologia: 
ü Estuda o agente causador da doença/o que determina a doença; 
ü A lesão pode ser de causa única (doença de causa única é mais fácil de ser tratada, do 
que doenças que possuem mais de uma causa associada) ou múltipla (diabetes, por 
exemplo, é uma doença que pode ser gerada por diversos fatores); 
ü A etiologia pode envolver 2 grupos: Genética (são doenças que não podem ser 
prevenidas por ela ser determinada por um fator genético) e Adquiridas (são doenças 
que podem ser evitadas ou não, e podem ser causadas por diversos fatores: Agente 
físico, químico ou biológico); 
• Patogênese/patogenia: 
ü Envolve os mecanismos de lesão que o agente etiológico promove, ou seja, como o 
agente lesivo atua sobre as células, tecidos, órgãos... e que tipo de alterações que ele vai 
determinar; 
ü É determinada por uma sequência de eventos (podem ser bioquímicos e genéticos), 
que é determinada pelo agente causador da doença; 
**As áreas da ETIOLOGIA e PATOGÊNESE são importantes, pois ela interferem no tipo de 
tratamento que será indicado, pois o tratamento interfere no processo causador da doença, ou 
inibindo os mecanismos que gerariam as alterações determinadas pelo processo causador. 
• Alterações morfológicas e funcionais: 
ü Antes da alteração morfológica, há uma alteração molecular, que posteriormente se 
manifesta como uma alteração morfológica, realizando então uma alteração na célula, no 
tecido, no órgão, e posteriormente fazendo com que ele perca sua competência 
funcional; 
ü As alterações são secundárias à patogênese; 
ü As alterações podem ser avaliadas, tanto macroscopicamente, quanto 
microscopicamente, sendo que muitas vezes, essas análises não são suficientes, sendo 
então necessária a visualização da estrutura em microscópio eletrônico (ultra-estrutura) 
→ Patologias renais (cristais), na maioria das vezes só conseguem ser distinguidos de 
outras patologias renais de depósito, por meio de microscopia eletrônica; 
ü Essas alterações morfológicas são importantes para definir a doença e o grau dela, pois 
em certas doenças, não devemos dar medicamentos se a doença estiver estável, pelo 
efeito colateral do remédio ser muito forte para o paciente; 
ü As alterações morfológicas, em geral, representam a primeira forma de detecção das 
doenças, ainda que na ausência de sinais clínicos. 
→ A ausência de núcleos nas lâminas, indicam morte celular/necrose!! 
→ A repercussão das alterações bioquímicas, celulares e teciduais, é a alteração de função do 
órgão, assim como já abordado acima. Essa alteração funcional é a fisiopatologia. 
• Manifestações clínicas: São os sinais e sintomas das doenças, ou seja, como os mecanismos 
patogênicos e as alterações morfológicas e moleculares se manifestam à beira do leito.