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12/08/2020 NEUROLOGIA NA PRÁTICA OFTÁLMICA NEUROLOGIA NA PRÁTICA OFTÁLMICA MV. MsC. Bianca Eidt RodriguesMV. MsC. Bianca Eidt Rodrigues Graduação na Universidade Federal de Santa Maria – UFSM Mestrado na universidade Federal do Mato Grosso – UFMT Especialização em Oftalmologia na Anclivepa - SP AnatomiaAnatomia 12/08/2020 RetinaRetina RetinaRetina 1. Fotorreceptores 2. Células bipolares 3. Células ganglionares 1. Fotorreceptores 2. Células bipolares 3. Células ganglionares 12/08/2020 Fundo de olhoFundo de olho CA Pares cranianosPares cranianos NC II – N. Óptico NC III – N. Oculomotor NC IV - N. Troclear NC V – N. Trigêmeo NC VI – N. Abducente NC VII – N. Facial NC II – N. Óptico NC III – N. Oculomotor NC IV - N. Troclear NC V – N. Trigêmeo NC VI – N. Abducente NC VII – N. Facial 12/08/2020 N. Óptico (II)N. Óptico (II) Axônios das células ganglionares Reflexo pupilar a luz Reflexo de ameaça Reflexo de ofuscamento Axônios das células ganglionares Reflexo pupilar a luz Reflexo de ameaça Reflexo de ofuscamento Via visualVia visual 12/08/2020 N. Oculomotor (III)N. Oculomotor (III) Inervação dos músculos extraoculares Inervação dos músculos internos (fibras parassimpáticas) Inervação dos músculos extraoculares Inervação dos músculos internos (fibras parassimpáticas) N. Oculomotor (III)N. Oculomotor (III) 12/08/2020 N. Oculomotor (III)N. Oculomotor (III) Lesão parcial em Nervo Oculomotor Nervos ciliares curtos cão: 5 a 8 gato: 2 Lesão parcial em Nervo Oculomotor Nervos ciliares curtos cão: 5 a 8 gato: 2 N. Troclear (IV)N. Troclear (IV) Função Inervação do músculo extraocular Função Inervação do músculo extraocular 12/08/2020 N. AbduscenteN. Abduscente Retrator do bulbo NC III Oculomotor NC IV Troclear NC VI Abduscente 12/08/2020 N. Trigêmeo (V)N. Trigêmeo (V) RAMO OFTÁLMICO - Aferente: córnea, pálpebra superior, glândula lacrimal RAMO MAXILAR - Aferente: Focinho, pálpebra inferior, dentes superiores RAMO MANDIBULAR - Aferente: pele da região mandibular, dentes inferiores - Eferente: Músculos mastigatórios, músculo tensor do tímpano RAMO OFTÁLMICO - Aferente: córnea, pálpebra superior, glândula lacrimal RAMO MAXILAR - Aferente: Focinho, pálpebra inferior, dentes superiores RAMO MANDIBULAR - Aferente: pele da região mandibular, dentes inferiores - Eferente: Músculos mastigatórios, músculo tensor do tímpano N. Trigêmeo (V)N. Trigêmeo (V) RAMO OFTÁLMICO Nervo lacrimal Nervo supra orbitário Nervo nasociliar 1. etmoidal 2. infratroclear 3. ciliares longos RAMO OFTÁLMICO Nervo lacrimal Nervo supra orbitário Nervo nasociliar 1. etmoidal 2. infratroclear 3. ciliares longos 12/08/2020 N. Trigêmeo (V)N. Trigêmeo (V) RAMO MAXILAR Nervo zigomático RESUMO N.Trigêmeo: confere ramos aferentes ao reflexos palpebrais e corneais, estimulando o musculo orbicular a estreitar a fenda palpebral após pálpebra e córnea terem sido tocadas. RAMO MAXILAR Nervo zigomático RESUMO N.Trigêmeo: confere ramos aferentes ao reflexos palpebrais e corneais, estimulando o musculo orbicular a estreitar a fenda palpebral após pálpebra e córnea terem sido tocadas. N. Facial (VII)N. Facial (VII) Motor Parte motora da expressão facial Ramificação do nervo auriculopalpebral Parassimpático Fibras que suprem a glândula lacrimal e músculo orbicular Motor Parte motora da expressão facial Ramificação do nervo auriculopalpebral Parassimpático Fibras que suprem a glândula lacrimal e músculo orbicular 12/08/2020 Exame Neuro oftálmicoExame Neuro oftálmico Reflexo a ameaça Reflexo pupilar a luz Reflexo palpebral Teste de obstáculos Reflexo a ameaça Reflexo pupilar a luz Reflexo palpebral Teste de obstáculos Reflexo de AmeaçaReflexo de Ameaça Avalia aspectos aferentes do sistema visual, conexões no cérebro, cerebelo, tronco encefálico e integridade do nervo facial que supre o mm. orbicular Cães e gatos só apresentarão o reflexo após 12 semanas de vida, e potros com 2 semanas Retina nervo optico quiasma óptico