A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
38 pág.
HISTOLOGIASISTEMACARDIOVASCULAR

Pré-visualização | Página 7 de 8

circundantes.
Estes hormônios auxiliam na
manutenção de fluidos e no
balanço eletrolítico e diminuem a
pressão sangüínea.
Figura 20. Corte histológico - disco intercalado.
Fonte: BREIJE, T. C.; SORENSON, R. L. Histology
guide: virtual histology laboratory. 2020. Disponível
em: http://www. histologyguide.com/. Acesso em
04/05/2020.
SISTEMA CARDIOVASCULAR 29
Figura 21. Miocárdio. Fonte: BREIJE, T. C.;
SOREN
SON, R. L. Histology guide: virtual histology
laboratory. 2020. Disponível em:
http://www.histologyguide.com/. Acesso em
04/05/2020.
SE LIGA! A camada intermediária,
o miocárdio, possui algumas
especializa ções, dentre elas está o
nó sinoatrial, atrioventricular e
feixe de His (fibras de purkinje). Nó
ou nodo sinoatrial é um
marcapasso fisiológico natural,
localiza- -se na junção da veia cava
superior com o átrio direito. Estas
células musculares cardíacas
nodais especializadas tendem a se
despolarizar espontaneamente 70
vezes por minuto, gerando um
impulso que se espalha pelas
paredes da câma ra atrial, através
de vias internodais até o nó ou
nodo atrioventricular, localizado na
parede septal, logo acima da valva
tricúspide. Além disso, há o feixe de
His, situado no interior do músculo
cardíaco do septo interventricular.
A composição histológica desse
feixe é por cardiomió citos, ou seja,
células musculares cardí acas
especializadas, que não possuem a
capacidade contrátil para se
tornarem condutoras rápidas de
impulsos ner vosos, facilitado por
meio do fluxo iô nico, que passam
através das junções comunicantes.
Figura 22. Condução de impulsos anato
mia. Fonte: JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO,
J.; ABRAHAMSOHN, P. Histologia básica:
texto e atlas. 13. ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2017.
O epicárdio é a camada mais
exter na do coração, também é
denomina do camada visceral do
pericárdio, constituído por um
epitélio simples
pavimentoso, denominado meso
télio. A camada subepicárdica é
for mada por tecido conjuntivo
frouxo que contém vasos
coronários, nervos
e gânglios. Além disso, essa é a
re gião em que a gordura é
armazenada na superfície do
coração. Há também as raízes
dos vasos que entram e saem do
coração, onde há a forma ção do
pericárdio, que é dividido em
fibroso e seroso. O pericárdio é
uma espécie de saco que recobre
o coração, possuindo, como dito
ante riormente, duas estruturas: a
exter na que é fibrosa, e a interna,
serosa.
SISTEMA CARDIOVASCULAR 30
A fibrosa recobre externamente os
grandes vasos, e a interna possui
uma constituição mais serosa, o pe
ricárdio seroso, constituído por
duas lâminas: a lâmina parietal e a
lâmina visceral. A lâmina parietal é
a mais externa e recobre a
superfície interna do pericárdio
fibroso e a lâmina visce ral, ou
epicárdio, é a reflexão ao nível
dos grandes vasos da lâmina
parietal em direção ao coração. O
pericárdio fibroso possui uma
constituição his tológica
composta por uma camada
densa de faixas colágenas que
se entrelaçam com o esqueleto
de fibras elásticas. É importante
assinalar ain da que o coração
está preso no me diastino por
ligamentos, como por exemplo a
base do coração que está presa
ao centro tendíneo do múscu lo
diafragma, por meio do
ligamento freno-pericárdio.
Figura 23. Camadas
do coração. Fonte:
https://br.pinterest.com/pin/41665
3403020778303. Fonte:
https://lacunoesc.wordpress.com/
2015/07/25/anatomia-cardiaca-p
arte-1/
SISTEMA CARDIOVASCULAR 31
NA PRÁTICA!
Algumas
patologias são
decorrentes de
alguns distúrbios
no tecido
cardíaco, dentre
elas doença
coronariana e
pericardite.
Figura 24. Doença coronarianA.
Fonte:
https://www.brasil247.com/geral/
doenca-coronariana-imagiolog
ia-para-monitorar-as-arterias
A Cardiopatia
Isquêmica é uma
doença
provocada pela
obstrução nas
arté rias
coronárias, vasos
que levam sangue
para o coração,
em decorrência
do acúmulo de
placas de
colesterol que
pode levar ao
infarto do
miocárdio ou até
à insuficiência
cardíaca. Os
tratamentos
incluem
mudanças no
estilo de vida,
medicamentos,
angioplastia e
cirurgia
Figura 25. Pericardite. Fonte:
https://cardiologiahmt.com.br/pericardite-
idiopatica/
Já a pericardite é
uma inflamação
da membrana que
recobre e protege
o co ração,
podendo ser
classificada como
aguda ou crônica.
