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Apostila sobre Criminalística — Noções de Grafoscopia. Contém anotações de Medicina Legal com os arts. 231–238 sobre documentos, descrição dos elementos e segurança da cédula de identidade brasileira, definição e histórico da grafoscopia, ciências correlatas e princípios de Pellat.

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Criminalística – Noções de Grafoscopia
MEDICINA LEGAL
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CRIMINALÍSTICA – NOÇÕES DE GRAFOSCOPIA
CAPÍTULO IX
DOS DOCUMENTOS
Art. 231 Salvo os casos expressos em lei, as partes poderão apresentar documentos em qualquer 
fase do processo.
Art. 232 Consideram-se documentos quaisquer escritos, instrumentos ou papéis, públicos ou par-
ticulares.
Parágrafo único. À fotografia do documento, devidamente autenticada, se dará o mesmo valor 
do original.
Art. 233 As cartas particulares, interceptadas ou obtidas por meios criminosos, não serão admiti-
das em juízo.
Parágrafo único. As cartas poderão ser exibidas em juízo pelo respectivo destinatário, para a 
defesa de seu direito, ainda que não haja consentimento do signatário.
Art. 234 Se o juiz tiver notícia da existência de documento relativo a ponto relevante da acusação 
ou da defesa, providenciará, independentemente de requerimento de qualquer das partes, para 
sua juntada aos autos, se possível.
Art. 235 A letra e firma dos documentos particulares serão submetidas a exame pericial, quando 
contestada a sua autenticidade. 
Art. 236 Os documentos em língua estrangeira, sem prejuízo de sua juntada imediata, serão, se 
necessário, traduzidos por tradutor público, ou, na falta, por pessoa idônea nomeada pela autori-
dade.
Art. 237 As públicas-formas só terão valor quando conferidas com o original, em presença da 
autoridade.
Art. 238 Os documentos originais, juntos a processo findo, quando não exista motivo relevante 
que justifique a sua conservação nos autos, poderão, mediante requerimento, e ouvido o Ministério 
Público, ser entregues à parte que os produziu, ficando traslado nos autos.
Elementos de segurança da carteira de identidade:
• Lei n. 7.116/1983 e no Decreto n. 89.250/1983;
• Emissão: Institutos de Identificação/SSPs, com exceção do Rio de Janeiro que é expe-
dida pelo DETRAN;
• Brasileiros natos, naturalizados e portugueses (Estatuto da Igualdade);
• Emissão: certidão de nascimento, casamento, certificado naturalização, certificado de 
igualdade para portugueses;
Características padrões de uma cédula de identidade:
• Dimensões: 10,2 x 6,8 cm;
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• República Federativa do Brasil;
• Unidade da Federação;
• Órgão expedidor;
• N. RG, data expedição;
• Dados do titular;
• Fotografia e impressão datiloscópica polegar direito;
• Assinatura/carimbo da autoridade expedidora;
• Assinatura do titular;
• Expressão: “Válida em todo o território nacional”;
• Referência à Lei n. 7116/1983.
• Impressão calcográfica (talho doce) nas molduras;
• Impressão offset no fundo verde claro com textos em verde escuro;
• Papel em marca d’água com fibras de segurança;
• Perfuração mecânica com sigla do órgão expedidor sobre a fotografia;
• Numeração tipográfica no verso do espelho;
• Cada estado pode incluir elementos de segurança, desde que mantidas as caracterís-
ticas básicas;
• Fluorescência latente e fibras fluorescentes facultativas. 
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NOÇÕES DE GRAFOSCOPIA
Grafoscopia:
• Conceito: capítulo da Documentoscopia, que trata exclusivamente dos escritos (grafis-
mos, manuscritos, assinaturas etc.);
• Origem: antiguidade, quando as autoridades queriam saber da autenticidade de docu-
mentos e autoria de escritos;
• Caso Dreyfus: marca o início da Grafoscopia (leitura complementar);
• Sinonímia: Grafotécnica, Grafística, Perícia Gráfica; 
• Outras ciências: Grafologia (psicologia), Caligrafia (técnica da escrita decorada), Pale-
ografia (escritas antigas), Criptografia (escrita codificada), Taquigrafia ou Estenografia 
(escrita abreviada ou simplificada);
• Grafodocumentoscopia: errado! Segundo o autor se trata de uma redundância.
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Princípios e leis fundamentais dos grafismos:
• Dois princípios;
• Cinco leis.
Enunciadas por Edmond Solange Pellat, França, 1927.
1º princípio: “A escrita é individual e inconfundível, pois resulta de estímulos cerebrais 
que determinam os movimentos do membro. O membro só cria as formas gráficas. É mero 
instrumento do cérebro.” 
2º princípio: “As leis da escrita independem do alfabeto utilizado.”
• Os estímulos e os movimentos são únicos de cada punho;
• O que interessa ao perito é o movimento do punho;
• A forma gráfica é irrelevante.
1ª Lei
“O gesto gráfico está sob influência imediata do cérebro.
A escrita não pode ser modificada instantaneamente, em todas as suas características, 
de forma imperceptível, pelo órgão escritor.”
