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IntroduoaoEstudodosTecidos

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onde auxiliam na
movimentação do muco.
INTRODUÇÃO AO ESTUDO DOS TECIDOS 17
Os flagelos, no corpo humano, são
encontrados somente nos esperma
tozoides. Eles são estruturas seme
lhantes aos cílios, porém mais
longos e limitados a um por célula,
enquanto pode haver 250 cílios em
uma célula ciliada da traqueia, por
exemplo.
Tipos de epitélios
Os epitélios são divididos em epi
télios de revestimento e epitélios
glandulares, de acordo com a sua
estrutura, arranjo celular e principal
função. Essa é uma separação didáti
ca, uma vez que existem epitélios de
revestimento nos quais há algumas
células glandulares especializadas
espalhadas ou mesmo em que todas
as células são secretoras.
Caracterização dos epitélios de
revestimento
Os epitélios de revestimento, como
evidenciado pelo nome, recobrem a
superfície externa do corpo e reves
tem as cavidades internas, tais como
as grandes cavidades corporais e o
lú men dos vasos e dos órgãos ocos.
As células desse epitélio são variam
em formato e estão dispostas em
folhetos, com diferentes números
de camadas.
Quanto à quantidade de camadas,
os epitélios são classificados em
simples, quando possuem só uma
camada de células, ou em
estratificados, quan
do há mais de uma camada.
Também existe uma categoria
especial deno minada epitélio
pseudoestratificado, que é formado
por apenas uma cama da celular, ou
seja, todas as células es tão
apoiadas sobre a lâmina basal, po
rém seus núcleos são visualizados
em diferentes alturas, dando a
impressão se de tratar de um
epitélio estratificado.
INTRODUÇÃO AO ESTUDO DOS TECIDOS 18
De acordo com a forma de suas cé
lulas, um epitélio pode ser pavimen
toso, cúbico, colunar (prismático e
cilíndrico são sinônimos) ou de tran
sição. Nos epitélios estratificados,
a classificação se dá pelo formato
das células da camada mais super
ficial, isso é, da camada mais
distante da lâmina basal e,
portanto, em con tato com a
superfície livre.
Figura 15. Tipos de epitélios de revestimento. Fonte: Histologia
Básica – Junqueira & Carneiro
A camada mais superficial de um
epi télio pavimentoso é constituída
por
células achadas e de núcleos alonga
dos. O epitélio cúbico é formado por
INTRODUÇÃO AO ESTUDO DOS TECIDOS 19
células cuboides e de núcleos arre
dondados, enquanto no epitélio co
lunar as células mais superficiais são
alongadas, sendo o seu maior eixo
perpendicular à lâmina basal. Nes
sas células, os núcleos são elípticos
e acompanham o maior eixo da
célula.
SE LIGA! No epitélio estratificado pa
vimentoso, as células epiteliais mais
próximas ao tecido conjuntivo são cha
madas de células basais. Apesar de o
epitélio ser classificado como pavimen
toso devido ao formato das células da
camada superficial, essas células
basais costumam ser cúbicas ou
prismáticas. Elas migram lentamente
para as ca madas mais superficiais, na
medida em estas sofrem descamação,
e mudam de forma pelo trajeto, se
tornando gradati vamente mais
achadas e alongadas.
O epitélio de transição é um tipo ex
clusivo de epitélio estratificado que
é encontrado no revestimento da be
xiga urinária, dos ureteres e da por
ção inicial da uretra. Nele, as células
sofrem variação em seu formato a
depender do grau de distensão ou
de relaxamento do órgão. Quando a
bexiga está vazia, as células mais ex
ternas apresentam aspecto mais glo
boso, ao passo que quando o órgão
se enche, as células tornam-se mais
achatadas e o epitélio parece ser
mais delgado.
A
Células
superficiais globosas
Células superficiais achatadas
Lâmina própria Lâmina própria
Membrana basalMembrana basal
Relaxado Distendido
B C
Figura 16 A: Ilustração do epitélio de transição. B: Corte de bexiga vazia. C: Corte de bexiga cheia. Fontes:
Histologia Básica – Junqueira & Carneiro e Atlas digital de histologia básica – UEL
INTRODUÇÃO AO ESTUDO DOS TECIDOS 20
O quadro a seguir elenca os diferen
tes tipos de epitélios de
revestimento e os locais onde são
encontrados:
O epitélio estratificado pavimento
pode ainda ser dividido em epité lio
estratificado pavimentoso não
queratinizado e epitélio estratifica
do pavimentoso queratinizado. O
primeiro nada mais é daquele que
até aqui tratamos somente como
epitélio estratificado pavimentoso.