trato óptico corpo geniculado lateral radiações opticas córtex visual cerebelo córtex motor nervo facial ATO DE PISCAR Avalia aspectos aferentes do sistema visual, conexões no cérebro, cerebelo, tronco encefálico e integridade do nervo facial que supre o mm. orbicular Cães e gatos só apresentarão o reflexo após 12 semanas de vida, e potros com 2 semanas Retina nervo optico quiasma óptico trato óptico corpo geniculado lateral radiações opticas córtex visual cerebelo córtex motor nervo facial ATO DE PISCAR 12/08/2020 Reflexo de AmeaçaReflexo de Ameaça Reflexo Pupilar a LuzReflexo Pupilar a Luz Direto Consensual Avalia a função do n. oculomotor (NC. III- fibras parassimpáticas), retina, n optico (ll), mesencéfalo Direto Consensual Avalia a função do n. oculomotor (NC. III- fibras parassimpáticas), retina, n optico (ll), mesencéfalo 12/08/2020 Reflexo pupilar a luzReflexo pupilar a luz Retina N. óptico quiasma óptico trato óptico Núcleo Edinger-Westphal N. Oculomotor (gânglio ciliar) Mm. Esfíncter Pupilar (n. ciliar curto) Paciente com déficit dividem-se em 3 categorias: Paciente cego com RPL normal Paciente cego com RPL anormal Paciente visual com RPL amormal Retina N. óptico quiasma óptico trato óptico Núcleo Edinger-Westphal N. Oculomotor (gânglio ciliar) Mm. Esfíncter Pupilar (n. ciliar curto) Paciente com déficit dividem-se em 3 categorias: Paciente cego com RPL normal Paciente cego com RPL anormal Paciente visual com RPL amormal 12/08/2020 12/08/2020 Reflexo Palpebral/CornealReflexo Palpebral/Corneal Fechamento do reflexo bilateral das pálpebras após aplicação de um estímulo sobre a córnea ou pálpebra Avaliação da função do nervo facial e nervo trigêmeo (ramo oftálmico) Ramos sensoriais corneais do nervo trigêmeo ramo oftálmico gânglio semilunar núcleo do nervo facial de ambos os lados mm orbicular fechamento da pálpebra Fechamento do reflexo bilateral das pálpebras após aplicação de um estímulo sobre a córnea ou pálpebra Avaliação da função do nervo facial e nervo trigêmeo (ramo oftálmico) Ramos sensoriais corneais do nervo trigêmeo ramo oftálmico gânglio semilunar núcleo do nervo facial de ambos os lados mm orbicular fechamento da pálpebra 12/08/2020 Teste de ObstáculosTeste de Obstáculos Manifestações neuro oftálmicasManifestações neuro oftálmicas 12/08/2020 AnisocoriaAnisocoria Diferença de tamanho da pupila Quais a causas? Diferença de tamanho da pupila Quais a causas? UVEÍTEUVEÍTE Hiperemia generalizada. Inflamação do corpo ciliar (parte da úvea localizada atrás da pupila), ocasionando espasmos no musculo da íris e miose Hiperemia generalizada. Inflamação do corpo ciliar (parte da úvea localizada atrás da pupila), ocasionando espasmos no musculo da íris e miose 12/08/2020 ATROFIA DE ÍRISATROFIA DE ÍRIS Presente em animais na maioria idosos. Impedimento da acomodação visual por perda da musculatura da íris Presente em animais na maioria idosos. Impedimento da acomodação visual por perda da musculatura da íris GLAUCOMAGLAUCOMA Aumento da pressão intraocular. Provável paralisia do músculo constritor da írisAumento da pressão intraocular. Provável paralisia do músculo constritor da íris 12/08/2020 Como saber qual a pupila anormal?Como saber qual a pupila anormal? Teste do Ofuscamento: se a pupila não contrai como o esperado, este é o olho anormal Teste no Escuro: se a pupila não dilata como esperado, este é o olho anormal Teste do Ofuscamento: se a pupila não contrai como o esperado, este é o olho anormal Teste no Escuro: se a pupila não dilata como esperado, este é o olho anormal Síndrome de HornerSíndromede Horner Perda da inervação simpática do olho Pode haver lesão em qualquer ponto do trajeto Aproximadamente 50% são classificados como idopáticos Perda da inervação simpática do olho Pode haver lesão em qualquer ponto do trajeto Aproximadamente 50% são classificados como idopáticos 12/08/2020 Síndrome de HornerSíndrome de Horner Ptose Anisocoria (miose ipsilateral) Protrusão da 3ª pálpebra