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SISTEMANERVOSOAUTNOMO1-200519-230316-1592249119

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e no
músculo ventricular do
coração. Atuam esti
mulando a adenilato ci
clase por meio da pro
teína G.
• Receptores β2: Lo
calizados na muscula
tura vascular lisa dos
músculos esqueléticos,
no músculo liso brôn
quico, nas paredes do
trato gastrointestinal e
nas paredes da bexiga.
Produzem relaxamen
to e seu mecanismo de
ação é o mesmo dos
receptores β1.
de inositol por meio da proteína
G. Têm localização pós-sináptica.
• Receptores α2: Podem atuar como
autorreceptores nas terminações
nervosas simpáticas pré-ganglio
nares, e também são encontrados
nas plaquetas, nos adipócitos e
nas paredes do trato
gastrointestinal.
Frequentemente, são inibitórios e
seu mecanismo de sinalização é a
inibição da adenilato ciclase pela
proteína Gi.
Como todos os receptores adrenérgi
cos são receptores acoplas à
proteína G, o início da resposta da
célula-alvo pode ser um pouco mais
lento, embo ra possa persistir por
um período mais prolongado do
que aquele normal mente associado
ao sistema nervoso.
26 SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO
Via do fosfolipídeo de inositol
α1
Maioria dos tecidos –
alvos simpáticos
Podem ser autorreceptores
Adrenérgicos
Trato gastrointestinal,
plaquetas e adipócitos
Via da adenilato cilase
Músculo cardíaco e rim
Via da adenilato ciclase
Músculos lisos de alguns órgãos e alguns vasos sanguíneos
Via da adenilato cilase
α2
β1 β2
RECEPTORES
Colinérgicos
Muscarínicos
Nicotínicos
Canais iônicos
Presente nos
gânglios
autônomos
Proteínas G
Tecidos – alvo das fibras colinérgicas
M5
M4
M3
M2
M1
Pupila, esôfago,
glândula parótida e vasos sanguíneos cerebrais
Cérebro e olhos
Músculos lisos
Músculos lisos
Glândulas salivares, coração, cérebro e olhos
SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO 27
ÓRGÃO AÇÃO SIMPÁTICA RECEPTO
R
SIMPÁTIC
O
AÇÃO
PARASSIMPÁTICA
RECEPTOR
PARASSIMPÁTICO
Coração � frequência cardíaca
� contratilidade
� condução no nó AV
β1
β1
β1
� frequência
cardíaca
�
contratilidade
nos átrios
� condução do
nó AV
M2
M2
M2
Músculo liso
vascular
Constrição dos vasos
san guíneos na pele e
vasos
esplênicos
Dilatação dos vasos
sanguí neos no músculo
esquelético
α1
β2
-
-
-
-
Sistema
gastrointestinal
� motilidade
Constrição dos esfíncteres
α2, β2
α1
� motilidade
Relaxamento
dos
esfíncteres
M3
M3
Bronquíolos Dilatação do músculos
liso bronquiolar
β2 Constrição do
músculo liso
bronquiolar
M3
Órgãos sexuais
masculinos
Ejaculação α Ereção M
Bexiga Relaxamento da parede
vesical
Constrição do esfíncter
β2
α1
Contração da
parede vesical
Relaxamento
do esfíncter
M3
M3
Olho
• Músculo
radial da
íris
• Esfíncter da
íris • Músculo
ciliar
Dilatação da pupila
(midríase)
-
Dilatação para visão de
longe
α
α
β
-
Constrição da
pupila (miose)
Contração para
visão de perto
Rim � secreção de renina β1 - -
Adipócitos � lipólise β1 - -
Tabela1. Retirada do livro de Linda Constanzo
SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO 28 SNC Órgão efetor
Parassimpático Simpático
Pré - ganglionarPós - ganglionar
ACh ACh
Receptor
nicotínico
Pré - ganglionar Pós - ganglionar
Receptor muscarínico
Suprarrenal
ACh Receptor nicotínico
Norepinefrina*
Epinefrina (80%)
Norepinefrina (20%)
Receptores α1,α2,β1 e
β2
ACh
Somático
Glândula suprarrenal Receptor
nicotínico
ACh
Músculo
esquelético Receptor
*Exceto nas glândulas sudoríparas, que usam
ACh
nicotínico
Figura 12. Organização do sistema nervoso autônomo. Fonte: KOEPPEN, Bruce M.; STANTON, Bruce A..
Fisiologia: Berne e Levy. 6 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009.
5. REFLEXO PUPILAR
Quando a luz incide sobre os olhos,
as pupilas se contraem em uma rea
ção chamada reflexo fotomotor.
