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Nestes países, a legislação contra a erradicação do trabalho infantil não é muito 
sólida. Trata-se claramente de uma empresa sem RSC.
 • Eliminar a discriminação no ambiente de trabalho
A discriminação é tratada de forma diferente entre os diversos Estados da ONU. Cada 
vez mais empresas e países tentam tratar a discriminação como um crime comum e, 
evidentemente, denunciando quem a pratica ou permite (GOMES; MORETTI, 2007).
1.3 Princípios de proteção ambiental
Os princípios de proteção ambiental são:
 • Apoiar uma abordagem preventiva aos desafios ambientais
As empresas buscam ao máximo reduzir a poluição resultante da fabricação de pro-
dutos e serviços utilizando práticas sustentáveis e adequando-se aos desafios ambien-
tais. Como exemplo, podemos citar a redução da emissão de carbono, devido ao forte 
apelo feito pela comunidade internacional (TACHIZAWA, 2007).
SAIBA MAIS!
Em 1992, no Rio de Janeiro, foi realizada a I Conferência Internacional dos Direitos 
Ambientais e de Desenvolvimento Sustentável, a chamado Rio 92 ou ECO 92. Nela, 
os países da ONU buscaram estabelecer metas em relação às questões ambientais, 
como a diminuição da emissão de poluentes, a redução da queima de combustíveis 
fósseis e danos ambientais à água, ar e solo. Todos os países signatários deste 
termo de compromisso se responsabilizaram pela redução da emissão de CO² na 
atmosfera, no intuito de aplacar o Efeito Estufa, que aumenta a temperatura do 
planeta. Saiba mais em: <http://www.ipea.gov.br/desafios/index.php?option=com_
content&id=2303:catid=28&Itemid=23>.
 • Promover a responsabilidade ambiental
Através de ações e atividades empresariais, mas também por meio de certificações, 
selos, rotulagens que demonstrem que os processos nas empresas sejam realmente 
de responsabilidade ambiental.
FIQUE ATENTO!
Os chamados Negócios Verdes têm contextos distintos em cada país. As empre-
sas multinacionais que precisam certificar seus negócios e práticas ambientais 
sofrem por isso, pois cada país exige ações específicas. Aqui, conhecemos este 
processo por selo verde ou rotulagem (TACHIZAWA, 2007, p. 95-101).
 • Encorajar tecnologias que não agridam o meio ambiente 
As empresas ganham incentivos para utilizarem práticas tecnológicas que buscam redu-
zir danos ao meio ambiente. Como exemplo, citamos a redução na utilização de com-
bustíveis fósseis nos processos produtivos, ou mesmo a redução da utilização de papel.
1.4 Princípios contra a corrupção
Os princípios contra a corrupção são:
 • Combater a corrupção em todas as suas formas, inclusive extorsão e propina.
As empresas que apresentam RSC se comprometem a combater a corrupção, a prática 
de suborno e a propina. Isto deve ocorrer por meio dos códigos internos de conduta e 
da transparência de suas transações perante sociedade, clientes e governo.
Figura 4 – Princípios contra a corrupção.
Fonte: ByEmo/shutterstock.com 
SAIBA MAIS!
As razões pelas quais as empresas tratam das questões de direitos humanos são: 
a busca pelo aumento da produtividade e manutenção dos colaboradores; e o 
tratamento dos colaboradores com dignidade, posto que um funcionário melhor 
incentivado e reconhecido se torna mais produtivo. Cada vez mais, os novos 
colaboradores consideram a história social e ambiental das empresas ao fazerem 
sua escolha de empregador. Para saber mais sobre esta perspectiva, consulte a 
obra de Sálvio di Girolamo, “Da decisão política à prática empresarial”.
Assim, terminamos nossa aula sobre o conceito de Pacto Global, bem como de seus princí-
pios fundamentais.
Fechamento
Nesta aula, entendemos o que é o Pacto Global e como e porque ele foi criado. Vimos tam-
bém quais são os princípios fundamentais que amparam as empresas e países que se provam 
socialmente sustentáveis e responsáveis.
Aqui, você teve a oportunidade de: 
 • perceber a relevância do Pacto Global;
 • entender o conceito de Pacto Global, assim como seus princípios fundamentais.
