Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

APOSTILA DE ESTUDO DE IMUNOLOGIA
Conceitos básicos em imunologia
"A influenza é uma doença respiratória infecciosa de origem viral, que representa um problema de saúde pública no Brasil. Essa patologia pode causar complicações graves e até óbito. A principal intervenção preventiva para esse agravo é a vacinação. A campanha anual, realizada desde 1999, vem contribuindo ao longo dos anos para a prevenção da gripe nos grupos vacinados." (BRASIL, 2014)
O sistema imunológico adaptativo produz uma resposta duradoura (memória imunológica), permitindo que encontros posteriores possibilitem uma resposta mais rápida e eficiente. A gripe é causada pelos vírus Influenza, da família dos ortomixovírus. São conhecidos três tipos de vírus da influenza: A B e C. São altamente transmissíveis e podem sofrer mutações (transformações em sua estrutura genética). Assim, torna-se necessário uma nova imunização para que a população possa estar imune a novas variantes do vírus. 
Todos os epitélios produzem peptídeos antimicrobianos chamados defensinas, que matam bactérias, fungos e vírus envelopados, interferindo em suas membranas.
Uma bactéria que habitualmente não causa nenhuma patologia, mas que, em determinadas condições específicas, pode vir a tornar-se patológica é conhecida como oportunista. São grupo de patógenos que colonizam o corpo humano sem efeito mórbido na maior parte do tempo. Provocam doenças se as defesas do corpo estiverem enfraquecidas ou se o micróbio entrar em um ambiente no qual encontre condições ótimas de vida.
Os linfócitos B irão se proliferar depois de ativados. Diferenciam-se em células plasmáticas, as quais secretam uma série de imunoglobulinas.
Células mediadoras da resposta imune
O sistema imune é responsável pela eliminação de quaisquer microrganismos que venham a entrar em contato com as nossas células. Quando sofremos um acidente no qual inserimos microrganismos para dentro de nossos tecidos, como no caso representado pela figura, nosso corpo inicia uma resposta (homeostasia) para a recuperação ao dano e eliminação de possíveis agentes agressores que tenham sido internalizados.
Nesses eventos, há a mobilização de células fagocitárias, como os neutrófilos, que são recrutados para o local da lesão, onde terão a função de capturar, engolfar e matar os microrganismos. Somam-se aos neutrófilos os macrófagos e as células dendríticas (células sedentárias residentes nos tecidos).
O macrófago, cujo nome significa "grande fagócito", auxilia na limpeza do corpo por fagocitar e eliminar células mortas, fragmentos celulares e microrganismos invasores. Já as células dendríticas apresentam função de sinalização; são elas que são enviadas para ativar uma resposta imune adaptativa, por isso são conhecidas como células apresentadoras de antígenos, tendo como função a ativação de linfócitos T.
As células do sistema imune são principalmente os leucócitos, em conjunto com as outras células sanguíneas. Os leucócitos são continuamente produzidos em um processo denominado de hematopoiese.
Quando recém-formados, os linfócitos encontram-se em sua forma inativa. São denominados “naive” os linfócitos que não tiveram exposição a antígenos. 
Os linfócitos T apresentam especificidade restrita para os patógenos, reconhecendo, dessa forma, peptídeos derivados de proteínas estranhas que estejam ligados a proteínas do hospedeiro, as quais são denominadas de MHC. Dentro das células de reconhecimento, os derivados de patógenos são ligados a glicoproteínas chamadas de moléculas de MHC.
As células dendríticas são células transportadoras de antígenos para órgãos linfoides, objetivando apresentá-los para o reconhecimento por linfócitos T (APC). 
Linfa, órgãos e tecidos linfóides.
Nos casos de retirada do baço (esplenectomia), há a diminuição da imunidade adaptativa frente a bactérias encapsuladas (Haemophilus influenzae e Streptococcus pneumoniae). Pode-se contornar tal situação com a imunização por injeção de vacinas subcutâneas, pois elas estimularão a resposta imune nos tecidos linfoides drenantes, órgãos que mantêm as funções imunológicas normais nos indivíduos.
Os tecidos linfoides são regiões especializadas repletas de linfócitos. Para melhor caracterização, podemos classificá-los como primário e secundário. 
São exemplos de tecido linfático primário: Timo e medula óssea.
As células dendríticas chegam a um linfonodo por vasos linfáticos aferentes. Vasos responsáveis pela drenagem dos tecidos, desembocando em um linfonodo.
A característica que diferencia o baço dos demais órgãos linfoides secundários é baço não tem conexão com os vasos linfáticos.
Princípios da imunidade inata
As principais estratégias adotadas pela imunidade inata:
A pele é a primeira defesa do corpo humano contra uma infecção. Ela possui uma barreira impenetrável de epitélio protegido por camadas de células queratinizadas.
Em continuidade com a pele estão os epitélios que revestem os tratos respiratório, gastrintestinal e urogenital. Essas superfícies são conhecidas como superfícies mucosas (ou apenas mucosas), por serem continuamente banhadas pelo muco que secretam. Essa camada de fluido espesso contém glicoproteínas, proteoglicanos e enzimas que protegem as células epiteliais contra danos e ajudam a limitar a infecção.
"Enzimas antimicrobianas, como a lisozima, iniciam a digestão da parede celular bacteriana; peptídeos antimicrobianos, como as defensinas, lisam diretamente a membrana da célula bacteriana; e um sistema de proteínas plasmáticas, conhecidas como sistema do complemento, direciona-se aos patógenos para lise e para fagocitose por células do sistema imune inato, como os macrófagos."
A lisozima é uma enzima antimicrobiana produzida pela superfície epitelial da pele. Além dos epitélios, essa enzima pode ser produzida nas células de Paneth. 
A lisozima é uma glicosidase responsável por quebrar seletivamente a ligação β(1, presente no componente peptideoglicano da parede celular bacteriana. Essa enzima é mais eficaz contra bactérias gram-positivas porque as bactérias gram-positivas possuem a parede celular de peptideoglicano exposta, já as bactérias gram-negativas possuem uma camada externa de lipopolissacarídeos recobrindo o peptideoglicano.
Sobre peptídeos antimicrobianos, secretados pelas células epiteliais e pelos fagócitos: 
Três importantes classes de peptídeos antimicrobianos dos mamíferos são as defensinas, as catelicidinas e as histatinas.
As células epiteliais secretam esses peptídeos nos líquidos que banham a superfície das mucosas, e os fagócitos os secretam nos tecidos.
As defensinas são uma classe ancestral evolutivamente conservada de peptídeos antimicrobianos e atuam rapidamente, rompendo a membrana celular de bactérias, fungos e a membrana do envelope de alguns vírus. 
Acredita-se que o mecanismo de ação das defensinas envolve a inserção da região hidrofóbica na bicamada da membrana e a formação de um poro que produz um vazamento na membrana.
A pele apresenta várias formas de defesa:
· Betadefensina 
· Ácidos graxos fazem parte da composição de mecanismos de defesa da nossa pele.
· As junções ocludentes têm a função de manter as células da pele unidas, fornecendo uma barreira mecânica contra a entrada de microrganismos.
· A flora residente oferece uma resistência competitiva à entrada de outros agentes patogênicos.
· As histatinas constituem outra classe de peptídeos antimicrobianos, e são constitutivamente produzidas pelas glândulas paratireoide, sublingual e submandibular da cavidade oral."
A doença de Crohn é uma doença inflamatória intestinal de origem desconhecida, que consiste na perda de função por mutações em NOD2 em humanos.
Respostas fisiológicas complexas: febre e inflamação
A primeira defesa do organismo a um dano tecidual é a resposta inflamatória, através da ativação do sistema imune inato, que, em um contra-ataque, mobiliza um exército de células brancas.
A inflamação é um processo biológico complexo que envolve componentes vasculares e celulares, apresentando como sinais clínicos característicosrubor, calor, edema, dor e prejuízo funcional.
As moléculas solúveis que darão início ao processo inflamatório são pequenas proteínas denominadas citocinas e quimiocinas, entre as quais podemos dar ênfase às interleucinas, aos fatores de necrose tumoral e aos interferons. O processo através do qual os neutrófilos migram para fora dos capilares sanguíneos e para o interior dos tecidos é chamado de extravasamento e ocorre em quatro etapas.
�• A primeira é uma interação entre os leucócitos circulantes e as paredes dos vasos sanguíneos, que retarda os neutrófilos. Essa interação é mediada pelas selectinas ligadoras de carboidratos.
• O segundo passo depende de interações entre as integrinas leucocíticas LFA-1 e CR3 com as moléculas de adesão no endotélio, como ICAM-1 e ICAM-2.
• No terceiro passo, o leucócito extravasa ou cruza a parede endotelial. Esse passo também envolve LFA-1 e CR3, bem como uma interação adesiva adicional envolvendo uma molécula relacionada à imunoglobulina chamada PECAM ou CD31. O movimento através da membrana basal é conhecido como diapedese e permite que o fagócito penetre nos tecidos subendoteliais.
• O quarto e último passo no extravasamento é a migração dos leucócitos pelos tecidos sob a influência de quimiocinas. Quimiocinas como CXCL8 e CCL2 são produzidas no local da infecção e se ligam a proteoglicanos na matriz extracelular e nas superfícies da célula endotelial. Dessa forma, um gradiente de concentração associado à matriz da quimiocina é formado ao longo de uma superfície sólida na qual o leucócito pode migrar para o foco da infecção.
O processo inflamatório pode ser caracterizado pelo surgimento de quatro sintomas: dor, rubor, calor e edema.
A inflamação é responsável por combater a infecção, recrutando células e proteínas do sangue para os tecidos infectados que auxiliam diretamente na destruição dos patógenos.
Quimiocinas é um grupo pertencem as moléculas solúveis quimioatraentes responsáveis pela indução da inflamação.
Macrófagos e neutrófilos secretam mediadores lipídicos de inflamação, que são conhecidos como PAFs. Prostaglandinas, leucotrienos e fator ativador de plaquetas.
As citocinas secretadas por células dendríticas e macrófagos em resposta à ativação dos receptores de reconhecimento do padrão incluem um grupo de proteínas estruturalmente diversificado chamado de interleucinas.
	
Os medicamentos anti-inflamatórios são produtos amplamente consumidos pela população, dentre os quais inserem-se os anti-inflamatórios esteroides (AIEs). Essa classe de medicamentos apresenta como função a inibição da enzima fosfolipase A2 (família dos eucosanoides).
A inibição da fosfolipase A2 mediada pelos AIEs diminui a concentração do ácido araquidônico para ser processado pelas enzimas COXs e LOXs. É através da restrição de substratos para essas duas enzimas que tanto o cortisol (natural e endógeno) quanto os seus análogos sintéticos (os AIEs [exógenos]) impedem a cascata inflamatória.

Mais conteúdos dessa disciplina