Enoftalmia Hipertermia local e conjuntival Sudorese do plano nasal (Ruminantes) Sudorese facial e/ou cervical (Equinos) Ptose Anisocoria (miose ipsilateral) Protrusão da 3ª pálpebra Enoftalmia Hipertermia local e conjuntival Sudorese do plano nasal (Ruminantes) Sudorese facial e/ou cervical (Equinos) Síndrome de HornerSíndrome de Horner Lesão na via aferente – Pré ganglionar Hipotálamo ao glânglio cervical cranial T1 a T3 – paralisia ou paresia de membros pélvicos e deficiência dos membros torácicos Avulsão do plexo braquial – paralisia do membro torácico ipsilateral a lesão Lesão na entrada do tórax/mediastino cranial: linfossarcoma Lesão na via aferente – Pré ganglionar Hipotálamo ao glânglio cervical cranial T1 a T3 – paralisia ou paresia de membros pélvicos e deficiência dos membros torácicos Avulsão do plexo braquial – paralisia do membro torácico ipsilateral a lesão Lesão na entrada do tórax/mediastino cranial: linfossarcoma 12/08/2020 Síndrome de HornerSíndrome de Horner Lesão na via eferente – Pós ganglionar Gânglio cervical cranial ao órgão efetor Golden Retriever Melhora espontânea após 6 a 8 semanas (se for idiopática) Lesão na via eferente – Pós ganglionar Gânglio cervical cranial ao órgão efetor Golden Retriever Melhora espontânea após 6 a 8 semanas (se for idiopática) Síndrome de HornerSíndrome de Horner Como faço o diagnóstico? Sinais clínicos (ptose, miose etc) Hipersensibilidade secundária a denervação simpática - fármaco simpatomimético Como faço o diagnóstico? Sinais clínicos (ptose, miose etc) Hipersensibilidade secundária a denervação simpática - fármaco simpatomimético Teste medicamentoso Epinefrina 0,001% Fenilefrina 10% Tempo de resposta Resposta esperada: Midríase Remissão da ptose e protrusão da 3ª pálpebra 12/08/2020 Síndrome de HornerSíndrome de Horner Tempo de midríase Menor que 20min – lesão pós ganglionar (prognóstico reservado a bom, havendo remissão em 4 a 6 semanas) De 20 a 60 min – lesão pré ganglionar (prognostico reservado, pedir exames complementares para localizar lesão RX, Tomo, RM do pescoço) Maior que 60 min – lesão central Tempo de midríase Menor que 20min – lesão pós ganglionar (prognóstico reservado a bom, havendo remissão em 4 a 6 semanas) De 20 a 60 min – lesão pré ganglionar (prognostico reservado, pedir exames complementares para localizar lesão RX, Tomo, RM do pescoço) Maior que 60 min – lesão central Ceratoconjuntivite Seca (KCS) NeurogenicaCeratoconjuntivite Seca (KCS) Neurogenica Lesão da via eferente – fibras parassimpáticas responsáveis pelo estímulo das Glândulas Lacrimais Lesão da via eferente – fibras parassimpáticas responsáveis pelo estímulo das Glândulas Lacrimais 12/08/2020 Ceratoconjuntivite seca (KCS) neurogenica Ceratoconjuntivite seca (KCS) neurogenica N. Facial VII N. Trigêmeo V Ceratoconjuntivite seca (KCS) neurogenica Ceratoconjuntivite seca (KCS) neurogenica Lesão Sinais clínicos Caudal ao ouvido interno KCS neurogênica + Paralisia Facial (NC VII) Adjacente ao ouvido interno (Otite média/interna ou inflamação do osso petroso temporal) KCS neurogênica + Paralisia Facial (NC VII) Possíveis sinais da Síndrome de Horner (NC V) Rostral ao ouvido interno KCS neurogênica + Xeromicteria (NC V) + Anestesia facial (NC V) Rostral (fossa pterigopalatina) Pré ou pós ganglionar Celulite/miosite periorbitária secundária a problemas nos dentes maxilares Abcesso dentário Órbita (pós ganglionar) KCS neurogênica + possível anestesia periocular (NC V) 12/08/2020 Ceratoconjuntivite seca (KCS) neurogenica Ceratoconjuntivite seca (KCS) neurogenica Existe tratamento? Pilocarpina oral – 0,1mg/kg SID ou BID Efeitos colaterais: diarréia, êmese, bradicardia * sem resposta ao uso de imunomoduladores Existe tratamento? Pilocarpina oral – 0,1mg/kg SID ou BID Efeitos colaterais: diarréia, êmese, bradicardia * sem resposta ao uso de imunomoduladores Obrigada!Obrigada! Insta @biancaeidtrodrigues E-mail bianca_eidt@hotmail.com Whatsapp (48) 998074480 Florianópolis/SC