Para compreender como esse ato
reflexo ocorre, devemos
compreender o ca minho percorrido
pelo sinal gerado com a incidência
da luz até o SNC e a resultante
contração da pupila. Ini cialmente,
ao chegar na retina, os es tímulos
luminosos são convertidos em
impulsos neuronais pelas células
fotorreceptoras da retina, os cones e
bastonetes. Esses sinais são trans
mitidos para as células bipolares,
que interagem com as células
gangliona res, as quais se fundem
para formar o disco óptico – local de
saída do nervo óptico - e o nervo
óptico. Estes são os primeiros
passos da via aferente do reflexo
pupilar à luz.
SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO 29
HORA DA REVISÃO!
A retina constitui a túnica mais interna
do olho, a parte nervosa, onde ocorre
a transdução da energia luminosa em
energia elétrica, que é conduzida pelas
células nervosas para o sistema
nervoso central. A retina é formada
por uma ca
mada epitelial pigmentar externa e
pela retina propriamente dita. A
porção da retina que tem função na
fotorrecepção é constituída por três
camadas princi
pais: a camada das células fotorrecep
toras, a camada dos neurônios
bipolares (que unem funcionalmente
os cones e bastonetes às células
ganglionares), e
a camada das células ganglionares,
que convergem para formar o nervo
óptico. Entre essas camadas, há
outras que abrigam as sinapses entre
essas célu
las, bem como outras células auxiliam
no processo de transdução da luz. Os
cones são células nervosas fotossen
síveis que costumam estar mais ativas
em locais de maior luminosidade, en
quanto os bastonetes proporcionam a
visão monocromática em locais de
baixa luminosidade.
Luz
SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO 30
O nervo óptico, então, forma o quias
ma óptico, que dá origem aos tratos
ópticos direito e esquerdo. Os tratos
ópticos juntam-se ao braço do
colículo superior e, em seguida, os
sinais via jam para a área pré-tetal
do mesencé falo. Cada área pré-tetal
envia sinais bilaterais para o núcleo
de Edinger Westphal que concentra
os corpos celulares dos neurônios
pré-ganglio nares parassimpáticos
eferentes. As fibras pré-
-ganglionares parassim
páticas caminham atra
vés do nervo oculomotor
e fazem sinapse no gân
glio ciliar, o qual envia as
fibras pós-ganglionares
para inervarem o múscu
lo esfíncter da pupila. A
contração desse músculo
promove a constrição pu
pilar (miose).
Inversamente, na escuri
dão, o reflexo é inibido, o
que resulta em dilatação
da pupila promovida por
um caminho diferente
pelo sistema simpático.
A função do reflexo fo
tomotor é a de ajudar o
olho a se adaptar de for
ma extremamente rápida
às mudanças das condi
ções de luminosidade.
consensual que se baseia no
estímulo da retina de um olho,
esperando que haja também a
contração da pupi la do lado oposto.
Para isso, o impul so nervoso cruza
o plano mediano no quiasma óptico
e na comissura poste rior, neste
caso através de fibras que, da área
pré-tetal, de um lado, cruzam para
o núcleo de Edinger Westphal, do
lado oposto.
SE LIGA! O exame do reflexo fotomotor
da pupila, realizado apontanto um foco
de luz para um olho, tem como objetivo
avaliar o funcionamento do tronco ence
fálico, dos nervos cranianos envolvidos
e das vias neurológicos apresentadas.
Anormalidades no reflexo fotomotor po
dem ser encontradas por conta de lesão
do nervo óptico ou do nervo oculomotor,
lesões no tronco encefálico resultantes
de tumores, e também podem ser cau
sadas pelo uso de determinados medi
camentos, como os barbitúricos.
SAIBA MAIS!
A síndrome de Horner é uma doença caracterizada pela tríade: miose (constrição anormal
da pupila), ptose (paralisia do músculo tarsal superior) e anidrose (perda de sudorese)
facial. Também pode ocorrer enoftalmia aparente, ilusão causada pelo fechamento parcial
da pálpe bra devido à ptose. A síndrome de Horner pode ser causada por lesão que
destrua os neurô nios simpáticos pré-ganglionares na porção superior da medula
torácica, que interrompa a cadeia simpática cervical ou que danifique a porção inferior do
tronco encefálico.
Figura 15. Síndrome de Horner Fonte:
https://www.merckmanuals.com/en-ca/professional/
neurologic-disorders/autonomic-nervous-system/horner-syndrome
6. REFLEXO MICCIONAL
Para compreender o reflexo miccio
nal, devemos iniciar com uma rápida
revisão da anatomia da bexiga e da
uretra, por onde a urina é eliminada.
A bexiga urinária é um órgão oco
cujas paredes contêm camadas