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EXAME FÍSICO GERAL

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EXAME FÍSICO GERAL 
· Recomendações iniciais
 -Estar com o paciente em ambiente calmo e com o menor barulho possível;
-Iluminação adequada;
-Chamar o paciente sempre pelo o nome; 
-Informar à pessoa quais exames serão realizados, explicar cada passo do exame e obter consentimento verbal do paciente;
-Higienizar as mãos antes e depois de cada procedimento;
-O exame físico geral deve ser feito sempre de forma céfalo-caudal;
-O paciente deve ser examinado em decúbito, sentado, de pé e andando. Deve-se iniciar o exame na posição mais confortável para o paciente;
-Normalmente, o médico deve se posicionar à direita do paciente;
-A parte a ser examinada deve estar descoberta, mas sempre se respeitando o pudor do paciente;
-Sempre comparar com o lado contralateral; 
-Deixar os exames das áreas doloridas para o final;
-Informar à pessoa o resultado do exame.
· Materiais necessários
-Álcool gel ou água e sabão;
- Folha de registro dos dados;
- Caneta;
· Etapas
-Exame físico geral, somatoscopia ou ectoscopia (obtenção de dados gerais-visão do paciente como um todo);
-Exame físico específico (diferentes sistemas ou segmentos corporais).
· Sequência
-Avaliação do estado geral:
-É uma avaliação subjetiva com base no conjunto de dados exibidos pelo paciente e interpretados de acordo com a experiência de cada um;
-Compreende até que ponto a doença comprometeu o organismo, visto como um todo;
-BEG (bom estado geral), REG (regular estado geral), MEG (mal estado geral).
-Avaliação do nível de consciência :
-Caracterizado por uma avaliação neurológica. Realizar perguntas do tipo: “Como você chegou aqui hoje?”; “Que dia e ano nós estamos?”; “Em que lugar você está?”; 
-Avaliar a perceptividade, reatividade, deglutição e reflexos.
-LOTE (lúcido orientado no tempo e no espaço); Vigília (percepção consciente do mundo exterior e de si mesmo); Obnubilação (consciência pouco comprometida, estado de alerta é comprometido moderadamente. Semiotécnica para respostas do paciente: sacuda gentilmente o paciente como se o estivesse acordando); Sonolência (paciente responde mais ou menos de forma apropriada, e volta a dormir); Confusão mental (perda de atenção, alucinações, ilusões, percepção temporal anormal); Torpor/estupor (consciência comprometida, paciente desperta por estímulos mais fortes, presença de movimentos espontâneos, mas não abre os olhos. Semiotécnica para respostas do paciente: estímulo álgico (que gere uma dor), um beliscão); Coma (consciência totalmente comprometida, não responde a estímulos e não há movimentos espontâneos).
-Atualmente, usa­-se a escala de coma de Glasgow (EG) para se avaliar alterações do nível de consciência. Analisa-se 4 parâmetros (abertura ocular,reação motora, resposta verbal, reação pupilar). Interpretação (3 – coma profundo (vegetativo), 4 – coma profundo, 7 – coma intermediário, 11 – coma superficial, 15 – normalidade).
-Fala e linguagem:
-A fala depende de mecanismos bastante complexos que compreendem o órgão fonador (laringe), os músculos da fonação e a elaboração cerebral;
-Disfonia/afonia (alteração no timbre da voz causada por algum defeito no órgão fonador. Rouco, fanhoso ou bitonal); Dislalia (comum em criança, como a troca de letrar (“tasa” por “casa”). Um caso especial de disritmolalia: gagueira e taquilalia (fala rápida), taquifemia (fala rápida que “come” as palavras)); Disartria (alterações no músculo da fonação, incoordenação cerebral, hipertonia no parkinsonismo ou perda do controle piramidal (paralisia pseudobulbar). Vos baixa, voz arrastada, voz lenta); Disfasia (descoordenação da fala devido alguma lesão cortical; Disgrafia (perda da capacidade de escrever); Dislexia (perda da capacidade de ler).
