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EXODONTIA SIMPLES

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poderá ser 701, 702 ou 703; e, no caso de utilizarmos alta rotação, a broca indicada é a zekrya®). Após realizarmos o desgaste dentário com as brocas, iremos introduzir a alavanca na caneta criada e faremos uma rotação da mesma, gerando a separação dos segmentos
· DICA: no caso de odontosecção longitudinal (porção mesial e porção distal) em dentes polirradiculares, o seccionamento deve se estender até a região da furca para que o mesmo seja efetivo e possibilite realizar a separação correta do dente.
CUIDADOS COM A FERIDA OPERATÓRIA
· Ao final da exodontia, devemos realizar a sondagem do alvéolo dentário e palpação da gengiva marginal, observando a presença ou ausência de espículas ósseas, regularidade dos bordos, estabilidade dos septos interdentais e lesões periapicais.
· Se não realizarmos este diagnóstico no transoperatório, a presença de espículas ósseas ou lesões periapicais residuais poderão causar dor e desconforto pósoperatório, atraso na cicatrização ou, até mesmo, necessidade de uma segunda intervenção cirúrgica.
· Após avaliação da presença de alguma irregularidade de tecido mole, devemos realizar a curetagem do mesmo e o tecido removido deverá ser encaminhado para exame anatomopatológico.
· Se, durante a palpação, observarmos qualquer irregularidade óssea, devemos realizar a regularização dos tecidos com uso de brocas, limas para osso, pinçagoiva ou osteótomos, plastia dos tecidos.
· Ainda, na maxila, deve-se realizar a manobra de Valsava para avaliação de comunicação bucossinusal. Esta manobra é feita através do selamento do nariz do paciente com uma gaze. Assim que a via nasal estiver ocluída, devemos solicitar que o paciente tente expelir o ar pelo nariz, mas de boca aberta (como se estivesse assoando o nariz). Se neste momento, observarmos a saída de ar pelo alvéolo, confirmamos a existência de comunicação bucossinusal e a mesma deverá ser tratada conforme protocolo descrito no módulo 10 deste curso.
· Após a revisão da ferida operatória, faremos a compressão alveolar bidigital (manobra de Chompret-Hirondel). Esta manobra é feita através da compressão bigital (associada ou não ao uso da gaze) das paredes vestibular e palatina/lingual do alvéolo dentário. Esta é a forma mais simples de realizarmos alveoloplastia e correção de pequenas irregularidades, mantendo um contorno de rebordo ósseo adequado.
SUTURA
· Após os cuidados com a ferida operatória, devemos realizar a aproximação dos tecidos moles, através de pontos de sutura, com finalidade de conter o coágulo, permitindo a cicatrização e reparo do alvéolo dentário. Abaixo serão descritos os tipos de pontos (desenhos) e os tipos de sutura (isolada ou contínua).
· No caso de extrações dentárias unitárias, podemos lançar mão de pontos isolados (simples ou em X). Já nos casos de exodontias múltiplas, suturas contínuas são indicadas.
TIPOS DE PONTOS
- Ponto simples: passagem única entre os dois bordos da ferida.
- Ponto em X: introduz-se a agulha de um lado para outro como se fosse executar um ponto simples. Entretanto, ao invés de fechar o nó, faz-se uma segunda passagem de igual maneira, lateralmente à primeira, seguindo o mesmo sentido, unindo os pontos livres.
- Ponto U horizontal: a agulha penetra em um mesmo plano, de um ao outro bordo da incisão (por exemplo, de vestibular para lingual). Logo em seguida, em um ponto lateral, a agulha penetra novamente para o bordo inicial (seguindo o exemplo, agora, de lingual para vestibular). Este ponto permite uma eversão dos bordos com menor profundidade do que o U vertical. E como aplicação prática, está indicado nos casos de comunicação bucosinusal.
TIPOS DE SUTURA
- Isolada: pontos individuais, como os descritos acima.
- Contínua: um nó inicial e um final. Pode ser simples ou festonada (fio é ancorado na alça do ponto anterior).
HEMOSTASIA
· A abordagem cirúrgica produz sangramento. O controle deste através de hemostasia é importante para a visualização do campo operatório, para reduzir ao mínimo a perda sanguínea e, em alguns casos, para conter uma hemorragia. 
