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Melanócitos e Pigmentação da Pele
Melanócitos 
Durante a vida intrauterina, precursores dos 
melanócitos denominados melanoblastos originam-se na 
crista neural, mediante sinalização celular que induz um 
perfil de expressão gênica específica. As células da 
crista neural passam por várias etapas de 
transformação sob influência do microambiente em que 
se encontram, havendo mudança no perfil de expressão 
gênica de proteínas intracelulares. Se diferenciam em 
melanoblastos precursores, posteriormente em 
melanoblastos migratórios. Esses melanoblastos 
migratórios migram para a epiderme em formação. 
 
Os melanócitos são células grandes, esféricas 
e situadas abaixo do estrato basal. Apresentam 
numerosas pequenas mitocôndrias, com complexo de 
Golgi bem desenvolvido e retículo endoplasmático 
rugoso com cisternas curtas. Emitem prolongamentos 
que se dispõem entre as células dos estratos basal e 
espinhoso, prolongamentos também denominados 
dendritos, embora nada tenham a ver com os dendritos 
de neurônios. Além da pele há melanócitos em mucosas, 
na coroide e retina do olho, e no cérebro. 
Estão localizados na camada basal do epitélio e 
na região do bulbo no folículo piloso. As células do bulge, 
enquanto células tronco, podem formar tanto 
queratinócitos quanto melanócitos. Se analisarmos a 
pele quanto à quantidade dos melanócitos, temos 1 
melanócito interagindo com 5 a 6 queratinócitos por 
mm2 de pele. Isso significa que temos cerca de 3 bilhões 
de melanócitos por indivíduo. Esse tipo celular se divide 
pouco, entre uma a duas vezes por ano. 
 
Acúmulo de grânulos de melanina na camada basal, nos 
queratinócitos. Os grânulos de melanina são produzidos pelos 
melanócitos e transferidos para os queratinócitos através 
dos dendritos do melanócito. 
A região de contato entre o melanócito com 
seus 5 a 10 queratinócitos adjacentes se chama 
unidade epidérmico-melânica. Em corte histológico 
corado com HE, o citoplasma dos melanócitos se 
apresenta bem claro – isso porque essas células 
produzem a melanina, acumulam a melanina nas 
extremidades das estruturas dendríticas (extensões 
citoplasmáticas) e transferem os grânulos de melanina 
para as células adjacentes. Os grânulos de melanina são 
transferidos principalmente para a região próxima ao 
núcleo dos queratinócitos, com o objetivo de proteger 
estes contra radiações mutagênicas UV. 
Formação do melanossomo 
A melanina é sintetizada dentro de vesículas 
denominadas de melanossomos. O processo se inicia com 
a captação de tirosina pelos melanócitos e também pela 
síntese de uma enzima fundamental para esse 
processo, a tirosinase. Essa enzima é produzida no 
RER, processada no CG e se acumula em uma vesícula 
arredondada com uma fina matriz contendo várias 
proteínas. Essas vesículas são os melanossomos estágio 
1. Posteriormente, inicia-se a síntese de melanina. Nesse 
estágio 2, a vesícula se encontra mais ovóide e a matriz 
mais organizada em filamentos paralelos nos quais a 
melanina é polimerizada e depositada. Por fim, com a 
melanina acumulada nos filamentos paralelos, temos o 
melanossomos estágio 3. 
Depois, um grânulo de melanina maduro perde a 
atividade da tirosinase e de outras enzimas no interior 
dos melanossomos e tem sua matriz completamente 
preenchida por melanina, o que corresponde a um 
melanossomo no estágio 4. 
 
Os melanócitos produzem o pigmento melanina 
a partir do aminoácido tirosina. Pela enzima tirosinase, a 
tirosina é inicialmente transformada em 3,4-di-
hidroxifenilalanina (Dopa). Esta, em seguida, passa por 
outras modificações e dá origem às duas formas de 
melanina encontradas na pele, chamadas eumelanina e 
feomelanina. A primeira resulta em uma coloração mais 
escura da pele e dos pelos, e a segunda, em coloração 
mais clara e/ou avermelhada. 
O transporte dos grânulos de melanina é 
realizado através da interação entre várias moléculas 
do citoesqueleto (como microtúbulos) com os 
melanossomos. Dentro dos queratinócitos eles também 
se movimentam por sistemas muito semelhantes ao 
sistema de transporte do melanócito. 
 
