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ESTUDO DIRIGIDO_ Transferencia de renda e seguranca alimentar e nutrcional

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de deslocar a própria atenção de um lado para outro entre níveis sistêmicos; 4) Não é analítico, mas sim contextual; 5) A percepção do mundo vivo como uma rede de relações; 6) A estrutura vista como manifestação de processos subjacentes, tornando o pensamento sistêmico sempre em um pensamento processual (ROCHA; BURLANDY; MAGALHÃES, 2013). 
· A Segurança Alimentar e Nutricional ancora-se no direito humano a alimentação adequada defendida por organizamos internacionais e nacionais de defesa dos direitos humanos e da área da assistência social como um pilar de desenvolvimento de um país. Isto equivale a afirmar que nenhum país pode ser verdadeiramente desenvolvido se sua população não tiver o direito humano a alimentação adequada e em quantidade suficiente para sua vida em sociedade.
· A Segurança Alimentar e Nutricional vincula-se à concepção do direito humano à alimentação adequada. Essa perspectiva é construída, tanto no contexto nacional como internacionalmente, desde meados do século XX, demonstrando controvérsias ainda persistentes. O conceito atual envolve uma alimentação em quantidade suficiente, com qualidade e de forma adequada aos aspectos culturais, sociais e ambientais. Nesse sentido, foi por meio do Comitê de Direitos Sociais Econômicos e Culturais da ONU que o DHAA previsto na Declaração Universal, no PIDESC e em outros tratados- ganhou parâmetros específicos para o controle, que são atinentes aos debates atuais. Nas últimas décadas, o Brasil tem se destacado na adoção de políticas visando à segurança alimentar, com avanços significativos. Há um conjunto de atores e movimentos sociais envolvidos, que disputam decisões do e no Estado, entre produtores agrícolas, industriais, comerciantes, consumidores, entre outros. (ÁVILA; PESSOA, 2015, p. 12). 
· O ato de se alimentar é o mais básico do ser humano, mas metade da população mundial o faz precariamente, seja por carência material, o que ocasiona o problema da fome, ou por carência informacional, gerando a fome oculta, ou seja, má qualidade da alimentação causada por baixo índice e qualidade de nutrientes. É por isso que centrar o problema da fome na distribuição de alimentos não basta, é necessário que todo o ciclo de produção da sobrevivência esteja integrado para a promoção do desenvolvimento socialmente includente, ambiental e economicamente sustentável. Analisar a sustentabilidade da alimentação, desde a plantação dos insumos, a colheita, a chegada até a cozinha, o cuidado, a preparação, o descarte, a transformação do descarte e sua decomposição é a forma mais sábia de mostrar as relações sociais, políticas, econômicas e ambientais embutidas em cada etapa de um dos processos políticos mais importantes na vida do homem: o consumo de alimentos (RODRIGUES; ZANETI; LARANJEIRA, 2012, p. 23). 
· Disponibilidade de alimentos: Relaciona-se a aspectos vinculados ao transporte, a produção e a comercialização local de alimentos, em quantidade suficiente e de modo permanente que podem limitar a oferta de alimentos à população. Acesso aos alimentos: Relaciona-se a aspectos socioeconômicos e físicos que interferem na aquisição de alimentos pela população/famílias. Utilização biológica de nutrientes: Relaciona-se às condições de acesso a serviços sociais, de saneamento e de saúde que, ao incidirem sobre o estado de saúde do indivíduo, podem limitar a utilização biológica dos nutrientes oriundos dos alimentos consumidos. Estabilidade ao longo do tempo: Das outras três dimensões de segurança alimentar. Seu não cumprimento gera insegurança alimentar: inadequado acesso ao alimento, levando à deterioração do estado nutricional. A isso se somam fatores como as condições climáticas adversas, instabilidade política ou fatores econômicos como desemprego e aumento do preço dos alimentos (VÁSQUEZ ANGULO, 2014, p. 07).
