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DIREITO QUALQUER QUE 
SEJA A PENA. 
*Em tese se o sujeito foi condenado a 05 anos por um crime culposo ele terá direito 
a substituição a pena privativa de liberdade por restritiva de direito (Art. 44, I CP) 
2. Sujeito não ser reincidente em crime doloso (sujeito tem que ser condenado por 
crime doloso e ter praticado outro crime doloso- não cabe a pena restritiva de direito) 
(se o sujeito tem uma sentença transitada em julgado por crime culposo e depois ele 
comete um crime doloso – neste caso será possível substituir a pena privativa de 
liberdade por restritiva de direito – ele é reincidente mas não para o crime doloso) 
3. Circunstâncias judiciais favoráveis 
*OBS – se o sujeito for reincidente e se essa reincidência não for pela prática do 
mesmo crime e se for socialmente recomendado será possível a substituição da 
pena privativa de liberdade por restritiva de direito. (Sujeito com condenação anterior 
pelo crime de estelionato – art. 171 CP e posteriormente foi condenado 
definitivamente pelo crime de furto – art. 155 CP – ele é reincidente, mas não pela 
prática do mesmo crime – nesse caso em tese Serpa possível a substituição da 
 
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Sandra Mara Dobjenski 
 
 
pena) (Sujeito possui uma condenação pelo crime de furto – art. 155 CP e 
posteriormente ele comete um novo crime de furto – reincidente pela prática do 
mesmo crime – nesse caso não será possível a substituição da pena) 
*No contexto de Maria da Penha quando envolve crime ou contravenção penal 
contra a mulher com violência ou grave ameaça no ambiente doméstico não é 
possível a substituição da pena. 
Súmula 588 STJ - A prática de crime ou contravenção penal contra a mulher com 
violência ou grave ameaça no ambiente doméstico impossibilita a substituição da 
pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. (Súmula 588, TERCEIRA 
SEÇÃO, julgado em 13/09/2017, DJe 18/09/2017) 
PENA DE MULTA (instituição pelo pacote anticrime) (Conversão de multa e 
revogação) – antes a pena de multa era executada na Vara da Fazenda Pública e a 
legitimidade era do procurador da Fazenda após o Pacote anticrime a pena de multa 
(se o sujeito não cumprir a pena de multa) se esta tiver que ser executada – ela será 
executada perante a Vara da Execução Penal e a legitimidade é do MP. Se o sujeito 
não cumpriu a pena de multa não será convertida em detenção. Se o sujeito não 
paga a multa será convertida em dívida de valor. (Dívida da Fazenda Pública) 
Art. 51 CP. Transitada em julgado a sentença condenatória, a multa será executada 
perante o juiz da execução penal e será considerada dívida de valor, aplicáveis as 
normas relativas à dívida ativa da Fazenda Pública, inclusive no que concerne às 
causas interruptivas e suspensivas da prescrição. (Redação dada pela Lei nº 13.964, 
de 2019) 
REINCIDÊNCIA 
Art. 63 CP- Verifica-se a reincidência quando o agente comete novo crime, depois 
de transitar em julgado a sentença que, no País ou no estrangeiro, o tenha 
condenado por crime anterior. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 
REQUISITOS: 
1. Praticar novo crime 
2. Depois do trânsito em julgado da sentença condenatória do crime anterior 
https://scon.stj.jus.br/SCON/sumanot/toc.jsp?livre=(sumula%20adj1%20%27588%27).sub.#TIT1TEMA0
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Sandra Mara Dobjenski 
 