-Avaliação do estado de hidratação:
-Analisar o consumo e a ingesta de água; alterações abruptas do peso; observar as fontanelas/moleiras do RN (quando fundas, pode indicar desidratação); deve-se pesquisar ainda alterações na pele quanto à umidade e ao turgor (“puxar” e observar se demora para voltar ao normal); analisar a mucosa oral e conjuntival, a diurese, a sudorese, a salivação; analisar se está bem, pouco ou mal e quantificar em cruz (+/4+);
-Tipos de desidratação: Leve (perda de até 5% do peso); moderada (perda de 5 a 10% do peso); grave (perda superior a 10%); isotônica (quando o sódio está nos limites normais); hipotônica (sódio abaixo do nível (hiponatremia)); hipertônica (sódio elevado (hipernatremia)).
-Altura e outras medidas antropométricas:
-Altura: Quando o paciente é capaz de ficar na posição ortostática (de pé, ereto), a altura é feita pela balança com estadiômetro ou com fita métrica; em crianças de até 2 anos de idade, é mais recomendado medir a altura/comprimento com ela deitada, utilizando uma régua antropométrica; em idosos devido ao encurtamento e curvatura da coluna vertebral, é mais recomendável medir a altura do joelho (paciente deve está sentado, com os pés no chão, quando não for possível ficar sentado, deve-se colocar o paciente em posição supina com a perna fletida de forma perpendicular ao colchão), em pacientes acamados utiliza-se a altura recumbente (paciente deitado em posição supina (decúbito dorsal)).
-Peso: O peso corporal é a soma de todos os componentes da composição corporal: água e tecidos adiposo, muscular e ósseo. Sua avaliação é útil para determinar e monitorar o estado nutricional, utilizado como marcador indireto da massa proteica e reserva de energia.
-IMC: O índice de massa corporal (IMC) é amplamente utilizado como indicador do estado nutricional. É expresso pela fórmula: IMC = peso atual (kg)/altura2 (m). Valores de referência baixo peso (< 18,5); peso adequado (≥ 18,5 e < 24.9); sobrepeso (≥ 25 e < 29.99); obesidade Grau I (30 a 34.9); obesidade Grau II (35 a 39.9); obesidade Grau III (> 40).
-Circunferência da cintura: Utilizado para o diagnóstico de obesidade abdominal e reflete o conteúdo de gordura visceral. É medida no ponto médio entre a última costela e a crista ilíaca. Valores de referência para homens não pode ser > 102 cm e para mulheres não pode ser > 88 cm.
-Relação cintura-quadril (RCQ): A cintura mede-se a circunferência em um ponto médio entre o final dos arcos costais; e o quadril mede-se no nível das espinhas ilíacas anteriores. A relação RCQ é feita pela divisão do valor da cintura e do valor do quadril, e o valor de referência para mulheres RCQ menor que 0.8 e para homens RCQ menor que 0.9.
-Avaliação do estado nutricional:
-Na avaliação do estado nutricional, é necessário obter informações corretas, a fim de se identificar distúrbios e/ou agravos ligados à alimentação e à doença de base. A avaliação é feita com base no IMC.
-Desenvolvimento físico: 
-Deve ser levado em consideração a idade e o sexo, bem como a altura e a estrutura somática. Os achados podem ser enquadrados em desenvolvimento normal; hiperdesenvolvimento (gigantismo); hipodesenvolvimento; hábito grácil (constituição corporal frágil e delgado, ossatura fina, musculatura pouco desenvolvida, peso e altura abaixo dos níveis normais. Não tem significado patológico.) e infantilismo (persistência anormal das características infantis na fase adulta).
-Fácies:
-Conjunto de dados exibidos na face do paciente: traços anatômicos, expressão do olhar, movimentos das asas do nariz e a posição da boca. 
-A face normal é chamada de atípica.
-Atitude e decúbito preferido no leito:
-Posição adotada pelo paciente no leito ou fora dele, por comodidade, hábito ou com o objetivo de conseguir algum alívio para algum sintoma; 
-Podem ser voluntárias (quando o paciente assume a posição de forma consciente) ou involuntárias (a posição independe da vontade);
-Voluntárias: Atitude ortopneica (paciente adota a posição para aliviar a falta de ar decorrente de insuficiência cardíaca, asma ou ascite); atitude genupeitoral (a posição facilita o enchimento do coração em casos de derrame pericárdico); atitude de cócoras (observada em crianças com cardiopatia congênita cianótica. A posição promove alívio de hipoxia generalizada); atitude parkinsoniana (semiflexão da