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Anatomia ruminantes

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ANATOMIA DOS RUMINANTES DOMÉSTICOS 
 
 
 
 
 
HUGO PEREIRA GODINHO 
Professor Titular (aposentado), ICB / UFMG 
Professor Adjunto, PUC-MINAS / Belo Horizonte 
 
FÁBIO MAURÍCIO CARDOSO 
Professor Titular (aposentado), ICB / UFMG 
Professor Adjunto, PUC-MINAS / Betim 
 
ANTÔNIO CARLOS SANTANA CASTRO 
Professor Adjunto, ICB / UFMG 
 
 
 
 
BELO HORIZONTE – MINAS GERAIS 
2006 
 2
 
APRESENTAÇÃO 
 
As disciplinas que envolvem o estudo da anatomia macroscópica dos animais 
domésticos são geralmente aquelas que ocupam a maior carga horária dentro dos 
cursos de Medicina Veterinária. Mesmo assim, essa carga horária tem sido 
progressivamente reduzida, já que o desenvolvimento da ciência veterinária nos últimos 
anos resultou em grande expansão da parte profissional do currículo em detrimento de 
sua parte básica, na qual se insere o estudo da anatomia. 
Na tentativa de adequar o ensino anatômico veterinário à carga horária que lhe 
vem sendo atribuída – e sem prejuízo da formação básica do estudante de Medicina 
Veterinária – elaboramos o presente texto, destinado a atender à rotina dos alunos nas 
aulas práticas e, obviamente, sem a pretensão de substituir os tratados clássicos 
existentes. 
As semelhanças que existem nos vários sistemas orgânicos das diferentes 
espécies domésticas permitem que uma delas possa ser utilizada como padrão para o 
estudo anatômico. No presente texto, adotou-se como padrão o ruminante (bovino, 
ovino e caprino), devido a sua facilidade de obtenção, seu baixo custo e, no caso do 
ovino ou caprino, seu porte adequado para uso em laboratório. Aspectos comparativos 
envolvendo aparelhos e sistemas das demais espécies domésticas devem ser 
abordados em aulas teóricas e práticas suplementares. 
À exceção do estudo dos ossos, articulações, sistema nervoso central e 
tegumento comum, a matéria do presente texto está exposta sob o ponto de vista 
topográfico. Para cada região do corpo animal a ser estudada, é apresentado o roteiro 
de dissecação, seguido da descrição teórica das estruturas dissecadas. A nomenclatura 
utilizada ao longo de todo o texto procurou seguir o mais estritamente possível aquela 
indicada pela Nomenclatura Anatômica Veterinária (SCHALLER, 1999). 
Somos gratos a todos que contribuíram de alguma forma para o 
aperfeiçoamento deste texto, especialmente aos alunos de graduação para os quais ele 
foi escrito. Agradecemos também aos colegas anatomistas veterinários que nos 
honraram com suas críticas e sugestões. 
 