 
*Sujeito já registra sentença condenatória transitada em julgado = reincidência. 
(Sujeito deve ter sido processado, julgado e condenado e depois dessa decisão 
definitiva praticar outro crime). 
*Sujeito tenha sido condenado definitivamente por um crime de roubo – Art. 157 CP 
em 19/07/2014 e comete um novo crime em 10/11/2014 – o agente praticou o crime 
depois do trânsito em julgado da sentença condenatória do crime anterior – sujeito é 
reincidente. 
CONCURSO DE CRIMES 
1. Concurso material – mais de uma ação ou omissão - Sujeito pratica dois ou 
mais crimes há mais de uma omissão ou mais de uma ação (pluralidade de 
condutas) ele pratica dois ou mais crimes – pluralidade de crimes idênticos ou 
não – aplicam-se cumulativamente as penas privativas de liberdade (Um 
sujeito praticou um crime de estupro contra a vítima (art.212CP) e para que a 
vítima não o reconheça, para que ele assegure sua impunidade ele matou a 
vítima – praticou o crime de homicídio qualificado (Art. 121, parág.2º, V CP) 
com mais de uma ação – estuprou e depois matou – o juiz vai fixar a pena 
relacionado ao crime de estupro (aplicando uma pena de 10 anos) + pena ao 
homicídio qualificado (20 anos) ao final o juiz vai cumular as penas = 
concurso material de crimes. 
Art. 69 CP - Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica 
dois ou mais crimes, idênticos ou não, aplicam-se cumulativamente as penas 
privativas de liberdade em que haja incorrido. No caso de aplicação cumulativa 
de penas de reclusão e de detenção, executa-se primeiro aquela. (Redação dada 
pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 
§ 1º - Na hipótese deste artigo, quando ao agente tiver sido aplicada pena 
privativa de liberdade, não suspensa, por um dos crimes, para os demais será 
incabível a substituição de que trata o art. 44 deste Código. (Redação dada pela 
Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 
 
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§ 2º - Quando forem aplicadas penas restritivas de direitos, o condenado 
cumprirá simultaneamente as que forem compatíveis entre si e sucessivamente 
as demais. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 
2. Concurso formal – pluralidade de crimes – existe unidades de condutas – uma 
única conduta o sujeito praticou dois ou mais crimes. 
Art. 70 - Quando o agente, mediante uma só ação ou omissão, pratica dois ou 
mais crimes, idênticos ou não, aplica-se-lhe a mais grave das penas cabíveis ou, 
se iguais, somente uma delas, mas aumentada, em qualquer caso, de um sexto 
até metade. As penas aplicam-se, entretanto, cumulativamente, se a ação ou 
omissão é dolosa e os crimes concorrentes resultam de desígnios autônomos, 
consoante o disposto no artigo anterior. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 
11.7.1984) 
Parágrafo único - Não poderá a pena exceder a que seria cabível pela regra do 
art. 69 deste Código. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) 
2.1. Perfeito – sujeito não tem desígnios autônomos em relação aos resultados 
– sujeito desenvolve uma conduta e produz dois resultados, mas sem 
desejar a produção desses dois resultados. (João pega seu veículo e 
acaba se descuidando e acaba atropelando duas pessoas – com uma 
única conduta produziu dois resultados – aplica-se a exasperação da 
pena- pega-se a pena do crime mais grave se cabível – se são iguais 
qualquer uma delas – e aumenta-se de 1/6 até 1/2) 
2.2. Imperfeito – o sujeito deseja o resultado – com uma única ação o agente 
agiu voltado a produção de todos os resultados (Pedro vai até uma 
residência e coloca fogo na casa sabendo que tem 03 pessoas da mesma 
família no interior da residência – Pedro deseja matar as 03 pessoas – 
com uma única ação mata as três pessoas – Pedro queria matar A – em 
relação a este o juiz aplica a pena de 12 anos, em relação a B foi aplicada 
a pena de 15 anos e em relação a C foi aplicada a pena de 20 anos – o 
critério de fixação da pena é o cúmulo material – as penas serão 
somadas) 
 
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Sandra Mara Dobjenski 
 
 
3. Crime continuado - sujeito com mais de uma ação ou omissão pratica dois ou 
mais crimes da mesma espécie (mesmo tipo penal) (sujeito pratica um crime 
de furto –art. 155 CP e posteriormente mais um crime de furto – crimes da 
mesma espécie, na mesma condição de tempo (intervalo de até 30 dias), nas 
mesmas condições de lugar