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Anatomia ruminantes

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cabeça do rádio. No contorno craniomedial da cabeça situa-se uma discreta saliência 
rugosa, a tuberosidade do rádio. 
O corpo do rádio é robusto, apresentando-se algo achatado no sentido 
craniocaudal. Sua face cranial é lisa e plana. Já sua face caudal apresenta-se 
percorrida por sulcos mais ou menos desenvolvidos e está fundida ao corpo da ulna, 
exceto em dois pontos onde permanecem espaços: espaço interósseo proximal e 
espaço interósseo distal. No espaço interósseo proximal situa-se comumente o forame 
nutrício do rádio. 
A tróclea constitui a extremidade distal do rádio. Possui três superfícies 
articulares dispostas obliquamente e destinadas à articulação com os ossos do carpo. 
A ulna é o menor e mais caudal dos dois ossos do antebraço, caracterizando-se 
por apresentar uma extremidade proximal bem mais desenvolvida que o restante do 
osso. 
A extremidade proximal da ulna denomina-se olécrano. Este se apresenta como 
uma grande saliência que se projeta para cima e para trás a partir do corpo do osso. A 
extremidade livre do olécrano forma um tubérculo arredondado, denominado túber do 
olécrano. Cranialmente, o olécrano forma uma projeção ponteaguda, denominada 
processo ancôneo. Logo abaixo do processo ancôneo encontra-se uma reentrância de 
perfil semilunar, a incisura troclear. 
O corpo da ulna é longo, delgado e está fundido ao corpo do rádio, exceto nos 
espaços interósseos proximal e distal, já mencionados. 
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A extremidade distal da ulna está igualmente fundida à extremidade distal do 
rádio e termina formando uma saliência ponteaguda, o processo estilóide. 
 
3.5 Carpo 
 
O carpo é um conjunto de ossos curtos que se interpõe entre o rádio e a ulna 
proximalmente e o metacarpo distalmente. Nos ruminantes, o carpo é composto de 
seis ossos, articulados entre si e dispostos em duas fileiras, uma proximal e outra distal. 
A fileira proximal articula-se com a extremidade distal do rádio e da ulna. A fileira distal 
articula-se com o metacarpo. 
A fileira proximal do carpo compreende quatro ossos, que se denominam, no 
sentido mediolateral: osso radial do carpo, osso intermédio do carpo, osso ulnar do 
carpo e osso acessório do carpo, este último de forma globosa e projetado para trás. A 
fileira distal do carpo compõe-se de dois ossos, que são, também no sentido 
mediolateral: osso cárpico II + III e o osso cárpico IV. O osso cárpico I não ocorre nos 
ruminantes. 
A face dorsal do carpo é ligeiramente convexa e a face palmar ligeiramente 
côncava, constituindo esta concavidade o sulco do carpo. 
 
3.6 Metacarpo 
 
O metacarpo dos ruminantes compreende apenas um osso completamente 
desenvolvido – o metacárpico III + IV – formado pela fusão dos ossos metacárpico III e 
metacárpico IV no período fetal. Além deste, o bovino possui também um osso 
metacárpico rudimentar, pequeno e ponteagudo, o metacárpico V, articulado à face 
lateral da extremidade proximal do metacárpico III + IV. 
O metacárpico III + IV é um osso longo, no qual se distinguem três partes: base, 
corpo e cabeça. 
A base é a extremidade proximal do metacárpico III + IV e apresenta duas 
superfícies articulares ligeiramente côncavas, destinadas à articulação com a fileira 
distal dos ossos do carpo. No contorno dorsomedial da base encontra-se uma saliência 
discreta, a tuberosidade metacárpica. 
O corpo do metacárpico III + IV é longo e ligeiramente achatado no sentido 
dorsopalmar. Sua face dorsal apresenta-se percorrida no meio por uma depressão 
linear, o sulco longitudinal dorsal. Na extremidade distal deste sulco encontra-se um 
orifício, denominado canal distal do metacarpo, destinado à passagem de vasos 
sanguíneos. Um outro orifício menor, o canal proximal do metacarpo, pode ou não estar 
presente na extremidade proximal do sulco. A face palmar do corpo do metacárpico III + 
IV apresenta-se percorrida pelo sulco longitudinal palmar, mais discreto que o dorsal, e 
nela se abrem os canais proximal e distal do metacarpo. 
A cabeça constitui a extremidade distal do metacárpico III + IV e articula-se com 
as falanges proximais dos dois dedos principais do ruminante. Apresenta duas 
saliências articulares, as trócleas medial e lateral, separadas entre si por uma fenda 
profunda, denominada incisura intertroclear. 
 