 
 Os Autores 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 3
SUMÁRIO 
 
1. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA VETERINÁRIA, 5 
2. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO ESQUELETO, 7 
3. OSSOS DO MEMBRO TORÁCICO, 10 
4. OSSOS DO MEMBRO PELVINO, 14 
5. COLUNA VERTEBRAL, COSTELAS, CARTILAGENS COSTAIS E 
 ESTERNO, 19 
6. OSSOS DO CRÂNIO E OSSO HIÓIDE, 24 
7. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DAS ARTICULAÇÕES, 30 
8. ARTICULAÇÕES, 34 
9. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DOS MÚSCULOS, 40 
10. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DOS VASOS, 43 
11. DISSECAÇÃO DO MEMBRO TORÁCICO, 47 
12. MÚSCULOS DO MEMBRO TORÁCICO E ÁREAS ADJACENTES, 54 
13. NERVOS DO MEMBRO TORÁCICO, 63 
14. VASOS DO MEMBRO TORÁCICO, 67 
15. DISSECAÇÃO DA PAREDE DO TÓRAX, 73 
16. MÚSCULOS DA PAREDE DO TÓRAX, 75 
17. NERVOS DA PAREDE DO TÓRAX, 78 
18. VASOS DA PAREDE DO TÓRAX, 80 
19. DISSECAÇÃO DA PAREDE DO ABDOME, 81 
20. MÚSCULOS DA PAREDE DO ABDOME, 83 
21. NERVOS DA PAREDE DO ABDOME, 85 
22. VASOS DA PAREDE DO ABDOME, 86 
23. DISSECAÇÃO DO MEMBRO PELVINO, 87 
24. MÚSCULOS DO MEMBRO PELVINO, 93 
25. NERVOS DO MEMBRO PELVINO, 100 
26. VASOS DO MEMBRO PELVINO, 104 
27. DISSECAÇÃO DA CABEÇA, 114 
28. MÚSCULOS DA CABEÇA, 122 
29. NERVOS DA CABEÇA, 126 
30. VASOS DA CABEÇA, 135 
31. DISSECAÇÃO DO PESCOÇO, 143 
32. MÚSCULOS DO PESCOÇO, 145 
33. NERVOS DO PESCOÇO, 149 
34. VASOS DO PESCOÇO, 151 
35. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO SISTEMA NERVOSO,155 
36. SISTEMA NERVOSO CENTRAL, 158 
37. OLHO, PÁLPEBRAS, TÚNICA CONJUNTIVA E APARELHO LACRIMAL, 
 174 
38. OUVIDO (ÓRGÃO VESTIBULOCOCLEAR), 178 
39. CAVIDADE DA BOCA, 185 
40. CAVIDADE NASAL E SEIOS PARANASAIS, 193 
41. FARINGE, 196 
42. LARINGE, 198 
43. ESÔFAGO, TRAQUÉIA, TIREÓIDE, PARATIREÓIDES E TIMO, 201 
44. DISSECAÇÃO DA CAVIDADE DO TÓRAX, 204 
45. PLEURA, PULMÕES E BRÔNQUIOS, 206 
 4
46. PERICÁRDIO E CORAÇÃO, 210 
47. NERVOS DA CAVIDADE DO TÓRAX, 213 
48. VASOS DA CAVIDADE DO TÓRAX, 215 
49. DISSECAÇÃO DA CAVIDADE DO ABDOME, 222 
50. ESTÔMAGO, 225 
51. INTESTINOS, 229 
52. FÍGADO, VIAS BILIARES, PÂNCREAS E BAÇO, 232 
53. RINS, URETERES E GLÂNDULAS ADRENAIS, 235 
54. PERITÔNIO, 238 
55. NERVOS DA CAVIDADE DO ABDOME, 241 
56. VASOS DA CAVIDADE DO ABDOME, 243 
57. DISSECAÇÃO DA CAVIDADE PELVINA E DOS ÓRGÃOS GENITAIS 
 EXTERNOS, 251 
58. ÓRGÃOS GENITAIS FEMININOS, 253 
59. ÚBERE, 257 
60. ÓRGÃOS GENITAIS MASCULINOS, 259 
61. BEXIGA URINÁRIA E PARTE TERMINAL DOS URETERES, 267 
62. PARTE PELVINA DO PERITÔNIO, 268 
63. NERVOS DA CAVIDADE PELVINA, 269 
64. VASOS DA CAVIDADE PELVINA, 271 
65. TEGUMENTO COMUM, 274 
66. BIBLIOGRAFIA, 277 
 
 
 5
 
1. INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA ANATOMIA VETERINÁRIA 
 
1.1 Objetivo 
 
A Anatomia Veterinária tem como objetivo estudar a conformação e a estrutura 
macroscópica do corpo dos animais domésticos. Estes compreendem as espécies que, 
por seu valor econômico, científico ou afetivo, são criadas pelo homem. Em nosso 
meio, as principais espécies domésticas, considerando-se apenas mamíferos, são o 
bovino, o equino, o suíno, o ovino, o caprino, o canino e o felino. 
 
1.2 Nomenclatura anatômica veterinária 
 
Compreende o conjunto de nomes ou termos utilizados para designar todas as 
estruturas anatômicas presentes no corpo dos animais domésticos. Foi elaborada por 
um comitê internacional de anatomistas veterinários e seus princípios básicos são os 
seguintes: 
-Cada estrutura anatômica deve ser designada por um único termo. 
-Os termos são escritos em Latim, mas os anatomistas de cada país podem 
traduzi-los para sua respectiva língua. 
-Os termos devem ser, preferencialmente, informativos e descritivos. Exemplo: 
músculo flexor superficial dos dedos. 
-Estruturas intimamente relacionadas do ponto de vista topográfico, isto é, 
situadas junto uma da outra em determinada região do corpo, devem possuir nomes 
semelhantes. Exemplo: artéria femoral, veia femoral e nervo femoral. 
-Os termos derivados de nomes próprios (epônimos) devem ser abolidos. 
Exemplo: tendão de Aquiles, substituído por tendão calcanear comum. 
 
1.3 Divisão do corpo do animal 
 
O corpo do animal pode ser dividido nas seguintes partes fundamentais: cabeça, 
pescoço, tronco, membros e cauda. O tronco compreende o tórax e o abdome. Os 
membros incluem um par de membros torácicos (anteriores) e um par de membros 
pelvinos (posteriores). O membro torácico compõe-se de quatro partes ou segmentos: 
ombro (cintura escapular), braço, antebraço e mão. O membro pelvino também 
compreende quatro segmentos: quadril (cintura pelvina), coxa, perna e pé. 
 
1.4 Planos do corpo do animal 
 
São planos imaginários que tangenciam ou cortam o corpo do animal, facilitando a sua 
delimitação no espaço. Os principais planos utilizados para os animais domésticos são 
os seguintes: 
-Plano cranial: plano vertical que tangencia o crânio do animal. 
-Plano caudal: plano vertical que tangencia a cauda do animal. 
-Planos transversais: planos verticais que cortam o corpo do animal 
paralelamente aos planos cranial e caudal. 
-Plano dorsal: plano horizontal que tangencia o dorso do animal. 
-Plano ventral: plano horizontal que tangencia o ventre do animal. 
-Planos laterais direito e esquerdo: planos verticais que tangenciam cada lado 
do corpo do animal. 
 6
-Plano mediano: plano

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