• O órgão escritor (membro) é mero instrumento. 
2ª Lei
“Quando se escreve, o “eu” está em ação, mas o sentimento quase inconsciente de que 
o “eu” age, passa por alternâncias de vigor e de enfraquecimento. Ele está no máximo de 
intensidade nos inícios das palavras, quando há um esforço a fazer, e em seu mínimo, nas 
terminações das palavras, onde o movimento escritural é facilitado pelo impulso adquirido.”
• A escrita sofre maior influência da consciência (“eu”) no início das palavras, apresen-
tando menor influência ao final.
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3ª Lei
“Não se pode modificar voluntariamente a escrita natural sem registrar no seu traçado a 
marca do esforço que foi feito para obter a modificação.”
• Modificar a escrita natural demanda esforço.
• O esforço deixará sinais indicativos: lentidão, paradas, tremidos, retoques e outros.
4ª Lei
“O escritor que age em circunstâncias em que o ato de escrever é mais difícil, traça instin-
tivamente formas de letras mais simples e um modelo de escrita mais fácil de ser construído.”
• Quando a pessoa escreve um texto mais longo em condições desfavoráveis, tende 
a simplificar a escrita, caso tenha a escrita mais automatizada e domine mais de 
um estilo.
Lei Fundamental das Manifestações Individuais – “5ª Lei”
“Os mecanismos fisiológicos que possibilitam a escrita estão de acordo com o estado do 
sistema nervoso central e podem variar, nas diferentes pessoas, em decorrência de altera-
ções nesse.”
• Alterações no estado psicológico;
• Alterações nervosas por lesões.
Causa que modificam a escrita:
Como já citado anteriormente de maneira exaustiva, o grafismo é individual e inconfun-
dível, porém existem algumas causas que podem modificar a escrita, esclarecendo-se que a 
gênese, sempre se mantém.
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É oportuno salientar e apresentar os ensinamentos da nobre perita e professora Virgí-
nia Telles:
A escrita pode sofrer transformações, normais ou ocasionais. Apesar dessas altera-
ções, permanece a gênese da mesma, a sua personalidade. É o caso do exame de escri-
tas lançadas em diferentes fases da vida (infância, maturidade e velhice) ou aquelas que 
apresentam modificações passageiras ou violentas, que apresentarão diferenças formais, 
porém sempre sendo possível detectar nelas, sua essência, sua gênese, estas sim, imutá-
veis (TELLES, 2010).
As modificações do grafismo decorrem de algumas causascomo veremos:
a) involuntárias: estas, em alguns casos, decorrem de fatores alheios à vontade do sujeito 
e subdividem-se em:
a.1) involuntárias normais: são aquelas oriundas da idade avançada do sujeito, que com 
o passar do tempo perde a tonicidade muscular do órgão escritor e variações na escrita 
começam a surgir, porém esta não é uma regra, pois existem inumemos casos de pessoas 
com idade avançada que mantém sua escrita sem qualquer alteração, principalmente àque-
las que fazem uso constante do ato de escrever;
a.2) involuntárias acidentais intrínsecas: são as advindas de emoções que alteram 
o comportamento psicossomático e que provoca sérias alterações nas escritas, tendo 
como exemplo:
• euforia;
• pavor;
• muita atenção no ato de escrever;
• ira; 
• estado de embriaguez.
a.3) involuntárias acidentais extrínsecas: são aquelas que independem do sistema ner-
voso central e muscular, sendo elas:
• posição incômoda no ato de escrever, como escrever em pé;
• suporte (mesa) inadequado, irregular ou áspero;
• instrumento escritor (caneta) em má condição de uso;
• iluminação inadequada;
• excesso de frio ou calor.
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b) voluntárias: são as modificações ocasionadas sempre propositalmente, seja ela ema-
nada do punho de um fraudador contra alguma vítima, ou os disfarces, que são as escritas 
e assinaturas feitas pelo punho do próprio autor, porém, este buscando esquiva-se, ou levar 
algum tipo de vantagem negando sua assinatura ou escrita.
c) patológicas: estas são ocasionadas por problemas de ordem motriz que afeta os mús-
culos responsáveis pelo ato de escrever, ou, psíquicas que alteram o sistema nervoso cen-
tral responsável pelos comandos genéticos da grafia. Tais causas podem ser passageiras, 
quando então a escrita com a passar do tempo retoma ao que era antes, e existem as irre-
versíveis que causam uma severa modificação na escrita sem que a mesma retome seu 
status anterior.
Contextualizando
Algumas características estudadas:
1. Morfologia
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2. Alógrafos
São características singulares que a escrita adquire depois que a escrita se torna desen-
volvida, automatizada. 
3. Alinhamento
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4. Ataques e remates
5. Laçada e remate
6. Movimento, presilhas e articulações
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���������������������������������������������������������������������������������Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula 
preparada e ministrada pelo professor Laécio Carneiro Rodrigues. 
A presente degravação tem como objetivo auxi
�liar no acompanhamento e na revisão do conteúdo ministrado na videoaula. Não recomendamos a 
substituição do estudo em vídeo pela leitura exclusiva deste material.