Contudo, é importante diferenciá-lo
do epitélio queratinizado, que é
encontrado na pele.
Ambos são tipos epiteliais normal
mente sujeitos à atrito e forças mecâ
nicas, porém o epitélio queratinizado
possui, acima da sua camada celular
mais superficial, uma camada de
que ratina que protege e impede a
perda de líquido pela pele. Essa
camada é formada pelas células
superficiais que morrem e tem seu
citoplasma ocupado por queratina,
perdendo seu núcleo e organelas.
A
B Epitélio estratificado pavimentoso não
queratinizado
Epitélio estratificado pavimentoso
queratinizado
Figura 17 A. Epitélio estratificado pavimentoso não-queratinizado (509x). A seta indica as células achadas na
cama da mais superficial. B: Epitélio estratificado pavimentoso queratinizado da epiderme da pele (125x). Fonte:
Tratado de Histologia em Cores – Gartner
Caracterização dos epitélios
glandulares
Os epitélios glandulares são aqueles
formados por células que se especia
lizaram na atividade de secreção. Es
sas células podem sintetizar, armaze
nar e secretar proteínas, lipídeos
e/ou carboidratos. As moléculas a
serem secretadas costumam ficar
tempora riamente armazenadas em
pequenas
vesículas intracelulares chamadas
grânulos de secreção.
As glândulas podem ser classifica
das de acordo com inúmeros crité
rios. Podem ser uni ou
multicelulares, sendo a célula
caliciforme o melhor exemplo de
glândula unicelular. Ela costuma ser
encontrada no revesti mento do
intestino delgado e do trato
respiratório.
Figura 18. Epitélio simples colunar do revestimento do intestino. BE indica a borda em escova e C refere-se à
célula caliciforme. Fonte: Histologia Básica – Junqueira & Carneiro
As glândulas sempre se formam a
partir de epitélios de revestimen to,
por meio de proliferação celular e
invasão do tecido conjuntivo subja
cente, somado à diferenciação adi
cional. Quando as glândulas
mantêm
conexão com o seu epitélio de ori
gem, elas são chamadas de glându
las exócrinas, enquanto aquelas que
perdem essa conexão são classifica
das como endócrinas.
INTRODUÇÃO AO ESTUDO DOS TECIDOS 23
As glândulas exócrinas sempre pos
suem duas porções, a porção secre
tora e os ductos excretores. A parte
secretora é constituída pelas células
responsáveis pelo processo secretó
rio. Os ductos excretores nada mais
são do que a via de conexão rema
nescente entre a glândula e o epité
lio de revestimento que a originou. É
através deles que o material secreta
do irá alcançar a superfície do corpo
ou uma cavidade.
Essas duas partes das glândulas
exó crinas são usadas como critérios
clas sificatórios. Glândulas que
possuem somente um ducto não
ramificado são chamadas simples,
enquanto aquelas que têm ductos
excretores ramificados são
compostas. Segun do o formato da
porção secretora, as glândulas
podem ser tubulares, quando essa
porção possui a forma de um tubo,
tubulares enoveladas, tubulares
ramificadas ou acinosas, quando a
porção secretora é esférica ou
arredondada. As glândulas
endócrinas são aque
las que perderam sua conexão ao
epitélio de revestimento, portanto
não possuem ductos. Dessa forma,
suas secreções são lançadas ao
sangue para assim atingir o seu lo
cal de ação. Elas podem ser classifi
cadas de acordo com a organização
de suas células. Nas glândulas cor
donais as células formam cordões
anastomosados, entremeados por
capilares sanguíneos. Já as glân
dulas vesiculares são aquelas
constituídas por células que
formam vesículas ou folícu
los preenchidos pelo ma
terial por elas secretado.
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25
A
B
FIgura 21 A. Corte de tireoide (glândula vesicular).
B: Corte de paratireoide (glândula cordonal). Fonte:
Atlas digital de histologia básica – UEL
Por fim, as glândulas podem
também
ser classificadas de acordo com a
forma com que o material