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Mapa Mental Lesões Cutâneas PELE: é subdividida em epiderme, derme e hipoderme EPIDERME: Camada superficial e fina Espessura: 0,04 mm a 1,6 mm Formação: Epitélio ceratinizado, escamoso e estratificado, sem vascularização e nutrição por difusão; Subcamadas: Camada Córnea, mais externa Camada Germinativa ou Basal, mais interna DERME: Camada mais profunda e espessa Espessura: 1mm a 4mm Formação: Tecido conjuntivo, contém vasos sanguíneos e linfáticos, folículos pilosos, glândulas sebáceas, nervos, receptores sensitivos. Subcamadas: Camadas Papilar - divisória entre derme e epiderme com evaginações em forma de papilas Camadas Reticular -composta por fibras colágenas (elásticas e fibrina) e fibroblasto HIPODERME: ou tecido subcutâneo Espessura: 0,05mm a 4mm Formação: Tecidos adiposo e conjuntivo, vasos sanguíneos, nervos, vasos linfáticos Na junção dermo-hipodérmica as glândulas sudoríparas Barreira entre o meio interno e externo SENSIBILIDADE DA PELE: Corpúsculos de Meissner – Sensibilidade tátil Corpúsculos de Ruffini – Sensibilidade Térmica Corpúsculos de Pacini – Sensibilidade a Pressão e vibração (lesões térmicas) Corpúsculos de Krausse – Sensibilidade Tátil Células de Merkel – Sensibilidade Tátil Lesões elementares são modificações do tegumento cutâneo determinada por processos infamatórios, degenerativos, circulatórios, neoplásicos, por distúrbios do metabolismo ou por defeito de formação. Primitivas: aparecem sem serem precedidas de outra alteração macroscópica. Secundárias: resultam da evolução de lesões primitivas. CLASSIFICAÇÃO DAS LESÕES ELEMENTARES Manchas e máculas – Caracterizadas por modificações de cor da pele sem relevo ou espessamento Manchas hipocrômicas ou acrômicas: diminuição ou ausência de melanina Manchas hipercrômicas: aumento de melanina. Manchas vasculares: Distúrbios da microcirculação da pele. Obs.: São diferenciadas das manchas hemorrágicas por desaparecem após compressão. Telangiectasias (microvarizes): comuns nas pernas e nas coxas das pessoas do sexo feminino. Mancha hiperêmica /eritematosa: doenças exantemáticas (sarampo, rubéola e varicela), nas septicemias e nas alergias cutâneas. Manchas hemorrágicas: Não desaparecem pela compressão, por se tratar de sangue extravasado. petéquias: quando puntiformes víbices: quando em forma linear equimose: quando em placas Púrpura: manchas hemorrágicas causadas por alterações nos capilares e discrasias sanguíneas. Hematoma: quando o extravasamento sanguíneo for suficiente para produzir elevação da pele (coleção de sg na derme ou subcutâneo) Lesões elementares sólidas Queratose: Devido ao espessamento da camada córnea, a pele torna-se espessa, dura e inelástica. Edema: Consiste no acúmulo de líquidos no espaço intersticial. A pele torna-se lisa e brilhante. Lesões elementares líquidas Vesícula: Elevação circunscrita da pele que contém líquido em seu interior de pequeno tamanho (até 0,5 cm), superficiais, bem delimitadas. Bolha: Elevação da pele contendo uma substância líquida em seu interior de diâmetro maior que 0,5 cm. Lesões elementares caducas Escamas: Lâminas epidérmicas secas que tendem a desprender-se da superfície cutânea Cicatriz: É a reposição de tecido destruído pela proliferação do tecido fibroso circunjacente Lesões Elementares por Sequelas Quelóide: É um tipo de cicatriz com formação fibrosa, saliente, de consistência firme, róseo-avermelhada, bordas nítidas. SEMIOLOGIA DA PELE Palidez: Traduz a diminuição das hemácias circulantes nas microcirculações cutânea e subcutânea. Generalizada: anemia. Localizada: ex: Obstrução da aa. Femoral acompanha-se palidez no membro Inferior respectivo. Vermelhidão ou eritrose: Traduz aumento da quantidade de sg na rede vascular cutânea, por vasodilatação ou aumento de sangue. Generalizada: Febre. Localizada: rubor facial Cianose: cor azulada da pele, resultante da má perfusão de O2. Quanto a intensidade pode ser leve, moderada ou intensa. Turgor Turgor Normal: sensação de pele suculenta, que ao ser solta, a prega se desfaz rapidamente, pois há conteúdo normal de água. Turgor diminuído: Sensação de pele murcha, a prega se desfaz lentamente Espessura Pele de espessura normal Pele atrófica: Há certa translucidez, permite ver a rede venosa superficial. Pele hipertrófica ou espessa: pele ressecada e endurecida Elasticidade Elasticidade normal: pessoas hígidas. Aumento da elasticidade - Pele hiperelástica: pele se distende de 2 a 3 vezes mais do que o normal. Diminuição da elasticidade - Pele