· Sobre os liberais e neoliberais a principal ideia é a concepção de Estado mínimo. A situação econômica do País força uma reprogramação de recursos do Estado. Cada corrente ideológica prega uma visão de Estado e de acordo com estas visões a “bússola” de financiamentos dos programas muda. 
· Na aula 4 realizamos um debate sobre conceitos e princípios da segurança alimentar e nutricional, trajetória internacional da segurança alimentar e nutricional, a contribuição de Josué de Castro, o conceito de segurança alimentar e nutricional no Brasil e o pensamento sistêmico desta área em nosso País. Entre os conceitos e princípios da Segurança Alimentar e Nutricional estão: Direito à vida – Necessidade da realidade – Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – Direito ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade em quantidade suficiente – Socialmente sustentável – Garantia do essencial para o indivíduo sobreviver em sociedade;
· Trajetória internacional da segurança alimentar e nutricional: Criação da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) – Crise de escassez mundial de alimentos – Necessidade de crescimento da produção de alimentos – Sistema internacional de ajuda alimentar;
· Josué de Castro: Reflexão sobre o tema fome no mundo – Retirou o debate da fome do campo moral e sagrado – Contraposição a concentração de renda e propriedade;
· Conceito de segurança alimentar e nutricional no Brasil: 1985 o Ministério da Agricultura define uma proposta para a área – 1986 Conferência Nacional de Alimentação e Nutrição – 1993 Ação da Cidadania contra Fome que contava com o sociólogo Herbert de Souza (Betinho) – 1993 Constituição do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA)– 1994 I Conferência Nacional de Segurança Alimentar – 1995 Programa Comunidade Solidária – 1998 criação pelo movimentos sociais do Fórum brasileiro de Segurança Alimentar e Nutricional – 2003 recriação do CONSEA – Institucionalização do Programa Fome Zero pelo Governo Federal;
· Pensamento sistêmico da segurança alimentar e nutricional no Brasil: Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (LOSAN) – Aproximações com a área da saúde e da assistência social que possuem sistemas bem organizados – Organização em escala nacional – Institucionalização da política; 
· Na aula 5 aprofundamos o debate sobre o conceito de sistema, sistemas de segurança alimentar e nutricional, rede de equipamentos, inclusão produtiva rural e direito humano a alimentação adequada e políticas públicas. 
· Aprofundando sobre sistemas: Característica sistêmica da Segurança Alimentar e Nutricional no Brasil - Características do pensamento sistêmico (Mudança as partes para o todo, relação de organização entre as partes, capacidade de deslocar a própria atenção de um lado para outro em níveis sistêmicos, não é analítico, mas sim contextual, percepção do mundo vivo como uma rede de relações e pensamento processual) – Planejamento – Pobreza massiva e a fome tem naturezas sistêmicas – Se o problema é sistêmico temos que construir uma solução sistêmica;
· Sistemas de Segurança Alimentar e Nutricional: Elementos: formulação, implementação e monitoramento das políticas públicas - Componentes constitutivos: fluxos de interdependência e os mecanismos de coordenação – Elementos institucionais – Elementos Organizacionais – Organização nacional – Fluxo de informações – Trocas;
· Rede de equipamentos: Forma de operacionalização e distribuição da política materializada - legislação cria um sistema, o sistema organiza a política e os equipamentos são a operacionalização do concreto - ideia central do sistema é criar uma rede de equipamentos que possam estruturar operacionalmente o sistema dando coerência e efetividade para os planos e ações que versam sobre o tema – Oportunidade de qualificar a atuação dos entes federados – Garantia do direito humano a alimentação – Equipamentos como referências para as políticas;
· Inclusão produtiva rural: Prioridade ao combate à pobreza no campo – Cria condições objetivas para a produtividade – Duas vertentes: econômica e social – Incremento a produtividade agrícola;
· Direito humano a alimentação adequada e políticas públicas: