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ESCUTATÓRIA: o autor enfatiza a necessidade que as pessoas têm de falar, e a dificuldade em ouvir. Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Escutar é complicado e sutil. Filosofia é um monte de ideias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Aí a gente que não é cego abre os olhos. O autor relata “Faz muito tempo, nunca me esqueci. Eu ia de ônibus. Atrás, duas mulheres conversavam. Uma delas contava para a amiga os seus sofrimentos. Falavam de sofrimentos. Uma delas contava do marido hospitalizado, dos médicos, dos exames complicados, das injeções na veia - a enfermeira nunca acertava -, dos vômitos e das urinas. Era um relato comovente de dor. Até que o relato chegou ao fim, esperando, evidentemente, o aplauso, a admiração, uma palavra de acolhimento na alma da outra que, supostamente, ouvia. Mas o que a sofredora ouviu foi o seguinte: "Mas isso não é nada..." A segunda iniciou, então, uma história de sofrimentos incomparavelmente mais terríveis e dignos de uma ópera que os sofrimentos da primeira. Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil da nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos... Digerir leva tempo. É preciso tempo para entender o que o outro falou. Se falo logo a seguir são duas as possibilidades. Primeira: "Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava eu pensava nas coisas que eu iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado." Segunda: "Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou." Em ambos os casos estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada. O longo silêncio quer dizer: "Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou." Há grupos religiosos cuja liturgia consiste de silêncio. Não basta o silêncio de fora. E preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir. Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras. E música, melodia que não havia e que quando ouvida nos faz chorar. Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto. A DINÂMICA DA TRANSFERÊNCIA: O texto visa a explicar como a transferência é necessariamente ocasionada durante o tratamento psicanalítico, e como vem ela a desempenhar neste seu conhecido papel. Importante compreender que cada indivíduo, através da ação combinada de sua disposição inata e das influências sofridas durante os primeiros anos, conseguiu um método específico próprio de conduzir-se na vida erótica. Isso produz um clichê estereotípico constantemente repetido e que não é inteiramente incapaz de mudar, frente a experiências recentes. Somente uma parte daqueles impulsos que determinam o curso da vida erótica passou por todo o processo de desenvolvimento psíquico. Esta parte está dirigida para a realidade, acha-se à disposição da personalidade consciente e faz parte dela. Outra parte dos impulsos libidinais foi retida no curso do desenvolvimento; mantiveram-na afastada da personalidade consciente e da realidade. Se a necessidade que alguém tem de amar não é inteiramente satisfeita pela realidade, ele está fadado a aproximar-se de cada nova pessoa que encontra com ideias libidinais antecipadas. É normal que a catexia libidinal de alguém que se acha parcialmente insatisfeito, uma catexia que se acha pronta por antecipação, dirija-se também para a figura do médico. Decorre de nossa hipótese primitiva que esta catexia recorrerá a protótipos, ligar-se-á a um dos clichês estereotípicos que se acham presentes no indivíduo; ou, para colocar a situação de outra maneira, a catexia incluirá o médico numa das ‘séries’ psíquicas que o paciente já formou. As peculiaridades da transferência para o médico, que acontecem sem que se possa justificar em fundamentos sensatos ou racionais, tornam-se inteligíveis se tivermos em mente que essa transferência foi precisamente estabelecida não apenas pelas idéias antecipadas conscientes, mas também por aquelas que foram retidas ou que são inconscientes. Em primeiro lugar, não compreendemos por que a transferência é tão mais intensa nos indivíduos neuróticos em análise que em outras pessoas desse tipo que não estão sendo analisadas. Em segundo, permanece sendo um enigma a razão por que, na análise, a transferência surge como a resistência mais poderosa ao tratamento, enquanto que, fora dela, deve ser encarada como veículo de cura e condição de sucesso. Assim que esta explicação é fornecida, a interrupção é removida ou a situação se altera, de uma em que as associações faltam para outra em que elas estão sendo retidas Nas instituições em que doentes dos nervos são tratados de modo não analítico, podemos observar que a transferência ocorre com a maior intensidade e sob as formas mais indignas, chegando a nada menos que servidão mental e, ademais, apresentando o mais claro colorido erótico. A transferência, no tratamento analítico, invariavelmente nos aparece, desde o início, como a arma mais forte da resistência, e podemos concluir que a intensidade e persistência da transferência constituem efeito e expressão da resistência. Não podemos compreender o emprego da transferência como resistência enquanto pensarmos simplesmente em ‘transferência’. Temos de nos resolver a distinguir uma transferência ‘positiva’ de uma ‘negativa’, a transferência de sentimentos afetuosos da dos hostis e tratar separadamente os dois tipos de transferência para o médico. A transferência positiva é ainda divisível em transferência de sentimentos amistosos ou afetuosos, que são admissíveis à consciência, e transferência de prolongamentos desses sentimentos no inconsciente. A transferência negativa nas formas curáveis de psiconeurose, é encontrada lado a lado com a transferência afetuosa, amiúde dirigidas simultaneamente para a mesma pessoa. A ambivalência nas tendências emocionais dos neuróticos é a melhor explicação para sua habilidade em colocar as transferências a serviço da resistência. Onde a capacidade de transferência tornou-se essencialmente limitada a uma transferência negativa, como é o caso dos paranóicos, deixa de haver qualquer possibilidade de influência ou cura. Controlar os fenômenos da transferência representa para o psicanalista as maiores dificuldades; mas não se deve esquecer que são precisamente eles que nos prestam o inestimável serviço de tornar imediatos e manifestos os impulsos eróticos ocultos e esquecidos do paciente. OBSERVAÇÕES DO AMOR TRANSFERENCIAL: Todo principiante em psicanálise provavelmente se sente preocupado com as dificuldades em interpretar as associações do paciente e lidar com a reprodução do reprimido. Porém, logo aprende a encarar estas dificuldades como insignificantes e logo fica convencido de que as únicas dificuldades realmente sérias que tem de enfrentar residem no manejo da transferência . Dentre estas, destaca-se o amor transferencial. Esta situação tem seus aspectos aflitivos e cômicos, bem como os sérios. Ela é também determinada por tantos e tão complicados fatores, é tão inevitável e tão difícil de esclarecer, que uma discussão sobre o assunto, para atender a uma necessidade vital da técnica analítica, A significância de tal fenômeno tem importância distinta para médico e paciente. Para o médico, o fenômeno significa um esclarecimento valioso e uma advertência útil contra qualquer tendência a uma contratransferência que pode estar presente em sua própria mente. Ele deve reconhecer que o enamoramento da paciente é induzido pela situação analítica e não deve ser atribuído aos encantos de sua própria pessoa; de maneira que não tem nenhum motivo paraorgulhar-se de tal ‘conquista’, como seria chamada fora da análise. E é sempre bom lembrar-se disto. Para a paciente, contudo, há duas alternativas: abandonar o tratamento psicanalítico ou aceitar enamorar-se de seu médico como um destino inelutável. À primeira vista, certamente não parece que o fato de a paciente se enamorar na transferência possa resultar em qualquer vantagem para o tratamento. Primeiro e antes de tudo, mantém-se na mente a suspeita de que tudo que interfere com a continuação do tratamento pode constituir expressão da resistência. Não pode haver dúvida de que a irrupção de uma apaixonada exigência de amor é, em grande parte, trabalho da resistência. Mas como deve o analista comportar-se, a fim de não fracassar nessa situação, se estiver persuadido de que o tratamento deve ser levado avante, apesar desta transferência erótica, e que deve enfrentá-la com calma? Se faz necessário substituir o impedimento moral por considerações de técnica analítica, sem qualquer alteração no resultado. Instigar a paciente a suprimir, renunciar ou sublimar seus instintos, no momento em que ela admitiu sua transferência erótica, seria, não uma maneira analítica de lidar com eles, mas uma maneira insensata. Não devemos iludir-nos sobre o êxito de qualquer procedimento desse tipo. Como sabemos, as paixões pouco são afetadas por discursos sublimes. O tratamento analítico se baseia na sinceridade, e neste fato reside grande parte de seu efeito educativo e de seu valor ético. É perigoso desviar-se deste fundamento. Todo aquele que se tenha embebido na técnica analítica não mais será capaz de fazer uso das mentiras e fingimentos que um médico normalmente acha inevitáveis. A técnica analítica exige do médico que ele negue à paciente que anseia por amor a satisfação que ela exige. Se deve permitir que a necessidade e anseio da paciente nela persistam, a fim de poderem servir de forças que a incitem a trabalhar e efetuar mudanças, e que devemos cuidar de apaziguar estas forças por meio de substitutos. O que aconteceria se o médico se comportasse diferentemente e, supondo que ambas as partes fossem livres, se aproveitasse dessa liberdade para retribuir o amor da paciente e acalmar sua necessidade de afeição? Se ele houvesse sido guiado pelo cálculo de que esta concordância de sua parte lhe garantiria o domínio sobre a paciente e assim capacitá-lo-ia a influenciá-la a realizar as tarefas exigidas pelo tratamento e, dessa maneira, liberar-se permanentemente de sua neurose, então a experiência inevitavelmente mostrar-lhe-ia que seu cálculo estava errado. A paciente alcançaria o objetivo dela, mas ele nunca alcançaria o seu. É tão desastroso para a análise que o anseio da paciente por amor seja satisfeito, quanto que seja suprimido. O caminho que o analista deve seguir não é nenhum destes; é um caminho para o qual não existe modelo na vida real. Ele tem de tomar cuidado para não se afastar do amor transferencial, repeli-lo ou torná-lo desagradável para a paciente; mas deve, de modo igualmente resoluto, recusar-lhe qualquer retribuição. O amor transferencial é provocado pela situação analítica; e grandemente intensificado pela resistência, que domina a situação; assim, falta-lhe em alto grau consideração pela realidade, é menos sensato, menos interessado nas consequências e mais ego em sua avaliação da pessoa amada do que estamos preparados para admitir no caso do amor normal. Para o médico, motivos éticos unem-se aos técnicos para impedi-lo de dar à paciente seu amor. O psicoterapeuta analítico tem, assim, uma batalha tríplice a travar - em sua própria mente, contra as forças que procuram arrastá-lo para abaixo do nível analítico; fora da análise, contra opositores que discutem a importância que ele dá às forças instintuais sexuais e impedem-nos de fazer uso delas em sua técnica científica; e, dentro da análise, contra as pacientes, que a princípio comportam-se como opositores, mas, posteriormente, revelam a supervalorização da vida sexual que as domina e tentam torná-lo cativo de sua paixão socialmente indomada. RECOMENDAÇÕES AO MÉDICOS QUE EXERCEM A PSICANÁLISE: As regras técnicas apresentadas foram alcançadas pela própria experiência do autor, no decurso de muitos anos, após resultados pouco afortunados o haverem levado a abandonar outros métodos. O primeiro problema que se defronta o analista trata-se da tarefa de lembrar-se de todos os inumeráveis nomes, datas, lembranças, pormenorizadas e produtos patológicos que cada paciente comunica no decurso de meses e anos de tratamento . Para tal situação a técnica Consiste simplesmente em não dirigir o reparo para algo específico e em manter a mesma ‘atenção uniformemente suspensa’ (como a denominei) em face de tudo o que se escuta. O que se consegue desta maneira será suficiente para todas as exigências durante o tratamento. O autor desaconselha a tomada de notas integrais, a manutenção de um registro estenográfico etc., durante as sessões analíticas. Nenhuma objeção pode ser levantada a fazerem-se exceções a esta regra no caso de datas, texto de sonhos, ou eventos específicos dignos de nota, que podem ser facilmente desligados de seu contexto e são apropriados para uso independente, como exemplos. Tomar notas durante a sessão com o paciente poderia ser justificado pela intenção de publicar um estudo científico do caso. Em fundamentos gerais, isto dificilmente pode ser negado. Não obstante, deve-se ter em mente que relatórios exatos de histórias clínicas analíticas são de menor valor do que se poderia esperar. Estritamente falando, possuem apenas a exatidão ostensiva de que a psiquiatria ‘moderna’ fornece-nos alguns exemplos marcantes. Uma das reivindicações da psicanálise em seu favor é indubitavelmente, o fato de que, em sua execução, pesquisa e tratamento coincidem; não obstante, após certo ponto, a técnica exigida por uma opõe-se à requerida pelo outro. Não é bom trabalhar cientificamente num caso enquanto o tratamento ainda está continuando - reunir sua estrutura, tentar predizer seu progresso futuro e obter, de tempos em tempos, um quadro do estado atual das coisas, como o interesse científico exigiria. O autor não aconselha seus colegas a tomarem como modelo, durante o tratamento psicanalítico, o cirurgião, que põe de lado todos os sentimentos, até mesmo a solidariedade humana, e concentra suas forças mentais no objetivo único de realizar a operação tão competentemente quanto possível. O sentimento mais perigoso para um psicanalista é a ambição terapêutica de alcançar, mediante este método novo e muito discutido, algo que produza efeito convincente sobre outras pessoas. Todas as técnicas apresentadas se destinam a criar, para o médico, uma contrapartida à ‘regra fundamental da psicanálise’ estabelecida para o paciente. Assim como o paciente deve relatar tudo o que sua auto-observação possa detectar, e impedir todas as objeções lógicas e afetivas que procuram induzi-lo a fazer uma seleção dentre elas, também o médico deve colocar-se em posição de fazer uso de tudo o que lhe é dito para fins de interpretação e identificar o material inconsciente oculto. O médico deve ser opaco aos seus pacientes e, como um espelho, não mostrar-lhes nada, exceto o que lhe é mostrado. Na prática, é verdade, nada se pode dizer contra um psicoterapeuta que combine uma certa quantidade de análise com alguma influência sugestiva, a fim de chegar a um resultado perceptível em tempo mais curto. A ambição educativa é de tão pouca utilidade quanto a ambição terapêutica. Deve-se, ademais, manter em mente que muitas pessoas caem enfermas exatamente devido à tentativa de sublimar os seus instintos além do grau permitido por sua organização. Até que ponto deve-se buscar a cooperação intelectual do paciente no tratamento? É difícil dizer algo de aplicabilidade geral sobre este ponto: a personalidade do paciente é o fator determinante. Em todos os casos, porém, cautela e autodomínio devem ser observados a este respeito. POR QUE A PSICANÁLISE: a autora aponta para a depressãocomo epidemia psíquica que domina a subjetividade contemporânea como uma forma atenuada da antiga melancolia e critica as práticas paralelas, que têm como denominador comum o oferecimento de uma crença, portanto, de uma ilusão de cura, receitando ao paciente a mesma gama de medicamentos, seja qual for o seu sintoma. Assim, a sociedade moderna buscaria banir a realidade da morte e da violência, procurando integrar num único sistema as diferenças e as resistências. Mas a infelicidade tem retornado ao campo das relações afetivas e sociais. Para Roudinesco, a concepção freudiana de um sujeito do inconsciente, consciente de sua liberdade, mas atormentado pelo sexo, pela morte e pela proibição, foi substituída pela concepção mais psicológica de um indivíduo depressivo, que foge de seu inconsciente e está preocupado em retirar de si a essência de todo o conflito. Desse modo, a psicofarmacologia encerrou o sujeito numa nova alienação ao pretender curá-lo de sua própria essência humana. Questiona-se, então: que medicamentos será necessário inventar, no futuro, para tratar dos que se houverem “curado”, substituindo um abuso por outro? A autora lembra que a histeria representava uma contestação da ordem burguesa, uma revolta que, mesmo impotente, foi significativa por seus conteúdos sexuais, tanto que Freud lhe atribuiu um valor emancipatório, do qual todas as mulheres se beneficiariam. No entanto, cem anos depois, assiste-se a uma regressão, daí o paradigma da depressão, que parece atingir também a psicanálise, contestada por uma sociedade que parece preferir a psicologia clínica e a farmacologia, a exigir que os sintomas psíquicos tenham uma causalidade orgânica. Assim, os clínicos parecem não ter alternativa senão atender a essa demanda maciça de psicotrópicos. Nessa situação, a psicanálise é permanentemente violentada por um discurso abusivo que não para de criticar sua ineficácia experimental e seu reconhecimento da singularidade de uma experiência subjetiva que coloca o inconsciente, a morte e a sexualidade no cerne da alma humana. Ao invés disso, o remédio orienta o paciente para uma posição “remediada”, cada vez menos conflituosa e, portanto, cada vez mais depressiva, atendendo, seja qual for a duração da receita, a uma situação de crise, a um estado sintomático. Falando do psiquismo, afirma que sintomas não remetem a uma única doença, e esta é, mais exatamente, um estado. Então, a cura não seria outra coisa senão uma transformação existencial do sujeito. No entanto, a autora lembra que mesmo Freud, nos últimos anos de sua vida, considerava que, um dia, os avanços da farmacologia poderiam impor limites à técnica do tratamento pela fala. Uma sociedade obcecada pela padronização de comportamentos e de crenças voltadas para a normatização de atitudes diante dos pretensos padrões de normalidade. Espaço em que os afetos da alma passaram a ser explicados apenas por substâncias químicas, funções cerebrais e respostas biológicas. Neste contexto a palavra passa a ser substituída por medicamentos: promessa de felicidade concentrada em pílulas do prazer, destinadas a indivíduos massificados. Roudinesco se posiciona diante do uso de psicotrópicos pondo em debate o uso dos medicamentos é o modo como eles são utilizados. Num mundo de valores utilitaristas e urgentes, passa a ser mais apropriada a crença numa fórmula química do que no manejo das relações regidas pela linguagem. Baseada em argumentos fundamentados numa visão analítica requintada, ela prevê a permanência da psicanálise nos tempos que estão por vir; apesar das críticas e de tentativas em contrário por uma perspectiva neurocientífica do psiquismo e do desejo da alma humana.