O sintoma mais
co mum é dor
aguda no peito
com irradiação
para o ombro
esquerdo e
pescoço. A
pericardite
geralmente tem
início rápido,
contudo não dura
muito tempo. A
maioria dos casos
é leve e costuma
melhorar por
conta própria. O
tratamento dos
casos mais graves
pode incluir
medicamentos e,
raramente,
cirurgia.
SISTEMA CARDIOVASCULAR 32
Esqueleto fibroso cardíaco
O esqueleto cardíaco, ou ânulo
(anel) fibroso do coração, não é
uma estru tura óssea como o
esqueleto do corpo humano, mas
um suporte estrutural fibroso
para as câmaras do coração, o
órgão principal do sistema cardio
vascular. Sua constituição
histológica é de tecido
conjuntivo denso não
modelado, incluindo três
componen tes principais: anéis
fibrosos, trígo no fibroso e o
septo membraná ceo. Os anéis
fibrosos localizam-se em torno
da base da aorta, da artéria
pulmonar e dos orifícios
atrioventricu lares. O trígono
fibroso é localizado na
vizinhança da área da cúspide da
valva aórtica. Já o septo
membraná ceo forma a porção
superior do sep to
interventricular. De modo geral, o
esqueleto cardíaco possui
algumas funções, dentre elas a
ancoragem das cúspides das
valvas cardíacas, função muito
importante, tendo em vista que
de certo modo ela fixa as
cúspides para que nenhum movi
mento brusco a desloque. Além
dis so, impede a distensão das
valvas atrioventriculares e
semilunares, haja vista que nas
valvas atrioventri culares passam
um grande fluxo de sangue, e o
esqueleto fibroso impede que
haja uma distensão excessiva. É
importante pontuar ainda que
possui duas funções
extremamente impor tantes:
serve como inserção dos fei xes
do músculo cardíaco e promove
o isolamento elétrico.
Válvulas cardíacas
As válvulas cardíacas são
estrutu ras fibrosas,
posicionadas na entrada e saída
dos ventrículos, cuja função é
garantir que o sangue siga numa
única direção, sempre dos átrios
para os ventrículos, e destes para
a aorta e artérias pulmonares. É
importan te salientar que tanto as
válvulas de entrada como as de
saída, em condi ções normais, se
fecham em perfeita sincronia a
cada batimento cardíaco.
Qualquer distúrbio em umas das
vál vulas prejudica o bom
funcionamento do sistema
circulatório, podendo cau sar
trombos, coagulação no interior
do vaso sanguíneo, fruto da
agrega ção plaquetária. Algumas
válvulas se destacam, como a
válvula tricúspide (VT),
localizada entre o átrio e o ven
trículo direito. Ela possui três
folhetos que se fecham no início
da contração ventricular,
impedindo que o sangue retorne
do ventrículo ao átrio direito. Os
folhetos são sustentados em for
ma de um guarda-chuva pelas
cor doalhas tendinosas. Além
disso, há a válvula pulmonar
(VP), posicionada na saída do
fluxo sanguíneo do ven trículo
direito para o tronco da artéria
pulmonar. Seus folhetos se
fecham no final da contração
ventricular, evitan do que o
sangue que atingiu a artéria
pulmonar retorne para o
ventrículo di reito. O diâmetro
dessa válvula é me nor do que a
válvula tricúspide. A vál vula
mitral (VM), situada entre o átrio
e o ventrículo esquerdo, tem
como
SISTEMA CARDIOVASCULAR 33
função evitar o refluxo de sangue
do
ventrículo para o átrio esquerdo.
É im-
portante pontuar que a VM se
fecha
no início da contração ventricular.
APLICAÇÃO CLÍNICA: A febre reumá-
tica (FR), também chamada de reuma-
tismo infeccioso, é uma doença infla-
matória que se desenvolve após uma
infecção anterior provocada pelo
estrep-
tococo. Um dos sintomas da FR é a in-
flamação no músculo do coração
(cardi-
te), além do sopro cardíaco, quando há
comprometimento das válvulas do co-
ração. O tratamento é medicamentoso,
que incluem: prescrição de antibióticos
específicos, tendo em vista que o
agente
infeccioso é uma bactéria. Além da
pres-
crição de medicamentos
anti-inflamató-