 Nas suas extremidades, os melanossomos 
provavelmente se destacam e são de alguma maneira 
transferidos aos queratinócitos (é possível que estes 
fagocitem os melanossomos), os quais incorporam a seu 
citoplasma os melanossomos e a melanina neles contida. 
Os grânulos de melanina, dispostos próximos ao 
núcleo dos queratinócitos, se encontram contra a 
direção da incidência da luz do sol, justamente para 
proteger o núcleo celular da radiação ultravioleta. 
 
 A radiação UVA está relacionada ao 
envelhecimento da pele, enquanto a radiação UVB está 
relacionado com a queimadura de pele, além do 
aumento do risco para o desenvolvimento de alguns 
tipos de câncer como o melanoma e o carcinoma baso-
celular. 
Síntese de melanina 
 A tirosina que é captada pelos melanócitos 
sofre inicialmente uma ação da tirosinase, originando 
uma DOPA. A DOPA sofre novamente a ação de uma 
tirosinase, formando DOPA quinona. 
 
A DOPA quinona pode seguir por dois caminhos: 
 
O caminho esquerdo pode levar à formação da 
chamada eumelanina (em duas formas, a preta e a 
marrom). 
 
Na via do lado direito, a DOPA quinona pode 
formar um outro pigmento chamado de feomelanina que 
pode ir de um espectro desde o amarelo até o 
vermelho. 
 
Cor da pele 
Os fatores mais importantes para determinar 
a cor da pele nos seres humanos são: 
1. Conteúdo de melanina e caroteno nos 
queratinócitos da epiderme. 
2. Número de vasos sanguíneos presentes na 
derme. 
A variação da cor na pele não ocorre por conta 
do número de melanócitos, pois todos os indivíduos, 
brancos ou pretos, possuem praticamente o mesmo 
número de melanócitos. Entretanto, o número de 
melanócitos varia nas diferentes regiões da pele, e 
essas diferenças podem ocorrer principalmente por 
variação na atividade da enzima tirosinase em cada 
região do corpo, fazendo com que hajam diferentes 
conteúdos de melanina no interior dos queratinócitos da 
epiderme. 
Cor e textura dos cabelos 
 A cor dos cabelos é definida da mesma maneira 
que a cor da pele. Existe uma grande variedade de 
cores de cabelo, pois a cor dos fios de cabelo e pelos, 
assim como na pele, são formadas pela combinação de 
cores dos pigmentos (eumelanina – preta e marrom; 
felmelanina – ruiva, amarelado) em diferentes 
proporções. O momento do surgimento de cabelos 
brancos e a quantidade de cabelos brancos são 
definidos pela genética individual de cada indivíduo – os 
melanócitos presentes no bulbo do folículo piloso baixam 
sua produção de melanina até que se estingue 
completamente a sua renovação. 
 Os cabelos possuem diferentes características 
(padrão de crescimento e textura) a depender do 
grupo étnico ao qual o indivíduo pertence ou da 
genética de cada um. Os cabelos lisos são mais típicos 
das etnias mongólicas e indígenas. Os cabelos ondulados 
são tipos dos caucasianos. Os cabelos encaracolados 
são comuns na etnia negra – cabelos em forma 
helicoidal. 
Envelhecimento do folículo piloso 
A melanina que dava cor ao pelo se ausenta e 
é substituída temporariamente por bolhas de ar. Os fios 
perdem a cor por causa do apoptose dos melanócitos 
do bulbo capilar. Perdemos cabelo à medida que 
envelhecemos e perdemos nossos melanócitos do 
folículo piloso porque: 
1. Durante o envelhecimento, o dano do DNA 
resulta na degradação do colágeno 17 das 
células tronco do folículo piloso (bulge). O 
colágeno 17 é essencial para manter as células 
do bulge mais semelhantes a células tronco; 
com sua diminuição, elas perdem algumas 
propriedades “tronco” de regeneração do 
cabelo, mas mantem sua capacidade de se 
transformarem em células epidérmicas. 
Interação queratinócito-
melanócito 
Há uma íntima interação entre queratinócitos e 
melanócitos. Os queratinócitos podem sofrer danos em 
seuDNA induzidos por radiação UV, e pode secretar 
diversas proteínas – dentre essas proteínas, existe um 
hormônio estimulador de melanócito (𝛼MSH) que 
quando é liberado pelo queratinócito que sofreu dano 
em seu DNA, se liga ao seu receptor MCR1 presente 
nos melanócitos. A ligação do 𝛼MSH ao receptor MCR1 
leva à proliferação de melanócitos e a produção de 
melanina através do aumento da expressão do gene 
MITF que codifica a produção da proteína MITF. 
A proteína MITF desempenha um papel 
fundamental no desenvolvimento, sobrevivência e 
função de certos tipos de células. Para desempenhar 
sua função, essa proteína MITF se liga à regiões 
específicas do DNA, chamadas de regiões promotoras 
que controlam a atividade de genes específicos, 
principalmente os relacionados aos melanócitos. Por 
isso, a MITF é denominada fator de transcrição indutor 
de melanócitos, e dentro deles, ela controla a produção 
do pigmento melanina aumentando a tirosinase. O 
aumento da tirosinase leva a um aumento na produção 
de melanina. 
Em outras palavras, o controle da produção de 
melanina na espécie humana parece ser estimulado por 
radiação ultravioleta e pelo hormônio estimulador de 
melanócitos (α-MSH), produzido por queratinócitos 
(trata-se de uma sinalização parácrina). 
 