3.7 Falanges 
 
Os ruminantes domésticos possuem quatro dedos na mão. Destes, o dedo III e o dedo 
IV são completamente desenvolvidos, apóiam-se no solo e possuem, cada um, três 
falanges (proximal, média e distal) e três ossos sesamóides (dois proximais e um 
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distal). Os dedos II e V, situados na face palmar da mão, são rudimentares e possuem 
um ou dois pequenos ossos que não se articulam com o restante do esqueleto. 
A falange proximal é um osso longo, apresentando base, corpo e cabeça. A 
base é a extremidade proximal, mais larga e dotada de duas superfícies articulares 
côncavas para articulação com a tróclea correspondente do osso metacárpico III + IV. 
Em sua face palmar salientam-se dois tubérculos, separados por um sulco. O corpo 
apresenta quatro faces: axial, abaxial, dorsal e palmar. A cabeça é a extremidade distal, 
apresentando uma tróclea para articulação com a base da falange média. 
A falange média, embora mais curta que a proximal, também é um osso longo. 
Sua base possui duas superfícies articulares côncavas para articulação com a tróclea 
da falange proximal. Apresenta também na face palmar dois tubérculos, mais 
desenvolvidos que os da falange proximal, especialmente os abaxiais. A cabeça é 
constituída por uma tróclea semelhante àquela da falange proximal, para articulação 
com a falange distal. 
A falange distal difere bastante das duas precedentes por sua forma irregular. 
Apresenta quatro faces: solear, abaxial, axial e proximal. A face solear é aquela que se 
apóia no solo por meio do casco; é mais ou menos lisa, de perfil lanceolado, com sua 
extremidade aguda voltada para frente e ligeiramente para dentro. A face abaxial ou 
parietal é aquela voltada para fora, apresentando-se convexa e dotada de vários 
forames, alguns deles bem desenvolvidos. A face axial é aquela voltada para dentro; 
apresenta-se ligeiramente côncava e possui igualmente vários forames. A face proximal 
ou articular é aquela que se articula com a tróclea da falange média, sendo formada por 
duas superfícies articulares côncavas. 
 
3.8 Ossos sesamóides 
 
Os sesamóides proximais, em número de quatro, são pequenos ossos ovóides 
dispostos em uma fileira transversal junto à face palmar da articulação entre o 
metacárpico III + IV e as falanges proximais dos dedos III e IV. O sesamóide distal 
(também conhecido como osso navicular) é um pequeno osso alongado em sentido 
transversal, situado na face palmar da articulação entre a falange média e a falange 
distal de cada dedo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. OSSOS DO MEMBRO PELVINO 
 
4.1 Introdução 
 
O membro pelvino compreende os seguintes segmentos, com suas respectivas bases 
ósseas: 
 -Quadril (cintura pelvina): osso do quadril, formado por ílio, pube e ísquio. 
 -Coxa: um único osso, o fêmur. 
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 -Perna: dois ossos, tíbia e fíbula, esta última rudimentar. 
 -Pé: ossos do tarso, do metatarso e dos dedos (falanges e ossos sesamóides) 
 
4.2 Osso do quadril 
 
Cada osso do quadril é composto de três ossos – ílio, pube e ísquio – que no animal 
adulto estão fundidos entre si de modo a formar uma peça inteiriça, articulada 
proximalmente com a coluna vertebral e distalmente com o fêmur. Os dois ossos do 
quadril constituem as paredes laterais e ventral da cavidade pelvina e estão unidos um 
ao outro na linha mediana ventral por cartilagem fibrosa (sínfise pelvina). 
 
4.2.1 Ílio 
 
É o maior dos ossos que formam o quadril, estando voltado para frente e para cima. 
Possui forma aproximadamente triangular, nele

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