Referências
BARRETO, Pedro. Rio 92: o mundo desperta para o meio ambiente. Rev de Inf e Debates do Inst 
de Pesq Econ Aplicada, dez. 2009. Disponível em: <http://www.ipea.gov.br/desafios/index.php?op-
tion=com_content&id=2303:catid=28&Itemid=23>. Acesso em: 26 ago. 2016. 
GIROLAMO, Sálvio di. Da decisão política à prática empresarial. São Paulo: Autor, 2007.
GOMES, Adriano; MORETTI, Sérgio. A responsabilidade e o social: uma discussão sobre o papel 
das empresas. São Paulo: Saraiva, 2007.
ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Conheça os Dez Princípios do Pacto Global. Disponível 
em: <http://www.pactoglobal.org.br/>. Acesso em: 20 ago. 2016. 
ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Pacto Global, 2010. Disponível em: <https://www.unglobal-
compact.org/>. Acesso em: 26 ago. 2016. 
PHILIPPI Jr., Arlindo; ROMÉRO, Marcelo de Andrade; BRUNA, Gilda Collet. Curso de Gestão Ambiental. 
Barueri: Universidade de São Paulo - Manole, 2004.
SROUR, Robert Henry. Ética empresarial. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.
TACHIZAWA, Takeshy. Gestão ambiental e responsabilidade social corporativa: estratégias de 
negócios focadas na realidade brasileira. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2007.
Globalização, democracia e cidadania
Niedjha Abdalla-Santos
Introdução
Nesta aula, discutiremos a relação entre as estratégias do mundo globalizado e o 
exercício da cidadania. 
Objetivos de aprendizagem
Ao final desta aula, você será capaz de:
 • entender os conceitos de globalização, democracia e cidadania;
 • compreender os impactos causados pela globalização na sociedade democrática;
 • reconhecer aspectos da cidadania representativa e participativa, tendo os indivíduos 
como agentes transformadores da sociedade. 
Bons estudos!
1 Os conceitos de globalização, 
democracia e cidadania 
Saiba que globalização é uma noção surgida no final da década de 1980, envolvendo os dis-
cursos econômico, geográfico, sociopolítico e ecológico-ambiental, entre outros. O conceito está 
relacionado à tendência de se conferir alcance mundial aos fenômenos e à consciência dos atores 
sociais (THERBORN, 2001).
Globalização corresponde a uma visão de mundo idealmente conectado a novos padrões de 
comércio, investimento e produção, e, para existir como tal, apoia-se num modelo de Estado cada 
vez menor, associado a estruturas de organizações sociais.
FIQUE ATENTO!
Sinais da globalização estão presentes em muitos aspectos de nosso cotidiano. É o 
caso da enorme interconectividade das mídias sociais e de outras soluções tecno-
lógicas que nos permitem discutir, estudar, negociar, assistir ou ministrar aulas em 
qualquer parte do mundo e a qualquer momento.
 
Figura 1 – A interconectividade planetária é uma das características da globalização.
Fonte: Toria/Shutterstock.com 
Tenha em mente que, apesar de difundir um discurso ecológico com preocupações ambien-
tais planetárias, a globalização é muitas vezes entendida como inimiga da justiça social e da 
preservação cultural, por favorecer os fluxos de capitais e aumentar as desigualdades sociais.
Com a ampliação das fronteiras entre organizações, países, continentes, ou mesmo com a 
eliminação desses limites, fica evidente que, em termos antropológicos, a globalização amplia flu-
xos, encontros e hibridismo culturais. Por outro lado, pode também favorecer a hegemonia cultural 
das grandes potências sobre as demais localidades.
EXEMPLO
Hegemonia cultural representa a imposição de uma cultura dominante sobre ou-
tras. Um exemplo típico é a conhecida festa de 31 de outubro. O “dia das bruxas” 
era festejado em quase todo o mundo com rituais que variavam conforme a cultura 
local. Nas últimas décadas, o fenômeno da globalização tem imposto a festa de 
halloween nos moldes norte-americanos por meio de filmes, livros, jornais, progra-
mas televisivos e produtos de consumo de massa. 
O conceito de democracia que pode ser

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