Há outros fatores solúveis secretados pelo 
queratinócito que possuem receptores no melanócito, 
provocando vias moleculares com vários efeitos 
(diferenciação, proliferação, melanogênese, formação 
de dendritos). 
 
Bronzeamento da pele 
O bronzeamento da pele é explicado pelo 
escurecimento da melanina pré-existente nos 
queratinócitos, pela aceleração da injeção de melanina 
nos queratinócitos e/ou pelo aumento da síntese de 
melanina pelos melanócitos. 
 
Corte histológico de pele evidenciando a disposição dos 
grânulos de melanina acima do núcleo dos queratinócitos, 
formando uma espécie de capuz protetor contra as 
radiações UV. 
Aplicação médica 
1. Câncer de pele não melanoma 
2. Albinismo 
3. Vitiligo 
4. Melanoma: origem nos melanócitos 
 Melanoma cronicamente danificado pelo sol 
 Melanoma não cronicamente danificado pelo sol 
 Os nevus melanocíticos são pequenas manchas 
marrons regulares na pele, salientes ou não, 
popularmente conhecidas como pintas ou sinais. A 
maioria dessas pintas surgem em decorrência da 
genética ou da exposição solar. Os nevus displásicos ou 
atípicos são maiores, irregulares, de vários tons. 
Pessoas que possuem nevus displásico podem ter até 
12 vezes mais chance de adquirir um tipo mais agressivo 
de câncer de pele. O melanoma in situ é um melanoma 
no estágio mais inicial que não se desenvolveu ainda além 
da epiderme e é geralmente tratado cirurgicamente. O 
𝛼MSH
receptor 
MCR1
MITF tirosinase
melanoma invasivo é aquele no qual as células tumorosas 
já atingiram tecidos subjacentes à epiderme; é também 
tratado cirurgicamente. 
 A capacidade proliferativa, a quantidade de 
mutações que ocorrem nessas lesões e o número de 
cópias dos genes que podem se alterar aumentam na 
sequencia melanócito > nevus > neoplasma intermediário 
> melanoma in situ > melanoma invasivo > metástases. 
Regra do ABCDE 
A: Assimetria – uma metade do sinal é diferente da 
outra. 
B: Bordas irregulares – contorno mal definido. 
C: Cor variável – presença de várias cores em uma 
mesma lesão (preta, castanha, branca, avermelhada ou 
azul). 
D: Diâmetro – maior que 6 mm. 
E: Evolução: mudanças observadas em suas 
características (tamanho, forma ou cor). 
Albinismo 
O albinismo, por sua vez, desordem genética na 
qual ocorre um defeito na produção da melanina, 
também levando a modificações na estrutura e 
funcionamento ocular, podendo desencadear 
problemas visuais nos indivíduos acometidos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Evolução do melanoma

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