hipoelástica: prega cutânea se desfaz lentamente. CLASSIFICAÇÃO DAS FERIDAS Evolução Agudas: originadas de cirurgias ou traumas e sua reparação ocorre em tempo adequado, sem complicações. Crônicas: Não são reparadas no tempo adequado e apresentam complicações. Complexidade Ferida simples: atinge tecidos superficiais, que apresentam boas respostas aos tratamentos convencionais, que evoluem com boa resposta, sem sinais de infecção, contaminação ou colonização. Ferida complexa: feridas crônicas, que geralmente acometem além das camadas da pele, que quase sempre evoluem de forma desfavorável. Comprometimento tecidual Feridas abertas: alteração da solução de continuidade da pele Feridas fechadas: não violam a continuidade da pele Espessura Ferida superficial: lesão acomete epiderme e/ou derme. Ferida profunda superficial: lesão acomete até hipoderme. Ferida profunda total: lesão acomete além da pele, tecido muscular e estruturas adjacentes. PRESENÇA DE INFECÇÃO Ferida contaminada: apresenta elementos contaminantes e são invadidas por microbiota bacteriana, porém não virulenta. Ferida colonizada: a superfície da ferida apresenta microrganismos que se multiplicam, porém não chegam a produzir infecção e comprometer cicatrização, <105UFC/g de tecido. Ferida infectada: apresenta mais de 100.000 colônias por grama de tecido ou existem sinais claros de infecção, >105UFC/ g de tecido. Ferida não infectada e limpa: feridas criadas sob condições assépticas (cirurgias), libres de microrganismos patogénicos. TIPOS DE TECIDOS: A. Epitelização: neo tecido de revestimento mais frágil que a epiderme. B. Granulação: neo tecido de revestimento, proliferação de tecido conjuntivo fibroso. C. Necrose: tecido morto. Tipos: esfacelo ou necrose úmida e escara ou necrose seca. ETIOLOGIA Ferida patológica: causadas por fatores endógenos ou lesões secundárias a uma ou mais doenças de base. Ferida iatrogênica: ocasionadas por procedimentos realizados por profissionais de saúde e que produzem algum tipo de lesão ao paciente. Ferida Intencionais ou cirúrgicas: feridas previsíveis, realizadas em condições assépticas, de acordo com a necessidade terapêutica específica. Ferida acidentais ou traumáticas: ocorrem inesperadamente, resultantes de trauma,violência, acidente, etc. Variam conforme tamanho, gravidade e forma, a depender das condições que a produziram. Ferida causadas por fatores externos: resultantes do contato da pele com substâncias (inflamáveis, causticantes, quentes, geladas) e também por pressão contínua. Avaliação do estado de saúde Exame clínico e exames complementares – exame físico muito bem feito e demilitado, utilizando também uso de exames complementares para fechar quadro clínico do paciente Avaliação da lesão O que devemos observar na avaliação de uma ferida? Características do leito da ferida Características da pele ao redor da ferida Características do exsudato da ferida Sinais indicativos de infecção DOR Dor será avaliada se o comprometimento é arterial ou venoso, se há conforto do paciente e com ajuda das escalas de avaliação. EDEMA Origem venosa: edema em região maleolar podendo estender-se ao terço médio da perna e progredir ao final do dia. Origem arterial: edema ausente ou pode estar presente se o paciente permanecer em pé ou imóvel por longos períodos (edema de estase). Outra maneira de se avaliar o edema é mensurando a circunferência da perna em dois locais: 10 cm acima do maléolo e Região mais desenvolvida da panturrilha OU 2 cm acima do maléolo e 4 cm abaixo do joelho . EXTENSÃO DA FERIDA Desenho do contorno da lesão: acetato estéril + caneta para retroprojetor. Traça-se uma linha vertical e outra horizontal, obtendo um ângulo de 90° (referência: pontos mais extensos no sentido vertical e horizontal). Anota-se os valores (em cm) encontrados na linha vertical (comprimento) e na horizontal (largura). Como mensurar a profundidade de úlceras com grande perda tecidual? Introduzir espátula estéril, seringa de insulina sem agulha, swab ou o dedo indicador enluvado no ponto mais profundo da lesão e realizar posterior medição em régua. Medir o descolamento: • introduzir o dedo indicador enluvado ou uma sonda uretral ou de aspiração número 10 nos locais de descolamento. • converter maior medida encontrada em cm. Registrar a medida encontrada: • desenha-se um relógio no qual a cabeça do paciente corresponderá às 12 h. Indica-se a maior medida encontrada, no sentido horário, correlacionando o local do descolamento com os pontos correspondentes às horas do relógio.