A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
40 pág.
SISTEMANERVOSOAUTNOMO1-200519-230316-1592249119

Pré-visualização | Página 2 de 8

tem a forma de borboleta
ou um H, em sua região central. Para a
divisão da substância cinzenta, conside
ramos a existência de duas linhas nos
contornos do ramo horizontal do “H”,
formando o corno anterior, o corno pos
terior e o corno lateral (também chama
dos de colunas). O corno lateral, entre
tanto, só aparece na medula torácica e
parte da medula lombar. De acordo
com alguns critérios, a região central
da me dula também pode ser
conhecida como sustância cinzenta
intermédia, que é ainda subdividida
em intermédia central e intermédia
lateral (onde está contido o corno
lateral). As colunas anteriores e
posteriores são mais desenvolvidas
em determinadas dilatações da medula
cervical e da medula lombar, devido à
inervação dos membros superiores e
inferiores, respectivamente. No cen tro
da substância cinzenta, encontra mos
o canal central da medula ou canal
ependimário.
Substância
branca
Corno
anterior
Substância
cinzenta
Corno
lateral
Corno
posterior
Figura 2: Organização da substância cin
zenta da medula. Fonte :https://www.
imaios.com/en/e-Anatomy/Anatomical-Part
s/ Intermediomedial-nucleus
Os gânglios do sistema simpático,
em sua maioria, encontram-se
conec tados entre si formando uma
longa cadeia longitudinal que se
estende dos dois lados da coluna
vertebral, formando a cadeia
paravertebral, ou tronco/cadeia
simpática. Outros gân glios
simpáticos são separados da cadeia
paravertebral, encontram-se mais
medialmente e são denomina dos
gânglios pré-vertebrais. Os axô nios
dos neurônios pós-ganglionares
são nervos longos que deixam os
gân glios em um feixe denominado
ramo comunicante cinzento, e se
incorpo ram aos nervos mistos, se
dirigindo aos seus territórios de
inervação. Por tanto, nos nervos
mistos podemos
SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO 9
encontrar fibras aferentes
associadas a receptores sensoriais,
fibras eferen tes associadas a
motoneurônios, mas também fibras
eferentes simpáticas.
Além disso, fibras pós-gangliona res
dirigidas a um órgão-alvo podem
constituir um nervo individualizado.
1
Sistema Nervoso Parassimpático
Os neurônios parassimpáticos pré-
-ganglionares podem ser encontra
dos em duas localizações distintas
no SNC: no tronco encefálico, asso
ciados a núcleos de nervos
cranianos (III, VII, IX e X pares
cranianos), e nos segmentos sacrais
(S2 e S3) da me dula espinal. Por
esta razão, o siste ma
parassimpático é frequentemente
referido como sistema craniossacral.
No tronco encefálico, as fibras pré-
-ganglionares emergem associadas
às fibras destes nervos cranianos.
Já nos segmentos sacrais da medu
la espinal, os neurônios emergem
da medula espinal pela raiz ventral e
projetam-se pelo nervo pélvico para
a inervação de seus órgãos-alvo.
Dife rentemente do sistema
simpático, os gânglios do sistema
parassimpático não se encontram
reunidos em uma cadeia, mas estão
isolados, situados muito próximos
aos órgãos-alvo ou mesmo em sua
parede. Geralmente, os neurônios
pré-ganglionares paras simpáticos
possuem axônios longos, ao passo
que os neurônios pós-gan glionares
possuem axônios curtos.
A inervação parassimpática direcio
na-se primariamente para a cabeça,
pescoço e órgãos internos. O
principal nervo parassimpático é o
nervo vago, o qual contém cerca de
75% de todas as fibras
parassimpáticas. Este nervo conduz
tanto informação sensorial dos
órgãos internos para o encéfalo,
quanto informação parassimpática
eferente do encéfalo para os órgãos.