· A forma clássica e eficaz de controle da hemostasia para a maioria dos casos de exodontia é a compressão com gaze úmida. Após o término da exodontia e da revisão da ferida, podemos comprimir o alvéolo dentário com o uso de uma gaze.
· Em casos onde o paciente seja portador de algum distúrbio sanguíneo ou que haja algum tipo de hemorragia transoperatória, podemos lançar mão de outros métodos como cera para osso, suturas em massa, ligadura de vasos, eletrocoagulação, esponjas hemostáticas, entre outros.
· Os materiais e instrumentais básicos para realização de uma extração dentária e que deverão estar presentes no consultório odontológico estão descritos abaixo. Pode ser que nem todos sejam utilizados, mas eles devem estar disponíveis no caso de alguma intercorrência.
- Tríade odontológica (odontoscópio, sonda milimetrada e pinça)
- Carpule para anestesia (com agulha gengival e anestésico local)
- Cabo de bisturi nº 3 e lâmina de bisturi nº 15
- Sindesmótomo
- Descolador
- Alavanca apical e seldin reta
- Motor e brocas cirúrgicas (esféricas e cilíndricas)
- Cureta de Lucas
- Pinça Halstead, mosquito ou craile
- Porta-agulha, pinça para tecido mole e tesoura para fio de sutura
- Afastadores (Langebeck, Farabeuf, Minessota ou Abaixador de Língua de Bruenings)
- Gaze estéril
- Irrigação (seringa e soro fisiológico ou água destilada)
CONTRAINDICAÇÕES
LOCAIS
· Existem várias contraindicações locais às extrações dentárias. A mais importante e crítica é a HISTÓRIA DE RADIOTERAPIA contra câncer. As extrações feitas em uma área de radiação podem causar osteorradionecrose e, portanto, devem ser feitas com extrema cautela.
· Os dentes que estão localizados dentro de uma área de TUMOR, especialmente um tumor maligno, não devem ser extraídos. O procedimento cirúrgico da extração pode disseminar células malignas e, consequentemente, semear metástases.
· Os pacientes com PERICORONARITE SEVERA (aumento de volume importante - podendo envolver espaço extrabucal - febre e mal-estar) não devem ter o dente extraído até que o quadro tenha sido atenuado. O tratamento não-cirúrgico prévio à extração deve incluir antibioticoterapia, irrigação/bochecho com clorexidina aquosa 0,12% de 12 em 12 horas e, se houverem condições de acesso e de anestesia local, a raspagem/curetagem da placa bacteriana adjacente também deve ser executada, possibilitando que a exodontia possa ser realizada na atenção primária após resolução desta fase aguda. Se a exodontia for realizada durante um episódio de pericoronarite severa, o risco de complicações aumenta.
· Por fim, o ABSCESSO DENTOALVEOLAR AGUDO. Podemos nos deparar com uma maior dificuldade para extração destes dentes, pois o paciente pode não conseguir abrir a boca o suficiente ou a anestesia local pode não ser tão eficaz. Contudo, isso não significa que não se pode realizar o procedimento. Se as condições de acesso e anestesia puderem ser obtidas, o dente pode e deve ser removido o mais cedo possível. Caso contrário, deve ser iniciada antibioticoterapia e a extração deverá ser realizada assim que possível.
SISTÊMICAS
· Estas contraindicações se referem ao grupo de condições sistêmicas graves ou não controladas. Entre elas podemos citar:
· Doenças metabólicas descompensadas e severas (diabetes não controlada e falência renal com uremia severa podem gerar infecções exacerbadas e dificuldade de metabolização das substâncias aplicadas).
· Leucemia e linfoma não controlados (apresentam maior risco de infecção e de sangramento excessivo).
· Doença cardíaca severa e não controlada (infarto do miocárdio recente e isquemia severa do miocárdio, como angina pectoris instável) e ARRITMIAS CARDÍACAS NÃO CONTROLADAS E SEVERAS.
· Hipertensão maligna (apresenta maior risco de sangramento persistente, insuficiência aguda do miocárdio e AVC devido ao estresse causado pela extração).
· Coagulopatias severas (hemofilia ou distúrbios plaquetários severos, podendo gerar importantes perdas sanguíneas e cicatrização deficiente).