NA PRÁTICA! A vagotomia é um pro
cedimento no qual o nervo vago é cirur
gicamente seccionado. Durante algum
tempo, essa cirurgia foi o tratamento
preferencial para úlceras gástricas,
uma vez que a remoção da inervação
pa rassimpática diminui a secreção
ácida do estômago. Entretanto, esse
proce dimento tem muitos efeitos
colaterais indesejáveis e tem sido
substituído por tratamentos
farmacológicos com ações mais
específicas.visceromotor
SE LIGA! O núcleo motor dorsal inerva os
órgãos viscerais do pescoço (faringe e laringe),
da cavidade torácica (traqueia, brônquios,
pulmões, coração e esôfago) e da cavidade
abdominal, incluindo a maior parte do trato
gastrointestinal, fí
gado e pâncreas. Já o núcleo ambíguo contém
dois grupos de neurônios: (1) o grupo dorsal,
que ativa os músculos estriados do palato mole,
da faringe, da laringe e do esôfago e (2) o
grupo ven
trolateral, que inerva o coração. Fibras
Viscerais Aferentes
As fibras motoras viscerais, nos ner
vos autônomos, são acompanhadas
de fibras viscerais aferentes. A
maioria dessas fibras aferentes
conduz infor mações que se
originam de recepto res sensoriais
presentes nas vísceras. A atividade
de muitos desses recep tores nunca
chega ao nível da consci ência. Ao
contrário, esses receptores dão
início ao ramo aferente de arcos
reflexos. Os reflexos viscerais funcio
nam no nível subconsciente, sendo
muito importantes para a regulação
homeostática e para os ajustes aos
estímulos externos.
Receptor
HORA DA REVISÃO!
Um ato reflexo, ou simplesmente um
reflexo, consiste em uma resposta auto
mática, involuntária, realizada
pelo nos so corpo diante de
um estímulo senso rial. Desse
modo, o estímulo é conduzido
para a medula a partir do
órgão receptor, através de
neurônios sensoriais ou afe
rentes. Na medula, neurônios
associati vos recebem a
informação e emitem um
impulso, através de neurônios
motores ou eferentes, que
desencadeará uma ação no órgão
efetor em resposta ao es tímulo inicial.
Esse caminho executado pelo impulso
nervoso, desde a recepção sensorial
até o ato reflexo, consiste no arco
reflexo.
Sistema Nervoso Entérico (SNE)
O sistema nervoso entérico, localiza
do na parede do trato
gastrointestinal, é composto pelo
plexo mioentérico, situado entre as
camadas muscula res longitudinal e
circular do intestino, e plexo
submucoso, situado na sub mucosa
do trato gastrointestinal. Os
neurônios do plexo mioentérico con
trolam, principalmente, a motilidade
gastrointestinal, enquanto a
principal função do plexo
submucoso é a regu lação da
homeostasia das secreções das
células epiteliais gastrointestinais.
Os reflexos que se originam no trato
gastrointestinal podem ser integra
dos e atuar sem que os sinais
neurais deixem o Sistema Nervoso
Entérico (SNE). Assim, a rede de
neurônios do SNE é o seu próprio
centro integrador, assim como o
encéfalo e a medula es pinal. Os
plexos nervos entéricos na parede
do trato agem como um “pe queno
cérebro”, permitindo que refle xos
locais sejam iniciados, integrados e
finalizados completamente no trato
gastrointestinal. Esses reflexos são
denominados reflexos curtos. O
plexo submucoso contém neurônios
senso riais que recebem sinais do
lúmen do trato gastrointestinal. A
rede do SNE integra esta
informação sensorial e, então, inicia
a resposta.
Embora o SNE possa funcionar isola
damente, ele também envia informa
ções sensoriais para o SNC e recebe
aferências através dos neurônios au
tônomos. Alguns reflexos clássicos
são originados nos receptores sen
soriais do trato gastrointestinal, mas
outros são originados fora do
sistema digestório.
Independentemente da sua origem,
os reflexos digestórios integrados
no SNC são chamados de reflexos
longos.
Nos reflexos longos, o músculo liso
e as glândulas do trato
gastrointestinal estão sob controle
autônomo. Em ge ral, observa-se
que a divisão paras simpática tem
ação excitatória e real ça as funções
do trato, enquanto os neurônios
simpáticos normalmente inibem as
funções gastrointestinais.
SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO 18
Parede do trato
gastrointestinal
Controla as secreções
Ocorrem inteiramente no
trato gastrointestinal
Curtos
Reflexos
Longos
Envolvem o SNC
Divisão simpática
Divisão
parassimpática
Localização
Sistema Nervoso
Entérico
Ação inibitória Ação
excitatória
Na submucosa do trato
gastrointestinal
Plexo submucoso
Componentes
Plexo mioentérico
Controla a motilidade
Entre as camadas
musculares
3. NEUROTRANSMISSORES
As fibras nervosas simpáticas e pa
rassimpáticas secretam principal
mente um dos dois